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República de Angola Escola do IIº Ciclo do Ensino Secundário do Magistério Primário das Irmãs de S. José de Cluny/Malanje

Material de Apoio:

Metodologia de Investigação Científica

10ª Classe

Prof. Lic. Fernando Ngio

Malanje 2016


M.I.C./2016/Magistério Primário das Irmãs de S. José de Cluny - Malanje

ÍNDICE APRESENTAÇÃO...............................................................................................................1 TEMA 1 – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA.......................................................................................2 1.1. Conceitos e Definições................................................................................................2 1.2. Definição de Ciência...................................................................................................2 1.2.1. Tipos de Conhecimentos...........................................................................................4 1.3. Métodos e Metodologias.............................................................................................5 1.3.1. Método Científico.....................................................................................................6 1.3.2.

Métodos de Abordagem – Bases Lógicas da Investigação..................................6

1.3.3.

Métodos de Procedimentos- Meios Técnicos de Investigação............................7

TEMA 2 – PROCEDIMENTOS DIDÁCTICOS...............................................................8 2.1. Leitura..........................................................................................................................8 2.1.1. Elementos.................................................................................................................8 2.1.2 Leitura proveitosa......................................................................................................9 2.1.3. Fases.......................................................................................................................10 2.1. 4. Sublinhar e Resumir..............................................................................................11 TEMA 3 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÉMICOS.............................14 3.1. Instruções Gerais de Apresentação............................................................................14 3.1.1. Formato do papel....................................................................................................14 3.1.1.1. Fonte e letras........................................................................................................14 3.1.2.1. Margens...............................................................................................................14 3.1.2.2.Títulos e Subtítulos...............................................................................................15 3.1.2.3. Notas de Rodapé..................................................................................................17 3.1.2.4.

Citações..........................................................................................................20

3.1.2.5. Abreviaturas e Siglas...........................................................................................28 3.4. Modelos de Referências............................................................................................28 3.4.1. Sistema ABNT........................................................................................................28 3.4.2. Sistema APA...........................................................................................................30 3.5. Anteprojecto de Trabalho Científico.........................................................................32 3.5.1. Conceito..................................................................................................................32 //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//


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3.5.1.1. Objectivo.............................................................................................................32 3.5.2. Estrutura do Anteprojecto.......................................................................................32 3.5.2.1. Sugestões, passos e dicas a observar na estruturação do anteprojecto...............33 3.5.3. Dicas.......................................................................................................................34 3.5.3.1. Avisos...................................................................................................................34 BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS...............................................................................35

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APRESENTAÇÃO O presente material de Metodologia de Investação Científica, visa potenciar os estudantes iniciantes e não só… a adquirirem em termos gerais, as seguintes competências metodológicas: - Serem capazes de adoptar uma postura crítica, reflexiva e investigativa, perante os problemas colocados pela educação, as organizações e a sociedade em geral; - Dominar os procedimentos metodológicos da elaboração de um trabalho de pesquisa científico; - Conhecer as fases de elaboração de um trabalho de pesquisa, aplicando nomeadamente as regras, normas e convenções inerentes à elaboração de um trabalho científico etc. Entretanto, espera-se dos estudantes um maior engajamento, espírito investigativo, participação assídua nas aulas etc. para que, de forma efectivaos objectivos acima referenciados sejam alcançados com toda fidelidade possível. Visto que, presentemente, questões relacionadas com as metodologias de investigação científica tornou - se algo de conhecimento obrigatório para qualquer estudante que se preze, quer a nível Secundário,quer a nível Superior. Concretamente, na elaboração de Trabalhos de Fim do Curso, Monografias, Teses,Ensaios, Relatórios Técnicos de Pesquisa, Relatório de estágioe afins… Portanto, és um material que poderá parecer simples e sem valor para uns (o que é admissível), mas que para outros tornar-se-á num material de aprendizagem e consultas sempre que fornecessário. Boa leitura! Lic. Fernando Ngio «Pedagogo/Gestor e Inspector Educativo»

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TEMA 1 – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA 1.1. Conceitos e Definições a) Pesquisa A pesquisa visa essencialmente a produção de novo conhecimento e tem a finalidade de buscar respostas a problemas e indagações teóricas e práticas. A pesquisa é a actividade básica da ciência, e por meio dela descobrimos a realidade. – “A pesquisa é uma actividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos.” – “Pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objectivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos.” – “Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência.” b) Metodologia Científica É a disciplina que confere os caminhos necessários para o auto – aprendizado em que o aluno é sujeito do processo, aprendendo a pesquisar e a sistematizar o conhecimento obtido. Estuda os métodos científicos sob os aspectos descritivos e da análise reflexiva. Ao abordar o processo científico, a Metodologia da Ciência, além de descrever o que são os métodos indutivo, dedutivo e hipotético-dedutivo, inclui outros procedimentos que levam a formulação das hipóteses, elaboração de leis, explicações de leis, explicações e teorias científicas, fazendo também uma análise crítica deles. 1.2. Definição de Ciência Etimologicamente, o termo ciência provém do verbo em latim scientia, que significa aprender, conhecer. Essa definição etimológica, entretanto, não é suficiente para diferenciar ciência de outras actividades também envolvidas com o aprendizado e o conhecimento. Segundo Trujillo Ferrari (1974), citado por Prodanov e Freitas (2013: 14), ciência é todo um conjunto de atitudes e de actividades racionais, dirigida ao sistemático conhecimento com objectivo limitado, capaz de ser submetido à verificação. Lakatos e Marconi (2007, p. 2 //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//


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80) acrescentam que, além der ser “uma sistematização de conhecimentos”, ciência é “um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certosfenómenos que se deseja estudar.” A ciência é um produto humano que evoluiu historicamente, que pretende interpretar, descrever, compreender, explicar e/ ou predizer factos, processos e fenómenos da realidade incluindo o pensamento. Em geral pode definir-se como um sistema de conhecimentos que se adquirem como consequência do processo de pesquisa científica, sobre a natureza, a sociedade e o pensamento. a) Objectivo da ciência. O objectivo fundamental da ciência é o desenvolvimento do conhecimento, aprofundar nas propriedades e leis essenciais da realidade. b) Funções da ciência. 1. A descrição: é o elemento estrutural indispensável na investigação. É a primeira função, a mais simples, posto que sem ela não se pode explicar, nem menos predizer. Como é o seu objecto de estudo? 2. A explicação: responde a pergunta por que é assim o objecto de estudo? A explicação se preocupa com conhecer a razão ou motivo de um facto, trata de demostrar que o aparentemente singular ou natural, adapta-se a princípios definidos. A explicação acontece à descrição, já que ninguém se pode explicar aquilo que ainda não foi descrito. Para explicar um fenómeno se tem que saber como é. 3. A predição: se apoia nas explicações, onde é necessário conhecer as variações ou mudanças e tendências. Toda predição é uma estimativa ou resultado esperado, que se deduz ou se apoia em um conjunto de supostos e/ou proposições operacionalmente sustentados em um modelo. A predição responde as preguntas O que acontecerá? Como acontecerá? Quanto acontecerá?

