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ESTIMAÇÃO Espaço dedicado a você e seu amigo animal

Tão humanos quanto nós Chamados de filhos pelos pa.. ops, donos, , eles conquistaram espaço no sofá, na cama a estão cada vez mais integrados às famílias. Foi-se o tempo que animal de estimação era elemento relegado ao fundo do quintal.

A cura pelo bicho

Como animais podem nos ajudar a superar doenças

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Gatos ansiosos

Mal dos humanos atinge felinos

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Editorial Os laços que criamos na convivência com nossos bichinhos de estimação diminuem, a cada gesto de carinho, a distância entre o ser humano e o animal. A linguagem do coração nos torna cada dia mais próximos, e é natural que a proximidade física venha em decorrência disso. Sim, aqueles que antes ficavam na garagem, no quintal ou mesmo em um canil especialmente construído para acolhê-los agora ficam dentro de casa, no sofá e até ganham o direito de usufruir do conforto da cama dos seus donos. Isso sem contar os que desfrutam de cuidados que antes eram exclusivos aos humanos, mais especificamente das mulheres, e frequentam até salão de beleza com direito a corte de cabelos (de pelos) especial e esmaltes nas unhas. A curiosa humanização dos pets, que tem muitos adeptos, divide opiniões e é tema da reportagem especial deste

mês. Por meio da mistura entre histórias de personagens e opinião de especialista, a Estimação traz uma interessante reflexão para você pensar sobre este novo conceito de convivência. Amigo para todas as horas, todas mesmo, o animal de estimação tem papel fundamental no momento da doença, como retratado na matéria A cura pelo bicho, que mostra o diferencial que o contato com os pets faz em tratamentos de doentes de todas as idades. Para os que gostam de sair do convencional, até mesmo na hora de escolher o animal de estimação, trazemos dicas de como adquirir legalmente animais silvestres e também sobre os cuidados com estes seres que requerem atenção para lá de redobrada. A primeira edição de Estimação pretende mostrar a você a diversidade sobre o universo destes animais que tanto amamos e quer se tornar também objeto de sua estima. Seja bem-vindo!

Expediente Revista Estimação Ano I- nº 1 Publicação mensal Equipe Editora: Norma Schmidt Repórteres: Bete Figueiredo, Nara Lins, João Miguel Fonte Fotografo: Jean Carlos Diagramadora: Fernanda Santos email: redacao@estimacao.com.br Endereço: rua da Amizade, 568 Facebook: Revista Estimação Twitter: @estimacaorevista Setor Comercial Responsável: Bia Assis Contato: Bia Assis e Jonas Oliveira email:comercial@estimacao.com.br Endereço: Rua Anima Mundo, 459, bairro Paraíso.

Bastidores desta edição

Norma Schmidt é a editora de ESTIMAÇÃO, e foi dela a ideia da matéria principal, já que tem um filho de quatro patas, o Ben, este da foto

Bete Figueiredo é repórter, resoponsável pelos textos das matérias e não resistiu a charme do Tedy, durante apuração da reportagem

O clique mais charmoso, que náo podia ficar de fora das páginas de ESTIMAÇÃO, é justamente de quem mais clica e nunca tem tempo de posar para foto. Jean Carlos, o fotógrafo, protagonizou a cena do beijo com o Carol, a modelo da seção de novidades do mercado pet. Detalhe o pimentào amarelo de borracha, que Jean usou para distrair a cachorrinha na sessáo de fotos.


A cura pelo bicho Mais que amigos, animais se tornam aliados no tratamento de doenças Ter um bicho de estimação pode não ser mais uma questão de lazer ou companhia. A Medicina descobriu que ele também podem ser benéficos para a saúde. É cada vez mais comum médicos receitarem um animal para tratar casos de depressão, por exemplo. Estudo do American Journal of Cardiology mostra que pessoas que interagem com animais constantemente tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial, além de estar menos propensos a desenvolver problemas cardíacos. Gatos, cachorros, coelhos, cavalos, golfinhos e até macacos podem ajudar - emprestando o corpo aos que estão em fase de reabilitação, os olhos aos que não vêem e o companheirismo aos enfermos. ‘Eles conseguem equilibrar as emoções e, em alguns casos, restabelecer as funções do organismo’, explica Annelori Fuchs, psicóloga e veterinária. Ela lidera um grupo de voluntários que leva cães e gatos adestrados a hospitais e casas de apoio de crianças. ‘A presença do animal atrai a atenção da criança e causa bem-estar’, conta Annelori. As terapias que usam bichos já se contam às dezenas. A equoterapia usa cavalos para reabilitar pacientes com esclerose múltipla, paralisia

