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AÇÃO SOCIAL ARQUIDIOCESANA

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2011

Florianópolis, SC


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ASA – Ação Social Arquidiocesana

ROTEIRO RELATÓRIO 2011 1

APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE

Ação Social Arquidiocesana (ASA), criada em 17/11/1960, é uma associação civil, sem fins econômicos, reconhecida como Entidade Beneficente de Assistência Social, que possui os títulos de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal. Historicamente a ASA marcou sua presença nas comunidades das cidades da Arquidiocese de Florianópolis, caracterizando sua atuação em três períodos distintos: década de 60 e 70 com o atendimento emergencial às famílias empobrecidas com distribuição de alimentos e com o desenvolvimento de cursos para formação e qualificação da mão de obra; nas décadas de 80 e 90 envolvimento com grupos e movimentos populares na luta pela consolidação dos direitos sociais expressos no movimento constituinte. E o terceiro momento a partir de 2004 com a filiação à Cáritas Brasileira, entidade em que a ASA comunga com sua missão “Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida e participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social.” e a constituição de um quadro de 45 entidades associadas, onde a atuação é voltada para a assessoria e acompanhamento potencializando a inserção social destas entidades. Atualmente as atividades da ASA estão organizadas em quatro diretrizes de ação: 1) Fortalecimento da Rede ASA: institui uma metodologia de trabalho em rede, oferecendo assessoria e consultoria, visando o aprimoramento do trabalho das entidades sociais filiadas a ASA em direção a organização e desenvolvimento comunitário. 2) Acesso e Controle Social das Políticas Públicas: contribui no processo de acesso às políticas públicas e garantia dos direitos, promovendo a participação qualificada das entidades sociais nos espaços de controle social. 3) Desenvolvimento Solidário e Sustentável: amplia a consciência ambiental e o compromisso com o desenvolvimento solidário e sustentável, através de projetos locais que visem à proteção e defesa do meio ambiente. 4) Sustentabilidade Financeira: identifica e amplia da rede de parceiros e investidores com vistas à constituição de novas possibilidades de suporte financeiro para os projetos da Rede ASA.

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GESTÃO DA ASA

2.1 Entidades-Membro Nº 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17

Entidade Membro Assistência Social São Sebastião Ação Social Paroquial São João Evangelista Ação Social Paroquial de São José Ação Social Paroquial São Luis Gonzaga Ação Social Paroquial de Santa Catarina Sociedade de Promoção Social, Cultural Santa Teresinha. Ação Social Santa Teresinha do Menino Jesus/Prainha Ação Social do Saco dos Limões Ação Social São Francisco Xavier Ação Social Nossa Senhora de Fátima Ação Social Santa Maria Goreti Ação Social São José e Santa Rita de Cássia Obras Sociais Dom Orione Ação Social e Cultural N. Sra da Glória Obras Sociais da Comunidade Paroquial de Coqueiros Ação Social de Santo Antônio Ação Social Paroquial de Ingleses

Município Anitápolis Biguaçu Botuverá Brusque

Florianópolis


Relatório Anual de Atividades – 2011

18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45

Ação Social da Trindade Assistência Social São Luis Ação Social Nossa Senhora de Guadalupe Ação Social Paroquial da Lagoa Ação Social e Cultural da Catedral Ação Social Nossa Senhora da Lapa Ação Social São Joaquim Ação Social Nossa Senhora dos Navegantes Assistência Social Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Ação Social Paroquial da Fazenda Ação Social Paroquial São João Ação Social Paroquial de Cordeiros Ação Social Paroquial de São Vicente Ação Social Paroquial de Santo Antonio (Itapema) Ação Social Neotrentina Ação Social Ponte do Imaruim Ação Social Paroquial de Palhoça Ação Social São Francisco de Assis/Aririú Ação Social Paroquial de Enseada do Brito Ação Social Paroquial de Paulo Lopes Ação Social Paroquial de Santa Cruz Ação Social de Barreiros Ação Social Paroquial Nossa Senhora do Rosário Ação Social São Judas Tadeu Ação Social São Francisco de Assis/Forquilhinhas Ação Social Paroquial de Campinas Ação Social Paroquial de São José Ação Social de São Pedro de Alcântara

Florianópolis

Garopaba Gov. Celso Ramos Guabiruba Itajaí Itapema Nova Trento Palhoça Paulo Lopes

São José

São Pedro de Alcântara

2.2 Diretoria Triênio 2011-2014 Nome Pe Mario Sérgio do Nascimento Sandra Aparecida Schlichting Leda Cassol Vendrúscolo Maria Inês Clasen Renato Ghellere Djalma Lemes

Função Presidente Vice Presidente Secretária 2ª Secretária Tesoureiro 2º Tesoureiro

2.3 Conselho Fiscal Nome Pe. Siro Manoel de Oliveira Antonio Jose de Souza Paulo Schmidt João Carlos da Costa Maria Elisabeth da Silva Ivone Martins

Função Titular Titular Titular 1º Suplente 2º Suplente 3º Suplente

2.4 Equipe Executiva Nome Adriana Silveira Ruiz Diaz Carla C. de Oliveira Guimarães Fernando Anísio Batista Inês Jalcira de Souza Nascimento Maria Antonia Carioni Carsten Simone A. Marcelino de Jesus

Função Articuladora do Proj. FORTEES Assistente Social Coordenador Recepcionista Assistente Social Téc. de Projetos Sociais

Formação Serviço Social (em andamento) Serviço Social Cientista Social Biblioteconomia (em andamento) Serviço Social Serviço Social

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MISSÃO/VISÃO/VALORES

Missão: Atuar e potencializar as Ações Sociais, por meio de assessoria e acompanhamento, fortalecendo a promoção e defesa dos direitos e políticas sociais, na construção de uma sociedade justa, democrática, solidária, sustentável e plural. Visão: Ser reconhecida enquanto entidade de assessoria qualificada com metodologia e dinâmica de trabalho em rede, aprimorando e ampliando a sua visibilidade e sustentabilidade Valores: Ética – incide em atuar com princípios de justiça, pautado em valores que promovam o bem comum e a defesa dos direitos humanos, respeitando as pessoas com quem interage. Democracia – implica numa relação coletiva, participativa, horizontalizada com contribuição e responsabilidade de todos. Solidariedade – para além do ato de ajudar, de fazer algo, é um principio inerente e continuo de vida, e que permeia a justiça, os direitos, o respeito, irradiando-se para o meio ambiente. Respeito – aceitar a diversidade, diferenças culturais, de gênero, etnia, geração, crenças, entre outras. Transparência – ato de publicizar quem somos, o que fazemos, em que e como investimos e com quem interagimos. Justiça, cidadania e direitos – elementos que se complementam para a efetivação e garantia dos direitos, para assegurar a promoção e a dignidade humana. Sustentabilidade ambiental – ação humana que gere menor impacto ao meio ambiente entendendo o planeta como casa de todos e que merece cuidados para a manutenção da vida e das futuras gerações. Protagonismo – participação ativa e autônoma nos espaços de interação e inserção social.

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OBJETIVOS

a) Prestar assessoramento às ações sociais no que se refere a estrutura e organização, à formação, à elaboração de projetos, à captação de recursos bem como a outras ações voltadas ao aprimoramento e adequação das entidades de Assistência Social à Política Nacional de Assistência Social; b) Desenvolver trabalho em Rede com vistas ao fortalecimento, ampliação e unificação da Rede de trabalhos Social da Arquidiocese de Florianópolis; c) Desenvolver suas ações em consonância com a Política Nacional de Assistência Social, com as diretrizes da Cáritas Brasileira e demais legislações pertinentes. d) Prestar assessoramento voltado prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizações de usuários, desenvolvendo formações e capacitações de lideranças, dirigido ao público de assistência social. e) Atuar de forma permanente e planejada na defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais, contribuindo na construção de novos direitos, promovendo a cidadania e enfrentando as desigualdades sociais, articulando-se com órgãos públicos de defesa de direitos, dirigidos ao público de assistência social. f) Ampliar a consciência ambiental e compromisso com o desenvolvimento solidário e sustentável, promovendo iniciativas locais. g) divulgar os trabalhos no campo social. h) Promover eventos culturais, artísticos, religiosos e turísticos em vista do desenvolvimento solidário e sustentável.


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ATIVIDADES REALIZADAS

Nesse item do Relatório Anual de Atividades 2011, apresentaremos a avaliação das ações realizadas durante o ano. A apresentação será feita a partir das Diretrizes de Ação da ASA, num primeiro momento um breve texto qualitativo e avaliativo, seguido do quadro de atividades das ações realizadas.

