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Indústrias definem os municípios A vocação empreendedora e seus desdobramentos definem o perfil dos municípios mais dinâmicos de Santa Catarina. Joinville e Jaraguá do Sul formam o maior polo eletrometalmecânico de Santa Catarina. Em segundo lugar vêm o eixo Timbó-Brusque, a região de Criciúma e Joaçaba. O crescimento da população está sintonizado com as atividades produtivas. Nos anos 1940, a cidade que mais cresceu foi Criciúma (carvão), nos anos 1950 Lages (madeira) e nos anos 1960 Joinville, que chegou em 1970 a 120 mil habitantes e em 1980 a 235 mil, tornando-se a maior cidade catarinense, a única com mais de 200 mil habitantes. Em 1985 Joinville representava no Estado 64,3% da indústria metalúrgica e 63,8% da mecânica. Nos anos 1980, algumas cidades intensificaram seu crescimento, como Jaraguá do Sul, Blumenau, Criciúma e Chapecó. As iniciativas dos pioneiros inauguraram o desenvolvimento de Jaraguá do Sul: Guilherme Weege (comércio de produtos suínos e laticínios) Max Wilhelm (fábrica de refrigerantes), Gustavo Grunz (banha e linguiça), João Marcatto (chapéus) e Henrique e Walter Marquardt (malharia). A partir dos anos 1960 e 1970, Jaraguá do Sul começou a se beneficiar da proximidade com Joinville e Blumenau. Um dado importante é a existência do ramal ferroviário EFSPRG (Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande), que ligava o Porto de São Francisco a Porto União e colocava Jaraguá do Sul em contato direto com o terminal portuário e a cidade de Curitiba. Isso facilitava a exportação de produtos suínos, laticínios, chapéus, óleos essenciais e bebidas. O desempenho da região deve-se a três fatores: o engajamento da indústria local com o projeto nacional de industrialização, a participação do Estado catarinense no suprimento de energia, transporte, crédito e telefonia e o comando exercido por empresas de médio e grande portes. Principalmente as grandes, que depois dos anos 1970 definiram os rumos da economia de Jaraguá do Sul. A Malwee e a Marisol, da indústria de vestuário (setor que tinha também Menegotti, Nanette e Zanutti), a Kohlbach e a WEG, da eletrometalmecânica (incluindo Wiest, Trapp e Lombardi, entre outras) e a Duas Rodas, de alimentos (além de Bretzke, Frigumz, Sasse e as filiais da Seara, Nutrimental e Fleischmann-Royal). MARCA REGISTRADA Alguns setores estão intimamente ligados aos perfis das cidades onde nasceram e se desenvolveram. É o caso da indústria têxtil e cidades do Vale do Itajaí, como Blumenau, Itajaí e Brusque. Mas também se estende, com a indústria do vestuário, a Joinville e Jaraguá do Sul, consolidando potências como a Malwee (fotos). O setor do vestuário também é uma marca no polo que se formou no Sul do Estado, fruto da diversificação industrial.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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