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jornal regional

Triângulo Amadora Loures Mafra Odivelas Vila Franca de Xira DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • ANO VII • QUINZENÁRIO • Nº 195 • 13 MAIO 2011 • DIRECTOR: CARLOS CARDOSO

Unhos não quer ficar para trás Herlander Isodoro, novo presidente da Junta de Freguesia

AUMENTA O NÚMERO DE FAMÍLIAS CARENCIADAS

Junta do Sobralinho ajuda a fazer cabaz de alimentos Pág.23

Pág.11

CRISE LEVA AS PESSOAS AO DESESPERO

Trabalho por comida na Cova da Moura

SACAVÉM

Bombeiros com falta de pessoal Pág.10

ODIVELAS

Imigrantes aprendem o português Pág.13

MAFRA

Exposição de peças raras de arte sacra Pág.18

V.F.XIRA

Câmara diz não à pedreira de Arcena Pág.21


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OPINIÃO

OPINIÃO

CRÓNICAS MILITANTES

Passos Coelho: um trunfo eleitoral do PS É impressionante a forma como em tão pouco tempo Passos Coelho desbaratou a vantagem eleitoral que as sondagens lhe davam e com que partiu após a sua eleição interna. Este descrédito é tanto mais surpreendente quanto o Governo tem passado por situações internas e externas dificílimas, com o Presidente da República a objectar-lhe de forma mais ou menos discreta, mas determinada. Vejo, até agora, 4 erros de palmatória cometidos por Passos Coelho que contribuíram para explicar esta desvalorização. 1º - O aumento do IVA Logo após solene declaração de que se fosse governo não aumentaria os impostos, no dia seguinte à demissão de Sócrates, já admitia um valor de 25% para o IVA. Que eu me lembre foi a primeira vez que um primeiro-ministro ainda antes da tomada de posse dava o dito por não dito e aumentava os impostos. 2º - A suspensão da avaliação de professores Considero que, várias vezes

credível a sua acção tinha necessariamente que apresentar desde logo um modelo substituto. Os professores na generalidade respiraram de alívio, mas perceberam muito bem que eram papas e bolos o que lhes estavam a dar.

aqui o escrevi, a arrogância e a desconsideração profissional de Maria de Lurdes Rodrigues para com os professores foi uma das principais razões que levaram à perda da maioria absoluta pelo PS. Enquanto professor desejo e luto pela substituição do actual modelo avaliativo, mas não posso deixar de dizer muito claramente que a sua suspensão promovida à socapa pelo PSD e aprovada pela restante oposição foi de uma responsabilidade enorme. Se neste aspecto Passos Coelho se queria afirmar como líder da oposição, para tornar

3º - O PEC insuficiente As medidas apresentadas por José Sócrates que visavam adiar, não vou dizer “ajuda” que não se trata de ajuda nenhuma, digo antes uma operação financeira externa, foram recusadas pela maioria parlamentar da oposição. Na altura Passos Coelho justificou a reprovação alegando que ele e o PSD não estavam dispostos a sacrificar mais os portugueses. Demitido o governo e após avisos solenes da Europa de que as medidas correctivas e restritivas eram para ser aplicadas com rigor, explicou então Passos Coelho que tinha chumbado o “PEC” então apresentado por este ser insuficiente. Dito de outra forma; o austero “pacote” afinal foi reprovado por o líder da opo-

sição não querer estar com mais contemplações para com o “coração de manteiga”do primeiro-ministro e ser ele capaz de vir a fazer o sangue que fosse preciso e muito mais ainda. Bom, se o PSD ganhar as próximas eleições - o que me parece muito improvável a este ritmo alucinante de asneirada do seu líder - que nenhum dos seus votantes diga depois “se eu antes soubesse …” 4º O Presidente da Assembleia da República Ora para além de ser o primeiro primeiro-ministro que antes de tomar posse já tinha aumentado os impostos, Passos Coelho é também o primeiro líder que antes de ter ganho as eleições gerais, nomeia o Presidente da Assembleia. Imparável! O que é que interessa quem vai ganhar? O que é que interessa qual possa ser a escolha da própria Assembleia? Nada! O Presidente é Fernando Nobre porque eu e ele queremos e ninguém tem nada com isso. Esta figura do Nobre merece um ou dois parágrafos.

Sobre o cabeça de lista de Lisboa do PSD e outrora mandatário do Bloco (?!) não faço considerações acerca da sua actividade profissional e humanitária que se assegura ser exemplar, mas politicamente … O homem é um kamikaze em voo picado sobre o seu novo partido. Deixa-o andar, digo eu. Não tenho ouvido nada a este respeito, mas não foi este Fernando Nobre que na campanha para as Presidenciais mais puxou pelo assunto BPN-Oliveira Costa- Cavaco Silva? Foi, não foi? Não foi ele um dos rostos visíveis da “campanha suja”? Ah, é que não parece nada. Eu creio que o homem se vê como um herói e que a imagem sobrevalorizada que tem das suas capacidades o levou a pensar que quando anunciasse que queria ser Presidente da A. R., o povo venerando entregaria grato o seu voto ao PSD. Bastava que Fernando Nobre e Passos Coelho atentassem no percurso parlamentar e político de nomes como Almeida Santos, Mota Amaral ou Jaime Gama para perceberem que

para lá se chegar é preciso crédito parlamentar e passado institucional. Ora Fernando Nobre nunca foi sequer deputado. Que descaramento, que delírio de grandeza. E assim se vai confirmando o que em militante crónica anterior referi. A José Sócrates quase que basta ficar calado. É só ficar quieto, sossegado a assistir ao desastrado Passos Coelho a fazer e a dizer disparate atrás de disparate, enquanto ele vai subindo nas sondagens. Já muita gente se apercebeu disto. Mostram-no o referido desbarato da vantagem eleitoral com que partiu, mostram-no as oposições internas já declaradas de Pacheco Pereira e Santana Lopes e confirmaram-no o conjunto de notáveis do PSD que recusaram fazer parte das listas de deputados. E com isto tudo reparo agora que já não tenho tempo para escrever sobre o telefonema atendido em presença. Joaquim Marques… (Filiado no Partido Socialista)


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ABERTURA

O MELGA

Comentário Carlos Cardoso

O “truke” Daqui por uns anos, talvez não tantos como isso, nos cursos de comunicação social ou nas cadeiras de gestão de crises, vai haver um tema que será motivo de debate e até de teorização: a conferência de imprensa dada por Sócrates após o acordo com a Troika. Há que tirar o chapéu ao Primeiro-ministro demissionário, pois foi um golpe de mestre. Sócrates passou toda uma conferência, daquelas sem direito a perguntas, a dizer o que não constava do acordo, não referindo uma única vez o que estava escrito no documento. Vejamos o contexto. Nas semanas anteriores, os meios de comunicação estavam repletos de supostas medidas que a “troika” iria apresentar e aplicar. Eram meras alegações, baseadas, por um lado, na anterior experiência da intervenção do FMI em Portugal e, por outro, nas receitas aplicadas na Grécia e na Irlanda. O cenário era aterrador e o estado psicológico das pessoas era de uma profunda insegurança e um grande temor. Em contrapartida não se tinha ouvido uma única palavra oficial dos membros da “troika” sobre o que iriam ou não defender… Sócrates chega e faz aquela célebre declaração, que se resume a uma ideia: tudo o que andavam para aí a dizer, esse quadro bem negro que se pintou, não vai acontecer. O alívio cresceu, o ambiente desanuviou-se. A partir dai, viesse o que viesse, ate parecia azul celestial. Espantosa foi a reacção dos diversos partidos, que correram a fazer declarações, mesmo sem conhecerem praticamente nada do acordo. A expressão máxima dessa insensatez foram as declarações de Catroga a dizer que tinha sido graças à sua intervenção que o acordo ate nem era tão mau como isso. Nos dias seguintes, começa a saber-se, aos poucos e poucos, as medidas aprovadas. Fala-se de um documento com mais de 100 páginas, em inglês, sobre o qual as forças partidárias expressaram opiniões sem nada terem lido. Só que Sócrates já conseguira o que queria, tinha desarmado a vigilância da opinião pública. Mas o que vem ai e, de facto, terrível. A coisa talvez se possa resumir assim: há duas maneiras de atingir as pessoas, ou se vai directamente ao salário, às reformas, às pensões, e toca de reduzir de forma directa, de não pagar os subsídios, etc, ou então, opta-se pelo caminho mais diluído, reduzindo benefícios, cortando nas comparticipações, por exemplo, dos medicamentos, aumentando certos preços, determinados impostos, e por ai fora. Foi este o caminho escolhido que tem uma consequência: o poder de compra das pessoas vai reduzir drasticamente, as dificuldades financeiras subirão de forma exponencial, o endividamento também. Associado a isto criaram-se condições para se facilitarem os despedimentos, a começar pelas imensas empresas que serão privatizadas (todas as privatizações foram acompanhadas de despedimentos…). No meio disto, garantiu-se algo que o PEC IV não assegurava de todo, dinheiro, muito dinheiro, a vir rapidamente. Empréstimos que vamos pagar nos anos que se avizinham. O que não se vislumbra são as necessárias medidas de incentivo o incremento do tecido produtivo, pelo que fica a sensação que o resultado deste acordo se limitou a concessão de mais crédito, que funciona principalmente como um garrote no pescoço do País. Mas, disto, quase ninguém fala, pois seria pensar mais longe e pensar a longo prazo. Sócrates saiu vencedor, pois alcançou o que pretendia, limitar a reflexão das pessoas ao mais do que imediato e evitar que pensem no futuro. E o problema de Portugal, mais do que o presente é mesmo um problema de futuro, da sua possibilidade de existência enquanto País…

Ficha Técnica

A rectificação necessária

A memória, às vezes, tem destas coisas. Confiamos demasiado nela e prega partidas. Na “Melga” da última edição, acerca do forrobodó que aconteceu no Departamento do Ambiente, da Câmara de Loures, falava-se que o pai da vereadora Emília Figueiredo, fora à procura do Daniel Lima, para desabafar umas coisas. Ora, quem anda nestas andanças sabe que Daniel Lima nada tem a ver com o ambiente da Câmara de Loures. Tratou-se de uma confusão, de uma chata confusão diga-se em abono da verdade, de nomes, pois o responsável daquela área, e que teve de aturar os desabafos, chama-se sim, Ricardo Lima. É bom deixar isto claro porque nestas coisas, há sempre alguém, de mente mais enviusada, que se aproveita da confusão de nomes para lançar outro tipo de confusões... E como o “Melga” não tem o rei na barriga é o primeiro a dar murros na sua cabecinha por se ter enganado e a pedir desculpa a quem de direito, ao Daniel Lima, em primeiro lugar, e aos leitores, claro!

A passo de caracol...

A oposição na Câmara de Odivelas tem a vida bem tramada. Veja-se o caso do vereador Hernâni Carvalho que já tem requerimentos há mais de 400 dias por responder!!! Exemplos: o caso do inventário dos bens imóveis que foi apresentado a 10 de Março do ano passado. Ou seja, há mais de um ano e que ainda não obteve resposta. Para mais quando existem prazos legais a serem cumpridos. Aqui se vê a diferença de tratamento: se um cidadão se atrasar na entrega de um documento, leva com uma multa em cima dos costados, o Executivo não assume um compromisso mínimo, democrático, o de fornecer informações aos eleitos e tudo continua na mesma.

Segredos, para quê?

Esta história dos requerimentos e da entrega de gravações das reuniões do Executivo, provocou, como seria de esperar, uma azeda troca de palavras. A Susana Amador excedeu-se e descambou, dizendo que “há coisas que os vereadores não sabem nem têm nada que saber”. De imediato o Paulo Aido pediu que a afirmação ficasse integralmente registada em acta, ressalvando, pois é sempre bom manter a imagem, que estava convicto que se tratou de “um lapso de linguagem”. Não percebo é esta preocupação de ficar em acta, pois, ao que parece, as actas chegam tarde e a más

horas e de tal forma resumidas que nem se sabe, por vezes, o que cada um defendeu.

O barco está a ir ao fundo

É o desatino ali para os lados de Mafra. Os autarcas do PSD, nas assembleias de freguesias, faltam que é uma maravilha. Parece que o Ministro dos Santos, o presidente da Câmara, já teve de pedir ordem no interior do partido. Mas não deve ter muito sucesso. É que durante mais de duas dezenas de anos todos viveram a sua sombra, conquistaram os lugares à custa do seu papel e, agora que Ministro dos Santos se prepara para ir embora, parece que o desinteresse se instalou lá para as bandas. Sim, porque nada garante que nas próximas autárquicas o sucessor do Ministro tenha tanto êxito como o actual presidente.

Entrada de leão...

O Aurélio Marques (CDU), vereador substituto na Câmara de Vila Franca de Xira quis fazer figura. Primeiro insurgiu-se contra a Melga, que disse que o seu companheiro Bernardino Lima era exímio em ver as virgulas dos contratos camarários. Disse que isso vinha num “jornal de Loures”. Paciência, nem o jornal é de Loures, nem sequer tem a sede em Loures. Mas quem mais não sabe, tem que se perdoar. Depois entrou a matar por causa do apoio da Câmara na compra de um fato em segunda mão a um toureiro local. Pelo meio dizia que não queria polémica, que até era um aficionado desde miúdo, mas ao mesmo tempo dava umas bicadas na falta de apoios a outras modalidades e a outras colectividades, para logo de seguida acrescentar que até estava de acordo com a medida... Não há coisa mais irritante do que a falsa modéstia e a argumentação de não querer levantar ondas mas, pelo caminho, tentar provocar um tsunami. No final, quem acaba por ficar afogado é quem esbraceja sem sentido.

Ainda pior que os CTT ...

Vejam lá: a rapaziada das associações do Sobralinho recebeu um convite, da parte da Câmara de Vila Franca de Xira, para a sessão solene que se realizava no dia 25 de Abril...a 28 de Abril. Mas o convite não foi por correio, atenção, foi entregue pelos serviços da própria autarquia nas instituições. A Rosinha ficou encavacada e já fez um chinfrim no respectivo serviço. É verdade que com o 25 de Abril se conseguiu muita coisa, mas ainda não foi possível recuar no tempo.

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AMADORA 4 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

AMADORA

BREVES Falagueira

.............................................................................................................................. PROJECTO NO CASAL DA MIRA DURA TRES ANOS

Amadora, Oeiras, Sintra, Lisboa e Odivelas assinam contratos com a Segurança Social Carlos Cardoso A Câmara Municipal da Amadora vai assinar com a Segurança Social um Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) para o bairro Casal da Mira. A cerimónia de assinatura que tem lugar a 13 de Maio, no auditório da Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Amadora, conta com a presença dos cinco municípios, para alem da Amadora estarão presentes representantes de Oeiras, Sintra, Lisboa e Odivelas, e do director regional da Segurança Social. O novo CLDS a ser posto em prática no Casal da Mira vai

ter a duração de três anos e têm como entidade executora a Fundação Aga Khan.