Fortalecimento da Rede ASA/Cáritas A Diretriz 1 em sua grande maioria aborda ações que favorecem a gestão da Ação Social Arquidiocesana desde a sua organização interna, na relação com a equipe executiva, diretoria, conselho fiscal e entidades membro, até a sua relação política com os parceiros e nos espaços de participação e representatividade. Abordaremos aqui os principais aspectos que permearam durante o ano de 2011, resultado dessa diretriz de ação. –

Assessoria e Acompanhamento às Entidades Membro: No processo de acompanhamento e assessoria às entidades membro percebe-se que a compreensão ao pertencimento a uma Rede de Ações Sociais é diferenciado, fazendo com que o acompanhamento aconteça a partir das necessidades e da compreensão sobre o papel da ASA enquanto entidade de assessoria e da importância desses momentos para o fortalecimento do trabalho das ações sociais.

Nesse ano de 2011, em função das novas orientações do Conselho Nacional de Assistência Social conseguiu-se estabelecer uma boa relação com as Ações Sociais e mostrar a importância da atuação junto a rede socioassistencial dos municipais. Esses momentos de discussão do papel da entidade e da própria ASA favoreceram a aproximação. A realização da Assembleia da ASA também possibilitou momentos específicos com as ações sociais onde puderam visualizar a amplitude do trabalho, já que somos entidades ligadas a Cáritas Brasileira.

As entidades acompanhadas estão num processo de amadurecimento, revendo seu trabalho e se organizando a partir dos planejamentos e momento de avaliação das atividades. Destacamos que ainda é preciso intensificar o acompanhamento e continuar o debate sobre o pertencimento a essa Rede de Solidariedade.

Programa de Desenvolvimento e Organização Comunitária: O Programa de Desenvolvimento e Organização Comunitária iniciado em 2011 deu seus primeiros passos. As 12 Ações Sociais identificadas foram apresentadas ao Projeto e algumas atividades iniciadas, mas por ser uma nova proposta de atuação com a comunidade, as entidades preferiram conhecer mais os seus objetivos e caminhar de forma mais tranquila. Outro fator que não contribuiu foi a impossibilidade de uma pessoa específica para a articulação local do PDC.

Das 12 entidades, nesse primeiro ano, as Ações Sociais: Neotrentina, São Luiz, Barreiros, Biguaçu, Trindade, Garopaba e Itapema que já identificaram as comunidades que irão atuar e promoverão encontros com os demais atores sociais da região. Observa-se que o PDC não é uma proposta para ser desenvolvida exclusivamente pela Ação Social, mas de todo um conjunto de entidades e desta forma o tempo e a dinâmica de trabalho precisam ser respeitados.

Para 2012, foi aprovado um projeto junto ao Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, o qual prevê recursos para o desenvolvimento da Leitura Comunitária, inclusive com a contratação de articuladores locais os quais potencializarão ainda mais esta ação

Articulação em Rede: A organização em Rede busca potencializar o trabalho das entidades membro envolvidas. A partir das Redes Locais as Ações Sociais poderão fortalecer os seus trabalhos e otimizar suas ações. Tivemos no decorrer do ano os encontros da Rede Local da Ação Social da Trindade e um processo de constituição iniciado, em Biguaçu. Percebe-se que o espaço da Rede Local ainda permanece como lacuna para Rede ASA, já que a proposta é unir forças, vontades, planejar ações coletivas e esse é o grande desafio.


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Já as Redes Municipais realizaram seus encontros, debatendo as demandas específicas dos seus municípios, mas ainda a partir de uma motivação da própria ASA. As Ações Sociais ainda não reconhecem esses espaços como seus, onde poderão ampliar e intensificar sua ação. Há indicativos para 2012 da utilização das Redes Municipais para formação, pois a partir de experiências anteriores, o espaço municipal é fortalecido e as questões específicas passam as ser trabalhadas a partir dos temas formativos.

Enquanto Rede Arquidiocesana o encontro de avaliação e planejamento confirmou o compromisso das entidades presentes com a missão da ASA. Mesmo com ausência de algumas entidades, o tema pertencimento e rede foram bem debatidos e despertou nas Ações Sociais presentes a reflexão sobre o seu papel e a sua importância dentro dessa grande Rede de Solidariedade

A Semana da Solidariedade vem sendo assumida pela ASA desde 2008. Em 2011 a proposta de realizar eventos municipais a partir das Redes não aconteceu, apenas no âmbito local, como as Ações Sociais São João Evangelista – Biguaçu e Dom Joaquim – Brusque e que desde 2008 e 2010, respectivamente assumiram a Semana da Solidariedade.

A realização do Seminário Mudanças Climáticas e Justiça Social com Ivo Poletto aproximou os participantes sobre a temática e trouxe possibilidades de ações locais de Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial, favorecendo assim a discussão do tema escolhido para a Semana e de forma simples pode ser compreendido pelos participantes.

As atividades desenvolvidas neste ano demonstraram uma boa participação das Ações Sociais, mas ainda precisamos trabalhar mais a marca “Semana da Solidariedade”.

Formação: considerada com um dos pilares fundamentais da ação ASA, a formação para agentes sociais buscou contribuir com o processo de qualificação e aprimoramento das Ações Sociais. A formação para gestores proporcionou melhor compreensão sobre o funcionamento das entidades sociais à luz das novas orientações da Política Nacional de Assistência Social; o momento possibilitou que as Entidades-Membro percebessem suas práticas, assim como emitissem avaliações sobre seu próprio funcionamento, vislumbrando futuras modificações e adequações. Fortalecer o campo da formação, da qual também ocorre fortemente nas demais diretrizes de ação, é meta da ASA para os próximos quatro anos, consolidar-se enquanto entidade de assessoria tornando-se referência para a sua rede. Avalia-se, no entanto, que a formação deva ser fortalecida não somente com as Entidades-Membro e seus agentes, mas, sobretudo no interno da instituição, entre os membros da equipe executiva e diretores, que em 2011 ficou fragilizado, em especial no que consiste a partilha entre a equipe executiva e a socialização do aprendizado obtido com as formações externas. Fica o desafio de fortalecer mais a partilha, trocas de experiências, e o investimento na qualificação permanente da equipe executiva, que contribuirão intelectualmente com a ação de cada trabalhador da ASA, resultando positivamente nas relações estabelecidas com as Ações Sociais.

Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização (PMAS): há alguns anos, sobretudo desde 2005, a ASA vem intensificando sua ação nesse campo. Construção coletiva do planejamento anual, monitoramento bimensal, registros diários das atividades realizadas, entre outros são alguns exemplos de práticas já comuns na entidade. À medida que a ASA vai aprimorando a sua ação nessa lógica, novas exigências de melhorias vão sendo buscadas pela equipe: como o aperfeiçoamento dos instrumentais e das metodologias de avaliação. Fica como desafio a sistematização dos registros, a publicização destes para o conjunto da rede ASA e a inserção das ações realizadas pelas Entidades-Membro. Com relação a esse último, um primeiro ensaio esse ano foi dado, na solicitação de um breve relatório contendo informações gerais sobre o trabalho feito que encontra-se no item 5 deste relatório. Apesar dos retornos não retratarem a grande maioria das entidades filiadas, avalia-se como positiva essa primeira experiência com um total de 16 relatórios de atividades.

Gestão Política da ASA: fortalecer os processos decisórios sempre foi uma lacuna em toda a ação da rede ASA, sobretudo no que consiste a qualificação da participação das EntidadesMembro na gestão da ASA. Avalia-se que passos significativos nesse campo foram dados durante o período de 2011. Salienta-se a assembléia geral da ASA realizada em maio último,


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com a eleição da nova diretoria composta em sua grande maioria por representantes das Ações Sociais. Esse momento importante na história da ASA revela um novo marco na construção da gestão da entidade, com as características de um modelo que sempre foi almejado. Diferente de outras experiências, a atual diretoria e conselho fiscal dialogam permanentemente com a equipe executiva, demonstram interesses políticos, sinalizam possibilidades para o funcionamento, vislumbram perspectivas futuras e participam de ações ampliadas da rede ASA e rede Cáritas Brasileira/Cáritas Regional de Santa Catarina. Algumas dificuldades ainda são sentidas na relação com a diretoria, tais como a definição de papéis: entre a equipe executiva e diretoria; e a descontinuidade de alguns encaminhamentos deliberados pelos diretores. Apesar da necessidade de afinar alguns aspectos, avalia-se que esse momento de gestão em que a ASA atravessa configura-se como um dos mais produtivos e participativos dos últimos anos. Experiência relevante que se teve esse ano na equipe da ASA, foi a coordenação colegiada. A partir de algumas compreensões e práticas, buscou-se efetivar uma nova lógica de coordenar e encaminhar os trabalhos da entidade, de forma mais colegiada e participativa. Por tratar-se de uma ação pioneira, os momentos em que a coordenação colegiada reuniu-se para deliberar sobre assuntos gerais, resultaram em definições de questões práticas e desdobramentos de intervenção junto à rede ASA. O desafio percebido é a falta de clareza, em alguns momentos, sobre o funcionamento “ideal” de uma coordenação colegiada, mas que em 2012 se propõe a ser amadurecido e aprimorado. –

Espaços de participação e representação: a ação em rede com a Cáritas Brasileira/ Regional de Santa Catarina e espaços pastorais da Arquidiocese de Florianópolis resultou em ações importantes para o conjunto da ação ASA.