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1.2.1. Tipos de Conhecimentos 1. O conhecimento Popular - É um conhecimento que foi transmitido de geração para geração por meio da educação informal, independente de estudos e pesquisas. Esse tipo de conhecimento é chamado de empírico, popular ou senso comum, isto é, um conhecimento produzido a partir da experiência (empírico), disseminado no seio da população (popular), comum, compreensível por qualquer pessoa e aceito por todos (sensocomum). É o conhecimento obtido pelo acaso, de experiências causais, pelas diversas tentativas de acertos e erros, independentemente de estudos, de pesquisas ou de aplicações de métodos. É fonte eterna de inspiração para a ciência, por isso, jamais deve ser desprezado. a) Valorativo: Fundamenta-se numa selecção operada com base em estados de ânimo e emoções; b) Reflexivo: Está limitado pela familiaridade com o objecto; c) Assistemático: Baseia-se na “organização” particular das experiências próprias do sujeito cognoscente d) Verificável: Está limitado ao âmbito da vida diária; 2. Conhecimento Religioso/teológico - Esse tipo de conhecimento está relacionado com a fé e a crença no divino, tendo sua origem na inspiração e não na razão. Esse conhecimento chamado de religioso ou teológico manifesta-se diante do mistério ou de algo oculto que provoca curiosidade, estimulando a vontade de entender o que se desconhece, mas que não pode ser verificado, pois se apoia em fundamentos sagrados. a) Valorativas: porterem sido relevadas pelo sobrenatural; b) Sistemático É o conhecimentodo mundo (origem, significado, finalidade e destino) como obra de um criador divino; as suas evidências não são verificadas. c) Inspiracional: Por esse motivo, tais verdades são consideradas Infalíveis e indiscutíveis(exactas); 3.Conhecimento Filosófico - Quem é o homem? De onde vem? Para onde vai? Quais são seus elementos constitutivos fundamentais? Qual a origem do Universo? Estes são questionamentos que os filósofos fazem sobre o homem e o Universo em busca da compreensão desses fenómenos. a) Valorativo, porque o seu ponto de partida consiste em hipóteses que não poderão ser submetidas a observação. 4 //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//


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b) As hipóteses (e o conhecimento) filosóficas baseiam-se na experiência e não na experimentação; c) Não verificável: Não podem ser confirmadas nem refutadas. d) É Sistemático: As hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la na sua totalidade. e) É Racional já que Consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. f) Infalível e Exacto: Quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de aprender a realidade, os seus postulados, assim como suas as hipóteses, não são submetidas ao decisivo teste da observação (experimental). 4. Conhecimento Científico - O conhecimento científico é todo conhecimento obtido por meio de procedimentos metodológicos que possibilitam investigar a realidade de forma organizada, ordenada, seguindo etapas, normas e técnicas, por meio de aplicação de métodos pré-estabelecidos, buscando responder como e por que ocorrem osfatos e fenómenos. a) É real (factual) porque lida com ocorrências ou factos, isto é, com toda “forma de existência que se manifesta de algum modo”, (Trujillo, 1974: 14). b) É verificável; já que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. c) É Sistemático - por ter uma ordem lógica que forma um sistema de ideias Constitui um conhecimento; d) ÉContingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua verdade ou falsidade conhecida por meio de experimentação; e) É falível; pelo facto de ser não definitivo, absoluto ou final, o que lhe fazem ser aproximadamente exacto. 1.3. Métodos e Metodologias 1.Método A palavra método vem da palavra grega méthodos, formada por duas palavras metáque significa no meio de; através, entre, acrescida de odós, que significa “caminho”. Assim, podemos dizer que método significa ao longo do caminho, ou seja, “forma de proceder ao longo de um caminho” (Trujillo Ferrari,1982, citado por Zanella, 2009:57 ). Num sentido mais geral é uma maneira de alcançar um objectivo, um determinado procedimento para ordenar uma actividade.Sequência ordenadas de passos para alcançar um objectivo.É a estrutura do processo de investigação científica para enriquecer a ciência. 5 //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//


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2.Metodologia O termo metodologia tem sua origem no grego (méthodos= caminho, ao longo de um caminho e lógos= estudo), ou seja, éo estudo dos caminhos a serem percorridos para se realizar umapesquisa.Em ciências, metodologia é o caminho que o pesquisadorpercorre em busca da compreensão da realidade, do fato, dofenómeno. A Metodologia consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis, identificandosuas limitações ou não em nível das implicações de suas actualizações. A Metodologia em nível aplicado examina e avalia as técnicas, bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações Com vistas à resolução de problemas de investigação.

1.3.1. Método Científico - É o elemento fundamental do processo do conhecimento realizado pela ciência para diferenciá-la não só do conhecimento comum, mas também das demais modalidades de expressão da subjectividade humana, como a filosofia, a arte e a religião (Severino, 2007, citado por Zanella, 2009:57). - Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que devemos empregar na investigação. É a linha de raciocínio adoptada no processo de pesquisa. Os métodos que fornecem as bases lógicas à investigação são: dedutivo, indutivo, hipotéticodedutivo, dialéctico e fenomenológico (Prodanov e Freitas, 2013:24). 1.3.2. Métodos de Abordagem – Bases Lógicas da Investigação 1. Método Dedutivo – Na dedução, o raciocínio parte de uma premissa geral para o particular. De um princípio geral, chega-se ao particular. Exemplo: - Premissa maior: Todo homem é mortal. - Premissa menor: Pedro é homem. - Conclusão: Logo, Pedro é mortal. 2. Método Indutivo – É um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algoparticular para uma questão mais ampla, mais geral. (Lakatos e Marconi, 2007, citados por Prodanov e Freitas, 2013:28). 6 //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//


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Exemplo: 1ª Premissa: Observação do fato: João, Pedro, Manuel são homens mortais; 2ª Premissa: Descoberta da relação entre ser homem eser mortal; - O homem João é mortal. - O homem Pedro é mortal. - O homem Manuel é mortal. 3ª Premissa: Generalização da relação: Todo homem émortal. Outro exemplo, bem simples, do raciocínio indutivo são os estudos feitos com uma amostra de uma população. Após análises os resultados são generalizados para toda a população da mesma espécie.

Argumentos Dedutivos Todo mamífero tem um coração. Ora, todos os lobos são mamíferos. Logo, todos os cães têm um coração.

Argumentos Indutivos Todos os lobos que foram observados tinham um coração. Logo, todos os cães têm um coração.

1.3.3. Métodos de Procedimentos- Meios Técnicos de Investigação 2. Método experimental; 3. Método observacional;

4. Método comparativo; 5. Método estatístico; 6. Método Monográfico.

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TEMA 2 – PROCEDIMENTOS DIDÁCTICOS 2.1. Leitura Para Marconi e Lakatos (2003:19) a leitura constitui-se em factor decisivo de estudo, pois propicia a ampliação de conhecimentos, a obtenção de informações básicas ou específicas, a abertura de novos horizontes para a mente, a sistematização do pensamento, o enriquecimento de vocabulário e o melhor entendimento do conteúdo das obras. É necessário ler muito, continuada e constantemente, pois a maior parte dos conhecimentos é obtida por intermédio da leitura: ler significa conhecer, interpretar, decifrar, distinguir os elementos mais importantes dos secundários e, optando pelos mais representativos e sugestivos, utilizá-los como fonte de novas ideias e do saber, através dos processos de busca, assimilação, retenção, crítica, comparação, verificação e integração do conhecimento: Por esse motivo, havendo disponíveis muitas fontes para leitura e não sendo todas importantes, impõe-se uma selecção (Marconi e Lakatos, loc. cit.). Prodanov e Freitas (2013:144) argumentam que “a leitura pode ter, entre suas finalidades, a busca da informação e oentretenimento. Como informação, visa à aquisição de conhecimentos relacionados à cultura geral (informativa) ou aquisição e ampliação de conhecimentos científicos,técnicos, filosóficos etc. (formativa) ”. 2.1.1. Elementos 1. O título - apresenta-se acompanhado ou não por subtítulo, estabelece o assunto e, às vezes, até a intenção do autor; 2. A data da publicação - fornece elementos para certificar-se de sua actualização e aceitação (número de edições), excepção feita para textos clássicos, onde não é a actualidade que importa; 3. A “orelha” ou contracapa - pennite verificar as credenciais ou qualificações do autor; é onde se encontra, geralmente, uma apreciação da obra, assim como indicações do “público” a que se destina; 4. O índice ou sumário - apresenta tanto os tópicos abordados na obra quanto as divisões a que o assunto está sujeito; 5. A introdução, prefácio ou nota do autor - propicia indícios sobre os objectivosdo autor e, geralmente, da metodologia por ele empregada; //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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6. A bibliografia - tanto final como as citações de rodapé, permite obteruma ideia das obras consultadas e suas características gerais. 2.1.2 Leitura proveitosa Uma leitura deve ser proveitosa e trazer resultados satisfatórios. Para tal, alguns aspectossão fundamentais, como estes: 1. Atenção - aplicação cuidadosa e profunda da mente ou do espírito em determinado objecto, buscando o entendimento, a assimilação e apreensão dos conteúdos básicos do texto; 2. Intenção - interesse ou propósito de conseguir algum proveito intelectual por meio da leitura; 3. Reflexão - consideração e ponderação sobre o que se lê, observando todos os ângulos, tentando descobrir novos pontos de vista, novas perspectivas e relações; desse modo, favorece-se a assimilação das ideias do autor, assim como o esclarecimento e o aperfeiçoamento delas, o que ajuda a aprofundar o conhecimento; 4. Espírito crítico - avaliação do texto. Implica julgamento, comparação, aprovação ou não, aceitação ou refutação das diferentes colocações e pontos de vista. Ler com espírito crítico significa fazê-lo com reflexão, nãoadmitindo ideias sem analisar ou ponderar, proposições sem discutir, nemraciocínio sem examinar; consiste em emitir juízo de valor, percebendo notexto o bom e o verdadeiro, da mesma forma que o fraco, o medíocre ou ofalso; 5. Análise - divisão do tema em partes, determinação das relações existentesentre elas, seguidas do entendimento de toda sua organização; 6. Síntese - reconstituição das partes decompostas pela análise, procedendo- se ao resumo dos aspectos essenciais, deixando de lado tudo o que for secundário e acessório, sem perder a sequência lógica do pensamento. Portanto, uma leitura de estudo nunca deve ser realizada sem se determinar de antemão seu objectivo ou propósito, sem entender parte do que se lê (mesmo que seja uma ou outra palavra), sem avaliar, discutir e aplicar o conhecimento emanado da análise e síntese do texto lido (Marconi & Lakatos, op. cit.:21).

