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ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC

FERNANDO GEREMIAS BATISTA

RELAÇÃO DA PORCENTAGEM DE GORDURA CORPORAL E APTIDÃO AERÓBIA DE PÚBERES DO SEXO MASCULINO

Joinville 2012


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FERNANDO GEREMIAS BATISTA

RELAÇÃO DA PORCENTAGEM DE GORDURA CORPORAL E APTIDÃO AERÓBIA DE PÚBERES DO GÊNERO MASCULINO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Educação Física da Associação Educacional Luterana BOM JESUS/IELUSC, para obtenção de grau de Licenciado em Educação Física, sob orientação da Professora Mestre Maria Cecília Kohler.

Joinville 2012


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ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A comissão examinadora, abaixo assinada, aprova o trabalho de conclusão de curso, como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Educação Física.

RELAÇÃO DA PORCENTAGEM DE GORDURA CORPORAL E APTIDÃO AERÓBIA DE PÚBERES DO GÊNERO MASCULINO

Fernando Geremias Batista

Comissão Examinadora:

___________________________________ Orientador: Prof. Mestre Maria Cecilia Kohler

___________________________________ Prof. Mestre Patricia Esther Fendrich Magri

___________________________________ Prof. Mestre Antonio Vinicius Soares


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RESUMO

Atualmente, em decorrência do estilo de vida “moderno”, desde a infância o sedentarismo prevalece. Essa condição apresenta-se como um fator de risco para o desenvolvimento de obesidade, bem como de uma série de prejuízos das funções corporais, como por exemplo, diminuição da aptidão aeróbia, que tem influência direta sobre a saúde. Durante a fase da puberdade que essas influências são mais significativas, em apresentar por conta do surto de crescimento modificações físicas e biológicas no corpo humano. Este trabalho teve como objetivo verificar a correlação da massa de gordura corporal sobre a aptidão aeróbia na fase pubertária de meninos. Participaram da pesquisa 27 estudantes de uma escola privada de ensino de Joinville-SC, do gênero masculino com idade entre 11 e 15 anos. Como instrumentos de avaliação foram utilizados o teste de andar e correr por 12 minutos segundo o protocolo de Cooper, e a medida indireta da porcentagem de gordura corporal desenvolvido por Lohman através da fórmula de Slaughter et al (1988). Foi utilizada análise estatística descritiva e o coeficiente de correlação de Spearman, calculado através do programa estatístico GraphPadPrism4®. A amostra apresentou um percentual de gordura corporal acima dos padrões pré-estabelecidos a uma boa saúde, somando-se os valores das classificações de “moderadamente alto”, “alto” e “muito alto”, totalizando 55,5%, e com uma aptidão aeróbia abaixo dos padrões, sendo classificada como “muito fraca”. Os níveis de %GC e aptidão aeróbia apresentaram resultados significativos (p<0,01) com coeficiente de correlação moderado (r=-0,47). Portanto, quanto maior a %GC menor foi à aptidão aeróbia desses escolares na fase púbere. Embora a amostra tenha sido pequena, é notório o prejuízo da alta %GC sobre a aptidão aeróbia. O professor de educação física, durante as suas aulas, deve utilizar dessa avaliação para incentivar seus alunos quanto à necessidade da prática de atividade física a fim de evitar futuras complicações à saúde decorrente da obesidade e inaptidão aeróbia.

Palavras-chave: Puberdade, aptidão aeróbia, gordura corporal. E-mail: fernandugb@gmail.com


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................

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1.1 JUSTIFICATIVA .......................................................................................

08

1.2 PROBLEMA .............................................................................................

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1.3 OBJETIVOS .............................................................................................

09

1.3.1 Objetivo Geral ...................................................................................... 09 1.3.2 Objetivos Específicos ......................................................................... 09 2 REVISÃO DE LITERATURA ......................................................................

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2.1 PUBERDADE MASCULINA ..................................................................... 10 2.2 COMPOSIÇÃO CORPORAL ...................................................................

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2.2.1 Obesidade ma infância e adolescência ............................................

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2.3 APTIDÃO AERÓBIA ................................................................................

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2.4 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA A SAÚDE .........................................

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3 METODOLOGIA .........................................................................................

21

3.1 TIPO DE PESQUISA ...............................................................................

21

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ..................................................................... 21 3.2.1 População ............................................................................................

21

3.2.2 Amostra ................................................................................................ 21 3.3 INSTRUMENTAÇÃO ...............................................................................

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3.4 PROCEDIMENTOS DA COLETA DE DADOS ........................................

23

3.5 TRATAMENTO DOS DADOS .................................................................. 23 3.6 LIMITAÇÕES DO ESTUDO .....................................................................

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4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .......................... 25 5 CONCLUSÃO .............................................................................................

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REFERÊNCIAS .............................................................................................

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ANEXOS ........................................................................................................

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LISTA DE TABELAS

TABELA 1: Nível de aptidão física de Cooper para homens VO2máx.ml(kg.min)............................................................................................... 21 TABELA 2: Porcentagem de gordura corporal de meninos e rapazes (abaixo de 18 anos) ......................................................................................................... 22


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LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1: Classificação dos escolares para a variável de % GC ............. 24 GRÁFICO 2: Classificação dos escolares para a variável de VO2máx .........