Em Santa Catarina a Cáritas Regional vem sendo fortalecida a cada ano, a partir da ampliação de suas frentes de ação e da diversificação dos parceiros. Nesse ínterim a ASA contribuiu com a dinamização dos processos por meio dos Grupos de Trabalho (GT): da comunicação, mobilização de recursos e emergência, assim como nas instâncias decisórias do Conselho Regional e Fórum Regional. Em âmbito nacional em 2011 foi realizado o IV Congresso Nacional, da qual a ASA participou ativamente de sua construção, tanto na realização das Oficinas Arquidiocesana e Regional, como na participação da Oficina Inter-regional. Durante o Congresso houve a participação nos grupos temáticos, avaliação do planejamento estratégico, e a proposição de novas diretrizes e prioridades para o próximo quadriênio. A presença do presidente da ASA nesses espaços fortaleceu a identidade com a rede Cáritas, possibilitou maior conhecimento dos trabalhos realizados e da amplitude da ação Cáritas, da qual a ASA é filiada e comunga com seus princípios, devendo também assumir suas lutas localmente. Na Arquidiocese, a ASA atua em alguns espaços pastorais estratégicos que deliberam sobre a ação evangelizadora da Igreja na Arquidiocese de Florianópolis, entre eles: o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral (SARP), Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CARP), Fórum das Pastorais Sociais e Equipe de Redação dos Grupos Bíblicos em Família (GBF). Nestes, a ASA procura contribuir a partir de suas especificidades e competência técnica com as discussões que envolvam a conjuntura social e eclesial, trazendo a tona questões inerentes para a Igreja no campo social e pastoral, das quais serão contempladas no Plano Arquidiocesano de Pastoral que se encontra em fase de construção. Na perspectiva de fortalecer a dimensão social da Igreja, está inserida na articulação das pastorais sociais, que no momento encontra-se fragilizada e dispersa, com dificuldades de criar unidade, haja vista, que não há um projeto comum, ou pelo menos algumas orientações desse segmento na Igreja da Arquidiocese. A ASA a partir das demandas e pactos feitos com a Rede Cáritas Brasileira, procura fomentá-las em seu cotidiano, mas sem grandes resultados na relação com o conjunto das pastorais sociais.


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Abaixo, as atividades realizadas da Diretriz 1: Fortalecimento da Rede ASA/Cáritas. Ações Planejadas

Atividades realizadas Assessoria e 03 Encontros para apresentação e definição de acompanhamento às passos; Ações Sociais Avançadas 21 reuniões para dar continuidade aos (12) trabalhos, sendo: 03 Ação Social de Barreiros; 05 Ação Social Neotrentina; 01 Ação Social de Garopaba; 03 Ação Social da Trindade; 04 Ação Social São Luiz; 01 Ação Social de Itapema; 01 Obras Sociais Dom Orione; 01 Ação Social Campinas; 01 Ação Social Biguaçu; 01 Ação Social Paroquial dos Ingleses. Assessoria comum a - 54 Reuniões com as Ações Sociais, sendo: todas as entidades 08 Ação Social de Biguaçu; 03 ASCEBRITO; membro (45) 01 ASP Palhoça; 03 Ação Social Trindade; 04 Ação Social Neotrentina; 04 Promoção Social Sta Teresinha; 05 Ação Social Dom Joaquim; 01 Ação Social Jardim Atlântico; 02 Ação Social Catedral; 02 Ação Social Guabiruba; 02 Ação Social Campinas; 01 Ação Social Roçado; 01 Ação Social de Barreiros; 01 Ação Social São Judas; 02 Ação Social Santa Cruz; 01 Ação Social Forquilhinha; 01 Obras Sociais Dom Orione; 01 Ação Social Anitápolis; 02 Ação Social Paulo Lopes; 03 Ação Social Itapema; 01 Ação Social Ponte do Imaruim; 01 Ação Social Aririú; 03 Ação Social São Vicente; 01 Ação Social Garopaba; 01 Ação Social Ingleses Assessoria a entidades não filiadas a ASA: 02 Encontros com as Ações Sociais de Monte Alegre e Cristo Rei Encontros e reuniões das 01 Encontro Rede Local de Biguaçu Redes Locais, Municipais 05 Encontros da Rede Local da Trindade e Arquidiocesana (45 entidades membro) 15 Encontros das Redes Municipais: 03 Rede Municipal de Itajaí; 03 Rede Municipal de Brusque; 02 Rede Municipal de Palhoça; 04 Rede Municipal de São José; 04 Rede Municipal de Fpolis Dar continuidade à - Elaboração de Subsídio orientador sobre a realização da Semana Semana da Solidariedade 2011; da Solidariedade na - Iniciativas Locais relativas a Semana da Arquidiocese. Solidariedade: 01 Celebração da Solidariedade em Dom Joaquim; - 01 Feira da Solidariedade em Biguaçu. - 01 Seminário em Parceria com as Pastorais Sociais

Nº de Participantes Publico beneficiário 217 pessoas: Dirigentes e representantes das Ações Sociais 152 M e 65 H

81 pessoas: Dirigentes e voluntários das Ações Sociais 67 M e 14 H

30 pessoas: Dirigentes e voluntários das Ações Sociais 25 M e 05 H 30 pessoas: Voluntários da Ação Social 22 M e 08 H 223 pessoas: Dirigentes e voluntários das Ações Sociais 183 M e 40 H 52 pessoas: Dirigentes, Voluntários das Ações Sociais, Pastorais Sociais, etc 30 M e 22 H


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Instituir a Política de Formação para a Rede ASA

01 Formação para a Equipe da ASA 02 Encontros de Formação para Gestores Participação no Work Shop Internacional de História do Ambiente, GIS DAY Participação no Curso RENER- Rádio Amadores Curso de atuação Emergencial para Radioamadores

Realização de encontros e atividades relacionadas ao processo de monitoramento e avaliação. Ampliar a visibilidade dos trabalhos sociais da Rede

41 Reuniões da equipe executiva 04 reuniões planejamento

de

Patrimônio, controle financeiro

do

08 reuniões do conselho editorial do Jornal da Arquidiocese - Gravação do Programa na Rádio Cultura: fundos solidários

Assembleia Geral da ASA 01 Assembleia Reuniões da diretoria

monitoramento

06 reuniões da Diretoria

62 pessoas: Gestores das Ações e Equipe da ASA 42M e 20H 300 pessoas: 100M e 200H 40 pessoas:         Radioamadores Defesa Civil de Florianópolis e São José  03 M e 37 H        06 membros da equipe da ASA: 05M e 01H 43 pessoas: membros do conselho editorial, equipe da ASA, programador da rádio: 16M 25H 42 representantes das Entidades-Membro: 32 M e 10H 33 pessoas: diretores, equipe da ASA e Arcebispo: 16 M e 17H 18 pessoas: contadores e equipe da ASA 09M e 09H

02 reuniões com a Auditoria do Projeto Misereor 02 reuniões com a contabilidade 05 reuniões de fechamento de caixa dos projetos da ASA 08 reuniões do GT de: Emergências, 714 pessoas: Mobilização de Recursos e Comunicação Agentes Cáritas, dirigentes 05 reuniões do Conselho Regional de EM, equipes diocesanas e 01 Reunião com a comissão de candidatura articuladores locais da CB/SC 184 H e 530 M Articulação com a 01 Assembleia Geral da CB/SC e 03 reuniões Cáritas Regional de Santa do Fórum Regional da Cáritas SC Catarina 03 reuniões com a Cáritas RS – Projeto Gestão de Risco 03 Oficinas em preparação ao IV Congresso da Cáritas Brasileira – PPE e 01 Congresso da Cáritas Brasileira Participação nos espaços 06 Reuniões do Secretariado Arquidiocesano 542 pessoas pastorais da Arquidiocese de Pastoral (SARP) Clero, religiosos/as, agentes e do Regional Sul IV 02 Assembleias de Pastoral: Arquidiocese e Sul pastorais e de movimentos, 4. lideranças de organizações 01 Encontro de Comemoração dos 25 anos da sociais Pastoral da Saúde em SC 179 M 365 H 01 Romaria da Terra e da Água 03 Seminários das Pastorais Sociais: Arquidiocese e Sul 4; 04 reuniões do Fórum das Pastorais Sociais (Arquidiocese e Sul 4)

