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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ

CATÁLOGO DAS OBRAS RARAS E VALIOSAS DA COLEÇÃO DO PROFESSOR DJACIR MENEZES VOL. II - ACERVO INTERNACIONAL

FORTALEZA- CEARÁ

2013


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE Reitor – José Jackson Coelho Sampaio Vice-Reitor – Hidelbrando Soares de Sousa Presidente do IEPRO – Plácido Aderaldo Castelo Neto Diretora do Sistema de Bibliotecas da UECE – Ana Néri Barreto de Amorim ELABORAÇÃO DO CATÁLOGO Coordenadora do Projeto – Ana Néri Barreto de Amorim – Bibliotecária – CRB-3/553 Elaboração do Catálogo – Ruth Helena Linhares Leite – Bibliotecária – CRB-3/403 Colaboração – Francisco Welton Silva Rios – Bibliotecário - CRB-3/919 Apoio Logístico do Acervo – Vasco Robson Soares Correia – Estagiário de Biblioteconomia @cesso – Assessoria Documental Diretor da @cesso – Fernando Ferreira Braga – Bibliotecário – CRB-3/640 Rua Abílio Martins, 900 Parquelândia, Fortaleza-CE, 60455-470 TEL.: (85) 3281-0076 (85) 9173-2203 www.acessonett.com.br – E-mail: acesso@acessonett.com.br

Revisão e normalização – Ruth Helena Linhares Leite e Francisco Welton Silva Rios Projeto gráfico, formatação e finalização de capa – Ruth Helena Linhares Leite Páginas capitulares e ilustrações dos livros – Ruth Helena Linhares Leite Fotografias – Vasco Robson Soares Correia

Esta obra foi realizada como parte do Projeto Preservação do Memorial do Acervo Djacir Menezes da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará, através do Instituto de Estudos, Pesquisa e Projetos da UECE, financiado pelo Banco do Nordeste (BNB).

Este livro ou parte dele pode ser reproduzido por qualquer meio mediante autorização escrita do Editor. _________________________________________________________________________________________________ U58c Universidade Estadual do Ceará Catálogo das obras raras e valiosas da coleção do professor Djacir Menezes: acervo internacional / Ruth Helena Linhares Leite; colaboração Francisco Welton Silva Rios. – Fortaleza : @cesso – Assessoria Documental, 2013. v. 2. ; 152 p. il. Inclui índices de autores e títulos. ISBN:978-85-63857-01-9 Esta obra foi realizada Projeto Preservação do Memorial do Acervo Djacir Menezes da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará, através do Instituto de Estudos, Pesquisa e Projetos da UECE, financiado pelo Banco do Nordeste (BNB). 1. Livros raros – Internacionais – Catálogo – séculos XVI-XX. 2. Livros raros – Internacionais – séculos XVI-XX. I. Titulo. CDD: 025.3 _________________________________________________________________________________________________ Catalogação na fonte: Ruth Helena Linhares Leite – CRB-3/403.


SUMÁRIO

PREFÁCIO INTRODUÇÃO........................................................................................................................7 METODOLOGIA ....................................................................................................................9 SÉCULO XVI.........................................................................................................................13 SÉCULO XVII.......................................................................................................................17 SÉCULO XVIII.....................................................................................................................23 SÉCULO XIX.........................................................................................................................29 SÉCULO XX...........................................................................................................................99 REFERÊNCIAS..................................................................................................................133 ÍNDICES.............................................................................................................................145


PREFÁCIO

N

a oportunidade do lançamento deste catálogo das obras constantes do Acervo Djacir Menezes,da Biblioteca Central da Universidade Estadual do Ceará (UECE), em dois volumes, com o primeiro contendo 100 obras raras nacionais, dos séculos XIX e XX, e o segundo contendo 100 obras raras internacionais, dos séculos XVI ao XX, nada melhor que refletir sobre o livro, a leitura, as editoras, as livrarias e as bibliotecas, no processo atual de produzir e acessar conhecimento. Destacam-se, no catálogo, a vasta erudição deste intelectual cearense, nascido em Maranguape, e uma edição princeps, do século XVII, da 1ª parte de Don Quijote de La Mancha, autoria de Miguel de Cervantes Saavedra, obra que paira sobre a cultura ocidental com a força de um sol e cresta o imaginário dos sertões nordestinos, pois por aí ainda se diz, inspirados nas peripécias deste paradoxal demiurgo de fracassos, que ler em demasia enlouquece. Se, sobre a História e o Planeta, os braços e as pernas humanas são estendidos por rodas e asas; os olhos o são pelos microscópios e telescópios; a memória e a inteligência o são pela escrita, seus substratos e dispositivos de guarda e acesso. Restringe-se a menos de 10 mil anos o percurso da fala, primeiro para a escrita manuscrita, depois para a escrita impressa, atualmente a escrita eletrônica. E seus suportes, de pedra, argila, seda, ripas de madeira, papiro, pergaminho, papel e tela digital. E suas formas, em tabuinha, rolo, cilindro, códex, livro, jornal, revista, e-livro/jornal/revista. E seus usos práticos, para documentar posses, tributos, populações, guerras e leis, para os usos culturais (a voluptas latina, ler por prazer, e as crônicas sobre deuses, costumes e amores) e os usos didáticos (ensino/aprendizagem, filosofia, ciência, tecnologia). Na Assíria, nascem os arquivos, como nos lembra a protobiblioteca de Assurbanipal, em Nínive. Na Grécia, as bibliotecas, como nos lembra a história das duas de Alexandria (séc. III a.C. ao séc. IV d.C.), que tinham por lema “adquirir cópia de cada papiro existente no mundo”. Em Roma, as livrarias, chamadas de tabernae, como nos lembra a história de Tittus Pomponius Atticus, o livreiro de Marcus Tullius Cicero e pai dos livreiros. Os gregos organizaram o uso dos textos escritos e sua guarda nas bibliotecas, o que os romanos, por iniciativa de Julius Caesar e dos patrícios muito ricos, reinventaram, mesmo rejeitando a identificação com os gregos, aqueles “bárbaros refinados”. A Villa dos Papiros, em Herculano, sobrevivente das lavas do Vesúvio, comprova este legado. O general Aemilius Paullus, destruiu a Macedônia, saqueou suas riquezas, reservou para si a biblioteca do rei Perseu e construiu em Herculano um prédio para abrigá-la. E não fossem as técnicas do século XVIII, a serviço dos novos humanistas, contemporâneos do Iluminismo, este legado teria se perdido, pelas agruras do tempo, a incompetência na preservação e a cobiça dos saqueadores. Sistematizando Stephen Greenblatt, por volta do século IV, os cristãos perceberam, no formato do códex, a oportunidade de se livrarem da forma dos manuscritos em rolo, por sua extrema facilidade de manuseio e que podiam ser lidos apenas até a distância do braço em relação ao umbigo do escritor ou do leitor, característica dos livros judaicos, por exemplo. O texto pode ter páginas numeradas e indexadas e as páginas podem ser viradas. Criava-se o livro, na forma que permanece prática até as extraordinárias funções de busca dos computadores de hoje. O livro exigiu a superação do papiro e do pergaminho. Depois veio Johannes Gutenberg e o papel impresso, revolução sobre revolução sobre revolução, nestes eventos na epigênese das escalas de acúmulo de conhecimento. Desde o poeta Francesco Petrarca (1304-1374), que recupera a “História de Roma”, de Titus Livius, os humanistas italianos, por todo o Renascimento, dedicaram-se à busca dos textos que pudessem ter sobrevivido aos frágeis substratos, às péssimas condições de guarda, ao fogo, às guerras, ao mofo, às traças e às perseguições do Cristianismo a tudo que indicasse ter havido inteligência viva e crítica na Antiguidade Clássica. Porém, foi na Biblioteca dos velhos mosteiros que muito pode ser recuperado, tanto quanto nas obras de Filosofia, Gramática, Astronomia e Medicina produzidas ou protegidas pelos árabes na península Ibérica. Embora a vasta exigência de analfabetismo, para as massas, pela Igreja Católica, os monges, os padres e os bispos precisavam


ler, daí a profusão de escribas e de scriptores. Sem eles, qual modernidade teríamos? Obrigados a subsistir entre grandes ciclos de ignorância e terror, tendo que levantar o conhecimento do zero a cada fim de ciclo? Dennis Diderot (1713 a 1784), desafiado a discutir, na perspectiva do nascente liberalismo, os direitos dos impressores, editores e livreiros, funções ainda mais ou menos incorporadas pelo mesmo ator, e falando após o Renascimento e em pleno Iluminismo Enciclopedista, lembra que poucas pessoas liam, que nenhum comerciante tinha qualquer vontade de possuir uma biblioteca e que os livros eruditos importantes não haviam tido, não tinham e nunca teriam mais que um pequeno número de compradores. Daí os baixos lucros daquela indústria/comércio singular, com riscos de ruína tão evidentes que levavam os livreiros, insensivelmente, à pusilanimidade e ao entorpecimento. Somente os apaixonados pela arte e pela liberdade de expressão permaneciam no ramo. A conclusão é que, nesta atividade, naquele momento, com aqueles riscos financeiros e as evidentes ameaças às liberdades intelectuais e políticas, justificava-se o fim da censura prévia e a manutenção do apoio do Estado, por meio de subsídios e proteções, como o direito de propriedade intelectual do autor, compartilhado com o editor. Mas, o grande Diderot parece falar dos dias de hoje, quando afirma que “tant d´abréviateurs, tant d’esprits médiocres occupés, tant d’habiles gens oisifs, c’est autant l’effet de l’indigence du libraire privé par les contrefaçons et une multitude d’autres abus de ses rentrées journalières, et réduit à l’impossibilité d’entreprendre un ouvrage important et d’une vente longue et difficile, que de la paresse et de l’esprit superficiel du siècle”. Numa tentativa livre de tradução, o autor quer dizer que a vitória dos medíocres, o fracasso dos hábeis e dos criadores, levam o impressor/editor/livreiro à indigência, impedido de empreender obra densa, até, finalmente, tornar-se vítima da preguiça e da superficialidade daquele e do nosso século. A história das Bibliotecas, por exemplo, pode ser contada por meio de vastos incêndios intencionais, frutos das arrogâncias imperiais e da vontade de destruir tudo o que antecedia o novo poder. É assim com as bibliotecas confucionistas mandadas queimar pelo imperador Shi Huangdi, juntamente com o sepultamento vivo dos autores, no século III a.C. É assim com a Biblioteca de Alexandria, incendiada pelo bispo Cirilo, no século IV d.C., e finalmente destruída, a mando do califa Omar, no século VII d.C. É assim com a destruição imediata e continuada das bibliotecas aztecas, pelos espanhóis, no século XVI d.C. Ou o fogaréu dos nazistas e, numa dimensão menor, o fogaréu da ditadura militar brasileira, no século XX. Parafraseando Matthew Battles, podemos ter a Biblioteca Templo, onde se reúne o melhor do conhecimento, o bom e o belo, o sagrado e o mágico de cada sociedade; a Biblioteca Universalista, gigantesca e exaustiva coleção de todos os textos, desafiando os esforços de contagem e classificação; a Biblioteca Especializada, recortando, sistematizando e aprofundando um ramo do conhecimento; mas, no limite, a Biblioteca se ergue para a dimensão Imaginária, seja a debochada Biblioteca de São Victor (François Rabelais), a misteriosa e labiríntica Biblioteca de Babel (Jorge Luis Borges), a trágica Biblioteca da Abadia (Umberto Eco) e a totalitária invasão da subjetividade do Palácio dos Sonhos (Ismail Kadaré). É com humildade que a UECE coloca seu tijolo, seu livro, sua revista, seu site no labirinto do mundo, oferecendo seu acervo de textos impressos e seus acessos eletrônicos, principalmente, neste momento, oferecendo a Biblioteca Templo de Djacir Menezes, para a minha satisfação como reitor, gestor público, professor universitário, pesquisador científico do campo da saúde, leitor apaixonado e voraz, filho de tradicional família de livreiros, ex-editor, proprietário de uma biblioteca doméstica de aproximadamente quatro mil títulos, vez ou outra fruído como poeta. Entendo que o livro de papel, evolução do códex e da impressão, continuará alimentando ideias e negócios, alimentando leitores, autores, gráficas, editoras, livrarias, distribuidoras e bibliotecas, além de, pela flexível funcionalidade, conviver em contradição e complementaridade com os meios eletrônicos. A Biblioteca da UECE, entre universalista e especializada, no difícil equilíbrio entre carências e potências, inclui um templo de raridades e cumpre sua missão, didática e crítica. Prof. Dr. José Jackson Coelho Sampaio Professor Titular em Saúde Pública e Reitor da UECE


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INTRODUÇÃO

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s bibliotecas universitárias possuem a missão de prover infraestrutura bibliográfica, documental e informacional para apoiar as atividades acadêmicas, buscando centrar seus objetivos nas necessidades de informação dos indivíduos, membros da comunidade universitária. Hoje, as bibliotecas universitárias assumem ainda o papel de centros de referência para estudantes e pesquisadores que buscam informações nas mais diversas aréas do conhecimento. Além de assessorar a produção do conhecimento e preservá-lo, devem também captar e monitorar informações que possam responder às novas demandas do mercado, estruturando e agregando valor à informação, de maneira que a mesma passe a ter uma importância contextual, transformando o conhecimento científico em inteligência prática. Desta maneira, a Universidade Estadual do Ceará (UECE), como modelo de instituição, preocupada em enriquecer seu acervo e aumentar sua fonte de pesquisa nas diversas áreas do conhecimento, tomou a iniciativa de adquirir em fevereiro de 2000, da família do professor Djacir Lima Menezes, sua biblioteca particular contendo em torno de 16.000 (dezesseis mil) volumes e os documentos que compunham seu arquivo pessoal. Considerável tanto em sua quantidade, como em qualidade, dispondo de obras escritas nos mais variados idiomas e em diversas áreas do conhecimento, tendo maior ênfase em Filosofia e Filosofia Jurídica; Sociologia; História; Economia Clássica; Literatura Brasileira, Portuguesa, Francesa, Alemã e Inglesa, publicadas nos séculos XVI ao XX. Esta aquisição foi realizada em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), o Grupo M. Dias Branco, o Grupo J. Macedo, o Serviço Social da Indústria do Ceará (SESC/CE), a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a Associação de Prefeitos do Estado do Ceará (APRECE) e a Secretaria de Cultura do Ceará (SECULT). Djacir Menezes, cearense de Maranguape, figura singular do meio acadêmico, que foi reitor, professor, escritor e acima de tudo um crítico, fez parte de um grupo seleto de intelectuais. Segundo Miguel Reale ao confirmar o que disse Celso Furtado, então Ministro da Cultura sobre o mestre: “Antigamente, afirmava-se que Djacir Menezes era um polígrafo”. Onde Reale prontamente acrescenta: “creio que nenhuma outra designação será melhor, porque não houve campo, no plano das ciências humanas, que não fosse objeto da curiosidade de sua inteligência. Filósofo do Direito, sociólogo, economista, jornalista, mestre de Direito Administrativo” e, assim por diante. Ou quando Antonio Carlos Vilaça, do Jornal do Brasil, no trabalho intitulado “A Filosofia no Brasil” cita o mestre Djacir e Miguel Reale como figuras mais representativas da corrente culturalista nas décadas de 60, 70 e 80. Logo, é com imensa satisfação que colocamos na mão da comunidade acadêmica e demais interessados a publicação desses dois volumes do catálogo com 200 (duzentas) obras raras contidas na Coleção Bibliográfica do professor Djacir Menezes da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da UECE, vindo desta forma contribuir com mais uma fonte bibliográfica sobre livros raros. Ana Néri Barreto Amorim Diretora do Sistema de Bibliotecas da UECE


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METODOLOGIA

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Catálogo das obras raras e valiosas da coleção de livros do professor Djacir Menezes é uma amostra do perfil intelectual deste que é considerado um dos vinte maiores cearenses de todos os tempos, segundo o professor Antônio Martins Filho. A análise destas obras nos faz perceber que o professor Djacir não era apenas um colecionador, mas também um real leitor de seus livros, visto que a maioria está “grifada” ou apresenta anotações de próprio punho em suas páginas. É comum também encontrarmos correções, ora por erro da impressão, ora por erro de ortografia, nos mais diversos idiomas em que eles foram escritos: português, francês, alemão, espanhol, inglês, ou mesmo grego ou em latim. Uma análise inicial feita na época da aquisição da coleção havia identificado 1.500 obras raras. Após o trabalho de reorganização e de uma nova análise destes livros, foram encontradas mais 1.700 obras raras, que somadas às anteriores totalizaram 3.200 livros raros e preciosos existentes na coleção composta por aproximadamente 16.000 (dezesseis mil) volumes, entre livros, referências, folhetos, periódicos, teses, muitas teses, todas dedicadas ao “mestre com carinho” por alunos, que viraram colegas, amigos, mas acima de tudo admiradores deste que foi grande conhecedor na área do Direito, da Economia, da Filosofia, da Pedagogia e da Crítica Literária de nomes do porte de Marx, Hegel e Eça de Queirós. Esse trabalho de reorganização foi realizado pelo Projeto Preservação do Acervo de Djacir Menezes da Universidade Estadual do Ceará, com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que dentre seus objetivos tinha a confecção de um Catálogo de Obras Raras composto por 100 (cem) livros. O exame das obras indicou, no entanto, um número muito além do estipulado, permitindo, assim, a composição de mais um volume. Dessa forma, para captar recursos destinados a publicação deste outro volume foi elaborado o Projeto Preservação do Memorial Djacir Menezes da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho junto ao Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da UECE (IEPRO) com patrocínio financeiro do Banco do Nordeste (BNB) contemplando em um de seus objetivos a confecção de um Catálogo Bibliográfico de Obras Raras contendo, mais uma vez, 100 (cem) livros. Logo, para atender a estes objetivos dos dois Projetos, foram feitos os dois volumes, sendo que o primeiro volume corresponde aos Livros Raros Nacionais tendo como patrocinador o BNDES, e foi executado pela Gráfica Pouchain Ramos. E o segundo volume traz as Obras Raras Internacionais sob o patrocínio do BNB e foi realizado pela Acesso Assessoria Documental. A apresentação dos dois volumes traz os livros relacionados em ordem cronológica por séculos. No volume 1, dos Livros Raros Nacionais foram relacionados 45 títulos do século XIX e 20 títulos do século XX que foram publicados no Brasil ou falam sobre o mesmo, até o ano de 1922, em alusão ao Centenário da Independência do Brasil; e 15 títulos do século XIX e 20 títulos do século XX publicados no Ceará ou escritos por cearenses, até o ano de 1924, em referência aos 100 anos da imprensa no Ceará. O volume 2 contempla as Obras Raras Internacionais, selecionadas da seguinte maneira: 1 título do século XVI; 3 títulos do século XVII; 2 títulos do século XVIII; 64 títulos do século XIX, e 30 títulos do século XX. A data limite estipulada para este século foi a mesma do primeiro volume, para os livros sobre o Brasil, 1922. O Catálogo também traz índices de autores e títulos. Este trabalho se torna singular não apenas pela preciosidade das obras contidas, mas também pelo seu ilustre ex-proprietário. Suas anotações nas margens da mancha de textos acrescentam valor ao livro tornando-o único. Essas anotações junto com outras observações intrínsecas e extrínsecas à obra foram extraídas na análise bibliológica e estão registradas na Raridade/Importância de cada volume. Foram feitas também pesquisas bibliográficas referentes ao autor e ao resumo da obra, que estão relacionadas na página referente ao livro analisado.


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Destas obras foram fotografadas 60 (sessenta) imagens para cada Catálogo, dentre capas de livros, folhas de rosto, ou de alguma informação importante que merecia ser registrada. O livro raro, segundo a literatura, tem que ser analisado de acordo com critérios preestabelecidos junto com os estipulados pelos bibliotecários responsáveis pelo serviço ora trabalhado, respeitando a realidade do acervo e o contexto onde ele está inserido, a quem pertenceu, seu itinerário, seu valor livresco, seus autores e o conteúdo ou assunto a ele atribuído, dentre outros existentes. Os critérios utilizados nestes Catálogos foram baseados na Instrução Normativa nº 1 de 11/06/2007 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), publicada no D.O.U em 13/06/2007 – que dispõe sobre o Cadastro Especial dos Negociantes de Antiguidades, de Obras de Arte de Qualquer Natureza, de Manuscritos e Livros Antigos ou Raros. E os criados pelos bibliotecários responsáveis pelo projeto. As pesquisas bibliográficas sobre os dados biográficos do autor e as informações do resumo da obra foram feitas em livros de referências, como Dicionário Biobibliográfico Brasileiro de Sacramento Blake; Dicionário Biobibliográfico de Autores Brasileiros; Dicionário Bio-Bibliographico Cearense do Barão de Studart; Nova Enciclopédia de Biografias da Planalto Editorial; Galeria dos Brasileiros Ilustres; Dicionário da Literatura Cearense; artigos de periódicos; trabalhos de eventos, e sites oficiais, que junto com a análise bibliológica formaram a informação completa de cada volume selecionado para compor o catálogo. O livro raro quando é referenciado em um Catálogo se torna um diferencial e ao mesmo tempo fica resguardado como patrimônio, pois, ao se catalogar, é feita uma “radiografia” do mesmo, um verdadeiro “documento de identidade” do livro através da análise bibliológica e da pesquisa bibliográfica da obra. Segundo Ana Virginia Pinheiro (2012), a catalogação de livros raros é, nesse contexto, um recurso de segurança patrimonial. As notas constituem área livre, onde o catalogador pode desenvolver estilo, com forma e conteúdo, de modo a beneficiar o leitor. De acordo com Cave (1976 apud PINHEIRO, 1990), a catalogação de livros raros envolve dois procedimentos de elevado grau de dificuldade: a descrição bibliográfica e a indicação de pontos de acesso, que pressupõem rotinas de pesquisa e padrões de registro [...]. O sucesso deste domínio, por sua vez, está alicerçado mais na experiência quotidiana do bibliotecário com livros raros do que na literatura técnica e científica. Já para o IPHAN (2007), a formalização de notas, compiladas a partir de metodologia integrada de análise bibliológica e pesquisa bibliográfica, resulta em descrição minuciosa e exaustiva, difundida nos manuais de segurança patrimonial. Em relação à raridade e importância do livro teve-se o cuidado de inserir toda e qualquer informação pertinente, pois tanto na análise bibliológica como na pesquisa bibliográfica de cada obra os bibliotecários se basearam nos princípios fundamentais de cada análise criados por Otlet (1934): Princípios Bibliológicos Fundamentais: 1º) dizer tudo de uma coisa; 2º) dizer uma vez tudo; 3º) a verdade sobre tudo; e 4º) dizer do melhor modo para a compreensão de todos. E os Princípios Bibliográficos Fundamentais para a descrição: 1º) informações suficientes para a identificação do item; 2º) informações suficientes sobre o item, nas fontes bibliográficas; 3º) informações suficientes sobre o item em mãos; 4º) indicação objetiva do assunto do item; e 5º) localização formal do item. Ainda segundo Otlet (1934), o livro é ao mesmo tempo um instrumento e um símbolo do aperfeiçoamento da humanidade. Essa dupla natureza ocorre porque o livro opera como um instrumento não só de registro e perpetuação do pensamento e da realidade, mas também de construção de novos pensamentos e de novas realidades. [...]. Atua também para além deles, para a sociedade, pois não só permite traduzir e transmitir o pensamento, mas também formá-lo. [...]. Pois, é neste contexto de livro para Otlet que apresentamos um pouco do pensamento do professor Djacir quando selecionamos as obras para estes Catálogos. Desse modo, ao referenciar as obras do mestre, estes Catálogos são também tidos como fonte de pesquisa, pois Djacir ao formar sua biblioteca particular, e no momento que ele, ao ler o livro adquirido com esmero e atenção, faz sua análise, deixando, assim, para as gerações futuras de pesquisadores nas diversas áreas do conhecimento um legado imensurável, juntando ao livro em si, a sua experiência de professor.


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Que nos desculpem os estudiosos e eruditos no assunto pelas possíveis faltas e erros cometidos, mas a nossa intenção foi enaltecer a valiosa coleção de livros raros que pertenceu a este grande intelectual cearense, esperando assim, que esta obra sirva de exemplo para as futuras gerações de como um homem pode contribuir a partir de suas aquisições e leituras para a produção de conhecimento crítico, reflexivo e relevante para a humanidade. Quando selecionamos e disponibilizamos nesta publicação os livros ora apresentados, vemos o quão pequenos somos diante da grandiosidade e da capacidade intelectual do mestre Djacir Menezes. Ruth Helena Linhares Leite Francisco Welton Silva Rios


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OR/DM P869.09 V331a VICENTE, GIL. Autos portugueses de Gil Vicente y de la escuela Vicentina. Edicion facsímil [1502-1536]. Con una introduccion de Carolina Michaelis de Vasconcellos. Madrid: [Centro de Estudios Históricos], 1922. 129 p. , n.p. , il. ; 25 x 18 cm. Gil Vicente (Guimarães ou em outro lugar na região da Beira, 1465 – Morreu em lugar desconhecido, c. 1536?). Foi ourives, poeta e o primeiro grande dramaturgo português, criador do teatro lusitano, onde também exercia a função de músico, ator e encenador. Por ter escrito peças em castelhano divide com Juan del Encina a paternidade da dramaturgia espanhola. Sua obra é considerada como reflexo da transição entre o período da Idade Média e do Renascimento. Em Portugal, é considerado o mais importante autor da literatura renascentista antes de Camões, constava em sua obra elementos populares, que acabaram por influenciar a cultura popular portuguesa. O índice dos livros proibidos, de 1551, incluía sete obras do autor. Carolina Wilhelma [Michaëlis] de Vasconcellos (Berlim, 15 de março de 1851 – Porto, 22 de outubro de 1925). Considerada a maior filóloga da língua portuguesa. Foi crítica literária, escritora, lexicógrafa e intermediária da cultura alemã com a portuguesa. Primeira mulher a ensinar numa universidade portuguesa – a de Coimbra. Autos portugueses de Gil Vicente y de la escuela Vicentina – traz os estudos sobre a Escola Vicentina, que antecedem os dezenove autos em fac-símile do autor, divididos em Autos de devoção; Autos profanos, e Anônimos. Gil Vicente analisa suas peças em três gêneros, as obras de devoção, as farsas e as comédias. A tragicomédia foi acrescida como o quarto estilo por seu filho, Luís Vicente. Já para pesquisadores atuais eles são divididos em: autos de moralidade, autos cavalheirescos e pastoris, farsas, e alegorias de temas profanos. Mas, em determinadas encenações são encontradas muitas dessas características reunidas em uma só peça. Raridade/Importância: Nas p. 7, 14 e 17 há grifos de lápis vermelho na margem da mancha do texto. Na p. 24 há grifos de caneta na margem esquerda da mancha do texto. Nos autos, nas folhas de rosto há xilogravuras fazendo menção a peça e foram escritos em duas colunas. Assinatura no final das folhas. No primeiro Auto a folha de rosto está emoldurada. Nos Autos do Nascimento; de Sancto Antonio; do Dia do Juiz; dos Dous Ladrões; nos dois de Vicente Anes Joeira; de Dom Fernando e no de Dom André os textos das páginas de rosto estão em fundo de lâmpada. O Auto de Sancto Antonio foi impresso em menor tamanho. Nos Autos de Ines Pereira; de Florença; da Bella menina; da Farsa Penada; das Capellas e de Dom Luiz e dos Turcos os textos das folhas de rosto estão em copo de médicis. No Auto das Regateyras, feyto por Antonio Ribeyro Chiado o texto da folha de rosto está em fundo de lâmpada; letra capitular no texto da carta. Nos Autos do Nascimento; de Santa Caterina; de Santiago; de Sancto Antonio; do Dia do Juiz; Ines Pereira; dos Dous Ladrões; de Florença; da Bella menina; da Farsa Penada; nos dois de Vicente Anes Joeira; de Dom Fernando; das Capellas; dos Enanos; de Dom André, e de Dom Luiz e dos Turcos há Parágrafos na folha de rosto. No primeiro Auto e nos Autos do Nascimento; de Santa Caterina; de Santiago; de Sancto Antonio; do Dia do Juiz; de Ines Pereira; das Regateyras; dos Dous Ladrões; de Florença; da Bella menina; da Farsa Penada; nos dois de Vicente Anes Joeira; de Dom Fernando; das Capellas; dos Enanos; de Dom André; de Dom Luiz e dos Turcos há Parágrafos no texto. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada e cantoneira em krepel azul. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 863 C419i CERUANTES SAAUEDRA, Migvel de. El ingenioso hidalgo Don Qvixote de la Mancha. Dirigido al Dvqve de Beiar, Marques de Gibraleon, Conde de Benalcaçar, y Bañares, Vizconde de la Puebla de Alcozer, Señor de las villas de Capilla, Curiel, y Burguillos. Edição fac-similar. Madrid: Juan de la Cuesta, 1605. pt. 1, 12 p., 312 p. ; 24 x 16 cm. ______. Del ingenioso cavallero Don Qvixote de la Mancha. Dirigido a Don Pedro Fernandez de Castro, Conde de Lemos, de Andrade, y de Villalua, Marques de Sarria, Gentilhombre de la Camara de su Magestad, Virrey, Governador, y Capitan General del Reyno de Napoles, Comendador de la Encomienda de Peñafiel, y la Zarça de la Orden de Alcantara, Virrey, Gouernador, y Capitan General del Rey de Napoles, y presidente del supremo Consejo de Italia. Edição fac-similar. Madrid: Juan de la Cuesta, 1615. pt. 2, 8 p., 280 p. ; 24 x 16 cm. Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 29 de setembro de 1547 – Madrid, 22 de abril de 1616). Romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, “Dom Quixote”, muitas vezes considerado o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental, sendo um dos melhores romances já escritos e está entre os mais importantes em toda a literatura. El ingenioso hidalgo Don Qvixote de la Mancha – obra composta por 126 capítulos, dividida em duas partes: a primeira de 1605 e a outra, de 1615, com o título Del ingenioso cavallero Don Qvixote de la Mancha. Este livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. O protagonista é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano, já de certa idade, que perde a razão por ler muitos romances de cavalaria, e misturando realidade com ficção, acredita que estes fatos tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante, imitando seus heróis preferidos. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. O romance narra suas aventuras em companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem uma visão mais realista. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras de La Mancha, de Aragão e de Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de fancaria. A história é apresentada sob a forma de novela realista, pois ao regressar a seu povoado, Dom Quixote percebe que não é um herói, mas também que não há heróis. Raridade/Importância: Obra publicada: “con privilegio del Rey, vendese en casa de Francisco de Robles, librero del Rey nro Señor”. Recorte de jornal colado na folha de guarda trazendo notícia sobre a edição fac-similar desta obra. Super Libris da The Hispanic Society of America gravado na capa e contracapa. Marca d’água da The Hispanic Society of America nas folhas de guarda, na folha de rosto e das demais folhas. Abertura da primeira parte com cabeção historiado e a segunda e quarta partes com cabeções ornamentados, a terceira parte não possui cabeção. Capitulares ornamentadas no início do parágrafo de cada parte. Traz Assinatura e Reclamo. As partes finalizam em fundo de lâmpada e vinhetas. Numeração em foliação. Folhas intonso: 189-190. Na primeira parte da obra, p. 8 está numerada como p. 7; p. 18 está numerada como p. 15; p. 295 está numerada como p. 289; p. 310 está numerada como p. 311. Na segunda parte, p. 4 numerada como p. 5; faltam as p. 74-77; as p. 93-99 estão numeradas como p. 89-95; a p. 100 está numerada como p. 99; as p. 101-103 estão numeradas