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1 INTRODUÇÃO

1.1JUSTIFICATIVA

O ser humano passa por diversas etapas durante a vida, sendo uma das mais curiosas e interessantes, a puberdade. A puberdade marca o início da adolescência, sendo caracterizada por mudanças físicas e biológicas no organismo. Segundo Gallahue & Ozmun (2005) esta fase ocorre, em média, dos 11 até os 15 anos no gênero masculino, e por volta dos 09 até os 15 anos no feminino. De acordo com Haywood & Getchell (2004) as mudanças físicas na puberdade são caracterizadas por um aumento da força muscular. Esse aumento é decorrente do crescimento muscular, sendo que também o coração e os pulmões acentuam seu tamanho. Tal descrição esclarece a ideia de Gallahue & Ozmun (2005) que afirmam ser esta uma fase que representa a possibilidade de treinabilidade máxima das qualidades condicionantes. No processo de desenvolvimento, Haywood & Getchell (2004) destacam a influência do fator ambiente, sócio cultural sobre a composição corporal, crescimento e desempenho motor. Ligando este fator às exigências da fase pubertária, Sapatéra (2005) descreve que ocorre um aumento no consumo de carboidratos, gorduras e proteínas por este público, em decorrência das modificações comportamentais e ambientais próprias deste período, podendo ocasionar por conta deste excessivo consumo, o acúmulo acentuado de gordura corporal. De acordo com Mantovani (2008) esse acúmulo acentuado de gordura corporal é classificado como obesidade. Diversos estudos vêm sendo feitos, estando à

obesidade

ligada

a

origem

de

diversas

doenças,

principalmente

as

cardiovasculares, sendo esta uma das principais causas de morte em grande parte do mundo (BERGMANN et al, 2011).


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Um dos motivos de a obesidade estar associada à origem de doenças cardiovasculares, é que, segundo Tritschler (2003) e Armstrong (2006), a gordura corporal influencia diretamente na aptidão aeróbia, sendo este um fator relacionado à saúde e qualidade de vida. Caminhando nessa perspectiva há o interesse em investigar se a aptidão aeróbia na puberdade tem relação com a porcentagem de gordura corporal.

1.2 PROBLEMA

Há correlação entre a aptidão aeróbia e porcentagem de gordura corporal entre púberes do sexo masculino?

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Verificar a correlação entre porcentagem de gordura corporal e aptidão aeróbia na fase púbere, em estudantes do sexo masculino de uma escola privada de ensino de Joinville-SC.

1.3.2 Objetivos Específicos 

Mensurar indiretamente a porcentagem de gordura corporal nos meninos que constituem a amostra;

Avaliar indiretamente a aptidão aeróbia dos estudantes que compõe a amostra;

Verificar a relação existente entre porcentagem de gordura corporal e aptidão aeróbia nessa amostra estudada.


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2 REVISÃO DE LITERATURA

Essa revisão de literatura abrange desde as características fisiológicas próprias da faixa etária da amostra que constituiu essa pesquisa, bem como, aspectos sobre gordura corporal e aptidão aeróbia, com ênfase para o sexo masculino.

2.1 PUBERDADE MASCULINA

Todos os indivíduos passam por processos de modificação ao decorrer de cada fase da vida, talvez a fase em que essas modificações se tornam mais evidentes seja na puberdade, também denominada por “pubescência” por Gallahue & Ozmum (2001). As transformações ocorridas na pubescência consistem no crescimento dos órgãos genitais, acompanhado pelo surgimento de pêlos pubianos, axilares, estirão de crescimento e ainda o timbre da voz mais grave (DUARTE, 1993; GALLAHUE & OZMUM, 2001). Silva & Adan (2003) definem a puberdade como sendo um período de transição entre a infância e a idade adulta, não devendo ser confundida com a adolescência que segundo Farinatti (1995),essa não depende da capacidade reprodutora, sendo assim, a puberdade é a fase de transição entre infância e maturidade. Gallahue & Ozmum (2001) afirmam que a puberdade e maturidade reprodutiva não são sinônimas, sendo que esta surge pouco tempo depois do aparecimento da puberdade, e sendo marcante no gênero masculino, principalmente pela produção de esperma, e não pela ejaculação em si.


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Existem fatores que, segundo Gallahue & Ozmum (2001) e Saito (1993) podem determinar e afetar o aparecimento e a duração da puberdade, sendo estes o estresse, o estado nutricional, hormonal, sociocultural e climático, interferindo diretamente no processo de crescimento e desenvolvimento do indivíduo. A partir desse pressuposto, quanto aos fatores que determinam o início e a duração da puberdade, acrescido do fator dominante da genética, fica claro que o surgimento da pubescência é particular de cada indivíduo. Sendo assim, as mudanças biológicas que caracterizam essa fase apresentam um padrão previsível, mas que também precisa levar em conta a possibilidade de variação desses parâmetros. O aparecimento e duração da fase de estirão de crescimento pode variar desde fases precoces aos 8 ou 9 anos, até mais tardiamente aos 13 ou 15 anos (GALLAHUE & OZMUM, 2001). Seguindo esta linha de afirmações, Tourinho Filho & Tourinho (1998) chegam a dois importantes conceitos: Idade Cronológica e Idade Biológica. Idade cronológica segundo o autor acima pode ser determinada pela diferença de um determinado dia e o dia do seu nascimento, sendo apresentada por Gallahue & Ozmum (2001) como: vida pré-natal que vai da concepção a oito semanas de nascimento; primeira infância que vai de um mês a 24 meses do nascimento; segunda infância indo dos 24 meses a 10 anos; adolescência que vai dos 10-11 a 20 anos; adulto jovem entre 20 a 40 anos; adulto de meia idade dos 40 a 60 anos; e adulto mais velho acima de 60 anos. A definição de idade biológica vem dos autores supracitados que a classificam como sendo o nível de maturação dos diversos órgãos que compõem os indivíduos (GALLAHUE & OZMUM, 2001). Araújo (1985) apud Tourinho Filho & Tourinho (1998) coloca que para se determinar a idade biológica também existem algumas avaliações que podem ser realizadas com relação à idade mental, óssea, morfológica, neurológica, dental e sexual, possibilitando assim a classificação em três grupos: Pré-púbere, púbere e pós-púbere. Com as variações existentes quanto ao tempo exato de aparecimento da puberdade em cada indivíduo, a idade cronológica, a partir das ideias de Araújo (1985) apud Tourinho Filho & Tourinho (1998) se apresenta como um método que pode levar a certo erro metodológico por não possibilitar um grande poder