Estes contratos têm por finalidade promover a inclusão social dos cidadãos

de forma multisectorial e integrada, recorrendo a acções executadas em parceria. Os CLDS concentram os seus recursos em eixos de inter venção, tais como o emprego, formação e qualificação, intervenção familiar e parental, capacitação da comunidade e das instituições e informação e acessibilidade. Os C LD S re s u lt a m d a s orientações definidas no PNAI - Plano Nacional de Acção para a Inclusão, onde se estabelece prioridade para o papel que os municípios devem assumir

na tomada de decisão e intervenção social nos seus territórios. Os CLDS contemplam um modelo de gestão que prevê o financiamento induzido de projectos seleccionados centralmente, privilegiando territórios identificados como mais vulneráveis, de que e exemplo, na Amadora, o Casal da Mira. E m p re g o ; Fo r m a ç ã o e qualificação; Intervenção familiar e parental; Capacitação da comunidade e das instituições e Informação e acessibilidade são alguns dos eixos de intervenção dos CLDS

Centros de Saúde sem limpeza qualificada “Os Centros de Saúde da Amadora encontram-se neste momento sem lim-

peza diária”, denuncia a estrutura concelhia do PCP. A limpeza qualificada dos

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Centros de Saúde é feita por uma empresa privada a quem o Governo, através do respectivo Ministério, deve milhares de euros pelo trabalho executado. “Enquanto se continua a gastar milhões de Euros na construção de hospitais para entregar a parcerias publica - privadas, para estas últimas explorarem a seu bel-prazer, os utentes são privados do mais ele-

mentar direito nos serviços de saúde (o direito à higiene) por falta de pagamento atempado”, acusa o PCP da Amadora. Não único. Ainda recentemente veio a público que a Conforlimpa, empresa situada na Castanheira do Ribatejo, deixou de fazer as operações de higiene na escola da PSP, em Torres Novas, devido a atrasos de muitos meses nos paga-

mentos. Em Loures, os trabalhadores da empresa “Ambiente e Jardim”, situada em Sacavém, e que procede à limpeza de diversos sectores da Câmara Municipal, ameaçam parar, porque estão com os seus salários em atraso. Também aqui, a dívida da autarquia àempresa está a dificultar os pagamentos. CC

CARTÓRIO NOTARIAL DE PÓVOA DE SANTA IRIA DE JOANA AZEVEDO PUBLICAÇÃO

BOLETIM DE ASSINATURA Anual (24 números) 15 € Nome: ____________________________ __________________________________ Morada: __________________________ __________________________________ Código Postal: __________-_________ Tel.: _____________________________ Cheque deve ser enviado em nome de Ordem de Ideias, CRL., para: Rua do Adro, Nº 40, 2625-637 Vialonga ou feita transferência através do NIB 003300004523233733305

Joana de Oliveira Soares Azevedo, Notária com Cartório sito na Rua Maria Carlota d’Oliveira, lote 100, loja, Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, faz saber que no dia oito de Abril de dois mil e onze, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura pública de Justificação, lavrada a folhas 104 e seguintes do Livro 6-A: JUSTIFICANTES: José Constantino da Costa, NIF 168.937.280, natural da freguesia de Lumiar, concelho de Lisboa, e mulher, Maria Fernanda Moreno dos Santos Constantino da Costa, NIF 154.494.151, natural da freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa, casados sob o regime da comunhão geral, residentes na Rua Alves Redol, JCC, Camarate, em Loures, que são donos e legítimos possuidores do seguinte bem imóvel: PRÉDIO: Prédio urbano em propriedade total sem andares nem divisões susceptíveis de utilização independente, composto de rés-do-chão destinado a armazém e actividade industrial, com a área total de oitocentos e setenta e seis metros quadrados, sendo a área coberta de sessenta metros quadrados e a descoberta de oitocentos e dezasseis metros quadrados, sito em Quinta de Santa Rosa, Rua Particular, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com José Silva Antunes, a Sul com Emproma, a Nascente com Rua Particular e a Poente com Vítor Nunes, inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 5245, com o valor patrimonial 53.858,70 euros. TESTEMUNHAS: José Joaquim Marques Rosado, casado, natural da freguesia e concelho de Mora, residente na Rua Maria Júdice da Costa, nº 8, Alto dos Sete Céus, Charneca, em Lisboa, João Carlos Piteira Filipe, solteiro, maior, natural da freguesia de São Jorge de Arroios, concelho de Lisboa, residente na Avenida Camilo Castelo Branco, nº 32, 1º direito, Buraca, na Amadora e João Manuel Mendes Pereira, divorciado, natural da freguesia de Santarém (Marvila), concelho de Santarém, residente no Condomínio Paço de Ameixoeira, lote 1, corpo 5, 1º direito frente, Ameixoeira, em Lisboa. Em 8 de Abril de 2011 A Notária, Joana de Oliveira Soares Azevedo

No âmbito do 3º aniversário do Núcleo Museografico do Casal da Falagueira, são inauguradas, a 18 de Maio, as exposições “As primeiras escolas na Amadora” e “Da pré-história a Idade Media”. Estão patentes atá 12 de Maio de 2012.

Buraca No dia 17, pelas 15 horas, é inaugurada a exposição fotográfica intitulada “Flores e Jardins”, no Salão da Junta de Freguesia da Buraca, momento seguido de uma tertúlia. A exposição pode ser vista entre as 10h e as 12h e as 15h e as 17h. Já no dia 28 de Maio, sábado, pelas 9h tem lugar a iniciativa “Cuidar do Cuidador”. Com encontro no Largo, junto à Igreja da Buraca, haverá actividades de relaxamento direccionadas a familiares, ajudantes de acção directa e cuidadores de idosos

Jogos Decorrem, ao longo de Maio, diversas etapas dos Jogos Juvenis Escolares 2011. No dia 12 houve andebol e voleibol, respectivamente nas escolas EB 2,3 Sophia de Mello Breyner, Escola Secundária da Amadora e EB 2,3 e Secundária Mães d’ Água e Escola Secundária Fernando Namora. No dia 13 foi a vez do futebol, com jogos no Complexo Desportivo Monte da Galega. Com os Jogos Juvenis Escolares da Amadora pretende-se incentivar a prática desportiva nos alunos que estão fora do desporto federado, levar ao aparecimento de novos atletas; fornecer material didáctico e desportivo às escolas participantes, para que a melhoria da qualidade de ensino seja uma realidade e promover o fair-play e o desporto para todos.

SMAS Os SMAS de Oeiras e Amadora foram distinguidos pela revista RH Magazine, com o prémio de Excelência em Recursos Humanos. Este prémio visa distinguir a pessoa colectiva que se destacou pela excelência das políticas de Gestão de Recursos Humanos adoptadas e pelo seu impacto positivo no clima interno e na responsabilidade social da organização. Este prémio vem juntar-se a outros que já tinham distinguido a actividade dos SMAS de Oeiras e Amadora, como as “Boas Práticas na Administração Local”, o prémio “Excelência em Comunicação”, atribuído pela Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE) e as distinções na iniciativa “Great Place to Work” – Melhores Empresas Para Trabalhar em Portugal, tendo sido considerados a melhor empresa para trabalhar no sector público. Também, pelo terceiro ano consecutivo, os SMAS de Oeiras e Amadora foram considerados os serviços municipalizados com melhores resultados económicos do país. De acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, os SMAS apresentaram, em 2009, resultados de 13.673.480 EUROS.


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AMADORA

Há quem ofereça trabalho por comida na Cova da Moura Luís Garcia

Já há gente a oferecer-se para trabalhar a troco de comida na Cova da Moura, na Amadora. A crise está a levar ao desespero várias famílias do já tão carenciado bairro e as associações temem que as restrições obriguem a cortar nos apoios sociais. O drama socioeconómico é especialmente evidente para quem está no terreno, como a Associação Cultural Moinho da Juventude, a trabalhar no bairro há 26 anos. “Já notamos muito o efeito da crise”, diz o secretário-geral da instituição, Carlos Simões. “Diariamente, aparecem pessoas com dificuldades para se alimentarem ou para pagar as despesas dos filhos. Há gente que se oferece para trabalhar na associação a troco de alimentação.” Maria Piedade, 35 anos, ainda não chegou a este extremo, mas sabe como é difícil sustentar três filhos com um ordenado de 500 euros. “Felizmente, estou empregada, mas o meu marido só consegue trabalhos temporários na construção e há meses que está parado”, diz a moradora da Cova da Moura. O caso está longe de ser único num bairro com mais de 6 mil habitantes – metade dos quais com menos de 25 anos – onde a maioria dos homens trabalha na construção civil, um dos sectores mais afectados pela crise económica.

Além disso, para os jovens licenciados que começam a aparecer, a má fama do bairro basta para aumentar as dificuldades para conseguir trabalho. “Cada vez que um jovem vai a uma entrevista de emprego é confrontado com uma resposta negativa só por morar na Cova da Moura, independentemente dos estudos que tem”, diz Carlos Simões. O secretário-geral da Moinho da Juventude receia que a crise se traduza em restrições no financiamento da associação, pondo em causa algumas das suas respostas sociais na altura em que mais necessárias são. O combate às “enormes” bolsas de pobreza do bairro, o serviço de refeições, as actividades infantis e o apoio a idosos são algumas das ajudas que poderão estar em causa. Ainda assim, a Moinho da Juventude vai aproveitando todas as ajudas. No dia 3, no âmbito de um concurso, uma empresa ofereceu um aquecedor à associação, além de ter garantido a requalificação da fachada de um edifício que servirá de espaço de convívio intergeracional, sala de estudo e alfabetização, acolhendo ainda oficinas variadas e actividades juvenis. A casa, que ostenta agora um grande grafito realizado por um habitante local, foi oferecida à associação por uma família que saiu do bairro.

Receio de demolições Além das dificuldades económicas, uma outra ameaça pesa sobre a cabeça dos habitantes da Cova da Moura: o medo de ver a sua casa demolida. Construído clandestinamente a partir da década de 1970, o bairro foi escolhido para ser alvo de um projecto de requalificação orçado em 100 milhões de euros. O plano lançado em 2006 pelo Governo deveria ter arrancado em 2009 mas ainda não saiu do papel. Carlos Simões critica a “falta de transparência” com que o processo tem sido gerido e considera que o projecto escolhido não é aquele que melhor serve os habitantes. “A população deseja segurança e espaços verdes, mas também que o projecto tenha em conta a matriz cultural do bairro e não o destrua”, diz o responsável da Moinho da Juventude, garantindo que os moradores estão “muito angustiados”com a perspectiva de que cerca de 70% das habitações sejam demolidas. De acordo com Carlos Simões, a comunidade defendia a execução de um projecto alternativo, apresentado pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa, que previa “menos de 60% de demolições”, apostava “muito mais na melhoria do edificado existente” e “estava mais preocupado com as questões sociais”.


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AMADORA

Área adjacente à futura estação do metro na Reboleira vai ser intervencionada Toda a zona adjacente à futura estação do Metro da Reboleira vai ser requalificada paisagisticamente. O primeiro passo dessa intervenção, a realizar pelo Metropolitano de Lisboa, foi dado com a aprovação pela Câmara Municipal da Amadora do estudo prévio do “Projecto de Arquitectura Paisagística”. Uma acção requalificadora que se desenvolve no âmbito da construção do prolongamento da Linha Azul do Metro até à Reboleira, onde irá surgir um dos mais importantes interfaces de transportes da Área Metropolitana de Lisboa, já que vai permitir a ligação directa da linha de Sintra da CP à linha do metropolitano, No estudo são identificadas as três grandes áreas de intervenção: a zona adjacente à Estação da Refer – Talude, a Avenida D. Carlos I e o Parque Romão. Na primeira área está prevista a construção de uma zona

de estacionamento com 47 lugares, e um interface de autocarros e táxis composto por 15 terminais e táxis para servir a zona norte do concelho. Toda a área envolvente será alvo de uma requalificação urbana de modo a enquadrar os dois poços de ventilação. Na Avenida D. Carlos I, para além do reperfilamento das vias para 4 faixas de circulação, reordenamento dos arruamentos com a construção de diversas rotundas, vai ser ainda construído um outro interface de autocarros e táxis, com capacidade para 15 autocarros e 10 táxis para servir não só a zona sul da Amadora, mas também Lisboa, Sintra e Oeiras. No Parque Armando Romão, local onde se situa o poço de ventilação, a intervenção será mais profunda. Naquele espaço serão construídas zonas de estadia, 49 lugares de estacionamento, ampliado o equipamento infantil e criadas grandes manchas verdes. (Correspondência)

Prémio Literário Orlando Gonçalves dedicado à ficção narrativa Decorre, até ao próximo dia 26 de Junho, a entrega de trabalhos concorrentes à 14.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, que este ano irá avaliar trabalhos de ficção narrativa. Um prémio que tem como objectivo de incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa. Na presente edição serão avaliados trabalhos de ficção narrativa, inéditos e obrigatoriamente escritos em língua portuguesa, podendo cada concorrente apresentar mais do que um trabalho, desde que enviados separadamente e com pseudónimos diferentes. As obras a concurso serão avaliadas pelo júri constituído por um elemento da Sociedade Portuguesa de Autores, um elemento da Associação Portuguesa de Escritores e um elemento em representação da Câmara Municipal da Amadora. O prémio, de cerca de 5 mil euros será entregue em cerimónia pública, no dia 13 de Outubro. O Prémio Literário Orlando Gonçalves, instituído em 1998 pela Câmara Municipal da Amadora, tem por objectivo, por um lado, homenagear a memória do escritor e jornalista Orlando Gonçalves, e por outro incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa. Destina-se a galardoar, anualmente e

de forma alternada, uma obra de ficção narrativa e um trabalho jornalístico de investigação ou grande reportagem. Orlando Bernardino Gonçalves, um dos precursores do movimento neo-realista português, foi escritor e jornalista de imprensa escrita e de rádio, tendo sido inclusive Director do jornal Notícias da Amadora durante mais de trinta anos, actividade que sempre desenvolveu a par das suas intervenções cívicas e políticas na defesa dos direitos e deveres de uma cidadania plena, consciente e esclarecida, sustentada pelo enriquecimento intelectual. Foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade da Amadora em 1989, em 1993 o seu romance Enredos da Memória foi galardoado com o Prémio Literário Cidade da Amadora e em 1997 foi mais uma vez homenageado pela Câmara Municipal da Amadora, por ocasião das comemorações do 25 de Abril. (Correspondência )

CONTO Saltava no meio da multidão que aplaudia o chefe. Abanava-se, num frenesim, vivendo a apoteose como se ela se destinasse a si próprio. Sentia que um dia podia chegar longe. Argumentos não lhe faltavam. Aprendera a liderar assembleias. Exímio a cortar a palavra a quem incomodava, a desviar assuntos incómodos, a convocar reuniões às ocultas, tornou-se indispensável a quem mandava. A todo esse capital de artimanhas, somava uma boa presença e uma lábia incomensurável. Foi subindo, chegou a um lugar de destaque de uma instituição, infiltrou-se nas autarquias, transformou-se numa pessoa mais ou menos grada mas nunca o deixaram chegar a figura de primeiríssimo plano. Recebeu milhares de euros a que por descaso, ganância, quiçá incompetência, foram sumindo e nunca foram devolvidos a quem lhe pediu reembolsos. Nunca disse que não pagava mas nunca pa-

Não diga a ninguém...

gou. Desapareceu de circulação. No meio da festarola dos apaniguados, um credor viu-o aos saltos. Gritou que nem um desalmado mas o barulho impediu-o de ser escutado. Furou pelo meio da multidão. Deu cotoveladas à esquerda e à direita, foi empurrado e empurrou, finalmente chegou ao pé do almejado e não esteve com meias medidas: - Onde está o meu dinheiro? -Calma…não o tenho aqui… -Quando é que me paga o que

me deve a mim e aos meus familiares? -Bom…é que eu não sou o responsável… Antes que a situação se descontrolasse, o credor contou até dez, respirou fundo, encheu-se de paciência e perguntou: -Qual é a treta que me vai querer impingir desta vez? -Acredite ou não, vou dar-lhe a morada do responsável. Está na campa 72… Nesta fase da”explicação” o credor ponderou seriamente em deixá-lo sem dentes. Apercebendo-se disso o prestidigitador retomou a palavra: -Sim, morreu e está na campa 72. Ele é o único culpado da situação, se quiser pode… -Falar com ele? – interrompeu-o, furioso, o credor. -Sim…tenho uma amiga que é médium …diga-lhe que vai da minha parte…mas não diga a mais ninguém… Jorge C. Chora


LOURES

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 7

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BREVES Teatro

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Moradores protestam contra a demolição do Bairro da Torre Luís Garcia

O TIL-Teatro Independente de Loures, realiza a 5ª edição da Bienal TEATRARTES, com espectáculos de teatro, dança, música, exposições e oficinas. A Bienal, que começou a 5 de Maio prolonga-se ate 4 de Junho. Os espectáculos decorrem no Cine-Teatro dos Bombeiros Voluntários de Loures, às sextas e sábados. Eunice Muñoz, que vai estar presente na sessão de encerramento, é patrono da Bienal.

Andebol Mais de 30 habitantes do Bairro da Torre, Camarate, manifestaram-se no dia 6 em frente à Câmara de Loures exigindo a suspensão da demolição das suas barracas ou a entrega de novas casas. A autarquia não cede e garante que o bairro clandestino vai abaixo em breve. “Este é o nosso único tecto e ainda nos tiram o pouco que temos”. Foi munidos com cartazes ostentando frases como esta, que os habitantes do Bairro da Torre, apresentaram-se em frente aos Paços do Concelho de Loures, num protesto apoiado pela associação Solidariedade

Imigrante. “Estou desempregada há mais de dois anos e o meu marido também”. dizia Ricardina Cuthbert, 37 anos, 14 dos quais a morar no bairro. Só recebemos 105 euros do abono de família, que nem para a comida dá. Como podemos pagar uma renda?”, interroga a moradora, que partilha a casa com o marido, a sogra e três filhos. Também desempregada há três anos e com três filhos, dois dos quais deficientes, Idalécia Rosário, 37 anos, diz não ter qualquer alternativa à barraca onde morou dez anos. “Ofereceram 600 euros

A Câmara Municipal de Loures, em parceria com Associação de Andebol de Lisboa (AAL), está a desenvolver um projecto de criação de uma Academia de Andebol no Concelho de Loures, tendo como objectivo incentivar à prática desportiva e à adopção de estilos de vida saudáveis. Nesse sentido foi estabelecido um protocolo de cooperação, entre o Município de Loures e a AAL, que permitirá promover e desenvolver a modalidade no concelho. A Academia de Andebol será dinamizada no Pavilhão José Gouveia, em São João da Talha, todos os sábados, das 15h às 18h, destinando-se a crianças e jovens, entre os 6 e os 14 anos, que se pretendam iniciar na aprendizagem da modalidade.

