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da FIESC, principalmente nos serviços desenvolvidos por SENAI e SESI, que passaram a atuar com mais ênfase na qualificação e bem-estar dos trabalhadores. Na época, o SESI/SC mantinha suas atividades em 19 Núcleos Regionais. No início dos anos 70, começava a crescer um dos serviços mais reconhecidos da entidade: o jardim de infância. Atendendo crianças de 3 a 6 anos, esse serviço era oferecido nas cidades de Brusque, Itajaí, Lauro Müller, Criciúma e Florianópolis. Ainda faziam parte do portfólio da entidade atividades como teatro, biblioteca, banda, coral infantil, cinema e cursos populares. Em 1971, ano de comemoração dos 25 anos do SESI Nacional, a principal preocupação da entidade era o número cada vez maior de brasileiros que deixavam a área rural em busca de emprego na indústria. Considerando o êxodo rural e as atividades migratórias, foi elaborado, então, o 1º Plano Nacional do SESI, pelo qual a entidade passaria a concentrar seus programas em três setores: educação, saúde e lazer. No mesmo ritmo de expansão, o SENAI/SC possuía quatro Agências de Treinamento (Joaçaba, Mafra, Caçador e São Bento do Sul), além de dois Centros de Formação Profissional (Blumenau e Joinville) e um Centro de Treinamento Têxtil, em Brusque. A instalação da Agência de Joaçaba, em 1970, marcou a chegada da entidade ao Meio-Oeste do Estado. Além da inauguração e da ampliação de novas unidades, outros centros de treinamento estavam sendo planejados em parceria e convênio com indústrias. Na época, Joinville e Blumenau respondiam por quase 50% da força de trabalho industrial catarinense e, por isso, os centros de treinamento do SENAI/SC daquelas cidades foram ampliados. O novo diretor regional da entidade, Célio Goulart, nomeado em 1972, assumiu com a missão de impulsionar fortemente os programas de formação. Para atingir a meta, o SENAI/SC previa a construção de centros de treinamento nas cidades de Jaraguá do Sul e São Bento do Sul, bem como a implantação de duas unidades móveis de treinamento – uma novidade no Estado. O início da década de 1970 também foi uma fase de expansão para o IEL/SC. Entre maio e junho de 1972, a entidade firmou importantes Contratos de Concessão de Estágio com empresas como Fundição Tupy, Consul, Hering, Ciser, Engepasa, Kavo, Linhas Corrente, Duque, Electro Aço Altona, Meias Centauro, Artex, Sulfabril e Cremer, entre outras. As necessidades das pequenas e médias empresas também passaram a ser percebidas pelo Instituto, que, em agosto do mesmo ano, desenvolveu serviços para prestar assistência técnica específica a indústrias de pequeno e médio portes. Pelas diversas realizações em tão breve período de tempo, o núcleo catarinense do IEL foi reconhecido como instituição de utilidade pública pelo Estado de Santa Catarina. Para o presidente da FIESC, Bernardo Wolfgang Werner, tão importante quanto a atuação junto aos governos era a ampliação da representatividade institucional da Federação. A expansão das atividades de SESI, SENAI e IEL em Santa Catarina era fundamental para que a FIESC conquistasse cada vez mais a confiança do empresariado. Para isso, era preciso expandir a estrutura física da entidade. Em 1977, foram inauguradas escolas do SENAI em Itajaí e São Bento do Sul e começaram as obras de novos centros de ensino em São José e Rio do Sul. Com a construção de novas escolas, ao final da década o SENAI/SC somava 1.774 alunos matriculados nos cursos de aprendizagem, qualificação e habilitação profissional. Em todas as frentes, o sucesso da indústria catarinense foi significativo, não apenas no aspecto social e de apoio aos colaboradores. As exportações quintuplicaram em valor entre 1970 e 1975. Novas plantas industriais, parcerias tecnológicas e melhorias na infraestrutura contabilizaram a favor dessa época em que as fábricas lideraram o processo desenvolvimentista do País.

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Ebook FIESC 65 anos