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ASA – Ação Social Arquidiocesana

Acesso e Controle Social das Políticas Públicas A luta pela defesa e garantia de direitos é constante e para isso a ASA atuou com a formação específica para conselheiros, onde a partir da formação terão uma atuação mais qualificada nos espaços de controle social. Em parceria com a Controladoria Geral da União – CGU/SC, Fundo Arquidiocesano de Solidariedade e com a Cáritas Regional Santa Catarina capacitou agentes e ampliou sua área de atuação, possibilitando que outros municípios, fora do espaço da Arquidiocese, se capacitassem. Essa formação confirmou que a necessidade de capacitação que existe nessa área no estado e que a ASA poderá ampliar para outros públicos além das Ações Sociais. Ainda no campo da formação em políticas públicas a ASA, juntamente com a Ação Social de Garopaba e Secretaria Municipal de Assistência realizou também capacitação para os conselheiros do município e representantes das entidades sociais. A proposta para 2012 é ampliar as capacitações, fortalecendo as parcerias e utilizando as Redes Municipais para essas atividades. Nos espaços de controle social e participação, destacamos a contribuição da ASA na rearticulação do Fórum Estadual de Assistência Social como um espaço constituído por representantes da sociedade civil e reconhecido para além de um espaço apenas eletivo, como vinha acontecendo nos últimos anos. O Fórum está articulado e traçando estratégias para a efetivação da política de assistência social no estado de Santa Catarina. A partir da sua mobilização, juntamente com o Conselho Estadual de Assistência Social e Fórum dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social possibilitou levantar a questão da assistência social no estado na elaboração do PPA 2012-2015. Além disso, a criação da Frente Parlamentar Estadual em Defesa da Assistência Social criada em 2011. A luta ainda persiste para se avance nessa política e que o governo estadual reconheça e assuma a assistência social como política pública, atendendo assim as demandas vindas nos municípios no que se refere ao co-financiamento da política. Na esfera municipal os Fóruns instituídos mostraram para que vieram. Em Florianópolis a partir da constituição de uma Coordenação Colegiada, o Fórum ampliou a participação das entidades e instituiu uma nova dinâmica de trabalho que representa o amadurecimento das entidades que o compõem e a constituição de agendas próprias de debates e não mais apenas as questões específicas dos Conselhos. Esse olhar para a garantia e defesa de direitos a partir das políticas públicas fez com que se constituísse a Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social do município, sendo que essa aproximação com o legislativo fortalece o debate e os encaminhamentos relativos à assistência social. Frentes de trabalho que já vinham sendo debatidas voltaram a ser foco principal e com esse novo espaço debate as chances de concretização são mais fortes. Como uma ação da Frente Parlamentar, a destaca-se a aprovação pelo legislativo de 10% dos recursos do orçamento do município para assistência social, mas foi vetado pelo Prefeito. Já o município de São José tem trazido um debate importante sobre a assistência social, além de discutir a organização do próprio Conselho Municipal de Assistência Social que sempre apresentou uma dinâmica própria de funcionamento. A atuação do Fórum tem contribuído para o rompimento de várias práticas no Conselho. No que se refere ao espaço de discussão da Economia Solidária, o Fórum Regional da Grande Florianópolis continua resistindo para manter-se articulado. Com a grande rotatividade dos empreendimentos para discutir a maior demanda que é a comercialização, a discussão política da Economia Solidária está prejudicada. A ASA é parte importante nesse espaço como entidade de apoio e busca trazer para o Fórum os empreendimentos hoje acompanhados pelo Projeto FORTEES o que ainda também é desafio. No campo das Mobilizações Sociais tivemos apenas a continuidade da Mobilização pela Implantação da Defensoria Pública que não foi aprovada pelo legislativo e mantida a Defensoria Dativa. Em nossos monitoramentos e avaliações, percebe-se a necessidade de se buscar as mobilizações locais, envolvendo as ações sociais, redes locais e municipais. A ASA mantém participação nas ações relativas à Campanha da Fraternidade por compreender que os temas trazidos estão diretamente ligados as questões sociais da atualidade. No espaço da Arquidiocese percebe-se que a temática é trabalhada apenas no período da quaresma e não assumida por todo seu conjunto, fazendo com que seus objetivos não sejam realmente atendidos. No que se refere as ações sociais, destacamos a Ação Social São João Evangelista de Biguaçu que assumiu essa proposta e procura trabalhar a temática, através de debates e relação com a realidade local, com a comunidade. Para a ASA fica também o desafio de trabalhar essa questão e incentivar as Ações Sociais para esse debate. Além de


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incentivar ações concretas, através de Projeto Sociais que poderão ser apoiados pelo Fundo Arquidiocesano de Solidariedade. Abaixo, as atividades realizadas da Diretriz 2: Acesso e Controle Social das Políticas Públicas. Ações Planejadas

Atividades realizadas Fórum Estadual de Assistência Social: - 12 Reuniões do Fórum; - Reuniões do CEAS/SC: 01 -01 Seminário de Mobilização: - 04 Ações de Mobilização - PPA 2012-2015 Fórum Regional de Economia Solidária: - 10 Reuniões do Fórum Regional; - 01 Reunião do GT de Gestão do Fórum Regional; Atuação da ASA nos - 01 Reunião do GT de Gestão do Fórum espaços de controle social Catarinense de Economia Solidária; (Fóruns) - 01 Entrevista TV ALESC/SC - 01 Reunião Fórum Garopaba; - 01 Mostra de Economia Solidária; Fórum Permanente de Assistência Social de São José: 05 Reuniões do Fórum; 03 Reuniões Plenárias do CMAS/São José

Formação em Políticas Públicas

Nº de Participantes Publico beneficiário 305 pessoas: Representantes das entidades não governamentais e conselheiros 199 M e 106 187 pessoas: Representantes de empreendimento de economia solidária e entidades de apoio 150 M e 37 H

120 pessoas: Representantes das entidades não governamentais e conselheiros, representantes governamentais 93 M e 27 H 276 pessoas: Representantes das entidades não governamentais e conselheiros 208 M e 68 H

Fórum Municipal de Políticas Públicas de Florianópolis: 07 Reuniões do Fórum; 02 Reuniões CMAS; 01 Reunião dos conselheiros da sociedade civil; 01 Reunião Comissão Conselho Tutelar; 03 Reuniões da Frente Parlamentar; 01 Reunião da Comissão pró 10% assistência social. 06 Participações nas Conferências Municipais 1097 pessoas: de Assistência Social de: Representantes das entidades São José; Itajaí; Florianópolis; e Itapema. não governamentais, 01 Conferência Estadual de Assistência governamentais e usuários Social ( 340 H /757 M) 01 Reunião com Equipe de Facilitadores da Conferência Estadual de Assistência Social. Conferência de Transparência e Controle 141 pessoas: Social: Representantes das entidades - 01 Reunião com Comissão de Organização não governamentais e governo. da COnf. Livre de Balneário Camboriú; 73 M e 68 H - 01 Atividade preparatória para Conf. Livre de Balneário Camboriú; - 01 Conferência Grande Fpolis - 01 Reunião da Comissão de Organização Estadual Formação para Conselheiros Rede ASA: 159 pessoas: - 04 Encontros Representante do poder público, Ação Social de Formação Conselheiros – Garopaba: Garopaba e ASA - 01 Reunião com Secretaria de Assistência 124 M e 35H Social; - 07 Encontros Formativos


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ASA – Ação Social Arquidiocesana

Inserção nas mobilizações 01 Audiência Pública sobre a criação da 500 pessoas locais, Estadual e Defensoria Pública no Estado Representantes do Legislativo, Nacional de promovam organizações de classe, a vida. movimentos sociais e entidades da sociedade civil (200 M / 300 H) - 01 Reunião da Equipe da CF; - 01 Sessão Solene ALESC; 484 pessoas: Campanha da - 01 Diálogo sobre a CF 2011: Fraternidade Equipe de Organização; Fraternidade e a Vida em Biguaçu; Membros das Ações; - 02 Seminários da CF 2012 (Arquidiocese e comunidade; autoridades Estadual); municipais e estadual - 02 Reuniões da Equipe de Animação CF 243 M e 241 H 2012

Desenvolvimento Solidário e Sustentável Essa diretriz de ação está voltada basicamente para a execução de dois projetos específicos, das quais a partir de suas especificidades contribuem para a promoção e desenvolvimento solidário e sustentável. Nessa diretriz são evidenciadas ações voltadas para o fomento a Economia Popular Solidária (EPS), que se solidifica na execução do Projeto “Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina ( FORTEES)”, aprovado e financiado pela Petrobrás e coordenado pela Cáritas Brasileira Regional SC. O referido projeto surge junto a rede Cáritas com a perspectiva de contribuir e aprimorar o processo de acompanhamento aos empreendimentos de EPS, que se encontrava fragilizado junto a rede Cáritas de EPS. Outra ação importante dessa diretriz está voltada para as situações de emergências e gestão de risco e desastre. A partir da ação iniciada em 2008 a ASA amplia sua práxis nesse sentido com a implementação do Plano Arquidiocesano de Gestão de Risco e Desastre que está em fase de construção junto a municípios da Arquidiocese de Florianópolis.