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2.1.3. Fases A leitura informativa segundo Marconi e Lakatos (op. cit.:22-23), engloba várias fases ou etapas, que podem ser assim sintetizadas: 1. De reconhecimento ou prévia - leitura rápida, cuja finalidade é procurar um assunto de interesse ou verificar a existência de determinadas informações. Faz-se olhando o índice ou sumário, verificando os títulos dos capítulos e suas subdivisões; 2. Exploratória ou pré-Leitura - leitura de sondagem, tendo em vista localizar as informações, uma vez que já se tem conhecimento de sua existência. Parte-se do princípio de que um capítulo ou tópico trata de assunto que nos interessa, mas pode omitir o aspecto relacionado directamente com o problema que nos preocupa. Examina-se a página de rosto, a introdução, o prefácio, as “orelhas” e a contracapa, a bibliografia e as notas de rodapé; 3. Selectiva - leitura que visa à selecção das informações mais importantes relacionadascom o problema em questão. A determinação prévia dos distintos propósitos específicos é importante para esta fase, que se constitui no último passo de localização do material para exame e no primeiro de uma leitura mais séria e profunda. A selecção consiste na eliminação do supérfluo e concentração em informações verdadeiramente pertinentes ao nosso problema; 4. Reflexiva - mais profunda do que as anteriores, refere-se ao reconhecimentoe à avaliação das informações, das intenções e dos propósitos do autor. Procede-se à identificação das frases-chave para saber o que o autor afirma e por que o faz; 5. Crítica - avalia as informações do autor. Implica saber escolher e diferenciaras ideias principais das secundárias, hierarquizando-as pela ordem deimportância. O propósito é obter, de um lado, uma visão sincrética e globaldo texto e, de outro, descobrir as intenções do autor. No primeiro momentoda fase de crítica deve-se entender o que o autor quis transmitir e, para tal,a análise e o julgamento das ideias dele devem ser feitos em função de seuspróprios propósitos, e não dos do pesquisador; é no segundo momento que devemos, com base na compreensão do quê e do porquê de suas proposições,rectificar ou ratificar nossos próprios argumentos e conclusões;

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6. Interpretativa - relaciona as afirmações do autor com os problemas para os quais, através da leitura de textos, está-se buscando uma solução. Se, de um lado, o estudo aprofundado das ideias principais de uma obra é realizado em função dos propósitos que nortearam seu autor, de outro, o aproveitamento integral ou parcial de tais proposições está subordinado às metas de quem estuda ou pesquisa: trata-se de uma associação de ideias, transferência de situações e comparação de propósitos, mediante os quais selecciona- se apenas o que é pertinente e útil, o que contribui para resolver os problemas propostos por quem efectua a leitura; 7. Explicativa - leitura com o intuito de verificar os fundamentos de verdade enfocados pelo autor (geralmente necessária para a redacção de monografias ou teses). 2.1. 4. Sublinhar e Resumir Algumas noções básicas da arte de sublinhar podem ser sintetizadas da seguinte forma: 1. Nunca assinalar nada na primeira leitura, cuja finalidade é apenas organizar o texto na mente, de forma hierarquizada, para depois destacar o mais importante; 2. Sublinhar apenas as ideias principais e os detalhes importantes, usando dois traços para as palavras-chave e um para os pormenores mais significativos, a fim de destacar as primeiras; 3. Quando aparecem passagens que se configuram como um todo relevante para a ideia desenvolvida no texto, elas devem ser inteiramente assinaladas com uma linha vertical, à margem. Da mesma forma, passagens que despertam dúvidas, que colidem com o tema exposto e as proposições que o apoiam devem ser assinaladas com um ponto de interrogação, pois constituem material-base para a leitura explicativa, onde sua veracidade será testada, interpretada e confrontada com outros textos. O que consideramos passível de crítica, objecto de reparo ou insustentável dentro do raciocínio desenvolvido, deve ser destacado mediante uma interrogação; 4. Cada parágrafo deve ser reconstituído a partir das palavras sublinhadas, e sua leitura tem de apresentar a continuidade e a plenitude de um texto de telegrama, com sentido fluente e concatenado;

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5. Cada palavra não compreendida deve ser entendida mediante consulta a dicionáriose, se necessário, seu sentido anotado no espaço intermediário, parafacilitar a leitura. O ideal, entretanto, é que seu significado seja compreendidoe a palavra adida ao vocabulário de quem lê. Também é aconselhávelque a leitura não seja interrompida diante da dúvida relativa a uma palavra,pois o texto que se segue muitas vezes esclarece qual dos sentidos,apontados no dicionário, mais convém no caso particular. Assim, durante aprimeira leitura deve-se anotar os termos e, antes da segunda, consultar afonte que esclarecerá o sentido deles. Nunca é demais repetir que a leitura éum dos meios para ampliar o vocabulário. Depois de assinalar, com marcas ou cores diferentes, as várias partes constitutivasdo texto, após sucessivas leituras, devemos proceder à elaboração de um esquema que respeite a hierarquia emanada do fato de que, em cada frase, a ideia expressa pode ser condensada em palavras-chave; em um parágrafo, a ideia principal é geralmente expressa numa frase-mestra; e, finalmente, na exposição, a sucessão das principais ideias concretiza- se nos parágrafoschave. No esquema, devemos levar em consideração também que: se as ideias secundárias têm de ser diferenciadas entre si, depois de desprezar as não importantes, deve-se procurar as ligações que unem as ideias sucessivas, quer sejam paralelas, opostas, coordenadas ou subordinadas, analisando-se sua sequência, encadeamento lógico e raciocínio desenvolvido. Dessa forma, o esquema emerge naturalmente do trabalho de análise realizado. O resumo consiste em sintetizar todas as ideias principais do tema do texto,do artigo, do capítulo ou da obra. O resumo deve ser livre de todo comentário pessoal e não deve formular críticas ou julgamento de valor, pois é mero trabalho de síntese. O resumo é parte importante do processo de estudo. Ao redigir o resumo, devemos usar frases breves, directas e objectivas, formando parágrafos que contenham apenas uma ideia principal e observando a linguagem impessoal do discurso, isto é, verbo na terceira pessoa do singular (Prodanov & Freitas, 2013:146). O resumo, como um tipo de trabalho académico, usado no curso de graduação, estrutura-se em: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Assim, ao redigir o texto do resumo, devemos destacar tal estrutura escrevendo o nome de cada uma.