Fotos: Arquivo pessoal

A paciente de Alzheimer, Rose Dantas, e sua gata Pompom

cerebral e síndrome de Down, trabalhando o equilíbrio e a concentração. Animais aquáticos, como golfinhos e orcas, são utilizados para trazer crianças autistas para a realidade e ajudar depressivos a recuperar a alegria de viver. Até tetraplégicos já conseguem ter uma vida mais autônoma com a ajuda de macacos-prego treinados para buscar objetos e acionar botões. O economista Felipe Fenuccio, de

Malu e a cadelinha Chica, que a ajuda a superar as barreiras do autismo

24 anos, venceu a depressão com a ajuda de Petit, um vira-lata de 4 anos que desde janeiro mora com ele no apartamento. ‘Ele é ótimo, entende que às vezes não estou bem e nem por isso me abandona’, revela. A secretária Vanuza Monteiro, de 37, também usou a zooterapia. Hipocondríaca, ela chegava a ingerir 15 cápsulas de remédios num dia. Seu médico receitou Dulce, uma coelha cinza que tem problemas de locomoção. ‘Ela não desiste de voltar a andar e aos poucos vem avançando. A força dela é também minha inspiração’, diz Vanuza. A experiência com cães na prisão feminina de Purdy, Estados Unidos, vem sendo copiada em mais de 50 penitenciárias do mundo. O projeto era ocupar as detentas com o adestramento de cachorros. O resultado foi surpreendente. Os animais saíram preparados e as mulheres não voltaram a cometer crimes depois de soltas.


Tão humano quanto o dono... Chamados de filhos pelos pa.. ops, donos, , eles conquistaram espaço no sofá, na cama a estão cada vez mais integrados às famílias. Foi-se o tempo que animal de estimação era elemento relegado ao fundo do quintal. - Sabe, Maria, é que a Balinha e a Zuzu são minhas filhas, mas são filhas cachorras. Ainda não tenho criança igual a você. - Ah, sei, Fer, que nem a Mel, é a irmã mais velha e eu sou a mais nova. Diálogo real ocorrido entre a pequena Eduarda e sua tia

E no diálogo em que a prima adulta tenta explicar para a criança a relação com as cadelas de estimação, a garota de quatro anos de idade simplifica tudo. E demonstra como seu simbolismo assimila a nova relação que se estabelece entre os humanos e seus pets. Quando Maria Eduarda nasceu,

seus pais já tinham a cocker spanielMel havia dois anos. Para a criança, que se estabeleceu no mundo já se relacionando tão intimamente com o cão, tornou-se tão óbvio o laço de familiaridade com a Mel como com seus pais, tios, primos. A mãe da Maria Eduarda, Marcela Fornazari, teve contato com cães des-

