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De 1990 a 1992, a forte recessão levou a uma queda brusca nos níveis de emprego na indústria. Com a estabilização da economia a partir de 1994, o processo foi revertido e tanto a economia quanto o nível de emprego cresceram até 1997. No entanto, o efeito cascata das crises no México, na Rússia e nos países asiáticos, somado à crise financeira internacional em meados de 1998, causou novamente forte impacto nos níveis de emprego. As transformações no panorama econômico e nas relações de trabalho na indústria catarinense levaram o SESI/SC a uma revolução paulatina ao longo da década, mais incisiva a partir de 1999, com a gestão de José Fernando Xavier Faraco na presidência e Alcantaro Corrêa como vice da FIESC. Enquanto a fase anterior tinha sido marcada pela construção de instalações do SESI nas cidades, o que se viu foi uma readequação de produtos e de gestão. Em 1998, o Programa Lazer Ativo, implantado pelo SESI/SC em 38 empresas catarinenses, serviu de exemplo para outros Estados e foi adotado no ano seguinte pelo SESI Nacional. Um dos marcos de encerramento da década foi o fim da paridade do real com o dólar, em janeiro de 1999. A explosão da crise asiática em 1997, seguida pela crise da Rússia no ano seguinte, havia levado as contradições do Plano Real a um ponto crítico, e pela primeira vez na década os fluxos de investimentos líquidos em carteira foram negativos. O governo chegou a elevar a taxa de juros a quase 50% em setembro de 1998. Um pacote criado pelo FMI, o Banco Mundial e o governo norte-americano liberou US$ 41,5 bilhões para tentar sustentar o real. Mas quando ficou óbvio que as elevadas taxas de juros não impediam a saída de capital e ainda estavam gerando uma recessão econômica, o governo permitiu que a taxa cambial flutuasse livremente e o real desvalorizou 40% em dois meses. No final de sua gestão, em agosto de 1999, Douat ponderou que Santa Catarina tinha enfrentado desafios inéditos para o setor produtivo, entre os quais profundas transformações econômicas e sociais que ampliaram os conceitos de globalização. Fronteiras geográficas sucumbiram ao poder das telecomunicações e exigiram novas formas de atuação político-institucionais. Para fugir da obsolescência, as empresas tiveram que buscar novas formas de operar e se relacionar com o mercado, já que ele próprio havia mudado de forma radical.

PONTE PARA O MUNDO O presidente da FIESC, Osvaldo Douat, com o governador Vilson Kleinübing, liderando a presença catarinense na Feira de Hannover em 1993. A participação na mais importante feira industrial do mundo marcou a entrada de Santa Catarina na disputa internacional por mercados e a primeira edição do projeto Missões Empresariais, que passou a organizar delegações aos principais eventos de diversos segmentos industriais. Cerca de 200 pessoas, principalmente microempresários que nunca haviam saído do País, embarcaram no avião fretado pela FIESC, que seguiu diretamente de Florianópolis a Hannover. A viagem também influenciou a criação pela FIESC do CIN - Centro Internacional de Negócios.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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