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«(…) – “Cativar” quer dizer o quê? - Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura? - Ando à procura dos homens – disse o principezinho. – “Cativar” quer dizer o quê? (…)» SAINT-EXUPÉRY, Antoine, O Principezinho

Trabalhos realizados pelos “piquenos” do 11º ano, Turma A (maio 2018)

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Cativar é estar atento aos ínfimos detalhes, aos pormenores mais escondidos. Cativar é conhecer. Cativar é, como diz Saint-Exupéry, “criar laços”. Atualmente, os mais jovens assumem a vida e as relações como garantidas, não se esforçam, não se preocupam e acima de tudo, não cativam. Optam por situações e relações efémeras. Optam pelo desconhecido e pelo vazio. Cativar é dar a conhecer e deixar que nos conheçam. Sentirmo-nos cativados por algo ou por alguém é, muito provavelmente, das melhores sensações que o ser humano pode ter. Os jovens que não cativam são, por isso, pouco inteligentes e desinteressantes. Embora seja nos mais jovens que se note mais a falta de cativar, nos adultos também acontece. Na correria do dia a dia, as pessoas não perdem tempo com as relações humanas, nem com as “conexões” psicológicas. Cativar passou para terceiro plano, não é essencial à vida. Estes pensamentos desleixados e ignorantes são tóxicos e preocupantes. Como estará a sociedade daqui a uns anos? Vamos continuar a ser desconhecidos? Vamos continuar a descartar a falta que conhecer os outros nos faz? É importante Cativar, é importante “Criar laços”! Os nossos “laços” são a nossa fonte. A fonte que nos acolhe, que nos ensina e que nos ama. A fonte que nos ampara, que nos transforma e que nos transmite paz. A fonte onde vamos beber vezes e vezes sem conta. Quem não cria laços não vai à fonte, é infeliz e “tem sede”. Cativar é importante por isto. 2


Cativem! Criem laços! É tão bonito conhecer o outro e deixar que o outro nos conheça. Ana Luísa

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A amizade conquista-se Hoje em dia, é bastante comum, especialmente na adolescência, termos vários amigos. Desses amigos podemos dizer que alguns são mais chegados do que outros, isto é, talvez por termos mais intimidade com uns e apenas uma amizade superficial com os outros. Nessas amizades superficiais não existe confiança, não existe interesse em conhecer melhor a pessoa, nem há interesse em cativá-la. Mas nas amizades verdadeiras e nas pessoas em quem mais confiamos a confiança e a honestidade são a chave para manter uma boa relação com as pessoas. A meu ver, cativar alguém é impressionar e aprender a confiar, a partir do momento em que esse alguém nos cativa, essa pessoa terá toda a nossa atenção e todo o nosso interesse e uma boa oportunidade de construir uma amizade verdadeira. Anita

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Cativar é algo que as pessoas já não querem, não têm vontade. Para cativar é preciso ter tempo e paciência e as pessoas, hoje em dia, andam sempre com pressa e mais preocupadas com o que não é verdadeiramente importante em vez de se preocuparem com o amor e a amizade. Sem cativarmos não conheceremos ninguém de verdade. Criar laços é importante, sejam laços de amor ou amizade, é estabelecer uma ligação de confiança. Para isso é preciso trabalho e leva tempo, é como construir algo que se não for bem feito acaba por se destruir, logo vai ser só mais uma relação com facilidade em “desconetar”, aquela que até pode garantir algo, mas que não é amizade. Beatriz Ferreira

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Na minha opinião este excerto do "Principezinho" remete para a importância de criar laços com os outros. Na verdade, o livro "o Principezinho" ensina-nos a prestar atenção às pequenas coisas da vida e a viver de uma forma mais simples e plena, como as crianças. É importante divertimo-nos, rirmos, vermos as coisas de forma mais positiva. Julgo que, no Mundo de hoje, é muito importante criar laços com as pessoas. Passamos a vida a correr e acabamos por nos esquecer das coisas realmente importantes: amizade, amor de quem nos é mais próximo. "Criar laços" é cumprimentar as pessoas na rua, rir com os amigos, passar tempo com a família, brincar com os mais novos... Para ser amigo de alguém é preciso saber cativar. “Criar laços” é como construir uma ponte - se ela não for bem sólida pode desmoronar. Hoje em dia, vivemos num mundo demasiado tecnológico em que tanto as crianças como os adultos estão muito dependentes das novas tecnologias: falamos com as pessoas pelas redes sociais, a hora das refeições é acompanhada pela televisão, smartphones… e o diálogo entre as famílias perde-se. Os laços humanos são importantes para o desenvolvimento emocional das crianças, mas também para o bem-estar emocional dos adultos. Todas as pessoas precisam de contacto humano. Beatriz Reis 6


