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em 1907, em Joinville, tinha o pioneirismo da Eletricidade Luz e Força, a Hidroelétrica Busch, em Blumenau, e a Salto, em Gaspar Alto, em 1915. Nos anos 1920 foi constituída a Empresa Força e Luz Santa Catarina, que incorporou várias iniciativas semelhantes, de pequenos proprietários, espalhadas em municípios como Mafra, São Bento do Sul, Tijucas e Nova Trento. No final da década, a empresa alemã AEG – Allgemeine Elektricitäts-Gesellschaft unificou todas elas numa só corporação, a Empresul, que foi anexada ao patrimônio nacional em 1945 como parte da indenização da Segunda Guerra. As indústrias resolviam seus problemas em épocas de crise, como aconteceu durante a Segunda Guerra, quando a Electro Aço Altona, em Blumenau; a Primo Tedesco, em Caçador, e a Sadia, em Concórdia, providenciavam sua própria geração de energia. Havia também pequenas usinas geradoras em Florianópolis, Videira, Lages e Tubarão. Esses empreendimentos acabaram sob a guarda da Celesc, criada em 1955 no governo Irineu Bornhausen. Dois anos depois, o governador Jorge Lacerda constituiu a Sociedade Termelétrica de Capivari. Mas as duas empresas só começaram a apresentar resultados mais concretos depois de 1965. Os transportes eram outro gargalo importante. A partir de 1937 algumas medidas influíram na mudança dessa situação. Foi preciso criar uma base fiscal e institucional sólida. Foi aprovado um Plano Nacional de Viação e criado o DNER – Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, além de novas contribuições vinculadas para financiar a solução do problema. O sistema ferroviário estava deteriorado e pulverizado, incapaz de atender às necessidades do escoamento industrial. O transporte rodoviário foi considerado mais adequado para fazer a integração entre os Estados. A malha rodoviária foi ampliada oito vezes entre os anos 1940 e 1960, junto à pavimentação de muitas estradas, uma tendência que cresceu nos anos 1970. No Plano de Metas, 29,6% dos recursos estavam voltados para os transportes.

UMA NOVA ERA Um dos marcos do novo padrão de produção industrial que se estabeleceu no Estado com o crescimento do setor eletrometalmecânico foi o surgimento da Consul. Fundada em 1950, em Joinville, para fabricar geladeiras a querosene, em seu primeiro ano de operação produziu modestos 22 refrigeradores. Com o avanço da urbanização que marcou a época no País, ampliando a busca por bens de consumo duráveis, e apostando na constante modernização e atualização tecnológica, já em 1960 a empresa produzia 21 mil unidades/ano, saltando para 30 mil em 1961.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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