Frielas

para arranjarmos casa. E depois, como vai ser? Vamos para debaixo da ponte?”, pergunta. São perto de 70 as famílias que receberam ordem para abandonarem as barracas até dia 11 para que o bairro, onde chegaram a habitar 1500 pessoas, seja erradicado. A primeira fase de demolições decorreu em Março. A advogada de algumas famílias interpôs uma providência cautelar para tentar interromper as demolições. “Estamos ainda à espera de uma decisão do tribunal, mas temos muita esperança que este processo nos seja favorável”, refere Aline Bartolomeu. 500 famílias por realojar Segundo Rita Silva, da associação Solidariedade Imi-

grante, que tem apoiado os protestos dos moradores, considera que “a autarquia não tem mínima vontade de olhar para estas pessoas”. “Ficamos admirados como a câmara não tem outra solução que não seja oferecer 500 euros através da Segurança Social. O bairro tem vários deficientes, muitas crianças, idosos, pessoas doentes, que vão ficar sem tecto”, diz a activista, defendendo que, “pelo menos, suspendam as demolições”. Segundo a vereadora da área social da Câmara de Loures, Sónia Paixão, oito famílias já encontraram casa por conta própria, e a autarquia está a analisar melhor duas situações que envolvem pessoas com deficiências graves. No entanto, a autarca refere que, uma vez que os habi-

tantes do bairro já foram notificados, as demolições podem ocorrer a qualquer momento. “O Programa Especial de Realojamento (PER) obriga-nos a erradicar o bairro e estas famílias não têm direito a receber uma casa nova, uma vez que não são abrangidas por esse programa”, diz Sónia Paixão. “Não cederemos a qualquer forma de pressão porque não seria justo para com as 500 famílias residentes no município que, essas sim, estão recenseadas no PER e ainda não tivemos oportunidade de realojar”, garante a autarca. “Todos os dias recebemos pedidos de habitação de pessoas que têm muitas dificuldades mas não tiveram a coragem de erguer uma barraca.”

O Gimnofrielas realiza a sua II Gala Gímnica no dia 28 de Maio, pelas 20 horas, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. Está prevista a participação de 17 colectividades que movimentarão cerca de 500 atletas integrados em 28 Classes de ginástica rítmica, acrobática e trampolins.

Würth No dia 13 de Maio será inaugurada uma loja Würth, em Santo Antão do Tojal. Esta nova loja terá uma vasta oferta de produtos, permitindo que os diversos profissionais possam efectuar as suas compras. A gama de artigos disponíveis abrange produtos para os sectores automóvel, madeira, metalomecânica, da construção civil, electricidade, sanitários e manutenção. A Würth Portugal desenvolve a sua actividade no nosso país desde 1974, sendo a sua experiência fruto do contacto estreito e regular com mais de 55.000 clientes. Este contacto diário é efectuado por mais de 570 vendedores em todo o país. Dispõe em stock mais de 20.000 produtos.


8 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

LOURES

Painéis de azulejos embelezam Fonte Luminosa de Frielas

INICIATIVA DA ARPI DE SANTO ANTÃO DO TOJAL

52 artesãos de toda a freguesia expuseram os seus trabalhos A expectativa inicial era de uns 12 artesãos. Mas a divulgação feita, o passa palavra, levou à descoberta de imensa gente, homens e mulheres, espalhados pelas diversas localidades da freguesia de Santo Antão do Tojal que, nos seus tempos livres, se dedicam a fazer pequenas obras de arte. E, assim, a primeira exposição de artesanato promovida pela Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Santo Antão de Tojal teve não 12 mas...52 artesãos. Durante dois dias, 7 e 8 de

Maio, a sede da Associação foi pequena. “Isto ultrapassou tudo o que tínhamos imaginado”, disse, satisfeito, João Vieira, presidente da Direcção da Associação. Dezenas de trabalhos em madeira, vidro, papel, azulejo, cerâmica, barro cru, colagens, “Arraiolos”, bordados, ponto cruz, etc, enchiam duas salas no primeiro andar da sede da Associação, Foram de facto o motivo principal que levaram imensas pessoas, novos e velhos, à sede da freguesia. Mas não só. Para fazer um fim de semana em cheio, a Direcção

Cinco painéis de azulejos, remetendo para a típica azulejaria portuguesa, com o seu traço fino e a cor azulada, embelezam a Fonte Luminosa de Frielas, erguida junto a uma das entradas da urbanização da Carriscoop. Obra da Junta de Freguesia local, correspondeu a um desejo expresso publicamente por Álvaro Cunha, presidente da autarquia de Frielas que aquando da inauguração da Fonte expressara o desejo de ver o espaço envolvente mais embelezado e atraente.

da Associação completou o evento com a actuação da escola de música da Sociedade Recreativa de Pintéus e, no domingo, dia 8 de Maio, com um encontro de grupos corais, vozes da ARPI de Santo Antão do Tojal, do Centro Social e Paroquial da Bobadela, do Grupo Coral da Freguesia de Santa Clara do Louredo (Beja) e da ARIPSI da Póvoa de Santa Iria. Ao fim e ao cabo, uma forma nova de comemorar o 31º aniversário da Associação e de impulsionar anda mais as suas actividades. CC

NO BAIRRO DA COVINA, EM SANTA IRIA DE AZÓIA

Oliveira centenária classificada como de “interesse público” O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, através da AFNAutoridade Florestal Nacional, classificou como sendo árvore de “interesse público” uma Olea europaea L. var. europaea vulgarmente conhecida por oliveira, existente no bairro da Covina, na freguesia de Santa Iria da Azóia. A classificação da oliveira, cuja datação ainda não esta definida mas que é, seguramente, de acordo com Aviso nº 4, de 28/04/2011, publicado na página da Internet da Autoridade Florestal Nacional, “uma árvore pluricentenaria, uma autêntica sobrávivente de um antigo olival” surge

depois dos esforços desenvolvidos pela ADPAC- Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Cultura de Santa Iria de Azóia e que foram coroados de pleno êxito. De acordo com a legislação em vigor, desde o momento em que a árvore é classificada, qualquer arranjo, incluindo o corte e a desrrama, fica sujeito a autorização prévia da Autoridade Florestal Nacional, devendo mesmo, dentro do possível, as necessárias intervenções serem acompanhadas por técnicos da AFN. A AFN sugere, ainda, que seja o proprietário da oliveira, que está no quintal de

uma casa privada, situada junto ao cruzamento das ruas 18 de Janeiro com a 10 de Junho e a Av. D. Pedro V (rotunda), coloque uma placa identificadora de árvore classificada de interesse público, bem como o modo da sua colocação na árvore, sem a danificar. Ou seja, na fixação da placa não se pode lesionar a árvore, colocando pregos no tronco ou danificando raízes. De preferência a placa deve ser pendurada na árvore ou fixada nas proximidades. A AFN enviou, também, o bilhete de identidade da oliveira. CC

“O investimento foi na ordem dos dois mil euros e os azulejos representam algum do património da nossa terra. O passo seguinte é colocar umas luzes de forma a realçar ainda mais os azulejos, em especial à noite”. De referir que os painéis evocam o pelourinho, a Igreja Matriz, a labuta dos frieleiros, ligados à actividade piscatória, especialmente no Rio Trancão, entre outros elementos históricos. CC


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 9

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ARLINDO CARDOSO, NA PASSAGEM DOS 500 ANOS DE CAMARATE

“Plantámos centenas de árvores pela freguesia” Carlos Cardoso

Mais de 100 personalidades e instituições vão ser homenageadas a 11 de Junho, em Camarate, no decorrer da sessão solene evocativa do aniversário da freguesia. O número pode espantar, mas Arlindo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia, lembra que Camarate está a evocar os seus 500 anos e, por isso, a autarquia resolveu lembrar muitos dos que contribuíram de alguma forma para o desenvolvimento da Vila. Uma lista que vai desde deputados com ligação à freguesia aos antigos presidentes da Junta, de responsáveis de clubes e associações locais a organizadores das marchas dos anos 50, de agentes do mundo cultural a dirigentes de associações sociais. “É uma data especial, que deve encher de orgulho a população de Camarate”. Ao longo do ano irão decorrer diversas iniciativas, de preferência de forma descentralizada. “Não vamos trazer nomes sonantes, mas os espectáculos de teatro, música, concertos na igreja, feitos ou a fazer, são muito cativantes. Era bom que as pessoas participassem mais”. A verdade é que o ambiente geral não é de grande presença cívica. Os problemas que afectam as famílias são imensos, existe uma tendência agravada para as pessoas ficarem em casa. “Não devem fazer isso, não podemos desistir”, apela Arlindo Cardoso. Se assim fosse, se todos sucumbissem perante as dificuldades, até a própria autarquia o melhor que tinha a fazer era fechar as portas. “Basta pensar que este ano cortaram-nos mais de 125 mil euros, a que se deve associar a retirada da gestão do cemitério, que passou para a responsabilidade da Câmara de Loures ou a diminuição drástica das receitas provenientes da publicidade, por exemplo. Mas não cruzamos os braços”.

A solução, segundo o autarca, foi reduzir as despesas e concentrar os meios existentes no essencial, naquilo que mais afecta a população. “Aplicamos bem os dinheiros, não fazemos gastos supérfluos. Este ano vamos prescindir da festa da Vila, o passeio sénior será reformulado e em vez disso organizaremos um convívio no parque desportivo, no dia 1 de Julho, decisões que permitem canalizar verbas para outras medidas”. A intervenção própria, no terreno, da Junta, ficará, para todos os efeitos, sempre condicionada. “De qualquer maneira vamos continuar a investir nas zonas verdes. Lembro que quando chegámos aqui recebíamos verbas para tratar 13 mil metros quadrados de zonas verdes e, agora, conseguimos receber para mais de 70 mil metros quadrados. Basta ver as centenas de árvores que já plantámos em diversos locais da freguesia”. Arlindo Cardoso fala de um anseio da população, o arranjo do terreno por cimo do túnel do Grilo. “Depois de resolvido, ao que parece, um problema relacionado com a posse do terreno, tivemos um contacto da Estradas de Portugal, dizendo que, com a posse do espaço, iria ser feito um protocolo com a Junta

para se avançar no arranjo da zona e assim oferecer à população um espaço de lazer. De qualquer maneira, será algo a efectivar só em 2012, mas já é uma perspectiva”. Ordenamento do território O arranjo dos espaços verdes faz-se no contexto de um território onde proliferam os bairros de génese ilegal. A sua legalização não tem sido um processo fácil. “No mandato anterior foram entregues dois alvarás. Neste mandato tenho a esperança que sejam entregues mais alguns, mas é necessária uma maior participação dos proprietários, pois de outra forma o processo será lento”. São nestes bairros que vive uma expressiva camada da população da freguesia. “Para além da legalização, acentuam-se problemas

relacionados com a degradação do parque habitacional. Por outro lado, a população está a envelhecer, aumentando as dificuldades dos próprios residentes em travarem um pouco esse processo de degradação. A acrescentar a isto temos o fenómeno das dificuldades sociais, como o desemprego, o que limita ainda mais as possibilidades das pessoas”. A Junta de Freguesia está especialmente atenta a esta nova realidade. “Há cerca de um ano criámos o “Camarate, freguesia mais solidária”, projecto assente no voluntariado. Arranjámos um espaço para o projecto que foi, temporariamente, usado para o Census 2011. Ultrapassada essa fase, vamos criar uma nova dinâmica ao projecto, dando a quem necessita e não a quem pede. E, através do voluntariado, ir a casa das pessoas, ajudando em pequenas intervenções”. Arlindo Cardoso aproveita para referir o estado das vias da freguesia. “Foi dado um importante avanço no mandato anterior, em que foram pavimentadas mais de 70 ruas. Dessas, mais de 50 foi a Junta de Freguesia que fez as pavimentações. Sentimos que ainda há necessidade de intervir em alguns bairros, sendo essencial que a via principal

de Camarate e a estrada de ligação a Fetais, levassem um novo tapete. Com a abertura do eixo-norte sul aumentou a circulação de veículos nessas vias, com as necessárias consequências. Da nossa parte, e havendo fundo de maneio, vamos esforçar-nos para manter a politica de arranjos no interior dos bairros”. Centro de saúde e esquadra Camarate foi notícia, em 2009, pela decisão do Governo de não construir o Centro de Saúde em Camarate, obrigando as pessoas a deslocarem-se para Sacavém. Mais de um ano depois, que balanço é possível fazer? “Foi uma decisão péssima, e as pessoas ficaram prejudicadas. Ainda hoje continuam as reclamações. Camarate tem mais de 25 mil utentes, faz todo o sentido exigir a construção de um Centro de Saúde na freguesia. Não temos dúvidas sobre

isso e vamos continuar com essa luta”. O autarca é ainda mais critico em relação àquilo que chama “o posto da PSP” de Camarate. “O que se fez foi colocar um posto de atendimento no meio do deserto. Ainda hoje o espaço envolvente está por arranjar, apesar de, na altura da inauguração, se ter dito que rapidamente a zona envolvente seria beneficiada. Lembro, também, que o Secretário de Estado disse que, em Setembro desse ano, estariam ali 40 agentes. Estão lá dois. E não podia ser de outra forma: é um mau projecto, não tem uma camarata, não tem sítio para os agentes aquecerem a comida, etc, não tem condições nenhumas. Há que reformular o espaço, fazer uma esquadra como deve ser, apostar mais no policiamento a pé. Senão, como está a acontecer, quando há problemas mais sérios lá se tem de ligar para Sacavém”.


10 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

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Hospital de Loures escapa às restrições Luís Garcia

A ministra da Saúde garante que a parceria públicoprivada para o Hospital de Loures não será afectada pelas medidas apontadas pela“troika”. A unidade deverá abrir em Janeiro de 2012 e permitir uma redução de 50% dos utentes de Santa Maria (Lisboa). “Esta parceria públicoprivada (PPP) está em execução, está a ser construída e está previsto que o hospital vá abrir em Janeiro de 2012”, disse Ana Jorge no dia 5, após uma visita às obras da futura unidade de saúde, dizendo acreditar que não haja derrapagem orçamental na fase de construção. Já o destino do Hospital de Lisboa Oriental – que deveria servir sete freguesias da zona oriental de Loures – poderá ser diferente, uma vez que integra o lote de PPP que estão a ser reavaliadas por uma comissão coordenada pelo

Tribunal de Contas. Ana Jorge aguarda ainda uma resposta do grupo de trabalho mas anseia pela aprovação da obra. Segundo a ministra, “os estudos económicos apontam para uma poupança de 40 milhões de euros por ano” caso a construção da unidade de saúde avance, uma vez que irá “concentrar os velhos hospitais de Lisboa”, nomeadamente S. José, Capuchos, Santa Marta, Desterro e D. Estefânia.

A unidade de Loures, que será baptizada como Hospital Beatriz Ângelo em homenagem à primeira mulher portuguesa a votar e a realizar uma cirurgia, terá grande impacto ao nível da reorganização da rede hospitalar da Grande Lisboa. Só no sobrecarregado Hospital de Santa Maria, a redução de utentes deverá ser de cerca de 50%, devido à transferência dos doentes de Odivelas e de oito freguesias de Loures para o Beatriz Ângelo.