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Ao fazer a introdução, devemos citar o tema e suas partes, como também o objectivo do texto, utilizando expressões técnicas e verbo na terceira pessoa do singular. O desenvolvimento conterá a síntese de todas as ideias principais do tema, observando também a linguagem impessoal. A conclusão conterá a síntese de toda temática já desenvolvida, não cabendo ideia nova, isto é, que não consta do desenvolvimento e livre de todo comentário pessoal. Podemos usar o verbo na voz activa e na terceira pessoa do singular.

TEMA 3 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÉMICOS 3.1. Instruções Gerais de Apresentação 3.1.1. Formato do papel Conforme NBR 14724 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011, citado por Prodanov e Freitas, 2013:182), os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4 (21,0 cm x 29,7 cm), digitados ou dactilografados no anverso das folhas, //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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excepto a folha de rosto, cujo verso deve conter a ficha catalográfica, impressos em cor preta, podendo utilizar outras cores somente para as ilustrações. Essa NBR actualizada em 2011 prevê que os elementos textuais e pós-textuais podem ser digitados no verso e anverso da folha. Fica a critério da instituição e do curso ao qual o trabalho é submetido que avaliem a melhor forma de apresentação. 3.1.1.1. Fonte e letras A NBR 14724, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011) recomenda, para digitação, a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto e tamanho 10 para citações directas longas, aquelas de mais de três de linhas, notas de rodapé, paginação e legenda das ilustrações e das tabelas, que devem ser digitadas em tamanho menor e uniforme. A fonte utilizada na digitação do texto pode ser Times New Romanou Arial, padronizando no trabalho a utilização somente de uma das opções. No caso de citações de mais de três linhas, devemos observar também um recuo de 4 cm da margem esquerda. 3.1.2.1. Margens As folhas devem apresentar margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm, ou seja: - Superior: 3 cm da borda da folha; - Inferior: 2 cm da borda da folha; - Esquerda: 3 cm da borda da folha; - Direita: 2 cm da borda da folha. “Caso o texto seja digitado no verso e anverso da folha, as margens devem ser assim marcadas: para o anverso, esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; para o verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011, citado por Prodanov e Freitas, 2013:183). Espaçamento e alinhamento: de acordo com NBR 14724, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011), todo o texto deve ser digitado ou dactilografado com espaço 1,5, exceptuando-se as citações de mais de três linhas, as notas de rodapé, as referências, as legendas das ilustrações e das tabelas, a ficha catalográfica, a natureza do trabalho, o objectivo, o nome da instituição a que é submetido e a área de concentração, que devem ser digitados ou dactilografados em espaço simples. //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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Todo o texto deve ser justificado, com o recuo de primeira linha do parágrafo em 1,25 cm, excepto em citação directa com mais de três linhas, a qual deve possuir recuo de 4 cm, partindo da margem esquerda. As citações directas longas, as notas e as referências devem ser digitadas ou dactilografadas em espaço simples. “As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011). 3.1.2.2.Títulos e Subtítulos A NBR 14724 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011) prevê que os títulos das seções devem começar na parte superior da mancha (ficando a 3 cm da borda superior) e serão separados do texto que lhes sucede por um espaço 1,5 entrelinhas (o que equivale a um enter ou uma linha com espaçamento 1,5), grafados em caixa-alta ou versal (letra maiúscula). Da mesma forma, os títulos das subsecções devem ser separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço 1,5, e situam-se a 3 cm da borda esquerda da página. Lembramos que os títulos das seções secundárias em diante também serão alinhados à esquerda, sem entrada de parágrafo. “Títulos que ocupem mais de uma linha devem ser, a partir da segunda linha, alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011). - Título sem indicativo numérico: os títulos sem indicativo numérico – errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice (s), anexo (s) e índice (s) – devem ser centralizados, conforme a NBR 6024, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003). No texto apresentado na NBR 14724, item 4.2.2, está previsto que Introdução, Desenvolvimento e Conclusão são as três partes fundamentais que compõem, juntas, os elementos textuais da estrutura de um trabalho académico. Essa Norma refere, ainda, que a Introdução é parte inicial do texto; o Desenvolvimento é a sua parte principal e a Conclusão é a parte final do texto. - Indicativos de seções: o indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caracteres (um único espaço). //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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- Elementos sem título e sem indicativo numérico: fazem parte desses elementos a ficha de aprovação, a dedicatória e a epígrafe. - Paginação: conforme a NBR 14724, todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a partir da primeira folha da parte textual (Introdução), em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. No caso de o trabalho ser constituído de mais de um volume, deve ser mantida uma única sequência de numeração das folhas, do primeiro ao último volume. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas serão numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. - Numeração progressiva das seções de um documento escrito: para evidenciar a sistematização do trabalho, devemos adoptar a numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias, por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta. Destacamos gradativamente os títulos das seções, utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa-alta ou versal, conforme a NBR 6024, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003), no sumário e, de forma idêntica, notexto.Dessa forma, para os efeitos da NBR 6024, aplicamos as seguintes definições: a) Alínea: cada uma das subdivisões de um documento, indicada por uma letra minúscula e seguida de parênteses; b) Indicativo de seção: número ou grupo numérico que antecede cada seção do documento; c) Seção: parte em que se divide o texto de um documento, que contém as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto; d) Seção primária: principal divisão do texto de um documento; e) Seção secundária, terciária, quaternária, quinária: divisão do texto de uma seção primária, secundária, terciária, quaternária, respectivamente; f) Subalínea: subdivisão de uma alínea. As regras gerais de apresentação devem ser elaboradas da seguinte maneira: - são empregados algarismos arábicos na numeração; - o indicativo de seção é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, dele separado por um espaço; - Devemos limitar a numeração progressiva até a seção quinária; //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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- O indicativo das seções primárias deve ser grafado em números inteiros a partir de 1; - O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto. Repetimos o mesmo processo em relação às demais seções. Exemplo: SEÇÃO PRIMÁRIA 1 2 3 4 .... Negrito e caixa-alta/ versal (letra maiúscula)

SEÇÃO SECUNDÁRIA 1.1 2.1 3.1 4.1 .... Normal e caixa-alta/ versal (letra maiúscula)

Seção terciária 1.1.1 2.1.1 3.1.1 4.1.1 .... Negrito e caixa-baixa (letra minúscula)

Seção quaternária 1.1.1.1 2.1.1.1 3.1.1.1 4.1.1.1 .... Itálico e caixa-baixa (letra minúscula)

Seção quinária 1.1.1.1.1 2.1.1.1.1 3.1.1.1.1 4.1.1.1.1 .... Normal e caixa-baixa (letra minúscula)

Nota: na leitura oral, não se pronunciam os pontos – exemplo: em 2.1.1, lemos dois um um.

Os indicativos devem ser citados no texto de acordo com os seguintes exemplos: [...] na seção 4; [...] ver 2.2; [...] em 1.1.2.2, § 3o ou [...] 3° parágrafo de 1.1.2.2. 3.1.2.3. Notas de Rodapé As notas devem ser digitadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples entrelinhas e por filete de 5 cm, delimitado a partir da margem esquerda da página; usar fonte tamanho 10. Segundo a NBR 10520, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002), essas notas são indicações, observações ouaditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor. Devemos utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o numérico para notas explicativas. As notas de rodapé podem caracterizar-se como Notas de referência ou Notas explicativas e devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente, sem espaço entre elas e com fonte tamanho 10. Exemplos: _____________________________ 1 2

Vejamos como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Demo (2000). Encontramos esse tipo de perspectiva, em grande parte, no estudo de Hair et al. (2005).