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como p. 97-99; a p. 104 está numerada como p. 98; as p. 105-231 estão numeradas como p. 101-226; a p. 232 está numerada como p. 212; as p. 233-235 estão numeradas como p. 228-230; a p. 236 está numerada como p. 233; as p. 237-285 estão numeradas como p. 232-280. Encadernação inteira em tecido na cor marfim com lombada com letras douradas. Miolo de papel vergê marfim. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 863 C419n CERUANTES SAAUEDRA, Migvel de. Novelas exemplares de Migvel de Ceruantes Saauedra. Dirigido a Don Pedro Fernandez de Castro, Conde de Lemos, de Andrade, y de Villalua, Marques de Sarria, Gentilhombre de la Camara de su Magestad, Virrey, Governador, y Capitan General del Reyno de Napoles, Comendador de la Encomienda de la Zarça de la Orden de Alcantara. Edição facsimilar. Madrid: Juan de la Cuesta, 1613. 274 p. : il. ; 21 x 15 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 19. Novelas exemplares de Miguel de Cervantes Saavedra – conjunto de doze novelas resultantes de reflexões acerca dos limites e possibilidades das narrações breve. Escrita a primeira edição entre 1590 a 1612, sendo aprovada pela censura nesta data e impressa em 1613, ou seja, “oito anos depois do surgimento da primeira parte do Quixote e quando Cervantes já contava com sessenta e seis anos, achando-se na última e mais frutífera decênia de vida no que diz respeito à sua produção literária” (MASSIMINI, 2006, p. 8). É “uma obra de absoluta maturidade, não apenas pela data de sua publicação, mas também pela plenitude literária que o escritor atingiu na composição das doze novelas, que aparecem com os seguintes títulos, nesta ordem: La gitanilla, El amante liberal, Riconete y Cortadillo, La española ingleza, El licenciado Vidriero, La fuerza de la sangre, El celoso extremeño, La ilustre fregona, Las dos doncellas, La señora Cornelia, El casamiento engañoso e El coloquio de los perros” (MASSIMINI, 2006, p. 8). Portanto, esta obra era “uma novidade na literatura espanhola da época, na qual não havia tradição de narrações curtas”. (MASSIMINI, 2006, p. 8). Raridade/Importância: Obra publicada Cõ priuilegio de Castilla, y de los Reynos de la Corona de Aragõ. Fio. Vendese en casa de Frãcisco de Robles, librero del Rey nro Señor. MCMXXIII [1923] Reimpresión de la Editora Internacional – Berlim – Buenos Aires con XII láminas del año 1730. Abertura do texto inicial com cabeção historiado e os demais cabeções ornamentados. Contém capitulares ornamentadas. Traz Assinatura e Reclamo. Ilustrado com xilogravuras que fazem referência as novelas. Término dos textos das novelas em fundo de lâmpada. Numeração em foliação. Erro tipográfico no título contínuo no verso da p. 19 faltando a letra “e” e na p. 235, a letra “e” está impressa ao contrário. Encadernação inteira, na cor marrom, com ornamentos em baixo relevo na lombada na capa e contracapa, e lombada nas cores marrom e vermelha. Calha com efeito marmorizado. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 341.13 G881j GROTTI, Hugonis. De Jure Belli ac Pacis. Libri três, In quibus Jus Naturae & Gentium, item Juris Publici praecipua explicantur. Cum annotatis auctoris, ex postrema ejus ante obitum cura. Accefferunt ejusdem Dissertatio de Mari Libero, & Libellus singularis de Aequitate, Indulgentia, & Facilitate. Nec non Joann. Frid. Gronovii V. C. Notae in totum opus de Jure Belli ac Pacis. Editio novíssima. 1631. Cum Privilegiis. 2 v. ; 24 x 18 cm. Hugo Grócio ou Hugonis Grotti (Delft, 10 de abril de 1583 – Rostock, 28 de outubro de 1645). Filósofo, dramaturgo, poeta, apologista cristã e jurista que defendeu a República dos Países Baixos. Considerado o precursor do Direito Internacional que tinha como base o Direito Natural, junto com Francisco de Vitória. Em 1599, começou a exercer a função de jurista em Haia, praticando o Direito com van Oldenbarnevelt e também com os mercadores e comerciantes da Companhia das Índias Ocidentais. Escreveu em latim a história do seu país. Em 1604, foi nomeado conselheiro legal do Príncipe Maurício de Nassau. Em 1613, foi designado governador da cidade de Rotterdam, dando-lhe o direito de participar da política tanto da Holanda como dos Estados Gerais dos Países Baixos Unidos. Em 1617, passou a fazer parte do Comitê de Conselheiros do Partido Arminiano. De iure belli ac pacis (Das leis de guerra e paz) – obra mais conhecida do autor, fala sobre o conceito de guerra justa e do Direito Natural. Raridade/Importância: Os dois volumes trazem assinatura do ex-dono, Moura e Silva Filho. O v. 1 traz assinatura do ex-proprietário, Djacir Menezes. Letra capitular e texto escrito em duas colunas. Encadernação inteira, com capa em couro, lombada impressa com dourado. Miolo com folhas de trapo. Calha na cor vermelha pigmentada. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 140 V935o VOLTAIRE. Oeuvres complètes de Voltaire. [Kehl, Alemanha]: De l’imprimerie de La Société LittéraireTypographique, 1785. 70 v. ; 26 x 17 cm. François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 – Paris, 30 de maio de 1778). Escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio. Escritor prolífico, produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, com mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos. Oeuvres complètes de Voltaire (Obras completas de Voltaire) – obra composta por 70 volumes, reunindo o pensamento do autor nas diversas formas literárias. Discorre nestes sobre teatro, peças, poemas, poema em canções, poemas e discursos em verso, epístolas, contos em verso, cartas em verso e prosa, ensaios, fatos históricos sobre reis, impérios, política, legislação, filosofia, religião, diálogos, memórias, cartas, entre outros assuntos. Raridade/Importância: O v. 32, t. 1 publicado no ano de 1784. Contém Ex-libris da Bibliotheque Paris. Apresenta frontispícios: de Voltaire no v. 1; do busto de Henríade, Charles IV no v. 10; de Voltaire no v. 16; de Louis Le Grand no v. 21; de Louis XV no v. 22; de Charles XII no v. 23; de Frederic Guil – Prince de Prusse no v. 64, t. 1; de Frédéric II no v. 66, t. 3; de Catherine II no v. 67; de D’Alembert no v. 69, t. 2. Apresenta logo após a folha de rosto, no v. 64, t. 1, carta impressa dedicando a obra a Sua Alteza Real, o Bispo Frederic Guillaume, Príncipe da Prússia. Nas folhas de guarda branca no final dos volumes, há observações de lápis: v. 47, t. 1: “A Teologia perigosa, 355”; v. 48, t. 2: “Beaumont, archvogas, 189”; v. 50, t. 1: “plus unique” ne peut fe dire, 258; v. 56, t. 5: “Contra Frederico”, 242, 244, 256; “Frederico = Franc de Pompignan”, 245, 273, 285, 326, “Pucelle”, 245, 356, “Diderot de l’académie”, 315, 333, 347, 349, “Renegando a Pucelle”, 492, 93; v. 57, t. 6: “Contra Rouffeau”, 92-93; “inlifible”, 97; v. 70: “embaixada manete”, 272; anotações de caneta vermelha: v. 50, t. 1: “l’Etat populaire, 202”; v. 57, t. 6: “Trabalho sem léguas”, 147, “écravez l’infance”, 446, “Deo erexit Voltaire”, 226; anotações de lápis vermelho: v. 56, t. 5: “ballot”, 196, “Libertas quae fera tamen”, 225, “A Deo erexit”, 358, 360; v. 57, t. 6: “Le cocu et Calvin”, 28, “mieux être né nègre q. portugais”, 280; anotações de lápis azul: v. 56, t. 5: “Poufchkin”, 426; v. 57, t. 6: “V. bom chrétien”, 16, 18, “La pureté de la foi de V.”, 137, “O judeu”, 199 e “embaixada. No v. 49, t. 3 há observação na margem da mancha do texto na p. 171: “Esqueça a elaboração do Direito”. Carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes na folha de rosto dos v. 17 e 24. Todos os volumes com meia encadernação em papel marmorizado e lombada em couro marrom com letras douradas. Miolo em papel de trapo. Calha na cor vermelha pigmentada. Coleção em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM P869.1 E42v ELYSIO, Filinto. Versos de Filinto Elysio. Paris: 1797-1806. 6 t. ; 17 x 10 cm. Filinto Elísio (Lisboa, 23 de dezembro de 1734 – Paris, 25 de fevereiro de 1819). Sacerdote, poeta e tradutor português do Neoclassicismo. Filinto Elísio ou Niceno é o pseudônimo de Francisco Manuel do Nascimento, pois pertenceu ao Grupo da Ribeira das Naus, uma associação literária onde seus sócios adotavam outros nomes. Em 1754, foi ordenado padre tendo sido influenciado pelo arcadismo e pelo iluminismo. Em 1778, foi denunciado à Inquisição, conseguindo fugir de Portugal disfarçado de vendedor, indo exilar-se em Paris, no mesmo ano. Para sobreviver, teve que traduzir obras de autores franceses, até ver suas poesias publicadas entre os anos de 1817 e 1819, em Paris. Mas, em Lisboa seus livros só foram publicados depois de sua morte, entre 1836 e 1840. Hoje, reconhecido em seu país, seus restos mortais se encontram no cemitério do Alto de São João em Lisboa desde 1843. Versos de Filinto Elysio – reúnem odes, epigramas, cartas, enigmas, dentre outras produções literárias revelando as emoções sentidas pelo autor, em versos trabalhados e arcaicos. Já suas prosas são ricas de recursos, mas que às vezes são depreciadas pelo cuidado exagerado do idioma. No t. 4 há quatro poemas traduzidos das guerras púnicas de Silio Italico, no livro IV da segunda Guerra Punica começa nova numeração. O t. 6 como ele mesmo menciona, reúne prosas e versos retirados de sua casa sem que ele saiba, por isso eles estão numerados separadamente. Raridade/Importância: Nos seis tomos, Selo de Encadernação Valelle, de José Lino Martins & Cia. no verso da capa. No t. 1 – na folha de guarda há anotações de lápis: “521/69/425 6225 I-15. Desconhecida de Inocencio. Theophilo Braga também não a conheceu, pois da noticia errada. Único exemplar conhecido. 6225”. Cabeção de “Fio” no início da cada verso. Assinatura nos cadernos. Vinhetas ilustradas nas p. 7, 9, 12, 116, 119, 128, 132 e 134. Na numeração da p. 153 o segundo parêntese está ao contrário. Na numeração da p. 157, o primeiro parêntese está ao contrário. A p. 166 está numerada como 176. Na numeração da p. 177 falta o primeiro parêntese. Na p. 189 há correção feita de caneta tinteiro no texto, onde há um “e” foi feito um “o”; e onde há um “c” foi colocado um “F”. A p. 237 está numerada como 327, e a p. 238 está numerada como 288. No t. 2 – na falsa folha de rosto, anotações de lápis “12887, riscado: 6225 e modelo”. A data que aparece na folha de rosto é “1201”, provavelmente seja “1801”. Cabeção floral no início do verso. Assinatura nos cadernos. Vinhetas ilustradas nas p. 12, 22, 33, 47, 67, 69, 74, 83, 86, 93, 97, 109, 117, 123, 136, 157, 171, 202, 210, 218-219 e 225. Na numeração da p. 15 falta o segundo parêntese. As p. 230 e 231 estão com as numerações trocadas. No t. 3 – na falsa folha de rosto, anotações de lápis “12887”. Cabeção floral no início do verso. Assinatura nos cadernos. Vinhetas ilustradas nas p. 12, 13, 29, 41, 43, 51, 64, 71, 85, 90, 108, 114, 117, 130, 145, 149, 151, 154, 156, 163, 166, 167, 183, 196, 204 e 222. As p. 59-60 estão encadernadas no lugar das p. 5758. As p. 63-64 estão encadernadas no lugar das p. 61-62. A p. 132 está numerada como 123. A p. 144 está numerada como 145. No t. 4 – na falsa folha de rosto, anotações de lápis “12887”. Cabeção historiado na folha ao Leitor. Assinatura nos cadernos. Vinhetas ilustradas nas p. 23, 99 e 216. As p. 83-84 estão encadernadas no lugar das p. 81-82. As p. 87-88 estão encadernadas no lugar das p. 85-86. Cabeção floral na p. 39. Na p. 133, falta o primeiro número 3. As p. 180-181 estão numeradas como p. 170-171. No t. 5 – na falsa folha de rosto, anotações de lápis “12887”. Cabeção ilustrado no início do verso. Assinatura nos cadernos. Na numeração da p. 197, falta o número 1. As p. 202-203 estão numeradas como p. 102-103. As p. 206-207 estão numeradas


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como p. 106-107. As p. 210-211 estão numeradas como p. 110-111. As p. 214-215 estão numeradas como p. 114-115. No t. 6 – na falsa folha de rosto, anotações de lápis “12887”. Cabeção de “Fio” no início de cada verso. A primeira Ode está numerada de 1 a 12. A segunda Ode está numerada de 217 a 239, mas sua numeração está como 289; Assinatura no caderno, com vinheta ilustrada na p. 228. A terceira Ode está numerada de 1 a 48, com vinheta ilustrada na p. 17. A quarta Ode está numerada de 1 a 48. A quinta Ode está numerada de 1 a 48 com vinheta ilustrada na p. 15. Encadernação inteira, com capa em couro com lombada impressa com dourado. Miolo com folhas de trapo. No t. 2, as folhas estão amareladas. No t. 3, as primeiras folhas estão manchadas. No t. 6, as últimas folhas estão escurecidas. Mas, os volumes estão em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 841 V937h VOLTAIRE. La Henriade, poëme. Avec les noles; suivi de l´essai sur la poésie épique. Édition stéréotype. D´aprés le procéde de Firmin Didot. Paris: De L’imprimerie et de la Fonderie Stéréotypes de Pierre Didot l´ainé, et de Firmin Didot, 1801. 332 p. ; 16 x 10 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 25. La Henriade, poëme (O poema Henriade) – obra composta em duas partes, uma com acontecimentos reais e a outra de ficção, em forma de poemas escritos em dez canções em honra ao rei Henrique IV da França. Além dos poemas, traz ensaios acerca da guerra civil na França, do cerco de Paris, iniciada por Henrique III da França e seu irmão e sucessor, o Henrique III de Navarra, que viria a se tornar o futuro Henrique IV. Ressalta notas de Voltaire sobre cada canção e, finaliza com poesias épicas, como: Vigile, Lucain, Le Trissin, Le Camoeuns, Le Tasse, Don Alonzo d’Ercilla e Milton. Raridade/Importância: No verso da capa Ex-libris do ex-dono “não identificado”. Na falsa folha de rosto Carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes. Encadernação inteira em couro marrom com impressão em letras e ornamentos dourados na lombada e ornamentos em forma de moldura dourada na capa e antecapa. Calha em dourado. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 194 A367o D’ALEMBERT, Jean Le Rond. Oeuvres philosophiques, historiques et littéraires de D’Alembert. Paris: Chez JeanFrançois Bastien, 1805. 18 t. ; 21 x 14 cm. Jean Le Rond d’Alembert (Paris, 16 de novembro de 1717 – Paris, 29 de outubro de 1783). Filósofo, matemático e físico francês. Foi uma criança prodígio, com habilidades extraordinárias. Estudou teologia no Collège des Quates Nations e formou-se em Direito (1735-1738), mas só depois descobriu a sua vocação para a Matemática e Física. Estudou álgebra, cálculo e suas aplicações; equações diferenciais ordinárias e parciais; funções de variável complexa; mecânica e dinâmica. Em 1741, foi eleito para a Académie des Sciences. Foi membro da Acadèmie Française, de onde foi eleito secretário perpétuo, em 1752. Participou ativamente das duas academias, contribuído com suas diversas descobertas. Manteve também correspondência com os nomes mais notáveis da época como Voltaire, Rousseau, Euler... Seus principais feitos foram no campo da astronomia e da matemática, com estudos de equações com derivadas parciais e seu uso na física. Oeuvres philosophiques, historiques et littéraires de D’Alembert – (Obras filosóficas, históricas e literárias de D’Alembert) – coletânea publicada em 18 volumes que reúne o pensamento literário, histórico e filosófico do matemático, físico e filósofo Jaen Le Rond D’Alembert. Raridade/Importância: Ex-libris de Pimentel Duarte em todos os tomos. No t. 1, folhas intonso: 29-32, 105108, 109-112, 125-128; entre as p. 352 e 353 lâmina da demonstração do Système Figuré des Connoissances Humaines [Sistema Figurado do Conhecimento Humano]. No t. 2, folhas intonso: 29-32. No t. 4, folhas intonso: 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 73-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220-221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384, 393-396, 397-400, 409-412, 413-416, 425-428, 429-432. No t. 5, folhas intonso: 13-16, 29-32, 41-44, 4548, 57-60, 61-64, 73-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 265-268, 269-273, 281-284, 285-288, 297-300, 413-416, 425-428, 429-432, 441-444, 445-448, 457-460. No t. 6, há observações de caneta azul na p. 120: “refração”; nas p. 121, 123 e 130: “hic”; na p. 122: “causas finais”; na p. 159: “cramer”; Nos t. 8 e 12: “brasão de armas dos Duques de Arenberg”. No t. 8, folhas intonso: 9-12, 13-16, 29-32, 45-48, 73-76, 77-80, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384, 393-396, 397-400, 409-412,


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413-416, 425-428, 429-432, 441-444, 445-448. No t. 9, folhas intonso: 9-12, 13-16, 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 73-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 153156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384, 393-396, 397-400, 409-412, 413-416, 425-428; a p. “408” está numerada como p. “308”. No t. 10, folhas intonso: 9-12, 13-16, 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 72-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384, 393-396, 397-400, 409-412, 413-416, 425-428. No t. 11, folhas intonso: 9-12, 13-16, 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 73-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 141-144, 153156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384, 393-396, 397-400, 409-412, 413-416, 425-428, 429-432, 441-444, 445-448, 457-460, 461-464. No t. 12, folhas intonso: 9-12, 13-16, 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 73-76, 77-80, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 237-240, 249-252, 253-256, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377-380, 381-384. No t. 13, folhas intonso: 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233236, 237-240, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 409-412. No t. 14, folhas intonso: 9-12, 13-16, 25-28, 29-32, 41-44, 45-48, 57-60, 61-64, 73-76, 89-92, 93-96, 105-108, 109-112, 121-124, 125-128, 137-140, 141-144, 153-156, 157-160, 169-172, 173-176, 185-188, 189-192, 201-204, 205-208, 217-220, 221-224, 233-236, 265-268, 269-272, 281-284, 285-288, 297-300, 301-304, 313-316, 317-320, 329-332, 333-336, 345-348, 349-352, 361-364, 365-368, 377380, 381-384; 393-396, 397-400, 409-412. No t. 16, folhas intonso: 217-220, e 365-368. No t. 18, folhas intonso: 65-68, 69-72, 81-84, 85-88, 97-100, 101-104, 113-116, 117-120, 129-132, 133-136, 145-148, 149-152, 161-164, 165-168, 177-180, 181-184, 193-196, 197-200, 209-212, 213-216, 225-228, 229-232, 241-244, 245-248, 257-260, 261-264, 273-276, 277-280, 289-292, 293-296, 305-308, 309-312, 321-324, 325-328, 385-388, 389-392, 369-372; 373-376, 353-356, 357-360, 337-340, 341-344, 401-404, 405-408. Os cadernos foram trocados na encadernação, ou seja, depois da p. 328, a próxima sequência é p. 377-392, 361-376, 345-360, 329-344 e continua na p. 393. Todos os volumes com meia encadernação marmorizada azul com lombada em couro marrom com letras douradas e nervuras. Miolo de papel de trapo. Coleção em Bom estado de conservação.


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OR/DM 510 C291r CARNOT, M. Réflexions sur la métaphysique du calcul infinitésimal. 2. ed. Paris: M. V. Courcier, 1813. vj, 252 p. il. ; 20 x 12 cm. Lazare Nicolas Marguerite Carnot (Nolay, 13 de maio de 1753 – Magdeburgo, 22 de agosto de 1823). Político e matemático, filho de importante família francesa da época, foi educado em Borgonha. Fez parte da equipe de engenheiros do príncipe de Condé. Ele integra a lista dos 72 nomes que participaram da construção da Torre Eiffel. Como militar ficou conhecido como o “Organizador da Vitória” das guerras revolucionárias francesas. Réflexions sur la métaphysique du calcul infinitésimal (Reflexões sobre a metafísica do cálculo infinitesimal) – obra dividida em três capítulos. O primeiro capítulo traz os princípios gerais de análise infinitesimal e suas definições; o princípio fundamental e o teorema das equações imperfeitas; e a aplicação dos princípios gerais e alguns exemplos. No segundo mostra o algoritmo adaptado para análise infinitesimal; e o cálculo; o diferencial exponencial e logarítmico; as quantidades angulares diferenciais e a diferenciais ordens superiores; a aplicação do cálculo e alguns exemplos; o cálculo integral e sua aplicação em alguns exemplos. O cálculo das variações. No terceiro capítulo, apresenta os métodos pelos quais se pode compensar a análise infinitesimal, que são: método da exaustão, o método indivisível, o método indefinido, método de razões e sobrenome ou limitações, e o método de fluxões. Do cálculo das quantidades de fuga e a teoria das funções analíticas e funções derivadas. Raridade/Importância: Na folha de rosto carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes. A primeira folha do texto está duplicada. Cabeção em “dois Fios” no início do texto. A numeração da p. 130 está como “150”. Traz lâmina com figuras que representam as reflexões sobre a metafísica do cálculo infinitesimal. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado bege e vermelho com lombada em couro vinho, detalhes e letras douradas e nervura. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação, apesar das folhas estarem manchadas.


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OR/DM 342.42 S725d SOUSA [LOBÃO], Manoel D’Almeida e. Discurso juridico, historico, e critico sobre os direitos dominicaes e provas delles neste reino em favor da côroa, seus donatarios, e outros mais senhorios particulares: juntamente convicção das Theses de hum Papel sedicioso que grassa manuscripto com este Título = Advertencias de hum curioso em favor dos Lavradores que forem vexados, e opprimidos com Titulos falsos, e Tombos nullos, ou com pertenções alem dos títulos legitimos.=. Lisboa: Na Impressão Regia, 1813. 215 p. ; 20 x 15 cm. Manuel de Almeida e Sousa Lobão (Vila de Vouzela, em 19 de maio de 1744 – Alcouce, 31 de Dezembro de 1817). Seu nome de batismo era Manuel Rodrigues de Almeida, mas, em 1773, adota o nome de Manuel de Almeida e Sousa. O sobrenome Lobão procede da freguesia de Lobão da Beira. Estudou Humanidades. Mas, em 1762, bacharelou-se em Cânone pela Universidade de Coimbra. Vai morar no povoado de Alcouce, na freguesia de Lobão da Beira para exercer a atividade de advogado. Em 1787, em Coimbra defendeu os cônegos de S. Agostinho do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, contra o Cabido da Diocese, processo que durou dois anos, mas que desapareceu, rendendo a Sousa Lobão uma depressão que o afastou da advocacia durante mais de dez anos. Em 1807, aos 63 anos de idade escreve sua primeira obra, um tratado sobre os Morgados. Discurso juridico, historico, e critico sobre os direitos dominicaes e provas delles neste reino em favor da côroa, seus donatarios, e outros mais senhorios particulares – no âmbito jurídico é um texto importante pela fundamentação e dedução lógica, pois defende a população dos tributos impostos pela Coroa, dos abusos dos Florais, que eram cartas de privilégios que continham regime jurídico próprio, outorgados por um senhorio ou instituição eclesiástico ou secular ou ainda pelo monarca. Raridade/Importância: Na folha de rosto há anotações de caneta preta: “Veiga Simões”; de lápis: “R” e “5M” e o nome “Lobão”. Obra publicada com licença. Reclamo e Assinatura. Na página 11, 13-14, 25, 28, 38, 40-42, 45, 47 e 57 há grifos de lápis no texto. Nas p. 11-14, 16-18, 21, 24-28, 30, 34-36, 38-42, 45, 50, 56-57, 59, 103-105 e 108 há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Há anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 28: “Absenteísmo”; na p. 47: “Direito Banal”; nas p. 57 e 92: “hic”. Na última folha de guarda há anotações de lápis: “Maninho, 34; incensoriar, 29; absenteísmo, 28; D. João VI, 26; a mais principal, 14; Lei de Amortização e Avoenga, 12, 13; laxos e ociosos, 13; coibir aquisições eclesiásticas, 11; montado, 35; senhorios apossam-se dos maninhos, 38, 40; primigenia natureza, 93” feitas pelo ex-proprietário, Djacir Menezes. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho com lombada em krepel vermelho, com letras e nervuras em dourado. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação. Nas últimas folhas há perfurações de cupim, sem prejudicar o texto.


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OR/DM 470.7 N837 NOUVELLE méthode pour apprendre facilement la langue latine; contenant les règles des genres, des declinaisons, des prétérits, de la syntaxe, de la quantité, et des accens latins, mises en françois avec un ordre très-clair et très-abrégé; augmentée d’un grand nombre de remarques très-solides, et non moins nécessaires pour la parfaite connoissance de la langue latine que pour l’intelligente des bons auteurs, tirées de ceux qui ont travaillé sur cette langue avec plus de soint et de lumière; avec un Traité de la Poésie Latine; une court instructon sur les règles de la poésie françoise; et un table générale des mots et des matières. Nouvelle ed. Paris: De L’Imprimerie D’Auguste Delalain, 1819. xxiv, 854 p. ; 21 x 14 cm. J. V. L. [Joseph-Victor Leclerc] (Paris, 1789 – 1865). Estudioso, professor, tradutor, latinista e retórico francês. Lecionou retórica no Lycée Charlemagne. Professor da École Normale. Professor de eloquência latina na Faculdade de Artes em Paris e, entre 1832-1865, foi Reitor desta Faculdade. Membro da Academia de Inscrições e BelasLetras, em 1834. Fez a edição anotada de “Montaigne” de 1826. E a tradução dos trinta volumes da obra de “Cicero”, de 1821-1825. Nouvelle méthode pour apprendre facilement la langue latine;... (Novos métodos de aprender facilmente a língua latina;...) – obra editada em 1761, apresentando um novo método de fácil aprendizagem da língua latina, contendo as regras de gêneros, as declinações, o pretérito, a sintaxe, a quantidade, e acentos latinos estabelecidos com uma ordem francesa, de forma clara e abstrata. Traz comentários para o conhecimento dessa língua para escritores que trabalham e estudam sobre o assunto. Comenta os tratados de poesia latina, com instrução curta das regras da poesia francesa, assim com uma tabela de palavras e assuntos gerais. Nesta edição de 1819, o autor faz uma revisão e correção cuidadosa, aumentando-a com a finalidade de indicar quase todas as passagens citadas. Raridade/Importância: Na folha de guarda fotografia da avó Hermelinda do ex-proprietário, Djacir Menezes, com a seguinte anotação de caneta preta: “Minha Avozinha Hermelinda sempre querida”. Na falsa folha de rosto assinatura de caneta porosa azul do ex-proprietário. Na folha de rosto iniciais de caneta porosa preta do exproprietário, “D.M”. Todas as edições estão com assinatura do Editor: “Auguste Delalain”. Anotações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 185: “- Ce verbe empante lepas/ et le sup. de lavo, cre, l lautum – 3e conj.”; na p. 241: “sub rigo. sub rego”; na p. 306: “desinance urio”; na p. 561: “Dialética”. Há anotações em corandel nas p. XVIJ, XIX, XXIJ-XXIIJ. Folhas intonso: 345-348. Nas p. IJ e 10 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 9, 61, 455 e 561 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 61 há grifos de lápis no texto. Na p. 298 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 299 há grifos de lápis azul no texto. Meia encadernação em papel marmorizado preto e verde com lombada em tecido verde com letras prateadas. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 946.9 B172e BALBI, Adrien. Essai statistique sur le royaume de Portugal et d’Algarve, comparé aux autres états de l’Europe, d’un coup d’oeil sur l’état actuel des sciences, des lettres et des beau-arts parmi les Portugais des deux hémisphères. Paris: Chez Rey et Graviere, 1822. 2 t. (t. 1, lij, 480 p. ; t. 2, 272, ccclxviij p.) ; 21 x 13 cm. Adrien Balbi [Adriano Balbi] (Veneza, 25 de abril de 1782 – Pádua, 14 de março de 1848). Geógrafo e estatístico veneziano. Realizou os estudos na cidade natal e desde cedo demonstrou interesse pelos estudos históricos e geográficos. Nomeado professor de Geografia no Colégio de San Michele di Murano, em Murano. Em 1811, foi nomeado professor de filosofia natural do Lyceum di Fermo, em Fermo, cargo que exerceu até 1813. Passou, então, a trabalhar nos serviços alfandegários de Veneza. Foi conselheiro para a geografia e estatística do governo austríaco. Em Paris, escreveu a maior parte da sua obra em língua francesa. Autor de valiosos estudos geográficos, incluindo uma obra seminal sobre a situação socioeconómica de Portugal no primeiro quartel do século XIX. Essai statistique sur le royaume de Portugal et d’Algarve,... (Teste estatístico do Reino de Portugal e Algarve,...) – estudo elaborado pelo autor, após visitar o reino de Portugal e Algarve, em 1820, no qual coletou informações geográficas e estatísticas deste império, estabelecendo um olhar reflexivo da situação atual da ciência, da literatura e das artes, realizando assim uma comparação com outros reinos da Europa. Raridade/Importância: No t. 1 – no verso da capa selo da “Livraria Brasília, Rua da Misericórdia, 79 Tel. 2 0320 – Lisboa”. No verso da folha de guarda marmorizada anotação: “2 vols. 1.200”. Na folha de rosto marca do Editor e carimbo da Biblioteca Djacir Menezes e lâmina “IV. Tableau métérelogique compare de Lisbonne, Coimbra, Penafiel, Villanova de Portomào, Lobrigos et Porto dans les années 1816, 1817, 1818, 1819, 1820, et 1821. A la Page 112 du premier volume” entre as p. 112-113; três lâminas “I. Tableau généreal de la valeur des marchandies importées dans le royaume de Portugal par ses possessions d’outre-mer dans l’année 1796. A la page 431”, “III. Tableau [...] 1806. [...]” e “V. Tableau [...] 1819. [...]” entre as p. 430-431; três lâminas “I. Tableau general de la valeur des machandises importées dans le royaume de Portugal par les nations étrangères dans l’année 1796. A la page 442”, “III. Tableau [...] 1806. A la p. 442 du 1er volume” e “V. Tableau [...] pour les nations étrangères dans l’année 1819. [...]” entre as p. 442-443; lâmina “Tableau general de la valeur des produits des fabriques et des manufactures du royaume de Portugal exportes pour possessions d’outre-mer dans les années 1796, 1806 et 1819. A la p. 445 du 1er volume” entre as p. 444-445. Anotações de lápis na margem da mancha do texto nas p. 303 e 410: “hic”; na p. 401: “cit”. Nas p. XVIJ, 303, 321, 347, 401, 407 e 409 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. XVIIJ, XX, XXIJ, 302, 304, 308, 402, 404, 406, 408 e 410 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. XVIJ há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. XVIIJ, XXVJ, 302 e 444 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 321, 325, 329, 407, 409, 413, 419, 423 e 431 há grifos de lápis verde na margem direita da mancha do texto. Na p. 324, 326, 328, 410, 414, 416, 422, 442 e 444 há grifos de lápis verde na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 407 há grifos de lápis no texto. No t. 2 – nas p. 23, 37, XVIJ, CXXXVIJ, CCCXXXIIJ, CCCXXXV E CCCXXXVIJ há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 3 e 15 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na p. 166 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Encadernação inteira em couro marrom e lombada com letras e ornamentos dourados. Calha marmorizada e papel de trapo nos dois tomos. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 808.801 D139o D’ALEMBERT. Oeuvres de D’Alembert. Paris: A. Belin, 1821-1822. 5 t. (t. 1, xxviij, 576 p. ; t. 2, 621 p. ; t. 3, 742 p. ; t. 4, 544 p. ; t. 5, 479 p.) ; il. ; 22 x 13 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 32. Oeuvres de D’Alembert (Obras de D’Alembert) – reúne em 5 tomos a vida e as memórias de Jean-Le-Rond D’Alembert, como também seus pensamentos, estudos e reflexões filosóficas, matemáticas, religiosas e históricas, mostrando a contribuição do autor nessas áreas do conhecimento, assim como correspondências particulares com pensadores, reis, religiosos, entre outras pessoas ilustres da nobreza. Raridade/Importância: No t. 1, frontispício de Dalembert. Carimbo da Biblioteca Djacir Menezes na folha de rosto, lâmina do “Système Figuré dês Connaissances Humaines” entre as p. 114-115. Na folha de rosto marca do Editor nos cinco tomos. No t. 2 – nas p. I, IIJ, V, VIJ, IX, XIX, XXV, 1, 267, 283, 285, 289, 291, 293, 295, 297, 303, 305, 311, 317, 347, 393, 399, 403 e 405 há grifos de lápis na margem direta da mancha do texto. Nas p. IJ, IV, VJ, VIIJ, X, XVIIJ, XXIJ, 268, 280, 282, 284, 290, 292, 294, 296, 298, 300, 302, 304, 316, 392, 394, 398 e 404 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. IIJ, V, VIJ, 289, 293 e 297 há grifos de lápis no texto. Nas p. 287, 289 e 293 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 288 e 294 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 268: “asintota”; nas p. 280, 285, 291, 303 e 394: “hic”; na p. 292: “dialética”; na p. 294: “cit”; na p. 398: “m.v2”. Anotação no final da obra na folha de guarda: “a reta – escândalo da geometria 280”. No t. 3 – nas p. 341, 343 e 359 há grifos de lápis na margem direta da mancha do texto. Nas p. 342 e 346 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 346: “hic”. Folhas in tonso: 531-534. No t. 4 – folhas intonso: 253-256; 393-396 e 397-400. No t. 5 – nas p. 49, 53, 55, 59, 61, 63, 263, 277 e 285 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; nas p. 54, 56, 58, 62, 64, 260 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; na p. 62 há grifos de lápis no texto. A p. 212 está numerada como “211”. A p. 461 está numerada como “561”. Meia encadernação marmorizada em diversas cores, lombada preta, miolo de papel de trapo e calha marmorizada nos cinco tomos. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 185 A714m ARISTÓTELES. La morale et la politique d’Aristote. Traduites du grec par M. Thurot. Paris: Chez Firmin Didot, Pére et Fils, 18231824. 2 t. ; 21 x 13 cm. Aristóteles (384 a 322 a.C.). Filósofo grego. Nasceu na Macedônia. Foi discípulo de Platão. No ano de 334 foi encarregado da educação de Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, acompanhou-o à Ásia e fixou residência em Atenas. Fundou a escola peripatética, onde mestres e alunos estudavam caminhando. Esta escola ficou conhecida como Liceu, pois ficava junto do templo de Apolo Lício. A filosofia de Aristóteles compreendia toda a natureza como imenso esforço da matéria bruta para se elevar até o ato puro, ou seja, ao pensamento e à inteligência. Foi o maior gênio da Antiguidade por seu pensamento e seus estudos abrangerem todas as ciências do seu tempo, e por ter criado outras ciências. Foi ainda, oráculo de filósofos e de teólogos escolásticos. Thurot [Jean-François Thurot] (Issoudun, Indre, 24 de março de 1768 – Paris, 16 de julho de 1832). Helenista e filósofo francês. Fez seus estudos na Issoudun e, depois, em Paris, no Colégio de Navarra. Em 1785, foi para a École des Ponts et Chaussées. Iniciou sua carreira no corpo de bombeiros de Paris, tornando-se segundo-tenente, em 1789. Entrou em contato com a Sociedade Filosófica, por intermédio da Senhora Helvétius, fazendo amizade com Destutt de Tracy et Cabanis. Estudou na École Normale, em 1795. A partir de 1797, ensinou gramática geral e comparativa a estrangeiros na École des Sciences et Belles-lettres com Sylvestre-François Lacroix e Siméon Denis Poisson. Ensinou ainda, línguas antigas, literatura e história, tornando-se diretor desta escola, em 1807. Foi nomeado vice de Pierre Laromiguière da Faculté des Lettres de Paris, em 1811, além de ser professor adjunto da cadeira de filosofia, em 1812-1824. Foi professor de filosofia e língua grega no Collège de France, em 1814. Em 1830, foi membro da Académie des Inscriptions et Belles-Lettres. La morale et la politique d’Aristote (A ética e a política de Aristóteles) – obra traduzida do grego para o francês por Jean-François Thurot, publicada em dois tomos. O t. 1, de 1823, compreende a moral do filósofo grego Aristóteles, acrescentado de notas históricas e críticas. O t. 2, de 1824, aborda a política deste pensador, com acréscimos de notas históricas e críticas. Raridade/Importância: No t. 1 – selo da “LIVRARIA BRASILEIRA LTDA. COMPRAMOS LIVROS USADOS. BIBLIOTECAS. AVALIAÇÕES. Av. Rio Branco, 156 S/L 229 Tel. 242-3078” na folha de guarda marmorizada; na folha de guarda assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “Reis Carvalho, Rio, 25 de Homero de 117, 22 de fevereiro de 1905”; marca do Editor na folha de rosto. Nas p. IJ, XIJ, XXIV, XXVJ, XXVIIJ, XXX, XXXIV, XXXVJ, XXXVIIJ, XLVIIJ, L, LIJ, LIV, LXXX, 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34, 38, 40, 44, 86, 96, 100, 102, 104, 106, 108, 112, 114, 116, 120, 122, 126, 130, 132, 134, 136, 144, 148, 150, 152, 154, 156, 160, 162, 164, 166, 168, 170, 172, 174, 180, 184, 186, 188, 190, 196, 198, 200, 202, 204, 206, 208, 210, 216, 218, 220, 222, 224, 246, 250, 252, 254, 256, 262, 264, 270, 274, 280, 282, 288, 290, 294, 298, 300, 314, 316, 318, 336, 342, 344, 346, 348, 350, 352, 356, 358, 362, 366, 368, 370, 372, 374, 378, 382, 384, 386, 388, 394, 414, 416, 418, 424, 426, 428, 432, 434, 436, 438, 444, 456, 464, 466, 472, 474, 478, 482, 484, 490, 492 e 496 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. V, VIJ, XIIJ, XIX, XXIIJ, XXXJ, XXXVIJ, XLJ, XLIIJ, XLV, XLVIJ, XLJX, LIIJ, LV, LVIJ, LXXXJ, 19, 21, 23, 27, 29, 31, 33, 39, 41, 97, 99, 101, 103, 105, 111, 113, 115, 117, 119, 121, 123, 125, 129, 131, 133, 145, 147, 149, 151, 159, 161, 163, 165, 167, 169, 171, 173, 175, 179, 181, 185, 187, 193, 197, 199, 201, 203, 213, 215, 217, 219, 223, 225, 245, 247, 249, 251, 253,