Projeto Fortalecendo Experiências de Economia Solidária em Santa Catarina (FORTEES):

Iniciado no ano de 2011 o projeto conta com a contratação de uma articuladora local que faz o desenvolvimento das atividades junto a ASA no âmbito da Arquidiocese de Florianópolis. O projeto FORTEES definiu no coletivo de toda a rede Cáritas as seguintes atividades das quais foram sendo realizadas ao longo de todo o período: –

Convite e acompanhamento aos empreendimentos: como primeiro passo para o início do projeto foram mapeados empreendimentos de EPS que já possuem alguma relação de aproximação com a ASA, sejam a partir das Ações Sociais Paroquiais ou pelo Fórum Regional de EPS. A partir de então, foram realizadas visitas no intuito de apresentar e convidar os empreendimentos para a participação do projeto. Essas visitas resultaram na inclusão de oito empreendimentos no projeto, que recebem acompanhamento, assessoria e cursos de formação focalizados em Economia Solidária. A partir das visitas de apresentação e acompanhamento aos empreendimentos, novos grupos foram sendo incluídos, totalizando 11 empreendimentos. A inclusão destes se deu de maneira gradual, cada qual em seu respectivo momento. Com isso, a ASA se compromete com a realização de visitas periódicas de acompanhamento e assessoria. Destes 11 um empreendimento desligou-se do projeto em agosto, por não se identificar com as propostas apresentadas, os demais estão participando firmemente do projeto. Essas visitas tem resultado num maior conhecimento em economia solidária, com os debates nos grupos, o reconhecimento da importância do planejamento do grupo, resultando futuramente no plano de negócios e nas buscas de alternativas de comercialização dos produtos.

Da mesma forma, foi possível perceber as fragilidades e desafios, mas, sobretudo as potencialidades de cada empreendimento. As visitas após a segunda etapa do curso de gestão, estão possibilitando a discussão sobre o Plano de Negócios, nos processos de discussão as questões


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específicas vão surgindo como: organização legal, definição de produto; documentação para organização interna; precificação e etc. Cada empreendimento vai se encontrando e identificando seus caminhos aonde trilhar. –

Fomento à comercialização: O projeto organizou uma mostra de produtos em Florianópolis. Esse espaço surgiu pela parceria com o projeto “Balcão da Cidadania”, do Serviço Social do Comércio (SESC) e teve a duração de 14 dias. Avalia-se como positiva essa primeira experiência, pois os grupos mantiveram contato com o público externo e com as tendências de moda, da qual resultou tanto numa motivação pelas vendas, quanto no aprimoramento dos seus produtos. Essa atividade não havia sido planejada pelo projeto, surgiu a partir da parceria com o SESC. Para a efetivação da mostra, a ASA contou com apoio do Fundo Arquidiocesano de Solidariedade que viabilizou a participação dos representantes dos empreendimentos.

Curso de Gestão e Viabilidade Econômica: Ação planejada e que compõe a proposta geral do projeto, o Curso de Gestão e Viabilidade Econômica foi realizado em duas etapas das seis programadas para os dois anos de projeto. Esse curso tem preparado os empreendimentos para a vivência em Economia Solidária, para a sua organização interna, estrutural e financeira, a partir do plano de negócios.

A primeira etapa ocorreu em Biguaçu e foi feito uma introdução ao projeto e foi debatido sobre economia solidária. A segunda etapa aconteceu no Morro das Pedras com dois dias de duração, o que possibilitou que as pessoas se conhecessem melhor, favorecendo a quebra de preconceitos, criando uma valorização das culturas indígena e quilombolas. Nesta etapa foram incluídos novos empreendimentos que estavam iniciando no projeto. A partir desta etapa começou o acompanhamento para a implantação do Plano de Negócios nos empreendimentos, onde foi trabalhada a importância do planejamento e sugerido sua implantação nos grupos.

Oficinas: As oficinas, identificadas como ações estratégicas para o fomento a novos grupos, têm como objetivo oferecer uma preparação para as pessoas que se encontram na situação de vulnerabilidade social e excluídas no mercado de trabalho. Além de firmar novas parcerias, dentre elas destacamos com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e a Pastoral da Saúde, e inclusão de novas realidades no projeto e no trabalho da Ação Social Arquidiocesana.

A primeira oficina que foi realizada sobre Plantas Medicinais, contou com muitos participantes, teve a metodologia esperada para o curso, porém não atendeu as expectativas do projeto, haja vista que os participantes não se enquadraram no perfil exigido pelo projeto. Contudo não obteve o resultado esperado.

Já a Oficina de Catadores de Materiais Recicláveis, conseguiu identificar catadores e motiválos para a participação. Como indicativo para futuro acompanhamento, fica o compromisso da Ação Social Arquidiocesana de promover mais encontros como esse para a partilha de experiência e fortalecimento da categoria, assim como contribuir na organização de catadores que hoje estão trabalhando individualmente.

Abaixo um quadro com dados de 08 Empreendimentos acompanhados: Pira Rupá: O empreendimento da aldeia Pira Rupá é um grupo que busca preservar a cultura guarani de artesanato e tem uma criação bem característica. Considerando a realidade da aldeia, os artesãos estão desanimados na sua produção por não haver espaço para a comercialização dos seus produtos e muitos deles ficarem estocados até estragarem. Hoje eles comercializam no centro da cidade individualmente, porém sofrem muito preconceito e são marginalizados. É um grupo comunitário, pequeno, pois a aldeia é pequena também e está no processo de criar uma associação com possibilidade de venda para manutenção da comunidade. Nas visitas de acompanhamento éramos recebidos, normalmente, pelo cacique, ou um dos seus representantes. Depois de construir uma relação de confiança estamos avançando na participação da aldeia.


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ASA – Ação Social Arquidiocesana

