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formado por entidades representativas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, para buscar soluções para o abastecimento. Como o setor industrial consumia quase metade da energia elétrica utilizada no Estado, a Federação também lançou iniciativas como o Programa Catarinense para o Uso Racional de Energia, que incluía um projeto de redução de consumo desenvolvido em parceria por SENAI/SC, IEL/SC, UFSC e ETFSC (atual IFSC) e também um convênio de R$ 1,4 milhão entre o IEL/SC e a Eletrobrás, para melhorar o aproveitamento de energia elétrica nas indústrias com a realização de cursos e workshops. O SENAI/SC lançou ainda um curso de pós-graduação em Uso Racional de Energia. Passada a crise, Faraco foi indicado para presidir a Câmara Técnica Setorial de Energia da FINEP, criada para propor um estudo de fontes alternativas de energia, redução do desperdício e estímulo à competitividade da tecnologia industrial nacional. Os investimentos não se limitaram, no entanto, a melhorias na produção e acesso a mercados. Um dos fenômenos da década foi a preocupação cada vez maior das empresas com a responsabilidade social, conceito que já rondava os industriais nos anos 1990, mas que só então ganhou forma e método. Por isso a FIESC firmou parceria com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, para difundir boas práticas e políticas responsáveis na gestão dos negócios junto ao empresariado catarinense. O SESI/SC criou ainda uma área de consultoria em responsabilidade corporativa, para explicar o conceito às empresas e avaliar o compromisso da indústria em relação ao público interno, sua saúde, ambiente de trabalho e vida equilibrada. O SENAI/SC atingiu 1 milhão de alunos matriculados desde o início das atividades, e uma pesquisa mostrou que 92% dos alunos egressos estavam empregados. O SESI/SC experimentou, entre 2000 e 2005, mudanças mais significativas em seu modelo de atuação, passando a oferecer soluções completas ao setor produtivo. Na década em que a responsabilidade ambiental e o comprometimento com a sustentabilidade passaram a ser encarados com seriedade dentro das empresas, a FIESC liderou projetos com resultados significativos na redução do impacto ambiental da indústria. Um deles foi o Projeto Couro, cooperação

COM TODO O GÁS FIESC teve atuação decisiva na implantação do Gasoduto Bolívia–Brasil no Estado, desde a luta pela inclusão de Santa Catarina na rede de distribuição até a pressão pela manutenção de preços competitivos para o insumo e garantia do fornecimento, além de estimular a conversão da matriz energética pelas indústrias catarinenses. PROTAGONISMO ENERGÉTICO Proposto pela FIESC, o Fórum Sul de Energia buscou soluções para a crise de fornecimento de 2001, que ficou conhecida como “Apagão”. O Fórum reuniu os presidentes das três federações de indústrias e representantes de outras entidades dos Estados do Sul.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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