Cativar ou deixarmo-nos cativar é algo complicado para o Homem e que acabou por cair no esquecimento. Quem cativa limita-se a conquistar o outro, a seduzi-lo e a encantá-lo. Quem cativa impressiona e deixa-se impressionar, capta a atenção dos outros e deixa que captem a sua. Para cativar alguém é preciso mostrar interesse, talvez por isto seja difícil para nós fazê-lo por sermos tão egocêntricos. Não se magoa quem queremos cativar. Para o fazermos corremos riscos. Cativar é precisar do outro. Cativar não é restrito às pessoas. Também podemos ser cativados por objetos ou, por exemplo, pelo trabalho que desenvolvemos. Cativar alguém não é fácil. O simples, o belo, as palavras, os gestos, as atitudes poem-nos em cativeiro. O céu cativa-nos assim como a luz ou, por vezes, a escuridão. Cativar é simplesmente “criar laços”, é sentirmo-nos tão atraídos por algo que é como se estivéssemos presos. Apesar de tudo, criar laços não é fácil, é na verdade sinónimo de perder tempo, é trabalhoso e acarreta um conjunto de responsabilidades. Criamos laços quando completamos alguém e somos igualmente completados. Para atingir este fim é preciso empenho e fazer de algo simples algo especial. É preciso sujar as mãos, não ficar quietos no nosso canto à espera de que o que queremos venha ter connosco, mas conhecer e darmo-nos a conhecer verdadeiramente.

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Cativar ou “criar laços” (como explica a raposa) é como fazer uma construção. Se ficar mal feita cai. Por isso, é preciso dedicar tempo à arte de cativar. Cativar os nossos amigos, os nossos pais, os nossos professores e aqueles que encontrarmos na nossa vida para que, no fim, não tenhamos perdido a oportunidade de conhecer alguém que teria sido importante. É tempo de começarmos a cativar, a ver os outros com o nosso coração. Beatriz Santos

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Passar de nada a tudo, parece algo simples dito assim, contudo é necessário algo para que isso realmente aconteça. Ser alguém vulgar, desnecessário e, depois de cativar, passar a ser alguém de quem se precise. Cativar é “tocar” na outra pessoa, criar uma ligação e deixar de ter uma vida monótona. Segundo a raposa, cativar é algo que foi esquecido pelas pessoas e isso torna-se cada vez mais frequente. As pessoas esquecem-se que é preciso lutar para conquistar/cativar algo ou alguém, esperam que tudo aconteça naturalmente, sem esforço e esse é um defeito da nossa sociedade. Cativar é uma virtude. Cativar é ter a capacidade de fascinar, agradar, conquistar, despertar interesse, enamorar-se. E, hoje em dia, há falta dessas mesmas capacidades nas pessoas, pois cativar não é só utilizar as palavras, mas também as atitudes e os valores. As palavras são deveras importantes porque permitem o diálogo com o outro, permitem transmitir sentimentos, dar a conhecer ao outro os pensamentos, compartilhar a nossa vida e permitem que o outro nos ouça, contudo é necessário que haja atitudes dignas de serem valorizadas. Cativar é essencial para criar laços, e criar laços com as outras pessoas é um dos aspetos mais importantes da vida, é estabelecer relacionamentos que nos enriquecem. Carolina 9


Quando uma pessoa cria laços com outra, sejam de amizade ou amor, essa ligação torna-se uma responsabilidade. É necessário que existam inúmeros cuidados para garantir que o sentimento que nasceu não acabe. Criar vínculos com outras pessoas tem os seus riscos no que diz respeito a receios e a incertezas e ao facto de nenhum de nós saber o que o futuro nos reserva. É impossível saber se esta nova relação irá provocar dor ou sofrimento, e também é difícil saber ao certo se os sentimentos que nutrimos pelos outros são recíprocos. Mas a felicidade que uma amizade ou amor nos traz compensa tudo. Cativar alguém é essencial para que se inicie uma relação duradoura, aplica-se a qualquer tipo de relação. A fase inicial em que criamos laços com uma determinada pessoa é muito importante, mas é fundamental que sejamos capazes de continuar a cativá-la todos os dias, de modo a que os sentimentos que existem permaneçam fortes. Não há nada tão agradável como sabermos que não estamos sozinhos no mundo e é gratificante quando todos os esforços que fizemos para cativar alguém resultam numa amizade ou num amor que nos proporciona bem-estar. Como seres humanos, criar “conexões” com as pessoas ao nosso redor é essencial para que se possa atingir uma vida feliz. As amizades verdadeiras são as relações mais valiosas e significativas que podemos ter no decorrer da nossa existência. Graças a essas amizades, podemos recordar com carinho momentos de felicidade e 10


