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Comentário ao trabalho da colega Paula Ramos Logo no início é referida a expressão:” Saber como a escola se apropria da BE”. Se me é permitido, aqui diria a BE não é a Biblioteca na Escola, mas toda a Escola é uma Biblioteca, porque com o termo “apropriar”, dá a ideia de não haver interacção, colaboração.

Concordo plenamente: •

“Quero acreditar que este Modelo vai permitir uma melhor avaliação do trabalho

realizado nas bibliotecas escolares.”

Alguns constrangimentos: •

“A falta de experiência e de conhecimento na aplicação deste Modelo, deixa no ar uma perplexidade e uma ansiedade muito grande pois os constrangimentos são vários à sua aplicação: os domínios são vastos, os professores têm pouca vontade em colaborar, os alunos, na maioria das vezes, não percebem o que se lhes pede…”

Penso que este é o desafio do PB; não vai ser fácil mudar mentalidades, mas temos de estabelecer prioridades, (como me aconselhou a Cândida, que tem uma longa experiência de bemfazer e de bem gerir)

“As frustrações são muitas pois as solicitações são imensas! Infelizmente, vivo momentos conturbados porque a grande maioria dos professores e alunos não compreendeu, ainda, o papel de uma biblioteca escolar. Ainda é encarada, como uma sala de aulas, um lugar de castigo, um espaço de recreio, um sítio para fazer testes…”

Os desafios são imensos, porque se pensarmos em “frustrações”, será muito mais difícil, chegarmos ao que pretendemos. Quando temos um pensamento positivo e optimista, é mais fácil “agarrarmos” todas estas solicitações. Também tenho os meus “fantasmas” cá dentro, mas tento não os deixar transparecer para a equipa e para a Escola (aqui, entre os PB, podemos desabafar).


Inquestionável do meu ponto de vista: •

“Após as leituras dos documentos, fiquei com a ideia de que este Modelo poderá ajudar-me a encontrar o caminho, as metodologias e a sua operacionalização com base numa reflexão que poderá originar grandes mudanças!”

Eu também acho que tem de haver um modelo. Deverá ainda haver a liberdade de cada escola adaptar o modelo de acordo com os seus PE e currículos, porque as diferenças nas BE são enormes: quer a nível nacional quer a nível regional. Assim os Factores críticos de Sucesso poderão ser evidenciados numas BE e noutras não. Julgo que tal facto está salvaguardado; uma vez que é um “modelo” e aos modelos não assenta da mesma forma o mesmo vestido.

Reflexão: • • • • • • • • • •

Todos têm muito bem presente a responsabilidade e o papel que devem assumir nas BE. O MABE é conhecido de todos e já quase o tratamos por “tu. Há um esforço muito grande da parte de todos, nesta formação em corresponder de uma forma muito profissional às solicitações. Tudo o que é novo gera ansiedade. A aplicabilidade e o tratamento de dados, são as grandes questões. O tempo será um factor facilitador ou não. A mudança é necessária. A avaliação será importante tendo em conta a melhoria. Os vários domínios são muito abrangentes e exigentes. Cada BE é um” pátio” diferente.

Vamos fazer o nosso melhor, mas que “las hay, hay”,refiro-me às Fadas Boas que somos cada uma de nós partilhando as nossas experiências, os nossos saberes e as nossas dúvidas. Quando o “eu” se transforma em “nós”, tudo pode acontecer.

Fernanda Lopes, Agrupamento de Argoncilhe


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