Mel usufrui da convivência dentro de casa; na foto descansa no sofá

de a infância. Antes da Mel, conviveu com o cocker Uli mais de dez anos. Ela conta que era como se Uli fosse o irmão mais novo da casa que além dela e dos pais, era composta por mais dois irmãos. Todos ficavam responsáveis por cuidar do Uli, como se fosse o bebê da família. Nas viagens de férias, por exmplo, Uli era presença fundamental no apartamento de praia. É cada dia mais forte esse vínculo entre as pessoas e seus bichos de estimação. Relegados , há algumas décadas, aos quintais das casas, hoje é comum cães e gatos dividirem o sofá com seus donos. Esses saudáveis e estreitos relacionamentos criam vínculos fortes e duradouros. Os benefícios, em termos de saúde física e mental entre humanos e bichos têm sido relatados no caso de uma grande variedade de transtornos. Elencamos uma lista de benefícios desta relação, mas é preciso ponder os limites. Primeiro, vamos aos dados positivos. Aqueles que possuem animais de estimação possuem 8 vezes mais probabilidades de sobreviver 1 ano após um infarto. Um estudo realizado por Érika Friedman e Sue Thomas, 1995, identificou que, proprietários de cães tinham sobrevida maior depois de um ataque do coração do que não proprietários. Os bichos diminuem nosso estresse, baixando a freqüência cardíaca (um estudo na Austrália demonstrou os baixos níveis de fatores de risco para doenças cardiovasculares ), a pressão arterial e o colesterol. O professor Warwik Anderson (1992) descobriu que os donos de cães e gatos tinham taxas mais baixas de triglicérides e colesterol do que os não proprietários.


... tão gente esse animal! Fotos: Jean Carlos

Maria Eduarda e sua irmã Mel: parceria deste o primeiro momento de sua infância

Quem possui animais faz menos visitas ao médico e permanece menos tempo no hospital ( pesquisas médicas na Austrália). Os bichos combatem a depressão e o isolamento, favorecendo a aproximação entre as pessoas. Estudos recentes apontam que crianças entre 5 e 12 anos que têm animais, possuem mais sensibilidade e compreendem melhor os sentimentos de outras pessoas, têm mais empatia. Especialistas afirmam que a observação de um aquário com peixes, é tão eficaz quanto qualquer outra técnica tradicional de meditação, porque também diminui a pressão sangüínea (Lynch 2000 e Associação Internacional das Organizações de Interação Homem-Animal).

Mas, até que ponto a amizade e companheirismo entre humanos e bichos é saudável para os animais? Para os bichos, há o risco de serem tratados como objetos ou o extremo oposto, que é a humanização. Um animal não é um objeto que o ser humano manipula como quer, um brinquedo. Ele tem emoções, sentimentos e requer cuidados diários de higiene, alimentação e saúde. No extremo oposto há o animal humanizado – o animal vai ao salão de beleza, usa roupinhas, adereços e perfumes, isto é, é tratado como se fosse um bebê humano. A vaidade humana, muitas vezes, é colocada acima do bem-estar do animal: o olfato é o principal sentido do cão; colocar perfume em

um cachorro é o mesmo que deixá -lo sem referências de si mesmo, das pessoas, de outros animais e do ambiente. Outro problema é a alimentação - excesso de comida humana, doces, guloseimas, gerando obesidade, diabetes, câncer, etc. e, diminuindo sua expectativa de vida. Não se pode esquecer que o animal tem necessidades próprias e que deve viver como animal: nem como objeto, nem como ser humano. Conviver com um animal é ter sob sua responsabilidade uma vida. E o caminho para animal e humano usufruírem dessa relação com intensidade, é o amor.


Animal silvestre é o novo pet

UM AMIGO PARA UMA VIDA Ter um bicho selvagem em casa requer cuidado com a origem do animal, respeito às características biológicas dele. “É entregue ao comprador um manual que explica tudo o que o animal precisa, desde o manejo até alimentação”, conta a gerente do Pet Safari, Mariana Pestelli. O comprador também deve ter a consciência de que será o responsável pelo animal qualquer que seja sua longevidade. Existem casos de pessoas que compram animais (selvagens ou domésticos) por impulso, se arrependem e os abandonam. “A partir do momento que o animal é comprado, o estabelecimento comercial envia um relatório semestral ao Ibama. O cliente assina um termo de responsabilidade pelo bicho. Se, por um acaso, a pessoa quiser se desfazer do animal deve comunicar à loja em que comprou primeiramente. Depois, o revendedor informa o Ibama”, diz Mariana.

Animais silvestres ou selvagens são todos os animais que vivem ou nascem em um ecossistema natural, como florestas, rios e oceanos. Os animais selvagens podem ser nativos (do Brasil) ou exóticos (de outros países, importados em algum momento da história). Lobo-guará, morcego, tamanduá, onça-pintada, mico-leão-dourado, são animais silvestres nativos. Leão, tigre, elefante, pavão, cacatua, arara-da-patagônia, canguru e outros animais que não fazem parte da fauna brasileira são exemplos de animais silvestres exóticos. Já os animais domésticos são aqueles que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e/ou melhoramento zootécnico tornaram-se domésticos, apresentando características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem.