Mulheres em Ação pela Superação: O grupo Mulheres em Ação pela Superação é formado por mulheres que se encontra em grande vulnerabilidade. O grupo produz sabão ecológico e foi criado pela Ação Social em parceria com a Epagri. O grupo conta com atuação direta de 3 mulheres e sua venda está muito limitada entre amigos e conhecidos, pois não possui nota fiscal para vender outros espaços. O que é arrecadado pela venda do produto é revertido em material e o que sobra é dividida igualmente entre as participantes. Tecendo Relações: O grupo Tecendo Relações é um grupo do município de Itajaí com aproximadamente 15 mulheres. O grupo foi criado a partir da enchente que aconteceu em Itajaí em 2008 a fim de gerar renda para recuperar suas casas e fortalecer a auto estima entre as mulheres que perderam tudo. Elas produzem utensílios de cozinha e se reúnem semanalmente. O grupo recebeu, nesse ano, acompanhamento da incubadora da UNIVALI e são desafiados a se inserirem no movimento de economia solidária de Itajaí. Criando e Costurando: O grupo “Criando e Costurando” também foi criado a partir de um projeto social da Ação Social para as mulheres que se encontravam em situação de vulnerabilidade social no bairro da Tapera, no município de Florianópolis. Hoje conta apenas com a participação direta de 3 mulheres, que produzem jogos de cama. Elas também têm uma venda bem restrita entre amigos e conhecidos por não possuírem um espaço para a comercialização dos seus produtos. As visitas estão sendo direcionadas para pensar numa alternativa para a venda dos produtos estocados e começarem uma nova coleção, dentre essas alternativas estamos iniciando uma discussão de visitarmos os hotéis e pousadas da região para fornecer o produto diretamente. Itaty: O grupo da aldeia Itaty é um grupo de cultura guarani bem avançada em relação à lutas e apoio a projetos sociais, têm uma estrutura muito boa de convívio comunitário e educação e estão provendo um espaço para comercialização na aldeia, que fica às margens da BR 101. Esse espaço será aberto ao público, que poderá acompanhar a produção e consumir os produtos. Conta com participação das mulheres que moram da aldeia e têm uma ligação bem forte com a Pira Rupá. Essa aldeia, embora tantos avanços, têm os mesmos desafios de comercialização que a outra e estaremos fazendo o mesmo processo de legalização e inclusão nas redes de comercialização da capital. Mãos Unidas: O grupo Mãos Unidas é um grupo acompanhado pela Ação Social de Biguaçu que conta com a participação de 13 mulheres. Elas pintam pano de louça e têm pouca comercialização. Elas têm 2 professoras de pintura que fazem o acabamento dos produtos e ajudam nas demais dificuldades, mas está passando por dúvidas entre continuar empreendimento ou produzir e comercializar individualmente. Estamos ofertando um acompanhamento que proporcione formações e trabalhos para fortalecer o comprometimento com o grupo. Arte Sustentável: O grupo ‘Arte Sustentável’ tem a participação de mulheres que vivem da colheita do marisco caracterizada por extrema exploração, devido à precarização do trabalho. Hoje contam com a participação de 8 mulheres do bairro Enseada do Brito, no município de Palhoça, e têm bastante envolvimento em movimentos sociais locais, Projeto Brasil Local (Governo Federal), além da participação direta no Conselho Estadual e Fórum Regional de Economia Solidária. Produzem bolsas ecológicas com retalhos de tecidos. O produto está se qualificando com a inserção de duas novas participantes que estão trazendo bastantes novidades, criando mais variedades com esses retalhos. Estão passando por um processo de organização do grupo financeiramente, buscando a forma de precificar os produtos e de dividir os lucros, optando por deixar um percentual para o caixa do grupo e outro dividido entre as participantes na produção do que for vendido. Geleias do Fortunato: o Grupo “Geleias do Fortunato” é o grupo mais recente acompanhado pelo projeto. O grupo tem 2 anos de existência e produz geleias, algumas com produtos orgânicos de plantação própria. O grupo é de uma comunidade remanescente de Quilombolas do município de Garopaba e conta com a participação de 6 mulheres. É envolvido com lutas sociais em favor da comunidade através da associação de moradores, no qual o grupo está inserido e a demanda atual é conseguir colocar um rótulo do grupo através da associação e se desvincular da cooperativa na qual estão inseridas.

Projeto de Gestão de Risco e Desastre:

A Ação Social Arquidiocesana após várias intervenções nas situações de emergência na Arquidiocese percebeu que mais do que intervir nas ações de resposta com arrecadações e doações de mantimentos, faz-se necessário uma ação que proporcione prevenção, preparação, resposta e reconstrução. Nessa perspectiva iniciou-se o processo de articulação Defesa Civil / Organizações não governamentais. Passou-se então, a criar estratégias de atuação para desenvolver o projeto na Arquidiocese entre elas: As etapas de sensibilização e mobilização intermunicipais que foram de fundamental importância para a compreensão de que as ações sociais faziam parte desse processo. A Defesa Civil dos municípios


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foi receptiva, demonstrando o quanto é fundamental esse apoio de organizações na luta para o enfrentamento a mitigação e a prevenção dos desastres. A parceria com a Defesa Civil mostra que é possível elencar novos parceiros para esse enfrentamento e que a diversidade de atores envolvidos no processo faz com que esse tenha uma maior potencialidade diante dessa realidade. As oficinas em Gestão de Risco e Desastre foram pensadas a partir da realidade que se colocou em cada município e na parceria com a Defesa Civil foi garantido que as essas tivessem uma efetividade maior a fim de valorizar as experiências locais. Os textos escolhidos para subsidiar os trabalhos vinham de acordo com a realidade da Arquidiocese, falando das inundações, famílias desabrigadas, abrigos e a importância da comunicação, Política Nacional de Defesa Civil e as fases de administração de desastres. Como desdobramento das oficinas destaca-se o indicativo de formações dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDECs) que visam incentivar comunidades mais seguras e sustentáveis para o enfrentamento dos eventos adversos. Caminhar-se-á no ano de 2012 nessa perspectiva de construção de comunidade seguras, fazendo-as através das dum processo de capacitação contínua e conhecimento de sua realidade local. Abaixo, as atividades realizadas da Diretriz 3: Desenvolvimento Solidário e Sustentável Ações Planejadas

Visitas de apresentação e acompanhamento do projeto FORTEES aos grupos.

Curso de Gestão e Viabilidade Econômica para os EES acompanhados

Atividades realizadas 70 Visitas aos Empreendimentos 14 Visitas para apresentação do projeto FORTEES; 56 Visitas aos Empreendimentos acompanhados pelo FORTEES: 08 Mulheres em Ação pela Superação; 08 Criando e Costurando; 07 Tecendo Relações; 09 Mãos Unidas; 11 Aldeia Itaty; 11 Aldeia Pira Rupa; 02 Geléias do Fortunato; 06 Arte Sustentável; 03 Tons da Mata; 01 Vida Nova; 01 Horta São Vicente; 01 Círculo do Amor; 01 Mãos Unidas e Associação de Artesãos; 01 Sabão do Solimar 02 Etapas do Curso de Gestão de Viabilidade Econômica 02 reuniões com Cáritas para preparação dos Cursos 14 dias de exposição no Shopping Iguatemi – Balcão da Cidadania

Nº de Participantes Publico beneficiário 460 pessoas: empreendimentos e equipe da ASA e articuladora local 416 M e 44 H

71 Pessoas: Empreendimentos; equipe da ASA; coordenação do projeto 61 M e 10 H 94 Pessoas: SESC, equipe da ASA, coordenação Comercialização do Shopping 10 Reuniões de preparação 76 M e 17 H 02 Encontros com Articuladores 44 Pessoas: Fortalecimento da Rede Coordenação do projeto, Cáritas 07 Reuniões com Cáritas articuladores locais, equipe da ASA 27 M e 17 H 01 Reunião de preparação para Oficina 81 Pessoas: de Plantas Medicinais Parceiros: pastoral da saúde, 01 Oficina de Plantas Medicinais Movimento Nacional de Catadores, 04 Reuniões de preparação para a equipe da ASA e CEPAGRO Oficinas para criação de Oficina (MNCMR) 58 M e 23 H novos Empreendimento 01 Oficina de Catadores de Materiais Economia Solidária Recicláveis 02 Reuniões de preparação para oficina de Hortas Comunitárias 01 Visita articulação Oficina de Hortas Comunitárias


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ASA – Ação Social Arquidiocesana

Plano Arquidiocesano de Gestão de Risco e desastres.

Sensibilização das ações sociais, Defesa 192 pessoas: Líderes Comunitários, Civil e parcerias para o Projeto Gestão Ações Sociais, de Risco e Desastres Defesa Civil e Equipe da ASA 92 M e 100 H Elaboração de Material sobre Gestão 03 pessoas : Líder do Legislativo de Risco e Desastre. Estadual e Assessor da ASA 01M e 02H 08 reuniões de Articulação com a 12 pessoas: agentes de Defesa Civil e Defesa Civil dos municípios: São José, Equipe da ASA Palhoça, Itapema, Itajaí, Brusque e 06M e 06H Florianópolis. 04 Oficinas de Formação de 03 etapas: 209 pessoas: Ações sociais Palhoça, São José, Florianópolis e Corpo de bombeiros Brusque ONGs, Assistência Social, Defesa Civil, Lideranças Comunitárias 136 M e 73H Encontro para implantação dos Núcleos 54 pessoas: Líderes Comunitários, Comunitários de Defesa Civil- NUDEC: Ações Sociais Botuverá e Guabiruba Prefeitos,Vereadores, técnicos de várias áreas. 18M e 36H Inundações de setembro- 02 visitas aos 15 Pessoas: Equipe da ASA, Coord abrigos de São João e Cordeiros - Itajaí dos abrigos, Equipe dos abrigos 08M e 07 H Planejamento Projeto Caritas SC e RS: “Construindo Comunidades Seguras”