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255, 257, 259, 261, 263, 267, 271, 275, 279, 281, 291, 293, 295, 297, 299, 301, 315, 317, 319, 321, 325, 327, 331, 337, 341, 343, 345, 347, 349, 351, 357, 359, 361, 363, 365, 367, 371, 373, 377, 379, 383, 385, 389, 393, 397, 401, 415, 419, 421, 429, 431, 433, 435, 437, 439, 441, 443, 457, 459, 461, 465, 469, 473, 475, 477, 487, 489, 491, 493 e 497 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 111, 112 e 199 há grifos de lápis no texto. Nas p. LVJ, LXIJ, LXJV, LXVIIJ, LXXV, LXXIV, LXXVJ, LXXVIIJ, 8, 12, 14, 16, 46, 48, 50, 52, 54, 56, 58, 60, 62, 64, 68, 70, 72, 74, 78, 80, 82, 90, 302, 308, 404 e 406 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. LVIJ, LIX, LXIIJ, LXV, LXIX, LXXV, 3, 9, 13, 45, 47, 49, 51, 53, 57, 59, 61, 65, 67, 69, 71, 75, 77, 79, 81, 83, 89, 91, 95, 229, 305, 307, 309, 407 e 409 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 230, 232, 234, 236, 238 e 242 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 233, 235, 237, 239, 241 e 243 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Na p. 241 há grifos de lápis vermelho no texto. Anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 107: “La los de l’habitude”; na p. 111 “[...]”; na p. 126: “[...]”; na p. 152: “Magnificance”; na p. 180: “Servace, [...], lealdade, dissimulação”; na p. 199: “hic”; na p. 211: “a = b, a – c = d, a = d + c, b + c = a + c = d + 2c, b + c – (a – c) = 2 c, a = d + c, a = b, a – c = n – c, a = c, b + c = a + c, b –”, “?”, “?”; na p. 388: “L’amour conjugal”; na p. 471: “Bonheur”. No t. 2 – marca do Editor na folha de rosto. Nas p. VIIJ, XJV, XVIIJ, XX, XXIJ, XXVJ, XXX, XXXIJ, XXXIV, XXXVJ, XXXVIIJ, XL, XLIJ, XLIV, XLVJ, XLVIIJ, L, LIJ, LJV, LVJ, LVIIJ, LX, LXIJ, LXJV, LXVJ, LXVIIJ, LXX, LXXIJ, LXXVJ, 2, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 28, 30, 32, 36, 40, 42, 48, 50, 52, 54, 56, 60, 64, 66, 68, 70, 72, 74, 78, 80, 84, 88, 98, 102, 104, 108, 110, 114, 116, 120, 122, 124, 126, 128, 136, 140, 142, 144, 148, 150, 152, 156, 162, 164, 192, 196, 200, 206, 210, 212, 214, 218, 220, 228, 230, 232, 234, 236, 238, 240, 244, 246, 248, 250, 252, 300, 304, 308, 318, 322, 338, 342, 346, 348, 350, 352, 354, 366, 388, 392, 396, 398, 400, 402, 406, 424, 426, 428, 432, 434, 436, 438, 440, 442, 444, 508, 510, 512, 514, 516, 518, 520, 524, 526, 530, 532 e 534 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. XV, XXJ, XXVIJ, XXJX, XXXV, XXXVIJ, XXXIX, XLJ, XLIIJ, XLV, XLVIJ, XLIX, LJ, LIIJ, LV, LVIJ, LXJ, LXIIJ, LXV, LXVIJ, LXJX, LXXJ, 3, 7, 9, 11, 15, 17, 19, 25, 27, 29, 31, 33, 35, 37, 39, 41, 43, 45, 47, 49, 51, 53, 59, 61, 63, 67, 69, 71, 73, 77, 79, 81, 91, 95, 97, 99, 101, 103, 107, 109, 113, 115, 117, 119, 121, 123, 129, 131, 133, 137, 141, 147, 149, 157, 159, 161, 163, 165, 193, 195, 199, 203, 205, 209, 211, 213, 215, 217, 219, 221, 223, 225, 227, 229, 233, 235, 237, 239, 241, 243, 245, 247, 251, 301, 303, 305, 307, 309, 311, 313, 315, 317, 323, 325, 335, 337, 341, 345, 347, 349, 351, 353, 363, 387, 389, 391, 393, 395, 399, 401, 405, 425, 427, 429, 431, 433, 435, 437, 439, 441, 445, 507, 509, 515, 517, 523, 527, 529 e 535 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 168, 170, 172, 174, 178, 180, 182, 186, 188, 190, 254, 256, 258, 260, 266, 268, 270, 272, 274, 280, 282, 288, 296, 354, 356, 358, 374, 376, 378, 380, 382, 408, 410, 412, 414, 416, 418, 420, 422, 454, 456, 458, 460, 464, 466, 470, 476, 478, 480, 482, 486, 488, 490, 492, 494, 496, 500 e 502 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 169, 171, 173, 175, 177, 179, 181, 183, 185, 189, 191, 253, 257, 259, 261, 265, 269, 271, 277, 279, 281, 283, 285, 287, 289, 293, 297, 355, 357, 359, 369, 371, 375, 379, 381, 383, 411, 415, 417, 419, 421, 423, 455, 457, 459, 461, 463, 467, 469, 475, 477, 479, 481, 483, 485, 487, 489, 495, 497 e 499 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 234: “Loi”; na p. 426: “[...]”. Anotação de lápis no final da folha de guarda: “Acade[...] lêr em 17de fev de 1917 – 20 de Homero de 119 – R Larn”. Meia encadernação marmorizada com várias cores com lombada em couro marrom, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 194 M989h MUSSET-PATHAY, V. D. Histoire de la vie et des ouvrages de J. J. Rousseau. Nouvelle édition. Paris: Chez P. Dupont, 1827. xv, 473 p. ; 23 x 15 cm. V. D. Musset-Pathay [Victor-Donatien de Musset-Pathay ou Victor de Musset] (Vaudourière, Lunay em Vendome, 6 junho 1768 – Paris, 8 de abril de 1832). Escritor e sênior francês. Estudou no Colégio Militar de Vendôme, em 1780, com a idade de 12 anos. Participou da guerra da Revolução Francesa, se juntando ao general Armand Samuel Marescot, primeiro inspetor. Foi engenheiro geógrafo em diversas campanhas na Suíça e na Itália. De 1800 a 1805, foi o primeiro editor do Bureau Central. Em 1806, foi nomeado chefe do departamento do Comitê Central. Chefiou o escritório de prisões no Ministério do Interior, em 1811. Após ser dispensado de suas funções, em 1818, dedica-se à literatura. Entretanto, em 1828, volta ao Ministério, para chefiar o Escritório de Justiça Militar. Em 1832, devido a uma epidemia de cólera, falece em 8 de abril. Histoire de La vie et des ouvrages de J. J. Rousseau (História da vida e obra de J. J. Rousseau) – traz um panorama geral, com adição de notas referidas pelo autor, da história, da vida e da obra de J. J. Rousseau. Importante filósofo, teórico político, escritor e compositor suíço do século XVIII, nascido em Genebra, em 28 de junho de 1712 e falecido em Ermenonville, em 2 de julho de 1778. Rousseau se destacou como um dos principais filósofos do iluminismo, mas foi também precursor do romantismo. Raridade/Importância: Selo colado na folha de guarda da “Livraria Civilização Brasileira – livros nacionais e estrangeiros, Ouvidor 102 Rio de Janeiro Brasil”. Nas p. III, 107, 111, 113, 115, 117, 119, 121, 135, 163, 173, 193, 205, 207, 209, 211, 215, 217, 219, 231, 239, 245, 249, 251, 317, 435 e 449 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. 92, 106, 108, 110, 114, 116, 124, 130, 132, 134, 194, 202, 208, 210, 230, 232, 234, 238, 248, 252 e 450 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 115, 134, 135, 209, 211, 449 e 450 há grifos de lápis vermelho no texto. Nas p. 173, 175, 177 e 179, há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 176, 178 e 180 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Anotação de lápis azul nas margens da mancha do texto na p. 176: “hic”. Anotações de lápis vermelho nas margens da mancha do texto na p. 238: “Hume”; na p. 317: “Casamento de R.”. Meia encadernação marmorizada marrom com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 469.244 L952g LUIZ, Francisco de S., Fr. Glossario das palavras e frases da lingua franceza, que por descuido, ignorancia, ou necessidade se tem introduzido na locução portugueza moderna; com o juizo critico das que são adoptaveis nella. Lisboa: Typograpia da Academia R. das Sciencias, 1827. ix, 170 p. ; 21 x 15 cm. D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, O.S.B. (Ponte de Lima, 26 de janeiro de 1766 – Lisboa, 7 de maio de 1845), conhecido como Cardeal Saraiva. Ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da Ordem de São Bento, em 1780, com 14 anos de idade. Estudou na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, tornado-se professor, e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. Ordenado padre em 1789. Tornou-se maçon, com o pseudônimo de Condorcet, a sociedade que frequentava tinha como objetivo: a restauração e regresso do governo de João VI, de Portugal, ao tempo no Brasil. Membro da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino e do Conselho de Regência nomeado pelas Côrtes Constituintes. Nomeado 53º Bispo Reservatario de Coimbra, 18º Conde de Arganil, do Conselho de Sua Majestade. Reitor da Universidade daquela cidade e deputado das Cortes. Renunciou ao episcopado em 1824. Em 1826, tornou-se Presidente da Câmara dos Deputados. Ministro do Reino, entre 24 de setembro de 1834 e 16 de fevereiro de 1835. Em 1840, por pressão de Maria II de Portugal, foi feito Patriarca de Lisboa. Em 1843, o Papa Gregório XVI elevou-o ao cardinalato. Glossario das palavras e frases da lingua franceza... – traz palavras e frases próprias da língua francesa introduzidas na locução portuguesa moderna, extraídas de obras de escritores contemporâneos da época, e traduzidas do francês, servindo-se das observações, e dos vocábulos e frases mais usadas na conversação familiar, nos escritos não impressos, e nos sermões, e de outros discursos das pessoas literatas, e dadas à lição dos livros franceses, comparando-as com a locução dos clássicos portugueses, e examinando-as à vista dos dicionários da língua portuguesa. Raridade/Importância: Livro publicado com licença de Sua Majestade D. João V. Encadernação inteira em couro marrom e preto. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 109 C867c COUSIN, V. Cours de philosophie. Paris: Pichon et Didier, 1828. xvj, 32, 40, 32, 40, 43, 40, 40, 27, 47, 40, 39, 48, 47 p. ; 21 x 14 cm. [Victor] Cousin (Paris, 28 de novembro de 1792 – Cannes, 14 de janeiro de 1867). Filósofo, político, reformador educacional e historiador francês. Líder da Escola Eclética e membro da Academia Francesa de Letras. Editou obras de Descartes. Traduziu Platão e Proclo. Escreveu sobre mulheres célebres do século XVII. Na École Normale Supérieur, em 1811, foi influenciado por Laromiguière, Condillac, Locke e pelos filosófos da Escola Escocesa do Senso Comum – Thomas Reid, William Hamilton. Mudou a ênfase da filosofia francesa do materialismo para o idealismo, tornando-se o mais conhecido pensador francês de sua época. Via um pouco de verdade em cada uma das filosofias, e reuniu-as em quatro categorias: Sensualismo, Idealismo, Ceticismo e Misticismo. Foi criticado pelos ateus, como também provocou o desagrado da Igreja Católica, por buscar, nos acontecimentos históricos, evidências da mão de Deus e por negar a revelação divina. Líder da Escola Eclética. Membro da Academia Francesa de Letras. Cours de philosophie (Cursos de filosofia) – engloba treze lições sobre a história da filosofia, delineando em linhas gerais as características que distinguem os grandes períodos da humanidade, sempre relacionados com os elementos sobre a natureza e as leis fundamentais da mente humana, incluindo a expressão mais abstrata a chamada metafísica, ou a própria filosofia. Demonstra a inadequação das escolas compartilhadas do século XVIII, ou seja, o sensualismo na França, representada por Condillac e seus seguidores e o idealismo na Alemanha, representada por Kant e Fichte. Cousin afirma que o trabalho da nova filosofia procurará conciliar essas duas escolas. Esse ecletismo, o Tratado de Paz entre os vários elementos da filosofia contemporânea, Cousin (1828) reconhece e segue em todas as partes da ordem social existente. Na política, por exemplo, a Carta é uma transição entre o passado e a nova sociedade, entre o elemento monárquico e o elemento popular. Na literatura, é o acordo da legitimidade da inovação clássica romântica. Ressalta nas treze lições, as aplicações de seu sistema filosófico, onde apresenta todos os ramos da civilização, no âmbito de suas classificações. Demonstra a realidade das fórmulas metafísicas, que foi estabelecida pela primeira vez. Raridade/Importância: Nas p. 10-11, 16-19 (1re leçon), 12-29, 32-33, 36-39 (2e leçon), 12-15, 26-27 e 3031 (3e leçon), 4-9 (4e leçon), 8-9 e 16-17 (7e leçon), 12-17 (8e leçon), 10-11, 30-31 e 34-35 (9e leçon), 4-5, 14-17, 20-21, 32-35, 38-39 (10e leçon), 10-17, 26-37 (11e leçon), 8-9, 12-15, 18-19, 32-33, 36-41 (12e leçon), 4-13, 22-27, 30-35 (13e leçon) há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Nas p. 21 e 27 (1re leçon), 7 e 31 (2e leçon), 19 (3re leçon), 3, 11, 23, 27 e 29 (4e leçon), 15 (7e leçon), 11 (8e leçon), 37 e 41 (9e leçon), 29 e 37 (10e leçon), 5 e 23 (11e leçon), 7, 11, 35 e 43 (12e leçon), 3, 19, 43 e 45 (13e leçon) há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 24 e 28 (1re leçon), 34 e 40 (2e leçon), 6, 10, 16, 20 e 22 (3e leçon), 6, 8 e 12 (5e leçon), 18, 20, 22 e 26 (8e leçon), 24, 32, 38 e 42 (9e leçon), 6, 18 e 22 (10e leçon), 18, 20 e 24 (11e leçon), 4, 16, 22, 44 e 46 (12e leçon), 14, 20, 36, 38 e 46 (13e leçon) há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. A p. 35 da 9e leçon não está numerada. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em krepel marrom. Calha marmorizada marrom e azul. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 100 C867n COUSIN, Victor. Nouveaux fragmens philosophiques. Paris: Pichon et Didier, 1828. iv, 404 p. ; 21 x 13 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 43. Nouveaux fragmens philosophiques (Novos fragmentos filosóficos) – traz o início da história da Filosofia, começando pelo filósofo Xenófanes, depois Zenon. Ressalta os filósofos Sócrates e Platão. Fala sobre Eunápio e a Escola de Alexandria. Proclo comenta sobre o Primeiro Alcibíades, o diálogo platônico que faz parte da doutrina socrática do autoconhecimento. Olimpiodoro também comenta sobre a obra de Sócrates. Raridade/Importância: Cabeção de “Fio” no começo de cada texto. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada original da época, letras e nervuras em dourado. Miolo de papel artesanal. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 380.1 C871e COUTINHO, José Joaquim da Cunha de Azevedo. Ensaio economico sobre o commercio de Portugal e suas colonias. 3. ed. Lisboa: Na Typografia da Academia Real das Sciencias, 1828. 201 p. ; 21 x 14 cm. José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho (Campos, Rio de Janeiro, 8 de novembro de 1742 – Lisboa, 12 de setembro de 1821). Sacerdote católico e escritor brasileiro. Formou-se em Direito Canônico, em 1775, na Universidade de Coimbra, em Portugal. Foi nomeado bispo de Olinda, em 1794, bispo-auxiliar de Bragança e Miranda, em 1802 e depois transferido para a Mitra de Elvas, em 1806. Fora eleito em 1818, para assumir as funções de inquisidor-geral do reino, por nomeação de Dom João VI. Reconhecido como um dos precursores do liberalismo econômico e responsável pela introdução no Brasil de novos métodos de ensino das ciências naturais. Como filósofo político defendeu ideias políticas e econômicas avançadas para seu tempo e a revisão da política colonial portuguesa, nos moldes da futura política adotada por D. João VI no Brasil. Ensaio economico sobre o commercio de Portugal e suas colonias – obra portuguesa editada nos anos de 1794, 1816 e esta de 1828, de teor econômico e político, difundido na Europa nos finais do século XVIII e princípios do século XIX (CATARINO, 2012), discorre sobre o interesse e a importância do comércio entre Portugal e suas colônias, incluindo a Colônia do Brasil e as outras localizadas nos três cantos do mundo, mas também de outras nações, que com elas tem, ou almejaram ter relações econômicas. Destaca-se na segunda edição de 1816, a adição do anexo abordando sobre a Memória do preço do açúcar, publicada pela Real Academia de Ciências de Lisboa e continuada nesta terceira edição de 1828. Raridade/Importância: Obra publicada com licença de Sua Alteza Real. Na folha de rosto marca ilustrada da Tipografia. Há grifos de lápis azul no texto nas p. VIII e IX. Nas p. XIV, XVI, XVIII, XIX e XXIII há grifos de lápis no texto. Na p. XII há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. XIV, XVIII e 98 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. XXIII há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 7 e 17 há grifos de caneta vermelha na margem direita da mancha do texto. Vinheta na p. 119. Cabeção na p. 183. Encadernação inteira em couro marrom com lombada, letras douradas e nervuras. Calha com pigmentos vermelhos. Miolo de papel de trapo. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 109 C867m COUSIN, V. Manuel de l’histoire de la philosophie. Traduit de l’allemande de Tennemann. Paris: Pichon et Didier, 1829. 2 t. (t. 1, xxvij, 392 p. ; t. 2, 426 p.) ; 21 x 13 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 43. Manuel de l’histoire de la philosophie (Manual de história da filosofia) – obra composta por dois tomos. O primeiro traz uma introdução geral da história da filosofia. Discorre a respeito da ideia, do escopo, da metodologia, da importância, da divisão, da história e da bibliografia. Mostra algumas observações preliminares sobre o progresso da razão filosófica. Faz breve revisão de opiniões religiosas e filosóficas dos povos orientais, e os primeiros períodos da civilização grega. A primeira parte, do primeiro tomo, apresenta a filosofia romana de Thales até Damasco, de 600 a.C., até o final do século VIII da era cristã, e em seus capítulos abrangem de Thales até Sócrates (primeiro período da filosofia grega) e a filosofia entre os romanos (60 a.C. ao século VIII). E, na segunda parte, enfoca a história da Idade Média ou a filosofia da escolástica, a partir do início do século IX ao XVI. No segundo tomo discorre sobre a filosofia moderna e finaliza com uma tabela cronológica da história da filosofia de Thales. Raridade/Importância: Obra traduzida do alemão de Wilhelm Gottlieb Tennemann. No t. I – no verso da folha de guarda inicial anotações de lápis “[...]”, “2 Bole.kyfl.”, “43.000”, “3m 75,” e no final “1/2”, “ficha test. 14”, “250”. No t. II – nas p. v, ix, xj, xiij, xix, 3, 11, 21, 93, 95, 97, 101, 137, 161, 167, 171, 173, 179, 185, 193, 233, 237, 239, 243, 245, 269, 309, 325, 333, 335 e 341 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. vi, viij, x, xij, xvj, xx, 4, 10, 14, 92, 96, 114, 116, 136, 138, 162, 170, 182, 188, 234, 236, 238, 312 e 318 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada marrom e marfim com pigmentos pretos com lombada em krepel marrom. Calha marmorizada. Miolo de papel de trapo. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 306.08 M386v MARTIUS, Karl Friedrich Philipp von. Von dem Rechtszustande unter den ureinwohnern brasilieus. Munchen: Commission bei Friedrich Fleischer, 1832. iv, 85, 20 p. il ; 27 x 21 cm. Carl Friedrich Philipp Von Martius (Erlangen, 17 de abril de 1794 – Munique, 13 de dezembro de 1868). Médico, botânico, antropólogo e naturalista. Tendo vindo ao país na comitiva que acompanhou a arquiduquesa Leopoldina, quando do seu matrimônio com o príncipe D. Pedro. É considerado um dos maiores pesquisadores alemães que estudou o Brasil, principalmente a região Amazônica, no período de 1817 a 1820, observou a vegetação brasileira, que lhe rendeu material suficiente para escrever obras sobre os costumes brasileiros, sua flora e até sobre a história do Brasil. Von den Rechtszustande unter dem ureinwohnern brasilieus (O Estado do Direito entre os autóctones do Brasil) – tenta traçar em linhas gerais o Estado de Direito do indígena brasileiro, com a visão européia da sociedade burguesa ocidental, pois o autor por não conhecer a hierarquia da comunidade indígena, atribuiu um papel para o Pajé, num mesmo alinhamento jurídico e político europeu, com estrutura de poder e de representação jurídica, que não poderia ser feito, pois na cultura indígena não existe a presença do líder ou a forma de poder que se encontra no Estado Moderno Ocidental, para os indígenas não existe a separação de poderes, pois eles sendo das chamadas civilizações primárias ou primitivas não há subjunção. Raridade/Importância: Na capa original anotações de caneta-tinteiro: “fron prof. F. A. Schmidt [...]”. Lâmina com mapa da suposta caminhada dos índios Tupis, feito pelo autor. Meia encadernação em papel marmorizado azul, com cantoneiras e lombada em couro, letra prateada. Brochura com capa e contra capa original com moldura floral em alto relevo, em papel artesanal verde. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 192 B128o BOUILLET, M. N. Oeuvres philosophiques de Fr. Bacon. Paris: Librairie Classique et Élémentaire de L. Hachette, 1834. 2 t. ; (t. 1, cxliv, 554 p. ; t. 2, xcvi, 516 p.); 22 x 14 cm. M. N. Bouillet [Marie-Nicolas Bouillet] (Paris, 05 de maio de 1798 – 28 de dezembro de 1865). Professor, tradutor e lexicógrafo francês. Em 1816, estudou na École Normale de Paris, onde foi mestre de Theodore Simon Jouffroy e Victor Cousin. Tornou-se professor de filosofia no Collège de Royal de Charlemagne. Ensinou filosofia no Lycée Saint-Louis, em 1829. Foi diretor do Collège Bourbon, em 1840, sendo demitido durante a Revolução de 1848. Em 1850, foi nomeado conselheiro honorário de Universidade e em 1851, inspetor geral da instrução pública em Paris. Oeuvres philosophiques de Fr. Bacon (Obras filosóficas de Fr. Bacon) – obras filosóficas do político, estatísta, filósofo e ensaísta inglês dos séculos XVI e XVII, Francis Bacon (1561-1626), considerado o fundador da ciência moderna. Bouillet a escreve a partir dos textos originais, complementando-a com instruções, resumos e esclarecimentos. Raridade/Importância: Na folha de rosto carimbo da “LIVRARIA NACIONAL – L. G. MONTEIRO & Cia. RUA DA CONSTITUIÇÃO, 84 – RIO DE JANEIRO” nos tomos 1-2. No t. I – lâmina de “Fr. Baconi partitio universalis doctrine humane” entre as p. 488-489. Carimbo da Academia Brasileira nas p. CXXXIII e 345. Na p. III há grifos de Lápis no texto. Nas p. LIII, CXXXIII, CXXXV, 11 e 21 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 10 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. CXXXVI há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. No t. II – nas p. LVII, XCIII, XCV e 15 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 28 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. LVII há grifos de lápis no texto. Na p. 11 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. 14, 22 e 470 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 470 há grifo de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Carimbo da Academia Brasileira na p. 179. Anotação matemática no final da folha de guarda: 3 vals. 120 + 150 Imp. 270

Meia encadernação marmorizada marrom e marfim com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Miolo de papel de trapo. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 981.03 A732h ARMITAGE, John. The history of Brazil, from the period of the arrival of the Braganza family in 1808, the abdication of Don Pedro the first in 1831. London: Smith, Elder and Co., 1836. 2 v. ; 22 x 14 cm. John Armitage (Failsworth, Inglaterra, 27 de setembro de 1807 – Chorlton, Lancs, Inglaterra, 17 de abril de 1856). Historiador e comerciante inglês. Empregouse na casa Philips, Wood & Cia, que o enviou ao Brasil. Trabalhou no comércio do Rio de Janeiro. Regressando à Inglaterra publicou várias obras, dentre elas, esta que esta sendo analisada. The history of Brazil, from the period of the arrival of the Braganza family in 1808, the abdication of Don Pedro the first in 1831 (A história do Brasil, desde o período da chegada da família de Bragança, em 1808, a abdicação de Dom Pedro o primeiro em 1831) – obra de grande importância para o estudo da história do Brasil. É uma compilação de documentos públicos e outras fontes originais que formam uma continuação da história do Brasil de Southey. O autor reuniu estes documentos em dois volumes que perpassam pela história do Brasil desde o período da chegada da família de Bragança (família Real Portuguesa) em 1808, no Rio de Janeiro até a abdicação de Dom Pedro I, em 1831. O autor, por ser comerciante no Rio de Janeiro, foi testemunha de muitos dos acontecimentos narrados em sua obra e figurou no círculo de amigos de Evaristo da Veiga, um dos homens mais influentes daquele tempo. Por ter tido acesso a documentos e informações inerentes à história portuguesa fez observações pessoais, dentro de dois prismas de significativa perspectiva analítica, sendo a primeira correspondente ao fato de o estrangeiro trazer uma bagagem distinta da do intelectual nativo e, na segunda análise, faz uma avaliação distanciada de compromissos circunstanciais. Raridade/Importância: No v. I – frontispício de Evaristo Ferreira da Veiga; na folha de rosto carimbo da assinatura do ex-dono: “não identificada” e carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes. Na p. 121 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. No v. II – frontispício de D.or Jozê Bonifacio; na p. 255 há grifo de lápis e anotação: “Ratcliff” na margem direita da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada marrom e marfim com lombada em couro marrom, letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 515.23 C861t COURNOT, A. A. Traité élémentaire de la théorie des fonctions et du calcul infinitésimal. Paris: Chez L. Hachette, 1841. 2 t. (t. 1, xiv, 494 p., il. ; t. 2, 527 p., il.) ; 22 x 14 cm. Antoine Augustin Cournot (Gray, Haute-Saône, França, 28 de agosto de 1801 – Paris, França, 31 de março de 1877). Conhecido como Cournot, foi filosofo matemático, engenheiro e economista francês. Foi educado na Escola Secundária do Collège de Gray, entre 1809 a 1816. Nos anos de 1820 a 1821, estudou matemática no Collège Royal em Besancon. Em 1823, se forma na Ecole Normale Superieure, em Paris. Estudos sobre as teorias marginalistas e sobre a teoria da oferta e da demanda na concorrência monopolística. Em 1833, foi membro da Academia em Paris. Em 1834, lecionou na Universidade de Lyon, a disciplina Análise Matemática. Entre 1854 a 1862, foi reitor da Academia de Dijon. Foi inspetor geral de educação pública. É considerado precursor de vários estudos que envolvem a economia sobre o ponto de vista matemático. Foi ele quem primeiro empregou as funções matemáticas no mundo econômico, usando os termos: demanda oferta e preço. Estudou e criou o ponto de equilíbrio do monopólio, chamado de ponto de Cournot, nos mercados competitivos. Traité élémentaire de la théorie des fonctions et du calcul infinitésimal (Tratado de funções elementares e da teoria do cálculo infinitesimal) – t. 1, livro I: Princípios. Livro II: Diferenciação explícita de funções de uma variável. Livro III: A diferenciação de funções de várias variáveis funções explícitas e implícitas. Livro IV: Aplicação do cálculo diferencial para a teoria das curvas e superfícies. Cálculo diferencial e infinitesimal. T. 2, livro V: Funções Integrais. Livro VI: Integração de equações diferenciais tem apenas uma variável independente. Livro VII: Integração de equações diferenciais tem várias variáveis independentes. Livro VIII: Diferenças finitas. Um clássico da matemática que traz as funções elementares que são as que podem ser obtidas pela combinação das quatro operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão, e pela composição destas mesmas funções elementares; e a teoria do cálculo infinitesimal também chamado cálculo diferencial e integral ou somente cálculo, que foi desenvolvido a partir da álgebra e da geometria que trabalha a pesquisa das taxas de variação de grandezas e o acumulo de quantidades. Raridade/Importância: No t. 1 – Na falsa folha de rosto há anotações de lápis: “ Rio, 5. xij. 1921.” e as iniciais “C” e “I”. Nas p. IX, 9, 15, 17, 21, 25, 27, 29, 31, 39, 41, 53, 69, 71, 75, 77, 87, 89, 91, 93, 177, 183 e 477 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 1, 17 e 71 há grifos de lápis no texto. Nas p. 6, 16, 26, 28, 32, 38, 70, 72, 75, 77, 84, 86, 88, 94, 178, 180, 182, 206, 276 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 6 há anotações de lápis: “la” na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 11 há anotações de lápis: “un” na margem direita da mancha do texto. Nas p. 40, 70 e 72 há grifos de caneta na margem esquerda da mancha do texto. Há anotações de lápis no texto na p. 51: “est”. Há anotações de lápis na margem esquerda da mancha do texto na p. 90: “jef.”. Há anotações de lápis no texto na p.133 “= 3 cos2 x sin x – sin3 x”; na p.141: “sous la condition de concluise ã uni série convergente”; na p. 152: “et si pour l’application de la riyle du Nº 85, on ne mettait pous em evidence le facteur qui lês rend simultanément nulles crê infinies”; na p. 155: “(n; a/b - 1/xn)”. Há anotações de lápis na margem direita da mancha do texto na p. 161: “troisieme”, corrigindo a palavra – second. Há anotações de lápis na margem direita da mancha do texto na p. 183: “hic”. Na p. 277 há anotações de caneta-tinteiro: “y; y; dz/dy” no texto e na margem direita da mancha do texto. Na p. 289 há anotações de caneta-tinteiro no texto: “(9)”. Na p. 333 há anotações de lápis na margem direita da mancha do texto: “positive”, corrigindo a palavra – “negative”; e o “y” da equação em dy. Há anotações de lápis no texto na p. 334: “cions”, corrigindo a palavra – “denominations” para “dénominacions”. Há anotações de lápis na margem direita da mancha do texto na p. 355: “difference”. Na p. 370 há anotações de lápis no texto na equação: “y”. Há anotações de lápis na margem esquerda da mancha do texto na p. 404: “du cylindre” e no texto: “du cylindre A”. Traz lâmina com Figuras da Teoria das Funções. Assinatura. No t. 2 – Traz lâmina com Figuras da Teoria das Funções. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado azul, com lombada em krepel preto com letras e detalhes em dourado. No t. 1, as folhas estão com mancha de água. No t. 2, há furos de broca sem prejudicar o texto. Obras em Bom estado de conservação.


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OR/DM 922.22 C118v CACEGAS, Luis, Fr. ; SOUSA, Luis, Fr. Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres da Ordem dos Pregadores, Arcebispo, & Senhor de Braga Primàs das Espanhas. Lisboa: Typographia Rollandiana, 1842. t. 1, 544 p. ; 15 x 10 cm. ______. ______. 1818. t. 2, 436 p. ; 15 x 10 cm. Frei Luis de Cácegas (faleceu em Benfica, Portugal). Cronista da Província de Portugal, pertencente a Ordem dos Pregadores. Lecionou no Convento de Azeitão. Em 1571, acompanhou ao Capítulo Geral em Roma o provincial Frei Nicolau Dias. Foi superior e vigário ih capite do convento de Lisboa, em 1580. Depois de viajar por mais de vinte anos por todo o Reino, escreveu sobre a história de Portugal e sobre as ordens religiosas portuguesas. Manuel de Sousa Coutinho, conhecido pelo nome eclesiástico de Frei Luís de Sousa (Santarém no local onde hoje se situa o Palácio Landal, c. 1555 – São Domingos de Benfica, Lisboa, 1632). Sacerdote católico e escritor português. Cavaleiro da Ordem Militar de Malta. Prestou serviços a Filipe II da Espanha. Em 1599, foi nomeado capitão-mor de Almada, com o posto de coronel. Foi guarda-mor da saúde de Lisboa, e ao mesmo tempo se destacava nas tarefas literárias, dentre elas, a elaboração do material deixado por Frei Luís de Cácegas, investigador da mesma Ordem, para a biografia de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires. Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres... – obra repartida em seis livros, discorre sobre a vida do Frei Bertolameu dos Mártires, bispo português, nascido, em 1514, em Lisboa. Nomeado arcebispo de Braga, em 1558, um dos mais ilustres domínicos, destaca-se como uma de suas maiores contribuições, sua participação no Concílio de Trento (1561-63), cuja realização se deveu, sobretudo, ao impacto da reforma protestante, lançada por Martinho Lutero, por toda a Europa Ocidental. Por meio deste evento, ficou conhecido mundialmente, devido às intervenções que influenciaram significativamente a assembleia. Faleceu em 1590, em Viana do Castelo. Raridade/Importância: Nos t. 1 e 2 – na segunda folha de guarda, carimbo do ex-dono: Francisco Pessanha. No t. 1 – na folha de guarda assinatura do ex-dono, Francisco Pessanha. Na folha de rosto, assinaturas dos ex-donos: Manuel Palmeira e Manuel de Sousa Saldanha. Nas p. 4, 6, 22-23, 36, 38, 44, 52-53, 56, 61, 92, 108, 114, 120121, 123-124, 133, 148, 163, 189, 197, 200, 222, 229, 233, 239, 243, 254, 268, 289, 312-313, 318, 321, 335, 338-339, 343, 345, 347, 351, 360-362, 371, 385, 387, 403-404, 414, 421 e 423 há grifos de lápis no texto. Nas p. 14, 15, 20, 39, 43, 46, 51, 65, 71, 101-102, 108, 117, 129, 146-147, 170, 192, 227, 247, 271, 317, 327, 365 e 399 há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Na última folha de guarda há observações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes: “Quando este, esta, estes, estas, isto ajude a exercer alguma função na oração como sujeito, um objeto deve vir antes do verbo.”; “usar – pude – da”, “escrever de sua mão – e não por sua mão”, “alrar de conselho – e não por conselho”, “a pedido – e não por pedido”, “fama com estrangeiro – e não entre”, “deleitar as orelhas – e não os ouvidos”, “Esta foi a empreza – e não foi esta a empreza”, “fácil ficar, é até de [...] de entender”, “combatido de, e não por –”, “se dá por obrigada –”, “metter as velhas de mais eloquencia”, “ensinar não pede preposição”, saber de si –”, “que antes termina velho –”, “resolver-se em”, “obedecer de vontade”, “arrebatado de”, “negar-se de”, “negar-se de”, “de força – por força” e “perdoar a”. Há anotação de lápis na margem da mancha do texto, na p. 90: “lampeas”. No t. 2 – na primeira folha de guarda, assinatura do ex-dono: Francisco Rocha. Encadernação inteira em couro marrom com letras douradas nos dois volumes. Miolo de papel de trapo. Obras em Bom estado de conservação.


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OR/DM 519.2 C861e COURNOT, A. A. Exposition de la théorie des chances et des probabilités. Paris: Librairie de L. Hachette, 1843. viii, 448 p. ; 23 x 15 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 50. Exposition de la théorie des chances et des probabilités (Exposição da teoria das possibilidades e probabilidades) – tratado que procura desenvolver o cálculo de probabilidades. É um importante estudo que contribuiu para a história da probabilidade e estatística. O autor acrescenta uma reflexão filosófica e epistemológica com enfoque nos conceitos de probabilidade, de oportunidade, e de alcance e dos limites da aplicação da teoria matemática de probabilidade e estatística. Desenvolve uma teoria do acaso e uma análise do significado e objetivo desta temática, o que marcou a construção de probabilidade e estatística no século XIX (MARTIN, [2013]). Raridade/Importância: Na p. 4 há anotações de lápis na margem da mancha do texto: “Análise combinatória”; e grifos de lápis no texto. Na p. 6 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 11 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Anotações de lápis no final da folha de guarda: “Matemática – 400 – raríssimo DM”. Meia encadernação marmorizada preta e marfim com lombada em couro preto, letras douradas e nervuras. Miolo de papel de trapo. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 340.13 J86c JOUFFROY, Th. Cours de droit naturel. 2. ed. Paris: Librairie de L. Hachette, 1843. 2 t. ; 21 x 14 cm. Th. Jouffroy [Simon Joseph Théodore Jouffroy] (Pontets Doubs, 16 de Julho de 1796 – Paris, 4 de Fevereiro de 1842). Filósofo e político francês. Recebeu educação religiosa, no entanto, na juventude foi influenciado pela leitura de Rousseau e Voltaire. Foi professor da cadeira de Filosofia na Faculdade de Letras de Paris e depois professor de Filosofia Antiga no Colégio de França, de 1832 a 1837. Nomeado professor de Filosofia, em 1818, na École Normale Supérieure. Voltouse contra as antigas crenças e publicou no Le Globe, um artigo que se tornou célebre, “Como terminam os dogmas”. Espiritualista à maneira de Victor Cousin, que foi seu tutor na École Normale Supérieure, em 1815. Foi também influenciado pela filosofia escocesa, chegando a traduzir algumas obras de autores celebres desse idioma. Foi membro, em 1833, da Academia de Ciências Morais e Políticas e do Conselho Real da Instrução Pública, em 1840. Cours de droit naturel (Curso de direito natural) – o pensamento filosófico do autor está na necessidade de se descobrir verdades morais, políticas e religiosas, pelo fato de terem sido sufocadas pelos dogmas. Nesta obra, ele faz menção, primeiramente, do objeto e divisão da lei natural e dos fatos morais da natureza humana. Depois mostra os sistemas que envolvem a impossibilidade de uma lei vinculativa – sistema de necessidade, assim como sistemas místico, panteísta e cético. Discorre sobre o ceticismo atual e sua refutação. Apresenta sistemas egoístas de pensadores como Hobbes, Bentham e Smith. Enfoca sistemas sentimental e racional, neste último compreendendo os pensamentos de Wollaston, Clarke e Montesquieu, Malebranche, Wolf. Fragmentos das doutrinas de Wolf e, também, das Doutrinas de Crusus, Puffendorf, Cumberland, entre outros assuntos correlatos. Raridade/Importância: Nos dois tomos, na falsa folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “José Ignacio de Macedo. [...] de Itajubá – 1860.”; na folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “José Saboia Viriato de Medeiros 12 de setembro de 1899”. Ex-libris Dr. Saboia de Medeiros. Meia encadernação em couro marrom. Calha marmorizada. Obras em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 923.1 S725a SOUSA, Luiz de, Fr. Annaes de Elrei Dom João Terceiro. Lisboa: Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, 1844. xxiii, 478 p.; 18 x 11 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 51. Annaes de Elrei Dom João Terceiro – obra em três partes, reúne apontamentos colhidos do livro “Chronica de D. João 3.”, escrito pelo Frei Luiz de Sousa, que discorre sobre a vida, o reinado e o governo do Rei D. João III de Portugal. Traz notícias extraídas das memórias e de documentos do Frei, relativas às lacunas que se encontram no manuscrito. Raridade/Importância: No verso da capa selo da Papelaria Casa Vallelle – Rio de Janeiro. Na folha de rosto carimbos da Biblioteca Djacir Menezes e do Imperial Collegio de P. 2º. Carimbo do Imperial Collegio de P. 2º. na folha de dedicatória, nas p. IX e 249 e no final da folha do índice. Dedicatória impressa à Sua Magestade ElRei, o Senhor D. Fernando. Traz fac-simile, contendo as primeiras linhas da única folha avulsa do manuscripto, na qual traz o capítulo 13 da Parte 1. Livro 1.°, introduzido posteriormente pelo Auctor, como consta de uma declaração posta à margem do códice, entre os capítulos 12 e 14. Está escripto na folha exterior, uma carta dirigida à Fr. Luiz de Sousa, já residente em Bemfica, segundo se vê no sobrescripto, que junctamente foi tirado no fac-simile. Na p. VII há grifos de lápis vermelho no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. VIII-IX, XVI-XIX, XX-XXI há grifos de lápis vermelho no texto e nas margens esquerda e direita da mancha do texto. Nas p. X e XXII há grifos de lápis vermelho no texto. Nas p. XII-XIII, 138-139 há grifos de lápis nas margens esquerda e direita da mancha do texto. Na p. XV há grifos de lápis vermelho no texto e na margem direita da mancha do texto. Encadernação completa em couro bege com letras douradas e nervuras. Na capa e contracapa moldura ornamentada em baixo relevo. Calha vermelha. Miolo de papel de trapo. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 320.946 C828c CORTÉS, Juan Donoso [D. Marqués de Valdegamas]. Coleccion escojida de los escritos. Madrid: Establecimento Tipográfico de D. Ramon Rodriguez de Rivera, 1848. 2 t. ; 23 x 15 cm. Juan Donoso Cortés, Marqués de Valdegamas (Valle de la Serena, Badajos, 6 de maio de 1809 – Paris, 3 de maio de 1853). Filósofo, parlamentar, político e diplomático espanhol, funcionário da monarquia espanhola sob o regime liberal. Estudou Direito nas Universidade de Salamanca e Sevilla. Em 1832, foi morar em Madri, onde publicou “Memória” sobre a monarquia de linha liberal-conservadora, e de onde começou sua atividade como jornalista político, influenciado pelo liberalismo de Royer-Collard e outros membros da Restauração Francesa. Ingressou na secretaria de Estado e iniciou sua carreira política, em 1833. No governo de Mendizábal, foi secretário de gabinete e da presidência do conselho, em 1836. Fez contatos na França com movimentos católicos reacionários e isso determinou sua evolução em direção à defesa do regime tradicional e à reação contra a modernidade política, que considerava uma apocalipse. Ficou famoso por sua inversão ao reacionismo, a partir de 1848, quando publicou obra contendo sua teoria da “Dictadura del sable”, uma apologia ao governo forte, face ao caos que ele via na revolução da modernidade. Coleccion escojida de los escritos – publicado pouco antes da revolução de 1848, o t. 1 contempla assuntos sérios e questões críticas ou solenes sobre as considerações da diplomacia, e sua influência no Estado político e social da Europa, desde a revolução de julho até o tratado da Quadruple Aliança; as lições de direito político pronunciadas no Ateneo de Madrid; a lei eleitoral considerada em sua base e em sua relação com o espírito das instituições; os princípios constitucionais aplicados ao projeto de lei fundamental, submetidos aos tribunais pela comissão nomeada para o feito. Discorre sobre a monarquia absoluta na Espanha. E o estado das relações diplomáticas entre a França e a Espanha, explicado pelo caráter das alianças europeias. O t. 2 aborda o projeto de lei sobre estados excepcionais, apresentado ao tribunal pelo ministério de dezembro, dos antecedentes para a inteligência da questão do Oriente, da incompetência do governo e dos tribunais para examinar e julgar a conduta de S. M. Rainha Mãe Dona Maria Cristina de Bordon na sua qualidade de tutora e curadora, a relação histórica da origem, progresso e resultado final da questão da tutela de S. M. Dona Isabel, e da Sereníssima Senhora Infanta Maria Fernanda. Apresenta apêndices das cartas de Paris ao Heraldo em 1842; do curso de história da civilização da Espanha por D. Fermin Gonzalo Moron; de apontamentos sobre os reinados de menor idade. Finaliza com um artigo sobre o Papa Pio IX. Raridade/Importância: No t. 1 – nas p. 101 e 163 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; nas p. 160 e 497 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. No t. 2 – a p. 478 numerada como p. 476. Meia encadernação em papel marmorizado marrom nos dois tomos. Obras em Bom estado de conservação.

