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C A PÍTU LO

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O Salto nos Anos 1970

Nos anos 1970 a indústria catarinense exibia uma situação de grande destaque no desenvolvimento do País. Existiam antecedentes para isso. Ao longo da década de 1960, investimentos em energia e transporte, novos sistemas de crédito e a maturidade dos setores mais importantes, como o eletrometalmecânico, liderado por médias e grandes indústrias, contribuíram de forma decisiva para elevar o padrão de crescimento. Nos setores mais tradicionais, várias empresas incorporaram outras marcas e, em alguns casos, chegaram à liderança nacional.

O passo à frente da indústria catarinense passou a ser conduzido pela FIESC, pelas políticas públicas estaduais e nacionais e por grandes empresas dos setores de alimentos (Perdigão, Sadia, Aurora, Seara e Duas Rodas), eletrometalmecânico (Tupy, Consul, Embraco, Busscar e WEG), cerâmico (Eliane, Cecrisa, Portobello e Cesaca), têxtil e vestuário (Hering, Artex, Karsten, Teka, Sulfabril, Malwee, Renaux, Buettner, Cremer, Marisol e Döhler), papel e celulose (Klabin, Igaras, Irani, Trombini e Rigesa), madeireiro (Sincol, Adami, Battistella e Fuck), carbonífero (CBCA, CCU, Metropolitana, Criciúma, Catarinense e Próspera), moveleiro (Cimo, Artefama, Rudnick e Leopoldo), plástico (Hansen-Tigre, Cipla, Canguru e Akros) e porcelanas e cristais (Oxford, Schmidt, Ceramarte, Blumenau e Hering). A força de alguns grupos empresariais foi fundamental para o avanço tecnológico e financeiro das fábricas. Os anos 1970 foram marcados por essa erupção de quantidade movida pela qualidade. Como aconteceu com a rápida expansão nas três maiores cerâmicas sul-catarinenses – Eliane, Cesaca e Cecrisa –, por exemplo. A diversificação da produção industrial na região Sul do Estado foi um grande indutor de renda, pois a partir do momento em que a cerâmica se engajou no mercado nacional houve um processo simultâneo de dinamização econômica, em que as articulações internas foram capazes de conquistar novos mercados, com dinamismo crescente graças às estratégias competitivas. Os clientes internacionais, que exigem bom preço e qualidade, foram um seguro caminho trilhado pelas constantes inovações tecnológicas.

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Ebook FIESC 65 anos