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O preparo dos colaboradores A construção de uma base industrial sólida dependia de recursos humanos em constante evolução, tanto técnica quanto social. Às iniciativas governamentais de fomento ao ensino profissionalizante, como a criação da Universidade Técnica Federal em 1934, somou-se, em 1939, a determinação do governo de que todas as indústrias com mais de 500 operários deveriam oferecer cursos de qualificação profissional a seus funcionários. O Decreto foi o embrião de um projeto que propunha aplicar no Brasil uma prática já adotada por diversos países e recomendada pelo Bureau Internacional do Trabalho: a criação de um sistema nacional de aprendizagem. Convocados a participar das discussões a respeito, Euvaldo Lodi, representando a CNI, e Roberto Simonsen, em nome da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), propuseram que os órgãos sindicais fossem os responsáveis pela execução do projeto. A proposta foi aceita pelo governo e, em 16 de julho de 1942, o presidente Getulio Vargas assinou o Decreto nº 10.009, que criava o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Por determinação de Euvaldo Lodi, em março de 1943 iniciaram as atividades da Delegacia Sul do SENAI, chamada de 7ª região. Com sede na cidade de Curitiba, a Delegacia atendia os Estados do Paraná e de Santa Catarina. Por apresentarem tradição industrial, as cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Brusque, Tubarão e Criciúma foram escolhidas para implantação das primeiras atividades do SENAI em Santa Catarina. Na época, um levantamento realizado no Estado revelou que apenas 16,5% dos trabalhadores da indústria eram tecnicamente capacitados para exercer suas funções.

QUALIFICAÇÃO NO CARVÃO Na foto de 1948, alunos dos cursos voltados à qualificação dos trabalhadores do polo carbonífero catarinense e no detalhe a escola que foi sede do SENAI em Siderópolis e em 1968 passou a abrigar o Grupo Escolar Dr. Tullo Cavallazzi.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.