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OR/DM 153.1 C352t CASTILHO, António Feliciano de. Tratado de minemonica ou methodo facilimo para decorar muito em pouco tempo. Lisboa: Imprensa Nacional, 1851. xix, 220 p., il. ; 15 x 11 cm. António Feliciano de Castilho, primeiro visconde de Castilho (Lisboa, 28 de Janeiro de 1800 – 18 de Junho de 1875). Escritor português de estilo romântico, polemista e pedagogo, inventor do Método Castilho de leitura. Como sequela do sarampo, aos 6 anos de idade fica quase cego, mas mesmo assim se forma em Direto pela Universidade de Coimbra. Foi morar em Ponta Delgada, nos Açores, tendo participado da vida intelectual da cidade, enquanto muitos o seguiram, outros se tornaram seus opositores, como Antero de Quental, na famosa querela do Bom-Senso e do Bom-Gosto. Angustiado com o elevado número de analfabetos entre os portugueses, criou um método de ensino onde as pessoas aprendiam a ler em pouco tempo, mas que não foi aceito por muitos pedagogos, apesar de ter tido apoio do governo que, em 1853, indicou-o para ser o delegado da divulgação do Método Português e Conselheiro do Conselho Superior de Instrução Pública. Foi fundador da Sociedade dos Amigos das Letras e Artes. Em 1865, viajou para o Brasil para divulgar seu Método, sendo recebido por D. Pedro II, Imperador do Brasil. Em 1858, D. Pedro V, lhe deu para ensinar a cadeira de literatura portuguesa no Curso Superior de Letras de Lisboa, ele recusou. Tratado de minemonica ou methodo facílimo para decorar muito em pouco tempo – traz o método criado pelo autor para auxiliar a memória das pessoas na hora de lembrar-se de listas ou formulas ou mesmo de um maior número de assunto, através de informações verbais associadas a dado pessoal, espacial ou que tenham importância para o individuo, pois a mente humana tem o poder de arquivar melhor estes novos conhecimentos quando faz esta associação. Raridade/Importância: Na folha de guarda há anotações de lápis: “10,00 – raro”. Dedicatória impressa do autor para um amigo. Na p. X há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. X-XVII há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Nas p. XVII, 133 e 157 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. XIX e 150 há grifos de lápis vermelho no texto. Traz lâmina com a taboada mnemonisada. Encadernação inteira em tecido marrom com letras douradas na lombada. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 344.7 G199d GANS, Eduardo. Dello svolgimento del dritto di successione nella storia romana. Tradotto dall’ originale tedesco ed annotado da A. Turchiarulo. Napoli: Tipografia all’Insegna Del Diogeno, 1851. 384 p. ; 22 x 15 cm. Eduardo Gans [Eduard Gans] (Berlim, 22 de março de 1797 – 05 de maio de 1839). Jurista alemão. Estudou Direito na Wilhelm Friedrich University, em Berlim, depois em Göttingen, e, finalmente, em Heidelberg, onde participou de conferências GWF Hegel, tornando-se discípulo dos princípios da filosofia de Hegel. Professor ordinário na Faculdade de Direito da Universidade de Berlim. Fundador da Escola Filosófica do Direito. Membro da Sociedade para a Cultura e Ciência dos Judeus, ao lado de Joel Abraham List, de Isaac Marcus Jost e de Leopold Zunz. Visitou Paris, em 1830 e, em 1835, tornando-se amigo dos líderes da cultura literária e crítica. A liberalidade de suas opiniões, especialmente sobre assuntos políticos, desagradou o governo prussiano, e seu ciclo de palestras sobre a história dos últimos 50 anos (publicado como Vorlesungen über d. Geschichte d. Letzten fünfzig Jahre, Leipzig, 18331834) foi proibido. Dello svolgimento del dritto di successione nella storia romana (A lei de sucessão na história romana) – o autor faz uma breve introdução da história da Grécia e de Roma. Seus capítulos discorrem sobre o movimento histórico do direito de sucessão, da arbitrariedade e/ou da herança, do sistema de sucessão familiar e/ou intestado, da identidade desses dois sistemas e nos dois últimos capítulos, diz-se que nenhuma evidência à extensão da pessoa que morre, pode intestar sobre a herança de propriedade e de posse. Raridade/Importância: Brochura com capa original com moldura ornamentada e com informações da imprenta diferentes dos dados contidos da imprenta da folha de rosto, ou seja, consta na capa: Livorno: Presso Gio. Mazzajoli, 1853, enquanto que, na folha de rosto: Napoli: Tipografia all’Insegna del Diogeno, 1851. No verso da capa original manuscrito de caneta-tinteiro. Ex-Libris P. J. Magii. Na folha de rosto marca floral da tipografia. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho com rajadas de azul e lombada em krepel vermelho, ficando aparente na parte superior da lombada couro pintado de vermelho destacando o autor e o título em letras douradas. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 923.2 G969e GUIZOT, M. Études biographiques sur la révolution d’Angleterre: parlementaires, cavaliers, républicains, niveleurs. Bruxelles: Meline, 1851. 271 p.; 18 x 12 cm. M. Guizot [François Pierre Guillaume Guizot] (Nîmes, 4 de outubro de 1787 – Saint-Ouen-le-Pin, 12 de setembro de 1874). Político, historiador e estadista francês. Em 1814, foi nomeado secretário do Ministério do Interior, e depois ocupou a secretaria do Ministério da Justiça. Sua colaboração com o liberal Adolphe Thiers caracterizou a política da chamada monarquia francesa. Em 1830, apoiou a ascensão da monarquia com Luís Filipe de Orléans e chefiou diferentes ministérios como representante dos conservadores. Estabeleceu o princípio segundo o qual todos têm direito à educação e favoreceu a atividade da alta burguesia. Entre 1840-1847, foi Ministro do Exterior, e buscou entendimento com o Reino Unido, mas com a proclamação da república em 1848 foi exilado e, por este motivo, não teve mais influência política. Tentou durante grande parte de sua vida pôr em prática seu pensamento político, de tendência monarquista e conservadora. Études biographiques sur la révolution d’Angleterre: parlementaires, cavaliers, républicains, niveleurs (Estudos biográficos da revolução da Inglaterra: parlamentares, cavaleiros, republicanos, niveladores) – sendo eles: lord Denzil Hollis (1597-1681); Edmond Ludlow (1620-1693); Thomas May (1595-1650); sir Philippe Warwick (1608-1683); John Lilburne (1618-1657); Lord Thomas Fairfax (1611-1671); mistress Hutchinson (1620-1669); sir Thomas Herbert (1605-1669); John Price (?-1691); Edouard Hyde, comte de Clarendon (1608-1674); Henri Hyde, comte de Clarendon (1638-1709); Gilbert Burnet, evêque de Salisbury (1643-1715); John Sheffield, duc de Buckingham (1649-1721); sir John Reresby. Consta ainda, o L’Eikón Basilikè (a imagem real) que fala da obra de Charles I e das memórias de Jacques II. Raridade/Importância: Na folha de rosto carimbo da Biblioteca Djacir Menezes. Meia encadernação em papel marmorizado marrom e marfim, lombada em krepel marfim com letras douradas e nervuras, apresenta ainda, pintura em vermelho na parte superior. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 843 R393p RENAN, Ernest. Patrice. Paris: Calmann-Levy, 1854. iii, 131 p. il. ; 20 x 14 cm. Joseph Ernest Renan (Tréguier, 28 de fevereiro de 1823 – Paris, 2 de outubro de 1892). Escritor, filósofo, filólogo e historiador francês. Na sua fase inicial, ficou conhecido por escrever sobre o Cristianismo. Por seus pontos de vista em relação à política, se posicionou contra a democracia francesa e a Comuna de Paris de 1871. PATRICE – foi escrito em Roma, durante uma viagem de Renan Ernest com a idade de vinte e seis anos, a Itália, onde visita Roma, Florença, Veneza e Pádua, entre outubro de 1849 a junho de 1850. Raridade/Importância: Com ilustrações de Ary Renan reproduzidas por fotogravura ao longo da obra. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado verde e vinho com lombada restaurada em krepel verde, com capa original da brochura, com detalhe floral emoldurado por linha marrom. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 344.4 G199d GANS, Eduardo. Il dritto romano delle obbligazioni e spezialmente intorno alla teorica dei contratti innominati e del jus poenitendi. Traduzione dal tedesco, preceduta da um discorso sulle opere del Gans per Eduardo Salvetti. Napoli: Tipografia all’Insegna del Diogeno, 1856. lxiv, 384 p. ; 22 x 15 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 57. Il dritto romano delle obbligazioni e spezialmente intorno alla teorica dei contratti innominati e del jus poenitendi (O direito romano das obrigações e, especialmente, em torno da teoria dos contratos sem nome e da jus poenitendi) – o autor oferece ao público três dissertações, que fazem parte do Direito Romano, a primeira aponta sobre o direito romano das obrigações retas e estreitas da boa fé; a segunda enfoca as obrigações que não são nem retas e nem estreitas da boa fé; e a terceira mostra os contratos sem nome e do jus poenitendi, ou seja, o direito de arrependimento. Raridade/Importância: Nas p. XXVIII, XXXII e XLVI há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. XXIX e 114 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 7 há grifos de caneta azul nas margens esquerda e direita da mancha do texto. Nas p. 8-9 e 16 há grifos de caneta azul no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 10, 12 e 14 há grifos de caneta azul no texto e na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 11, 13, 15, 17 e 18 há grifos de caneta azul no texto e nas margens esquerda e direita da mancha do texto. Observações do ex-proprietário, Djacir Menezes na margem inferior da mancha do texto, na p. 14: “obrigações – [...] = legibus costitutae, D. [...]”. Na p. 19 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 117 e 119 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. No final da obra, carta do Consiglio Generale di Pubblica Istruzione [Conselho Geral da Educação da Itália], com parecer favorável do Auditor Régio, o Sr. D. Placido de Luca, para que seja realizada a impressão da obra “Dritto Romano delle Obbligazioni”. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho com rajadas de azul e lombada em krepel vermelho, na parte superior da lombada em couro pintado de vermelho destaque para o nome do autor e do título em letras douradas. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 271.53 Q7o QUINET, Edgar. Oeuvres complètes de Edgar Quinet. Paris: Pagnerre, 1857. 496 p. ; 18 x 12 cm. Edgar Quinet (Bourg-en-Bresse, França, 17 fevereiro de 1803 – Versalhes, França, 27 de março de 1875). Poeta, historiador e filósofo político francês. Mudou-se para Paris, em 1820. No Collège de France deu palestras que atacavam o Catolicismo Romano, e a Revolução Francesa. Apoiou os povos oprimidos da Europa. Promoveu a teoria de que as religiões foram as forças determinantes na sociedade. Contribuiu significativamente para o desenvolvimento da tradição do liberalismo na França. Sua influência foi mais duradoura nas reformas educacionais da Terceira República, incluindo o banimento de ensino religioso das escolas. Oeuvres complètes de Edgar Quinet (Obras completas de Edgar Quinet) – conjunto de ensaios religiosos do autor sobre a ordem dos jesuítas; o ultramontanismo – termo utilizado pelos franceses que pretendiam manter uma igreja separada do poder papal, aplicando-o aos partidários das doutrinas romanas [...]. O ultramontanismo defende, portanto, o pleno poder papal (LAGE, 2013) – ou a igreja romana e a sociedade moderna. Traz pequena introdução à filosofia da história e relato do teste sobre as obras de Herder. Raridade/Importância: No verso da capa, selo da “Libraria de A. Chaves de Almeida”. Na folha de rosto anotações de caneta-tinteiro do ex-dono: “offe. C. Veiga”. Nas p. 225 e 289 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na p. 288 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada vermelha e preta com lombada em krepel preto. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 338.9 M165e MACLEOD, Henry Dunning. The elements of political economy. London: Longman Brown, 1858. xliv, 573 p. ; 20 x 14 cm. Henry Dunning Macleod (Edimburgo, 31 março de 1821 – Southall, Middlesex, 16 de julho de 1902). Economista e advogado britânico. Estudou na Universidade de Edimburgo e no Trinity College, em Cambridge, onde se graduou, em 1843. Participou da elaboração da legislação de crédito escocesa, entre 1868-1870. Apesar de não ser considerado um dos grandes economistas da época, foi ele quem primeiro estudou as teorias de crédito, a partir da teoria do dinheiro, sendo considerado o autor do termo “lei de Gresham” que descreve os resultados da pequena e da máxima valorização do dinheiro. The elements of political economy (Os elementos de economia política) – reúne o pensamento do autor sobre a economia política, desde sua natureza e seus limites; da origem da moeda; da definição e ilustração dos termos usados na economia política; da teoria dos preços; sobre a aplicação da lei do preço; da teoria do crédito; da teoria de banco; sobre a teoria das trocas; da diferença entre riqueza e recursos; da essência sobre o termo valor, etc., conta a história da moeda de Inglaterra e o desenvolvimento das teorias econômicas do século XIX. Raridade/Importância: Na p. XXXIII do índice há grifos de caneta azul no texto. Nas p. 6, 12 e 16 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 7 e 37 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Anotações de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto, na p. 44: “Thornton”. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em couro de cor verde, com letras em dourado e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 272.2 M539d MENDONÇA, A. P. Lopes de. Damião de Goes e a inquisição de Portugal: estudo biographico. Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1859. 158 p. ; 23 x 15 cm. A. P. Lopes de Mendonça [António Pedro Lopes de Mendonça] (Lisboa, 14 de novembro de 1826 – 8 de outubro de 1865), conhecido como Lopes de Mendonça, jornalista, romancista, dramaturgo e folhetinista português, se destacou como activista social, defendendo um socialismo utópico e romântico, em linha com o pensamento de Pierre-Joseph Proudhon, como forma de melhorar as condições de vida do proletariado. Escritor eclético e de causas polêmicas, ficou conhecido como crítico literário na história da literatura portuguesa. Participou no campo setembrista dos combates da Revolução da Maria da Fonte e da Patuleia (1846-1847), demonstrando o seu pendor esquerdista. Sócio efetivo da Academia Real das Ciências de Lisboa. Em 1860, foi nomeado para a cátedra de Literatura Moderna no Curso Superior de Letras de Lisboa. Damião de Goes e a inquisição de Portugal: estudo biographico – narra a vida do escritor, cronista, historiador e humanista do reino português Damião de Goes, considerado uma das mais relevantes personalidades do Renascimento em Portugal como também pelo espírito crítico de sua obra. Teve contato com a cultura da época: música polifônica, teatro Vicentino, poesias do Cancioneiro de Garcia de Resende. Conviveu com alguns dos maiores pensadores de seu tempo: Martinho Lutero, Erasmo de Rotterdam e Pietro Bembo. Fez inúmeras viagens de negócios à Inglaterra, França, Alemanha, Holanda, Polônia, Hungria, Boêmia, Dinamarca e Lituânia, a serviço da feitoria de Flandres (1528-1531) o que lhe permitiu contatos e informações importantes no exercício da diplomacia, ampliando sua intelectualidade. Devido aos seus ideais humanistas e historiográficos publicados em suas obras, não nutriu boa relação com o clero português, sendo perseguido, e sofrendo acusações por parte do Tribunal do Santo Ofício, foi preso em 1571 e condenado à prisão perpétua, em 1572. Libertado, após dois anos no cárcere, morreu numa estalagem em Alenquer, (provavelmente assassinado). Raridade/Importância: Na folha de rosto, assinatura do ex-proprietário: Djacir Menezes e carimbo do Colegio José Pires dos Santos. Na p. 8 há grifos de caneta vermelha na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 9, 19, 23, 25, 33, 47, 49, 51, 69, 103, 109, 111, 113 e 125, há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 10, 12, 14, 16, 20, 24, 30, 34, 36, 40, 50, 52, 62, 64, 66, 68, 70, 72, 74, 98, 104, 106, 108, 114, 118, 120, 124 e 132 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 7, 31, 117 e 157 há grifos de caneta vermelha na margem direita da mancha do texto. Nas p. 8, 94, 124 e 126 há grifos de caneta vermelha na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 57, 59, 65, 91 e 95 há grifos de lápis vermelho no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 58 e 90 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 90, 93 e 94, há grifos de lápis vermelho no texto. Nas p. 83 e 89 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 84 e 90 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Há observações do exproprietário, Djacir Menezes, na p. 24: “hic”; na p. 34: “m”; na p. 39: “A família de Damião de Goes”; na p. 42: “D. Fernando”; na p. 47: “1531”; na p. 48: “1533”, “1534-38”; na p. 49: “Erasmo”; na p. 51: “Erasmo”, “1545”; na p. 54: “1531”; na p. 70: “Erasmo e D. Goes”; na p. 72: “Morte de Erasmo”; na p. 89: “1544”; na p. 92: “1554”; na p.106: “1550”; na p. 119: “1571”; na p. 156: “1572”. Na folha de guarda final há observações do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 34: “A sentença”; e na p. 39: “A familia de D. Goes”. Meia encadernação em papel marmorizado azul com lombada em krepel azul marinho. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 220.6 F828e FRANCK, Adolphe. Études orientales. Paris: Michel Levy Freres, Libraires-Editeurs, 1861. xi, 476 p. ; 22 x 14 cm. Adolphe Franck (Liocourt, Moselle, aldeia de Lorraine, Metz e Nancy, 1 de dezembro de 1810 – Paris, 11 de abril 1893). Filósofo espiritual e eclético da linha de Victor Cousin. Teve uma educação secular para ser rabino. Foi para Nancy para receber educação hebraica por Ennery Marchand, com quem estudou o Talmud e a Filosofia de Maimônides. Continuou a sua formação no Royal College of General Nancy. Estudou Direito, Filosofia e Literatura na Universidade de Toulouse. Em 1832, recebeu o título de doutor em Letras. Lecionou nas Faculdades de Douai, Nancy e Versalhes. Em 1840, em Paris, ensina no Colégio Charlemagne, e dá palestras na Sorbonne. Em 1844, faz parte da Academia das Ciências Políticas e Morais, o Instituto da França. Em 1844, tornou-se membro do Consistório Central de Judeus da Nancy. Em 1848, concorreu sem sucesso para a eleição do departamento de Meurthe. Foi cavaleiro da Legião de Honra, oficial em 1862, e comandante em 1869. Tornou-se presidente da Liga Nacional contra o ateísmo criando a Paix Sociale; colaborou com o Journal des Débats e, foi um dos editores do Journal des Savants. Defensor do judaísmo, analisa profundamente a Cabala ou a filosofia religiosa dos hebreus, concluindo que a Cabala tem sua origem no zoroastrismo, ainda no primeiro exílio judeu. Escreveu ensaios para a revista Archives Israelitas. Patrono e presidente em 1888, dos estudos sobre a Sociedade Judaica. Em 1844 , foi eleito para o Consistório Central de Judeus de Nancy. De 1849 a 1852, foi vice-Jules Barthélemy-Saint-Hilaire para a cadeira de filosofia grega e latina no Collège de France. Em 1852, tornou-se curador assistente da Royale Bibliothèque. Representante do judaísmo no Conselho Superior de Instrução Pública, onde em 1874 renuncia. A partir de 1882, passa a ser membro da Liga de Estudos Judaicos, sendo presidente, em 1888. Foi também um dos fundadores e presidente da Liga da Paz e da Liberdade. Études orientales (Estudos orientais) – reúne ensaios sobre o direito nas antigas nações do Oriente; as doutrinas religiosas e filosóficas da Persa; o estado político e religioso dos Judeus nos últimos dias de sua nacionalidade; a vida e a doutrina de Moisés Maimônides, que viveu entre 1135-1204, religioso, codificador, rabino, médico e filósofo árabe, perseguido pela Inquisição; sobre Avicebron, Salomão Ibn-Gabirol, filósofo espanhol de origem árabe nascido em Málaga, no califado de Córdoba, tendo recebido educação de acordo com a cultura árabe e hebraica em Saragoça, estudioso da filosofia grega, se projetou na literatura hebraico-espanhola; as línguas semíticas, que dentre elas as mais faladas hoje: árabe, hebraico, amárica e tigrínia; os Cânticos dos Cânticos livro poético do Antigo Testamento, em hebraico que quer dizer o mais bonito dos cânticos, Cântico por Excelência; e, por fim um novo sistema de exegese bíblica. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca do editor. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em couro de cor marrom, com letras em dourado e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 146.4 C741c COMTE, Auguste. Cours de philosophie positive. 2. ed. augmentee d’une preface par E. Littré et d’une Table alphabetique des materies. Paris: J. B. Bailliere et fils, 1864. 6 t. il. (t. 1, lxxxix, 536 p. ; t. 2, 496 p. ; t. 3, 589 p. ; t. 4, 520 p. ; t. 5, 543 p. ; t. 6, 774 p.). ; 21 x 14 cm. Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (Montpellier, 19 de janeiro de 1798 – Paris, 5 de setembro de 1857). Filósofo francês, criador da Sociologia e do Positivismo. Em 1814, ingressa na Escola Politécnica de Paris. Nos anos de 1817-1824, foi secretário do conde Henri de Saint-Simon, expoente do socialismo utópico, mas, por discordar do pensamento do mestre em relação à ciência e a reorganização da sociedade deixa de trabalhar para ele em 1824. Em 1826, enquanto escrevia sobre uma filosofia positiva teve um colapso nervoso. Depois que se recuperou, começou a elaborar o curso de filosofia positiva, que em 1848, passou a se chamar sistema de filosofia positiva. Entre 1851 e 1854, escreveu o sistema de política positiva, onde sugeria uma análise pura e plenamente humana para a sociedade. Cours de philosophie positive (Curso de filosofia positiva) – dividido em sessenta lições traz o pensamento filosófico de Comte que diz que os fenômenos devem ser observados através do experimento humano, pois somente ele tem capacidade de elaborar de acordo com os dados concretos (positivos) baseado na realidade física ou material, a correta ciência (na visão positivista), sem nenhuma característica teológica ou metafísica. Para o Positivismo a ciência não precisa averiguar o motivo dos acontecimentos naturais e sociais. O Positivismo de Comte se baseia na “Lei dos Três Estados”, que tem como predecessores os filósofos Turgot e Condorcet respectivamente. Estes três níveis onde a humanidade idealiza a sua realidade e os seus pensamentos são: Teológico – tenta responder através de divindades “de onde viemos?” e “para onde vamos?”, onde a razão se submete a reflexão; Metafísico ou Abstrato – nível intermediário onde os institutos contemplativos é que respondem “de onde viemos?” e “para onde vamos?”, onde a razão e o destino das coisas são procurados; Positivo – nível final e definitivo procura-se o “como” através da pesquisa das leis naturais, as semelhanças existentes na sequência dos fatos, onde a reflexão se submete a observação procurando o concreto e palpável. Raridade/Importância: No t. 1 – observações de lápis na margem da mancha do texto, do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 8: “Fort bin!” “Il ervit” “Il dit grasse .....de as Theorie”; na p. 10: “La science tend...C’est son ideal”; nas p. 8-9 e 11 há grifos de lápis no texto; na p. 12 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; na p. 206, falta o número “2”; na p. 340, o número “4” está apagado; na p. 388, o primeiro número “8” está apagado; na p. 446, o número “6” está apagado; na p. 483, o número “8” está apagado; na p. 493, o número “4” está apagado; Assinatura. No t. 2 – na p. 32, o número “2” está apagado; na p. 254, o número “2” está apagado; na p. 272, o número “7” está apagado; Assinatura. No t. 3 – na p. 433, o primeiro número “3” está apagado; na p. 537, o número “7” está apagado; na p. 546, o número “4” está apagado; Assinatura. No t. 4 – na p. 76, falta o número “7”; na p. 174, o número “1” está apagado; na p. 280, o número “8” está apagado; nas p. 406 e 411 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 406 e 407 há grifos de lápis azul no texto; nas p. 408, 410 e 430 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto; na p. 450, o número “0” está apagado; na p. 464, o segundo número “4” está apagado; Assinatura. No t. 5 – na p. 310 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto; na p. 311 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto; na p. 322, o número “3” está apagado; na p. 354, o número “5” está apagado; na p. 444, os dois últimos números “4” estão apagados; Assinatura. No t. 6 – nas p. 277-779, 282-283, 369, 371-373,


