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A industrialização, a urbanização e a integração nacional, promovidas por políticas públicas de investimentos e de apoio aos empreendimentos mais significativos, geram um crescimento articulado entre os Estados. Com a industrialização pesada, são aprofundadas as trocas comerciais entre as unidades federativas. Em Santa Catarina, o dinamismo interno, em torno da propriedade pulverizada, criou condições para a diversificação. A pequena propriedade ganhou dimensão de grande empresa, formando grupos econômicos fortes, com grande poder competitivo. Nesse período de transição entre 1940 e até o início dos anos 1960, três novos setores revelam a mudança de padrão de crescimento no Estado: o metalmecânico, o cerâmico e o de papel e pasta mecânica. A fábrica de louças de Henrique Lage, fundada em 1919 em Imbituba, foi a primeira indústria cerâmica de revestimento de Santa Catarina. Lage precisava abastecer seus navios que faziam a linha de cabotagem Rio de Janeiro-Laguna-Porto Alegre. Ele trouxe técnicos italianos, como Alfredo Del Priore, para o desenvolvimento de novos produtos, e em 1925 a empresa começou a fabricar azulejos. Houve uma crise nos anos 1940 devido à morte do seu fundador, mas nos anos 50 a empresa se aprumou adquirindo equipamentos alemães e italianos. Com a experiência na Lage, Del Priore fundou, junto com outros 15 sócios, em 1946, a Cesaca – Cerâmica Santa Catarina, que começou a funcionar no ano seguinte. De louças passou para azulejos e vasos sanitários. Em 1981 foi vendida para o grupo Cecrisa, que tem suas origens também na década de 1940, quando o empresário Diomício Freitas começou a explorar carvão mineral na

REVESTINDO O BRASIL A Cesaca - Cerâmica Santa Catarina em 1952. A empresa foi fundada por 16 sócios liderados pelo técnico italiano Alfredo Del Priori, que havia sido trazido pelo pioneiro do setor, Henrique Lage, quando em 1919 fundou a primeira indústria cerâmica de revestimento de Santa Catarina. Inaugurada em 1946, a Cesaca foi uma das pioneiras na produção de azulejos e em 1981 foi vendida para o grupo Cecrisa, no já consolidado polo do Sul catarinense.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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