companheirismo. A amizade faz-nos sentir importantes na vida de alguém. Claro que, para chegar a este ponto em qualquer relação, é necessário esforço e dedicação por parte das duas pessoas. Em suma, para que haja uma ligação verdadeira de amizade ou amor, é necessário saber conquistar, saber ouvir, saber estar presente na vida da pessoa e saber lidar com as diferenças que possam existir da melhor maneira possível. Só assim será possível manter “conexões” compatíveis, genuínas e duradouras com quem nos rodeia. Cláudia

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“Criar laços” é uma das coisas mais importantes que o ser humano pode conseguir realizar ao longo da sua vida, embora as pessoas nem se apercebam disso. Por um lado, há laços que nos unem a outros logo após o nascimento, que surgem espontaneamente e que são imprescindíveis para um desenvolvimento saudável como os laços familiares. Além de terem a função de, nos primeiros anos da vida, satisfazerem as nossas necessidades básicas, todos nós precisamos de ter este apoio que funciona como um porto seguro para nos refugiarmos em momentos tempestuosos e para aumentar a nossa alegria quando tudo corre bem. A família é o nosso «chão» e, tal como raízes, os laços familiares alimentam-nos, definem parte daquilo que somos. À medida que vamos crescendo e interagindo com pessoas que não pertencem ao nosso núcleo familiar, criamos novos laços, relações profissionais, camaradagem, amizade e amor. Estes, sim, dependem inteiramente da empatia que se gera entre nós e cada uma das pessoas a quem nos ligamos, de cativarmos e de sermos cativados. Todos estes laços são extremamente importantes para a nossa estabilidade profissional, emocional, psíquica e sentimental. Em conclusão, podemos afirmar que cada um destes laços, à sua maneira, exerce uma influência bastante acentuada no nosso bem-estar, contribuindo para aquilo que nós identificamos como sendo a felicidade.

David 12


Cativar é encantar, é criar laços e estabelecer uma relação honesta com alguém. Nós, seres com sentimentos e emoções, devemos também apelar aos sentimentos dos outros - cativá-los - e sermos também nós cativados por eles. Quando cativamos alguém, essa pessoa deixa de ser mais uma das muitas que existem e passa a ser única, um elemento importante das nossas vidas, alguém de quem nós precisamos e com quem podemos contar para estar ao nosso lado quando é preciso; e nós também passamos a ser únicos e importantes para essa pessoa. É uma relação mútua, em que ambos beneficiam um do outro, não num sentido pragmático, mas sim num sentido humano e pessoal, fundado pela amizade, pelo afeto e pela confiança. Apesar da importância deste tipo relação, muitas vezes, as pessoas nem se preocupam em procurá-la; criar laços não é fácil. Muitas vezes, escondemo-nos por consideração aos outros, e disfarçamos o feio da realidade com mentiras bonitas. A relação ideal, para além do afeto, é também baseada na honestidade, que é difícil de alcançar, visto que os nossos corações estão escondidos uns dos outros, independentemente das nossas intenções. Independentemente das dificuldades que possamos encontrar ao criar laços com alguém, não devemos ignorar a sua importância, mas sim esforçarmo-nos e ambicionarmos por cativar e sermos cativados pelos outros. Diogo 13