10 pessoas: agentes Cáritas 07M e 03H

Sustentabilidade Financeira Como resultado de diversas reflexões e debates, a ASA assumiu em 2010 uma diretriz de ação específica para tratar deste tema para os próximos cinco anos, conforme prevê o planejamento estratégico da entidade. No ano de 2011 a equipe executiva da ASA buscou instituir novos processos de sustentabilidade financeira, com o objetivo de garantir e ampliar o trabalho e a organização da Rede ASA, envolvendo novos parceiros e investidores para o desenvolvimento dos projetos sociais, bem como participou de alguns espaços de formação sobre o assunto. A atuação da ASA com projetos específicos de atendimento direto auxiliaram na identificação de fontes financiadoras. Como é o caso do Projeto de Gestão de Risco e Desastre que com oito meses de atuação já conseguiu um financiamento com o Banco HSBC, o qual possibilitará a continuidade da ação nesta área nos próximos dois anos. Além do projeto citado, estamos desenvolvendo o Projeto FORTEES apoiado pela Petrobrás e coordenado pela Cáritas Brasileira Regional de Santa Catarina e o Programa de Desenvolvimento e Organização Comunitária que é desenvolvido parceria com Misereor e conta com uma contrapartida da Arquidiocese de Florianópolis. No entanto, somente o último apresenta uma proposta mais clara de execução do projeto rede, envolvendo as Entidades-Membros da ASA no processo de captação de recursos. Além das parcerias citadas anteriormente, obtivemos aprovação de alguns projetos para potencializar o desenvolvimento de atividades planejadas, como o Curso de Formação de Conselheiros (âmbito Arquidiocesano e do Município) e Semana da Solidariedade, que contou com o apoio do Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina, Controladoria Geral da União, Prefeitura Municipal de Garopaba e Ministério Público do Trabalho, perfazendo um total de R$ 11.380,00. Os Fundos Solidários, principalmente o Fundo Arquidiocesano de Solidariedade foi objeto de grande investimento neste ano. A começar pelo resultado da Coleta da Solidariedade, que novamente supe-


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rou as expectativas e a arrecadação da coleta do ano anterior. Outro aspecto positivo foi a quantidade de projetos apoiados, no total de 28 projetos, com R$ 112.202,76 aplicados somente no ano de 2011. O conselho do FAS tem aprimorado os critérios e a análise dos projetos, causado principalmente pela pouca rotatividade dos seus conselheiros. Os projetos têm apresentado boa qualidade na escrita, com importantes propostas de inserção social nas comunidades com maior índice de vulnerabilidade social. Destacamos que houve um investimento no aprimoramento do acompanhamento dos projetos apoiados pelo FAS a fim de identificar seus impactos nas comunidades onde são executados. Ações Planejadas

Atividades realizadas Elaboração de um plano de ação de captação de recursos

Elaboração de 08 projetos para a Diversificação das fontes sustentabilidade da Rede ASA, para de sustentabilidade os seguintes apoiadores: Eletrobrás/ financeira Eletrosul, Banco do Brasil, Instituto HSBC Solidariedade, Ministério Público do Trabalho, Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, Misereor (adequação), Prefeitura Municipal de Garopaba, Brazil Foundation Participação em 03 eventos com possíveis parceiros para captação de recursos

Fundos Solidários

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Nº de Participantes Publico beneficiário 05 pessoas: equipe executiva 04 M e 01 H 06 pessoas equipe executiva 05 M e 01H

49 pessoas: captadores de recursos, representante das entidades apoiadores e entidades parceiras 28 M e 22 H 03 reuniões do Conselho do Fundo 96 pessoas: Arquidiocesano de Solidariedade (FAS) representantes de entidades, 03 reuniões para esclarecimentos dos comunidades, grupos que atuam em critérios e finalidades do FAS áreas sociais nas comunidades 03 reuniões com projetos apoiados 63 M e 33 H pelo FAZ Mapeamento do Fundo 04 pessoas: Arquidiocesano de Solidariedade Articuladoras CAMP, equipe da ASA pelo Projeto dos Fundos Solidários da 03 M e 01 H SENAES-MTE/CAMP- Rio Grande do Sul 04 reuniões do Fundo Solidário da 100 pessoas: Cáritas Brasileira Regional SC representantes das entidadesmembro da Cáritas 13 M e 08 H 08 visitas de acompanhamento aos 63 pessoas: projetos apoiados pelos Fundos representantes de entidades, Solidários comunidades, grupos que atuam em áreas sociais nas comunidades 42M e 21H

Atividades da Rede

Além de socializar neste Relatório as ações executadas diretamente, a ASA traz presente às atividades que foram realizadas pelas suas entidades membro. No quadro a seguir, os serviços são apresentados e percebe-se o crescimento e envolvimento das entidades com a comunidade a qual pertence. As Ações Sociais, enquanto sujeito de resposta as demandas das comunidades, atuam por meio de ações próprias, parcerias com outras entidades ou articulações com o município, fazendo parte da rede socioassistencial.


Obras Sociais das comunidades paroquiais de Coqueiros

Ação Social São Francisco de Assis

Ação Social Neotrentina

Ação Social e Cultural da Catedral

IDENTIFICAÇÃO

ORIGEM DOS RECURSOS Doações, mensalidades, promoções e serviços voluntários

Estadual para restauração da Catedral.

CONVÊNIOS

PROGRAMAS PROJETOS SERVIÇOS DESENVOLVIDOS:

Atendimentos: jurídico , psicológico e inscrição seleção e encaminhamento de alunos bolsistas para a Faculdade Borges de Mendonça. Concessão de Benefícios: cestas básicas, auxílio medicamentos, auxílio para transporte, fotografias para documentos, enxovais para bebês. Espaços de Participação e Controle Social: presença na rede de políticas públicas Espaços da Rede ASA: participação na Rede Municipal de Ações Sociais de Florianópolis e Rede Arquidiocesana. Espaço cedido pela Brechós, doações Município Qualificação Profissional: curso de informática; corte Paróquia. e Serviços e costura (Projeto apoiado pelo FAS) Voluntários. Projeto Superação de Limites: cursos de tricô, crochê e pintura em tecido (parceria com Prefeitura Municipal) Grupo de Geração de Trabalho e Renda: Mulheres em Ação pela Superação. Concessão de Benefícios: medicamentos; roupas; exames. Espaços de Participação e Controle Social: Conselho Municipal de Assistência Social; Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente. Espaço adequado para Serviços Fundo Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Idosos: o desenvolvimento das Voluntários Arquidiocesano de 05 grupos de idosos. atividades. Solidariedade Rádio Comunitária: Rádio da Gente Concessão de Benefícios: alimentação; fraldas geriátricas; enxoval para bebês. Casa Lar Nossa Brechó; doações. Federal, Estadual, Serviço de Acolhimento Institucional para crianças e Senhora do Carmo e Municipal e Adolescentes: Casas Lares Nossa Senhora do Carmo e São João da Cruz; Sociedade Divina São João da Cruz 11 funcionários e Providência 1assistente social; 1 auxiliar administrativo; 1 auxiliar de serviços gerais; 08 educadores sociais.

Sala equipada em com espaço para armazenamento de doações.

ESTRUTURA

-

União de 12 comunidades para a promoção da Festa da Unidade onde todo o lucro é revertido para uma das comunidades mais necessitadas.

Grupo de Geração de Trabalho e Renda Mulheres em Ação Pela Superação com a fabricação de sabão caseiro produzindo um maior compreensão da comunidade local sobre a necessidade de reciclagem de óleo, embalagens recicláveis, utilizadas na fabricação de sabão. (Acompanhado pelo Projeto FORTEES).

Contratação de 1 assistente Social a partir de maio de 2011.

Parceria com a Faculdade Borges de Mendonça proporcionou o ingresso de jovens no ensino superior.

Restauração do Complexo Catedral.

ATIVIDADE DESTAQUE 2011:

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Sede Própria, com 480m²

Brechó, Doações, Fundo Promoções, Arquidiocesano de serviços Solidariedade voluntários

Estudo do planejamento estratégico da AST Início da construção da nova sede Novos voluntários

Horta comunitária servindo de modelo e referência para outros grupos e escolas.

Todos os trabalhos artísticos programados foram realizados dentro das limitações de cada uma.

Atendimentos: na área da Psicologia. Padaria, Brechó e Coral. Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças: Reforço Escolar. Qualificação Profissional: Panificação, através do Projeto Pãezinhos Solidários; Pintura em Tela e Tecido; Corte e Costura (proposta para implantação futura) Concessão de Benefícios: alimentos, roupas, calçados, utensílios domésticos, etc. Demais atividades: Clube de mães, Yoga, Sábado com Crianças, biblioteca, salão de beleza, visitas as famílias.

Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças, Projeto de música. adolescentes e jovens: Grupos de Música nas Comunidades; Projeto Cine Mais Cultura: apresentações audiovisuais semanais. Concessão de Benefícios: alimentos, doações de roupas e calçados, atendimentos pontuais, etc. Demais ações: Pastoral da Saúde; Pastoral da criança.

Ação Social Santo Antônio

Municipal e oriundos de recusa fiscal do Banco do Brasil S/A.

Espaço adequado para Doações, o desenvolvimento das Promoções atividades e Serviços voluntários

Ação Social e Cultural São Joaquim

Municipal

Serviço de Atendimento às famílias; Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças até 06 anos; de 07 a 15 anos: Casa da Criança, São José e Creche São Francisco. Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Idosos; Concessão de Benefícios: alimentos

Doações, mensalidades, Promoções, e serviços voluntários

Espaço Físico atual não adequado, porém novos espaços sendo construídos.