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377, 380-382, 384, 386, 388, 395, 548, 560-562, 575 e 692 há grifos de lápis no texto; nas p. 278, 280, 282, 284, 368, 372, 374, 378, 380, 382, 384, 386, 388, 396, 548, 560, 562, 564, 570, 692, 724 e 766 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 279, 281, 283, 369, 371, 373, 375, 377, 379, 381, 383, 385, 387, 393, 395, 403, 407, 411, 561, 563, 575, 723 e 765 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; anotações de lápis na margem da mancha do texto, nas p. 279, 369, 380-381, 388, 560-561 e 575: “hic!”; na p. 369: “Lagrange”; na p. 392: “Poinsot”; na p. 478, a fonte do número “4” é menor; nas p. 577, 585, 603 e 613 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 584 e 608 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; Assinatura. Meia encadernação com capa original em papel marmorizado marrom com verde e lombada em couro vinho com detalhes de molduras florais, nervuras e letras douradas. No t. 1, nas últimas folhas perfuração de cupim, sem prejudicar o texto. Nos outros volumes manchas de água e do tempo nas folhas, sem prejudicar o texto. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 303.484 L557r LE PLAY, F. La réforme sociale en France déduite de l’observation comparée des peuples européens. Paris: Henri Plon, 1864. 2 t. ; 23 x 16 cm. F. Le Play [Frédéric Le Play] (Pierre-Guillaume Frederic) (La RivièreSaint-Sauveur, Calvados, 11 de abril de 1806 – Paris, 5 de abril de 1882). Político, sociólogo paternalista e engenheiro francês. É considerado um dos pioneiros da sociologia francesa. Foi conselheiro de Estado, no Segundo Império, do governo de Napoleão III, em 1855, dirigindo numerosos estudos. O imperador convocou-o para compor o senado do Segundo Império, em 29 de dezembro de 1867. Le Play passa a ser consultado com frequência por Napoleão III. Responde pela organização da parte francesa da Exposição Universal de Londres de 1862, incentivando a presença de trabalhadores. Para a Exposição Universal de 1867, em Paris, é nomeado comissário-geral, atuando com o mesmo propósito. Fundador da Sociedade Internacional para Estudos Aplicados em Economia Social e da União Europeia para a paz social. La réforme sociale en France déduite de l’observation comparée des peuples européens (A reforma social na França derivada da observação comparada dos povos europeus) – obra mais difundida do autor, pois ainda durante sua vida, foram publicadas seis edições. O propósito do autor é divulgar, através de uma leitura fácil e direta, os achados e as intenções contidas em sua proposta de reforma social. Compreende um estudo da sociedade francesa, incluindo desde a vida privada até o sistema de governo. Aponta ainda, as transformações necessárias para assegurar a estabilidade e a prosperidade sociais. Entretanto, há um apelo à iniciativa privada, mesmo que a título provisório ela deva colocar-se ao lado do poder do Estado. Contudo, neste aspecto, a obra aparece de maneira mais evidente os princípios liberais que pautaram a atuação de Le Play para levar à frente sua reforma social (BOTELHO, 2002). Raridade/Importância: Nos t. 1 e 2 carimbo do ex-dono: “G Aubernon” e marca do Editor na folha de rosto. No t. 1 – nas p. 2 e 3 há grifos de lápis no texto; nas p. 5, 19, 23, 25, 27, 29, 81, 83, 85, 87, 89, 91, 93, 97, 99, 105, 107, 109, 111, 113, 115, 117, 119, 121, 123, 125, 127, 131, 133, 135, 137, 139, 145, 151, 167, 185, 187, 189, 191, 193, 195, 197, 199, 203, 211, 213, 215, 219, 221, 227 e 233 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; nas p. 10, 14, 16, 18, 22, 26, 38, 80, 82, 84, 86, 90, 92, 98, 104, 106, 110, 112, 114, 116, 118, 120, 122, 124, 126, 130, 132, 134, 136, 138, 142, 146, 148, 184, 186, 188, 190, 192, 194, 196, 198, 206, 212, 214, 218, 220, 222, 226, 228 e 240 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Anotações de lápis nas margens da mancha do texto, na p. 2: “1º”; na p. 3: “2º”. As páginas depois da numeração 48 estão encadernadas erroneamente da seguinte forma: p. 51-52, 49-50, 55-56, 53-54, 59-60, 57-58, 63-64 e 61-62. No t. 2 – na p. 1 carimbo do ex-dono: “G Aubernon”; nas p. 230, 232 e 234 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 231, 233 e 235 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Meia encadernação marrom e marfim com lombada em couro vermelho com letras douradas e nervuras nos 2 tomos. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 200 C348i CASTELLO BRANCO, Camilo [Ferreira Botelho]. Horas de paz: escriptos religiosos. Porto: Livraria e Typographia de F. G. da Fonseca, 1865. 333 p. ; 19 x 13 cm. Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, Encarnação, 16 de março de 1825 – Vila Nova de Famalicão, São Miguel de Seide, 1 de junho de 1890). Recebeu do rei D. Luís, o título de Primeiro Visconde de Correia Botelho. Foi poeta, dramaturgo, romancista, cronista, crítico, historiador e tradutor, sendo o primeiro escritor português a se manter de suas próprias produções literárias, sua obra nunca perdeu a originalidade. Seus escritos literários muitas vezes foram baseados nas adversidades que enfrentou ao longo da sua vida no campo amoroso, político e crítico, em alguns dos seus livros o autor defendia ideias legitimistas e conservadoras. Horas de paz: escriptos religiosos – miscelânea de textos sobre religião escritos pelo autor há mais de dez anos e que tinham sido publicados em jornais religiosos, ainda com a alma cheia de esperança, fé e resplandecendo daquela paz interior que só os que têm o coração voltado para as coisas dos céus podem sentir e serem felizes. Raridade/Importância: Marca do editor na folha de rosto. Cabeção de dois fios e capital historiada no começo de cada texto. Nas p. 11, 123, 129 e 235 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na p. 12 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 12-13 e 25 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 127, 232-233 há grifos de caneta azul no texto. Meia encadernação em couro marmorizado marrom com lombada em krepel vinho. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 200.9 C198n CAMPOS, Joaquim Pinto de. Novas miscellaneas religiosas. Lisboa: Typographia do Futuro, 1866. 40, 18, 35, 20, 43, 17, 20, 88 p. ; 20 x 13 cm. Joaquim Pinto de Campos, Monsenhor (Flores da Ribeira do Pajeú, Pernambuco, 4 de abril de 1819 – Lisboa, 5 de dezembro de 1887). Escritor e político brasileiro. Prelado doméstico de Sua Santidade. Comendador da Imperial Ordem da Rosa. Deputado às Côrtes gerais do Império do Brasil. Em 1845, iniciou sua carreira política, como deputado na Assembleia Geral, cargo para o qual foi eleito por mais quatro legislaturas. Foi o relator da comissão que deu o parecer ao projeto da Lei do Ventre Livre. Estabeleceu residência em Lisboa. Foi presbítero e escreveu alguns livros, além de fazer a tradução da Divina Comédia de Dante, sendo que publicou somente a primeira parte, não chegando a concluir a segunda. Novas miscellaneas religiosas – obra dividida em nove partes que compreende uma compilação de estudos religiosos, assim dispostos: I – As biblias falsificas, II – Genealogia histórica dos livros sagrados, III – Canon dos livros sagrados, IV – Da leitura dos livros sanctos, V – Do ensino da igreja, VI – Efraim, VII – O purgatório, VIII – A inquisição e IX – A inovação dos sanctos. Raridade/Importância: Obra numerada de punho de caneta-tinteiro a partir da folha de rosto na margem superior direita da página impar de 1 a 161. Na pte. I – nas p. 3, 21 e 23 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; na p. 24 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 4, 6, 12, 14, 16, 18, 20, 24 e 26 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 5, 7, 11, 13, 15, 17, 29 e 32 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 14, 15 e 29 há grifos de caneta azul no texto; anotação de caneta azul na margem do texto na p. 14: “Tradução de J. F. A. de Almeida”. Na pte. II – na p. 4 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 10 e 16 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; na p. 17 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na pte. III – nas p. 4, 10 e 24 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 5 e 23 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 4, 8, 10 e 16 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 5 e 9 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; anotações de caneta azul na margem da mancha do texto, do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 23: “Ora!”. Na pte. IV – nas p. 5 e 17 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na pte. V – na p. 22 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Na pte. VI – na p. 3 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na pte. VIII – nas p. 10, 28, 30, 32, 34, 36, 38, 54 e 80 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 5, 21, 23, 29, 31, 33, 35, 37, 39, 53, 57, 59, 63 e 81 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 29, 36, 37 e 38 há grifos de caneta azul no texto; anotação de caneta azul na margem da mancha do texto na p. 21: “Pe. Fleury”; nas p. 32-33: “Cit.”; nas p. 34-35: “hic”; na p. 38: “!?”; na p. 57: “Fleury”; na p. 77: “?!”; nas p. 78, 79, 80 e 85 há grifos de lápis na margem da mancha do texto; na p. 78 há grifos de lápis no texto e anotações de lápis na margem da mancha do texto, do ex-proprietário, Djacir Menezes; “Que Papa danado!”. Meia encadernação marmorizada preta, branca, azul e vermelho com lombada em adesivo preto e marrom. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 109 P895h PRAÇA, J. J. Lopes. Historia da philosophia em Portugal nas suas relações com o movimento geral da philosophia. Coimbra: Imprensa Litteraria, 1868. viii, 254 p. ; 21 x 13 cm. J. J. Lopes Praça [Joaquim José Lopes Praça] (Castedo, Alijó, 01 de janeiro de 1844 – Montemor o Novo, 03 de janeiro de 1920). Jurista, professor universitário e historiador da Filosofia em Portugal. Ingressou no Seminário Arquiepiscopal de Braga, onde concluiu Teologia, em 1862. Matriculou-se nas Faculdades de Direito e de Teologia em Coimbra, optando por Direito, onde obteve grau de bacharel, em 1869. Nomeado professor para a sua terra natal, reingressou nos estudos universitários, com o fim de preencher uma vaga na Faculdade de Direito, apresentou uma tese em 1870, mas não obtendo êxito, regressou a Montemor, onde fomentou os estudos históricos sobre a localidade. Lecionou no Liceu Central de Lisboa. Em 1881, concorreu a uma de três vagas na Faculdade de Direito Coimbra, sendo nomeado professor substituto da 15ª cadeira. Perceptor e mestre de Filosofia do príncipe D. Luís e do Infante D. Manuel, em 1904. Os dois aspectos mais significativos da sua obra são o de especialista de Direito Constitucional e o de historiador da nossa Fitos (CARVALHO, 1946). Historia da philosophia em Portugal nas suas relações com o movimento geral da philosophia – o autor investiga e escreve esta obra, prevendo-a para dois volumes, no entanto, só o primeiro saiu em 1868. No título, o plano supõe uma leitura paralela comparativa entre a fitos europeia com a fitos em Portugal, mediante a alternância dos capítulos, dando ao livro o caráter de “história universal”. O propósito da obra é “expor e criticar as tentativas do espírito humano... nos domínios da Filosofia”. Lopes Praça não nos propõe uma noção específica de “filosofia portuguesa”, preferindo, dada a sua ideia de universalidade da fitos, a noção de “filosofia em Portugal”, enquanto o seu itinerário através do tempo se apoia mais nos filósofos do que na sequência tática intrínseca ao discurso da fitos na história (CARVALHO, 1946). Raridade/Importância: Nas p. 5, 45, 47, 71 e 79 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 40, 60, 70, 72, 82 e 86 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 95, 125 e 127 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 94, 124 e 126 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Meia encadernação em tecido vinho com lombada em couro vermelho com letras douradas. Capa com moldura e contracapa da brochura original na cor azul. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 170 C292n CARO, E. Nouvelles études morales sur le temps présent. Paris: Librairie de L. Hachette et Cie., 1869. vi, 373 p. ; 18 x 12 cm. Elme Marie Caro (Poitiers, Viena, 4 de março de 1826 – Paris, 13 de julho de 1887). Filósofo e crítico literário francês. Estudou no Collège Stanislas, em Paris, de 1838 a 1845. Recebeu o prêmio honorário no concurso geral de filosofia, em 1845. Em 1848, se formou pela École Normale Superieure, tornando-se professor, em 1858, lecionou filosofia em muitas universidades provinciais. Em 1861, foi designado inspetor da Academia de Paris. Em 1864 ensinou Filosofia na Faculdade de Letras. Em 1869, faz parte da Academia de Ciências Morais e Políticas. Em 1874, passou a fazer parte da Academia Francesa. Em 1884, lecionou na Sorbonne. Fez parte da Legião de Honra. Seus livros abordam especialmente a conservação do cristianismo em vez do positivismo. Apesar de ter tido forte influência da filosofia de Victor Cousin, sua eficácia se concentra em atribuir uma boa apresentação e análise do que na singularidade do pensamento. Nouvelles études morales sur le temps présent (Novos estudos morais sobre o tempo presente) – compreende menções acerca de psicologia moral e escritos literários do dia a dia sob a impressão de leituras ou de incidentes da vida social na perspectiva de estudos filosóficos. Mostra diferentes pesquisas sobre a higiene moral, o suicídio em suas relações com a civilização e os costumes literários presentes. Ressalta personalidades tão expressivas e entrelaçadas com a vida intelectual e moral da época, como M. de Lamennais e Henri Heine, estudiosos profundos da filosofia que deixaram um legado para a posteridade. Raridade/Importância: No verso da capa, selo de “E. & H. Laemmert, Livraria Universal, Livros portuguezes, francezes, allemães, inglezes, etc., Livro em branco, papel de todas as qualidades e objectos de escriptorio e fantasia. 66, Rua do Ouvidor, 66. Rio de Janeiro.”. Na folha de guarda, selo de “Livraria Acadêmica, Rua Miguel Couto, 23 – Loja, Tel. 223-3157, Rio de Janeiro – GB.” Anotação de lápis na falsa folha de rosto: “Rio, 19.xj.1923”. Meia encadernação em tecido verde e moldurado em baixo relevo com lombada em krepel verde com parte da lombada original conservada em couro marrom com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 146.4 L782f LITTRÉ, É. Fragments de philosophie positive et de sociologie contemporaine. Paris: Aux Bureaux de la Philosophie Positive, 1876. 603 p. ; 22 x 16 cm. É. Littré [Émile Maximilien Paul Littré] (Paris, 1 de fevereiro de 1801 – Paris, 2 de junho de 1881). Lexicógrafo e filósofo francês, mais conhecido como o Littré. Estudou no Liceu Louis-le-Grand. Nesta instituição conheceu Louis Hachette e Eugène Burnouf, que se tornaram seus amigos. Após concluir os estudos, dedicou-se a dominar o inglês e o alemão, línguas clássicas e o sânscrito, a literatura e a filologia. Foi colaborador do Le Nacional, em 1831, tornando-se, posteriormente, diretor, em 1835. Foi membro da Académie des Inscriptions et BellesLettres, em 1839. Fragments de philosophie positive et de sociologie contemporaine (Fragmentos de filosofia positiva e sociologia contemporânea) – Littré, grande divulgador da filosofia positiva, reúne nesta obra fragmentos desta corrente filosófica, como também da sociologia do século XIX. Traz assuntos sobre lógica; filosofia positiva; progresso da ciência e da filosogia, desde o início do século supracitado; progresso na sociedade e no Estado; indústria moderna; teoria acerca do homem intelectual e moral; os pensamentos de Auguste Comte e John Stuart Mill, e do gênio militar do imperador Napoleão I; sociologia; a crise da guerra de 1870-1871; notas sobre método subjetivo na filosofia positiva; anatomia e fisiologia celulares; restabelecimento da legitimidade; descobertas científicas e as últimas concepções da filosogia positiva; fragmento da fisiologia psíquica, entre outras abordagens desta temática. Raridade/Importância: Carimbo da “LIVRARIA ACADEMICA H. A. Cunha & Cia. Litda. RUA MIGUEL COUTO, 49 – Tel. 43.6209 – Rio”. Na folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “Urbano Santos da Costa Araujo – Recife, 1878” e do ex-proprietário: “Djacir Menezes Rio, 1985”. No final da obra na folha de guarda, selo do “Instituto dos Surdos Mudos – 4308 – Officina de Encadernação”. Nas p. VI, X, XII, XIV, 70, 72, 78, 80, 82, 84, 150, 332, 334, 336, 346, 350, 354, 356 e 366 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. VII, XI, XIII, 67, 71, 79, 83, 87, 331, 333, 335, 337, 345, 349, 365, 367, 375 e 377 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Anotação de lápis na margem da mancha do texto, na p. 377: “Cit”. Meia encadernação marmorizada de várias cores com lombada em couro preto com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM P869.3 C348i CASTELLO BRANCO, Camilo [Ferreira Botelho]. A Infanta Capellista: romance. Porto: Typographia de Antonio José da Silva Teixeira, 1872. 128 p. ; 24 x 17 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 68. A Infanta Capelista: romance – considerada a obra mais rara e com o enredo mais enigmático de Camillo, tem sua trama passada em Lisboa, Portugal e conta o secreto envolvimento amoroso de uma pessoa da corte da Família Real Portuguesa com um membro da Família Imperial Brasileira, tendo como consequência o nascimento da jovem que ora trabalha em uma pequena loja de tecidos que naquela época chamavam de “capela”. Se tal novela fosse publicada haveria um escândalo envolvendo a sossegada Casa de Bragança. Então, a pedido do Imperador do Brasil, D. Pedro II, o autor no mesmo ano de 1872, ordena que os livros impressos sejam destruídos. Mas, não se sabe como, as folhas desmembradas, foram servir de papel de embrulho para um dono de mercearia, que as utilizando, oferecia aos fregueses mais letrados textos de um escrito camiliano inédito. Desta maneira, foram completados pouquíssimos exemplares, a literatura diz que somente três são conhecidos. Raridade/Importância: Exemplar de número 300, dos 350 fotografados do original cedido pelo bibliófilo doutor João Marinho de Azevedo. Na p. 38 há grifos de lápis na mancha da margem esquerda do texto e no texto. Nas p. 6, 20, 26, 28, 44, 46, 58, 70, 72, 82, 88, 100, 102, 108, 114 e 116 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 5, 11, 45, 53, 67, 69, 71, 73, 91, 97, 101, 103, 109 e 117 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na folha de guarda do final do livro, anotações de lápis, do ex-proprietário Djacir Menezes: “dignataria, 38; pagado e pago, 28; galhardear, 102; Albânia, 102; olhares diagonais, 103; as resultas, 109; saborear-se, 109”. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada em couro marrom, com letras e nervuras em dourado com capa e contra capa original com moldura floral na cor rosa. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 170 F822m FRANCK, Ad. Moralistes et philosophes. Paris: Librairie Académique Didier et Ce, 1872. viii, 484 p. ; 23 x 15 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 64. Moralistes et philosophes (Moralistas e filósofos) – traz na forma de literatura popular filosófica para o público em geral alguns pensadores, estudiosos, moralistas e filósofos contribuidores desta linha de pensamento, tais como: Gerbert (o Papa Silvestre II); Lévi Bem Gerson; Pétrarque; Pierre Pomponace; Galilée; Descartes; Spinoza; Goethe; Maine de Biran; Victor Cousin; M. Damiron; M. Garnier; M. Barthélemy Saint-Hilaire; M. Janet; M. Ravisson e M. Renouvier. Raridade/Importância: Na capa original há anotação de lápis: “Conservar as capas” e “60559”, destaque com aspas duplas de lápis verde no título “MORALISTES ET PHILOSOPHES” e no autor “AD. FRANCK, e marca ornamentada do Editor. Na folha de rosto, marca ornamentada do Editor. Nas p. 66, 68, 110, 114, 116, 122, 130, 132, 136, 140, 142, 146, 148, 152, 154, 162, 166, 168, 170, 294, 296, 298, 300, 306, 318 e 312 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 69, 111, 113, 115, 117, 119, 121, 123, 125, 127, 131, 133, 139, 141, 143, 145, 147, 149, 141, 151, 155, 163, 167, 169, 293, 297, 313 e 471 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 141 e 470 há grifos de lápis no texto. Anotações de lápis na margem inferior da mancha do texto, do ex-proprietário Djacir Menezes, na p. VIII: “(1) École critique (M. Renouvres)”. Anotações de lápis na margem direita da mancha do texto, na p. 125: “Ces [...] philosophique anti-spiritualista”. Falta o primeiro numeral “4” na p. 144. Meia encadernação vinho e marfim com lombada em krepel vinho. Capa com moldura e contracapa original. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 590 L215p LAMARCK, Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet de. Philosophie Zoologique ou exposition des considerations relatives a l’histoire naturelle des animaux... Nouvelle édition revue et précédée d’une introduction biographique par Charles Martins. Paris. Libraire F. Savy. 1873. v. 1, t. 1/2, lxxxiv, 412, 431 p. il. ; 22 x 14 cm. Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (Bazentin, 1 de agosto de 1744 – Paris, 28 de dezembro de 1829). Naturalista francês que criou o conceito de biologia e deu forma ao pensamento prédarwinistas sobre a evolução. Seguiu a carreira militar. Pesquisador de história natural escreveu sobre a flora da França, sendo convidado para trabalhar no departamento das plantas, no Museu de História Natural, em Paris, foi transferido como diretor dos invertebrados (outro conceito criado por ele), ministrando palestras sobre o assunto. Para ele as espécies eram inalteráveis, mas depois de 1800 quando realizou sua pesquisa, sobre os moluscos da bacia de Paris, ele se convenceu que as espécies sofriam transmutação ao longo do tempo, criando a sua teoria da evolução, que foi mostrada a sociedade no ano de 1809, com a primeira edição da sua Philosophie Zoologique. Philosophie Zoologique ou Exposition des considerations relatives a l’histoire naturelle des animaux (Filosofia Zoológica ou a exposição com relação à história natural dos animais) – traz a teoria da evolução defendida pelo autor, conhecida como lamarquismo, em um volume dividido em dois tomos. O primeiro apresenta as considerações sobre a História Natural dos Animais, suas personagens, seus relacionamentos, sua organização, sua distribuição e a classificação e espécies de cada animal; e as considerações sobre as causas da vida física, as condições de que necessitam para existir, a força emocionante de seus movimentos, as faculdades que o corpo possui, e os resultados de sua existência no corpo. O segundo traz as considerações que causam sentimentos físicos, as ações de força produtiva e, finalmente, aqueles que dão lugar para atos de inteligência que podem ser observados em diferentes animais. Raridade/Importância: No verso da capa, selo de encadernação Vallele, do Rio de Janeiro. Na folha de guarda, selo da Livraria Brasileira Ltda. Na falsa folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro, de ex-dono: Saturnino S. de Aguiar, Rio, 13/6/924. No t. 1 – na p. 56 a numeração está trocada para “65”. No t. 1 e t. 2 – Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em tecido marrom, com letras em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 146.4 B813t BRAGA, Theophilo. Traços geraes de philosophia positiva. Comprovados pelas descobertas scientificas modernas. Lisboa: Nova livraria internacional, 1877. 239 p. ; 22 x 15 cm. Joaquim Teófilo Fernandes Braga (Ponta Delgada, Portugal, 24 de fevereiro de 1843 – Lisboa, Portugal, 28 de janeiro de 1924). Escritor, ensaísta e político português. Concluiu o curso de Direito pela Universidade de Coimbra. Em 1872, morando em Lisboa, ensinou literatura no Curso Superior de Letras, hoje Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em Portugal, foi ele que introduziu a Filosofia Positivista, tendo fundado em 1878, com Julio de Matos a revista O Positivismo. A partir desse ano se destacou na política portuguesa ocupando cargos pelo Partido Republicano Português. Colaborou em vários periódicos portugueses, dentre eles A Era Nova e a Revista de Estudos Livres. Em 1910, foi empossado por decreto, presidente do Governo Provisório da República Portuguesa depois da Revolução de 5 de outubro de 1910. Traços geraes de philosophia positiva – fala da disciplina positiva, dos alicerces que sustentam o seu sistema positivo, que são as Leis dos três estados. Classifica a hierarquia dos conhecimentos humanos. Comprova os princípios da Filosofia Positiva, perante o desenvolvimento da ciência moderna. Raridade/Importância: Na folha de rosto há duas assinaturas de caneta-tinteiro do ex-dono: J. Morª. Da Rocha e José Moreira da Rocha e marca do editor. Nas folhas da Introdução há grifos de lápis no texto e na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 9-14, 18, 29, 48, 50, 52, 54, 64, 66, 68, 72-75, 80, 86-89, 92, 94, 96, 108, 110, 112, 114-116, 118, 120, 122-124, 126, 132, 134-135, 149-152 há grifos de lápis no texto e na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 13, 21, 49, 51, 53, 56, 59, 67, 71, 81, 83, 85, 95, 99, 105, 117, 121, 125 e 145 há grifos de lápis no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 15, 17, 19, 27, 31, 33, 47, 55, 57, 59-60, 63, 69, 73, 79, 84, 89, 97, 107, 109, 111, 113, 115, 123, 127, 129, 135, 137, 139, 143, 147, 155 e 157 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 16, 20, 22, 23-28, 30-34, 45-46, 62, 65, 70, 77-79, 82, 90, 98, 100, 102, 104, 106, 109, 111, 128-130, 136, 138, 140-142, 146, 148, 153-155 e 157 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 35, 37, 39, 41 há grifos de lápis azul no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 36, 42 há grifos de lápis azul no texto e na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 36, 158, 162, 168, 170, 174, 178, 183, 186-187, 218, 232 e 234 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 38 e -40 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 61, 103 e 133 há grifo de lápis no texto. Nas p. 156, 160, 164, 166, 172, 175-176, 180-182, 184, 188, 202, 204, 206, 208, 210, 212, 214, 216, 220, 222, 224, 228, 230, 235-236 e 238 há grifos de lápis vermelho no texto e na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 157, 161, 163, 165, 167, 169, 173, 177, 179, 189, 191, 203, 205, 207, 209, 213, 215, 219, 221, 223, 225, 227, 233 e 239 há grifos de lápis vermelho no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 171, 183, 185, 190, 197, 211, 217, 226, 229, 231, 235 e 237 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Na p. 196 há grifos de lápis vermelho no texto. Encadernação inteira em couro com letras douradas na lombada, com cantoneira em fita gomada. Exemplar em Bom estado de conservação, apesar das últimas folhas apresentarem sinal de restauro.


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OR/DM 146.3 L491r LEFEVRE, André. La renaissance du matérialisme. Paris: Octave Doin, 1881. 496 p. (Bibliothéque Matérialiste); 18 x 12 cm. André Lefevre (Provins, França, 1834 – 1904). Arquivista e paleógrafo francês. Estudou na École des Chartes. Esteve a serviço do Archives de l’Empire Français. Foi um colaborador para a história da França, de Bordier e Charton. Trabalhou no Jornal da Instrução Pública. Desempenhou um papel importante na vida do pensamento livre e do novo pensamento, sendo um dos fundadores dessa corrente. Seus interesses literários perpassam pela poesia, pela antiguidade clássica e pelas religiões orientais. La renaissance du matérialisme (O renascimento do materialismo) – é uma obra que resgata o renascimento do materialismo, que é uma corrente filosófica que estuda a origem e natureza de todas as coisas contra os medos e a ignorância do ser humano mantido por obscuras doutrinas. Seu conteúdo compreende a reação metafísica, o materialismo militante, as controvérsias materialistas, as doutrinas críticas e os estudos materialistas. Raridade/Importância: No verso da capa impresso selo de “A.L. Garraux & CIA. S. PAULO Rua da Imperatriz, 36 e 38. IMPORTAÇÃO DE TODO O GENERO – LIVRARIA, PAPELARIA, TYPOGRAPHIA – AGENCIA ESPECIAL DE COMISSÕES 17, Rua d’Hauteville, 17. PARIS.” e o Ex-libris de Joaquim Baptista de Mello. Na folha de guarda assinatura do ex-dono: “J. Baptista de Mello. S. Paulo – abr. de 1881. Na folha de rosto grifo de lápis no sobrenome do autor “Lefevre”. No final da obra na folha de guarda anotação de lápis: “Philosoph” e carimbo “Filos” e “Erich Eichner & CIA. LTDA”. Meia encadernação marmorizada preto e marfim com lombada em couro vermelho com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 982 M684n MITRE, Bartolomé. Nuevas comprobaciones historicas apropósito de historia Argentina. [2. ed.]. Buenos Aires: Imprenta y Librería de Mayo, 1882. viii, 423 p. ; 22 x 14 cm. Bartolomé Mitre [Bartolomé Mitre Martinez] (Buenos Aires, Argentina, 26 de junho de 1821 –19 de janeiro de 1906). Político, escritor e militar argentino. Foi presidente da Argentina de 1862 a 1868. Foi opositor do governo de Juan Manuel de Rosas, devido a este fato, exilou-se e atuou como soldado e jornalista no Uruguai, Bolívia, Peru e Chile. Em 1848, ocorreu uma revolução na Bolívia, e Mitre foi deportado. Viajou ao Peru e em seguida ao Chile, atuando no jornalismo como co-redator de Juan Bautista Alberdi – diretor do El Comercio de Valparaíso. Contribuiu no El Progreso. Em 1862, foi eleito presidente e durante seu governo ocorreram dois acontecimentos relevantes para a política argentina, o primeiro foi a organização da administração da justiça, que deixou de ser um assunto privado para passar a ser uma atribuição do Estado nacional; e, o segundo foi deflagração da Guerra do Paraguai, onde a Argentina, aliada do Brasil e do Uruguai, enfrentou o Paraguai. Foi fundador do La Nación, um dos jornais mais influentes da América Latina. Verteu para o espanhol a Eneida, de Virgílio, e a Divina Comédia, de Dante. Nuevas comprobaciones históricas apropósito de historia Argentina – esta obra é uma continuação da publicação “Comprobaciones históricas, apropósito de la historia de Belgrano”, que complementa o assunto abordado nesse livro, com novos fatos ocorridos na história da Argentina, introduzido novos tópicos, ilustrando vários feitos pouco conhecidos, com uma documentação inédita no todo ou em grande parte, mostrando revelações úteis para a história desse país. Raridade/Importância: Entre as p. 68-69, lâmina do “Plano Histórico-Topografico Del asalto de Buenos Aires por lós ingleses El 5 de Julio de 1807”. Meia encadernação marrom e verde com lombada em couro verde e marrom desgastado pelo tempo. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 146.4 C292m CARO, E. M. Littré et le positivisme. Paris: Librairie Hachette et Cie., 1883. iv, 304 p. ; 19 x 12 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 71. M. Littré et le positivisme (M. Littré e o positivismo) – traz a biografia de M. Littré no início da obra. Aborda o positivismo de Littré de forma simples, mas impregnado de caráter e de uma elevada inteligência, que no ano de 1844 começa a divulgar o positivismo de Comte, mas que a partir de 1851, começa a divergir do pensamento do mestre, formando uma nova corrente positivista que também não aceitava a religião da humanidade. Raridade/Importância: Na folha de guarda há anotações de lápis “raro e procurado – 18.00”. Na folha de rosto, assinatura do ex-proprietário, Djacir Menezes. Na p. III há grifo de lápis no texto e na margem direita da mancha do texto. Nas p. 4, 6, 10, 20, 26, 28, 30, 34, 40, 50, 58, 68, 88, 100, 102, 108, 116, 118, 120, 124, 136, 140, 152 e 158 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 11, 13, 21, 27, 29, 31, 33, 39, 41, 67, 89, 99, 103, 115, 119, 123 e 145 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Anotações de lápis na p. 102 “1840”; na p. 114 “a ruptura” na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 117 e 122 há grifos de lápis no texto e na margem da mancha do texto. Na penúltima folha de guarda há anotações de lápis: “600 – preocupação central x pensamento central é a preocupação critica as relações da reflexão/pensamento misto com a filosofia o quão importante que se envolva num grande numero de especulação”, todas feitas pelo ex-proprietário, Djacir Menezes. Mais anotações: “Rio, 27-xj- 1946, na Livraria Civilização Brasileira, à Rua do Ouvidor, por 90 cruzeiros”. Meia encadernação em papel marmorizado marrom, com cantoneiras e lombada em papelão vermelho com letras e nervuras em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 301 C741o COMTE, Auguste. Opuscules de philosophie sociale 1819-1828. Paris: Ernest Leroux, 1883. x, 306 p. ; 18 x 12 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 65. Opuscules de philosophie sociale 1819-1828 (Livretos de pilosofia social 1819-1828) – reúne seis artigos escritos entre os anos de 1819 a 1828 que versam sobre filosofia social. O primeiro artigo tece sobre a separação entre crenças gerais e desejos. O segundo artigo faz um resumo e uma apreciação de todo o passado moderno. O terceiro artigo apresenta planos de trabalhos científicos necessários para reorganizar a sociedade. O quarto artigo abordam considerações filosóficas sobre a ciência e os cientistas. No quinto artigo, as considerações discorrem sobre o poder espiritual. E, o sexto artigo comenta o trabalho de Broussais sobre irritação. Raridade/Importância: Capa original restaurada com o título escrito de caneta azul. No verso da falsa folha de rosto, marca do Editor. Nas p. II, 8, 10, 200, 206 e 210 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. IX, 1, 7, 9, 19, 81, 83, 85, 181 e 183 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 2, 82, 88, 90 e 182 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 2, 83, 85, 90, 101-102, 104-105 e 181 há grifos de lápis azul no texto. Nas p. 7, 9, 11, 19, 91, 143, 149 e 199 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Anotações de lápis na margem esquerda da mancha do texto, na p. 10: “hic” e “teoria e prática”. Nas p. 10, 19 e 200 há grifos de lápis no texto. Nas p. 92 e 102 há grifos e anotações “cit.” de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 89, 93, 95, 99, 101, 105, 111, 115, 119, 131 e 133 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 94, 104, 124, 132 e 296 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 104, 111 e 119 há grifos de caneta azul no texto. Anotação de caneta azul na margem direita da mancha do texto, na p. 105: “cit.”. Anotação de lápis na margem esquerda da mancha do texto, na p. 200: “cit.”. Assinatura. Encadernação inteira em tecido marrom com letras douradas na lombada. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 982 L864h LOPEZ, Vicente Fidel. Historia de la República Argentina: su origen, su revolucion y su desarrollo político. Buenos Aires: Carlos Casavalle, 1883-1893. 10 t. il. ; 21 x 15 cm. Vicente Fidel López (Buenos Aires, Argentina, 24 de abril de 1815 – 30 de agosto de 1903). Historiador, advogado e político argentino. Autor do Hino Nacional Argentino. Fez parte do Salão Literário de Marcos Sastre e da Sociedade de Maio. Entre 1840 e 1853, radicado no Chile, fundou o colégio El Liceo, e a revista cultural – Valparaiso. De volta à Argentina, foi ministro no governo de seu genitor, em Buenos Aires. Entre 1871 e 1877, foi diretor da Revista Del Río de La Plata, junto com Juan María Gutiérrez y Andrés Lamas. É considerado um maiores juristas argentinos de sua época. Entre 1873 e 1879, foi reitor da Universidade de Buenos Aires. Entre 1876 e 1879, foi deputado nacional. Entre 1890 e 1892, foi ministro de economia. Contribuiu para impulsionar a industrialização argentina. Historia de la República Argentina: su origen, su revolucion y su desarrollo político (História da Argentina: a sua origem, a sua revolução e sua política) – reúne nos dez volumes a história da Argentina, desde a sua origem, suas revoluções e seu desenvolvimento político. Raridade/Importância: No t. 1 – traz lâminas com os planisférios nº I, II; nas p. 394, 402, 404, 406, 408, 410, 412, 416, 422 e 528 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 395, 403, 405, 409, 415, 417, 421 e 455 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; Assinatura. No t. 2 – Assinatura. No t. 3 – nas p. 13 e 15 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; na p. 14 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; Assinatura. No t. 4 – Assinatura. No t. 5 – Assinatura. No t. 6 – lâminas com mapa do Chile; Assinatura. No t. 7 – Assinatura. No t. 8 – nas p. 182 e 218 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; na p. 219 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; Assinatura. No t. 9 – Assinatura. No t. 10 – no verso da folha de guarda há anotações de lápis: “Grosville SF. Villate”; nas p. 42 e 122 há grifos na margem esquerda da mancha do texto; na p. 73 há grifos na margem direita da mancha do texto; traz lâmina sobre a campanha do Brasil; Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado azul com cinza com lombada em couro marrom, letras em dourado e nervuras. No t. 2 há manchas de água em algumas folhas. Nos outros volumes as folhas estão manchadas. Coleção em Bom estado de conservação.


