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NOVO PATAMAR Na segunda metade da década de 90, com a estabilização da economia, a agroindústria catarinense inaugurou uma nova fase de competitividade. Foram introduzidas novas tecnologias, rações e linhagens de frangos e suínos, possibilitando produtos de maior valor agregado e levando as vendas internas e externas a mais que duplicar no período.

VOLTA POR CIMA Abalado pelos efeitos da recessão econômica no início dos anos 90, o setor cerâmico catarinense enfrentou muitos pedidos de concordata, redução na produção e fechamento de empresas. Com a implantação do Plano Real, em 1994, e a estabilização da economia, o segmento deu início ao processo de recuperação. Os carroschefes desse processo foram a modernização do parque fabril e a introdução de novas tecnologias, como as que possibilitaram a redução do tempo de queima das peças cerâmicas de 15 horas para 20 minutos. Houve um salto da produtividade, que mais que quadruplicou em relação à década anterior. Já as exportações triplicaram e no final da década representavam 43,8% do total nacional.

ACIMA DA MÉDIA Juros altos e lento desempenho exportador reverteram o crescimento apresentado pela economia brasileira no início do Plano Real, impactando a indústria. Visando a atrair capital externo e a sustentar a estabilidade da moeda, a alta cambial escancarou o mercado e deixou a balança comercial deficitária. Enfrentar a concorrência estrangeira no quintal de casa exigia que as empresas brasileiras adotassem padrões internacionais. Para ajudar nessa inserção no mundo globalizado, a FIESC ampliou a representação empresarial, desenvolveu programas de educação e formação tecnológica e ações para melhoria da qualidade de vida do trabalhador. Com a rápida reação, a economia catarinense ficou acima da média nacional, com crescimento da produção industrial de 1992 a 1997 de 26,2%, contra 16,8% do País. Na indústria de transformação o número de empresas quase dobrou de 1990 a 2000. E as exportações foram destaque, duplicando nos anos 90, mantendo a balança positiva e levando o Estado de oitavo a sexto no ranking nacional.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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