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maiores líderes do setor industrial brasileiro, Celso Ramos reforçou sua convicção quanto à importância do associativismo, trazendo na bagagem o projeto de unir os sindicatos patronais catarinenses em torno de causas comuns. Para concretizá-lo, percorreu as principais cidades do Estado a fim de convencer empresários e líderes sindicais de que o associativismo poderia encurtar o caminho para o desenvolvimento. A empreitada deu certo. A criação da FIESC representava a realização do projeto idealizado por Celso Ramos, eleito presidente da entidade na mesma noite em que a Federação foi fundada. Além dele, formavam a chamada diretoria provisória da FIESC os empresários Guilherme Renaux (primeiro vice-presidente), Adhemar Garcia (segundo vice-presidente), Alberto Gonçalves dos Santos (secretário) e José Elias (tesoureiro). O Conselho Fiscal foi composto por Otto Schaeffer, Otto Jordan Sobrinho e Edgard Moritz. Em 9 de novembro de 1950, Celso Ramos anunciou que a FIESC havia sido reconhecida pelo Ministério do Trabalho e estava habilitada a pleitear sua filiação à Confederação Nacional da Indústria, pedido aceito em janeiro do ano seguinte. Além de fazer parte da mais respeitada organização patronal do país, a filiação à CNI significava a oportunidade de implantar em Santa Catarina unidades do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), considerados instrumentos essenciais ao real desenvolvimento do setor no Estado. Estava dado o passo que mudou definitivamente o rosto industrial do Estado. Mas o futuro reservava novos desafios, que continuam a ser enfrentados nestas seis décadas e meia de trabalho intenso.

NAS ASAS DO CRESCIMENTO Para driblar as precárias condições de escoamento por estradas e ferrovias, a Perdigão partiu para uma solução inovadora e radical. Em 1957, a empresa de Videira adquiriu um avião DC-3 com capacidade de três mil quilos de carga para poder transportar com segurança e rapidez seus produtos perecíveis. Assim, conseguiu ampliar significativamente o atendimento ao principal mercado consumidor brasileiro: as longas viagens para São Paulo tiveram sua duração reduzida para duas horas. A mesma solução foi adotada por outra gigante do setor de alimentos, a Sadia, que até 1972 contou com a Sadia Transportes Aéreos, que mais tarde, já desvinculada da empresa, se transformou na Transbrasil.

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Ebook FIESC 65 anos