Furão, jiboia, arara vermelha, iguana, tigre d’água ou lóris. Você sabia que é possível ter esses e outros animais silvestres (selvagem) como animais de estimação sem precisar recorrer ao comércio clandestino ou prejudicar a fauna? Posse responsável e comprovação de origem legal são os dois principais quesitos que o comprador deve observar antes de adquirir qualquer espécie selvagem, seja ela nativa ou exótica. Dados do Ibama mostram que o tráfico de animais retira 12 milhões de bichos das matas brasileiras; outro levantamento, feito pela Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais), aponta que o número real de animais vítimas da atividade chega a 38 milhões. Não existe uma lista que determina as espécies silvestres que podem ser vendidas. Segundo o Ibama, os animais permitidos para criação com fins de estimação são apenas aqueles oriundos de criadores comerciais ou revendedores autorizados pelo órgão ambiental competente. Os papagaios verdadeiro e maracanã, as araras canindé e vermelha, jandaias, cacatua, tigre d’água, corrupião, pássaro preto, canário da terra, lóris e ararajuba são algumas das espécies criadas nesses estabelecimentos. Répteis como iguanas, jiboias e jabutis têm a venda proibida no Estado de São Paulo desde 2008. Os animais vendidos por criadouros autorizados pelo Ibama possuem a marcação individual (anilha ou microchip) e uma nota fiscal que atesta a comercialização. A nota deve discriminar o nome comum do animal, o nome científico, a quantidade de indivíduos e o nome do comprador.


Gatinhos ansiosos

Se o seu gato está apresentando comportamento estranho aparentemente sem explicação, cuidado ! Pode ser um problema comum em humanos- a ansiedade.

Um problema que as nossas mascotes sofrem e que em algumas ocasiões passa despercebido para nós é o da ansiedade. É bastante mais frequente do que podemos pensar a priori. Na vida de um gato pode haver vários episódios de ansiedade felina sem que estejamos conscientes disso. Geralmente os problemas de ansiedade nos gatos apresentam-se quando o seu ambiente se vê modificado por determinadas razões. Uma mudança de casa, a chegada de um novo animal, um novo membro na família, etc. Os gatos são animais de costumes, e as mudanças podem chegar a afetá-los. A angústia que a ansiedade representa no gato é um estado em que o animal se encontra mais recetivo emocionalmente e está muito mais atento ao que sucede no ambiente. Sintomas da ansiedade felina A ansiedade nos gatos deteta-se através de uma serie de mudanças que se apresentam no organismo do animal. Quando um gato está stressado podem apresentar-se variações na solidez das suas fezes, muito mais moles do que o normal, ou transpiração nas patas. Além disso, em casos de muita ansiedade, podem apresentar-se inclusive taquicardias. Ao apresentar estes sintomas, o melhor é consultar com um veterinário, a situação e explicar-lhe as situações concretas que podem estar a afetar o nosso gato. Ao conhecer as razões, é muito mais fácil ter um diagnóstico e procurar um tratamento acertado. Tal como antes falávamos de mudanças no organismo do animal, a ansiedade também se mostra com mudanças nos comportamentos do gato. Um deles, e talvez o mais comum, é que se reduz a ingestão ao mínimo de alimentos, podendo inclusive deixar de comer.

Embora também se possa apresentar o caso contrário, em que o gato se mostra ansioso e começa a ingerir muito mais alimento do que o habitual. Existem outras mudanças que podem aparecer que afetam a sua higiene diária, podendo chegar a advertir-se também mudanças para ambas as direções: ou um excesso de higiene ou uma ausência total dela. O stresse felino, ao ser provocado geralmente por uma mudança no dia-a-dia do gato, também pode gerar que o gato marque territorialmente esse novo elemento que existe na sua vida. Esse novo

Homeopatia pode ser alternativa para aliviar sintomas. Confira em hh//fdgg0048 elemento altera-o e quer demonstrar a sua supremacia territorial. Nos casos mais extremos, o gato torna-se completamente passivo e vigilante, podendo tornar-se agressivo nos casos em que se sinta ameaçado diretamente. Como vimos, a ansiedade felina é um tema delicado, já que devido à sua natureza territorial tendem a sentir-se afetados pela mais pequena interrupção no seu ambiente. Se observares alguma algum dos sintomas que comentávamos, o ideal é que te dirijas a um profissional para analisar as causas que geraram a ansiedade e para saber com que tratamento proceder.