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discriminativo, onde a melhor forma de avaliar essa população de acordo com Tourinho Filho & Tourinho (1998, p.73) é através da idade biológica, pois:

[...] possibilita distinguir, de forma mais clara, as adaptações morfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamento das modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação, principalmente intensificado durante a puberdade.

Porém, Ulbrich et al (2007) descreve que a categorização através da idade cronológica ainda é uma prática muito utilizada por diversos pesquisadores, onde pode favorecer o desempenho das aptidões físicas nos indivíduos mais adiantados no processo de desenvolvimento biológico. Mesmo existindo uma particularidade com relação ao surgimento da puberdade em cada indivíduo, as transformações físicas ocorridas em cada organismo permanecem na mesma ordem. Essas transformações iniciam quando o hipotálamo passa a secretar o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) que estimula a glândula adeno-hipófise a secretar os hormônios luteinizante (LH) e folículo estimulante (FSH). Estes hormônios têm os testículos como órgãos alvo, onde o LH estimula as células de Leydig a secretar testosterona, sendo esse o hormônio que caracteriza o gênero masculino. Enquanto nas células de Sertoli, também presente nos testículos, o FSH promove a espermatogênese (GUYTON & HALL, 2006; TOLOCKA, FARIA & MARCO, 2011). O desenvolvimento das características secundárias masculinas (aparecimento e distribuição dos pêlos corporais, engrossamento da voz, ganho de altura e peso), decorrentes da ação testosterona, tem início na puberdade e declinam com o avanço da idade (GUYTON & HALL, 2006). O aumento da força muscular que caracteriza uma das mudanças físicas da puberdade, segundo Haywood & Getchell (2004) é proveniente do crescimento muscular. De acordo com Guyton & Hall (2006) esse crescimento mais característico em meninos, é devido à produção de testosterona que ocasiona um aumento na formação de proteínas contráteis e consequentemente desenvolvimento dos músculos.


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O processo de desenvolvimento muscular não está só ligado a aspectos fisiológicos. Haywood & Getchell (2004) destacam também a influência do fator ambiente sócio-cultural sobre a composição corporal, crescimento e desempenho motor. Ligando este fator às exigências da fase pubertária, Sapatéra (2005) descreve que ocorre um aumento no consumo de carboidratos, gorduras e proteínas por

este

público, podendo

ocasionar

por

conta

do

excessivo

consumo,

principalmente de carboidratos e lipídeos, o acúmulo de gordura corporal. Por conta da influência tanto de aspectos fisiológicos quanto ambientais e comportamentais durante a fase pubertária, uma das principais mudanças físicas dessa fase, é a composição corporal.

2.2 COMPOSIÇÃO CORPORAL

A composição corporal, de acordo com Tritschler (2003), se refere à soma de gordura corporal e de tecidos corporais magros, como massa muscular, ossos, sangue e outros tipos de fluidos e tecidos, resultando assim no peso total do corpo. Farias & Salvador (2005) são um pouco mais detalhistas quanto à composição corporal, onde subdividem os componentes estruturais corporais em músculos, ossos, gorduras, tecidos e substâncias residuais como constituintes do peso corporal. Na mesma linha de Tritschler (2003), o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) (2000), define que a composição corporal se refere à divisão do peso corporal em porcentagens, constituído assim de gordura e tecido corporal livre de gordura. De acordo com as ideias apontadas acima, Costa (2001) descreve que durante toda a vida dos indivíduos as quantidades dos diferentes componentes corporais sofrem alterações, tornando a composição corporal uma característica muito dinâmica, sofrendo influência tanto de aspectos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, quanto ambientais como o estado nutricional e o nível de atividade física.


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Leite (2004) coloca que a composição corporal é um importante aspecto para se determinar a condição física, indo de encontro com a ideia do ACSM (2000), onde a composição corporal é um componente comum e importante para avaliar a aptidão física global. De acordo com Leão (2008) as variações na composição corporal podem ser observadas através de estudos antropométricos que utilizam a avaliação das dobras cutâneas. Segundo Lohman (1987) apud Pereira (2008) essa técnica mede indiretamente a espessura do tecido adiposo subcutâneo. A composição corporal, segundo Tritschler (2003, p.234)

[...] está baseada na suposição de que aproximadamente metade da gordura corporal de um adulto está em tecidos subcutâneos, isto é, os tecidos imediatamente abaixo da pele. A composição corporal total é estimada a partir da medida da espessura de dobras cutâneas, tomadas em locais selecionados do corpo.