272 mil utentes Os efeitos também se farão sentir no Curry Cabral (Lisboa), que deixa de ser o hospital de referência para três freguesias de Loures, e no Hospital de Torres Vedras, para onde já não irão os utentes do município Sobral de Monte Agraço e de quatro freguesias de Mafra. Ao todo, serão cerca de 272 mil os habitantes servidos pela nova unidade de saúde. Construído num terreno cedido pela Câmara de Loures há vários anos, cujo valor actual a autarquia estima em cerca de 10 milhões de euros, o Hospital Beatriz Ângelo representa um investimento de construção e manutenção de 135 milhões de euros. Os custos dos serviços clínicos para dez anos estão orçados em 443 milhões de euros. O projecto está a cargo de um consórcio privado, liderado pela Espírito Santo Saúde,

que assegurará a gestão clínica, além de participar na construção e manutenção do equipamento, juntamente com as empresas Mota Engil, Opway, Banco Espírito Santo e Dalkia. A unidade terá múltiplas valências médicas e cirúrgicas e um hospital de dia médico para a área de oncologia, unidade de dor e diálise, com capacidade para servir toda a população da sua área de influência. 424 camas e 126 mil atendimentos Segundo dados do consórcio, a unidade terá 424 camas de internamento e cerca de 126 mil atendimentos em urgência, sendo servida por 1270 lugares de estacionamento (entre subterrâneos e exteriores). O futuro hospital vai dispor também de um serviço de urgência médico-cirúrgica

e de uma maternidade com capacidade para a realização de mais de três mil partos por ano. A área de consulta externa, apetrechada com 44 gabinetes, está programada para poder realizar, anualmente, 245 mil consultas das diversas especialidades. Durante a fase de construção, o hospital assegurará até 800 postos de trabalho directos. Uma vez iniciada a actividade, a unidade de saúde contará com 1200 colaboradores, dos quais 290 serão médicos e 370 enfermeiros A construção de um hospital em Loures é uma reivindicação antiga da população e da câmara local. O primeiro documento a reclamar o equipamento data de 1920 mas a obra foi objecto de vários anúncios e adiamentos. A primeira pedra acabou por ser colocada em Janeiro do ano passado.

químicas, e até o único reactor atómico do país, no Instituto Tecnológico e Nuclear. No entanto, a maioria das ocorrências a que os BVS têm de dar resposta está ligada a acidentes rodoviários nalgumas das vias mais movimentadas do país, como IC17, A1, EN10, IC2 e Ponte Vasco da Gama. “Chegámos a ter meses com

uma média de um desencarceramento diário”, diz o comandante, especificando que boa parte das pessoas socorridas não vive nem trabalha na área de intervenção da corporação. “Não deve haver nenhum corpo de bombeiros com uma diversidade de ocorrências tão grande como o nosso”, diz José Ramos Martins. LG

Bombeiros de Sacavém com falta de pessoal A grandeza dos quase 16 mil metros quadrados do quartel dos Bombeiros Voluntários de Sacavém (BVS), um dos maiores da Península Ibérica, contrasta com a falta de elementos com que a corporação se bate. Apesar de servir quase 200 mil habitantes e acorrer a cerca de mil ocorrências por mês, o corpo de bombeiros conta com apenas 28 profissionais, um número insuficiente para dar conta de todo o trabalho. O problema é agravado pelo facto de os 124 voluntários terem pouca disponibilidade para colaborar e, em muitos casos, morarem ou trabalharem demasiado longe do quartel.

“Durante o dia, costumo ter dez bombeiros para sair, o que é manifestamente insuficiente para as necessidades”, explica o comandante José Ramos Martins. Significativo é o facto de a última recruta ter contado com apenas oito mulheres e dois homens, um dos quais desistiu uma semana depois. “Não há muita procura e a que existe é sempre com alguma estratégia, visando uma possível hipótese laboral”, refere o comandante. À falta de novos braços de trabalho, a corporação vê-se obrigada a recorrer à boa vontade dos mais antigos. É o caso de Daniel Serra, 64 anos, que ainda recorda os tempos

em que os bombeiros enfrentavam os incêndios sem equipamento adequado nem normas de segurança. “Hoje está tudo completamente diferente”, diz o veterano. Nascido e criado em Sacavém, o actual adjunto de comando integrou a corporação em 1964. Com três anos de casa, enfrentou uma das maiores catástrofes naturais da Grande Lisboa do século XX: as cheias de 1967. Durante horas infindáveis, ele e os companheiros, a pé, de jipe ou em botes de borracha, salvaram pessoas e bens até ao limite das suas forças. Ameaças variadas Quando foi criada, a 14 de

Setembro de 1897, a corporação de Sacavém servia uma área essencialmente rural e pouco povoada. Com a chegada do caminho-de-ferro, a industrialização e, numa fase posterior, a explosão demográfica dos subúrbios de Lisboa, o perfil da área de actuação dos BVS alterou-se radicalmente. Hoje, o corpo de bombeiros serve sete freguesias densamente povoadas onde as ameaças se multiplicam. Além do Rio Trancão, com as suas cheias recorrentes, que obriga os BVS a dispor de um serviço de socorro a náufragos, a área de intervenção da corporação engloba várias indústrias, muitas das quais


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 11

LOURES

ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA COMEMORADO PELA PRIMEIRA VEZ

Novos ventos sopram em Unhos Carlos Cardoso

“Ao longo dos anos, Unhos foi ficando para trás”. A ideia, forte, silenciou a sala repleta da escola EB 2,3 – Alto do Moinho, onde decorreu a sessão solene do aniversário da freguesia. Não foi por acaso, pois a expressão foi dita com convicção pelo novo presidente da Junta de Freguesia local, Herlander Isidoro, que assumiu estas funções em virtude do abandono, por fortes razoes de saúde, de António Varela que, durante vários mandatos, liderou o Executivo da Junta. Podia ser uma mera afirmação de ocasião, mas Herlander Isidoro teve a preocupação de concretizar o que disse. Até porque, como tivera oportunidade de referir ao jornal Triangulo, quer “colocar Unhos no mapa, deixando de ser uma freguesia esquecida”. Mas, Unhos foi ficando para trás, porquê? “Falta em Unhos o que e básico, como um Centro de Dia para a terceira idade, falta entregar mais alvarás de loteamentos, falta uma zona industrial, falta ligar os esgotos à ETAR de Frielas, a iluminação da T5 ainda não está feita e a via não está concluída ate Sacavém”, disse. De rompante, colocou o dedo na ferida de um conjunto de questões essenciais para a população, querendo demonstrar com isso que novos tempos estão

Paulo Cunha

Herlander Isidoro

a chegar a Unhos. Aliás, exemplo disso foi o facto de, pela primeira vez, se ter comemorado o aniversário da freguesia, durante dois dias, 30 de Abril e 1 de Maio, com iniciativas no Catujal e em Unhos, envolvendo uma multiplicidade de associações e clubes locais que realizaram actividades culturais, desportivas, sociais. “A Junta de Freguesia tudo fará para que estes sonhos não deixem de ser realizados”, assumiu Herlander Isidoro, manifestando uma especial preocupação com a necessidade de fixar os jovens na freguesia, através do impulso na construção

Movimento associativo em pleno As comemorações do aniversário de Unhos foram possíveis devido ao envolvimento das diversas associações. Por isso, é justo fazer a sua referencia, até porque foi a primeira experiência do género: Escola EB 2,3- Alto do Moinho, Centro de Dia do Catujal, Sociedade Recreativa Unhense, Centro de Dia de Unhos, JMV, Sociedade Recreativa Catajulaense, Kobat Club Portugal, ADC Catujal, Associação de Moradores do Talude, Paroquia do Catujal, Associação Desportiva e Cultural do Catujal, Grupo de Danças e Cantares do Catujal/Unhos

de habitações, uma condição fundamental para rejuvenescer toda a dinâmica associativa e comunitária local. “Gostaria de gritar bem alto que somos uma freguesia de sucesso”, disse, mas para isso será necessário dar uma outra dinâmica aos investimentos nacionais e locais, proporcionando melhores condições de vida às milhares de pessoas que vivem na freguesia. Consciente de que a “redução de verbas vai afectar a concretização de obras”, Herlander Isidoro manifestou a convicção de que com imaginação e o empenho de todos é possível responder aos desafios com que Unhos se confronta, não só hoje mas de há muitos anos. Carlos Teixeira, presidente da Câmara de Loures, terá, provavelmente, ficado admirado com o espírito exigente do novo presidente da Junta de Freguesia, que evitou os banais elogios do costume e optou por dar um sentido mais concreto às suas palavras. Deixou compromissos de colaboração e uma nota de sensibilização para”não se esquecer aquilo que foi feito”. A sessão contou também com as intervenções de Paulo Cunha, presidente da Assembleia de Freguesia de Unhos, que falou sobre a controversa história da freguesia, tendo mesmo lançado um repto para “o desenvolvimento de esforços e iniciativas”tendo em vista aprofundar e sistematizar a investigação da história de

Unhos e Pedro Farmhouse, presidente da Assembleia Municipal de Loures, que salientou a “necessidade de reinventar novas formas de fazer politica de proximidade”. Justa homenagem A verdade é que o trabalho feito tem homens e mulheres específicos por detrás dele. Que muitas vezes se perdem na azáfama dos tempos. Herlander Isidoro pretende que tal não aconteça e, por isso, este ano, pela primeira vez, foram homenageadas três pessoa que, em lugares e actividades diferentes muito contribuíram para o desenvolvimento da terra. Mar ia Amália Cardoso, desde Outubro de 1979 ao serviço da Junta de Freguesia, desempenhando as suas funções profissionais com enorme empenho, José Lopes Carvalho (a titulo póstumo), presidente da Junta de Freguesia em 1974, dirigente associativo, homem atento aos problemas sociais e, António Varela, por diversas vezes eleito presidente da Junta, com várias maiorias absolutas, figura incontornável e por todos conhecida em Unhos.

De cima para baixo: Maria Amália Cardoso, José Lopes Cravalho (a título póstumo recebido por seu filho) e António Varela, os homenageados na sessão solene do aniversário da freguesia de Unhos


12 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

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ODIVELAS

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 13

ODIVELAS

BREVES Cassapia

.............................................................................................................................. PARCERIA ENTRE A J.F. DE ODIVELAS E A ESCOLA SUPERIOR JOÃO DE DEUS

Imigrantes aprendem a falar e escrever português com a “Cartilha Maternal” Carlos Cardoso Durante vinte sessões, num total de 40 horas, em regime pós-laboral, 14 imigrantes, oriundos de cerca de uma dezena de países diferentes – Guine, Roménia, Ucrânia, Angola, Cabo Verde, Índia, Senegal, Portugal, entre outros – aprenderam, no Pavilhão Polivalente de Odivelas, a falar e a escrever melhor o português. Os seus monitores, professores e finalistas da Escola Superior de Educação João de Deus, actuaram em regime de voluntariado. A proposta, que partiu da escola para a Junta de Freguesia de Odivelas, foi logo assumida pela autarquia que garantiu a componente logística e a divulgação do projecto, com o nome “O caminho faz-se caminhando”. “No nosso concelho e na nossa freguesia existe um número expressivo de população estrangeira. Sabemos que

as dificuldades ao nível da expressão oral ou em termos de escrita criam problemas sérios em termos de integração a essas pessoas. Dai o nosso apoio a este projecto de alfabetização”, disse Vítor Machado, presidente da Junta de Freguesia de Odivelas. Ideia comungada por Piedade Ribeiro, da Escola Superior de Educação João de Deus, pois “conhecer a língua do pais de acolhimento é importante para quem espera oportunidades de sucesso pessoal ou profissional”. Daí este projecto, com um ensino personalizado, baseado na Cartilha Maternal de João de Deus, e que também e uma forma de ligar a escola ao concelho “onde já desenvolvemos algum trabalho, de que é exemplo o Centro de Acolhimento Temporário Casa Rainha Santa Isabel”. Que o diga Lupascu Elvira, romena, há pouco tempo

em Portugal, onde se veio juntar à família que vive em Odivelas. “Não percebo nada de português e quero aprender depressa”, traduzia a sua neta, Ungurean Andrea, a frequentar o 9º ano da escola secundária de Odivelas. Por isso, mal chegou e teve conhecimento desta possibilidade, não perdeu um minuto

O transporte escolar das crianças do bairro Cassapia, Quinta da Serra e Quinta da Várzea, para a escola, situada em Lisboa está em vias de ser resolvido. A Câmara de Odivelas vai estabelecer uma parceria com a Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola básica do Olival de Basto, detentora de transporte próprio e que garante a deslocação das crianças em segurança.

Bicicletas

e inscreveu-se no curso. Já Eva Silva, 43 anos, angolana, a viver em Portugal há 15 anos, segue um outro percurso. Prepara-se para regressar ao seu pais de origem, onde espera singrar na área da restauração. Os filhos ficam em Portugal, a terminar os estudos. Mas sentiu a necessidade de “aprender a escrever melhor” e dai a sua presença neste curso rápido. Quem pouco ou nada sabe ao nível da oralidade ou da escrita é Alissene Saco, 20 anos, oriundo da Guiné Bissau, onde ajudava o seu pai. Domina, apenas, mesmo que de forma ligeira o inglês e o idioma arabic. Há nove meses em Portugal,

quer utilizar o português com rapidez, para conseguir ingressar com maior facilidade no mundo do trabalho. Também razoes profissionais - elas na área das limpezas e eles ligados ao ramo comercial relacionado com a construção civil -, levaram Sarabjit Sinhg, Nirmal Singh, Rajwinder Kaur e Lakhwinder Kaur a estarem presentes. Oriundos da Índia, do Punjab, há onze anos em Portugal, sentiram a necessidade de melhorar o domínio da língua, até porque estão mais habituados a utilizarem ainda o idioma local ou o inglês. “Assim torna-se bem mais difícil arranjar trabalho”, reconhecem.

No dia 14 de Maio, realiza-se o passeio de bicicleta Odivelas Odivelas (Alentejo), numa distância de 150 km. Além de uma aventura desportiva, é um projecto turístico e cultural, um dos grandes projectos do Colinas Bike Tour, uma associação de praticantes de cicloturismo e BTT, do concelho de Odivelas, que pretende aliar o urbano ao rural. A iniciativa conta com um grupo de seis dezenas e meia de pessoas a pedalar até àquele destino e com vários carros de apoio, sendo recebidos em Odivelas (Ferreira do Alentejo) com a actuação do Grupo de Cantares Terras do Regadio, a que se seguirá um convívio onde participarão atletas, organização do passeio e entidades oficiais dos dois concelhos que apoiam a iniciativa.

Convívio Nos dias 23, 24 e 26 de Maio, das 12h30 às 17h30, o Pavilhão Multiusos de Odivelas recebe o “Convívio Sénior 2011”. Ao promover este encontro, a Câmara Municipal de Odivelas pretende fomentar o convívio salutar e a vivência entre idosos residentes no concelho. O “Convívio Sénior 2011”, dirigido a todos os munícipes de Odivelas com mais de 65 anos, inclui almoço, lanche e tarde de animação com actuação da Banda Maior. A inscrição e ate ao 19 de Maio, na Junta de Freguesia da área de residência, sendo que o valor da mesma é de 3 euros.

Ramada No Centro de Artes e Exposições, da freguesia da Ramada, está patente uma mostra colectiva de desenho e pintura, da responsabilidade da Quadrante, associação de artistas plásticos dos concelhos de Odivelas e de Loures.


14 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

ODIVELAS

Casa de Fados de Odivelas em espectáculo solidário

SEGUNDO A CPCJ DE ODIVELAS

142 menores em risco desde o início do ano A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Odivelas já sinalizou 142 casos de menores em risco desde o início de 2011. Actualmente, o órgão mantém 432 processos activos - um número que está a crescer face a anos anteriores. De acordo com Ana Cláudia Ribeiro, da CPCJ de Odivelas, o aumento do número de situações sinalizadas pode, em parte, relacionar-se com a crescente consciencialização da sociedade em relação a estes problemas, que se traduz no aumento de denúncias. Por outro lado, as dificuldades económicas e sociais das famílias têm-se agravado, dando origem a situações cada vez mais graves e complexas. Segundo a responsável, a falta de responsabilidade parental, a negligência, o abandono físico e a violência doméstica são as situações com maior prevalência.

