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A representação feminina na arte


Nas artes, os encantos femininos sempre inspiraram os pintores e os poetas, onde exprimiam amplamente essa nova sensibilidade, esse novo valor conferido a beleza feminina. Desde a primeira metade do século XV, manifesta-se o gosto dos príncipes e dos senhores pelas pinturas de mulheres nuas, impondo-se um tema nobre dos artistas Esta preferencia não se deve puramente apenas as razões artísticas ou estéticas, isso porque o despir uma mulher provoca impulsos eróticos através do olhar masculino que explora o corpo dela enquanto objeto de apreciação. A mulher nua se tornou, no decorrer do processo de secularização da arte, tanto objeto de admiração masculina, como objeto de agressão e do desejo do homem, mas nunca sujeito.


Quando falamos da beleza feminina, a publicidade, a moda, a linguagem, as imagens nos lembram a condição privilegiada da beleza da mulher e a importância da aparência na identidade da mulher. A beleza é algo fundamental para a mulher e sua cobrança é um fato desde sempre. Para Lipowetsky, a mulher é bela demais, quanto mais bonita mais irradia sua feminilidade. Desde a pré-história, a beleza inclui artifícios como cosméticos, adornos, roupas e acessórios. As armas do arsenal feminino variam de acordo com a beleza de cada época.


A mulher esta submetida à posição do corpo nu, da vida nua. No sistema patrimonial patriarcal-capitalista, a mulher, seu corpo e sua força de trabalho se tornam propriedade do homem. Com isso, a arte seguiu as regras do sistema e manteve o corpo feminino com o público-alvo masculino, explorando sua nudez em cenas sensuais. Objeto de inúmeras representações na historia da arte, raras exceções eram produzidas por mulheres, pois as moças eram preparadas, em geral, para desempenhar papeis na educação, nos trabalhos na costura, e não nas artes plásticas. O homem permanece associado aos papeis públicos e a mulher aos papeis privados, estéticos e afetivos. Para Lipovetsky, as mulheres só continuam mantendo relações de ordem domestica e sentimental por que funcionam como vetores de identidades e de poderes privados, fatores que a própria cultura impõe.


O corpo é ao mesmo tempo o sujeito e o objeto das representações. O que eu sinto, o que eu aprendo, o que memorizo, todas as sensações, percepções e representações interferem nas imagens de meu corpo, que é simultaneamente a possibilidade e a condição daquilo que experimento e de minhas maneiras de interpretar o que experimento.


Fernanda LucrĂŠcia


A representação feminina na arte  

Por Fernanda Lucrécia Comunicação Social

A representação feminina na arte  

Por Fernanda Lucrécia Comunicação Social

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