As vantagens de se utilizar a técnica das dobras cutâneas, de acordo com a autora supracitada, são pelo baixo custo e a possibilidade de aplicação em um grande número de pessoas. Leite (2004) também coloca que não requer grande espaço, não implica em material muito caro e dá resultados imediatos. De acordo com o ACSM (2000) a determinação da composição corporal pela medida das dobras cutâneas apresenta uma correção alta (r ≥ 0,80) comparada à composição corporal por pesagem hidrostática que é extremamente direta. Pereira (2008) afirma que um dos melhores testes para se avaliar a gordura subcutânea em crianças e adolescentes é através do protocolo de Lohman (1987), que sugere a realização do somatório das dobras do tríceps e da panturrilha, por sua utilidade em testes com um grande número de pessoas, uma vez que os pontos nas extremidades são mais fáceis de localizar e medir. Segundo Tritschler (2003), várias pesquisas com crianças e adolescentes foram realizadas utilizando o protocolo de Lohman (1987) e apresentaram resultados práticos, válidos e fidedignos. Nos dias de hoje, de acordo com Lopes & Neto (1996), as equações preditivas da composição corporal em crianças e jovens desenvolvidas por Slaughter


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et al (1988), são uma das mais utilizadas em pesquisas com dobras cutâneas, sendo descrita abaixo: % G = 0, 735 (ΣTR + PA) + 1,0 Um dos fatores que torna importante os estudos baseados na composição corporal é a incidência cada vez maior da obesidade (PEREIRA, 2008), na qual a sua prevalência, segundo Rech et al (2007), já a caracteriza como um problema de saúde pública.

2.2.1 OBESIDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Soares & Petroski (2003) descreve que o número de células adiposas pode aumentar significativamente durante o estirão de crescimento na adolescência. De acordo com Tritschler (2003), na maioria dos casos, a obesidade na idade adulta é derivada do excesso de gordura na infância. Sendo que durante essa fase que se deve fazer o diagnóstico do nível de gordura corporal (LEÃO, 2008). Mantovani (2008) define a obesidade como sendo um acúmulo corporal de tecido adiposo, por um balanço energético positivo, geralmente por causa do excesso de ingestão calórica, associada ao insuficiente gasto de energia. Já Marshall et al (1990) a expõe como sendo uma síndrome caracterizada por várias alterações fisiológicas, bioquímicas, metabólicas, anatômicas, psicológicas, sociais que culminam com o aumento de gordura corporal e consequentemente um aumento da massa corporal total. O autor supracitado destaca a importância da diferença de dois termos: gordura corporal excessiva e peso excessivo. Segundo Pereira (2008), peso excessivo e gordura corporal excessiva não são sinônimos, portanto não representam a mesma condição. McArdle; Katch, Frank & Katch, Victor (2008) definem peso excessivo como o peso corporal que ultrapassa os limites pré-estabelecidos para a respectiva estatura e idade, geralmente sendo representada por excesso de gordura corporal, mas não sendo utilizada como regra. Já a gordura corporal excessiva representa a


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quantidade de gordura corporal que ultrapassou os limites pré-determinados apropriados para a idade e/ou sexo. A obesidade na infância está ligada a diversos danos imediatos à saúde, como dislipidemia, hipertensão arterial, microalbuminúria, esteatose hepática nãoalcóolica, problemas ortopédicos, baixa auto-estima, intolerância à glicose ou até o início precoce do diabetes mellitus tipo II (MANTOVANI, 2008). Segundo Bergmann et al ( 2011) a obesidade está diretamente ligada a origem de doenças cardiovasculares, sendo esta a principal causa de morte em grande parte do mundo. Estudos de Venâncio (2006) constatou em escolares da rede privada de ensino a prevalência de sobrepeso e obesidade na maioria dos estudantes, ficando assim fora dos critérios-referenciados recomendado a uma boa saúde. Já os estudos de Piovesan (2007), em escolares com idade média de 13 anos, constataram que a maioria dos sujeitos analisados de ambos os sexos encontram-se dentro da normalidade. Essas diferenças de resultado se devem ao fato, de acordo com Petroski (1999) e Malina (1996) apud Leão (2008), de haver fatores que afetam cada população, essas diferenças podem ser explicadas pelos inúmeros fatores ambientais e fisiológicos maturacionais que afetam cada população. Outra explicação encontrada foi com base nos resultados das pesquisas de Enese Slater (2010), onde as mudanças ocorridas nas últimas décadas nos padrões alimentares, como o consumo de açúcares simples, alimentos industrializados e ingestão insuficiente de frutas e hortaliças, estão diretamente ligados ao aumento de peso dos adolescentes. Para o controle da obesidade a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) (2009/2010) coloca o tratamento dietético como uma das alternativas, devendo ser adequados à ingestão calórica e o suprimento das necessidades nutricionais para a idade. Ainda, é necessária a prescrição de atividade física de forma adequada, respeitando o sexo e a idade. Fato interessante relatado pelo ACSM (2000) foi quanto às crianças e adolescentes que tinham níveis altos de aptidão física, apresentaram melhor perfil lipídeo e metabólico, o que consequentemente reduz o risco a obesidade.