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A numeração das notas de referência é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não iniciamos a numeração a cada página. A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa. Exemplo: _____________________ 3 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros, 1994.

As subsequentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes expressões, quando for o caso: a) Idem – mesmo autor – Id. Exemplo: _____________________ 4 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p. 9. 5 Id., 2000, p. 19.

b) Ibidem – na mesma obra – Ibid. Exemplo: ___________________ 6 DURKHEIM, 1925, p. 176. 7 Ibid., p. 190.

c) Opus citatum, opere citato – obra citada – op. cit. Exemplo: _____________________ 8 ADORNO, 1996, p. 38 9 GARLAND, 1990, p. 42-43. 10 ADORNO, op. cit., p. 40.

d) Passim – aqui e ali, em diversas passagens – passim. Exemplo: _____________________ 11 RIBEIRO, 1997, passim.

e) Loco citado – no lugar citado – loc. cit.; Exemplo: _____________________ 12 TOMASELLI; PORTER, 1992, p.33-46. 13 TOMASELLI; PORTER, loc. cit. //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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f) Confira, confronte – Cf.; Exemplo: _____________________ 14 Cf. CALDEIRA, 1992.

g) Sequentia – seguinte ou que se segue – et seq.; Exemplo: _____________________ 15 FOUCAULT, 1994, p. 17 et seq.

A expressão apud – citado por, conforme, segundo – pode também ser usada no texto. Exemplos: No texto: Segundo Silva (apud ABREU, 1999, p. 3), diz ser [...]. “[...] o viés organicista da burocracia estatal e o antiliberalismo da cultura política de 1937, preservado de modo encapuçado na Carta de 1946.” (VIANNA, 1986, p. 172 apud SEGATTO, 1995, p. 214-215). No modelo serial de Gough (1972 apud NARDI, 1993), o ato de ler envolve um processamento serial que começa com uma fixação ocular sobre o texto, prosseguindo da esquerda para a direita de forma linear. No rodapé da página: _____________________ 16 (EVANS, 1987 apud SAGE, 1992, p. 2-3).

Obs: As expressões constantes nas alíneas a), b), c) e f) só podem ser usadas na mesma página ou folha da citação a que se referem. A numeração das notas explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para todo o capítulo ou a parte. Não iniciamos a numeração a cada página. Exemplo: No texto: O comportamento liminar correspondente à adolescência vem se constituindo numa das conquistas universais, como está, por exemplo, expresso no Estatuto da Criança e do Adolescente. 1 No rodapé da página:

_____________________ 1

Se a tendência é a universalização das representações sobre a periodização dos ciclos de vida desrespeitada, a especificidade dos valores culturais de vários grupos, ela é condição para a constituição de adesões de grupos de //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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pressão integrados à moralização de tais formas de inserção de crianças e jovens.

No texto: Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar ou vinculação profissional.4

No rodapé da página: _____________________

4

Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p. 269-290).

3.1.2.4.

Citações

Citação - é a menção de uma informação extraída de outra fonte, ou seja, informações cuja autoria não nos pertence, pois se assim, não o fizermos chama-se Plágio. a) Citação de citação: citação directa ou indirecta de um texto, sendo que nãotivemos acesso ao original (apud); b) Citação directa: transcrição textual de parte da obra de um autor consultado; Para Silvestre e Araújo (2012:241) nas citações directas, é obrigatório respeitar o texto original, não alterando nada que se transcreve, mas podem ser feitas omissões, devidamente assinaladas através do emprego de reticências dentro de parênteses rectos [...] ou curvos (…). c) Citação indirecta: texto baseado na obra do autor consultado. No respeitante às citações indirectas ou conceptuais, caracterizam-se pela transmissão das ideias de um determinado autor através de paráfrase, ou seja, recorrendo a uma verbalização distinta do texto original (Silvestre & Araújo, op.cit; loc. cit.). Conhece-se dois sistemas principais de referenciação bibliográfica: o Sistema Tradicional e o Sistema americano, geralmente conhecido como sistema autor data (Silvestre e Araújo, op.cit.:242). E dentre as múltiplas variantes do sistema autor data – data, as mais utilizadas na área das ciências sociais são o Sistema de Referência de Harvard e o Sistema da American Psychologist association (APA), sendo ainda de assinalar a existência de uma norma portuguesa de referências Bibliográficas (NP 405-1), não esquecendo claro, o Sistema da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é o que mereceu maior destaque nesta abordagem (Silvestre & Araújo, op.cit.:243, [grifo meu] ). //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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As citações podem aparecer: 1) no texto; 2) em notas de rodapé. Sugerimos apresentar as citações no texto. Regras gerais de apresentação de citações: nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável ou pelo título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e minúsculas e, quando estiverem entre parênteses, devem ser em letras maiúsculas. Exemplos: A ironia seria assim uma forma implícita de heterogeneidade mostrada, conforme a classificação proposta por Authier-Revuz (1982). “Apesar das aparências, a desconstrução do logo centrismo não é uma psicanálise de filosofia [...]” (DERRIDA, 1967, p. 293). Segundo Shiffman e Kanuk (2000), o comportamento do consumidor estuda de que maneira as pessoas resolvem gastar seu tempo e dinheiro para fazer uma determinada compra, assim como seu esforço para consumir.

Especificar no texto a(s) páginas(s), o(s) tomo(s), ou a(s) seção(ões) da fonte de consulta, nas citações directas. Esse(s) deve(m) seguir a data, separado(s) por vírgula e precedido(s) pelo termo que o(s) caracteriza, de forma abreviada. Nas citações indiretas, a indicação da(s) páginas(s) é opcional. Exemplos: A produção de lítio começa em Searles Lake, Califórnia, em 1928 (MUMFORD, 1949, p. 513). Oliveira e Leonardos (1943, p. 145) dizem que “a relação da série São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito clara.” Meyer parte de uma passagem da crónica de “14 de maio”, de A Semana: Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888 em que o Senado votou a lei, que a regente sancionou [...] (ASSIS, 1994, v. 3, p. 583).

1. Citação directa (curta): no texto, de até três linhas, deve estar contida entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. Conforme NBR 10520, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002), é a transcrição textual de parte da obra do autor consultado. //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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“Uma vez que se tenha dividido os cargos por especialização do trabalho, é preciso agrupá-los de forma que as tarefas comuns possam ser coordenadas.” (ROBBINS, 2003, p. 173). Ou: Barbour (1971, p. 35) descreve: “O estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos [...]” Ou: “Não se mova, faça de conta que está morta.” (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72). Segundo Pereira de Sá (1995, p. 27): “[...] por meio da mesma ‘arte de conversação’ que abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana [...]”

2. Citação directa (longa): no texto, com mais de três linhas, deve ser destacada com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto, no tamanho 10, sem as aspas e com espacejamento simples entrelinhas. Exemplos: Um dos pilares do pensamento de Vygotsky é a ideia de que as funções mentais superiores são construídas ao longo da história social do homem. Na sua relação com o meio físico e social que é mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos no interior da vida social, o ser humano cria e transforma seus modos de acção no mundo. (OLIVEIRA, 1993, p. 83).

Sobre “definir”, Demo (2000, p. 13) comenta que Entre as expectativas ditas pós-modernas está a de que toda definição é apenas aproximativa, porque nenhum fenómeno tem contornos nítidos, muito menos fenómenos sociais e históricos. Definir é colocar limites. Quanto mais algo está fechado entre limites, mais claro se torna.

Devem ser indicadas as supressões, as interpolações, os comentários, a ênfase ou os destaques do seguinte modo: a) supressões: [...]; b) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]; c) ênfase ou destaque: grifo, ou negrito ou itálico.