A indiferença reina hoje. Ao nosso dispor, temos um mar de objetos que nos cercam e isolam. Muito do nosso tempo é passado em ilhas imaginárias, em mundos onde só nos parecemos existir, isolados do exterior, com pedaços de plástico com vidros a que chamamos telemóveis ou com umas folhas de papel aglutinadas a que chamamos livros. É notório este comportamento nos espaços públicos. Trata-se de uma mobilização total, da qual todos temos consciência, mas da qual todos fazemos parte, sem exceção. Dale Carnegie em Como fazer Amigos e Influenciar Pessoas afirma que “O desejo de sensação de importância é uma das principais diferenças que distinguem o reino humano do reino animal”, por isso, nas relações que estabelecemos deve haver um contínuo trabalho atencioso para com os outros, cativando-os constantemente. Cativar é encantar, é seduzir, é mostrar-se preocupado, é ser atencioso, é ser diferente, é prestar e dar atenção. É até um simples olhar. Este comportamento é algo que tem necessariamente de mudar. É sabido que estamos dependentes dos outros, das relações que estabelecemos, e que, sem elas, acabamos débeis psicologicamente, algo que é cada vez mais frequente adjacente

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ao nosso crescente isolamento. As relações têm de ser preservadas. Há que preservar! Henrique

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Cativar é uma arte que está esquecida, pois num mundo cada vez mais dinâmico, onde as pessoas estão sempre com pressa, ninguém quer perder tempo a cativar outros, logo não criamos laços e ficamos sós. Construir laços ou cativar alguém é algo que demora muito tempo e tempo é algo que ninguém quer perder. Criar laços é tornar algo simples em algo especial, criar laços é trabalhoso, é um processo demorado, que necessita de muita paciência, mas no final é bom ver que todo o tempo investido valeu a pena, por exemplo, uma ponte, se for bem construída nunca irá cair e tal como os laços criados nunca se irão desfazer, uma vez que é algo para toda a vida. Nesta época em que vivemos, ninguém se importa em criar laços ou cativar as pessoas, pois quando estão cansados dos “amigos velhos” arranjam novas amizades, pois, hoje em dia, quantos mais amigos uma pessoa tiver mais importante se torna, mesmo sabendo que não são amizades verdadeiras, por este motivo as redes sociais vão se tornando cada vez mais um bem essencial na vida das pessoas, visto ser mais fácil clicar num botão para pedir amizade do que perder algum tempo e criar uma amizade verdadeira e de qualidade. Em suma, é preciso saber perder tempo para ter amigos verdadeiros, porque só depois de termos perdido tempo a cativar a outra pessoa é que percebemos o quanto essa pessoa é importante para nós e vice-versa. Inês 16


“Cativar”, uma palavra que, apesar do seu significado e valor intemporal, é frequentemente substituída incorretamente por outras tantas que tentam “pertencer” a este verbo único e, como tal, ficam aquém do necessário. Nos dicionários é descrita como sinónimo de “encantar”, no entanto, os observadores mais atentos compreendem a sua unicidade e incomensurabilidade. Antoine de Saint-Exupéry demonstra que compreende realmente o significado de “cativar”, é “criar laços” como diz a raposa. Mas o que significa “criar laços”? Qual é a relação entre “criar laços” e “cativar”? A palavra “laço” possui dois significados que se adequam à situação, “fita usada como adorno” e “aliança ou vínculo”. É possível sermos cativados tanto por pessoas como por objetos, atos, acontecimentos, qualquer coisa! Quando somos motivados por algo, o que antes era uma coisa indistinguível no mundo inteiro passa, subitamente, a ser algo singular. Sem dúvida que “cativar” possui o “encantar” dentro de si, pois a primeira coisa que surge quando algo nos cativa é o encanto dentro de nós, ficamos atraídos para esse algo e marcamo-lo na mente como especial e tocante, marcamo-lo com um “adorno” que o impede de nos ser impercetível para o resto da vida. Contudo, cativar não se resume a isto, cativar vai mais longe criando “vínculo” como que nos cativa, ligações que funcionam como “alianças” na medida em que criam relações benéficas entre duas pessoas ou de uma pessoa com algo especial. São benéficas, pois trazem17


nos felicidade, divertimento, prazer, esperança, entusiasmo, paixão… Passamos a estar “conectados” a algo cuja mais ínfima recordação nos incita imediatamente um sorriso na face uma sensação calorosa no interior. “Cativar” faz com que algo que nos era completamente indiferente, se torne uma parte fulcral do nosso ser. Sem coisas que nos cativassem, a vida tornar-se-ia insipida e fria, distante e estranha. João Miguel

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Hoje em dia, perdemos cada vez mais a capacidade de “cativar” e acabamos por esquecer o seu significado. Uma forma muito comum de “cativar” são as publicidades e anúncios que podemos encontrar na televisão, na rádio, na internet e até mesmo no nosso dia a dia em placares e paragens de autocarro que têm como objetivo cativar a atenção das pessoas como forma de adquirirem o que está a ser publicitado, o que basicamente é uma forma de criar laços com as pessoas, porém com o objetivo de gastar dinheiro. José António