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OR/DM 320.945 M894s MOSCA, Gaetano. Sulla teorica dei governi e sul governo parlamentare – studii storici e sociali. Palermo: Tipografia Dello <<Statuto>>, 1884. 356 p. ; 21 x 14 cm. Gaetano Mosca (Palermo, Itália, 1º de abril de 1858 – Roma, Itália, 8 de novembro de 1941). Jurista, cientista político, historiador e político italiano. Conhecido como um dos percursores da teoria das elites junto com Vilfredo Pareto. Transferido da Sicília para Roma, com a finalidade de atuar como funcionário da Câmara dos Deputados. Em 1896, foi professor de direito constitucional na Universidade de Turim. Em seguida, ensinou direito constitucional e administrativo e história das doutrinas políticas na Universidade Luigi Bocconi de Milão. Entre 1923 a 1933, foi professor de história das doutrinas e das instituições políticas, na Universidade de Roma. Em 1908, foi deputado no Parlamento italiano. Em 1914, foi nomeado sub-secretário de Estado para as Colônias. Em 1919, tornou-se senador. Em 1925, foi um dos signatários do Manifesto dos Intelectuais Antifascistas, redigido por Benedetto Croce. Sulla teorica dei governi e sul governo parlamentare – studii storici e social (A teoria dos governos e do governo parlamentar – estudo histórico e social) – obra escrita em 1883, onde o autor discorre sobre o questionamento acerca de quem tem direito de voto e, de que forma este pode influenciar na escolha das elites. Esclarece que toda a história aponta para a existência nas sociedades de dois tipos de indivíduos: os que comandam e os que são comandados. Em cada sociedade surgem justificativas do comando que são um exercício explicativo, destinado a preservar o poder. Mostra sua visão pessimista de um sistema representativo, onde na realidade não é a maioria que escolhe os seus representantes e sim, são os seus representantes que os fazem escolhê-los (recorrendo, por exemplo, às listas fechadas). Portanto, o eleitorado influencia pouco nas escolhas. Enfoca o aumento dessa influência que poderia ser obtido mediante um alargamento da base eleitoral que levasse a um sistema mais democrático. Raridade/Importância: Na folha de guarda assinatura de caneta preta do ex-dono: “Aguinaldo Costa Rio, 1110-1943”. Na folha de rosto assinatura de caneta azul do ex-proprietário: “Djacir Menezes Rio, 1950”. Na p. 6, assinatura de caneta preta do ex-dono: “Aguinaldo Costa”. Cabeções ornamentados abrindo os capítulos. Vinheta na p. 12. Nas p. 186 e 208 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 187 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Na p. 355 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Meia encadernação vinho e preto com lombada em couro vermelho com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM P869.4 C348m CASTELLO BRANCO, Camillo [Ferreira Botelho]. Maria da Fonte: a proposito dos apontamentos para a historia da revolução do Minho em 1846, publicados recentemente pelo Reverendo Padre Casimiro, celebrado chefe da Insurreição Popular. Porto: Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos, 1885. 425 p. ; 18 x 12 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 68. Maria da Fonte: a proposito dos apontamentos para a historia da revolução do Minho em 1846,... – obra histórica que narra a revolta que aconteceu em 1846, no Minho contra a administração de Costa Cabral, que depois foi nomeado conde e marques de Tomar. Esta manifestação popular foi liderada por uma mulher conhecida como Maria da Fonte, nascida em Fonte Arcada, que tomou todo o Norte de Portugal, por não aceitarem a nova Lei da Saúde que proibia os enterros, a partir de então acontecer dentro das igrejas. A Lei das Estradas e os novos métodos administrativos que começaram a cobrar impostos, popularmente chamadas das “papeletas da ladroeira”, resultando na demissão de Costa Cabral. O governo que assumiu não agradou a população, provocando no ano seguinte uma nova revolta conhecida como a Patuleia, que significa “pé descalço”. Raridade/Importância: Na folha de rosto o título da obra, o nome do padre Casimiro, o nome da Livraria e o ano estão em vermelho. Cabeção historiado e letra capitular ornamentada e em vermelho no discurso proemial. No começo das partes 2, 3 e 4 cabeção ornamentado e letra capitular ornamentada. Na numeração da p. 177 está faltando o último 7. A p. 323 está numerada como 322. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado azul com lombada em couro azul, letras e nervuras em dourado. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM P869.3 Q3r QUEIROZ, [José Maria] Eça de. A reliquia. Porto: Typ. de A. J. da Silva Teixeira, 1887. 441 p. ; 18 x 11 cm. José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, Portugal, 25 de novembro de 1845 – Paris, 16 de agosto de 1900). Começou a estudar na cidade do Porto. Em 1866, se forma em Direito pela Universidade de Coimbra, exercendo a profissão de advogado, em Lisboa e, assumindo o cargo de administrador do Conselho de Leiria. Diplamata, foi cônsul em: Havana, New Castle, Bristol e Paris. Foi um dos mais importantes escritores portugueses, tendo criado o realismo nacional no século XIX. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas. A reliquia – comédia tragicômica do século XVIIII, narra os infortúnios de Teodorico Raposo, que foi ser criado, de favor, pela sua única tia viva, chamada Maria do Patrocínio das Neves, abastada, solteirona e bastante religiosa, morava em uma casa grande em companhia dos seus serviçais em Lisboa, onde recebia com frequência a visitas dos padres, que como os demais viviam observando os passos de Teodorico, dificultando seus envolvimentos amorosos como também sua vida social que era bastante regrada, sendo alvo de pilhéria por parte do seu círculo de amizade. Formado em Direito, mas ainda sem dinheiro e desiludido do amor, Teodorico acha que encontrou a chave de sua fortuna, quando se oferece para representar sua tia numa viajem a terra santa, prometendo-lhe trazer uma relíquia que a absorveria de todos os seus pecados na hora de sua morte. Em Jerusalém, ele se comporta como um nobre, sonha com a morte na cruz de Jesus Cristo, mas tem um caso com uma mulher da vida, que coloca sua camisola na mala de viagem de Teodorico, quando este volta para Lisboa, achando que estava trazendo uma lembrança que agradaria sua devota tia, que ao deparar com tal presente, resolve expulsar seu infeliz sobrinho para fora de sua casa. A igreja foi quem herdou sua fortuna depois de sua morte. Raridade/Importância: No verso da capa Selo da Encadernação Vallelle. Na numeração da p. 330, falta o primeiro número “3”. Na numeração da p. 341, falta o número “1”. Assinatura. Encadernação inteira em couro vinho com letras douradas na lombada. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM P869.4 O77f ORTIGÃO, Ramalho. As Farpas. Lisboa: David Corazzi, 1887-1890. 11 t. (t. 1, vi, 310 p. ; t. 2, 318 p.; t. 3, 317 p. ; t. 4, 309 p. ; t. 5, 316 p. ; t. 6, 318 p.) ; Companhia Editora Nacional, 1888-1890. (t. 7, 318 p. ; t. 8, 315 p. ; t. 9, 316 p. ; t. 10, 315 p. ; t. 11, 315 p.) ; 21 x 15 cm. José Duarte Ramalho Ortigão (Porto, Portugal, 24 de outubro de 1836 – Lisboa, Portugal, 27 de setembro de 1915). Escritor português. Estudou Direito em Coimbra, mas abandonou para ensinar francês no Colégio da Lapa e colaborar no Jornal do Porto, no Porto. Em 1866, trava um duelo de espadas com Antero de Quental para defender Antonio Feliciano de Castilho, saindo gravemente ferido. Em 1867, vai a Exposição Universal em Paris, e mudase para Lisboa, onde começa a trabalhar na Academia das Ciências e reencontra Eça de Queiroz, seu ex-aluno. Ortigão é um dos mais importantes vultos da conhecida Geração de 70, que reunia intelectuais que num primeiro momento queriam incluir Portugal no grupo das modernas sociedades europeias cosmopolitas e anticlericais, mas que depois lutaram para Portugal voltar às suas origens, num programa de “reaportuguesamento de Portugal”, valorizando a Monarquia, integrando o Rei D. Carlos I ao grupo. Participou de várias sociedades em Portugal, no Brasil e na Espanha, dentre elas, citamos: bibliotecário na Real Biblioteca da Ajuda, vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais, membro da Sociedade Portuguesa de Geografia, da Academia das Belas-Artes de Lisboa, em Portugal; comendador da Ordem de Cristo e da Ordem da Rosa, no Brasil. Recebeu a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, da Sociedade Geográfica de Madrid, da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, e da Real Academia Sevillana de Buenas Letras, na Espanha. As Farpas de Ramalho – reúne em 11 volumes a maioria de seus folhetos escritos entre 1887 e 1890, onde ele criticava a literatura, a religião, a imprensa, o jornalismo, a política, a economia, a cultura e até a moral da sociedade e dos políticos lusitanos, em forma de sátira e com muita ironia, essas publicações traçavam uma caricatura do contexto social e político daquele tempo da sociedade portuguesa. As Farpas foi uma tipologia inovadora de se fazer jornalismo, através da crítica social e cultural, tanto de Ramalho Ortigão como de Eça de Queirós que lançaram “flechas” cheias de sarcasmo e crítica mordaz em todas as direções sociais e políticas sobre uma burguesia que se alojara no poder depois da Regeneração de 1851. Raridade/Importância: Todos os tomos trazem a marcar do Editor na folha de rosto. No t. 1 – Assinatura. No t. 2 – na p. 176, falta a letra “c” da palavra balbuciando; Assinatura. No t. 3 – na numeração da p. 83, falta o número “3”; na numeração da p. 156, falta o número “1”; Assinatura. No t. 4 – Assinatura. A partir do t. 5 – todos os tomos trazem no verso da capa, selo do Encadernador. No t. 5 – Assinatura. No t. 6 – na numeração da p. 262, o primeiro número “2” está de cabeça para baixo; Assinatura. No t. 7 – na numeração da p. 66, o segundo número “6” está incompleto; na p. 75 há grifos de lápis no texto e na margem direita da mancha do texto; na p. 83 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; na p. 84 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; as p. 215 e 216 estão numeradas como “115 e 116”; Assinatura. No t. 8 – Assinatura. No t. 9 – na numeração da p. 292, o segundo número “2” está apagado; Assinatura. No t. 10 – folhas intonso: 157 a 160, 177 a 180, 201 a 204, 209 a 212, 221 a 224, 229 a 232, 233 a 236, 257 a 260; na numeração da p. 286, o número “6” está incompleto; Assinatura. No t. 11 – na numeração da p. 89, falta o número “9”; na numeração da p. 168, falta o número “8”; na numeração da p. 206, o número “6” está incompleto; Assinatura. Encadernação com capa original em tecido cinza com letras pretas e detalhe em vermelho e dourado nos 11 tomos, com a capa da brochura original com os mesmos detalhes. Coleção em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 574.1 B518s BERNARD, Claude. La science expérimentale. Troisième edition. Avec 18 figures intercalées dans le texte. Paris: Librairie J.-B. Baillière et Fils, 1890. 448 p. : il. ; 18 x 12 cm. Claude Bernard (Saint-Julien, França, 12 de julho de 1813 – Paris, 10 de fevereiro de 1878). Médico e fisiologista francês. É considerado o “pai” da moderna fisiologia experimental. Em 1830, muda-se para Paris, com a finalidade de continuar seus estudos, obtendo seu diploma de bacharelado (correspondente ao colegial). Em seguida, inicia o estudo de Medicina, em 1835, concluído em 1843, com apenas 20 anos de idade. Em 1854, foi membro dos Instituts Academie des Sciences e Academie Française. Professor de Fisiologia Geral da Faculdade de Ciências de Sorbonne e do Muséum d’Histoire Naturelle e no ano seguinte, professor titular de medicina do Collège de France. Entre 1861 e 1865, foi sucessivamente nomeado para a Academia Francesa de Medicina, para a Academia Francesa e para a Legião de Honra, primeiro como cavaleiro e depois como comandante. Em 1869, foi senador vitalício do Império Francês. Recebeu da Academia de Ciências o Grand Prix de Physiologie, nos anos de 1849, 1851 e 1853, em honra as suas descobertas. Foi um dos mais premiados cientistas, em virtude de suas descobertas e de sua influência na ciência e na medicina francesa (SABATTINI, 1998). La science expérimentale (A ciência especimental) – para conhecimento do público, esta publicação inicia com o pronunciamento do senhor Dumas (vice-presidente do Conselho Superior de Instrução Pública, secretário perpétuo da Academia de Ciências e membro da Academia Francesa), discursando sobre o funeral de Claude Bernard e a biografia descritiva do autor elaborada por Paul Bert. Por conseguinte, em seus capítulos, são elencados pesquisas sobre o progresso nas Ciências Fisiológicas; os problemas de fisiologia seral; a definição de vida, as velhas teorias e ciência moderna; o calor animal; a sensibilidade no reino animal e no reino vegetal; estudos fisiológicos sobre venenos e a cura em alguns países da América; estudos sobre a fisiologia do coração; da função cerebral; e, por fim, apresenta discurso de aceitação na Academia Francesa e discurso de abertura da reunião anual para o público das cinco academias que compõem o Institut de France. Raridade/Importância: No verso da capa selo da Livraria Imperial – Compra e vende livros novos e usados A. F. Lage – Rua S. José, 61 – Tel. 22-8631 – Rio de Janeiro. Na folha de guarda anotação de caneta-tinteiro: “R 7.000”. No verso da falsa folha de rosto há grifo de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Na folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “José Barbosa Rodrigues, S. Paulo, 28 de Maio de 1897”. Nas p. 45, 50, 51, 85, 113, 156, 157, 172, 173, 178, 222, 252, 257, 262, 277, 288, 290, 291 e 397 há grifos de lápis azul no texto. Nas p. 51, 69, 75, 79, 85, 89, 93, 95, 113, 123, 139, 151, 157, 173, 221, 253, 257, 289, 305, 313, 337, 359, 363, 383, 385, 387, 389 e 397 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 66, 86, 94, 124, 126, 156, 172, 174, 252, 258, 284, 290, 360, 364 e 382 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 66, 80, 94, 262 e 364 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 253 e 337 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. 113 e 263 há grifos de lápis vermelho no texto. Anotação de lápis azul nas margens da mancha do texto na p. 85: “88”. Meia encadernação marmorizada marrom com lombada em krepel preto com parte da lombada original conservada em couro preto com letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 918.1 L462l LECLERC, Max. Lettres du Brésil: la révolution – les débuts de la République – la vie de Rio-de-Janeiro – une excursion a l’intérieur – Saint-Paul et les paulistes – les moeurs et les institutions – questions économiques. Paris: E. Plon, Nourrit et Cie, 1890. iv, 268 p. ; 18 x 12 cm. Max Leclerc (1864 – 1932). Jornalista e correspondente francês com 25 anos de idade, veio ao Brasil para cobrir o novo regime brasileiro, chegando ao porto do Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1822, três semanas depois de proclamada a República. Descreve o brasileiro “como um povo de grande doçura banhada de melancolia; doce e triste” refletindo desta forma o traço dominante do caráter nacional daquela época. Foi crítico de Ruy Barbosa. Lettres du Brésil: la révolution – les débuts de la République – la vie de Rio-de-Janeiro – une excursion a l’intérieur – Saint-Paul et les paulistes – les moeurs et les institutions – questions économiques (Cartas do Brasil: a revolução – os primórdios da República – a vida do Rio de Janeiro – uma viagem ao interior – São Paulo e os paulistas – costumes e instituições – questões econômicas) – reúne cartas escritas pelo autor entre 1889 e 1890 e enviadas para o Journal des Débats, do início da República traçando um perfil sobre a sociedade e os costumes brasileiros neste novo regime políitico. Para o escritor e tradutor brasileiro, Sergio Milliet, que verteu para o português este livro, sendo também seu prefaciador, estas cartas em forma de artigos, são: “as primeiras reportagens sobre o Brasil numa acepção moderna, mas tinha também o mérito de permitir que fosse estabelecido um paralelo entre a opinião desses historiadores e sociólogos de nossa terra e os observadores alienígenas”. Raridade/Importância: Citado pela Fundação Biblioteca Nacional. Coleção Brasiliana. Faz parte dos Catálogos da Academia Brasileira de Letras e da Biblioteca de Rodolfo Garcia. Selo da Livraria e Papelaria Teixeira & Irmão. Na falsa folha de rosto assinaturas, do ex-dono de caneta-tinteiro: “Felix Generoso. S. Paulo, 21-10-90” e do ex-proprietário de caneta azul: “Djacir Menezes Rio, out. 968”. Na folha de rosto marca ornamentada do Editor. A numeração da p. 125 está com o número “5” borrado. A numeração da p. 226 está com o primeiro número “2” apagado. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada em papelão preto, letras e nervuras em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 192 H641e SAINT-HILAIRE, Jules Barthelemy. Étude sur François Bacon: suivie du rapport a l’Académie des sciences morales et politiques sur le concours ouvert pour le prix Bordin. Paris: Felix Alcan, 1890. vii, 201 p. ; 19 x 12 cm. Jules Barthélemy-Saint-Hilaire (Paris, 19 de agosto de 1805 – 24 de novembro de 1895). Filósofo, jornalista, estadista e provavelmente filho ilegítimo de Napoleão I da França. Entre 1825 e 1828, foi funcionário do Ministério das Finanças. Como jornalista foi bastante atuante, escrevendo no Le Globe, entre os anos de 1826 a 1830, contra Carlos X da França. Depois de assinar o protesto dos jornalistas na Revolução de 1830, ele escreve para vários periódicos. Passou a contribuir para a história da filosofia antiga, com a tradução de Aristóteles, que levou muitos anos de sua vida, mas lhe rendeu a vaga para lecionar a disciplina de filosofia antiga no Collège de France, em 1838; e um lugar na Academia de Ciências Morais e Políticas, em 1839. Depois da Revolução de 1848, foi eleito deputado republicano e assumiu vários cargos públicos contribuindo para o desenvolvimento da educação pública da França. Escreveu artigos sobre o Canal de Suez, no Egito fornecendo informações que ajudaram aos franceses entenderem e apoiarem este projeto. Em 1869, volta à vida pública como opositor do Segundo Império. Em 1871, apoia Thiers para Presidente da República e, em 1875, é empossado como senador vitalício. Étude sur François Bacon: suivie du rapport a l’Académie des sciences morales et politiques ... (Estudo sobre François Bacon: seguido de um relatório para a Academia de Ciências Morais e Política...) – traz um estudo sobre a vida e a obra de Francis Bacon, conhecido também como Bacon de Verulâmio, Barão de Verulam, Visconde de Saint Alban, que viveu entre 1561 a 1626, foi um político, filósofo e ensaísta inglês, respeitado como o fundador da ciência moderna; seguido pelo relatório da Academia de Ciências Morais e Políticas sobre o concurso a que ele se submeteu. Raridade/Importância: No verso da falsa folha de rosto marca do Impressor. As p. 13-16; 25-28; 49-52; 6164; 73-76; 85-88; 97-100; 109-112; 121-124; 133-136; 145-148; 169-172; 177-180; 181-184; 189-192; 193-196 intonso. Assinatura. Livro com capa restaurada em krepel preto e folha de guarda em papel vergé. Miolo com folhas manchadas, mas a obra está em Bom estado de conservação.


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OR/DM P869.3 Q3c QUEIRÓS, [José Maria] Eça de. Uma campanha Alegre: das farpas. Lisboa: Companhia Nacional Editora, 1890-1891. 2 v. ; 21 x 14 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 84. As Farpas de Eça de Queirós sob o título de Uma Campanha Alegre – reúnem em dois volumes, os artigos escritos mensalmente pelo autor onde ele criticava a literatura, a religião, a imprensa, o jornalismo, a política, a economia, a cultura e até a moral da sociedade e dos políticos lusitanos, em forma de sátira e com muita ironia estas publicações traçavam uma caricatura do contexto social e político daquele tempo da sociedade portuguesa. As Farpas foi uma tipologia inovadora de se fazer jornalismo, através da crítica social e cultural, tanto de Eça de Queirós como de Ramalho Ortigão que lançaram “flechas” cheias de sarcasmo e crítica mordaz em todas as direções sociais e políticas sobre uma burguesia que se alojara no poder depois da Regeneração de 1851. Raridade/Importância: No v. 1 – na numeração da p. 69, falta o número “6”; na numeração da p. 254, falta o número “5”; a fonte do número “2” está menor do que os outros números em todas as páginas; Assinatura. No v. 2 – a fonte do número “2” está menor do que os outros números em todas as páginas; na numeração da p. 227, falta o segundo número “2”; Assinatura. Encadernação original em tecido cinza com letras pretas e detalhe em vermelho e dourado nos dois volumes. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM P869.1 Q3r QUENTAL, Anthero de. Raios de extincta luz: poesias ineditas (1859-1863) com outras pela primeira vez colligidas. Publicadas e precedidas de um escorso biographico por Theophilo Braga. Lisboa: M. Goes Livreiro Editor, 1892. xlviii, 257 p. ; 17 x 12 cm. Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, Portugal, 18 de abril de 1842 – 11 de setembro de 1891). Filósofo, político, escritor e poeta português que se destacou no movimento da Geração de 70. Depois de completar seus estudos em sua cidade, aos 16 anos indo morar em Coimbra, estuda Direito, e revela sua inclinação socialista, fundando o Partido Socialista Português; com a pretensão de renovar Portugal através da literatura, cria em Coimbra a Sociedade do Raio. Em 1866, trabalha como tipógrafo em Lisboa. Nos dois primeiros meses de 1867, em Paris exerce a mesma profissão. De volta a Lisboa, em 1868, forma o Cenáculo, grupo de intelectuais, como Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Abílio de Guerra Junqueiro que se reuniam para tratar de assuntos variados, como artes, ciências, política e até da sociedade portuguesa. Trabalhou em dois periódicos, o jornal A República, em 1869 e, a revista O Pensamento Social, em 1872. Em 1879, vai residir no Porto. Em 1890 preside a Liga Patriótica do Norte contra a ameaça inglesa. Em 1891, volta a Lisboa e depois vai para Ponta Delgada onde se suicida em 11 de setembro de 1891. Raios de extincta luz: poesias ineditas (1859-1863) com outras pela primeira vez colligidas – obra póstuma que reúne poesias inéditas do autor, entre 1859 a 1863, de sua primeira fase artística, com tendências religiosa, romântica e espiritualista. Raridade/Importância: Marca do impressor na capa e na folha de rosto. Cabeção e letra Capital ornamentados no início dos textos e das poesias. Nas p. XXVI, XXVIII, XXX, XXXVIII e XL há grifos de lápis na margem esquerda do texto. Nas p. XXVII, XXIX, XXXIII, XXXVII e XXXIX há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. XXVII e XXXV há grifos de lápis no texto. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho com lombada em couro vinho, letras em dourado e nervuras, com capa da brochura original na cor verde. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 331.87 D963d DURKHEIM, Émile. De la division du travail social: étude sur l’organisation des sociétés supérieures. Paris: Felix Alcan, 1893. ix, 471 p. ; 22 x 14 cm. Émile Durkheim (Epinal, Vosges, França, 15 de abril de 1858 – Paris, 17 de novembro de 1917). Sociólogo francês, descendente de judeus. Cursou filosofia na Escola Normal Superior de Paris, e depois na Alemanha, tendo sido influenciado por autores como Herbert Spencer e August Comte na procura de explicar o legado científico nas pesquisas da área da humanidade. Foi professor de Ciências Sociais e Pedagogia na Universidade de Bordéus. Fundador da revista L’Année Sociologique, em 1897. Considerado um dos fundadores da moderna Sociologia Francesa, rival da Escola de Ciências Sociais de Le Play; e da teoria da coesão social. Forma com Karl Marx e Max Weber um dos alicerces das pesquisas sociológicas. Em 1902, lecionou Sociologia e Pedagogia na Universidade de Sorbonne. Influenciou um grande número de discípulos que forneceram contribuições notáveis à pesquisa sociológica. A teoria de Durkheim sobre os fatos sociais influiu decisivamente no desenvolvimento da Sociologia Científica do século. De la division du travail social: étude sur l’organisation des sociétés supérieures (A divisão do trabalho social: um estudo sobre a organização das grandes empresas) – analisa as funções sociais do trabalho na sociedade e procura mostrar como na modernidade tal divisão é a principal fonte de coesão ou solidariedade social, pois esta divisão do trabalho está fundamentada nas duas formas de consciência dos seres humanos, a consciência individual e a coletiva. Para o autor uma se desenvolve separadamente da outra, e o processo de evolução das sociedades é exatamente o predomínio da consciência coletiva sobre a consciência individual. Raridade/Importância: Na folha de rosto assinatura do ex-dono: “Hugo Antonio”. Meia encadernação em papel marmorizado verde e marrom com lombada em krepel preto. Obra em Bom estado de conservação, apesar de apresentar furos de broca em algumas folhas.


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OR/DM 170 C676j CONGORDAN, George. Joseph de Maistre. Paris: Librairie Hachette et Cie, 1894. 206 p. ; 18 x 12 cm. (Les Grands Écrivains Français). [François] George Cogordan (1849-1904). Foi subsecretário de Freycinet, ministro francês das Relações Exteriores. Em outubro de 1885, foi nomeado ministro da Legação francesa em Pequim, onde permaneceu até maio de 1886, quando foi transferido para a Coréia. Joseph de Maistre – estudo crítico acerca do escritor, filósofo, diplomata e advogado francês, Conde JosephMarie de Maistre (1753-1821), que foi uma das figuras mais influentes do pensamento contra-revolucionário no período seguinte à Revolução Francesa de 1789. Assim, Cogordan apresenta este escritor, desde a juventude até sua doutrina. Raridade/Importância: Na falsa folha de rosto carimbo do ex-dono “não identificado”. Frontispício de Le Comte Joseph de Maistre. Nas p. 11, 13, 15, 23, 103, 111, 117, 119 e 131 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 16, 22, 30, 32, 38, 96 e 118 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada verde e branca com lombada em couro verde com letras douradas. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 516.3 C741g COMTE, D’Auguste. Géométrie analytique. Nouvelle édition précédée de la géométrie de Descartes. Paris: Louis Bahl; Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cie, 1894. 111 p. ; 22 x 14 cm. Encadernado com: COMTE, Auguste. Traité élémentaire de géométrie analytique a deux et a trois dimensions, contenant toutes les théories générales de géométrie accessibles a l’analyse ordinaire. Paris: Carilian-Goeury et Vcr Dalmont, 1843. 598 p. il. ; 22 x 14 cm. MENDES, R. Teixeira. La géométrie analytique d’Auguste Comte – notice sur la place de ce traité dans l’ensemble de la vie et de l’oeuvre du fondateur de la religion de l’humanité. Rio de Janeiro: F. Briguiet & C.ie, 1894. 45 p. il. ; 22 x 14 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 71. Raimundo Teixeira Mendes (Caxias, Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 1855 – Rio de Janeiro, 1927). Filósofo e matemático brasileiro. Autor da bandeira nacional republicana. A importância de Teixeira Mendes reside na sua vigorosa e contínua atuação política, filosófica, social e religiosa, baseada nos princípios propostos pelo filósofo francês Augusto Comte, isto é, no positivismo, em sua versão religiosa (a Religião da Humanidade). Na década de 1880, Teixeira Mendes e Miguel Lemos empreenderam uma atividade de propaganda do positivismo e de interpretação da realidade sócio-político-econômica brasileira à luz da doutrina comtiana, o que, em termos práticos, significou, naquele momento, na defesa da abolição da escravatura, da proclamação da república, na separação entre a Igreja e o Estado e na instituição geral de reformas que permitissem a “incorporação do proletariado à sociedade” (ou seja, a inclusão social, no jargão comtiano). Em 1889, após a Proclamação da República, no dia 19 de novembro, Teixeira Mendes apresentou ao governo provisório, por meio do ministro da agricultura, Demétrio Ribeiro, um projeto de bandeira nacional republicana. Esse projeto atualizou a bandeira imperial, mantendo o verde e o amarelo – indicando com isso a permanência da sociedade brasileira – e substituindo o brasão imperial pela esfera armilar com uma idealização do céu do dia 15 de novembro e o dístico “Ordem e Progresso”. Géométrie analytique (Geometria analítica) – é uma nova edição da geometria analítica de Comte, precedida pela geometria do filósofo e matemático Descartes. A obra dividida em três livros compreende os problemas que podem ser construídos sem o uso de círculos e linhas retas; a natureza das curvas; e a construção de problemas sólidos ou mais do que sólidos. Raridade/Importância: Na folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-proprietário: “Djacir Menezes Outubro – [1]933” e marca orçamentada do Editor. Nas p. 3 e 5 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 4 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto e no texto. Na p. 5 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto e no texto. Traité Élémentaire de Géométrie Analytique... (Tratado elementar de geometria analítica) – nas p. VI, VIII, 8, 18, 34, 36, 42, 46 e 48 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. VII, IX, 3, 5, 9, 13, 17, 35, 37, 43 e 49 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; nas p. VI, 8, 9, 36, 37 e 49 há grifos de lápis no texto; nas p. 3, 7 e 9 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto; nas p. 4 e 8 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto; anotações de lápis na margem do texto do


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ex-proprietário, na p. 9: “cit”; na p. 49: “y/x = a”, “y = ax”, “a = y-b/x”, “ax = y – b”, “ax + b = y”. Lâminas 1, 2 e 3 de A. Comte – Géométrie analytique no final da obra. No livro La géométrie analytique d’Auguste Comte –... (A geometria analítica de Auguste Comte –...) – Há grifos na margem direita da mancha do texto e anotação de caneta azul, na p. 9: “hic”; nas p. 10 e 14 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; na p. 14 há grifos de caneta azul no texto; entre as p. 27-28, lâmina: “Tableau définitif des conceptions humaines, d’près Auguste Comte”. Meia encadernação marmorizada preto e verde com lombada em couro verde com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM P869.1 J95p JUNQUEIRO, [Abílio Manuel] Guerra. Patria. 1896. 187, xxv p. ; 22 x 14 cm. Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, Portugal, 17 de setembro de 1850 – Lisboa, 7 de julho de 1923). Em 1873, forma-se em Direito pela Universidade de Coimbra, teve cargo elevado na administração pública como secretário de dois governos civis; como político, foi deputado pelo partido progressista mais de uma vez; jornalista, escritor e poeta panfletário, satírico, religioso e confidencial, considerado o maior representante da chamada “Escola Nova” e o mais popular do seu tempo. Estreia na literatura na revista A Folha, do poeta João Penha. Participa, na década de 1880, com outros representantes da literatura das reuniões dos Vencidos da Vida. Nos anos de 1911 a 1914, assume o cargo de ministro de Portugal na Suíça. Nos últimos anos de vida, recolhese em sua propriedade no Douro que acabam por influenciar sua visão de mundo e na literatura, pois começa a escrever sobre as coisas da terra, do simples. Pátria – obra de cunho ainda satírico, mas apresentando criação saudosista e panteísta que chocou a sociedade portuguesa da época, pois criticava a situação política de Portugal no final do século XIX. Mas, apesar de sua primeira edição ter mais de cem anos, a obra continua tão intensa como atualizada, tanto no plano político como no social, colocando o interesse individual acima do bem estar coletivo, e como a população menos favorecida aceita de cabeça baixa estas crescentes desigualdades sociais e econômicas. Já na época da monarquia a posição de Portugal era humilhante e maléfica, hoje não se apresenta diferente, pois não tem poder político forte e depende economicamente dos países mais ricos da União Europeia. Então a pergunta pela busca desta identidade perdida, continua: onde está o respeito pela Pátria e o orgulho de ser português que foram aclamados nos Lusíadas de Camões e nesta obra, por Guerra Junqueiro? Raridade/Importância: Na folha de rosto carimbo da Livraria Americana. Dedicatória impressa para a alma do amigo, Dr. José Falcão; e aos amigos, Basilio Telles e José Pereira de Sampaio. Na p. 19 há grifos de lápis azul na margem esquerda do texto. Meia encadernação em papel marmorizado azul e verde com lombada em couro azul, letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 575.0162 L315s LAPOUGE, G. Vacher de. Les sélections sociales: cours libre de science politique. Paris: Libraire Thorin & Fils, 1896. xii, 503 p. il. ; 23 x 15 cm. G. Vacher de Lapouge [Georges Vacher de Lapouge] (Neuville-de-Poitou, Viena, França, 12 de dezembro de 1854 – Poitiers, Viena, França, 20 de fevereiro de 1936). Juiz, bibliotecário, e antropólogo francês. Autor da teoria da eugenia e do racismo. Dedicou-se ao estudo da zoologia e da antropologia. Ateu, socialista e ativista anticlerical, em 1890, participa da fundação do Partido dos Trabalhadores franceses de Jules Guesde. Entre 1868 e 1872, convive com Herbert Spencer e Charles Darwin. Em 1879, torna-se Doutor em Direito. Foi magistrado em Niort e promotor em Le Blanc. Estudou história e filologia na École Pratique des Hautes Études. Lecionou línguas extrangeiras: acadiano, egípcio, hebraico, chinês e japonês na École Du Louvre e na School of Anthropology em Paris, de 1883-1886. Em 1886, trabalha como bibliotecário assistente na University of Montpellier, onde aprofunda seus estudos sobre a teoria da hereditariedade e sinais sociais, propondo a criação de uma nova ciência social que batiza de antropossociologia. Ateu, anticlerical e militante socialista. Nos anos de 1887 e 1888 apesar de ver seus trabalhos publicados no Jornal de Antropologia, não consegue lecionar a disciplina de antropologia. Defende o socialismo por seleção e arianista, baseado em preceitos darwinistas; defende também uma religião cívica e panteísta vital e solar. Ensinou antropologia na University of Montpellier, no entanto, foi expulso, em 1892, por causa de suas atividades socialistas. Foi um dos fundadores do Partido Operário Francês de Jules Guesde, posteriormente fundido à SFIO, em 1902. Em 1909, concorre para a disciplina de antropologia do Museu de Paris, mas não é aceito. Em 1918, é fundada em Nova York a Sociedade de Galton, que o elege membro correspondente na França, em 1920. Trabalhou como bibliotecário na University of Rennes até sua aposentadoria, em 1922. Les sélections sociales: cours libre de science politique (Curso gratuito em ciência política: as seleções sociais) – fala sobre sociologia, evolução, seleção natural e hereditariedade, os assuntos relacionados sobre os seus estudos da teoria da hereditariedade e sinais sociais. Raridade/Importância: Na folha de rosto, marca do Editor e carimbo da Livraria do Globo - orto Alegre. Nas p. 4, 7, 71-72, 110, 261, 265-266, 275, 318, 377, 382, 407, 461 e 485 há grifos de lápis vermelho no texto. Nas p. 8, 76, 212, 228, 230 e 232 há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 8-9, 71, 88, 92, 133, 187, 190, 210, 223, 265, 332-333, 340 e 370 há grifos de lápis azul no texto. Nas p. 71, 265 e 433 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 207, 223, 249, 275, 461 e 485 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. 242, 318 e 460 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 422 o número “4” está com a fonte menor. A p. 439 está como “438”. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho e preto com lombada em krepel preto. Regular estado de conservação, as primeiras folhas estão acidificadas.


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OR/DM 301.045 D963s DURKHEIM, Émile. Le suicide: étude de sociologie. Paris: Ancienne Librairie Germer Baillière et Cie, 1897. xij, 462 p. il. ; 22 x 14 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 91. Le suicide: étude de sociologie (O suicídio: um estudo de sociologia) – obra considerada um dos pilares no campo da sociologia, dividida em três livros, discorre em seus capítulos sobre um estudo de um caso de suicídio, sendo na época, uma publicação inusitada, que trouxe um exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita. Estudos contemporâneos, publicados anteriormente, sobre o suicídio focavam as características individuais. Enquanto que, Durkheim estudou as conexões entre os indivíduos e a sociedade. O autor acreditava que se pudesse demonstrar o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca, teria uma prova da utilidade da sociologia. Ele desenvolve, nesta obra, o conceito de anomia. Explora as diferentes taxas de suicídio entre protestantes e católicos, explicando que o forte controle social entre os católicos resulta em menores índices de suicídio. Diferencia três tipos de suicídio: o suicídio egoísta que é um estado onde os laços entre o indivíduo e os outros na sociedade são fracos; enquanto que o suicídio altruísta é quando outro indivíduo vê outra pessoa morrendo; já o suicídio anômico é aquele que apresenta um estado onde existe uma fraca regulação social entre as normas da sociedade e o indivíduo, mais frequentemente trazidas por mudanças dramáticas nas circunstâncias econômicas e/ou sociais. Este tipo de suicídio acontece quando as normas sociais e leis que governam a sociedade não correspondem com os objetivos de vida do indivíduo. Raridade/Importância: Nas p. IX, XJ, 3, 5, 7, 157, 375, 377, 383 e 447 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. x, 2, 4, 156, 374, 376, 382, 386, 390, 406 e 446 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 7, 377, 383, 406, 446-447 há grifos de lápis no texto. Na p. 33 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto e no texto. Na p. 33 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Na p. 34 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 33-35 há grifos de lápis vermelho no texto. Anotações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes, na margem do texto, nas p. 157 e 377: “hic”. Meia encadernação marmorizada vinho e preto com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 160 R339p REGNAUD, Paul. Précis de logique évolutionniste – l’entendement dans ses rapports avec le langage. Paris: Ancienne Librairie Germmer Baillière & Cie, Félix Alcan, 1897. iv, 215 p. ; 18 x 12 cm. Paul Regnaud [Paulo Regnault] (Mantoche, Haute-Saône, França, 19 de abril de 1838 – Sanary-sur-Mer, França, 18 de novembro de 1910). Linguista e indologista francês. Entrou na École Pratique des Hautes Études, em 1868, onde foi diplomado em 1873. Colaborou com o Independent Haute-Saône e, em 1876, na Democracia FrancheComte, onde foi editor durante dois anos. Em 1879, foi nomeado professor da Faculdade de Artes do Lyon, para ensinar gramática geral e sânscrito. Foi presidente de sânscrito na Universidade de Lyon, em 1887. Assessor e membro do Conselho Universitário. Em 1903, nomeado Cavaleiro da Legião de Honra. Conselheiro geral do município de Autrey, Haute-Saône. Membro da Sociedade Asiática. Précis de logique évolutionniste – l’entendement dans ses rapports avec le langage (Lógica evolutiva precisa – entendimento para lidar com a linguagem) – esta obra compreende a relação da lógica evolutiva com a linguagem. Em suas cinco partes são abordadas temáticas relacionadas ao raciocínio, suas condições e formas auxiliares e principais; as categorias lógicas; as causas e os efeitos; os erros lógicos; as anfibologias, que quer dizer ambiguidade e os erros verbais; traz o sofisma que são os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, porém são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Raridade/Importância: Na folha de guarda, selo de “Livraria Castilho, 114, R. S. José, 114, Rio de Janeiro”. Meia encadernação marmorizada diversas cores com lombada em couro marrom com letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 144 C745t CONDORCET [Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, Marquês de]. Tableau historique des progrès de l’esprit humain. Paris: G. Steinheil Editeur, 1900. pte. 1/2. viii, 462 p. ; 22 x 14 cm. Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, Marquês de Condorcet (Ribemont, Aisne, França, 17 de setembro de 1743 – Bourg-la-Reine, França, 28 de março de 1794). Conhecido como Nicolas de Condorcet. Filósofo, matemático e revolucionário francês. Em 1769, faz parte da Academia de Ciências. Em 1774, foi nomeado inspetor das Finanças. Em 1776, foi eleito secretário permanente da Academia de Ciências. Em 1782, é eleito para a Academia Francesa. Como secretário da Assembleia Legislativa, representou Paris na Revolução Francesa. Participou ativamente da reforma do sistema educacional, defendendo o ensino público gratuito e universal, mas sugerindo que a igreja se afaste desta função. Entre os anos de 1789 a 1793, funda e dirige vários periódicos de cunho político e social. Por ser partidário dos girondinos, com a subida ao poder dos jacobinos e por ter se manifestado contra a pena de morte de Louis XVI, é condenado à morte, em 1973. Por causa desta condenação vive escondido na casa de Madame Vernet, em Paris, durante cinco anos. Saindo do seu esconderijo no dia 25 de março de 1794, Condorcet é preso no dia 27 na localidade de Clamart. Tableau historique des progrès de l’esprit humain (Quadro histórico do progresso da mente humana) – principal obra do autor que levou vinte anos de estudo, desde a sua juventude na Academia Real de Ciências, para ser publicada pela primeira vez, em 1795, com o título de Esquisse d’un tableau historique des progressão de l’esprit humain (Esboço para um retrato histórico dos progressos da mente humana) foi aclamada por dois séculos. Seu pressuposto básico é o desenvolvimento continuado da raça humana em busca da perfeição. Ele divide em nove níveis o caminho que o homem deve percorrer para buscar a ciência, a equidade e a felicidade, respeitando o passado da humanidade para poder deduzir o futuro da espécie humana, através de três preceitos universais da história. Traz fragmentos do quadro em quatro épocas distintas. Raridade/Importância: Na falsa folha de rosto, anotações de lápis: “Rio, 18.xj.1926” e as iniciais: “I e C”. Nas p. 33, 55, 57 e 83 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 34 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 113 há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto e grifos de lápis vermelho no texto. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada em tecido verde, letras e detalhe floral em dourado. Obra em Regular estado de conservação. Folhas acidificadas e quebradiças.


