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O Voo no Novo Milênio

O cenário do novo século feriu a tradição industrial ao tornar obrigatória a qualidade total (fazer certo desde a primeira vez), a sustentabilidade (o bom uso dos recursos naturais sem comprometer as gerações futuras), a inovação (mudar o paradigma para otimizar os resultados), a tecnologia (em um patamar inédito de mudanças radicais), as atividades multidisciplinares (nenhum nicho operacional trabalha isolado) e a globalização (a integração dos mercados sem os obstáculos das fronteiras políticas e econômicas). E ao mesmo tempo a desafiou para a mudança, tirando-a do conforto das reservas de mercado, de hábitos arraigados, de gestão superada, do excesso de burocracia e da falta de planejamento. Nada seria como antes, mas nada poderia vingar sem sólidos precedentes, sem os exemplos que vingaram e mostraram o quanto o empreendedorismo foi hábil em conseguir implantar em solo catarinense uma indústria que fez a diferença no País em construção.

Dois séculos de atividades não foram em vão. Principalmente se levarmos em consideração que a indústria vive da autossuperação para atender a demandas cada vez mais complexas, intensas e sofisticadas. A articulação econômica da indústria catarinense com as políticas públicas estaduais e nacionais, sob forte liderança corporativa, institucional e política, encontrou na inovação sua ferramenta básica para desatar o nó da questão. Esse é o foco da atualidade da FIESC na sua liderança industrial. Quando completou 50 anos, em 2000, a FIESC tinha o que comemorar. Os primeiros anos do século XXI foram de crescimento para a economia brasileira e trouxeram especialmente para Santa Catarina alguns dos melhores resultados de sua história. A participação da entidade foi decisiva no bom desempenho do Estado, ajudando a criar condições para a indústria se desenvolver em um mercado global exigente e competitivo. O ano 2000 representou um novo patamar de crescimento econômico. Questões como inflação e instabilidade política estavam superadas, e o trabalho de capacitação e renovação tecnológica feito pelos industriais nos 10 anos anteriores para inserir a indústria catarinense na globalização deixou o Estado em pé de igualdade para competir internacionalmente. O desafio agora era fornecer infraestrutura logística e energética para que as indústrias aproveitassem todo o seu potencial. A FIESC passou a abrigar um posto avançado da Financiadora de Máquinas e Equipamentos (Finame/BNDES) e, focada na promoção da inovação, fortaleceu o escritório regional da Financiadora de

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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