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O verbo “cativar” pode ser entendido como “criar laços”, ou seja, criar uma amizade, ganhar a simpatia ou a estima de alguém. Por outro lado, “cativar” também pode ser utilizado no sentido de “dominar” ou “aliciar” (atrair com falsas promessas). Portanto, a palavra “cativar” pode ter um lado bom e um lado mau. Como é dito no livro O Principezinho, com o passar do tempo, as pessoas têm vindo a esquecer-se do lado bom desta palavra, são cada vez mais egoístas e não sabem comunicar entre si. Como consequência, têm surgido cada vez mais conflitos sociais onde o lado negativo da palavra “cativar” impera. Neste sentido, as pessoas, para alcançarem os seus próprios interesses, mostram-se dispostas a “passar por cima dos outros”, ou seja, a dominá-los. Assim, o lado bom de “cativar” tem vindo a cair no esquecimento. Até no ambiente familiar, os laços já não são tão fortes como antigamente. Neste caso, as crianças são, na minha opinião, as mais afetadas. Hoje em dia, a maioria dos pais tem empregos com horários muito sobrecarregados, o que impede que passem mais tempo com os seus filhos. Mais uma vez, a obra O Principezinho mostra esta realidade, referindo que os adultos não dão atenção nenhuma às crianças, andam sempre numa correria devido ao trabalho e a sua capacidade de compreensão relativamente a certas atitudes dos seus filhos é reduzida, uma vez que andam demasiado focados no trabalho. 20


Para concluir, penso que todos nós devemos parar e refletir acerca da transformação que a nossa sociedade está a sofrer. Devemos pensar se queremos continuar por este caminho conflituoso, que em nada nos favorece, apenas destrói uma das melhores características do ser humano que é a capacidade de criação de laços afetivos, isto é, o lado bom do verbo “cativar”. José Pedro

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Cativar é comover alguém, criar uma ligação, arranjar alguma coisa em comum com o outro. Segundo a raposa, cativar é uma coisa que foi esquecida. Hoje em dia, quase ninguém luta para cativar o outro ou então espera que aconteça um milagre e as coisas aconteçam. Somos seres apressados e preferimos não cativar o outro do que perder tempo... Mas cativar é uma coisa tão especial, tal como a primeira impressão que tiramos das pessoas... Cativar é poder conquistar o outro. Cada um tem a sua maneira de mostrar o seu charme e conquistar não é algo que aconteça de um dia para outro, é um processo gradual em que vamos conquistando a confiança da outra pessoa. Criar laços com alguém é uma coisa única, porque a amizade que temos com um certo indivíduo não é a mesma que esse tem com outro amigo. Considero que é preciso cativar alguém para ser um amigo verdadeiro, porque com as tecnologias à distância de um click posso aceitar um pedido de amizade de um estranho, mas até que ponto posso confiar numa pessoa que não mostrou interesse em saber quem sou? Lara

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O significado de “cativar”, contextualizado na sociedade atual ou não, eis a questão da qual nos iremos ocupar ao longo de presente texto, refletindo e ponderando os diversos aspetos adjacentes à palavra “cativar”, mais concretamente ao seu significado. Atualmente, a palavra “cativar” tem diversos significados, resultantes da passagem do tempo, assim como acontece, à semelhança de outras palavras que conhecemos. Cativar, um vocábulo no qual estão contíguos os seguintes significados: não atribuir verbas, redução da solidão, subjugar, seduzir, encantar, hipotecar, e um outro que muitos desconhecem “criar laços”. “ – Criar laços?” Criar laços, não é apenas uma das casualidades das muitas da nossa vida, é muito mais do isso. É muito mais que uma simples expressão escrita num papel que esbate ao longo do tempo. É a possibilidade de uma ligação eterna entre algo ou alguém com quem nos identificamos por meio de um processo que engloba a sedução e o encantamento. Após cativar poderemos esperar um retorno, a consequência de tudo isto, a redução da solidão ou ficaremos na soledade, dado que o fizemos não foi suficiente para manter o elo. Contudo, tal como referi, muitos desconhecem que cativar é, também, “criar laços”. Isto pode dever-se a diversas situações, a de maior destaque que podemos apontar é o facto de a sociedade estar corrompida. Esqueceram-se os valores, os sentimentos, as pessoas agem movidas por interesses, cujo benefício é o 23


do próprio, não olhando a meios para atingir os fins. Por outras palavras, podemos concluir que os estabelecimentos de laços afetivos e amorosos, é algo esporádico, podendo ser contraditório não é esporádico a criação de laços, mas sim a criação de laços de uma forma simples e genuína. Em suma, podemos assumir que “cativar” tem como um dos muitos sentidos o estabelecimento de laços. Uma palavra que se encontra contextualizada na sociedade atual, contudo não da forma como a sua simbologia deixa transparecer. Luís