Exemplos: De acordo com Bruno (2001, p. 112), “[...] a citação deve reproduzir o fraseado, a ortografia e a pontuação interna da fonte original, mesmo quando a fonte contém erros. Desse modo, “[...] esse modelo funcionou [e ainda funciona] como critério e medida para entendermos a vida familiar brasileira ao longo do tempo.” (SAMARA, 2002, p. 28).

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Quando se tratar de dados obtidos por informação oral (palestras, debates, comunicações etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando os dados disponíveis, em nota de rodapé. Exemplos: No texto:

O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação verbal)1. No rodapé da página: __________________________ 1 Notícia fornecida por John Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em Londres, em Outubro de 2001.

Para enfatizar trechos de citação, devemos destacá-los indicando essa alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada. Exemplos: “[...] para que tenha lugar a produção de degenerados, quer physicos quer morais, misérias, verdadeiras ameaças à sociedade.” (SOUTO, 1916, p. 46, grifo nosso). “A arte de desenvolver uma estratégia bem sucedida e sustentável consiste em assegurar o alinhamento entre as actividades internas da organização e a proposição de valor para o cliente.” (KAPLAN; NORTON,2000, p. 103, grifo nosso). “No último nível, o mais elevado, encontramos as hipóteses convalinas.” (KÖCHE, 2007, p. 12, grifo do autor). “[...] b) desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que, aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...]” (CANDIDO, 1993, v. 2, p. 12, grifo do autor).

Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor, deveremos acrescentar, após a chamada da citação, a expressão tradução nossa, entre parênteses. Exemplo: “Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo [...] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado.” (RAHNER, 1962, v. 4, p. 463, tradução nossa).

3. Citação indirecta: conforme NBR 10520, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002), é um texto baseado na obra do autor consultado. É uma paráfrase ou um comentário sobre a ideia de um autor. Acrescentamos, entre parênteses, o sobrenome do autor, em versal, e o ano; a indicação da (s) página (s) consultada (s) é opcional. Sugerimos não indicar o(s)

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número(s) da(s) página(s) consultada(s), para que não ocorra relação indevida com a citação directa. Exemplos: Existem seis fontes principais de barreiras de entrada: economias de escala, diferenciação do produto, necessidades de capital, custos de mudança, acesso aos canais de distribuição e desvantagens de custo independentes de escala (PORTER, 2004). Rocha (2004) destaca que a melhor estratégia para uma empresa aumentar seus ganhos financeiros é conquistar a fidelização dos seus clientes, especialmente os mais importantes, porque, quando as pessoas estão satisfeitas com o tratamento que recebem, não só preferem não mudar de empresa como fazem a divulgação dele para a sua família e para seus conhecidos. De acordo com Freitas (2007), os conectivos nem sempre são apresentados de forma explícita. O seu uso ou não uso pode constituir-se em uma estratégia do locutor – aquele que detém a palavra – para agir sobre o outro numa relação discursiva, através de implícitos linguísticos.

4. Citação de citação: é uma citação directa ou indirecta de um texto, sendo que não tivemos acesso ao original. Identificamos a obra directamente consultada, o autor e a obra citada, acrescidos do termo latino apud (citado por, conforme, segundo). Nas referências (no final do trabalho e/ou em rodapé), somente mencionamos o nome do autor da obra consultada. Exemplos: “[...] o viés organicista da burocracia estatal e o antiliberalismo da cultura política de 1937, preservadode modo encapuçado na Carta de 1946.” (VIANNA, 1986, p. 172 apud SEGATTO, 1995, p. 214-215). No modelo serial de Gough (1972 apud NARDI, 1993), o ato de ler envolve um processamento serial que começa com uma fixação ocular sobre o texto, prosseguindo da esquerda para a direita de forma linear. Atitude, segundo Thurstone (2000, p. 245 apud MOWEN; MINOR, 2003, p. 142), é “a quantidade de afeição ou sentimento a favor ou contra um estímulo.” Ou: Atitude é “a quantidade de afeição ou sentimento a favor ou contra um estímulo.” (THURSTONE, 2000, p. 245 apud MOWEN; MINOR, 2003, p. 142).

Citação de obras consultadas em outro idioma Em geral, utilizamos as mesmas obras, porém traduzidas, acompanhadas de expressa referência de que a tradução é responsabilidade do autor do trabalho; após a chamada da citação, devemos incluir a expressão tradução nossa, entre parênteses. Exemplo: //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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“Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo [...] pode julgar-sepecador e identificar-se com seu pecado.” (RAHNER, 1962, p. 463, tradução nossa).

Sistema de chamada: as citações devem ser indicadas no texto por umsistema numérico ou autor-data. Qualquer que seja o método adoptado, deve ser seguido consistentemente ao longo de todo trabalho, permitindo sua correlação na lista de referências ou em notas de rodapé. Sugerimos utilizar o sistema autor-data. Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es), da(s) instituição(ões) responsável(eis) estiver(em) incluído(s) na sentença, indicamos a data, entre parênteses, acrescida da(s) página(s), se a citação for directa. Exemplos: Em Teatro Aberto (1963, p. 79) relata-se a “emergência do teatro do absurdo.” Segundo Morais (1995, p. 32) assinala, “[...] a presença de concreções de bauxita no Rio Cricon [...]”

Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentaremos as iniciais de seus prenomes; se, mesmo assim, existir coincidência, colocaremos osprenomes por extenso. Exemplos: (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, Cássio, 1965) (BARBOSA, O., 1958) (BARBOSA, Celso, 1965)

As citações de diversos documentos do mesmo autor, publicados num mesmoano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento, conforme a lista de referências. Exemplos: De acordo com Resende (1927a), [...]. (RESENDE, 1927b).

As citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicadosem anos diferentes e mencionadas simultaneamente, têm as suas datas separadas por vírgula. Exemplo: (CRUZ; CORREA; COSTA; 1958, 1999, 2000).

As citações indiretas de diversos documentos de vários autores, mencionados simultaneamente, devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética. Exemplos: Ela polariza e encaminha, sob a forma de “demanda colectiva”, da necessidade de todos (FONSECA, //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997). Diversos autores salientam a importância do “acontecimento desencadeador” no início de um processode aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW, 1991).

Sistema autor-data: nesse sistema, a indicação da fonte é feita: 1) pelo sobrenome do autor, ou pelo nome da entidade responsável, até o primeiro sinal de pontuação, seguido(s) da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação directa, separados por vírgula e entre parênteses. Exemplos: No texto: A chamada “pandectística havia sido a forma particular pela qual o direito romano fora integrado no século XIX na Alemanha em particular.” (LOPES, 2000, p. 225). Na lista de referências: LOPES, José Reinaldo de Lima. O Direito na História. São Paulo: Max Limonad, 2000. 2) Pela primeira palavra do título seguida de reticências, no caso de obras semindicação de autoria ou responsabilidade, seguida da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação directa, separados por vírgula e entre parênteses; Exemplos: No texto: “As IES implementarão mecanismos democráticos, legítimos e transparentes de avaliação sistemática das suas actividades, levando em conta seus objectivos institucionais e seus compromissos para com a sociedade.” (ANTEPROJETO..., 1987, p. 55). Na lista de referências: ANTEPROJETO de lei. Estudos e Debates, Brasília, DF, n. 13, p. 51-60, jan. 1987.

