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Metas do Governo (Plameg), que nos anos seguintes seria implantado por Celso Ramos, eleito governador em 1960. Aprovado pela Assembleia Legislativa em 1961, o Plameg transformou-se no primeiro orçamento plurianual produzido no Brasil, uma novidade para a época. Com base no Plano, foram criadas instituições essenciais ao desenvolvimento do Estado, como o Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Em outra frente, os investimentos em infraestrutura chegaram a consumir 55% da receita estadual. Obras nas áreas de transporte, educação e saúde espalharam-se pelo Estado, anunciando uma nova fase de desenvolvimento. Na tentativa de minimizar o problema do crédito às atividades industriais, foi criado, em 1961, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que reunia Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Investimentos estrangeiros também tiveram papel fundamental nesse processo. Na área de energia, por exemplo, um empréstimo de US$ 3,5 milhões, concedido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, permitiu a criação da Celesc. Outro financiamento, de US$ 10,9 milhões, deu origem à Sociedade Termelétrica de Capivari – atual Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Assim, ao final do mandato de Celso Ramos, a disponibilidade de energia per capita passou de 40 para 100 Watts. A preocupação em ampliar o parque gerador refletia o quanto a deficiência de energia prejudicava o progresso econômico e industrial de Santa Catarina, em um período marcado pela crescente urbanização. Em 1961, estavam em funcionamento no Estado aproximadamente 20 mil estabelecimentos industriais, que ocupavam cerca de 150 mil operários. No ranking setorial, a indústria madeireira liderava o número de estabelecimentos, seguida pelas de produtos alimentares, minerais não metálicos e têxtil.

RESPALDO AO DESENVOLVIMENTO Os governadores do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (em pé à esquerda); do Paraná, Ney Braga, e de Santa Catarina, Celso Ramos, sentados à mesa com o então vice-presidente da República, João Goulart, ao centro, na cerimônia que marcou a instalação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, o BRDE, em 1961. O objetivo era fazer frente à histórica concentração de investimentos e políticas públicas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais por meio de financiamentos e apoio a projetos de desenvolvimento e competitividade. Como a divisão regional vigente até 1970 incluía São Paulo na região Sul, a decisão foi por adotar a expressão “Extremo Sul” na denominação do banco de investimentos, que se mantém até hoje.

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