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A indústria de matérias plásticas também faz parte do DNA de Joinville. Começou em 1941, quando João Hansen Junior, da Cia. Hansen, atual Tigre, comprou uma pequena fábrica de pentes feitos de chifres e passou a produzir cachimbos. Em 1952 começou a produzir mangueiras de PVC flexíveis, em 1958 tubos de PVC roscáveis e conexões para atender ao crescente mercado de água e saneamento. Com incentivos da Sudene, a Tigre abriu uma unidade industrial em Recife (PE) e também se instalou em São Paulo, tornando-se rapidamente líder no setor de matérias plásticas para a construção civil. Outras empresas desse setor se destacaram, como a Plásticos Tupiniquim em 1961, ligada ao grupo Tupy, e em 1970 a Empresa de Embalagens Canguru, de Criciúma. A indústria têxtil do Vale do Itajaí impregna a imagem dos seus municípios, como Blumenau, Itajaí e Brusque, mas também atinge Joinville e Jaraguá do Sul. Já a indústria de vestuário inclui, além do Litoral Norte, o Sul do Estado (jeans em Criciúma, com atividades que se espalharam até Tubarão) e a Grande Florianópolis (malhas e tecidos). Se os anos 1950 e 1960 foram os da verticalização do setor têxtil, os anos 1970 podem ser considerados o período da expansão (para o Nordeste, Paraná e São Paulo), enquanto os anos 1980 foram os da diversificação e ampliação para o mercado externo e os anos 1990 os da desverticalização e retração. Artex, Teka e Hering são as estrelas desse processo. A indústria de calçados definiu o perfil de cidades como Sombrio, Araranguá, São João Batista e Nova Trento. Foi praticamente uma influência do setor calçadista do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, centralizado em Novo Hamburgo. No Oeste catarinense, foi a indústria de alimentos que definiu o caráter dos municípios da região. Houve um crescimento veloz e uma industrialização da agricultura. A modernização da agricultura brasileira deveu-se à industrialização pesada pós-1955 e às políticas de créditos e subsídios liberados pelo Estado. Sadia, Perdigão, Ceval, Coopercentral, Chapecó, Aurora e Macedo brilham nesse cenário dinâmico. O município de Chapecó é a estrela principal de um impulso gerador de emprego e renda. DNA INDUSTRIAL Com uma vocação que remonta aos pioneiros imigrantes, Joinville tem sua herança genética originada na indústria. Alguns segmentos são parte da identidade da cidade e um dos mais caraterísticos é a indústria de plásticos, comandada pela produção de tubos e conexões de PVC. Nascida da aquisição, em 1941, de uma fábrica de pentes feitos de chifres, nos anos 50 a Tigre ingressou no universo do PVC para nas décadas seguintes se consolidar como líder nacional e potência mundial do setor.

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