Ana Cláudia Ribeiro teme que o número de casos sinalizados aumente ainda mais no futuro próximo face ao agravar da situação socioeconómica do país e, consequentemente, de Odivelas. A responsável falou ao Triângulo no final do terceiro encontro de peritos da Confederação Nacional das Associações de Famílias,

que decorreu no Pavilhão Polivalente de Odivelas. No encontro participaram várias entidades do concelho, entre os quais o presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, Vítor Machado, e representantes da câmara municipal, do centro de saúde e de escolas locais. Luís Garcia

III Bienal de Culturas Lusófonas até ao final de Maio em Odivelas Está a decorrer de 2 a 29 de Maio, no Centro de Exposições de Odivelas, a III Bienal de Culturas Lusófonas, uma iniciativa da Câmara Municipal de Odivelas feita em em parceria com a Malaposta e com o Alto Patrocínio da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e uma Comissão de Honra de Excelência, presidida por Maria Barroso. De entre as múltiplas iniciativas de cariz cultural efectuadas, merece destaque o “Fórum da Lusofonia”, que juntou no Centro de Exposições de Odivelas um vasto conjunto de personalidades que durante dois dias debateram temas de interesse do mundo lusófono, Também a Grande Feira do Livro de Autores Lusófonos, na Biblioteca Municipal D. Dinis com autores e livros de An-

gola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-leste e Portugal. De referir que a III Bienal, ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, teve a preocupação de descentralizar as suas actividades por vários espaços, como aliás salientou o vereador Mário Máximo. Por isso, no Jardim da Música, Centro de Exposições, na Malaposta

e na Biblioteca Municipal tem decorrido e vão continuar a acontecer diversos espectáculos e actividades culturais. Na III Bienal houve também um espaço para homenagear, a título póstumo, o artista plástico Malangatana bem como o antigo embaixador do Brasil junto da CPLP, Lauro Moreira. CC

A Casa de Fados de Odivelas participa, no próximo dia 21 de Maio, numa noite de solidariedade a favor das crianças apoiadas pelo Centro Nutricional do Liupo (Moçambique). O espectáculo solidário realiza-se no SeminárioVerbo Divino, em Lisboa, a partir das 19.30. O Centro Nutricional do Liupo proporciona tratamento a crianças malnutridas desde 2005. No centro há espaços reservados para o acolhimento das crianças com os seus tutores, pois, muitos deles não têm pais. “Ficam com os seus avós, irmãos, tias, primas, enfim, com quem estiver mais disponível e tiver um coração misericordioso. Não é fácil, pois as crianças devem ficar por um tempo bastante prolongado, entre um e 4 -5 meses, dependendo da situação de cada criança. Há muitas crianças que ficam 24 por 24 horas, por causa da distância das suas casas e há outras (poucas) que ficam só de dia e voltam as suas casas à noite”, explica a Irmã Rozália, Missionária Serva do Espírito Santo. O número das crianças que ficam no centro varia (aproximadamente 200 crianças por ano), dependendo da estação do ano. Quando há calamidades naturais ou não há trabalho campestre, o número das crianças aumenta bastante, no tempo da sementeira ou da colheita vêm menos crianças. Muitas destas crianças são seropositivas, outras não receberam leite porque a mãe engravidou antes da criança chegar aos 2 anos de idade, a idade obrigatória para aleitamento para não entrar em kwashiorkor (1). As crianças recebem no Centro não só leite, mas também a multimistura e comida variada e enriquecida. O Centro tem a sua horta vegetal e criação de galinhas. As tutoras trabalham na horta e aprendem a cozinhar pratos bem diversos para os seus filhos. Também têm palestras sobre temas como a saúde da criança, higiene do corpo e do meio ambiente, de medicina natural, “ciência e tradição”, HIV/SIDA, etc. Os Missionários do Verbo Divino e uma Irmã enfermeira Missionária Serva do Espírito Santo são os responsáveis d Centro. “Precisa-se muito amor, paciência e perseverança. Muitas vezes é-se acordado de noite por urgência, muitas vezes vê-se, que as lições não dão o resultado que deveriam

dar, algumas tutoras não têm paciência para ficar por muito tempo e fogem com as crianças, condenando-as, assim, à morte. Precisa-se também de muitos meios financeiros, especialmente para a compra de leite e a manutenção do Centro”. 1 Significa “aquele que foi colocado de lado” indicando os

casos em que a criança mais velha foi desmamada (do peito materno) precocemente assim que seu mais novo irmão nasceu. Sintomas: sintomas, incluem-se: descoloração dos cabelos tornando-os brancos ou avermelhados; pele despigmentada, ressecada e inflamada; tristeza e apatia; abdómen distendido, bojudo; olhos avermelhados, etc.


MAFRA JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO 13 MAIODE 2011 | 15 VILA|FRANCA XIRA

MAFRA

Honra, honor ou honradez Continuação… Há dias em conversa com um amigo meu da FERLAP, achamos que era importante fazer colóquios pelas escolas do ensino secundário, para lembrar às pessoas que irão formar as sociedades do amanhã, que serão os nossos futuros políticos, os nossos professores, os nossos padres, os nossos médicos, os futuros pais com filhos para educar, como eu dizia, lembrar a estas pessoas, que o ser humano contempla em si, além de outras qualidades que o distinguem de um animal irracional, uma outra, que se traduz num comportamento que se chama honra, e que é quase obrigatório transmitir, para não seguirmos o caminho do irracional, do animalesco e da traição. Precisávamos alguém com características de figura pública, pois terá mais força persuasiva para falar dum tema que está tão em desuso, ou se quisermos tão descaracterizado. Depois de pensarmos algum tempo, olhamos um para o outro por uns momentos e

levantamos os sobrolhos! Deparamo-nos com a questão: Quem? É necessário e diria até premente, ensinar o que é a honra, para que não se percam de vista determinados valores que a definem, que se entendem como honra, na sociedade europeia, ou se quiserem na sociedade portuguesa, pois torna-se assustador o comportamento social quando uma larga faixa da sociedade não a pratica. Ou pior, pratica a chamada honra de circunstância, que é ditada por grupos marginais ao senso comum, que embora circunstancial é de facto um outro tipo de honra, mas pode ser uma honra que leva à destruição do indivíduo, como exemplo de ponta, temos as ceitas de fim do mundo, que se suicidam por uma honra circunstancial. É óbvio que todos nós pensamos conhecer alguém com honra, eu reconheço honra na minha mãe ou no meu falecido pai, que me transmitiram um conjunto de valores que se traduzem em honra e que eu saiba, sempre praticaram esses

valores, honrando-se. Mas aqui, não dá para colocar a minha mãe a falar a uma plateia de miúdos, que alguns deles provavelmente nunca terão dado ouvidos à palavra, quanto mais praticá-la, a não ser claro está, à honra circunstancial do grupo, do “gang”, da etnia, da tribo ou da raça, tudo honras marginais, circunstanciais e à margem da honra defendida pela própria lei. Teremos que encontrar alguém, que daquilo que se conhece dessa pessoa, seja aceite como uma pessoa honrada, que tem honra, que pratica honra, que usa na sua vida a frase bíblica, “não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti”, e que consiga transmitir o conceito, sendo como é óbvio, uma figura pública ajudaria à tal persuadição necessária! Se colocarmos uma figura pública, daquelas que clama honra mesmo, que tenha sido Excelentíssimo conselheiro de estado, Excelentíssimo presidente, ou Sr. prior, ou Sua Excelência deputado da Nação, mas que esteja indiciado como tendo praticado crimes, sejam

Ajude a FERLAP sem gastar nada!! Este ano, na sua declaração de IRS ajude a FERLAP sem gastar nada e exerça um acto de cidadania activa, ao permitir que a FERLAP, seja cada vez menos dependente do subsidio da Câmara Municipal de Lisboa, ainda não recebemos o do ano passado, e possa ser cada vez mais activa no apoio às Associações e Federações da sua Região. A si, não lhe custa nada, para a FERLAP é uma grande ajuda. Basta escrever o número de contribuinte 501 935 940 no campo 9 do anexo H. Ao fazê-lo estará de imediato a ajudar a FERLAP com 0,5% do seu imposto já liquidado.

Frases Soltas… Cansado Cansado da apatia e da falta de participação. Cansado de serem sempre os mesmos poucos , a participar e a tentar que as coisas melhorem. Cansado de ouvir dizer “Boa”, “Acho que sim”, “Concordo plenamente”, “Já fazia falta”, “É importantíssimo”, “mas hoje não posso.”, “não tenho tempo.”, “estou com muito trabalho.”, “sabes como é a minha vida.” Cansado de prejudicar a minha vida pessoal, afinal de contas, também sou uma pessoa, com família e outros interesses, para que alguns, a não tenham que prejudicar e possam continuar no sofá a ver a novela, ou a sua equipa a perder… Mas depois, olho para os meus filhos e para a Escola em Portugal e sei que não posso desistir… Claro que os outros que me cansam, vão continuar a cansar-me e alguns a desiludir-me, mas… os meus filhos, são o mais importante na minha vida. Estou proibido de desistir. Se os seus filhos são o mais importante para si, participe nas Associações de Pais, escreva para ferlap@ferlap.pt e identifique-se, os artigos são sempre da responsabilidade dos seus autores, publicaremos o seu artigo ou se preferir poderá ser um dos convidados do “Nós e a Escola”. A sua opinião é importante, aproveite as oportunidades que tem de as dar a conhecer. Isidoro Roque eles de burla e peculato ou outras coisas do género, quem vai dar ouvidos, quem vai achar que estamos a tratar de um assunto sério, ao falar de honra? Estaremos nós sujeitos a convidar alguém que defende o seu bom nome, a sua honra, e no dia seguinte esse alguém passa a ser apontado pela frágil justiça portuguesa, como um sujeito que pratica uma vida obscura, ou que roubou o banco que geria, ou o juiz que deixou de prender uma mulher que matou o sua própria filha, como há dias foi noticiado, ou outros actos, que não me alongo a mencionar agora? Vivemos num mundo onde diariamente se levantam tapetes e se descobre lixo onde menos se espera, mesmo debaixo dos tapetes considerados, “Persas” ou de “Arraiolos”. Como vamos conseguir inverter esta tendência para a desonra generalizada e descarada? A que ponto vamos deixar chegar o comportamento social para começarmos a reagir? Bem, nós queríamos dar uma ajuda, mas então, quem vamos convidar? Onde vamos buscar essa pessoa? O conceito de honra diminuiu de importância no mundo Ocidental moderno. Estereótipos populares tê-loiam feito sobreviver mais, em culturas cujas tradições assentam em sociedades agrárias, ou outras que se focam no uso e na propriedade de terras, cuidam da “honra” mais que as sociedades industriais contemporâneas. Uma ênfase na importância da honra existe em instituições, como os militares e em

organizações com ambiente militar, como o Escutismo por exemplo, entre outros objectivos, direccionam a formação do homem pelo caminho do desenvolvimento controlado e das virtudes cívicas. Pode-se contrastar culturas de honra de direito, com culturas de honra social. Numa cultura de direito há um corpo de leis que deve ser obedecido por todos, com penas para os transgressores. Isso requer uma sociedade com as estruturas necessárias para promulgar e aplicar leis que ditem a honra. Uma cultura de honra, incorpora um contrato social não-escrito: os membros da sociedade, concordam em abrir mão de alguns aspectos de sua liberdade, para se defender e retaliar danos, no entendimento de que os transgressores serão apreendidos e punidos pela própria sociedade. Do ponto de vista da antropologia, culturas de honra, tipicamente, aparecem entre os povos nómadas e pastores que levam as suas propriedades mais valiosas junto com eles correndo o risco de vê-las roubadas, sem ter qualquer recurso à protecção de lei ou de um governo. Nesta situação, inspirar o medo é uma estratégia melhor do que promover a amizade, cultivar uma reputação através de vinganças rápidas e desproporcionais aumenta a segurança da pessoa e da sua propriedade. Estes dois aspectos convivem hoje connosco dentro das nossas cidades, em que há grupos, gangs, etnias, raças, presidentes, deputados, padres, etc., cuja visão da honra passa pelo

“olho por olho, dente por dente”, ou “desrespeito pelo outro, mas não desrespeito por mim”. Como pode então coabitar-se paredes meias, praticando ao mesmo tempo diferentes tipos de honra? Quem tem razão? Onde está afinal a honra? Quem define afinal o que é a honra? Como podem coabitar cidadãos em que uns praticam o “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti”, com outros que praticam a honra do “olho por olho” ou “ o que me importa é a minha honra, a tua vida para mim não vale nada”. Em presença de uma cultura de honra, é difícil fazer-se a transição para uma cultura de lei; isto requer que as pessoas desistam de retaliar imediatamente, e do ponto de vista da cultura de honra, isto tende a parecer um ato insensato que reflecte fraqueza. Vamos tentar de uma ou de outra forma contrariar a corrente negativa e fazer os tais colóquios nas escolas, nem que para isso nos sirvamos apenas de passagens da vida e de comportamentos de homens que conseguiram ter atitudes nobres e honradas, aos olhos de todos, ou mesmo lembrar um, que embora nem todos sigam os seus ensinamentos, pelo menos existirá um conceito mais alargado que terá sido um ser especial, com uma honra acima de todos nós, talvez imitando as suas atitudes, pudéssemos viver numa sociedade mais justa a todos os níveis e mais pacífica, pelo menos o senso comum aceita que foi um homem honrado e que praticou o bem, Jesus. Octávio Gomes


MAFRA

16 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

MAFRA

BREVES Jerumelo

.............................................................................................................................. DEPOIS DOS AUMENTOS MÉDIOS DE 17 POR CENTO

Bloco defende regresso do abastecimento de água à esfera pública Carlos Cardoso Os autarcas do PSD e do PS, em sede de Assembleia Municipal, com a abstençao do CDS, recusaram “repudiar o aumento da factura da água resultante dos novos tarifários aprovados pelo Executivo autárquico em Dezembro de 2010”, bem como “exigir à Câmara Municipal a revisão imediata do referido tarifário, de modo a garantir o abaixamento das facturas de água no município”, pontos que constavam de uma proposta apresentada por Aníbal Ferra, eleito do BE e que apenas recebeu os votos favoráveis da CDU. O aumento médio de cerca de 17 por cento da factura de água no concelho de

Mafra gerou polémica e criou mal-estar, levando a diversas tomadas de posição criticando o valor excessivo que se está a repercutir nas facturas. O BE apresentou esta moção na Assembleia Municipal, enquanto a CDU lançou um abaixo-assinado em forma de petição pública. O BE contesta, ainda, que “o aumento seja justificado pela necessidade de fundos para alargamento do sistema de saneamento básico no concelho, numa clara lógica de investimento público e do cidadão para lucro de um privado, que ainda se viu abonado pela extensão da concessão do abastecimento de água no

Praias Cinco praias do concelho de Mafra vão receber, este ano, a bandeira azul, sinal da sua excelente qualidade. Baleia, Foz do Lizandro, Porto da Calada, Ribeira de Ilhas e São Lourenço foram as praias contempladas.

PSD Hélder Sousa Silva e Joaquim Biancard Cruz fazem parte da lista de candidatos a deputados, no distrito de Lisboa, do PSD. A apresentação pública dos candidatos teve lugar no decorrer de um jantar realizado a 13 de Maio, na Quinta dos Rouxinóis, na Malveira, com a presença de Pedro Passos Coelho. As eleições legislativas realizam-se a 5 de Junho.

município de 25 para 30 anos”, diz, referindo-se a Veolia que tem o contrato de concessão do abastecimento de água no Município de Mafra. Por isso, defendeu que a “não existência de provas cabais dos tão anunciados benefícios da gestão privada dos recursos naturais, servindo esta apenas para garantir benefícios a alguns e a dependência das comunidades de empresas pouco preocupadas com o serviço público”, justificariam que a Câmara Municipal repensasse o acordo estabelecido com a Veolia, argumentos que não colheram adesão entre as bancadas do PSD e do PS.

PS O PS de Mafra também faz a apresentação, no decorrer de um almoço convívio, a ter lugar a14 de Maio, na sede da concelhia do PS em Mafra dos candidatos a deputados círculo de Lisboa, apontados pela estrutura partidária de Mafra, Elsa Pinheiro e Eduardo Espada.

EM CAUSA PROJECTOS NA ERICEIRA

Ericeira

Surfistas avançam com providência cautelar contra a Câmara de Mafra O proprietário da escola e do “surf camp” de Ribeira d’Ilhas, Tiago Oliveira esta a pensar em avançar “com uma providência cautelar” contra a Câmara Municipal de Mafra, contestado a recente decisão assumida pela Assembleia Municipal de avançar com expropriações, tendo em vista as obras de requalificação da praia, previstas no Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

A 4 de Junho, na localidade de Jerumelo, freguesia do Milharado, realiza-se a 2ª largada de toiros, iniciativa integrada nos esforços de angariação de fundos para a construção da capela da localidade.