Marrie mordeu espinhos: A dona da gata Marrie percebeu que havia algo errado quando a gatinha começou a morder os cactos da casa. “Foi um susto. Não sei como os espinhos não ficaram espetados na boquinha da Marri”, contou Sara Gomes, que levou a gata ao veterinário no mesmo dia. O diagnostico demorou duas semanas para ser fechado. “Foi preciso muita observação do comportamento, completou a dona’. Hoje Marrie esta medicada e tranquila.


Você e seu bicho Meu cachorro é meu melhor amigo Demorei a acreditar que um simples animal poderia trazer momentos de alegria para nós, simples seres humanos. Pra mim, só outra pessoa “de carne e osso” teria condições de entender meus momentos de raiva, minhas fraquezas e assim completar em mim aquilo que faz falta. Ledo engano. Quanto mais o tempo passa, mais eu fico convencido da relação saudável que um simples animal pode nos propiciar. Meu cachorro me aceita do jeito que eu sou. Grande parte dos que se diziam meus amigos me abandonaram quando mais precisei deles. Continuo acreditando nas pessoas. É evidente que um animal nunca ocupará o posto principal das nossas relações. Gente tem o calor humano e o cachorro não tem. Questiono tão somente o fato de nunca ter sido traído por um cachorro (exceto no dia em que resolvi acordar um e levei uma baita mordida) e já

ter me decepcionado muito com as pessoas, ainda mais com aquelas em quem pus toda minha confiança. Compreendi perfeitamente que sou um privilegiado por ter como amigo um cachorro que me entende. Entende? Sim, parece esquisito, mas experimento isso no dia-a-dia. Quando estou triste, ele faz de tudo pra me alegrar: late, corre pela casa inteira e volta do quintal para estrear suas patas sujas na roupa que acabei de trocar. Dizem que todos nós deveríamos ser como os cachorros e evitarmos ao máximo seguir o exemplo dos gatos. Fácil de entender. Meu gato nem liga pra mim. Só quer saber mesmo

Eles são minha lição de vida O trabalho de cães-guias já é bem conhecido – mas a história do labrador Eddie e do terrier Milo, dois cães amigos inseparáveis, e surpreendente. Em 2012, a dona dos cães, Angie Baker notou que o labrador começou a tropeçar em objetos. Depois de exames, confirmou que o cão tinha perdido a visão. As brincadeiras entre os dois cães começaram a ficar mais difíceis. Milo, começou a perceber a dificuldade do companheiro e passou a agir O pequeno terrier agora leva guizos na coleira para que Eddie possa segui-lo. Quando o labrador se afasta, ele trata logo de ir buscá-lo e trazê-lo de novo pra zona de segurança. Segundo sua dona, ”Eles dormem no mesmo quarto e passam o tempo todo juntos. Sem Milo, Eddie estaria perdido.” O mais impressionante é que Milo nunca recebeu nenhum tipo de tratamento pra aprender como ser um cão -guia.

é de comida, água e dormida. Meu cachorro troca o conforto de um travesseiro por um passeio na pracinha. Faz festa quando chego e fica triste quando saio. Se me zango com ele, respeita meu temperamento e corre para deitar. Mais tarde, esquece tudo o que eu fiz e continua a ser meu melhor amigo. Seja como for, vou tentar aprender lições primorosas que o tempo de convivência com meu cachorro se encarregou de me mostrar. Amo o ser humano, valorizo demais a vida, mas tenho certeza que nosso cachorro nos ama com um amor incondicional, e é disso que todos nós precisamos. Paulo Franklin, Taubaté


Alergia em cães Dr. Aldo Beckmann Reis

Tira dúvidas bilidade de desenvolver algum tipo de problema alérgico durante sua vida. Os sinais de alergia aparecem após o contato com determinados alérgenos por vários meses ou até após alguns anos. O típico animal alérgico inicia os sintomas lambendo ou mascando as patas. Com a exposição contínua destes alérgenos, o animal irá gradualmente aumentar a gravidade dos sintomas. Após algum tempo, estes sintomas podem evoluir para um coceira persistente em várias partes do corpo chegando a formar feridas que freqüentemente se contaminam.

