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Em Jaraguá do Sul destacam-se a Kohlbach, de 1945, e a WEG, de 1961. A Kohlbach passou em 1960 da produção de dínamos e alternadores para a de motores elétricos. A WEG é obra de Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, que fundaram em 1961 a Eletromotores Jaraguá. Anos mais tarde, a empresa criada por um eletricista, um administrador e um mecânico viria a ganhar uma nova razão social, a Eletromotores WEG S/A. O nome é a junção das iniciais dos três fundadores. Uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, a WEG atua nas áreas de comando e proteção, variação de velocidade, automação de processos industriais, geração e distribuição de energia e tintas e vernizes industriais. Foi assim que Joinville e Jaraguá do Sul emergiram como grandes centros industriais. Um exemplo seguido, no setor metalmecânico, por outros municípios como Joaçaba, Criciúma, Blumenau, Brusque, Timbó, Rio do Sul e Caçador. Mas todas essas conquistas perdiam impulso com o estrangulamento de alguns itens fundamentais para a indústria, que precisava de energia elétrica abundante, estradas que levassem os produtos para os centros maiores e aporte financeiro para a expansão e a diversificação. O crescimento da indústria em Santa Catarina gerou a necessidade de defender os interesses do setor, que esbarrava na precariedade da infraestrutura do Estado. Além de energia e estradas, faltavam qualificação da força de trabalho e avanços sociais. Os industriais estavam certos de que a captação de recursos para a modernização do parque fabril, bem como para gerar benefícios à sociedade, só poderia ser feita por uma entidade representativa legalmente constituída. Era natural, portanto, a união em um órgão classista que lutasse por condições mais favoráveis ao desenvolvimento: a FIESC. Em 25 de maio de 1950, reunidos em Florianópolis, representantes de sete sindicatos do setor industrial catarinense decidiram que era o momento de constituir uma entidade capaz de defender os interesses da indústria. Os sindicatos fundadores eram: Sindicato da Indústria da Construção Civil de Joinville, da Indústria da Extração de Madeiras do Estado de Santa Catarina, da Indústria da Marcenaria de Florianópolis, da Indústria da Panificação e Confeitaria de Florianópolis, da Indústria do Mate no Estado de Santa Catarina, das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Brusque e das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira do Estado de Santa Catarina. Naquela época, esses interesses passavam, principalmente, pela melhoria das condições de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. Entre outros problemas, o progresso esbarrava em estradas intrafegáveis, restrições no fornecimento de energia e ausência de crédito para fomentar a atividade fabril. A instituição expressava não apenas o amadurecimento do cenário industrial, mas também a força e a importância dos seus protagonistas. A partir do sucesso dos empreendimentos, um grupo de pessoas-chave liderou a necessária transformação. Entre elas, destaca-se Celso Ramos, o primeiro presidente da entidade, que iniciou um processo de aceleração das condições favoráveis à expansão fabril. Eram muitas as frentes de batalha. A falta de energia era constante nos anos 1940 e 1950. Antes que o Brasil implantasse a Usina de Paulo Afonso e as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig), em 1955, e Furnas, em 1957, e o setor de energia consumisse 43,4% dos recursos do Plano de Metas, Santa Catarina era como os outros Estados: todo pulverizado em termos de energia. A Celesc - Centrais Elétricas de Santa Catarina só foi criada em 1955, superando aquele estágio que

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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