Tiago Oliveira e mais dois proprietários, face à decisão da autarquia, teriam de sair dos terrenos que ocupam e onde desenvolvem a actividade em torno do surf, para além de não terem qualquer direito de preferência em relação a futuros investimentos. Em declarações prestadas à Lusa, Tiago Oliveira disse que “chegámos a apresentar um projecto para um centro de alto rendimento

do surf, que foi viabilizado pelo Instituto da Água. Ficámos a aguardar autorização para avançar com as obras. Tudo esteve parado até 2010 e nessa altura a câmara avançou com outro projecto. Querem lá fazer um autêntico mamarracho, que está completamente desenquadrado e que nada tem a ver com o meu projecto, e é isso que os surfistas contestam”. CC

A Câmara Municipal de Mafra vai promover uma segunda edição do passeio “À descoberta das Fontes da Ericeira”, no dia 28 de Maio, pelas 10h30, com concentração dos participantes na Fonte dos Golfinhos (junto ao Mercado Municipal). A vila da Ericeira tem como valores identitários mais imediatos a longa tradição piscatória e o seu rico património religioso. Mas a água esteve sempre presente em todos os capítulos da sua história. Por diferentes formas e em diferentes tempos, cursos de água e nascentes foram regularizados, monumentalizados e passaram a constituir pontos de referência do património local. A inscrição e gratuita.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 17

MAFRA

148 soldados prestaram juramento de bandeira em Mafra O Director de Formação do Comando de Instrução e Doutrina do Exército, Major - General João Manuel dos Santos Carvalho, presidiu ao Juramento de Bandeira dos 148 soldados recrutas do 3º Turno do Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército 2011, cerimonia que decorreu a 2 de Maio, na Parada Coronel Magalhães Osório, na Escola Prática de Infantaria, na Vila de Mafra. Depois da homenagem aos mortos pela Pátria, da deposição de uma coroa de flores e do Capelão da EPI, Rui Peralta, ter recitado algumas orações, as forças em parada, sob o comando do 2º Comandante da Casa – Mãe da Infantaria, Tenente – Coronel Rui Manuel Mendes Dias, prestaram as honras militares ao Estandarte Nacional. De seguida foram atribuídas condecorações a militares da Unidade, recentemente agraciados. A medalha de mérito militar, de 4ª classe, foi entregue ao 1º Sargento Marco Paulo Salvador Santos. Com a medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército, de 2ª classe, foi condecorado o 2º Comandante da EPI, Tenente – Coronel Rui Manuel Mendes Dias. A mesma medalha, mas de 3ª classe, foi imposta no peito do Capitão de Infantaria Pedro Miguel Vaz Pires Ferreira e, com a de 4ª classe, o Sargento – Ajudante Vasco Manuel Guedes Melo Matias e o Cabo a Adjunto Décio Ruben Medina Penedo Neves, na situação de reserva de dis-

ponibilidade. A medalha de comportamento exemplar, grau prata, foi entregue ao 1º Sargento de Infantaria José António Pereira Tomé. Com a do grau cobre foi agraciado o Soldado RC Pedro Tiago dos

Santos Brito. Com a medalha comemorativa de comissões de serviço especiais foram condecorados o Sargento – Mor José Alves Martins Rodrigues (Timor 2003 – 2004); Cabo

– Adjunto Pedro Miguel Eustáquio Ferreira, na situação de reserva de disponibilidade (Bósnia 2002 -2003); 1º Cabo David Miguel Santos Cruz, na situação de reserva de disponibilidade (Somália

2010); Soldado Alexandre Silva Artur, na situação de reserva de disponibilidade (Somália 2010). O Capitão de Infantaria Rui Miguel Coelho Borges, Comandante da 1ª Companhia,

proferiu uma alocução tendo salientado a certa altura: “Quando no dia 21 de Março entrastes nesta Escola tudo parecia tão difícil e desconhecido, tornando-se, gradualmente, mais acessível, rotineiro e quase familiar. O tempo foi avançando, o desembaraço físico e o conhecimento foram aumentando e eis que as dificuldades iniciais vão desaparecendo. Concentrados num objectivo comum, foram desenvolvidas em vós as forças morais que caracterizam e vinculam qualquer militar, deixando para trás a vossa identidade e personalidade individualista para dar lugar à amizade, à camaradagem e a coesão”. No final os militares desfilaram perante o Estandarte Nacional e Tribuna de Honra, seguindo-se uma actuação da Banda Militar do Exército, dirigida pelo Sargento – Chefe Correia, que executou os seguintes trechos musicais: Marcha « Our Conductor», «Foi Deus», «Patrono do Exército» e «Marcha Colossal». Foram estes os recrutas naturais dos Concelhos de Mafra, Vila Franca de Xira e Amadora, que juraram bandeira: «Concelho de Mafra» - Freguesia de Santo Isidoro – David Alexandre Duarte Fernandes. «Concelho deVila Franca de Xira» – Freguesia Póvoa de Santa Iria – David José Oliveira Samora. «Concelho de Amadora» -Freguesia de Mina – Ahmad Wan Jalo. Rogério Batalha

EM CHELEIROS E NO MILHARADO

Autarcas do PSD faltam a Assembleias de Freguesia Duas Assembleias de Freguesia, a de Cheleiros e a do Milharado, não se efectuaram, porque os autarcas social-democratas faltaram e não garantiram a presença de substitutos. Uma denúncia feita pelo Gabinete Autárquico do Partido Socialista de Mafra. Em Cheleiros, aconteceu na sessão marcada para 20 do mês passado, quando devia ter lugar a 1ª Assembleia Ordinária da freguesia. “Estranho é já em pleno séc. XXI e apenas decorridos menos de dois anos sobre as tão badaladas eleições autárquicas nesta freguesia, os representantes que a

população elegeu, já não se estão “a dar ao incómodo” de comparecerem às reuniões da Freguesia que a lei determina e obriga. São estes os representantes do PSD que o povo local elegeu. O Partido Socialista de Mafra denuncia este tipo de situações não por serem eleitos do PSD, fossem de um outro partido político e faríamos a mesma denúncia, mas por o acto em si representar uma subversão do sistema político e uma enorme falta de respeito pela população que os elegeu”. A esta Assembleia faltaram todos os elementos da Mesa, bem como não estiveram

presentes o Secretário e a Tesoureira do Executivo da Junta. Faltaram, ainda, dois outros Membros da Assembleia. “Com responsabilidades acrescidas à Presidente da Mesa da Assembleia, Zélia Rolo que, assinou o edital

e foi uma das faltosas. Não avisou, não justificou nem se fez substituir. E depois queixam-se que se gastam os dinheiros públicos!”. Situação similar aconteceu, dias depois, na freguesia do Milharado, onde “os eleitos do PSD não compareceram”

pelo que e “sem qualquer aviso prévio a discussão obrigatória da prestação de contas de 2010, que tem de ser apresentada até ao final do corrente mês de Abril, não se realizou”, o que vai implicar a convocação de nova Assembleia de Fre-

guesia. “Este é o comportamento dos actuais eleitos do PSD em Mafra!”, denuncia o PS local, exigindo que os autarcas assumam as suas responsabilidades perante os eleitores. CC


18 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

MAFRA

Exposição “Tesouros de Devoção» mostra peças raras da arte sacra Rogério Batalha

Está patente até 6 de Agosto, na Sacristia da Basílica Nacional de Mafra, a exposição «Tesouros de Devoção”, organizada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento. A inauguração, a 5 de Maio, contou com a presença de Maria Cavaco Silva, mulher do actual Presidente da República Portuguesa. A mostra reúne e apresenta, pela primeira vez ao público, peças raras de arte sacra, dos séculos XIV a XIX, provenientes das colecções da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Paróquia de Santo André de Mafra, da Santa Casa da Misericórdia Mafrense e de outras Irmandades, entretanto extintas, a que se junta o círio chamado da Prata Grande, de Nossa Senhora da Nazaré, cuja imagem está, presentemente, na Basílica de Mafra, onde irá permanecer até Setembro deste ano.

Iniciado em finais do século XVII, na Igreja Nova, o Círio, depressa envolveu as 17 freguesias que ainda hoje a compõem, agregando á sua volta, no decorrer dos tempos, os objectos que ora se mostram e que lhe deram o nome: Círio da Prata Grande. A Paróquia de Santo André de Mafra, segunda do giro, é referida documentalmente, pela primeira vez em 1279, apontando já o nome do padroeiro. A actual Igreja data do século XIV. Segundo a tradição, Pedro Julião, o futuro e único papa português João XXI, terá sido nomeado seu prior, por D. Afonso III, no dia 20 de Julho de 1263. Foi colegiada até à segunda metade do século XVIII, com assento no Cabido da Sé de Lisboa. Em 1835, após a extinção das ordens religiosas, a Paróquia foi transferida para a Basílica de Mafra

onde se mantém até aos dias de hoje. Na Igreja Paroquial foram erectas três Irmandades: Santíssimo Sacramento, Almas e Nossa Senhora das Dores. Na Basílica a Real Irmandade da Senhora do Rosário e a venerável Irmandade de Penitência da Ordem Terceira de São Francisco. Destas apenas a do Santíssimo Sacramento se mantém activa, gerindo o espólio comum com a Paróquia e os bens da extinta Ordem Terceira. A Santa Casa da Misericórdia de Mafra, sucessora na administração do Hospital à Irmandade de Nossa Senhora das Dores, recebeu parte do seu espólio, bem como o das Irmandades das Almas e da Senhora do Rosário. Merecem destaque na exposição a raríssima Cruz Processional de Santo André, as alfaias litúrgicas da Irmandade e o maior conjunto de

CARTÓTIO NOTARIAL DE TOMAR A CARGO DO NOTÁRIO LICENCIADO JOSÉ ALBERTO SÁ MARQUES DE CARVALHO EXTRACTO

CARLOS ALBERTO SIMÕES DE CARVALHO RODRIGUES, Colaborador do Notário do referido Cartório, por competência delegada CERTIFICO, que, para efeitos de publicação, por escritura de hoje lavrada a folhas 39 e seguintes, do livro de notas número 256-L deste, Cartório: ANTÓNIO PENEDO GALANTE, natural da freguesia de Orca, concelho do Fundão, residente na Av. de Moscavide, nº 25, 2º, Moscavide, Loures, contribuinte fiscal nº 113 387 784, que outorga por si e na qualidade de procurador de sua mulher FIRMÍNA DE JESUS TORRES DIAS PENEDO GALANTE, natural da dita freguesia de Orca, contribuinte fiscal nº 175 204 640, consigo residente, com quem é casado sob o regime da comunhão geral. Que, com exclusão de outrem ele e sua mulher, são donos e legítimos possuidores do PRÉDIO URBANO, composto de lote de terreno para construção urbana, com área de duzentos e dez metros quadrados, designado por lote SESSENTA E NOVE, sito na RUA MARQUÊS DE POMBAL, PORTELA DA AZÓIA, freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, concelho de LOURES, inscrito na matriz sob o artigo provisório 7.346, pendente de avaliação matricial, a que atribuem o valor de MIL EUROS, a confrontar do norte com herdeiros de José António Azevedo, do sul com via pública, do nascente com Matias Rodrigues Monteiro e do poente com António Soares Dias, a desanexar do prédio rústico sito no ALTO DE SÃO LOURENÇO, freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, concelho de LOURES, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures sob o número quatrocentos e oitenta e seis, registado de aquisição a favor de CARLOS PINTO GOUVEIA e mulher CARMINA ALVES PEREIRA GOUVEIA, casados sob o regime da comunhão de adquiridos e JOSÉ ESTEVES NORBERTO e mulher MARIA ADELAIDE SARAIVA MATEUS NORBERTO, casados sob o regime da comunhão geral nos termos da APRESENTAÇÃO CINQUENTA E CINCO, DE VINTE E SETE DE JULHO DE MIL NOVECENTOS E NOVENTA E CINCO, inscrito na matriz sob o artigo 18, Secção B. Que a referida inscrição de aquisição teve origem por compra e venda a Cassiano Taborda dos Reis e mulher Aurora dos Anjos Costa Reis, tendo o prédio sido adjudicado a este por partilha por óbito de José António de Azevedo e mulher Isabel Taborda Reis. Que ele primeiro outorgante e mulher compraram verbalmente o citado lote de terreno a José António de Azevedo e mulher Isabel Taborda Reis, no ano de mil novecentos e setenta e dois, já dividido e demarcado anteriormente ao Decreto-Lei 289/73 de 6 de Junho, não tendo chegado a assinar a respectiva escritura, não possuindo por isso , os ora primeiros outorgantes, título aquisitivo para registar o indicado lote de terreno, que lhe pertence de facto e de direito, sendo necessária, para o efeito, a assinatura e presença dos titulares inscritos, desconhecendo os ora justificantes a sua morada actual ou se ainda estão vivos. Já tentando por vários meios entrar em contacto com eles, mas sem qualquer sucesso. Que, embora o registo a favor dos indicados titulares inscritos esteja datado de vinte e sete de Julho de mil novecentos e noventa e cinco, o que é facto é que eles já estavam na posse do referido lote de terreno desde mil novecentos e setenta e dois. Que assim os justificantes já possuem o dito prédio, dividido e demarcado anteriormente ao Decreto-Lei nº 289/73, de 6 de Junho, em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, lugares e freguesias vizinhas, traduzido em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente suportando os encargos da sua conservação e delimitação, com a colocação de marcos no terreno, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo por isso, uma posse pública, contínua, pacífica e de boa fé, pelo que adquiriram o dito prédio por USUCAPIÃO, título que invocam para estabelecer o trato sucessivo. Que foi feita notificação notarial avulsa prévia dos titulares inscritos, nos termos do artigo 99º do Código do Notariado, por citação edital. Tomar, 12/05/2011 Autorizado à prática deste acto por delegação do respectivo Notário, conforme autorização nº 175/1, registada em 01/02/2011 no site da Ordem dos Notários. O COLABORADOR DO NOTÁRIO

CARTÓTIO NOTARIAL DE TOMAR A CARGO DO NOTÁRIO LICENCIADO JOSÉ ALBERTO SÁ MARQUES DE CARVALHO EXTRACTO CARLOS ALBERTO SIMÕES DE CARVALHO RODRIGUES, Colaborador do Notário do referido Cartório, por competência delegada CERTIFICO, que, para efeitos de publicação, por escritura de hoje lavrada a folhas 39 e seguintes, do livro de notas número 256-L deste, Cartório: ANTÓNIO ALBUQUERQUE REI e mulher ANABELA DA SILVA RUA, ele natural da freguesia de Decermilo, concelho de Sátão, ela natural da freguesia de S. Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, residentes na Av. S. Sebastião, lote 35, Portela da Azóia, Santa Iria de Azóia, Loures, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, contribuintes fiscais números 101 146 523 e 101 146 493. DECLARARAM Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte: PRÉDIO URBANO, composto de lote de terreno para construção urbana, com área de duzentos e noventa e sete metros quadrados, designado por lote TRINTA E UM, sito na AV. SÃO SEBASTIÃO, PORTELA DA AZÓIA, freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, concelho de LOURES, inscrito na matriz sob o artigo 3.675, com valor patrimonial e atribuído de 12.158,15 €, a confrontar do norte com Joaquim de Assunção Resende, do sul com Manuel da Conceição, do nascente com caminho e do poente com Senhor Azevedo e outro, a desanexar do prédio urbano denominado CALÇADINHA e PATEIRA, sito em SANTA IRIA DA AZÓIA, freguesia de SANTA IRIA DA AZÓIA, concelho de LOURES, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures sob o número mil e oitenta e nove, registado de aquisição a favor dos indicados Joaquim Assunção Resende e mulher Maria Helena da Costa Francisco Resende, nos termos da APRESENTAÇÃO DEZ, DE VINTE E NOVE DE JANEIRO DE MIL NOVECENTOS E SETENTA, inscrito na matriz sob o artigo 10, Secção B. (PARTE). Que eles primeiros outorgantes, estão solteiros, compraram verbalmente o citado lote de terreno aos titulares inscritos Joaquim Assunção Resende e mulher Maria Helena da Costa Francisco Resende, no ano de mil novecentos e setenta e dois, já dividido e demarcado anteriormente ao Decreto-Lei 289/73 de 6 de Junho, não tendo chegado a assinar a respectiva escritura, não possuindo por isso os justificantes, título aquisitivo para registar o indicado lote de terreno, que lhe pertence de facto e de direito, sendo necessária, para o efeito, a assinatura e presença dos titulares inscritos, desconhecendo os ora justificantes a sua morada actual ou se ainda estão vivos. Que assim eles justificantes já possuem o dito prédio, dividido e demarcado anteriormente ao Decreto-Lei nº 289/73, de 6 de Junho, em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu inicio, posse que sempre exerceram, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, lugares e freguesias vizinhas, traduzido em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente suportando os encargos da sua conservação e delimitação, com a colocação de marcos no terrenos, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo por isso, uma posse pública, contínua, pacífica e de boa fé, pelo que adquiriram o dito prédio por USUCAPIÃO, título que invocam para estabelecer o trato sucessivo. Tomar, 12/05/2001 Autorizado à prática deste acto por delegação do respectivo Notário, conforme autorização nº 175/1, registada em 01/02/2011 no site da Ordem dos Notários. O COLABORADOR DO NOTÁRIO

imagens roca do país. Para além de exposição o público terá acesso, e pela primeira vez, ao espaço da Sacristia do Convento de Mafra e à Casa do Lavabo, verdadeiras jóias da arquitectura barroca joanina. Deram a sua colaboração à iniciativa o Museu da Presidência da República, a Câmara Municipal de Mafra, IMC – Instituto dos Museus e da Conservação – Palácio Nacional de Mafra, Junta da Freguesia de Mafra, bem como o mecenato da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra e do Montepio. A exposição poderá ser visitada até 6 de Agosto, de 2ª a Sábado, das 10 às 13 horas, e das 14 às 18 horas. Aos Domingos das 14 – 18 horas. Para visitas guiadas as marcações devem ser efectuadas através do 261 812 809 ou pelo e-mail tesourosdedevocao@msn.com


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 19

VILA FRANCA DE XIRA

III Bienal de Culturas Lusófonas Nha corpu teu fado - Dança (Cabo-Verde) Nos dias 13, 14 e 15 de Maio, sexta e sábado às 21H30 e domingo às 16H00, no auditório do Centro Cultural Malaposta, poderá assistir a um espétaculo de dança. Nha Corpu Teu Fado é um espetáculo de dança contemporânea, com coreografia de Kwenda Lima, original de Cabo Verde, que surgiu a partir de um questionar e de uma renovação do corpo onde se reflete a estrutura social. Os comportamentos humanos, aqui expostos, revelam a relação do corpo com o “eu”, com o outro e com o todo. Todos nós carregamos algo dentro de nós que nos faz sofrer, um fado no sentido de destino, carga, fardo, etc. … Esse fado, leva-nos, como escape, a revisitar espaços e tempos que nos parecem distantes, mas que, na realidade, nos definem distintamente, quando pensamos naquilo que somos. Um corpo levado ao limite, destruído e recriado, procurando as suas raízes, uma alma no chão onde o fado adormece. Um espectáculo imperdível.