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A constatação acima esclarece a ideia de Tritschler (2003), onde diz que níveis adequados de aptidão aeróbia ajudam consideravelmente no controle da composição corporal, sendo um dos componentes fundamentais da condição física relacionada à saúde.

2.3 APTIDÃO AERÓBIA

A aptidão aeróbia, de acordo com Rowland (1990) apud Pereira (2008), se refere à capacidade funcional do pulmão, do coração e do sistema circulatório de fazer chegar oxigênio para os grandes músculos e estes em realizar atividade física de intensidade moderada a intensa por longos períodos. Ainda, segundo Lorenzi (2006), sintetiza que a aptidão aeróbia é o melhor componente que descreve a capacidade dos sistemas cardiovascular e respiratório de fornecer oxigênio durante a prática de atividades físicas. Luchesi (2003) aponta que a qualidade física básica que dará suporte aos atletas para desenvolver as demais capacidades físicas é a aptidão aeróbia. Sendo esta, de acordo com Silva et al (2005), de suma importância não só durante a prática da atividade, mas também durante todo o processo de recuperação do indivíduo pós treino. Segundo Viana (1987) apud Luchesi (2003, p.10):

[...] capacidade aeróbica pode ser definida como a condição que um indivíduo tem de realizar um esforço contínuo e prolongado e seu organismo possa absorver, transportar e utilizar a maior quantidade possível de oxigênio sem diminuição de desempenho. Essa capacidade pode ser facilmente estimada, de maneira direta ou indireta e está diretamente relacionada ao consumo máximo de oxigênio (VO2máx).

O autor supracitado coloca que a aptidão aeróbia pode ser estimada de acordo com o volume máximo de oxigênio (VO2máx) que um indivíduo consome


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durante o exercício, sendo este parâmetro, de acordo com Armstrong (2006), Lorenzi (2006), e Powers & Howley (2000), considerado a melhor medida. Santiago (2009) afirma que o VO2máx está diretamente relacionado com a capacidade funcional do coração, sendo conceituado por Luchesi (2003) a maior captação de oxigênio que um indivíduo pode conseguir obter na realização de um exercício utilizando grandes grupos musculares. Os autores Powers & Howley (2000), Lorenzi (2006) e McArdle;Katch, Frank &Katch, Victor (2008) compartilham da mesma concepção, definem o VO2máx como sendo a quantidade máxima de oxigênio consumida e transportada durante certo tempo, de um exercício quase máximo. O consumo de oxigênio (VO2) é determinado pelo produto entre débito cardíaco (Q) e a diferença arteriovenosa de O2 (Difa-v O2), como mostra a equação abaixo proposta por McArdle;Katch, Frank &Katch, Victor (2008): VO2 = Q x Difa-v O2 Tritschler (2003) coloca que uma das melhores formas de se avaliar a aptidão aeróbia é através das corridas de distâncias de esforço máximo, porque são fáceis de administrar, baratas e facilitam a anotação dos resultados. Glaner (2002) também cita, além do baixo custo, que estes testes não exigem um aplicador especialista. Mathews (1986) cita o teste de Cooper de 12 minutos como sendo um bom teste de aptidão aeróbia, onde o indivíduo deve percorrer a máxima distância que ele conseguir durante 12 minutos. Uma das vantagens desse teste, segundo Estrela (2006), é a aplicabilidade tanto em indivíduos de baixo condicionamento quanto em atletas. De acordo com Farias & Salvador (2005) as formas de avaliação servem como intervenções estratégicas para promover um estilo de vida mais ativo entre os adolescentes. Em estudos de Vasques, Silva & Lopes (2007) em escolares com idades entre 10-15 anos, foi encontrada uma baixa aptidão aeróbia, corroborando com a pesquisa, Pereira (2008) encontra resultados semelhantes, onde a maioria não apresentou níveis recomendados à saúde. Na mesma linha de pesquisa Boelhouwer & Borges (2002), Dórea (2008) e Ronque et al (2007), encontraram nesse componente menos de 50% de escolares com níveis adequados a saúde.


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Os resultados das pesquisas citadas acima, segundo Giugliano & Carneiro (2004) e Kim et al (2005), podem ser explicados pela influência de algumas variáveis sobre a aptidão aeróbia, entre elas o sobrepeso e a obesidade, sendo outro fator determinante o sedentarismo, que de acordo com Gaspar (2004) marca uma tendência no estilo de vida de muitas populações. A aptidão aeróbia segundo Tritschler (2003) é um dos componentes fundamentais da condição física relacionada à saúde, de acordo com a autora a inaptidão aeróbia está intimamente relacionada a doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo II e obesidade.

