Issuu on Google+

decidido adquirir um terreno para a construção de uma sede própria, que atendesse às necessidades de infraestrutura das três entidades – FIESC, SESI e SENAI. O Palácio da Indústria, no Centro de Florianópolis, seria inaugurado em 25 de novembro de 1963. A meta era modernizar não apenas sua administração, mas também os serviços oferecidos às indústrias. A eleição de Carlos Cid Renaux para a presidência da FIESC, em 1968, foi o começo dessa nova fase. Já no início da gestão da nova diretoria, a Federação conquistou uma importante aproximação política com o governo federal. Nesse período, a FIESC cedeu espaço na sede da entidade para a instalação do gabinete provisório do governo federal e promoveu eventos em comemoração ao milagre econômico. Uma das ações importantes da época foi o início da construção da BR-101, no ano de 1969, que ligaria o Centro-Sul ao Nordeste do País, fundamental para o escoamento de produtos dessas regiões. Outra iniciativa prometia amenizar a escassez de energia elétrica em Santa Catarina: a ampliação da Usina Termelétrica de Capivari, hoje denominada Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Identificando novas demandas da indústria catarinense, a FIESC, que na época representava 13 sindicatos afiliados, criou novos programas e linhas de atuação ainda no final da década de 60. Esses serviços tinham o objetivo de ampliar a representatividade da Federação por todo o Estado. Entre eles estava o Cadastro Industrial Catarinense, iniciado em 1968 com a finalidade de conhecer em profundidade o setor secundário do Estado e suas potencialidades. Além disso, a FIESC passou a promover o serviço técnico-jurídico de assistência às empresas. O principal objetivo era acompanhar todos os projetos de lei apresentados no Congresso Nacional, relacionados com previdência social, direito do trabalho, direito tributário, fiscal e assistência social, entre outros. A Federação emitia pareceres a respeito de cada projeto e também produzia análises sobre os poderes, além de coordenar movimentos reivindicatórios da indústria. Em um período em que a indústria catarinense vivia uma espécie de apogeu, a FIESC se es-

LIDERANÇA E INTEGRAÇÃO A Federação esteve à frente do processo que levou ao início da construção da BR-101, a partir de 1969. Foram promovidos eventos de mobilização com diversos prefeitos, reforçando a importância da chamada translitorânea para o Estado. A obra da rodovia foi em grande parte resultado da aproximação da entidade com o governo federal da época, que também teve reflexos em outros projetos de interesse da indústria catarinense. A nova estrada seria fundamental para a integração de Santa Catarina à economia nacional e para o fluxo de mercadorias na região.

48


Ebook FIESC 65 anos