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OR/DM 843 F815c FRANCE, Anatole. Clio. Illustrations de Mucha. Paris: Calman Levy, 1900. 188 p. il. ; 20 x 14 cm. Jacques Anatole François Thibault, conhecido como Anatole France (Paris, 16 de abril de 1844 – Saint-Cyr-sur-Loire, França, 12 de outubro de 1924). Poeta, jornalista e escritor francês que escrevia com ceticismo e ironia suas obras, respeitado por seus pares e por toda a sociedade. Defendeu Paris como guarda nacional, em Sena, na guerra Franco-Prussiana. Mas, por ser franzino no momento da batalha de Campigny foi desligado do serviço militar, em 1871. Quando começou o movimento da comuna de Paris, ele parte da cidade. Em 1876, trabalhou no Senado como bibliotecário, e em janeiro de 1896 entra para a Academia Francesa. Foi um dos fundadores da liga dos Direitos Humanos. No escândalo político conhecido como o caso Dreyfus, fica do lado dos seus defensores, devolvendo sua Legião de Honra, quando a de Emile Zola foi removida. A partir de então começa a escrever com ênfase na política, deixando de ser liberal para se tornar socialista, e por fim, comunista. Em 1921, recebe o Nobel de Literatura pela grandeza de sua obra. Clio – são esboços históricos que enfatizam a fragilidade humana e a ambição, o primeiro fala do cantor que viveu em Kyme no Mediterrâneo Ocidental; o segundo narra as lutas travadas por Komm, o rei histórico da nação Belga dos Atrebates, em Gual escolhido por Júlio Cesar logo após o país ter sido conquistado por Roma; o terceiro mostra diálogos de Farinata degli Uberti, nobre gibelino, que viveu em Florença, no começo do século XIII, com Frei Ambrogio; e o quinto e último que fala da fragata Muiron que trouxe Napoleão de volta à frança depois da campanha do Egito. Recebeu este nome do coronel Jean-Baptiste Muiron, que morreu em combate ao se jogar sobre Napoleão para defendê-lo, na Batalha de Ponte de Arcola. Raridade/Importância: Na falsa folha de rosto assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “Leoni Baretá, Manáos, 1909”. Na folha de rosto assinaturas de caneta-tinteiro do ex-dono: “Leoni Baretá, Manáos, 1909”, e de caneta vermelha do ex-proprietário, “Djacir Menezes, Rio, 1970”; e, marca ilustrada do Editor. Ilustração de Mucha. Dedicatória impressa a Emile Zola. Na p. 3 litogravura colorida de Mucha, no começo do texto. Nas p. 23, 35, 41, 53, 79, 109, 123, 137, 149, 155 e 183 litogravura colorida de Mucha inerente ao texto. Na p. 41, a numeração foi escrita de caneta azul dentro de um circulo. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada em krepel verde com letras e nervuras em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 152 R486i RIBOT, Th. Essai sur l’imagination créatrice. Paris: Felix Alcan, 1900. vii, 304 p. il. ; 22 x 14 cm. Théodule-Armand Ribot (Guingamp, França, 18 de dezembro de 1839 – 9 de dezembro de 1916). Psicólogo francês. Estudou no Liceu de San Brieuc. Em 1856, dá início a sua vida acadêmica. Em 1862, foi contratado pela École Normale Supérieure, em Paris. Em 1885, na Sorbonne ministra aulas sobre psicologia experimental. Em 1888, começa a dar aulas no Collège de France sobre o mesmo assunto. Em suas pesquisas sobre métodos experimentais observou uma gama de características que são herdadas no indivíduo, dando ênfase ao elemento psicológico da vida mental de cada pessoa, não levando em consideração o fator espiritual ou não material da mesma. Essai sur l’imagination créatrice (Ensaio sobre a imaginação criativa) – fala sobre a imaginação construtiva que naquela época ainda era pouco estudada na area da psicologia, fazendo uma explanação geral da imaginação e da invenção, onde a primeira deixa de ser uma estética, um luxo para se ter uma visão mais ampla e verdadeira de que a imaginação é a base de muitas das faculdades mentais como a produção de imagens, ideias, concepções e visões de um indivíduo. Mostra que os elementos constitutivos da imaginação construtiva é o fator intelectual que consiste em pensar por analogia, o fator emocional que é perto, sem os quais não é possível a criação, e o fator inconsciente que se chama inspiração. Para o autor, a imaginação é o equivalente intelectual da vontade da ordem de movimento. Raridade/Importância: Na folha de rosto, carimbo do ex-dono: “Julio Cesar da Fonseca Filho” e assinatura de caneta-tinteiro do ex-proprietário: “Djacir Menezes, Fort. – agosto, 932”. Nas p. VI, 9, 14, 16-17, 54, 56-57, 59, 63, 84, 100-101, 111, 113, 121, 140, 196, 201, 205, 211, 263, 268, 276, 284-286 há grifos de lápis no texto. Na p. 1 correção no texto de caneta-tinteiro, a palavra: “ubt” para “but”. Na p. 5, 7, 9, 17, 25, 55, 57, 59, 63, 83, 87, 89, 93, 101, 103, 105, 109, 111, 113, 115, 119, 125, 135, 137, 149, 193, 195, 201, 203, 205, 209, 211, 217, 219, 261, 263, 275, 283 e 285 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 6, 8, 16, 20, 22, 24, 54, 56, 60, 84, 86, 92, 94, 98, 100, 102, 110, 112, 122, 128, 140, 162, 196, 202, 210, 212, 226, 256, 262, 268, 276, 284 e 286 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Há anotações de lápis na margem da mancha do texto, na p. 50: “associação mediata”; na p. 56: “Flechsig”; na p. 81: “Classificação de Groos”; na p. 211: “hiperhipotese”; na p. 254: “Fourier”; na p. 274: “Ch. Lamb”. Na p. 123, correção no texto de lápis, falta a letra “a” na palavra “d’abord”. Na p. 166, 170, 172 e 190 há grifos de canetatinteiro na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 185 e 187 há grifos de caneta-tinteiro na margem direita da mancha do texto. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho e preto com lombada vinho, letras douradas emolduradas, detalhe floral dourado e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 271.53081 A994j AZEVEDO, J. Lúcio d’. Os jesuítas no Grão-Pará: suas missões e a colonização. Bosquejo historico com vários documentos inéditos. Lisboa: Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1901. 366 p. il. ; 25 x 17 cm. João Lúcio de Azevedo (Sintra, Portugal, 16 de abril de 1855 – 1933). Históriador português. Considerado um dos mais respeitados historiadores portugueses do começo do século XX. Em 1873, vindo morar em Belém do Pará, começou a trabalhar em uma livraria como balconista, mas depois que casou com a filha do proprietário se tornou dono do estabelecimento. Autodidata, aprendeu muitas línguas e escreveu seus primeiros livros. Morando uns tempos em Paris, volta para Portugal, onde vive seu momento de maior intensidade literária, suas obras ainda hoje são editadas em Portugal. Amigo íntimo dos historiadores brasileiros, Manuel de Oliveira Lima e Capistrano de Abreu. Os jesuítas no Grão-Pará: suas missões e a colonização – fala do descobrimento e ocupação da Amazônia, desde a vinda de Pinzon, em dezembro de 1499 até a chegada dos missionários jesuítas. Ressalta sua fundação baseada nas atividades das missões jesuítas, como a composição da lavoura das especiarias, que eram cultivadas às margens dos rios, sendo amparadas na economia de coleta florestal executadas pelo serviço braçal indígena. Mostra a importância da missão da Companhia de Jesus como responsável pelo povoamento da região, alcançando as terras do Maranhão, que sofreram influências e desenvolvimento pelas mãos dos missionários também. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca ilustrada do Editor e carimbo da Livraria e Papelaria Imperial de Fortaleza-Ce. Traz lâmina com o prospecto da cidade de Bellem do Gram Para. Na p. 7, cabeção e capital ilustrados no começo da introdução e carimbo do ex-proprietário, Djacir Menezes. Nas p. 8, 13, 42, 48-50, 54, 58, 60-61, 64-67, 69, 72, 76-77, 80, 87-89, 96, 98, 102, 104, 112, 116-117, 119, 130-131, 133-137, 140, 147-148, 151152 e 162 há grifos de lápis no texto. Na p. 9, carimbo do ex-proprietário, Djacir Menezes. Nas p. 10, 18, 38, 40, 42, 46, 48, 50, 54, 58, 60, 64, 66, 70, 72, 88, 90, 92, 94, 102, 104, 112, 114, 116, 118, 120, 126, 128, 130, 132, 134, 136, 138, 140, 148, 150, 152, 160 e 162 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 11, 13, 37, 39, 49, 61, 65, 67, 69, 71, 79, 91, 93, 95, 97, 107, 109, 111, 113, 117, 119, 129, 131, 133, 135, 137, 139, 147, 151, 157, 161 e 163 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 15, 35, 59, 83, 101, 123, 155, 189, 213, 227, 255, 281, 309 e 323 cabeção e capital ilustrados no começo de cada capítulo. Observações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 57: “sermão político”; na p. 62: “1655”; na p. 63: “1635”; na p. 64: “domínio dos jesuitas”; na p. 65: “Bando”; na p. 66: “Cit., 770 escravos indigenas”; nas p. 67, 69, 77 e 98: “Cit.!”; na p. 73: “Vieira na Ibiapaba”; na p. 86 “Sermão da Epifania”; na p. 91: “Sebastianismo jesuita”; na p. 102: “Betendorff”; na p. 112: “Bispo Atrabiliario”; na p. 117: “O Estan...”; na p. 118: “Beckmann”; na p. 129: “Como aqui no Nordeste; Cit. por G. Freire. Casa Grande e Senzala”; na p. 131: “80 moradores, 1665 (?); 700 moradores nas 6 capitanias(?)”; na p. 132: “1685”; na p. 133: “Miseria”; na p. 134: “Feudos; Moeda”; e, na p. 135: “Filhos da folha”. Grifos e anotações de lápis vermelho do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 282: “Cit”. Na p. 323, cabeção no começo do texto. Lâmina com o mapa das missões da Companhia de Jesus no Grão Pará e no Maranhão. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em krepel preto. Apesar de algumas folhas estarem manchadas, obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 146.4 C741a COMTE, Auguste. Appel aux conservateurs. Deuxième édition. Paris: Chez L’Auteur, 1855 [1901]. xxxi, 136 p. ; 22 x 14 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 65. Appel aux conservateurs (Apelo aos conservadores) – aborda estadistas ocidentais e compreende a parte do “Catecismo Positivista” contra as mulheres e proletários. Os dois se complementam na visão do fundador da filosofia positivista, ou seja, uma vez que o “Call” (1855) aborda os governantes e os “Catecismo” (1852) para os governados. Raridade/Importância: Na folha de rosto assinatura de caneta azul do ex-proprietário: “Djacir Menezes, Rio, 1955” e carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes. Nas p. V, VII e XIII há grifos de caneta vermelha na margem direita da mancha do texto; nas p. VI e XII há grifos de caneta vermelha na margem esquerda da mancha do texto; nas p. VII e XIII há grifos de caneta vermelha no texto; nas p. VI, XIV, XXVIII, 2, 6, 8, 10, 14, 36, 42, 48, 52, 54, 56, 60, 78, 80, 84, 92, 98, 100, 128, 130 e 132 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto; nas p. VII, IX, XI, XIII, XXIX, 3, 7, 11, 33, 35, 49, 53, 55, 61, 71, 91, 93, 99, 101, 103, 127 e 129 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto; nas p. VII, IX, 2, 3, 7, 11, 33, 53, 93, 100, 103, 127, 129 e 130 há grifos de lápis no texto; anotações de lápis na margem do texto, nas p. 3, 5, 10, 35, 78, 93 e 127: “hic”; na p. 101: “cit”; nas p. 1, 3, 5, 7, 13, 15, 33, 103 e 127 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto; nas p. 6, 8, 12, 14, 32, 48, 84, 102 e 130 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto; nas p. 5, 12, 13, 32, 101, 102 e 103 há grifos de caneta azul no texto; anotações de caneta azul na margem do texto, nas p. 12, 13 e 102: “hic”; na p. 33: “cit”. Corandel nas p. 1, 5, 9, 24, 31, 40, 44, 47, 55, 69, 81, 95, 108, 115 e 124. Entre as p. 40-41, lâminas da “Classification Positive”; entre as p. 114-115 do ”Calendrier Positiviste pour une Année Quelconque”. Vinheta no final de cada parte. Segunda edição de dezembro de 1901, comemorativa dos cento e treze anos da Grande Crise da França, ocorrida desde 1789. Meia encadernação marmorizada vermelho e marfim com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 370.1 F766c FOUILLEE, Alfred. La conception morale et civique de l’enseignement. Paris: De La Revue Bleue, 1902. viii, 156 p. ; 21 x 14 cm. Alfred Jules Émile Fouillée (La Pouëze, Maine-et-Loire, França, 18 de outubro de 1838 – Lyon, França, 16 de janeiro de 1912). Filósofo francês. Em 1864, lecionou filosofia nos Liceus de Douai, Montpellier e Bordeaux. Em 1867 e 1868, foi agraciado pela Academia de Ciências Morais em virtude de seus estudos sobre Platão e Sócrates, que também lhe renderam o título de Doutor em Filosofia. Em 1872, foi mestre em filosofia na École Normale. Por motivo de saúde deixa de lecionar, mas continua com seu pensamento filosófico dentro de um ecletismo especulativo, onde tenta juntar o idealismo metafísico com a probabilidade naturalista e mecânica da ciência. La conception morale et civique de l’enseignement (A concepção moral e cívica da educação) – em seus capítulos mostra a importancia do ensino da moral e civica na educação. Fala da estrutura e da utilidade da educação moral. Comenta sobre as ciências humanas e a filosofia responsáveis pelo ensino da moral. Ressalta que existe a falsa igualdade de sanções e sua verdadeira especialidade. Mostra o abandono da prática de ensino real em preparação para as carreiras na indústria. Enfatiza a educação moral e cívica na escola. Fala sobre a Medicina e a Educação Moral. Comenta sobre os estudos científicos nas grandes escolas científicas. Fala da educação moral e civica dos futuros professores. Conclui dizendo quais as soluções para superar a decadência e a anarquia encontradas nos estudos da época – ensinar moral e civica para os alunos. Raridade/Importância: Na capa da brochura marca do Editor. Nas p. VI, VII, 1, 3-7, 9, 17-18, 20, 22, 25, 28, 37, 60-61, 100, 107 e 129 há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Nas p. VII, 5, 7 e 128 há grifos de lápis no texto. Na p. 128 há correção de lápis: “Gebhrat” para “Gebhart” na margem da mancha do texto. Nas p. 137, 139-140, 148-150 e 155 há grifos de caneta azul na margem da mancha do texto. Anotações de caneta azulna margem da mancha do texto, na p. 140: “Bolsas”. Na última folha de guarda, anotações de lápis “humanites scientifiques, 107”. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho e verde, com capa e contracapa original da brochura, com letras em azul, com lombada em papelão vermelho, letras, nervuras e detalhes florais em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 531 F893s FREYCINET, C. de. Sur les principes de la mécanique rationnelle. Paris: Gauthier-Villars, 1902. viii, 167 p. ; 22 x 14 cm. Charles Louis de Freycinet Saulces (Foix, Ariège, França, 14 de novembro de 1828 – Paris, 14 de maio de 1923). Político e engenheiro francês. Estudou na École Polytechnique. Assumiu como engenheiro vários cargos públicos de renome. Entre 1862 a 1868, comandou uma missão de estudos para a Inglaterra, Bélgica e Prússia para aprender sobre prevenção de riscos industriais e como melhorar a segurança dos trabalhadores. Entre 1876 e 1920, foi senador do Sena. Contribuiu na duplicação das linhas ferroviárias como também para a modernização de hidrovias, estipulando um padrão para o tamanho das eclusas. Em 1878, então ministro das Obras Públicas, apresenta projeto de lei sobre a reforma do pavilhão central das Tulherias, para se transformar em Museu de Arte Moderna. Responsável pelas maiores mudanças militares ocorridas na última década do século XIX na França, dentre elas, a criação do Estado-Maior Geral. Em 1882, entra para a Academia de Ciências e, em 1890, torna-se membro da Academia Francesa. Sur les principes de la mécanique rationnelle (Sobre os princípios da mecânica racional) – traz os conceitos de mecânica, as leis gerais do movimento e o problema da dinâmica. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca do Editor e assinatura de caneta azul do ex-proprietário, Djacir Menezes, Rio, 1952. Na p. 17, 27, 29, 37, 41, 57, 63, 69, 95 e 97 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 17 há grifos de lápis no texto. Nas p. 24, 30, 36, 40, 42, 44, 66, 70, 92, 110 e 112 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Anotações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 24: “def.”; nas p. 37 e 40: “hic”; na p. 59: “m.v”; na p. 60: “f = md2y/dt2”; na p. 62: “m.v2/2”; na p.65: “T=m.v2/2”; na p. 68: “m.v, m.v2”. Meia encadernação em papel marmorizado verde com lombada em papelão verde, letras e detalhes florais em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 340.1 K79e KOHLER, J. Einführung in die rechtswissenschaft. Leipzig: A. Deichert’sche, 1902. 208 p. ; 22 x 15 cm. Josef Kohler (Offenburg, Alemanha, 9 de março de 1849 – Charlottenburg, Alemanha, 3 de agosto de 1919). Autor, poeta e jurista alemão. Estudou nas Universidades de Heidelberg e Freiburg. Em 1873, tornou-se doutor em Direito. Em 1874, empossado juiz em Mannheim. Passou a lecionar em Würzburg, em 1878, em Berlim, em 1888. Ele estudou, trabalhou e ensinou em quase todas as áreas do direito, dentre elas: filosofia jurídica, história jurídica, processo civil, direito civil, direito comercial, direito penal e direito comparado, além de ter escrito sobre propriedade intelectual. De renome internacional, em 1886 recusou convite para lecionar em Tóquio. Em 1904, foi agraciado pela Universidade de Chicago com o titulo de doutor honorário, sendo parabenizado pelo Kaiser alemão Wilhelm II. Contribuiu com seus artigos para o crescimento da história comparada do Direito em revistas e no Jornal de Direito Comparado. Einführung in die rechtswissenschaft (Introdução ao Direito) – traz conceitos do Direito. Discorre sobre direito privado, que é o conjunto de todos os preceitos jurídicos de natureza privada, responsável pela disciplina na relação entre os particulares. Ressalta no direito público a parte do direito administrativo geral; do direito eclesiástico; da administração da justiça; e do direito internacional. Raridade/Importância: No verso da capa, Ex-Libris do Conselheiro Candido L. M. de Oliveira e Selo da Livraria Editora Conselheiro Candido de Oliveira S.A. Na p. 14 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto e no texto. Na p. 45 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Assinatura. Propaganda de livros publicados pela Editora A. Deichert’sche em Leipzig. Encadernação inteira original em tecido laranja, com detalhes vinho e letras douradas na capa e na lombada. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 340.2 L872v LORIA, Achille. Verzo la giustizia sociale (idee, battaglie ed apostoli). Milano: Societa Editrice Libraria, 1904. 572 p. il. (Studi Economico=sociali Conteporanei = 2) ; 24 x 17 cm. Achille Loria (Mântua, Itália, 2 de março de 1857 – Turim, Itália, 6 de novembro de 1943). Sociólogo positivista, historiador, economista político italiano. Estudou nas universidades de Bolonha, Pavia, Roma, Berlim e Londres. Lecionou economia política na Universidade de Siena, em 1881, e na Universidade de Pádua, em 1891, onde divulgava a cultura econômica entre as massas. Político de linha socialista fez parte do Parlamento italiano, era a favor das reformas sociais, que para ele estavam atreladas aos problemas econômicos. Suas opiniões foram explanadas no Brasil, por Sílvio Romero, Hermes Lima, Pontes de Miranda, e Florentino Menezes. Verzo la giustizia sociale (idee, battaglie ed apostoli) (A justiça social: ideias, batalhas e apóstolos) – compreende ensaios críticos sobre economia politica; ensaios economicos; e ensaios sociológicos na visão do autor que apresenta suas ideias, suas lutas e mostra alguns estudiosos que falam sobre estes assuntos dentro do contexto da justiça social. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca do Editor e assinatura de ex-dono: Edg. C. Rebello. Parágrafo na folha da Dedicatória. Nas p. 2, 28, 76, 80, 82, 98, 106, 120, 124, 150, 170, 214 e 430 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 3, 29, 77, 79, 87, 99, 125 e 213 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 9, 27-29 e 80 há grifos de lápis no texto. Anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 27: “Marx”. Há anotações de lápis na margem da mancha do texto na p. 28: “hic”. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em couro e letras dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 146.4 D886p DUMAS, Georges. Psychologie de deux messies positivistes Saint Simon et Auguste Comte. Paris: Felix Alcan, 1905. 314 p. ; 22 x 14 cm. Georges-Alphonse Dumas (Lédignan, Gard, França, 6 de março de 1866 – Lédignan, França, 12 de fevereiro de 1946). Médico e psicólogo francês, viveu num período conturbado por duas grandes guerras, influenciado por Ribot, a quem dedicou toda a sua obra, atuava na área das emoções. Suas palestras no Hospital Sainte-Anne eram ouvidas por muitos estudantes, que depois se tornaram célebres, dentre eles: George Poyer, Claude Lévi-Strauss, Jacques Lacan, Raymond Aron, Jean-Paul Sartre e Georges Canguilhem. Participou de missões e criou institutos de pesquisa na América Latina para divulgar o pensamento francês sobre a ciência médica e psicológica. Psychologie de deux messies positivistes: Auguste Comte et SaintSimon (Psicologia de dois grandes positivistas: Augusto Comte e SaintSimon) – fala sobre Claude-Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon (1760-1825), filósofo e economista francês, criador do socialismo moderno e teórico do socialismo utópico. Traz as cartas de um habitante de Genebra a seus contemporâneos, obra escrita em 1802, onde ele sugere que os padres sejam substituidos pelos cientistas para administrar este novo periodo, mas recorre ao Cristianismo para se proteger da brutalidade da guerra napoleônica, e nestes pressupostos cristãos formar o alicerce para uma sociedade socialista. Ele anteviu a industrialização da Europa. Comenta sobre a memória da ciência do homem e do trabalho sobre gravitação. Apresenta suas teorias: industrial; moral e religiosa e a ideia sobre uma missão da filosofia do século XIX. Auguste Comte (1798-1857), conhecido como o fundador da sociologia, entre 1817 a 1823, discípulo de Saint Simon, se afastou do chefe ao divergir de suas ideias sobre as relações entre a ciência e a reorganização da sociedade. Nesta obra, o autor apresenta o Testamento de Comte, um pouco de sua vida, ressaltando o colapso nervoso que teve em 1826, motivado por problemas no casamento, e as crises que Comte atravessou nos anos de 1838 e 1845; a sua influência no sistema positivista; a ideia de uma missão e o espírito do sistema positivista; fala sobre amor e misticismo; o espírito católico e o espírito da unidade. Comenta as relações pessoais dos dois filósofos; fazendo um relatório deles, e por fim conclui que Comte é um gênio de espírito original, e grande inventor do sistema positivista, que pode ser comparado a Descartes ou Platão; Saint-Simon, mestre de Comte, e pai do socialismo, apesar de ter sido criticado e abandonado por seu ajudante, tem suas ideias respeitadas pelo mesmo. Sendo, portanto, que os dois filósofos deixaram importante legado para as gerações futuras. Raridade/Importância: Na folha de rosto, assinatura de caneta azul, do ex-proprietário: Djacir Menezes, Rio, 1950 e de lápis, a tradução da palavra: messias do título “messias, salvador”. Anotações de lápis na margem da mancha do texto, do ex-proprietário, Djacir Menezes, na p. 2: “r” corrigindo a palavra: “deformateurs” para “reformateurs”; na p. 31: “e a geometria analytica”; na p. 173: “essa lógica subjetiva (síntese comteana) amplificase numa dimensão cosmo videncial; * a lógica intima do pensar cientifico - enciclopedico.”; nas p. 163, 169, 172, 173-174, 177, 206, 213-214, 237, 253, 264 e 278: “hic.”; na p. 263: “*nascimento de Marx”; na p. 301: “não”. Nas p. 5, 7, 11, 15, 23, 27, 31, 33, 125, 127, 131, 133, 135, 157, 161, 163, 165, 167, 169, 171, 173, 175, 179, 181, 189, 195, 199, 203, 207, 209, 211, 213, 215, 219, 221, 223, 225, 227, 229, 233, 235, 237, 243, 247, 253, 263, 265, 267, 269, 271, 273, 275, 277, 281, 283, 285, 287, 291, 293, 299, 301, 307, 311 e 313 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 6, 22, 124, 126, 134, 150, 152, 154, 156, 160,


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162, 164, 166, 168, 170, 172, 174, 176, 178, 182, 186, 190, 206, 208, 212, 214, 216, 218, 220, 222, 224, 232, 236, 238, 244, 254, 258, 260, 264, 266, 268, 270, 274, 276, 278, 280, 282, 284, 286, 290, 298, 302 e 314 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 6, 27, 31, 163, 169, 171, 173, 199, 215, 218, 237, 271 e 313 há grifos de lápis no texto. Anotações de caneta azul na margem da mancha do texto, na p. 163: “Cit.”; na p. 174: “hic.”. Nas p. 167, 175, 177 e 223 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 218 e 222 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. No verso da folha do índice e na última folha de guarda há anotações de lápis do ex-proprietário, Djacir Menezes. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em couro, letras e nervuras em dourado. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 946.9 B898p BRUNO (José Pereira de Sampaio). Portugal e a Guerra das Nações. Porto: Livraria Chardron, 1906. vii, 508 p. ; 18 x 12 cm. José Pereira de Sampaio [Bruno] (Porto, Portugal, 30 de novembro de 1857 – 6 de novembro de 1915), de pseudônimo Bruno (do nome de Giordano Bruno) e Sampaio Bruno para a posteridade. Escritor, ensaísta e filósofo portuense. Respeitado como um dos grandes pensadores portugueses da sua época sua filosofia se baseava nas ideias liberais e no racionalismo deísta. Participou do Diretório do Partido Republicano Português (PRP). Constituiu vários jornais portuenses, como o diário A Discussão. Em 1890, fez parte da elaboração dos estatutos da Liga Patriótica do Norte na sequência do ultimato da Inglaterra. Redigiu o manifesto da Revolta Republicana de 31 de janeiro de 1891, que não vingando, o obrigou a exilar-se em Paris, onde conviveu e recebeu informações de intelectuais, poetas, socialistas e inventores. Depressivo por causa do exílio na frança começa a estudar o misticismo e o esoterismo encontrados em livros gnósticos de conceitos judaicos, na cabala e nas ideias da maçonaria. Em 1893, retorna a Portugal. Em 1909, é empossado diretor da Biblioteca Pública Municipal do Porto, ficando no cargo até o ano de sua morte, em 1915. Portugal e a Guerra das Nações – coleção de textos publicados anteriormente em jornais, como a Voz Pública, do qual era redator-chefe. O autor fala sobre diversos assuntos que envolvem Portugal, França, e Inglaterra e a posição deles em relação às colônias ou terras adquiridas pelas três nações desbravadoras, as disputas militares, civis e comerciais e a posição de cada uma perante a sociedade local e a opinião dos monarcas que governam estes três países. Raridade/Importância: Na capa, impressa em baixo relevo marca do Editor. Na folha de rosto marca do Editor. Encadernação inteira original em tecido na cor vinho com letras impressas em baixo relevo, douradas na capa e na lombada. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 923.4 C758c CONSTANT, [Henri] Benjamin. Le cahier rouge. Publié par L. Constant de Rebecque. Paris: Calman-Levy, 1907. ii, 129 p. ; 18 x 13 cm. Henri-Benjamin Constant de Rebeque (Lausana, Suiça, 25 de outubro de 1767 – Paris, 8 de dezembro de 1830). Pensador, escritor e político francês. Estudou nas Universidades de Erlangen, Baviera, e de Edimburgo, Escócia. Morou na França, Suíça, Alemanha e na GrãBretanha. Formou com Madame de Staël um dos mais formidáveis pares intelectivo da sua época. Como deputado participou da Assembleia Nacional Francesa, sendo um magnífico orador e líder da oposição de esquerdo-liberal. Em seu pensamento político filosófico a sociedade tinha que ter a liberdade como alicerce, dando ao indivíduo um estado de felicidade só alterado pela presença da arbitrariedade. Le cahier rouge (O caderno vermelho) – romance escrito ainda em vida do autor no ano de 1807, com dados autobiográficos, fala de um herói frívolo, mais limitado por um pai arrogante e autoritário. Publicado postumamente, em 1907. Raridade/Importância: Selo da Casa Genoud, Livraria, Papelaria, Typographia no verso da Capa. Frontispício do autor com seis anos de idade. Meia encadernação marmorizada marrom, preto e bege com lombada em couro marrom, com sinais de desgastes na capa. Exemplar em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 501 L472i LE DANTEC, Félix. Les influence ancestrales. Paris: Ernest Flammarion, 1907. 305 p. ; 18 x 12 cm. (Bibliothèque de Philosophie sciencifique). Félix Le Dantec [Félix-Alexandre Le Dantec] (Plougastel-Douallas, Finistère, França, 16 de janeiro de 1869 – Paris, 6 de junho de 1917). Biólogo e filósofo francês. De 1875 a 1883, a família muda-se para Lannion, onde Le Dantec fez seus estudos no Lycée de Brest. Bacharel em matemática especial, em 1884, volta ao Lycée Janson de Sailly, em Paris. Entra para a École Polytechnique e para a École Normale Supérieure, bacharelando-se em ciências, antes de participar das aulas de A. Giard, de 1885 a 1888. Foi auxiliar-adjunto no laboratório de Louis Pasteur, da École Normale Supérieure, depois assistente no laboratório de Química de Fisiologia na École Pratique des Hautes Études, dirigido por E. Duclaux, entre 1888 e 1889. Em 1890, cursa microbiologia como ouvinte no Institut Pasteur. Doutor em Ciências Naturais, Pasteur apoiou sua tese de doutorado: Recherches sur la digestion intracellulaire chez les protozoaires, em 1891. Entre 1891 e 1892, Louis Pasteur envia Le Dantec para fundar e dirigir um laboratório para estudos bacteriológicos, em São Paulo, Brasil. Em 1893, foi professor de zoologia na Faculté des Sciences de Lyon, em Paris. Nos anos de 1900, 1901 e 1905 apresenta sintomas de tuberculose, se internando no sanatório de Hauteville. De 1902 a 1917, como professor na Sorbonne, cria o curso de embriologia geral. Em 1909, torna-se cavaleiro da Légion d’Honneur [Legião de Honra]. Contudo, em 1916, a tuberculose se manifesta novamente. E, em 1917, falece, em Paris. Les influence ancestrales (As influências ancestrais) – é uma obra que aborda experiências ancestrais dentro de uma perspectiva evolucionista da vida. Publicação divida em duas partes. A primeira parte aborda a linha e a mudança, com as diferentes perspectivas no estudo da vida, o ponto de vista químico, o mecanismo de exibição, a reprodução sexual, os caracteres psíquicos e, as consequências individuais e sociais da continuidade de linhas, com a canalização do acaso. Na segunda parte, descreve o desenvolvimento ancestral e a origem da lógica, com destaque para o individual e a experiência, o instinto de auto-preservação, as relações do animal com a atmosfera, o medo, as entidades metafísicas antropoides e morte; perpassa pelo altruísmo do desenvolvimento ancestral e a origem da moralidade, com ênfase no altruísmo reprodutivo, os caracteres adquiridos e a gênesis, a verdade humana e a evolução da linguagem articulada; percorre também pela distribuição das peculiaridades individuais da geração sexual, com evidência para o sexo, a teoria das partículas representativas e a atração sexual. E, traz ainda apêndices, que discorrem sobre as formas de energia e a influência do ambiente marinho antigo. Raridade/Importância: No verso da folha de guarda marmorizada assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “ORocha, S. Paulo, 28-10. Na folha de rosto marca do Editor. As p. 169 e 270 não estão numeradas. Selo da “LIVRARIA KOSMOS EDITORA – Rio – SP – P. Alegre, Nº 4134 Cr$ 10,00” colado no final da folha de guarda marmorizada. Meia encadernação marmorizada em várias cores com lombada em couro vermelho, letras e ilustrações florais douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 109 S714m SORTAIS, Gaston. Manuel de philosophie: rédigé conformément au dernier programme de la classe de philosophie-lettres. Paris: P. Lethielleux, 1907. xxx, 984 p. ; 24 x 16 cm. Gaston Sortais (Loire-Atlantique, Pays-de-la-Loire, França, 4 de julho de 1852 – Dinan, Ille-et-Vilanie, França, 13 de junho de 1926). Filósofo jesuíta francês. Ex-professor de filosofia da École Saint-Ignace de Paris. Escreveu artigos para a Catholic Encyclopedia, em 1913. Manuel de philosophie: rédigé conformément au dernier programme de la classe de philosophie-lettres (Manuel de filosofia: redigido conforme o último programa de sala de aula de filosofia-letras) – reúne os escritos dos programas de aulas de filosofia dadas pelo autor na época que ele lecionava. A obra é um compêndio do Tratado de Filosofia de sua autoria, que é considerado, por alguns professores, muito compacto para atender a classe média, por isso ele escreveu este manual. Fala das ciências filosóficas, tratando da filosofia experimental com enfoque nas atividades sensível, intelectual e voluntária e na psicologia aplicada; das ciências psicológicas normativas compreendendo os aspectos da lógica, da moral e da estética; das ciências metafísicas discorrendo acerca da própria metafísica e seus desdobramentos; resume a história da filosofia, iniciando na antiguidade clássica, no século XVII até a moderna, no século XIX. Raridade/Importância: Na falsa folha de guarda carimbo vermelho da assinatura do ex-dono: “Julio Cesar da Fonseca Filho”. Na folha de rosto marca do Editor. Na p. 11 há grifos de caneta-tinteiro no texto. Na p. 295 há grifos e anotação não identificada na margem direita da mancha do texto. A p. 417 está numerada como p. 147. A p. 611 está numerada como p. 61. Meia encadernação marmorizada de várias cores com lombada em krepel azul. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 261 K21u KAUTSKY, [Johann] Karl. Der ursprung des christentums: eine historische untersuchung. Stuttgart: JHW Dietz Nachf, 1908. xvi, 508 p. ; 19 x 13 cm. Johann Karl Kautsky (Praga, República Checa, 16 de outubro 1854 – Amsterdam, Alemanha, 17 de outubro 1938). Filósofo, jornalista e político social democrático tcheco-alemão. Em 1874, na Universidade de Viena estudou história, filosofia e economia. Em 1875, entrou para o Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ). Em 1880, em Zurique fez parte de um grupo socialista alemão financiado por Karl Höchberg. Tornou-se Marxista, tendo visitado Marx e Engels na Inglaterra, em 1881. Depois da morte de Friedrich Engels, em 1895, Kautsky ficou conhecido como “o Papa do marxismo”, pois foi considerado um dos maiores defensores do marxismo ortodoxo até 1914, ano da I Grande Guerra. Mas, por não aceitar os abusos da Revolução Bolchevique, tornou-se seu crítico, chegando a contestar Lênin e Leon Trotsky sobre o caráter e a posição do Estado soviético. Der ursprung des christentums: eine historische untersuchung (A origem do cristianismo: uma pesquisa histórica) – fala sobre a pessoa de Jesus segundo as fontes pagãs e cristãs, ressaltando a concepção da imagem de Jesus. Mostra a sociedade do Império Romano, desde a economia escravista, sua forma de governo, e o que os romanos pensavam e sentiam nesta época. Mostra o Judaísmo desde Israel e após o exílio. Conta a história do cristianismo desde o seu começo, formado pela comunidade cristã primitiva, pela idéia cristã do Messias, até os cristãos judeus e os gentios. Comenta sobre a Paixão de Cristo, o Cristianismo e a Social Democracia. Raridade/Importância: Na folha de rosto, iniciais do ex-proprietário, Djacir Menezes, “DM” e carimbo da Biblioteca de Djacir Menezes. Na p. VII há grifos de caneta azul na margem da mancha do texto. Na p. 426 há anotações de lápis na margem da mancha do texto. Nas p. 426 e 430 há grifos e anotações de lápis na margem da mancha do texto. Nas p. 500, 501 e 504 há grifos de lápis vermelho na margem da mancha do texto. Encadernação inteira em tecido verde, com título da capa emoldurado e lombada em baixo relevo. Calhas na cor vermelha. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 340 P586d PICARD, Edmond. Le Droit Pur. Paris: Ernest Flammarion, 1908. 401 p. ; il. (Bibliotéque de Philosophie scientifique) ; 18 x 12 cm. Edmond Picard (Bruxelas, 15 de dezembro de 1836 – Dave, hoje Namur, Bélgica, 19 de Fevereiro de 1924). Dramaturgo, jornalista e jurista belga, conhecido como anti-semita, foi professor de direito, advogado do Tribunal de Recurso e do Tribunal de Cassação da Bélgica. Foi Presidente da Ordem dos Advogados da Bélgica. Como político, foi senador pelo Partido Trabalhista da Bélgica. Defensor das artes. Le Droit Pur (O Direito Puro) – traz noções gerais sobre o direito puro ou enciclopédia do direito. Mostra a característica do direito, o fenômeno jurídico e a anatomia do direito com seus elementos essenciais. Discorre sobre as classificações do direito e a dinâmica dos direitos particulares, e como funciona. Fala do funcionamento do direito no seu complexo orgânico; da dinâmica da juridicidade; da evolução do direito e da dinâmica da juridicidade no tempo. Fundamenta o direito. Pondera sobre a etiologia jurídica e o objeto do direito: a justiça. Comenta sobre a sociologia e a teleologia jurídicas. Mostra o estudo e o ensino do direito; a metodologia jurídica. Conta a história da enciclopédia do direito. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca do Editor e carimbo do ex-proprietário, Djacir Menezes. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado vermelho com lombada em couro vermelho, letras e detalhes florais dourados e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 306 L315r LAPOUGE, Vacher de. Race et milieu social: essais d’anthroposociologie. Paris: Libreirie des Sciences Politiques et Sociales, 1909. xxxi, 393 p. ; 24 x 16 cm. (Systèmes et Faits Sociaux). Ver dados biográficos do autor na p. 96. Race et milieu social: essais d’anthroposociologie (Raça e ambiente social: um teste antroposociológico) – obra que discorre sobre a raça e o ambiente social, numa abordagem da antropossociologia, pela qual compreende a nomenclatura zoológica em antropologia; a origem dos arianos; método crítico para o estudo de populações do passado; a evolução antropológica da população da França; a pesquisa antropológica sobre o problema do despovoamento; as leis fundamentais da antropossociologia; observações acerca da inferioridade natural dos pobres, entre outras menções baseadas nesta temática. Raridade/Importância: Na folha de rosto assinatura de caneta do exdono, “Joaquim Alves”, e do ex-proprietário, “Djacir Menezes, Rio, 931” e marca do Editor. Na p. VII assinatura de caneta do ex-dono, “Joaquim Alves”. Nas p. VII, XXIX, 47 e 311 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. 262 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. VIII, X, XII, XIV, XXIV, XXVI, XXVIII, XXX, 4, 6, 10, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 32, 34, 36, 38, 40, 42, 44, 46, 48, 50, 52, 54, 56, 58, 60, 62, 66, 68, 72, 78, 80, 82, 84, 86, 88, 90, 94, 98, 100, 102, 104, 106, 108, 112, 116, 118, 120, 122, 124, 126, 128, 132, 136, 140, 150, 152, 154, 156, 170, 172, 174, 176, 178, 180, 182, 186, 188, 198, 204, 206, 210, 212, 214, 216, 218, 220, 222, 224, 226, 228, 230, 232, 234, 236, 238, 240, 242, 244, 246, 248, 250, 252, 254, 256, 258, 260 e 264 há grifos de lápis lilás na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. IX, XI, XIII, XV, XXI, XXIII, XXV, XXVII, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, 23, 25, 27, 29, 39, 41, 43, 45, 47, 49, 51, 53, 55, 57, 59, 63, 69, 73, 77, 79, 81, 83, 85, 87, 89, 91, 93, 95, 97, 99, 101, 103, 105, 107, 111, 113, 115, 119, 191, 123, 125, 135, 137, 151, 153, 155, 169, 175, 177, 179, 183, 185, 187, 189, 195, 201, 205, 211, 213, 215, 217, 219, 221, 223, 225, 227, 229, 231, 233, 235, 237, 239, 245, 247, 249, 251, 253, 255, 259, 261, 263 e 265 há grifos de lápis lilás na margem direita da mancha do texto. Nas p. 3, 7, 9, 31, 47 e 229 há grifos de lápis vermelho na margem direita da mancha do texto. Nas p. 4, 6, 10 e 86 há grifos de lápis vermelho na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 4, 7, 10, 31 e 229 há grifos de lápis vermelho no texto. Anotação de lápis na margem da mancha do texto, na p. 262: “V. A. Torres – Fontes de vida no Brasil”. Meia encadernação marmorizada em várias cores com lombada em couro marrom, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 551.01 R345p REHMKE, Johannes. Philosophie als grundwissenschaft. Leipzig; Frankfurt: Verlag, 1910. v, 706 p. ; 24 x 17 cm. John Rehmke (Hainholz em Elmshorn, Alemanha, 1º de fevereiro de 1848 – Marburg, Alemanha, 23 de dezembro de 1930). Filósofo e professor alemão. Representante da imanentismo. Em 1867, foi estudar em Kiel e, um ano depois em Zurique, com quem teve estudos com o teólogo suíço Alois Emanuel Biedermann. Recebeu o título de doutor em 1875, em Zurique. Entre 1885 a 1921, foi professor de filosofia na Universität Greifswald e, por conseguinte, reitor, em 1898. Lecionou em Marburg, em 1921. Recebeu prémios e homenagens: Red Eagle, em 1905, Conselheiro Privado, em 1908, Coroa Prussiana, em 1911 e cidadão honorário da cidade de Greifswald, em 1923. Philosophie als grundwissenschaft (Filosofia como ciência básica) – traz em seu bojo uma análise da teoria do conhecimento filosófico. A primeira parte discorre sobre os aspectos do conhecimento e da ciência, das ciências (especialmente a ciência básica), do consciente reconhecível e o identificável, das coisas como unidade instantânea e mutável, dos indivíduos simples e compostos, do mundo material, do espaço, do tempo, do mundo e do humano, dos perecíveis e dos imperecíveis e, da unidade do homem no trabalho, porém não de uma única entidade. Na segunda parte, o autor faz críticas sobre a ciência básica e a epistemologia, às teorias psicológicas, à lógica e à psicológica-lógica do conhecimento e, sobre o conhecedor e a consciência. A terceira parte aborda a consciência como proprietários e a da auto-confiança, a coisa dada como posse da consciência, a essência individual, especificamente a coisa em suas propriedades. Conclui com a dependência e a independência dos seres individuais no mundo. Raridade/Importância: Na folha de rosto anotação de caneta-tinteiro: “469” e de lápis: “30”, “na”, “motivo chão” e “ciência”; marcar do Editor. Nas p. V, 271 e 285 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. V, 271 e 285 há grifos de lápis no texto. Na p. 274 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada marrom e marfim com lombada em couro vermelho tela com letras douradas. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 152.4 R482p RIBOT, Th. Problèmes de psichologie affective: la conscience affective: la mémoire affective, l’antipathie, sur la nature du plaisir, sur une forme d’illusion affective. Paris: Felix Alcan, 1910. 172 p. ; 18 x 12 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 103. Problèmes de psychologie affective:... (Problemas de psicologia emocional:...) – fala sobre a psicologia dos problemas emocionais. Ressalta a consciência e a memória emocional que fazem parte do comportamento humano e interferem nas relações sociais. Comenta que a antipatia é a hostilidade, o desprezo por algo ou alguém tendo vários graus de intensidade. Escreve, também, sobre a natureza do prazer e a ilusão emocional. Raridade/Importância: Na contra capa Selo da Livraria Universal de Carlos Echenique. Nas p. 1, 4-5, 8-18, 20-31, 33-41, 45, 53, 73-81, 129, 131-135, 138-139, 141 e 142 há grifos de lápis no texto. Nas p. 3-5, 7-18, 20-31, 33-38, 40-42, 74-76, 78-81, 127, 129, 131-136, 138-144 há grifos de lápis na margem da mancha do texto. Na última folha de guarda há anotações de lápis: “gruby 4,00”. Meia encadernação em papel marmorizado verde com vinho com lombada em krepel preto (restaurada). Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 469.5 V614p VIANA, A. R. Gonçalvez. Palestras filolójicas. Lisboa: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & Cia., 1910. 294 p. il. ; 19 x 12 cm. Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (Lisboa, 1840 – 1914). Filólogo, linguista e lexicógrafo português. Considerado um dos maiores foneticistas lusitanos. Em 1883, fez a primeira descrição de conjunto do sistema fonético do português. Em 1911, foi membro da comissão de Reforma Ortográfica ocorrido entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia de Ciências de Lisboa. Palestras filolójicas – reúne estudos do autor, publicados em vários periódicos, divididos em três partes: Vocabulário – apresenta o vocábulo sua definição e seus significados e alguma curiosidade sobre o mesmo; Gramática – analisa a quantidade prosódica das vogais em português, os advérbios de modo, as preposições, e os pronomes; Várias – traz textos de crítica literária e etnografia. Raridade/Importância: Na folha de guarda Selo da Livraria “Atréia” Editora Ltda, de São Paulo. Na p. 11 há grifos e anotações de lápis: “A + locale = alacale (?) = alagar (tirar do lugar) de lápis no texto. Meia encadernação em papel marmorizado marrom com lombada em couro marrom, letras douradas e nervuras. Bom estado de conservação.