Ação Social Trindade

Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Idosos: Grupo do idoso Nossa Senhora de Lurdes – Famílias.

Projeto Socio-ambiental: Horta Comunitária São Vicente. Concessão de Benefícios: alimentos, roupas, medicamentos, etc. Espaços de Participação e Controle Social: Conselho Municipal de Segurança Alimentar.

Espaço adequado para Brechós, Municipal e o desenvolvimento das doações, Serviços doações. atividades, cedido pela Voluntários. paróquia.

Ação Social São Espaço adequado para Brechó, doações Vicente de Paula o desenvolvimento Serviços das atividades, cedido Voluntários. pela paróquia. Além dos equipamentos específicos para Horta.

Ação Social Paroquial da Fazenda

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Associação Estrutura cedida Social São pela Paróquia e suas Francisco Xavier capelas.

Espaço adequado para Brechó, Doações, Municipal o desenvolvimento das serviços atividades. voluntários, 01 Assistente Social

Ação Social Paróquia dos Ingleses

Doações de entidades privadas;

Municipal através da Fundação Franklin Cascaes;

Brechó, Doações, Repasse mensal da Promoções, paróquia, Justiça serviços Federal e Fórum voluntários,

Espaço adequado para o desenvolvimento das atividades, cedido pela paróquia. Veículo próprio.

Ação Social São Luiz Gonzaga

-

Espaço adequado para Doações e o desenvolvimento das Serviços atividades.

Ação Social São Judas Tadeu (*) Concessão do Prêmio Selo Social a Ação Social São Judas Tadeu, confirmando a relevância dos trabalhos prestados.

Concessão de Benefícios: cestas básicas para famílias e idosos em situação de risco e para crianças desnutridas;

Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças até 06 anos, de 07 a 15 anos;

Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde com distribuição de alimentos e remédios fitoterápicos produzidos pelas voluntárias na Associação Vida Verde.

Parceria com a Associação Diácono Pereira Abreu- ADAPA e a Capelania Militar Cristo Rei, responsável pela parceria com a Polícia Militar de Santa Catarina que a cada dois meses disponibiliza seu efetivo para atividades de saúde e cidadania para as comunidades da grande Florianópolis.

Serviço de Atendimento as Famílias: Projeto Atividades com as Gestantes Enfrentamento a pobreza; Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças até 06 anos: Palestras para Gestantes Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Idosos: 7 Grupos de Idosos Concessão de Benefícios: distribuição de medicamentos, cestas básicas, remédios etc. Demais atividades: Clube das mães com bordados, crochês, tricô , costura pintura em tecido madeira e vidro, colagem em tecidos.

Cursos Profissionalizantes: curso de tricô; Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças até 06 anos: Palestras para gestantes; Confecção de Enxoval para Gestantes; Concessão de Benefícios: Projeto Adote uma criança neste inverno; doações de roupas; Doação de leite ao Lar Menino Deus; Demais Ações: Comemoração do Dia das crianças, Projeto Preservação do Planeta Terra

20 ASA – Ação Social Arquidiocesana


Doações,

Ação Social Nossa Senhora da Glória

Estrutura cedida pela Paróquia.

Doações

Associação Espaço cedido pela Beneficente São Mitra Arquidiocesana Dimas

Municipal Parceria com Univali

-

Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Idosos: Projeto Bem Viver; Sol Nascente e Doutores da Beleza; Qualificação Profissional: Projeto Mãos Solidária e Projeto Inclusão.com Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Crianças até 06 anos, de 07 a 15 anos: Projeto Você Vale Ouro. Demais Ações: Projeto Vozes da Esperança (preparo técnico musical.

Geração de Trabalho e Renda: Projeto Estampa Livre trabalho desenvolvido por 13 detentos do Presídio Masculino de Florianópolis; Oficinas: Cachepô e Sabão Artesanal. Construção do Consultório Odontolôgico dentro do Presídio Masculino de Florianópolis; Montagem da Biblioteca, possibilitando que todos os detentos tenham acesso a leitura; Ampliação as oficinas de camisetas, da estamparia, com a aquisição da máquina flach cure; Criação da oficina de cachepo para detentos da galeria.

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ASA – Ação Social Arquidiocesana

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CONCLUSÕES FINAIS E PERSPECTIVAS PARA 2012

O ano de 2011 foi marcado por diversos acontecimentos que influenciaram a dinâmica e a organização da ASA. A começar pela transferência de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger para a Arquidiocese de Salvador, sendo que na ocasião ocupava o cargo de presidente da ASA, e em virtude de sua transferência solicitou o desligamento da entidade. No período de vacância da presidência da ASA, o Diac. José Neri de Souza assumiu o cargo de presidente até a assembleia eletiva que ocorreu em maio. Os preparativos para a assembleia com visitas em todas as entidades-membro da ASA apontaram para a ampliação do pertencimento à rede ASA/Cáritas e para uma renovação na diretoria envolvendo representantes das entidades filiadas. Na assembleia, ocorrida em Biguaçu, houve uma renovação da diretoria com vários representantes das Entidades-Membros, configurando-se no início de uma nova fase na gestão da ASA, agora sob a presidência de Pe. Mário Sérgio do Nascimento. Outro aspecto importante que marcou a atuação em 2011 foi a execução de alguns projetos que configuraram-se em novas perspectivas de atuação, principalmente o Projeto Fortalecendo a Rede de Empreendimentos de Economia Solidária em Santa Catarina (FORTEES), o Projeto Gestão de Risco e Desastres, o Programa de Desenvolvimento e Organização Comunitária. A atuação com estes projetos aproximou ainda mais a ASA de suas entidades membro ampliando o leque de possibilidades de atuação frente às mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos. O fortalecimento da identidade da ASA enquanto entidade de assessoria no campo das políticas públicas, principalmente a de assistencia social foi um destaque no ano passado, com o acompanhamento ao reordenamento das entidades membro de acordo com a Política Nacional de Assistencia Social e com a oferta do Curso de Formação de Conselheiros em âmbito Arquidiocesano e Municipal. Para o ano de 2012, o Encontro Arquidiocesano da Rede de Ações Sociais realizado em novembro em Biguaçu, após avaliar as atividades da rede em 2011, sugeriu que fossem priorizadas as seguintes atividades em 2012: – – – – – – – – – –

Maior empenho junto as iniciativas de Economia Popular Solidária; Profissionalização do trabalho das ações sociais com a contratação de assistentes sociais; Ofertar cursos e formações sobre sustentabilidade financeira; Motivar as ações sociais não atuantes para participar das atividades da Rede ASA/Cáritas; Ampliar a participação dos voluntários nas ações sociais; Desenvolver ações para ampliar o compromisso do clero com a dimensão social; Enviar agendas e convites para as atividades com antecedência; Acompanhar o processo de organização do planejamento das ações; Fortalecer a dimensão da mística e espiritualidade na Rede ASA/Cáritas; Melhorar a comunicação entre as paróquias e ações sociais paroquiais.

A rede ASA/Cáritas é uma grande colcha de retalhos, que serve para promover a vida de muitas pessoas. Cada ação social é parte desta colcha e nela encontramos os sentimentos autênticos de pessoas que se entregam por completo para o próximo, doando sua própria vida. Estas pessoas, que na sua maioria são voluntários/as das ações sociais paroquiais, vivenciam diariamente a orientação deixada por Jesus Cristo: “toda as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).


Relatório Anual de Atividades – 2011

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Glossário

Ações Sociais Paroquiais – ASP’s: entidades membro filiadas a Ação Social Arquidiocesana. Rede Local: composta pela Ação Social Paroquial e demais pastorais, grupos e movimento da Paróquia. A Rede Local também pode envolver outras entidades como: Associação de Moradores, Conselho Comunitário, Posto de Saúde, Escolas, etc. Rede Municipal: composta pelo conjunto das Ações Sociais do município, além de outras entidades que atuam no campo das políticas públicas. Tem por objetivo fortalecer e integrar os trabalhos, além de ser um espaço de debate sobre questões específicas do município. Rede Arquidiocesana: Parceiros:

Controladoria-Geral da União

Arquidiocese de Florianópolis


AÇÃO SOCIAL ARQUIDIOCESANA

Rua Esteves Júnior 447 – Centro – 88015-130 – Florianópolis SC Fone/Fax (48) 3224-8776 asa@arquifln.org.br

Relatório Anual da ASA 2011  

Relatório das principais atividades realizadas pela Ação Social Arquidiocesana no ano de 2011.

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