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Cativar é encantar, é seduzir, é impressionar alguém com o nosso carácter ou jeito de ser, agir ou falar. E tudo isto faz com que, sem querer ou até mesmo por querer, criemos laços com outras pessoas. Muitas vezes, é algo que fica esquecido no nosso quotidiano, pois cada vez menos as pessoas se esforçam para demostrar o que são, e o que faz delas o ser em que se transformaram. Por vezes, até se dão a conhecer, até tentam “cativar”, mas depois de o conseguirem, esquecem-se dos dias seguintes, pois a conquista está feita, e pensam de forma inocente que não é preciso mais nada. Todos os dias devemos impressionar as pessoas de quem mais gostamos, pois isso também faz com que a pessoa em questão sinta que gostamos dela, pois, por vezes, um simples “gosto muito de ti” não é suficiente. Os laços não precisam somente de ser criados, precisam também de ser cuidados, precisam de ser estimados. Tudo o que não estimamos estraga depressa, tudo o que não tem cuidados morre depressa. Cativar cria muitos laços, mas a falta de cativar também os destrói. Luzia “Eu não preciso de ti. Tu não precisas de mim. Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar... ambos precisaremos, um do outro.” Antoine de Saint-Exupéry. 25


Cativar significa criar laços com alguém, isto é, impressionar alguém ou criar uma relação com as pessoas. Cativar alguém não é fácil sobretudo devido à dificuldade que algumas pessoas tem em exprimir-se ou dialogar. Para cativar é preciso conseguir impressionar o outro, fazer com que a outra pessoa fique interessada no que estamos a dizer. Por exemplo, os oradores têm de cativar a plateia, o que nem sempre é fácil, pois a plateia pode ter pessoas de faixas etárias muito diferentes, e para o orador será difícil captar a atenção de todos, cativá-los para que se interessem por aquilo que está a dizer, ou os professores que têm de cativar os alunos para que estes se interessem pela matéria e tenham bons resultados. É preciso uma grande capacidade comunicativa para criar laços com alguém, mas também é preciso saber expressar o que se pretende transmitir com pequenos gestos, por exemplo, um pequeno texto, um abraço… parece ser fácil de executar, mas nem sempre acontece. Maria Cristiana

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No dicionário podemos encontrar o seguinte significado da palavra “cativar”: impressionar, encantar o outro com o seu jeito de ser, com a sua personalidade. Ao cativarmos uma pessoa, fazemos com que ela comece a gostar de nós, criamos laços, “pegamo-nos” à pessoa, começamos a gostar da pessoa tanto como ela gosta de nós e queremos cuidar dela, protegê-la e amá-la. Vivemos num mundo cada vez mais dinâmico, em que as pessoas não têm tempo de conhecer outras pessoas, fazer novos amigos, estão sempre com pressa e não querem perder tempo, limitam-se a viver com os conhecidos e não querem criar laços com pessoas novas, parece que não gostam de conviver com outros. A sociedade cria um problema que prejudica as relações dos seres humanos, as tais redes sociais, como por exemplo o Facebook. As pessoas limitam-se a criar novos amigos a partir da internet sem os conhecer pessoalmente, sem poder falar com eles, conviver, uma vez que não podem estar juntos os dois sem ser a partir de um computador ou de um telemóvel, e isso dificulta a criação de laços com os outros. Cativar é uma arte, e essa arte com o tempo vai sendo esquecida, visto que as pessoas não querem perder tempo. A criação de laços leva tempo e calma. Não começamos a gostar das pessoas de um dia para o outro, temos de falar com elas, estar com elas e, acima de tudo, cativá-las.

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Criar laços é como construir uma ponte, se não for feita como deve ser acaba por desabar e as amizades são iguais, se não forem construídas como dever ser acabam por ser esquecidas. Nadine

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