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OR/DM 155.2 B697o LE BON, Gustave. Les opinions et les croyances: genèse – évolution. Paris: Ernest Flammarion, 1911. 340 p. (Bibliotèque de Philosophie Scientifique) ; 18 x 12 cm. Gustave Le Bon (Nogent-le-Rotrou, França, 7 de maio de 1841 – Paris, 13 de dezembro de 1931). Psicólogo social, sociólogo e físico amador francês. Contribuiu com vários escritos, nas quais expõe teorias de características nacionais, superioridade racial, comportamento de manada e psicologia de massas. Também contribuiu para debates continuados sobre a natureza da matéria e energia. As ideias de Le Bon exerceram influência sobre o escritor brasileiro Monteiro Lobato. Les opinions et les croyances: genèse – évolution (As opiniões e as crenças: gênese – evolução) – O autor apresenta de modo aprofundado sua opinião sobre as crenças, sejam elas: biológica, afetiva, coletiva, mística e racional. Analisa ainda, as opiniões e crenças, na perspectiva da sua génese, desenvolvimento, transformação e propagação. Discute também a morte das crenças. Raridade/Importância: No verso da folha de guarda e na falsa folha de rosto anotações em francês de canetatinteiro. Ex Libris de E. Bruneteau 1879-1940 na falsa folha de rosto. Na folha de rosto assinaturas de caneta azul, do ex-proprietário, “Djacir Menezes” e de lápis “Djacir Menezes Fort – 1926” e carimbo de “MAISON D’INSTITUTION DE L’ORATOIRE JESUS MARIA”. Na p. 33, carimbo de “MAISON D’INSTITUTION DE L’ORATOIRE JESUS MARIA”. Nas p. 96, 194, 198, 200, 204, 208 e 210 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 97, 99, 197, 199, 201, 203, 207 e 209 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. P. 194 e 203 numeradas com caneta-tinteiro. Anotações [ilegível a frase] de lápis em francês na margem superior da p. 207. Meia encadernação marmorizada vermelha com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Capa e contracapa originais. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 501 P751v POINCARÉ, H. La valeur de la science. Paris: Ernest Flammarion, 1911. 278 p. ; 18 x 11 cm. (Bibliothèque de Philosophie sciencifique). H. Poincaré [Jules Henri Poincaré] (Nancy, França, 29 de abril de 1854 – Paris, 17 de julho de 1912). Matemático, físico e filósofo da ciência francês. Em 1862, entrou no Liceu em Nancy, passando 11 anos, e durante este tempo foi um dos estudantes mais destacados. Ganhou o primeiro prêmio no concours général, uma competição que havia entre os pupilos mais destacados dos Liceus da França. Em 1871, graduou-se bacharel em Letras e Ciência. Ingressou, em 1873, na École Polythecnique, continuando seus estudos na École des Mines de Paris, sob a tutela de Charles Hermite, onde estudava Matemática e Engenharia de minas. Em 1879, recebeu o grau de Engenheiro e doutor em Matemática. Em 1881, foi professor de física matemática na Université de Sorbonne, em Paris, até o ano de sua morte. Em 1887, com 32 anos, foi eleito membro para a Académie Française des Sciences (Academia Francesa de Ciências), da qual se tornou presidente, em 1906. E, em 1909, foi eleito membro para a Academié Française. Ainda, em 1887, ganhou a competição matemática de Oscar II, rei da Suécia. Em 1889, foi premiado por seus trabalhos sobre o problema dos três corpos. Contribuiu em diferentes campos da física: mecânica celestial, mecânica dos fluidos, óptica, eletricidade, telégrafo, capilaridade, elasticidade, termodinâmica, teoria do potencial, mecânica quântica, teoria da relatividade e cosmologia. Trabalhou para a popularização da matemática e da física, contribuindo com escritos de vários trabalhos para público leigo. La valeur de la science (O valor da ciência) – discorre sobre a importância das ciências matemáticas e físicas, assim como o objetivo da ciência. Raridade/Importância: No verso da folha de guarda marmorizada assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono “Carlos A. Muniz”. Na folha de rosto marca do Editor. Nas p. 9, 15, 19, 21, 25, 33, 39, 43, 49, 65, 139, 141, 143, 145, 147, 149 e 153 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 12, 20, 22, 32, 44, 48, 60, 66, 142 e 144 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 149 há grifos de lápis no texto. Anotações de lápis nas margens da mancha do texto – nas p. 20 e 153: “cit”. Nas p. 150 e 166 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Na p. 153 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Meia encadernação marmorizada vermelho e marfim com lombada em krepel azul. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 843 G364c GEBHART, Émile. Contes et fantaisies. Paris: Bloud et Cie, 1912. 305 p. ; 18 x 12 cm. Émile Gebhart (Nancy, França, 19 de julho de 1839 – Paris, 21 de abril de 1908). Historiador, historiador de arte, crítico literário e escritor francês. Estudou no Lycée de Nancy, de 1845-1861, sendo posteriormente professor nesta instituição, de 1861-1866. Foi admitido na École Française d’Athènes, de 1861-1863. Em 1866, foi professor de literatura estrangeira na Université de Nancy e, também de literatura da Europa Meridional na Sorbonne, em 1880. Foi membro da Académie de Sciences Morales et Politiques (Academia de Ciências Morais e Políticas), em 1895 e da Académie Française (Academia Francesa), em 1904. Contes et fantaisies (Histórias e fantasias) – reúne escritos franceses, dentro de uma perspectiva histórica e literária. Raridade/Importância: Na falsa folha de rosto assinatura de canetatinteiro da ex-dona: “Ruth de Freitas Barbosa de Rezende – Rio, le 3 décembre 1918”. Na folha de rosto marca do Editor e anotação de caneta azul “1839-1908”. Anotações de caneta azul na margem superior da mancha do texto na p. 57: “1194-1250”; na p. 91: “1638-1715; na p. 110: “1810-1859”; na p. 111: “1820-1978”; na p. 115: “742-814, 1225-1274, 1020-1085”; na p. 120: “1792-1878, 1846-1878”; na p. 145: “715-672, 360-410, 428-477, 347-395”; na p. 147: “540-604, 64-17 an. je – após je, 742-814”; na p. 148: “42-37 an. j.– ap. j.”; na p. 149: “162-193 an”; na p. 150: “1313-1354, 1304-1374”; na p. 158: “1636-1711”; na p. 163: “60-140; na p. 169: “1451-1506”; na p. 172: “1808-1873”. Obra incompleta, faltando as p. 129-144. Meia encadernação marmorizada em várias cores com lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 152.324 H117g HACHET-SOUPLET, P. La genèse des instincts: étude expérimentale. Paris: Ernest Flammarion, 1912. 327 p. ; 18 x 12 cm. (Bibliothèque de Philosophie Scientifique). P. Hachet-Souplet [Pierre Hachet-Souplet]. Psicólogo frânces. Estudou o comportamento dos animais através das experiências que realizava. Foi diretor do Institut de Psychologie Zoologique da França. La genèse des instincts: étude expérimentale (A gênese dos instintos: estudo experimental) – apresenta uma abordagem voltada à investigação dos instintos, que são entendidos dentro de métodos antigos e novos em psicologia animal, do ponto de vista estático, de pesquisa analítica e experimental sobre os fatores de sua evolução. Estuda alguns instintos particulares, dentro de uma síntese experimental. Raridade/Importância: Na folha de rosto marca do Editor. Dedicatória impressa do autor a “E. Marey, de l’Académie des Sciences, premier président de l’Institut de Psychologie Zoologique”. Meia encadernação marmorizada diversas cores, lombada em couro vermelho, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 110 L472c LE DANTEC, Félix-Alexandre. Contre la métaphysique: questions de méthode. Paris: Libraire Felix Alcan, 1912. 255 p. il. ; 22 x 14 cm. Ver dados biográficos do autor na p. 114. Contre la métaphysique: questions de méthode (Contra a metafísica: questões de método) – reúne estudos sobre o método e ideal; artistas e metafísicos; cientificismo e o pragmatismo; raciocínio e experimentação; possibilidade de um fenômeno de estudo total; objetivos vitais; mendelismo iamarckismo e mutações. Traz resposta sobre a influência método. Aborda, ainda, sobre Biologia e Sociologia. Raridade/Importância: Na folha de guarda assinatura de caneta-tinteiro do ex-dono: “Antonio Leão Velloso. Rio 918” e selo da Livraria Castilho, Rio de Janeiro. Na folha de rosto, assinatura de caneta azul e carimbo do ex-proprietário, Djacir Menezes. Nas p. 29, 41, 61, 71,73, 83, 85, 183, 201, 205 e 243 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 42, 46, 50, 52, 58, 62, 74, 82, 88, 202, 204 e 206 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 82 e 203 há grifos de lápis no texto. Na numeração da p. 155, falta o segundo número “5”. Assinatura. Meia encadernação em papel marmorizado marrom e verde com lombada em couro marrom, letras douradas e nervuras. Obra em Bom estado de conservação apesar das folhas estarem escurecidas e acidificadas nas margens.


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OR/DM 341 D868t DUGUIT, Pierre Marie Nicolas Léon. Les transformations du droit public. Paris: Libraire Armand Colin, 1913. xix, 285 p. ; 18 x 12 cm. Pierre Marie Nicolas Léon Duguit (Libourne, França, 4 de fevereiro de 1859 – Bordéus, França, 18 de dezembro de 1928). Jurista francês especializado em direito público. Foi um dos mais revolucionários filósofos do direito de sua geração. Terminou Direito na Faculdade de Direito de Bordéus, obtendo também a titularidade de Doutor, em 1881. Professor de Direito Público em Caen; depois em Bordéus, onde também foi reitor, e decano de 1919 até 1928, ano de sua morte. Sua tese jurídica se baseia na crítica das teorias existentes do Direito e pela concepção de serviço público como alicerce do Estado e seu limite. Sua concepção de direito público influenciou o Direito Positivo Brasileiro, onde a função social da propriedade foi elevada ao status de princípio constitucional fundamental (artigo 5º, inciso XXIII), constando ainda como princípio ordenador da economia (artigo 170, inciso III). Entre 1907-1911, proferiu palestras na École des Hautes Études, em Paris. Professor e autoridade no direito constitucional ficou conhecido internacionalmente como filosofo do direito, viajando para vários lugares para falar sobre sua teoria, em 1911, foi a Buenos Aires, entre 1920-1921, foi à Colômbia, em 1923 na Universidade de Madrid falou sobre o pragmatismo jurídico. Apresentou sua tese para as Universidades de Coimbra, do Cairo e de Oxford. Em 1908, foi eleito pelo município de Bordeaux, ficando conhecido como “o anarquista cadeira”. Les transformations du droit public (As transformações do direito público) – descarta as teorias tradicionais do direito e do Estado. Para o autor, tanto o direito como o Estado devem estar sujeitos a realidade objetiva, o direito subjetivo contra a admitir a existência de direitos individuais sobre os direitos coletivos. Ele afirma que, a solidariedade social é o fundamento e a única fonte de direito. Raridade/Importância: Na folha de guarda selo do Syndicat des Éditeurs (Décision du 11 Février 1918) Majoration 30% Librairie Armand Colin em 1923, na Universidade de Madrid. Na folha de rosto marca ornamentada do Editor. Nas p. X, XII, XIV, 4, 32 e 52 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. XI, XV, XVII, 3, 11, 27, 29, 31 e 77 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Na p. XVIII há grifos de lápis azul na margem esquerda da mancha do texto. Na p. XIX há grifos de lápis azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 2 e 4 há grifos de caneta azul na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 3, 9 e 29 há grifos de caneta azul na margem direita da mancha do texto. Nas p. 11, 27, 31, 32 e 77 há grifos de lápis no texto. Meia encadernação em papel marmorizado rosa e verde com lombada em couro verde, letras, detalhes florais e nervuras douradas. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 194 G986p GUYAU, Augustin. La philosophie et la sociologie d’Alfred Fouillée. Paris: Librairie Félix Alcan, 1913. xix, 242 p. ; 22 x 14 cm. (Bibliothèque de Philosophie Contemporaine). Augustin Guyau (Menton, França, 13 de dezembro de 1883 – Bois-le-Prêtre, Paris, 1º de julho de 1917). Filósofo francês. Era filho de Jean-Marie Guyau. La philosophie et la sociologie d’Alfred Fouillée (A filosofia e a sociologia de Alfred Fouillée) – traz fragmentos do pensamento filosófico e sociológico de Alfred Fouillée (1838-1912). Nas primeiras páginas traz dados biográficos desse filósofo, que desenvolveu o conceito de « ideias-chave », « c » quer dizer, da mente como a causa eficiente da tendência de ideias para fazer uma ação consciente. Descreve este conceito, nos capítulos: ideias chaves da filosofia; sociologia das forças de ideias; e, cosmologia e religião das ideias-chave. Raridade/Importância: Na falsa folha de rosto, dedicatória em francês de caneta-tinteiro do autor “A Monsieur Boutroux membre de l’Academie Française trés respectueux hommage de l’auteur Guyau”; carimbos de “FOND8 BOUTROUX – Nº 340 [...] 303”, com a palavra “ANNULE” carimbada sob este e da Biblioteca de Djacir Menezes. Na folha de rosto carimbo da “BIBLIOTHÉQUE FONDATION THIERS”, com a palavra “ANNULE” carimbada sob este. Fotografia de Alfred Fouillée e manuscrito na página seguinte com os dizeres “L’être qui poure et qui aime NE peut être pleinament heuseur que ji tour les autour Le jout, ou ji, pour já para Il contribue a les veudre heuiveux. Alfred Fouillée”. Na folha da fotografia de Alfred Fouillée carimbo da “FONDATION THIERS”, com a palavra “ANNULE” carimbada sob este. Nas p. 1 e 240 carimbo da “BIBLIOTHÉQUE FONDATION THIERS”, com a palavra “ANNULE” carimbada sob este. Folhas intonso: 217-220, 221-224. Meia encadernação marmorizada verde com lombada em couro verde, letras douradas e nervuras. Capa original com moldura esverdeada. Obra em Ótimo estado de conservação.


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OR/DM 156 I45p INGENIEROS, José. Principios de psicología biológica. Madrid: Daniel Jorro, 1913. 471 p. il. (Biblioteca Científico-Filosófica) ; 21 x 15 cm. José Ingenieros (Palermo, Itália, 24 de abril de 1877 – Buenos Aires, 31 de outubro de 1925). Seu nome de batismo era Giuseppe Ingegneri. Foi médico, psiquiatra, psicólogo, farmacêutico, escritor, professor, filósofo e sociólogo ítalo-argentino. Em 1892, funda o jornal La Reforma. Em 1893, ingressa na Faculdade de Medicina de Buenos Aires, em 1897, recebe o grau de farmacêutico e, em 1900, o de médico. Entre os anos de 19021913, foi professor e exerce vários cargos de chefia em Faculdades e Clínicas Neurológicas e Psiquiátricas de Buenos Aires, além de dar palestras em universidades da Europa, tendo completado seus estudos científicos nas universidades de Genebra, Paris, Heidelberg e Lausana. Na Argentina, influenciou os estudantes que participaram da Reforma Universitária de 1918. Fez parte do início do pensamento positivista e foi um dos fundadores do socialismo argentino. Em 1919, abandona a vida acadêmica. A partir de 1920, começa a atuar como político com tendências comunistas. Fundou e dirigiu a revista bimestral, Seminário de Filosofia. Intelectual de renome soube dividir o amor pela ciência com uma ética social marcante. Em 1922, fundou uma instituição de classe chamada “Unión Latinoamericana” para lutar contra o imperialismo em todo o continente americano, tendo criado em 1925, o jornal Renovación onde difundiria suas ideias. Discordando do pensamento socialista de Estado, colabora com alguns jornais de cunho anarquista além de escrever livros que cogitam esta postura. Principios de psicología biológica – estuda a formação natural das funções psíquicas da evolução das espécies vivas, na evolução das sociedades humanas e na evolução dos indivíduos, onde seus resultados mais gerais permitem delinear um sistema de psicologia genética constituído pela psicologia comparada (filogenética), pela psicologia social (sociogenética) e pela psicologia individual (ontogenética). Raridade/Importância: Na folha de rosto, assinatura de caneta azul do ex-proprietário: Djacir Menezes. Encadernação inteira original em tecido na cor verde com letras douradas na lombada emolduradas. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 111 B458s BENDA, Julien. Sur le succès du bergsonisme. Précédé d’une réponse aux défenseurs de la doctrine. Paris: Mercvre de France, 1914. 249 p. il. ; 18 x 12 cm. Julien Benda (Paris, 26 de dezembro de 1867 – 7 de junho de 1956). Crítico, escritor e filósofo francês. Como filósofo foi crítico do pensamento de Bergson, exposto em algumas de suas obras. Como político tomou partido de Dreyfus, e se opôs a Ação Francesa, ao facismo e ao nazismo. Considerado antimoderno, era conservador na esfera estética, sendo um teórico da independência política e da neutralidade partidária dos intelectuais. Para o autor, os clérigos deveriam somente se ocupar da defesa dos valores eternos, abstratos e universais da verdade, da justiça e da liberdade, recusando a leiga tentação das paixões de nação, raça, classe ou religião. Mas, no final de sua vida, com mais de 80 anos de idade, Benda, traiu as suas próprias convicções quando passou a apoiar a União Soviética de Stalin e os métodos utilizados pelo partido contra os seus oponentes condenando-os a morte. Sur le succès du bergsonisme (Sobre o sucesso do bergsonismo) – filosofia irracional surgida no começo do século XX, que se espalhou rapidamente no berço do racionalismo clássico e do positivsmo moderno, onde criticava as formas do determinismo e da rotulação do homem, para ele o homem tinha que ter liberdade diante das novas correntes cientificas e filosóficas que querem diminuir o lado espiritual do homem, e para se ter noção do real o homem tem que partir da intuição da duração. Então, Benda, como racionalista do seculo passado, se considera um verdadeiro opositor, inimigo das ideias filosóficas de Bergson. Para o autor, o sucesso do bergsonismo se deu porque ele contrapos situações adversas onde o novo se sobrepunha ao antigo, é a filosofia de todos os inquietos, dos transtornados, dos rebeldes em frente a ordem já existente e constituida. Para o autor, o bergsonismo se baseia no culto da mobilidade, da religião da mudança, indo de encontro a filosofia tradicional, que tem em seus presupostos a firmeza, a imobilidade e tem a razão como seu principal sustentaculo, enquanto que o bergsonismo se sustenta na intuição e tem a mobilidade como seu presuposto. Raridade/Importância: Exemplar numerado. No verso da falsa folha de rosto, abreviatura da assinatura do exproprietário: “D.M.”. Na folha de rosto assinatura de caneta azul do ex-dono: “Fernando Silveira. Janvier, 1916”. Notas em corandel, nas p. 10-11, 13-20, 25, 28-29, 33, 36, 38-39, 46-47, 51, 54, 59-60, 62, 65, 69-70, 72, 74, 77, 80, 82, 86-87, 96, 105, 108-110, 114, 117, 136-137, 139, 141-151, 153-154, 156-158, 160, 163165, 168-172, 174-180, 182, 184-189, 191, 193, 195, 197-199, 201-205, 207-209, 212, 214 e 217. Nas p. 20 e 22 há grifos de lápis na margem esquerda da mancha do texto. Nas p. 21 e 23 há grifos de lápis na margem direita da mancha do texto. Nas p. 21, 24 e 26 há grifos de lápis no texto. Meia encadernação em papel marmorizado preto com lombada original da época, letras, detalhes florais e nervuras douradas. Obra em Bom estado de conservação.


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OR/DM 342.1.6262 D268f DAVY, Georges. La foi jurée: étude sociologique du probléme du contrat. La formation du lien contractuel. Paris: Libraire Felix Alcan, 1922. 379 p. il. ; 22 x 14 cm. Georges Davy (Bernay, Eure, Normandia, em 31 de dezembro de 1883 – Coutances, Manche, em 27 de julho de 1976). Sociólogo francês estecialista em Sociologia do Direito e das Instituições. Estudou a crítica feita por Marcel Mauss, sobre o potlacht. Em 1905, foi para a École Normale Superiéeure. Em 1908, foi ser professor de Filosofia. Em 1922 recebeu o titulo de Doutor em Letras. Lecionou nas Faculdades de Nice e Lyon. Em 1919, ensina na Universidade de Dijon. Em 1931, é reitor da Universidade de Rennes. Em 1938, assume o cargo de inspetor geral da instrução pública na França. Em 1944, volta a ensinar como professor de sociologia na Sorbonne até 1955. Participou da Academia de Ciências Morais e Políticas, foi também presidente da Associação de Filosofia e decano da Faculdade de Letras de Paris. La foi jurée: étude sociologique du probléme du contrat. La formation du lien contractuel (A fé jurada: um estudo sociológico do problema do contrato, a formação de laços de sangue) – ensaio sobre a restauração da formação do direito contratural. Mostra as várias formas de contrato formado entre pessoas de uma mesma família, no casamento, entre parentes de sangue. Para o autor, existe uma sucessiva modificação de estatuto para contrato e que antes mesmo da relação contratual passe a existir, seu papel é feito pela adaptação de relações estabelecidas por lei, ressalta que as relações contratuais só aparecem quando certas transformações sociais ocorrem. Na obra o autor analisa o potlatch, que ficou conhecido na França, pela obra de Marcel Mauss, que interpreta a sociedade Kwakiutl, tribo da América do Norte, que pratica esta cerimônia, em um estado de transição mostrando as transformações necessárias para o desenvolvimento do direito contratual. Raridade/Importância: No verso da capa selo de Endadernação Vallelle, no Rio de Janeiro. Meia encadernação em papel marmorizado verde com preto com lombada em couro, letras, detalhes florais e nervuras douradas. Obra em Bom estado de conservação.


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 ÍNDICE DE AUTORES

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Séculos

Autores

Páginas

XIX XIX XX XIX XX XIX XIX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XVII XIX XX XX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XX XX XX XIX XVIII XX XX XIX XX XIX XX XVII XIX XX XX XX XIX XIX XX

ARISTÓTELES ARMITAGE, John AZEVEDO, J. Lúcio d’ BALBI, Adrien BENDA, Julien BERNARD, Claude BOUILLET, M. N. (Marie-Nicolas Bouillet) BRAGA, Theophilo (Joaquim Teófilo Fernandes Braga) BRUNO (José Pereira de Sampaio) CACEGAS, Luis, Fr. CAMPOS, Joaquim Pinto de, Monsenhor CARNOT, M. (Lazare Nicolas Marguerite Carnot) ARO, E. M (Elme-Marie Caro) CASTELLO BRANCO, Camilo (Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco) CASTILHO, António Feliciano de CERUANTES SAAUEDRA, Migvel de COMTE, Auguste (Isidore Auguste Marie François Xavier Comte) COMTE, Auguste (Isidore Auguste Marie François Xavier Comte) CONDORCET (Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, Marquês de) CONGORDAN, George (François George Congordan) CONSTANT, [Henri] Benjamin CORTÉS, Juan Donoso (D. Marqués de Valdegamas) COURNOT, M. A. A (Antoine Augustin Cournot ) COUSIN, V. (Victor Cousin) COUTINHO, José Joaquim da Cunha de Azevedo D’ALEMBERT, Jean Le Rond DAVY, Georges DUGUIT, Pierre Marie Nicolas Léon DUMAS, Georges (Georges-Alphonse Dumas) DURKHEIM, Émile ELYSIO, Filinto FOUILLEE, Alfred (Alfred Jules Émile Fouillée) FRANCE, Anatole FRANCK, Adolphe FREYCINET, C. de (Charles Louis de Freycinet Saulces) GANS, Eduardo (Eduard Gans) GEBHART, Émile GROTTI, Hugonis (Hugo Grócio) GUIZOT, M. (François Pierre Guillaume Guizot) GUYAU, Augustin HACHET-SOUPLET, P. (Pierre Hachet-Souplet) INGENIEROS, José JOUFFROY, Th. (Simon Joseph Théodore Jouffroy) JUNQUEIRO, [Abílio Manuel] Guerra KAUTSKY, Johann Karl

39 49 104 37 130 86 48 76 112 51 69 34 71, 79 68, 73, 83 56 19, 21 65, 80, 93 105 101 92 113 55 50, 52 43, 44, 46 45 32, 30 131 127 110 91, 97 26 105 102 64, 74 107 57, 60 124 22 58 128 125 129 53 95 116


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XX XIX XIX XX XX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XX XX XIX XIX XIX XIX XIX XX XIX XX XIX XX XIX XIX XIX XX XVI XVIII XIX

KOHLER, J. (Josef Kohler) LAMARCK, Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de LAPOUGE, G. Vacher de LAPOUGE, G. Vacher de LE BON, Gustave LE DANTEC, Félix (Félix-Alexandre Le Dantec) LE PLAY, F (Frédéric Le Play ou Pierre-Guillaume Frederic) LECLERC, Joseph-Victor (J. V. L.) LECLERC, Max LEFEVRE, André LITTRÉ, É. (Émile Maximilien Paul Littré) LOPEZ, Vicente Fidel LORIA, Achille LUIZ, Francisco de S., Fr (D. Frei Francisco de São Luís Saraiva) MACLEOD, Henry Dunning MARTIUS, Karl Friedrich Philipp von MENDES, R. Teixeira (Raimundo Teixeira Mendes) MENDONÇA, A. P. Lopes de (António Pedro Lopes de Mendonça) MITRE, Bartolomé (Bartolomé Mitre Martinez) MOSCA, Gaetano MUSSET-PATHAY, V. D (Victor-Donatien de Musset-Pathay) ORTIGÃO, Ramalho (José Duarte Ramalho Ortigão) PICARD, Edmond POINCARÉ, H. [Jules Henri Poincaré] PRAÇA, J. J. Lopes (Joaquim José Lopes Praça) QUEIROZ, Eça de (José Maria Eça de Queiroz) QUENTAL, Anthero de QUINET, Edgar REGNAUD, Paul (Paulo Regnault) REHMKE, Johannes RENAN. Ernest RIBOT, Th. (Théodule-Armand Ribot) SAINT-HILAIRE, Jules Barthelemy SORTAIS, Gaston SOUSA [LOBÃO], Manoel D’Almeida e SOUSA, Luiz de, Fr. (Manuel de Sousa Coutinho) THUROT (Jean-François Thurot) VIANA, A. R. Gonçalvez (Aniceto dos Reis Gonçalves Viana) VICENTE, Gil VOLTAIRE (François Marie Arouet) VOLTAIRE (François Marie Arouet)

108 75 96 118 122 114, 126 67 36 87 77 72 81 109 42 62 47 93 63 78 82 41 85 117 123 70 84, 89 90 61 98 119 59 103, 120 88 115 35 51, 54 39 121 15 25 31


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 ÍNDICE DE TÍTULOS Séculos

Títulos

Páginas

XIX XX XVI XX XIX XX XIX XX XX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XX XIX XIX XX XX XIX XIX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX

Annaes de Elrei Dom João Terceiro Appel aux conservateurs Autos portugueses de Gil Vicente y de la escuela Vicentina Cahier rouge, Le Campanha Alegre: das farpas, Uma Clio Coleccion escojida de los escritos Conception morale et civique de l’enseignement, La Contes et fantaisies Contre la metaphysique: questions de méthode Cours de droit naturel Cours de philosophie Cours de philosophie positive Damião de Goes e a inquisição de Portugal: estudo biographico De la division du travail social: étude sur l’organisation... Dello svolgimento del dritto di successione nella storia romana Der ursprung des christentums: eine historische untersuchung Discurso jurídico, histórico, e critico sobre os direitos dominicaes... Dritto romano delle obbligazioni e spezialmente intorno alla teorica, Il Droit Pur, Le Einführung in die rechtswissenschaft Elements of political economy, The Ensaio economico sobre o commercio de Portugal e suas colonias Essai statistique sur le royaume de Portugal et d’Algarve,... Essai sur l’imagination creatrice Étude sur François Bacon: suivie du rapport a l’Académie des sciences... Études biographiques sur la révolution d’Angleterre:… Etudes orientales Exposition de la théorie des chances et des probabilités Farpas, As Foi jurée: etude sociologique du probleme du contrat..., La Fragments de philosophie positive et de sociologie contemporaine Genèse des instincts: étude expérimentale, La Géométrie analytique Glossario das palavras e frases da língua franceza,... Henriade, poëme, La Histoire de la vie et des ouvrages de J. J. Rousseau Historia da philosophia em Portugal nas suas relações com o movimento... Historia de la República Argentina: su origen, su revolucion... History of Brazil, from the period of the arrival of the Braganza..., The Horas de paz: escriptos religiosos

54 105 15 113 89 102 55 106 124 126 53 43 65 63 91 57 116 35 60 117 108 62 45 37 103 88 58 64 52 85 131 72 125 93 42 31 41 70 81 49 68


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XIX XX XVII XX XIX XVII XIX XIX XIX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XVII XIX XIX XVIII XIX XIX XIX XX XIX XX XIX XIX XX XX XIX XX XIX XX XX XX XX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XIX XX

Infanta Capellista: romance, A Influence ancestrales, Les Ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, El Jesuítas no Grão-Pará: suas missões e a colonização, Os Joseph de Maistre Jure Belli ac Pacis, De Lettres du Brésil: la révolution – les débuts de la République... M. Littré et le positivisme Manuel de l’histoire de la philosophie Manuel de philosophie: rédigé conformément au dernier programme... Maria da Fonte: a propósito dos apontamentos para a história... Morale et la politique d’Aristote, La Moralistes et philosophes Nouveaux fragmens philosophiques Nouvelle méthode pour apprendre facilement la langue latine:... Nouvelles études morales sur le temps présent Novas miscellaneas religiosas Novelas exemplares de Migvel de Ceruantes Saauedra Nuevas comprobaciones historicas apropósito de historia Argentina Oeuvres complètes de Edgar Quinet Oeuvres complètes de Voltaire Oeuvres de D’Alembert Oeuvres philosophiques de Fr. Bacon Oeuvres philosophiques, historiques et littéraires de D’Alembert Opinions et les croyances: gênese – évolution, Les Opuscules de philosophie sociale 1819-1828 Palestras filolojicas Patria Patrice Philosophie als grundwissenschaft Philosophie et la sociologie d’Alfred Fouillée, La Philosophie Zoologique ou exposition des considerations relatives... Portugal e a Guerra das Nações Précis de logique évolutionniste –... Principios de psicologia biológica Problèmes de psicologie affective:... Psychologie de deux messies positivistes Saint Simon et Auguste Comte Race et milieu social: essais d’anthroposociologie Raios de extincta luz: poesias inéditas (1859-1863)... Reflexions sur la metaphysique Du calcul infinitesimal Reforme sociale em France déduite de l’observation comparée..., La Relíquia, A Renaissance du matérialisme, La Science expérimentale, La Selections sociales: cours libre de science politique, Les Suicide: étude de sociologie, Le Sur le succès du bergsonisme

73 114 19 104 92 22 87 79 46 115 83 39 74 44 36 71 69 21 78 61 25 38 48 32 122 80 121 95 59 119 128 75 112 98 129 120 110 118 90 34 67 84 77 86 96 97 130


CATÁLOGO DAS OBRAS RARAS E VALIOSAS DA COLEÇÃO DO PROFESSOR DJACIR MENEZES XX XIX XX XIX XIX XX XIX XX XVIII XIX XIX XX

Sur les principes de la mecanique rationnelle Sulla teorica dei governi e sul governo parlamentare – studii storici... Tableau historique des progres de l’esprit human Traços geraes de philosophia positiva Traité elementaire de la theorie des fonctions et du calcul infinitesimal Transformations du droit public, Les Tratado de minemonica ou methodo facílimo para decorar muito... Valeur de la science, La Versos de Filinto Elysio Von dem rechtszustande under den ureinwohneren brasilieus Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres da Ordem dos Pregadores, Arcebispos, & Senhor de Braga Primàs das Espanhas. Verzo la giustizia sociale (idee, baattaglie ed apostoli)

151 107 82 101 76 50 127 56 123 26 47 51 109


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CATÁLOGO DAS OBRAS RARAS E VALIOSAS DA COLEÇÃO DO PROFESSOR DJACIR MENEZES

25658 obras raras e valiosas miolo gpr  

Esta obra foi realizada Projeto Preservação do Memorial do Acervo Djacir Menezes da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Univer...

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