3) Se o título iniciar por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, estedeve ser incluído na indicação da fonte. Exemplos: No texto:

E eles disseram “globalização”, e soubemos que era assim que chamavam a ordem absurda em que dinheiro é a única pátria à qual se serve e as fronteiras se diluem, não pela fraternidade, mas pelo sangramento que engorda poderosos sem nacionalidade (A FLOR..., 1995, p. 4). Na lista de referências:

A FLOR Prometida. Folha de São Paulo, São Paulo, p. 4, 2 abril. 1995. //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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Casos e exemplos de citações: a) Citação com um autor: nas citações com um autor, que aparecem no texto, as chamadas são feitas pelo sobrenome do autor, com a primeira letra maiúscula seguida de minúsculas, com a informação do ano e da página entre parênteses, ou ainda, no final da citação, com o sobrenome do autor em caixa alta, seguido do ano e da página entre parênteses. Exemplos: Citação directa curta: Beuren (2004, p. 84) comenta que “a pesquisa do tipo estudo de caso caracteriza-se principalmente pelo estudo concentrado de um único caso. Este estudo é preferido pelos pesquisadores que desejam aprofundar seus conhecimentos a respeito de determinado caso específico.” Ou “A pesquisa do tipo estudo de caso caracteriza-se principalmente pelo estudo concentrado de um único caso. Este estudo é preferido pelos pesquisadores que desejam aprofundar seus conhecimentos a respeito de determinado caso específico.” (BEUREN, 2004, p. 84). Citação directa longa: Matarazzo (1998, p. 23) destaca que Um autor da época, William Post, escreveu, em 1906, que há dez anos poucos bancos exigiam de seus devedores que assinassem declarações de seus negócios. Hoje, o costume é bastante generalizado entre os banqueiros, embora ainda haja bancos que não tenham adoptado essa prática. É de se notar, além disso, que os interessados relutam cada vez menos em fornecer tais declarações.

b) Citação com dois autores: quando as citações incluídas possuem doisautores, as chamadas são feitas pelos sobrenomes dos autores, com a primeira maiúscula seguida de minúsculas, separados pela conjunção e,seguidos do ano e da página entre parênteses. Outra alternativa é colocar, nofinal da citação, entre parênteses, os sobrenomes dos autores em caixa alta separados por ponto-e-vírgula (;), seguidos de vírgula, do ano e da página. Exemplo:

“Conhecimento não é dado nem informação, embora esteja relacionado com ambos e as diferenças

entre esses termos sejam normalmente uma questão de grau.” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 1). Ou De acordo com Davenport e Prusak (1998, p. 1), “conhecimento não é dado nem informação, embora esteja relacionado com ambos e as diferenças entre esses termos sejam normalmente uma questão de grau.”

c) Citação com três autores: quando as citações possuem três autores esão incluídas no texto, são feitas pelos sobrenomes dos autores, com a primeira maiúscula seguida de

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minúsculas, e a separação do primeiro autor do segundo se dá por meio de uma vírgula (,) e do segundo autor para o terceiro, por meio da conjunção “e” (em minúsculo), seguidos do ano e da página entre parênteses. Outra alternativa é colocar, no final da citação, entre parênteses, os sobrenomes dos autores em caixa-alta, separados por pontoe- vírgula (;), seguidos de vírgula, do ano e da página. Exemplo: Na citação directa curta: Conforme Botelho, Carrijo e Kamasaki (2007, p. 333), “as pesquisas que se seguiram, em especial as desenvolvidas no âmbito do enfoque neo-schumpeteriano, mostraram a impossibilidade de tratar a atividade de inovação somente a partir de gastos formais de P&D.” Na citação directa longa: O tema da inovação tecnológica por parte de pequenas empresas ganhou relevância nas últimas décadas, motivado por recentes desenvolvimentos teóricos, em especial, no enfoque neo-schumpeteriano, bem como pela divulgação de resultados de pesquisas empíricas que constataram uma participação significativa de inovações empreendidas em empresas de menor porte em alguns sectores produtivos. (BOTELHO; CARRIJO; KAMASAKI, 2007, p. 333).

3.1.2.5. Abreviaturas e Siglas Conforme a NBR 14724, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011),para facilitar a leitura, elas devem ser destacadas no texto e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na sequência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes, índices e outros)…

3.4. Modelos de Referências 3.4.1. Sistema ABNT a) Fontes Impressas Inclui livro e/ou folheto (manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário etc.)e trabalhos académicos (teses, dissertações, entre outros). Os elementos essenciais são: autor(es), título/subtítulo (da parte e/ou da obra como um todo), edição, local, editora e data de publicação.

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Exemplos com os elementos essenciais KOTLER, Philip. Marketing. São Paulo: Atlas, 1985. 596 p. INHEDER, Bärbel; BOVET, Magali; SINCLAIR, Hermine. Aprendizagem e estruturas do conhecimento. São Paulo: Saraiva, 1977. 282 p. LUCKESI, Cipriano et al. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. 7. ed. São Paulo: Cortez,1995. 232 p.

Exemplos com os elementos complementares: DIAS, Gonçalves. Gonçalves Dias: poesia. Organizada por Manuel Bandeira; revisão crítica porMaximiano de Carvalho e Silva. 11. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1983, 87 p. il. 16 cm (Colecção Nossos clássicos, 18). Bibliografia: p. 77-78. ISBN 85-220-0002-6. KERLINGER, Fred Nichols. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: um tratamento conceitual. Trad. Helena Mendes Rotundo. Revisão técnica de José Roberto Malufe. São Paulo: EPU/EDUSP, 1980.

b) Fontes em meio electrónico: as referências devem obedecer aos mesmos padrões de obras monográficas no todo; em seguida, devemos acrescentar as informações relativas à descrição física do meio ou suporte. Quando se tratar de obras consultadas on-line, são essenciais as informações sobre o endereço electrónico, apresentado entre os sinais <>, precedido da expressão “Disponível em:” e, após a informação do endereço, colocamos a data de acesso ao documento mediante a expressão “Acesso em:”, opcionalmente acrescida dos dados referentes à hora, minutos e segundos. Exemplos: KOOGAN, A.; HOUAISS, A. (Ed.). Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan Breikmam. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD-ROM. Produzida por Videolar Multimídia. POLÍTICA. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. Lisboa: Priberam Informática, 1998. Disponível em:<http://priberam.pt/dIDLPO>. Acesso em: 8 mar. 1999. ALVES, Castro. Navio negreiro. [S.l.]: Virtual Books, 2000. Disponível em:<http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/port/Lport2/navionegreiro.htm?>. Acesso em: 10 jan. 2002. REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA DO ESPORTE. Forma e preparação de manuscritos. Rio deJaneiro: Instituto Biomédico, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/revistas/rbme/pinstruc.htm>.Acesso em: 20 out. 2003, 21:30:30.

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3.4.2. Sistema APA a) Fontes Impressas Monografia com um único autor - Último nome do autor, virgula, primeiro nome do autor e espaço; - Ano da edução, que pode estar ou não entre parêntesis; - Título do livro (em itálico), ponto final e espaço; - Local da edição, seguidos por dois pontos; - Nome do editor e ponto final. Exemplo:

Canavarro, José Manuel, 2000. Teorias e Paradigmas Organizacionais. Coimbra: Quarteto. Ceia, Carlos, 1992. Normas para a Elaboração de Trabalhos Científicos, Lisboa, Editora Presença.

Monografia com vários autores - Último nome do autor, vírgula, primeiro nome do autor e espaço;

- Mesma sequência para os restantes autores ou escrever et al. (et alli); - Em vez dos dois passos anteriores, escrever AAVV (autores vários); - Ano da edição que pode estar ou não entre parêntesis, seguido de espaço; - Título do livro (em itálico), ponto final e espaço; - Local da edição, seguido por dois pontos; - Nome do editor e ponto final. Exemplo:

Pollitt, Christopher e Geert Boukaert, 2004. Public Managemnet reform.A comparative Analysis. Oxford: Oxford University Press. Capítulos em livros, actas de congressos, ensaios em obras colectivas - Último nome do autor, virgula, primeiro nome do autor; - Ano da edição que poderá estar ou não entre parêntesis, seguido de espaço; - Título do capítulo, entre aspas, seguido de ponto; - In nome do (s) autor (es), vírgula e espaço; - Título do livro (em itálico), ponto final e espaço; - Local da edição, seguido por dois pontos; - Nome do editor, vírgula e espaço; - Páginas que limitam o contributo.