2.4 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE

O ACSM (2000) destaca que o perfil lipídico e metabólico de crianças e adolescentes são melhorados de acordo com níveis adequados de aptidão física. Segundo Tritschler (2003) a gordura corporal excessiva reduz consideravelmente a aptidão aeróbia. A correlação inversa citada no parágrafo acima é confirmada pelos estudos de Dantas et al (2008) e Franchinni et al (2004), que encontraram em suas pesquisas em escolares com idade média de 14 anos essa mesma relação entre as duas variáveis, ou seja, quanto menor o percentual de gordura, maior o VO2máx. Nos estudos de Guerra (2002) foi verificado que meninos obesos apresentavam resultados percentuais inferiores de atendimento aos critérios referenciados de saúde para a aptidão cardiorrespiratória em relação aos não obesos. Giugliano & Carneiro (2004) e Kim et al (2005) constataram em seus estudos que escolares com sobrepeso e obesidade tem tendência ao sedentarismo e possuem baixa aptidão cardiorrespiratória. Porém, nem sempre há relação direta entre o nível de gordura corporal e aptidão física, pois esse pode ser influenciado por outros fatores. Condição evidenciada nos estudos de Pereira (2008), no qual a maioria dos escolares possuía


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quantidade de gordura corporal adequada, porém a aptidão aeróbia era consideravelmente baixa aos critérios de referência a uma boa saúde. Hallal et al (2006) afirmam que a atividade física entre a infância e a adolescência leva a vários benefícios a saúde, seja por influência direta na diminuição da morbidade, ou pela influência no nível de atividade física na idade adulta, sendo entendida como aptidão física relacionada a saúde. A aptidão física relacionada à saúde se refere aos componentes relacionados ao estado de saúde, seja com relação a aspectos preventivos e de redução de doenças e/ou incapacidades funcionais, como a disposição para realizar atividades diárias como um todo, indispensável à sobrevivência saudável (ACSM, 2000; NAHAS, 2010).


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3 METODOLOGIA

3.1 TIPO DE PESQUISA

Segundo Thomas & Nelson (2007), este estudo é classificado como pesquisa descritiva, com abordagem correlacional porque busca descrever aspectos de um fenômeno e de que forma as variáveis estão relacionadas.

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

3.2.1 População

O universo de estudo foi composto por estudantes de uma escola privada de ensino da cidade de Joinville, SC.

3.2.2 Amostra

A amostra foi constituída por 27 estudantes do gênero masculino, com idade entre 11 e 15 anos. Nesta proposta houve três critérios de exclusão, o primeiro é com relação à inaptidão cardíaca. Os indivíduos que apresentaram problemas cardiovasculares foram impedidos de participar dos testes. O segundo é sobre o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) que teve de ser preenchido pelos pais ou responsáveis, e entregue antes da submissão aos testes, portanto a participação na pesquisa exigiu o TCLE assinado. O terceiro é sobre a exclusividade do gênero masculino, indivíduos do gênero feminino estavam automaticamente exclusas da pesquisa.


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3.3 INSTRUMENTAÇÃO

Para realizar estas avaliações foram utilizados dois instrumentos, o protocolo de Cooper (Teste de andar e correr por 12 minutos) e o protocolo de Lohman (avaliação da Porcentagem de Gordura Corporal de crianças e adolescentes através das dobras cutâneas do tríceps e panturrilha). No teste de 12 minutos de Cooper (COSTA et al, 2007) o VO2máx foi estimado pela fórmula: VO2máx em ml(kg.min)¹= distância (m) – 504,9: 44,73 Com base nos valores de VO2máx, os indivíduos foram classificados de acordo com a tabela 1.

A porcentagem de gordura corporal de crianças e adolescentes foi medida indiretamente pela fórmula de Slaughter et al (1988) apud Lopes & Neto (1996) através de três coletas das dobras cutâneas do tríceps e da panturrilha, e o valor referente a mediana das duas dobras foi somado. Foi utilizado um plicômetro científico marca Cescorf® com escala de medida de 0,1mm. % GC= 0, 735 (ΣTR + PA) + 1,0 Com base nos valores de %GC, os meninos foram classificados de acordo com Lohman (1987, apud Arruda & Lopes, 2007) (Tabela 2).


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Sendo utilizado também como instrumento de pesquisa um TCLE acerca da pesquisa realizada, que teve de ser assinado pelos pais ou responsável (Anexo 01).

3.4 PROCEDIMENTOS DA COLETA DE DADOS

Após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética nº 049/2011(Anexo 2) os dados do teste de aptidão aeróbia foram coletados na pista de atletismo do colégio Bom Jesus/IELUSC. As aferições das dobras cutâneas do tríceps e da panturrilha foram feitas individualmente, em uma sala de aula do colégio em que estuda os alunos. Na sala estavam presentes apenas o sujeito da amostra, o pesquisador responsável e um professor do respectivo local, tais medidas serviram para respeitar a integridade do adolescente frente aos resultados coletados.

3.5 TRATAMENTO DOS DADOS

Para fazer a análise dos dados foi utilizada estatística descritiva e correlação de Spearman, calculado através do programa estatístico GraphPadPrism4®.


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3.6 LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Como nesta proposta houve três critérios de exclusão, os indivíduos que não estavam aptos a participar foram exclusos de toda a coleta de dados. Dando ênfase a dois pontos de dificuldade na pesquisa: a entrega dos TCLE e a condição meteorológica para a realização dos testes. A não devolução dos TCLE por boa parte dos alunos comprometeu a expectativa de uma amostra aproximada de 110 indivíduos potenciais. Apenas 27 entregaram e puderam realizar os testes. Essa não adesão da maioria dos alunos se deu pelo esquecimento de entregar aos pais para assinatura, e uma minoria por não querer realizar os testes. A dificuldade atribuída às condições climáticas se deve ao teste de aptidão aeróbia ser feito em pista descoberta. Portanto o que impossibilitou a sua realização em dias de chuva, precisando ser frequentemente remarcados.