Recital de poesia lusófona

António Pinto Basto

Na programação da III Bienal de Culturas Lusófonas também há espaço para a poesia. Assim, no dia 17 de Maio às 22H00, terá lugar, no Café-Teatro do Centro Cultural Malaposta, um espectáculo de poesia com Lauro Moreira e Mário Máximo. Um espectáculo de Entrada Livre.

Sexta-Feira, dia 20 de Maio, às 21H30, no auditório do Centro Cultural Malaposta, vai ter lugar um espetáculo com o grande fadista António Pinto Basto. António João Ferreira Pinto Basto (Évora, 6 de Maio de 1952) é um fadista português.Engenheiro mecânico de formação, António Pinto Basto licenciou-se no Instituto Superior Técnico, em 1974. Cedo demonstrou o gosto pela música, tendo iniciado a sua carreira ainda na década de 1970. Em 1988 consagra-se junto do grande público com o álbum Rosa Branca, um êxito apresentado em mais de 120 concertos. Seguiu-se Maria (1989) que repetiu o sucesso de vendas. Posteriormente assinou Confidências à Guitarra (1991), Os Grandes Sucessos de António Pinto Basto (1993) e Desde o Berço (1996). Em 1997 realizou uma digressão na Turquia, numa iniciativa da Comissão Europeia. Em 2000 conduziu o programa Fados de Portugal, na RTP1. Faz parte do grupo Quatro Cantos, onde recuperam grandes nomes do fado. Tem-se apresentado em países como África do Sul, Brasil, Índia, EUA, Canadá ou Macau.

(Portugal e Brasil)

(Portugal)

Morabi Dance (Cabo Verde)

ADN (Portugal, Angola, Cabo Verde, São Tomé, Brasil e Guiné Bissau) ADN é uma das proposta do Centro Cultural Malaposta para o fim-de-semana de 13, 14 e 15 de Maio, sexta e sábado às 21H45 e domingo às 16H15, uma criação colectiva a partir de “Fábulas e contos de África” de Afonso Soares Lopes, com coreografia de Filipa dos Santos e Alberto Josy e encenação de Jan Gomes. Uma parceria do Centro Cultural Malaposta com a Aracodi (Associação Residentes Angolanos no Concelho de Odivelas). Era uma vez uma tribo! … Uma tribo de animais, ou de homens, ou talvez as duas coisas. Uma tribo que consciente da importância dos seus rituais decidiu quebrar a rotina e promover “O grande concurso dos animais”, mote para a história que nos guia por um emaranhado de outras historias, canções, danças e momentos de puro devaneio artístico. ADN é acima de tudo a exposição dos genes performáticos primeiros e inerentes de cada um dos seus actores/performers através da partilha de valores e saberes da multiculturalidade. É simultaneamente ritual, devaneio, encontro, meta e prazer… pois “tudo tem a sua beleza!” ADN – Criação colectiva a partir de “Fábulas e Contos de África“ de Afonso Soares Lopes

No dia 19 de Maio, quinta-feira às 21H3O, no Auditório do Centro Cutural Malaposta, terá lugar um fabuloso espetáculo de dança com coreografia de Luís Cabral: MORABI DANCE. O projeto Morabi Dance foi lançado pela Fundação Antigo Liceu Gil Eanes em finais de 2010, tendo como principal objetivo a formação de um grupo de dança contemporânea com coreografias inspiradas nas danças tradicionais de Cabo Verde. O projecto é composto por dez bailarinos de ascendência caboverdiana residentes na região de Lisboa, e tem como coreógrafo Aires Silva, um dos fundadores de “Raiz di Polon” (Cabo Verde) e antigo bailarino da Companhia de Dança de Clara Andermatt. O grupo Morabi Dance fez a sua estreia enquanto tal em Dezembro de 2010, tendo desde então actuado no Centro Cultural de Cascais, Centro de Exposições de Odivelas, Biblioteca Nacional de Portugal, Teatro Municipal de Almada e no Convento dos Capuchos, também em Almada. Coreografias audaciosas, executadas com energia e criatividade, constituem já a marca do grupo Morabi Dance.

Tucanas

Percussão Criativa no Feminino - (Portugal) Dia 21 de Maio, sábado às 21H30, no auditório, terá lugar um grande espetáculo do grupo Tucanas. As Tucanas nasceram em 2001 da vontade de afirmar um projeto inovador de percussão criativa. Desenvolvendo uma linguagem percussiva muito própria, foram absorvendo e integrando influências e ritmos tradicionais portugueses, africanos e brasileiros, movendo-se no território fértil e versátil da lusofonia. Têm vindo a desenvolver novas sonoridades, através da percussão e da voz. Utilizam o próprio corpo como instrumento e integram diversos instrumentos de percussão oriundos de várias partes do mundo. Em 2011 apresentam um novo espetáculo inspirado pelo elemento água. A água, força criadora e regeneradora por excelência, constitui o pano de fundo para estórias cantadas. A energia telúrica que caracteriza a mulher é concretizada cenicamente pela cabaça (instrumento tocado na água ou no chão) funcionando quase como um prolongamento do corpo feminino e cuja sonoridade nos devolve a eterna ligação à terra. Um espectáculo que subtilmente sugere uma viagem musical, explorando novos instrumentos e novas possibilidades, em que aprofundam a pesquisa de sonoridades tradicionais portuguesas, brasileiras e africanas.


V. F. XIRA 20 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VILA FRANCA DE XIRA

BREVES Póvoa de Santa Iria

.............................................................................................................................. VIALONGA MORADORES ESTÃO CANSADOS DE SEIS ANOS DE ATRASO

Marcha automóvel vai exigir a conclusão das obras do Parque Urbano da Flamenga

Eleições

às vezes, são retirados pela empresa para irem para outras actividades”, denunciou João Milheiro do Movimento Pró Parque Urbano. A fase 3 A consiste, ao que tudo indica, na colocação de algum mobiliário urbano, da iluminação, criação de caminhos pedonais e colocação de algumas árvores. “Mas temos dificuldades em dizer se é isto, pois têm existido tantas alterações aos projectos que já não sabemos qual é efectivamente”. João Milheiro vai mais longe:

“Em Dezembro do ano passado enviámos uma carta para a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a pedir a planta deste projecto. A carta foi enviada em nome da presidente, como é normal. Na conversa que tivemos com o vereador Rui Rei, este disse que não recebeu nenhuma carta, nem nenhum pedido da planta. E uma situação incompreensível...”. A paciência esgota-se, pois este processo já se arrasta desde 2006, ou seja, há praticamente seis anos e,

por isso, o Movimento irá promover uma caravana automóvel exigindo a conclusão das obras com rapidez. “Já tentamos tudo, fomos a reuniões da Assembleia Municipal, a reuniões de Câmara, no dia 1 de Junho, lá estaremos na Granja, na reunião que o Executivo vai fazer naquela localidade, mas não esperamos grande coisa”. Para João Milheiro, o problema da crise e da falta de dinheiro não justifica estes atrasos todos:”Não

podemos esquecer que o urbanizador deixou um milhão de euros, que a Câmara Municipal utilizou nas piscinas do Forte da Casa. Se o dinheiro estava aá e se foi para um equipamento necessário, nada a opor. Mas isso significa que esse dinheiro existia e agora é altura de a população de Vialonga, especialmente desta zona, ver as suas condições de vida melhoradas. Afinal quando comprámos as casas, estava contemplado este espaço verde no projecto”.

ALVERCA PEDREIRA DE ARCENA EM CAUSA

Câmara de Vila Franca de Xira e Junta de Alverca dão parecer desfavorável Alarga-se a contestação a Pedreira de Arcena, na freguesia de Alverca. Depois da Junta de Freguesia ter aprovado, por unanimidade, “a sua total oposição a entrada em funcionamento do projecto da Pedreira de Arcena” e dar “parecer desfavorável ao Estudo de Impacto Ambiental, apresentado pela CIMPOR”, foi agora a vez da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (CMVFX) manifestar a sua recusa ao projecto, decidindo “revogar as duas declarações de interesse público quer ao projecto de alargamento do aterro, quer ao da Pedreira de Arcena”. A contestação a pedreira começou pelo moradores,

Quintanilho A União Desportiva, Cultural e Social do Quintanilho, na freguesia de Vialonga, comemora a 23 de Maio o seu 13º aniversário. No parque desportivo da colectividade terá lugar uma sessão solene, seguida de um convívio. Ao longo do mês de Maio vão decorrer diversas provas desportivas, de ténis, damas, ténis de mesa, xadrez, bem como convívios entre os associados.

Carlos Cardoso Até 22 de Julho vai estar concluída a fase 3 A do parque urbano da Quinta da Flamenga. Isto de acordo com a informação prestada pelo vereador Rui Rei, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e responsável pelas obras municipais, a membros do Movimento Pró Parque Urbano. Uma calendarização que não vai impedir que o Movimento realize, ainda este mês, uma marcha automóvel de protesto, em frente a Câmara Municipal de Vila Franca, pelos atrasos sucessivos e pelas alterações constantes ao projecto do Parque Urbano. “O vereador Rui Rei foi incapaz de dizer quando estará pronto o Parque Urbano. Mesmo a data para esta fase, que surgiu, na sequência de um contacto do próprio vereador, depois de se saber que íamos realizar uma reunião com a população, não é garantida que seja cumprida. Por uma razão simples, não vemos trabalhadores em número suficiente para fazer a obra, o máximo que já vimos foram dois que,

A Junta de Freguesia iniciou a marcação de lugares de estacionamento em diversas áreas da freguesia. Até ao momento já foram marcados mais de 500 lugares. A autarquia pretende continuar esta acção nas próximas semanas, caso as condições meteorológicas não impeçam a realização dos trabalhos.

que lançaram um abaixo assinado, enviado a Agência Portuguesa do Ambiente, com mais de 3 mil assinaturas, alertando para as consequências ambientais. Foram a reuniões da Câmara e da Junta, promoveram debates e, se começaram sózinhos acabam, agora, de conseguir o apoio das autarquias. O parecer da Câmara de Vila Franca de Xira ao estudo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) é bastante critico, indo muito mais longe que o conjunto inicial de propostas aprovadas então pelo PS e pelo PSD, na reunião efectuada no Trancoso, São João dos Montes e que, na altura, teve a oposição da CDU que alertara para

enormes lacunas na AIA. A verdade é que a Câmara resolveu, agora, emitir “um parecer desfavorável”, alertando para três aspectos em particular. Desde logo, a fundamentação da urgência do projecto da pedreira que está ligada “à necessidade premente de expansão do actual aterro sanitário do Mato da Cruz”, da responsabilidade da Valorsul. Só que para a autarquia, o Estudo “é omisso quanto à fundamentação técnica, tanto para a suposta necessidade de localização do futuro aterro na zona de Arcena, como quanto a impossibilidade de recorrer a outras opções técnicas” A partir daqui a autarquia levanta interrogações sobre

a necessidade de se ponderar os impactos específicos da expansão do aterro, e critica a ausência de estudos sobre as consequências da exploração da pedreira na “estrutura do actual aterro do Mato da Cruz”. Um aspecto de relevo, até porque a Câmara considera que não existem “experiências no terreno de tanta proximidade entre a laboração de uma pedreira e um aterro sanitário”. Este é mesmo um dos pontos mais sensíveis, já que falta saber até que ponto a exploração da pedreira pode influenciar um aterro onde, durante os últimos 16 anos, foram depositadas milhares de toneladas de resíduos que estão, ainda hoje, num

processo de compactação. A estes aspectos associam-se as implicações para a população, em especial par as casas que estão mais próximas, algumas a 80 metros, nas águas subterrâneas, no ar, etc. um vasto conjunto de problemas que leva a CMVFX a defender a elaboração de um novo EIA e mesmo “a simulação em situação real” da utilização dos explosivos para se ter uma noção verdadeira do seu impacto. A autarquia propõe ainda a formação de uma Comissão de Acompanhamento, envolvendo os promotores, autarquias e moradores para acompanhar todo este processo. Carlos Cardoso

As listas de candidatos a deputados do PSD incluem dois nomes do concelho de Vila Franca de Xira: Odete Silva, residente na Póvoa de Santa Iria, e Gonçalo Xufre residente em Alverca do Ribatejo são, respectivamente, o 15º e o 35º nomes da lista de candidatos pelo distrito de Lisboa, tendo sido indicados pela concelhia social democrata de Vila Franca de Xira.É provável, devido ao lugar que ocupa na lista, a eleição de Odete Silva, e que é a actual presidente da Direcção dos Bombeiros da Póvoa de Santa Iria.

Vialonga De 7 de Maio a 26 de Junho, a Junta de Freguesia de Vialonga, em cooperação com o movimento associativo local, retoma o projecto Vialonguíadas. Após o relançamento da iniciativa, feito no ano passado, a autarquia pretende agora consolidar o evento. Por isso, durante quase dois meses, terão lugar imensas iniciativas em Vialonga. Um Torneio de Ténis, com orientação técnica da União Desportiva, Cultural e Social do Quintanilho, a 7 de Maio, e o 4º Passeio de BTT, da Sociedade Recreativa da Granja na manhã de 8 de Maio, foram as primeiras realizações que já envolveram centenas de pessoas.

Alverca A 29 de Maio, no Jardim José Álvaro Vidal, em Alverca, tem lugar a 8ª edição da Culturalverca. Com inicio pelas 10 horas e encerramento pelas 18 horas, a Culturalverca assume-se como uma grande espaço de actividades sociais e culturais, envolvendo dezenas de associações locais.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 21

VILA FRANCA DE XIRA

NA CIDADE DA PÓVOA DE SANTA IRIA

Inauguradas sede da ARIPSI e esquadra da PSP A Póvoa de Santa Iria conta com dois novos equipamentos, desde o dia 14 de Maio, data oficial da inauguração, um vocacionado para o apoio aos idosos e outro para garantir melhores condições de segurança. Pelas 11 horas do sábado, 14 de Maio, a ARIPSI- Associação de Reformados e Idosos da Povoa de Santa Iria concretiza, finalmente, uma antiga aspiração, com a inauguração das novas instalações para idosos, momento que conta com a presença da Ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Helena André e da Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha. Situadas na Rua Morgado da Póvoa, n.º 3, as novas instalações têm as valências de Apoio

Domiciliário para 60 pessoas, Centro de Dia, com capacidade para 70 pessoas e Lar, com 59 camas, distribuídas por nove quartos individuais e 25 duplos). No global o investimento

deste novo equipamento correspondeu a 2.499.700 euros, tendo o projecto sido comparticipado em 1.295.522 euros por parte do Governo, através do PIDDAC, e em 625.000 euros por parte da

PCP ALERTA PARA AS DIFICULDADES DAS ASSOCIAÇOES DE BOMBEIROS

“No distrito de Lisboa estão em causa 90 postos de trabalho” Este ano, os funcionários e bombeiros de Castanheira do Ribatejo não vão receber o subsídio de ferias. A decisão foi assumida pela Direcção daquela corporação, face ao agravamento das condições económicas e financeiras da associação. O exemplo foi referenciado pelo PCP de Vila Franca de Xira, no decorrer de uma conferência de imprensa para dar a conhecer os resultados das visitas efectuadas a todas as corporações do concelho. “Na sequência de uma moção aprovada em Assembleia Municipal, rejeitando o despacho 19.264/2010, sobre o transporte de doentes, o PCP visitou as seis associações existentes no concelho, para se inteirar da situação económica, financeira e funcional de cada uma”, disse Carlos Braga. O cenário é preocupante, concluíram os comunistas. Ao exemplo de Castanheira de Ribatejo, cuja associação teve uma quebra de receitas na ordem dos 75 por cento, deve juntar-se Vialonga e Alhandra. Com dificuldades um pouco menos acentuadas, estão as corporações das grandes cidades, como as de Vila Franca de Xira, Alverca e Póvoa de Santa Iria. “O que não significa que não existam problema graves. Soubemos, por exemplo, que há hospitais que apenas pretendem pagar a deslocação da ambulância para a unidade hospitalar, não assumindo os custos do regresso. Esta situação já levou a que a corporação da Póvoa

de Santa Iria tenha colocado um hospital em tribunal para que seja ressarcida do valor a que tem direito”. Carlos Braga lembrou que, actualmente, os bombeiros recebem 48 cêntimos por quilómetro, reclamando há muito uma actualização deste valor, para cerca de 80 cêntimos. Mas, o Ministério da Saúde tem-se mantido insensível. “Para mais quando o preço dos combustíveis aumenta todos os dias. Aliás, uma coisa que os bombeiros reclamam é a diferenciação, devido à actividade que desempenham, no preço dos combustíveis”. Dificuldades no voluntariado, na capacidade de resposta aos diversos serviços e em manter os postos de trabalho foram referenciados pelos responsáveis das diversas corporações.