Exemplo: Lane, Jan-Erik,1985. «introduction:Public Policy or Markets? The Demarcation Problem». In Lane, Jan-Erik (ed.) State and Market-The Politics of Public and the Private. London: Sage Publications, pp.3-52. Documentos legislativos e judiciais - Título do documento; - Local, editor, data; ou //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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- Número, Volume, data

Exemplo: PORTARIA nº 111/89 Diário da República I série, 275, 13-10-1989, pp.1780-1785. Acordo entre a Comunidade Europeia e a República Portuguesa. Lisboa, Fundo de Fomento da Exportação, 1972.

b) Fontes electrónicas Sítios e páginas da internet - Endereço electrónico completo (URL); - Consultado ou Acedido em (data).

Exemplo: http://www.Governo de Angola.co.ao/, consultado em 10.03.2016. Instituto Nacional de Estatísticas, Recenseamento Geral da População e Habitação, 2014. http://www.ine.co.ao, em 10 de Março de 2016.

Artigos assinados consultados on-line - último nome do autor, vírgula, primeiro nome do autor e espaço; - Título do artigo, entre aspas e espaços; - disponível em (endereço electrónico completo); - Consultado/acedido em (data).

Exemplo: Ngio, Fernando Rogério Manuel, «o compromisso ético e social dos estudantes universitários», disponível em http://......, acedido em Marco de 2016.

Artigos acedidos em via electrónica com versão impressa - último nome do autor, vírgula, primeiro nome do autor e espaço; - Título do artigo, entre aspas e espaço; - identificação da publicação impressa (título, nº, data); - [ versão electrónica ]; - disponível em (endereço electrónico completo); - consultado/acedido em (data).

Exemplo: Fiúza, Margarida, «Adivinhe o que pensa a concorrência», Exame, nº275, Março de 2007 [versão electrónica], disponível em http:// www.exame.pt/gestão/html/adivinheoquepensa.html, consultado em 12.03.2016.

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3.5. Anteprojecto de Trabalho Científico 3.5.1. Conceito Segundo Ferreira (1986: 104), Anteprojecto pode ser entendido como “estudo preparatório ou esboço de um projecto a ser implementado” Deste conceito podemos depreender que anteprojecto é uma intenção concreta e expressa de realizar um projecto (pesquisa para o TFC) num futuro breve, especificando o quê, porque e como irá fazer e que propósitos espera alcançar. 3.5.1.1. Objectivo Como um documento que se apresenta a academia de formação, visa a análise e validação da proposta de pesquisa do estudante pela unidade orgânica. 3.5.2. Estrutura do Anteprojecto a) Capa b) Índice. c) Introdução. d) Desenho teórico (Problema, Objecto de estudo, Objectivos, e Campo de Acção). e) Justificação da escolha do tema (dizer as razões da escolha do tema: pessoais, científicas e sociais) /Pertinência, relevância teórico - prática, contribuição social e científico do trabalho. f) Antecedentes sobre o tema (estado da arte). g) Fundamentação teórica. h) Metodologia (Designadamente instrumentos de investigação, procedimentos, população e amostra, hipóteses (caso existam). i) Estimativa do custo da pesquisa. j) Cronograma de actividades. 3.5.2.1. Sugestões, passos e dicas a observar na estruturação do anteprojecto. Escolha o seu tema ou assunto. Não confundir tema ou assunto com título.

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Ele deve ser escolhido de acordo com a área de conhecimento. Veja quais são as curiosidades que você tem sobre determinado assunto. O que lhe chamou mais a chamou a atenção ao longo da formação e que gostaria de investigar? 1. Faça a justificativa desse tema. Por quais motivos essa pesquisa é relevante e importante? Apresente argumentos que justificam a importância da pesquisa no âmbito do seu campo de conhecimento e a relevância social do estudo (motivos e relevância da escolha do tema, levando em conta formação pessoal e pertinência/ contribuição académica). 2. Defina os objectivos da pesquisa. Quais são os propósitos de sua pesquisa? No que a pesquisa contribuirá? Detalhar em objectivo geral e objectivos específicos. 3. Estabeleça a formulação do problema. O que deseja saber exactamente? Aqui, você poderá fazer somente uma pergunta bem específica sobre o tema escolhido. Faça uma pergunta clara e operacional. Exemplo: "Quais são as crenças ingénuas sobre o uso de drogas?" Mas se não vai utilizar hipóteses, fará certamente várias perguntas orientadoras. 4. Quais são as hipóteses? Faça uma tentativa plausível para responder a pergunta na formulação do problema. A hipótese é uma resposta provisória à pergunta elaborada. Quais são as crenças e suposições que você espera confirmar/invalidar? 5. Qual será o caminho que seu anteprojecto seguirá, ou seja, qual será a metodologia? Qual será o método para você responder à pergunta básica do seu projecto? Você fará uma pesquisa de campo? Aplicará um questionário? Fará entrevistas? Usará ambos instrumentos? É importante deixar bem claro como será a colecta de dados, os passos básicos para que outros pesquisadores possam seguir a sua “receita”. Qual é a abordagem da pesquisa? 7. O que outros pesquisadores ou teóricos falaram a respeito do seu tema e problema? Em outras palavras, o que você sabe sobre a revisão bibliográfica? Isto é

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extremamente importante para que você saiba o que já foi feito e quais foram os instrumentos, podendo avançar mais rapidamente. 8.

Verifique agora se o título está em sintonia com o todo do anteprojecto. O título deverá ter início, meio e fim.

3.5.3. Dicas 

Use a linguagem impessoal, ou seja, aquela que indica distanciamento do objecto a ser pesquisado.

É proibido usar expressões do tipo "Eu acho que...", "Minha pesquisa..." ou "Meu trabalho académico...".

Use termos como "Esta pesquisa...", "Este projecto de pesquisa..." ou "O trabalho...". “O nosso trabalho...” , “A nossa pesquisa...”, etc.

Não se preocupe com a extensão ou tamanho do número de linhas do seu anteprojecto. Na verdade, quanto mais objectivo e específico, melhor.

No item da bibliografia, colocar somente o que será consultado.

3.5.3.1. Avisos 

Nunca esqueça de citar as fontes e autores. Não devemos nos apropriar indevidamente dos direitos de outros.

Faça uma boa amizade e parceria com o seu orientador.

Peça anteprojectos ou projectos que foram aprovados para você ter exemplos.

Saiba exacta e claramente o que a sua instituição espera do anteprojecto.

Tenha um bom livro de metodologia de pesquisa para tirar dúvidas e ver exemplos.

Evite complicações e termos rebuscados no seu anteprojecto. Tenha em mente que “quanto menos e objectivo, melhor”. //Por: Lic. Fernando Ngio/E-mail: feromang20@gmail.com//

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Obs: Nada é absoluto por isso,para mais aprofundamento e confrontos sobre a elaboração de trabalhos científicos e afins… convido-vos a consultarem mais livros de Metodologia de Trabalho Científico espalhados pelo universo académico. Deus é Bom!

BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS Marconi & Lakatos (2003). Fundamentos da Metodologia Científica. 5ª Ed. São Paulo: Atlas. Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2008). Norma para Elaboração de Trabalhos Académicos. Comissão de Normalização de Trabalhos Académicos. - Curitiba: UTFPR. Prodanov, C. Cristiano & Ernani Freitas (2013). Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do trabalho Académico. 2ª Ed. Rio Grande do Sul – Brasil: Universidade Feevale. Rodrigues, W. Costa (2007). Metodologia Científica. FAETEC/IST- Paracambi. Silvestre, Hugo e Araújo, Joaquim (Coord.) (2012). Metodologia para a Investigação Social. Lisboa: Escolar Editora ULAN - Escola Superior Politécnica de Malanje (2012). Regulamento de Trabalho de Fim do Curso/Malanje. Zanella, L. Hermes (2009).Metodologia de Estudo e de Pesquisa em Administração. Florianópolis: Capes.

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Metodologia de Investigação Científica  

Material de apoio para as aulas de Metodologia de investigação Científica para os primeiros anos de iniciação a Disciplina.

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