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correu Santa Catarina promovendo cursos sobre custo industrial, produtividade, planejamento e liquidez de caixa, gerência financeira, simplificação de trabalhos burocráticos, projetos industriais e racionalização de métodos. Todas essas ações tinham como objetivo profissionalizar tanto a gestão quanto a produção das indústrias catarinenses, ampliando sua base de conhecimentos. Nesse processo, a aproximação com universidades e centros de pesquisa também seria fundamental. Por isso, em outubro de 1969 a FIESC implantou um núcleo regional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Criado pela CNI em janeiro do mesmo ano, o IEL surgiu com o objetivo de estimular a integração entre a universidade e a indústria. O núcleo catarinense do IEL nasceu para ser a instituição responsável pela administração de estágios de alunos universitários nas indústrias catarinenses. Um mês após a criação do IEL em Santa Catarina, foi proposto o projeto “Estágio na Indústria – Pesquisa e Execução”, que implantava efetivamente a entidade no Estado por meio de visitas de universitários a empresas, de pesquisas de capacidade de absorção e com a consequente alocação de estagiários nas indústrias. Junto ao desenvolvimento do IEL, a FIESC estruturou outro importante órgão para apoiar o desenvolvimento do setor industrial catarinense: o Centro das Indústrias do Estado de Santa Catarina – CIESC. A entidade, fundada em junho de 1970, foi criada para coordenar interesses de classe, promover estudos e diagnósticos de problemas comuns e definir ações de cooperação com o governo na busca por soluções e na realização de projetos específicos. A cooperação com o setor público seria muito importante para a indústria nos anos seguintes. A posse de Colombo Salles, em 1970, como governador do Estado deu continuidade à política desenvolvimentista iniciada por Celso Ramos. O Projeto Catarinense de Desenvolvimento, plano de governo de Salles, destacou a preocupação em modernizar a indústria, aumentar sua produtividade e continuar com o processo de expansão. Em 1972 a FIESC propôs a criação da Secretaria da Indústria e Comércio, que passaria a ser responsável pela formulação da política de desenvolvimento do setor produtivo catarinense, com foco em planejamento setorial e descentralização de decisões. Antes disso, em 1971, os sindicatos integrantes da Federação elegeram um novo presidente: Bernardo Wolfgang Werner. Filho do fundador da empresa Electro Aço Altona, ele presidiria a Federação por 15 anos, em uma gestão marcada pela grande expansão da infraestrutura e das atividades

MODERNIZAÇÃO E AVANÇO Representante da indústria têxtil, Carlos Cid Renaux foi eleito para a presidência da FIESC em 1968, marcando o início de uma nova fase para a Federação. Para modernizar a gestão e os serviços oferecidos, ele promoveu uma reorganização institucional, com descentralização das atividades. A Federação buscou impulsionar a inserção internacional de empresas com a criação, em 1969, do Consórcio Catarinense de Exportações. A aproximação com universidades e centros de pesquisa também teve início em 1969, com a implantação do núcleo regional do Instituto Euvaldo Lodi.

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Ebook FIESC 65 anos