“Ao nível do distrito de Lisboa estão, neste momento, em causa 90 postos de trabalho, de acordo com um levantamento feito pelas estruturas dos bombeiros”. “Leviandade” e“insensibilidade”, foi como Carlos Coutinho caracterizou as decisões do governo. Que o recente acordo com a “troika” vem agudizar, pois refere claramente que a partir de Setembro se devem considerar mais cortes nos apoios aos bombeiros. Para já, o PCP de Vila Franca de Xira vai sensibilizar o grupo parlamentar para que apresente novas iniciativas de forma a melhorar os apoios às associações e acabar com o despacho 19.264/2010 que consideram “lesivo” para a actividade das corporações de bombeiros”. CC

Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Da parte da tarde, pelas 16 horas, tem lugar uma outra cerimónia, a inauguração da esquadra da PSP da Póvoa de Santa Iria / Forte da Casa,

e que conta com a presença, para alem dos autarcas locais, do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Situado na Rua Alcino de Oliveira e Silva, o equipamento surge na sequência de um

protocolo assinado entre a autarquia de Vila Franca de Xira e o Ministério da Administração Interna. De acordo com o protocolo, coube a Câmara Municipal ceder o terreno de mais de 1.200 metros quadrados, assegurar o projecto, de acordo com estudo prévio da DGIE, e realizar a construção, com posterior ressarcimento por parte do Ministério. O equipamento orçou em mais de 1 milhão de euros, e vai responder as necessidades de segurança dos cerca de 37 mil habitantes das freguesias da Póvoa de Santa Iria e do Forte da Casa. De referir, ainda, que os arranjos exteriores a esquadra foram realizados pela autarquia vilafranquense, num investimento de perto de 100 mil euros. Carlos Cardoso

Clube “As Sentinelas” com novos órgãos sociais O Clube de Campismo de Vila Franca de Xira “As Sentinelas”, no ano em que cumpre o seu 69º Aniversário, pois foi fundado em Janeiro de 1942, elegeu em Assembleia Geral, os seus corpos gerentes para o biénio 2011/2012. Segundo Mário Saldanha, presidente da Direcção, “o Clube tem vindo ao longo dos últimos quatro anos a mudar de paradigma, correspondendo também às influências que se operam na sociedade e aos novos hábitos de jovens e menos jovens, a fim de aumentar a sua multidisciplinaridade.

O Clube, embora com uma direcção renovada, mas mantendo-se fiel aos seus fundadores e seguidores, continua na senda de actividades ligadas com a Natureza, o Meio Ambiente e a promoção da identidade vilafranquense. O Clube de Campismo de Vila Franca de Xira “As Sentinelas”, como tem acontecido até aqui, “coloca -se ao serviço da cidade e da região, na disponibilidade de um aprofundamento das relações bilaterais e mesmo de realizações conjuntas ou convergentes”.

A composição dos Corpos Sociais e a seguinte: Assembleia Geral: Presidente, Mário dos Santos; Vice-Presidente, Ricardo Carvalho; 1º Secretario, Ana do Vale e 2º Secretario, Joaquim Valente. Direcção: Presidente, Mário Saldanha; Vice-Presidente, José Batalha e Rui Carinhas; Tesoureiro, João Nunes; 1º Secretario, Maria Leitão; 2º Secretario, Alfredo Marques; Vogais, Artur Vale e David Silva. Conselho Fiscal: Presidente, António Montez; Vice-Presidente, André Nunes e Relator, Ana Batalha.


22 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VILA FRANCA DE XIRA

ETQ oferece veículo eléctrico à Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira A ETQ, empresa da freguesia de Vila Franca de Xira, dedicada ao desenvolvimento de equipamentos com base em energias alternativas, ofereceu uma viatura ecológica à Junta de Freguesia local, para utilização dos serviços da freguesia. «Foi uma forma que encontramos para motivar as pessoas a terem um veículo eléctrico. A própria empresa já tem alguns veículos eléctricos a circular e penso que esta seria uma excelente solução, por exemplo para os mais idosos, por serem veículos pequenos, baratos e ecologicamente sustentáveis», afirmou António Coquenim, responsável da ETQ. José Fidalgo, Presidente da Junta de Freguesia, disse que a motorizada eléctrica é uma forma limpa, ecológica e muito económica de fazer alguns serviços dentro da cidade. Cada carga do veículo custará entre 0,50 euros a 1 euro e terá a autonomia de cerca de 50

quilómetros. O veículo é carregadonumatomadacomum. Prevenção Entretanto, a autarquia, em conjunto com a PSP – Programa Escola Segura, o Agrupamento de Escolas Dr. Sousa Martins e a empresa ROSIL, organizou a actividade “Escolinha de Trânsito”. A iniciativa teve lugar na EB 1 Dr. Sousa Martins e foi direccionada para os alunos do 1º ciclo. Cerca de duas centenas de crianças “conduziram” pequenos veículos e simularam percursos rodoviários, com a ajuda dos agentes da PSP, aprendendo a interpretar os sinais de trânsito e a ter prática s estrada e na circulação pedonal. A Junta de Freguesia vai, agora, distribuir material didáctico aos alunos das escolas, nomeadamente um livro para colorir, alusivo ao tema da Prevenção Rodoviária, com desenhos feitos por alunos da escola Professor Reynaldo dos

Santos. O livro teve o patrocínio da empresa ROSIL, uma agência de documentação automóvel que se juntou às

entidades oficiais para ajudar a promover este projecto educativo e cívico. (Correspondência)

OPINIÃO

Severiano Falcao, filho de Alhandra, símbolo de um povo (1/3/1923 – 5/5/2004)

Juraste a ti mesmo e ao povo de Alhandra que a tua luta tinha de vencer. Sofreste como um herói sofre, pela liberdade. Alhandrense convicto, homem generoso, com uma intelectualidade bem vincada, cultivava em si o respeito e admiração pelo próximo, dada a sua honestidade e humildade que granjeou pela vida, e que foram atributos indispensáveis para que o povo visse nele um símbolo de Alhandra. Amigo da sua terra, com uma grande inteligência e determinação que marcou uma geração. Fizeste muito por Alhandra, nas colectividades onde deste um contributo valioso, na Sociedade Euterpe Alhandrense como grande músico que foste, no nosso querido Teatro Salvador Marques onde representastes peças de grande significado, em suma no desenvolvimento cultural da nossa terra. Mas seria em outra terra que te notabilizastes, pois fizeste, com a ajuda desse bom povo onde tra-

balhavas ao lado dele e também como presidente de Câmara, de uma linda vila, o começo de uma grande cidade. Foste adoptivo, mas quiseram-te tanto como um filho, visto que eras estimado por todos. Foi com o povo que a tua Câmara fezcoisas importantes em todo o concelho de Loures. A campanha da pintura das casas, a melhor maneira de os centros de saúde modernizarem o seu funcionamento ao serviço do povo, o arranjo de bons espaços para a juventude praticar desporto, resolveste muitas situações de barracas, as escolas mais modernas davam outra alegria e motivação aos alunos. Tudo isto e muito mais foi feito com esse bom povo do concelho de Loures, pois foi com o povo que tu encontraste harmonia para uma melhor qualidade de vida e para o seu desenvolvimento. Quando se começou a perceber o desenvolvimento do concelho, as pessoas admiravam-se da transformação positiva que os seu

olhos iam vendo, o povo sentia-se confortado pois tinha alguém a trabalhar com ele e para ele. Foste eleito em 1979 como presidente da Câmara, foste reeleito em sucessivos mandatos ate 1990. E porque? Não foi certamente por mentires, não! Pois ate as forças vivas de outros organismos votavam em ti, porque seria? Seria porque a transparência do teu trabalho e de tudo o que de ti dependia era tão clara como a água pura. Foi também com a ajuda desse bom povo honesto e trabalhador, que o vosso trabalho sempre reluzia. São assim os alhandrenses, homens e mulheres de querer e vencer, com uma mística que os nossos antepassados nos legaram e que nos, aproveitando as sementes que eles lançaram. não fizemos mais do que a nossa obrigação de também as lançarmos para que a nossa juventude vejam nelas a luz que os há-de iluminar ,para que vejam em Severiano Falcão um exemplo para

a sua vida futura e que não se esqueçam que e com humildade, honestidade e preserverança que podemos construir um mundo melhor. Severiano Falcão, quando terminaste a tarefa de que foste incumbido e regressaste a Alhandra, o povo recebeu-te de braços abertos, porque Alhandra tinha dado mais um filho que soube honrar a sua terra e o nosso povo. Por isso, estas nas galeria dos ilustríssimos alhadrenses, porque nunca te esqueceste daquela frase, “que quando o homem sonha, a obra nasce...” O peito segue pesado Não sei o que vou encontrar Deixo o chão enrugado Onde meus pais me criaram E com coragem Em minha estrada A esperança semearam Américo Diogo Ferreira (Alhandra)

Câmara aprova concurso de construção do Centro de Saúde de Alhandra A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou, recentemente, o lançamento do concurso público para construção do Centro de Saúde de Alhandra, com um preço base de 1.350.000 euros e um prazo de execução da obra previsto para 270 dias. Para que fosse possível a construção da nova unidade de saúde, foi necessário encontrar terreno disponível em Alhandra. Para tal a Câmara Municipal e a Fábrica Paroquial da Igreja de S. João Baptista de Alhandra celebraram um contrato de permuta de terrenos. A Câmara e a Junta de Freguesia cederam um espaço com uma área total de 1.515 metros quadrados, sito na Rua Herculano Galhardo e a Igreja, por seu lado, cedeu um terreno, sito na rua 5 de Outubro de 1910, com cerca de mil metros quadrados. Será aqui que, de acordo com o projecto, vai nascer um Centro de Saúde com três pisos, onde se incluem, entre outros, 16 gabinetes de consulta, 5 gabinetes de enfermagem; sala de movimentos/ fisioterapia e gabinetes de saúde oral e vacinação, para além dos necessários espaços administrativos, de pessoal e de coordenação. O espaço que a Igreja recebeu vai ser para a construção de um Centro Social e Paroquial. À semelhança do sucedido com os Centros de Saúde de Alverca do Ribatejo, Vialonga e Póvoa de Santa Iria, a autarquia procede à empreitada de construção, sendo posteriormente ressarcida do seu valor pelo Governo, através da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, nos termos do contrato-programa assinado neste âmbito a 3 de Maio de 2010.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 13 MAIO 2011 | 23

VILA FRANCA DE XIRA

APOIO A FAMILIAS CARENCIADAS TORNOU-SE PRIORIDADE

Junta do Sobralinho canaliza verbas para a compra de alimentos A Junta de Freguesia do Sobralinho disponibilizou uma verba para a compra de alimentos de um cabaz a fornecer a famílias carenciadas da freguesia. Uma verba que representa uma opção, como disse ao jornal Triangulo José Peixeiro, presidente da Junta de Freguesia. “As dificuldades de ordem social têm aumentado. Há mais famílias no desemprego, há mais idosos com problemas de carências e, apercebemo-nos, que os alimentos distribuídos já não eram suficientes. Tomámos então uma opção, que foi muito bem aceite pelas pessoas. Este ano, não vamos fazer o habitual passeio dos reformados, haverá naturalmente outro tipo de iniciativas, e o valor será canalizado para as actividades de índole social”. Como é, por exemplo, o reforço dos cabazes com alimentos. A noção do agravamento da situação social não surge de forma aleatória. Ela é visível e a Junta de Freguesia, por um lado, ou a Comissão Social Local, por outro, de que José Peixeiro é o presidente este ano, estão atentos ao crescimento de situações cada vez mais dramáticas. “Há pobreza escondida, famílias que foram para o desemprego e têm vergonha de falar da sua situação”, reconhece. Criar mecanismos que permitam estabelecer a comunicação com essas famílias, de uma forma simples e reservada e criar instrumentos de apoio, a vários níveis, é uma das preocupações de José Peixeiro. “Na Junta de Freguesia temos um Gabinete, a funcionar há alguns anos, com uma psicóloga, que atende os diversos casos sociais que lhe chegam directamente ou de que vamos tomando conhecimento. A sua principal função é encaminhar as diversas situações para as entidades ou associações

que possam de alguma forma ajudar essas famílias, seja a Segurança Social, o Centro de Emprego, a própria PSP, caso envolva questões de segurança, etc”. Este trabalho concilia-se com o que é desenvolvido pela rede social concelhia, estrutura dividida em sete Comissões, uma das quais englobando as freguesias do Sobralinho, Alhandra e São João dos Montes. E é nesta estrutura que, num excelente trabalho de parceria, diversas associações colocam os seus meios humanos e técnicos ao serviço das respostas sociais conjuntas. “Com a Misericórdia de Alhandra, por exemplo, estabelecemos um protocolo de distribuição de alimentos. Compete à Junta de Freguesia ir levantar alimentos ao Banco Alimentar Contra a Fome, de acordo com indicações fornecidas pela Misericórdia, que, por sua vez, fará a composição dos cabazes e a sua distribuição pelas famílias previamente definidas. E porque nos apercebemos que começavam a escassear bens, incluindo no próprio Banco Alimentar, pois os pedidos têm aumentado imenso, tomámos esta decisão de canalizar verbas para reforçar a compra de bens”. O que permite que, neste momento, 36 famílias do Sobralinho, englobando mais de 100 pessoas, recebam este apoio social. A parceria estabelecida com a Misericórdia de Alhandra tem sido excelente, elogia José Peixeiro. E de Alhandra vem uma outra associação, a Obra das Mães que também desenvolve trabalho de apoio, especialmente a famílias monoparentais, “ajudando com roupa, bens alimentares, brinquedos, as jovens mães e os seus filhos”. O autarca destaca, ainda, um outro projecto que tem tido um excelente sucesso, o Centro de Recolha e Distribuição de Bens, neste caso. bens não

perecíveis, nomeadamente mobílias e electrodomésticos. Inicialmente envolveu apenas as freguesias do Sobralinho, Alhandra e São João dos Montes mas, neste momento, já abrange todo o concelho de Vila Franca de Xira. “Como funciona este serviço? As Juntas de Freguesia recolhem os bens, depois de uma cuidadosa análise, para ver se estão ou não em condições de serem utilizados de novo. São guardados num armazém, em São João dos Montes e entregues, posteriormente, a famílias que necessitem, e que são, grosso modo, famílias acompanhadas pelos serviços, ou famílias afectadas por algum problema repentino”. José Peixeira lembra, a propósito, o caso de uma família do Sobralinho, vitima de um incêndio, em Dezembro passado, e que ficou sem nada. “Conseguimos fornecer praticamente tudo, o que lhes permitiu relançar a sua vida em melhores condições. Recebemos, felizmente, muitos bens, que são distribuídos de forma organizada e com a garantia que respondem às necessidades. Lembro-me que há uns anos o Hotel Lezíria renovou os quartos e entregou as mobílias que tinha”. Esta participação das entidades públicas ou privadas ou de qualquer cidadão é valorizada pelo autarcas. “Precisamos de reforçar valores solidários na nossa sociedade. E muito importante que no Sobralinho esta cadeia solidária se alargue e seja muito participada”. José Peixeiro dá um exemplo positivo de dar e receber que, do seu ponto de vista, é essencial desenvolver no actual contexto. “A Junta de Freguesia e a Paróquia do Divino Espírito Santo, do Sobralinho, por altura do Natal, fazem uma distribuição de cabazes. No âmbito do nosso Gabinete

de Acção Social fazemos a selecção das famílias e a Paróquia faz os cabazes e a respectiva entrega. Mas isto e feito com o envolvimento das pessoas. A Junta leva a feito um encontro de coros de Natal e a receita são os produtos que cada pessoa traz e que vão servir para fazer o cabaz. Em vez de um bilhete há um contributo em produtos. Ao mesmo tempo os habitantes do Sobralinho e não só, têm a oportunidade de assistir a um belo programa cultural...”. Alargar esta corrente solidária, estabelecer se necessário mais parcerias, envolvendo

novas associações, é uma preocupação que José Peixeiro tem presente na gestão diária da Junta de Freguesia

e que gostaria que fosse assumida pelo conjunto da população. Carlos Cardoso


24 | 13 MAIO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

Triângulo 195  

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