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4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A fim de responder aos objetivos do presente estudo, serão apresentados e discutidos os resultados das variáveis de % GC e VO2máx. Segundo o ACSM (2000), a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes está diretamente ligada a um estilo de vida pouco ativo, com baixos níveis de aptidão física e um alto perfil de gordura corporal. Quanto aos escolares do gênero masculino que constituíram a amostra, estes apresentaram a média de idade de 13,7 anos (± 0,5), condizente com a fase da puberdade como afirma Gallahue & Ozmum (2001) em sua classificação cronológica. Por se tratar de um grupo de meninos que não diferiram estatisticamente em idade, essa característica homogênea da amostra permitiu a comparação dos dados entre si. O gráfico 1 mostra como os escolares foram classificados na variável de % GC.

Classificação dos escolares para a variável de % GC 50.0%

40.8%

40.0%

29.6%

30.0%

20.0% 10.0%

11.1%

14.8%

3.7%

0.0% BAIXO

IDEAL

MODERADAMENTE ALTO

ALTO

MUITO ALTO

GRÁFICO 1: Classificação dos escolares para a variável de % GC

Na % GC os sujeitos foram classificados segundo o protocolo de Lohman(1987). Dos quais 3,7% dos sujeitos apresentam %GC baixo; 40,8% dos


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sujeitos apresentam %GC ideal; 29,6% moderadamente alto; 11,1% alto; e 14,8% muito alto (Gráfico 1). Sendo o valor médio de % GC igual a 22,6% (± 9,9), o que significa uma %GC moderadamente alta. Da mesma forma que nossos resultados, Venâncio (2006) constatou em escolares da rede privada de ensino a prevalência de sobrepeso e obesidade. Contrariamente, os estudos de Piovesan (2007) e Pereira (2008), em escolares pertencentes à fase da puberdade, verificaram que a maioria dos sujeitos analisados de ambos os gêneros encontra-se dentro da normalidade de %GC. As diferenças de resultado descritas nos parágrafos supracitados são explicadas por Bray & Popkin (1998), World Health Organization (WHO) (2004) e Department of Health and Human Services (DHHS) (2001) como decorrentes de diversos fatores que afetam o acúmulo acentuado de gordura corporal, dentre eles: sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. De acordo com os autores esses fatores são importantes para determinar o aumento de peso, porém os fatores ambientais e de hábitos de vida, como por exemplo, alimentação inadequada e sedentarismo são determinantes no surgimento da obesidade. O estirão de crescimento da adolescência favorece significativamente o aumento do número de células adiposas (SOARES & PETROSKI, 2003). De acordo com Tritschler (2003) e DHHS (2001), adolescentes que possuem excesso de peso tem cerca de 70% de chance de se tornar adultos obesos, sendo essa evidência destacada como um problema de saúde pública por Leão (2008). O Gráfico 2 ilustra como os escolares foram classificados para a variável de VO2máx.


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Classificação dos escolares para a variável de VO2máx 74.1%

80.0% 70.0% 60.0% 50.0% 40.0% 30.0% 20.0% 10.0% 0.0%

11.1%

11.1% 3.7%

MUITO FRACA

REGULAR

BOA

EXCELENTE

GRÁFICO 2: Classificação dos escolares para a variável de VO2máx Os valores de VO2máx foram obtidos a partir do teste de andar e correr por 12 minutos descrito por Cooper (1982). No qual 74,1% dos indivíduos apresentaram nível de aptidão física muito fraca; 11,1% regular e a mesma porcentagem boa; e apenas 3,7% excelente (Gráfico 2). Os resultados de nível de aptidão física apresentaram uma média de 33 ml(kg.min)¹ (± 8,1), valor este considerado como nível muito fraco. Corroborando com nossos resultados, Vasques, Silva & Lopes (2007), em estudo com escolares entre 10-15 anos também evidenciaram uma baixa aptidão aeróbia. Pereira (2008) encontrou resultados semelhantes, onde a maioria não apresentou níveis recomendados à saúde. Na mesma linha de pesquisa Boelhouwer & Borges (2002); Dórea (2008) e Ronque et al (2007), encontraram nesse componente menos de 50% de escolares com níveis altos adequados a saúde. Segundo Giugliano & Carneiro (2004) e Kim et al (2005) a tendência ao sedentarismo é uma das razões da baixa aptidão aeróbia nos escolares, e isso de acordo com Gaspar (2004) vem crescendo devido ao estilo de vida de muitas populações. Nos valores correlacionais entre as variáveis %GC e VO2máx foi observada uma correlação negativa moderada (r= - 0,47; p≤ 0,01).


