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ção social das entidades ligadas à Federação. Em maio de 1969, no Dia do Trabalho, ele destacou a vocação da FIESC para estabelecer parcerias entre empregadores e empregados e o compromisso com o crescimento industrial de todo o Estado. Renaux entendia que os problemas econômicos e sociais andam juntos e que o crescimento industrial dependia de boas soluções para o problema social. Marcou sua gestão com essa ideia, assumida por seu vice e próximo presidente, Bernardo Wolfgang Werner. Foi essa postura que possibilitou enfrentar os desafios da grande expansão da década seguinte.   Os resultados vieram rapidamente. Focada no desenvolvimento do Estado, a FIESC cresceu tanto quanto o setor que defendia. Ao explorar novos mercados, indústrias catarinenses conquistaram, ao longo da década de 1970, a liderança nacional em vários segmentos, como carnes de aves e de suínos, tubos e conexões de PVC, revestimentos cerâmicos, refrigeradores, motocompressores e motores elétricos. As exportações do Estado cresceram significativamente, com posições sólidas no exterior e a comercialização de produtos de maior valor agregado. A boa fase da indústria em Santa Catarina coincidiu com um dos períodos de maior crescimento da economia brasileira, conhecido como “milagre econômico”. Entre 1967 e 1974, o PIB cresceu, em média, 11,2% ao ano. A curva ascendente começou a perder força em 1973, com a crise internacional do petróleo. Foi o primeiro baque sofrido por uma política econômica calcada no investimento externo – em 1973, o ingresso de capital estrangeiro tinha alcançado o nível anual de US$ 4,3 bilhões, quase o dobro do registrado em 1971. Mudanças na indústria significam mudanças nas suas entidades. Foi quando a FIESC desencadeou uma importante fase de reestruturação, marcada pela renovação política e pelo redirecionamento da atuação da entidade. As bases para esse trabalho eram sólidas. Em 1955 a Federação já tinha

SEDE DE UMA NOVA ETAPA Inaugurado em novembro de 1963, o Palácio da Indústria, localizado na Rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, foi a primeira sede própria, construída para atender às necessidades de infraestrutura da Federação. Além da própria FIESC, o prédio abrigava os Departamentos Regionais do SESI e do SENAI e se transformou numa base política dos empresários catarinenses na Capital. Atualmente o prédio é sede da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina - Fatma.

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Ebook FIESC 65 anos