Quais são os sintomas das alergias? O sinal mais comum das alergias em animais de estimação, é a coceira constante, irritação na face e lambedura ou mordedura das patas e em várias partes do corpo. Os locais mais comuns dos sinais da alergia são: flanco, patas, face, ao redor dos olhos, boca, orelhas e áreas próximas a base da cauda. Em cães, as alergias são freqüentemente a causa primária de problemas de pele persistentes, embora seja importante notar que nem toda a coceira é devido a alergia. As doenças da tireóide, infecções de pele, pulgas e micoses po- Quando ocorrem as crises alérgicas? dem causar sintomas semelhantes. Os sintomas das alergias vão ocorrer sempre que o animal é exposto a Como os cães as adquirem? uma concentração elevada de alérAs alergias têm várias causas, sen- genos aos quais ele é sensível. Os do que algumas delas têm origem alérgenos mais comuns, tais como: genética. Filhos de pais com proble- pó caseiro, ácaros de pó, fungos e mas de alergias, têm grande proba- leveduras, vão produzir sinais de

alergia durante todo o ano, enquanto que alergias a plantas que polinizam durante a primavera ou verão, irão ocasionar sintomas de alergia somente durante estas épocas do ano. Para se conseguir um bom diagnóstico das doenças alérgicas, é necessário uma combinação de fatores tais como: Histórico clínico, exame clínico, teste alérgico e diagnóstico apropriado das doenças de pele secundárias que quase sempre estão associadas às alergias. Alergias podem ser prevenidas? Existe um consenso que as alergias podem ser controladas, mas não prevenidas. O melhor controle é conseguido evitando-se o contado do animal com os alérgenos a que ele é sensível. Se seu cão é alérgico a pulgas, é importante controlar infestações. Alguns alérgenos como fungos, bolores, pó, ácaros e são difíceis de se evitar.


Entrevista

“O gato tem se tornado o animal do século”

Especialista em comportamento animal, Dr. Gonçalo Pereira afirmou que o aumento do número de gatos de estimação levou também ao crescimento da procura pelo atendimento dele na busca pela compreensão do comportamento dos felinos Há quanto tempo se dedica a esta área? [GP] Esta tem sido a minha aposta desde 2002. O grande trabalho que tenho desenvolvido em Comportamento tem sido a partir do mestrado. Os problemas de comportamento são mais frequentes agora ou são mais falados por serem mais estudados? Em relação aos cães a população começa a estar mais atenta a pormenores. A origem dos problemas nos cães está nos donos. Como já têm mais conhecimentos, as pessoas começam a estar mais atentas e a procurar ajuda. Infelizmente em alguns casos vão procurar ajuda errada, maus treinadores, más escolas, maus métodos de treino. E que vão piorar

muito mais a patologia do cão. Quanto ao gato, tem-se tornado o animal do século. A população dos gatos tem crescido exponencialmente. Com esse crescimento, aumentaram também os problemas de comportamento, uma vez que os gatos são animais extremamente sutis nas suas alterações de comportamento, muitas vezes andam anos a viver sujeitos a condições que lhes são adversas, sem que os donos se apercebam. Até que um dia este despoleta só aí é que nos procuram. O stress em que vivemos pode ser uma causa para existirem mais problemas comportamentais? Nos cães pode. Não o stress dos do-

nos, mas a sua vida. Porque o cão é um animal que depende dos humanos até para passear. Se nós trabalhamos 8 horas fora, o cão passou a maior parte do dia fechado. É normal que o cão comece a destruir, que comece a ladrar… É uma frustração.


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