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A correlação entre as variáveis vai de encontro com Tritschler (2003), onde ela afirma que a aptidão aeróbia sofre uma redução com excesso de gordura corporal. Outros estudos demonstram essa mesma correlação inversa entre %GC e VO2máx. Nas pesquisas de Dantas et al (2008), Franchinni et al (2004) e Maziero (2012) foi encontrada essa correlação inversa entre excesso de peso e VO2máx. Na mesma linha da pesquisa supracitada, Guerra (2002) verificou em seus estudos com escolares, com idade até 10 anos, que meninos obesos apresentavam resultados percentuais inferiores aos critérios de referência de saúde para uma boa aptidão cardiorrespiratória em relação aos não obesos. Resultado que também pode ser encontrado nas pesquisas de Ehlert et al (2010) em escolares com idades entre 7 a 14 anos, Scodeler & Paschoal (2008) com crianças entre 9 a 11 anos e Frey & Chow (2006) em indivíduos com idade entre 6 a 18 anos. Giugliano & Carneiro (2004) e Kim et al ( 2005) concluíram em seus estudos que escolares com sobrepeso e obesidade tem tendência ao sedentarismo e possuem baixa aptidão cardiorrespiratória, corroborando com a pesquisa o estudo de Brum (2009) com escolares obesos de 6 a 9 anos mostra que apenas 16,7 % dos indivíduos alcançaram níveis satisfatórios de aptidão aeróbia. Uma vez que o sedentarismo está associado a altas taxas de sobrepeso e obesidade, e esta contribui significativamente na diminuição dos níveis de aptidão física, intervenções e estratégias são de suma importância para promover um estilo de vida mais ativo entre os adolescentes, fazendo-os atingir melhores condições de saúde e qualidade de vida (GIUGLIANO & CARNEIRO, 2004; FARIAS & SALVADOR, 2005; KIM et al, 2005; MAZIERO, 2012).


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5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES

Com base nos resultados, no grupo estudado foi constatada a prevalência de altos níveis de gordura corporal, inversamente proporcionais aos valores de VO2máx. Caracterizando um grupo de risco para o desenvolvimento de obesidade e doenças correlacionadas. A intervenção pedagógica do profissional de educação física, no período da infância e adolescência representa um estímulo aos bons hábitos e comportamentos de saúde, que deve se manter durante toda a vida. A partir dos estudos revisados há outros fatores que podem interferir na etiologia da obesidade, tais como: sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. Sendo necessários instrumentos que permitam o controle dessas variáveis. É importante ressaltar a necessidade também de ampliar os estudos sobre esse tema, principalmente no aspecto de expansão da amostra, incluindo o gênero feminino, e a correlação entre os gêneros, e assim permita o aprimoramento das aulas de educação física. Com isso, tornar as crianças e adolescentes cada vez mais conscientes de um estilo de vida mais ativo.


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ANEXOS


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ANEXO 01- ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Conforme Resolução nº 196 de 10 de outubro de 1996 (Conselho Nacional de Saúde) Eu, ______________________________________________ concordo (em participar ou que meu filho(a) _______________________________________________ participe da pesquisa de Trabalho de conclusão de curso, intitulado Relação da porcentagem de gordura corporal e aptidão aeróbica de púberes do sexo masculino, sob responsabilidade da professora Maria Cecilia Kohler e do acadêmico Fernando Geremias Batista do curso de Educação Física. O objetivo deste estudo é verificar a relação entre a massa de gordura corporal e aptidão aeróbica na fase pubertária, em estudantes do sexo masculino de uma rede privada de ensino de Joinville-SC. Desta forma, permito que meu filho forneça as informações para serem utilizadas exclusivamente neste estudo. Tais informações são referentes a altura, peso, dobras cutâneas e aptidão aeróbica. As informações obtidas nesta pesquisa irão contribuir para melhora das atividades físicas que buscam melhorar a aptidão aeróbica dos alunos. Considera-se que os participantes estarão sujeitos a riscos mínimos, pois respeitam os limites individuais de atividade física. Durante a realização do estudo serão produzidas imagens através de fotos que serão utilizadas exclusivamente para ilustração das atividades realizadas. Os resultados desta pesquisa poderão ser publicados, mas os nomes e a identificação dos indivíduos não serão revelados. Fui esclarecido (a) quanto aos procedimentos a serem realizados e estou ciente de que esta pesquisa não trará nenhum risco à integridade física ou moral de meu filho. Em qualquer momento poderei solicitar maiores esclarecimentos sobre o desenvolvimento das atividades e serei prontamente atendido pelos pesquisadores responsáveis. A participação do meu filho é voluntária, podendo desistir a qualquer momento, sem qualquer ônus ou 37onseqüência para mim e para ele. A pesquisa terá início após assinatura deste termo em duas vias, sendo que eu receberei uma cópia. A participação é voluntária e todos os custos referentes à pesquisa serão de responsabilidade dos pesquisadores. Ainda que os riscos sejam mínimos, o participante terá direito de ressarcimento dos gastos, diante de qualquer eventualidade que envolva sua integridade física. Os riscos que vão além da competência dos pesquisadores, como lesões musculares (se houverem), serão encaminhados para avaliação, acompanhamento e assistência, no hospital municipal São José, Avenida Getúlio Vargas, 238 – Anita Garibaldi. Para outras informações ou esclarecimentos devo entrar em contato com Fernando Geremias Batista e Maria Cecilia Kohler, pelos telefones (47) 8864-2490 e (47) 9191-7680, respectivamente. ATENÇÃO: A sua participação em qualquer tipo de pesquisa é voluntária. Em caso de dúvida quanto aos seus direitos, escrever para o Comitê de Ética em Pesquisa do Bom Jesus / IELUSC Endereço: Rua Princesa Isabel, nº438 Centro, Joinville – SC Data:______/______/______,Joinville, SC.

______________________________

_____________________________________

Assinatura e RG do responsável

Assinatura e RG do professor responsável

______________________________

Assinatura do participante

__________________________________

Assinatura e RG do Pesquisador


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ANEXO 2- ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC


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40

Educação física  

Relação da porcentagem de gordura corporal e aptidão aeróbia de púberes do sexo masculino

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