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jornal regional

Triângulo Amadora Loures Mafra Odivelas Vila Franca de Xira DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • ANO VII • QUINZENÁRIO • Nº 192 • 7 MARÇO 2011 • DIRECTOR: CARLOS CARDOSO

CAVAQUINHOS EM MOSCAVIDE E “BANDA MAIOR” EM ODIVELAS

Idosos dão música à vida Págs.8 e 14

Fim das obras na cidade de V. F. de Xira só em Maio

AMADORA

Damaia e Alfragide comemoram 31 anos Págs.4 e 6

LOURES

Clube de Fanhões renasce com novo nome Pág.8

MAFRA

Ericeira é a primeira reserva de surf da Europa Pág.11

ODIVELAS

Câmara “privatiza” gestão do cemitério municipal Pág.15

CULTURA

Novo livro da poetisa Licínia Quitério

12 de Março - 15h - B.V. Mafra


2 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO AMADORA AMADORA

DEBATE COM A DEPUTADA ANA DRAGO

Frases Soltas…

“Escolas vão tornar-se depósitos de alunos” O Programa “Nós e Escola” da Odivelas TV está neste momento a transmitir o Ciclo de conversas sobre “A Educação e os Políticos” tendo recebido como convidado a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago. A deputada começou por referir que o contexto que se está a viver na Educação é muito complicado devido aos cortes originados no Orçamento de Estado. Embora se assinale os bons resultados do Estudo Pisa, ainda existem taxas de insucesso muito grandes, sendo de referir que com a condição económica que o Pais está a sofrer obviamente que se vai sentir na Escola de forma negativa. Os horários Escolares são muito pesados, fazendo referência a

uma frase de uma Investigadora que refere que “Hoje em dia Os adultos trabalham quase tanto como as crianças”. As escolas vão tornar-se em depósitos de alunos . A justificação dos cortes está irremediavelmente ligada aos “constrangimentos orçamentai” segundo as afirmações da Ministra da Educação o que leva a deputada a afirmar que qualquer dia já não vale a pena ir falar com a Ministra da Educação, o melhor é ir directo ao Ministro das finanças. Irá se tornar numa realidade. A Escola não pode ser só ensino tem que ser também socialização, conhecimento de outras ideias. Hoje pedimos muita coisa à Escola e por vezes

Manifesto “Investir na Educação Defender a Escola Pública” Nos Conselhos Gerais da CONFAP, em que a FERLAP participou, ocorridos em 13 de Novembro de 2010 e 05 de Fevereiro de 2011, foi decidido por unanimidade  que a CONFAP deveria subscrever o referido Manifesto e apoiar o alargamento da sua subscrição a outras entidades. No Conselho Geral de Fevereiro ficou ainda decidido, não tomar qualquer posição relativamente à participação em marchas, ou quaisquer outras formas de luta, deixando essa decisão ao critério das APEE’s, no respeito pela sua autonomia e à consciência pessoal de cada dirigente, enquanto Cidadão. FERLAP

corta-se muito anexa-se outras coisas e estuda-se pouco o que é para fazer - ”corta-se a direito”. Acaba-se disciplinas sem razão. Existe no momento a ideia de que se se mudar a Lei resolve-se o problema. As Escolas não ensinam apenas e não devem apenas ensinar devem ser um apoio social às famílias. Não podem ser apenas os professores a trabalhar nas Escolas é urgente que existam equipas multidisciplinares, novos técnicos., técnicos psicólogos mediadores sócio culturais, que façam a ligação da comunidade com a Escola. Com a criação dos Megagrupamento existem por exemplo 1 psicólogo divido por inúmeras Escolas de vários níveis de ensino. Afirmou ainda que a violência não se resolve com o código Penal, se assim fosse estava resolvido o problema, Mas tal não é verdade, não se compreendendo o método meramente repreensivo . A carência de auxiliares de acção educativa está a aumentar a indisciplina nas Escolas e igualmente as turmas enormes de 28 alunos ou mais em certos contextos gera situações muito complicadas de controlar

O aluno deve ter um consequência imediata da sua acção e não coloca-lo fora da Escola é coloca-lo a fazer trabalho comunitário dento da Escola. Com os Mega Agrupamentos cria-se igualmente condições de descontrolo, e acaba-se com a relação de proximidade entre quem decide e as várias Escolas. Como conclusão falou-se dos Editores e Livreiros, que constantemente vão aumentando os preços acima da taxa da inflação, referindo que dos contactos que tem tido com estas estruturas a resposta é sempre a mesma: Que no 1ª. Ciclo inclusive não tem lucro ficando compensados nos outros ciclos. No entanto verifica-se que os apoios da Acção Social Escolar são reduzidos e a grande maioria das famílias não possui esse apoio sendo por isso necessário afirmar que as famílias portuguesas não ganham o suficiente para sustentar o preço dos manuais, o que demonstra que existe algo de muito errado nesta situação. Uma das soluções seria a reutilização dos manuais e o apoio na compra dos manuais de uma forma faseada por parte do Estado.  António Boa-Nova

A propósito de uma reunião do Conselho Geral da minha escola e das dificuldades que as escolas atravessam com os cortes orçamentais Embora nos tentem fazer crer que os cortes orçamentais no que à Educação diz respeito, são superficiais, a verdade é que no terreno as coisas são mais complicadas. As Escolas/Agrupamentos e os seus Directores vivem momentos difíceis para tentar gerir com orçamentos mais magros os projectos que tinham para as suas Escolas/Agrupamentos. Acabando por ter que racionar quase tudo, fotocópias, papel higiénico, detergentes, etc. Sabemos e concordamos que não se devem desperdiçar recursos, no entanto, não desperdiçar, não sinónimo de comprometer o normal funcionamento das Escolas/Agrupamentos, nem tão pouco, tendo em especial atenção a crise por que passam as famílias portuguesas, sobrecarregar as mesmas com despesas acrescidas, como por exemplo em fotocópias. A ideia que se tenta passar, é de que as Escolas/Agrupamentos, devem tentar junto da Sociedade Civil, encontrar patrocínios para suprimir a falta de verbas, o que até não seria má ideia, se as Empresas que poderiam patrocinar as Escolas/Agrupamentos, não estivessem também elas em contenção de despesas. A juntar aos cortes nos orçamentos da Escolas/Agrupamentos, temos a não colocação de pessoal auxiliar e a redução de professores, não porque estes não façam falta, mas porque a pretexto de reduzir o deficit se está a fazer o que já há muito se tenta, reduzir o pessoal docente e não docente nas Escolas/Agrupamentos. Contribuindo assim para degradação da Escola e para o aumento da indisciplina e violência na mesma, que depois tentam corrigir com medidas mais repressivas sobre os prevaricadores, como se a repressão nua e crua fosse a resolução dos problemas da Escola. Alguém se esqueceu que fomos reprimidos durante 48 anos e passado todo esse tempo, aconteceu o 25 de Abril de 1974. Estamos todos de acordo que quem transgride tem que ser castigado, onde não estamos de acordo é que o castigo seja o antídoto. Penso que se deve evitar castigar e que para isso é necessário prevenir, o que não se consegue com a redução de pessoal que os sucessivos Governos têm vindo a concretizar. Para prevenir é necessário que existam adultos nos recreios e que as turmas sejam menores. O que apenas se consegue com o aumento e não com a redução do pessoal Docente e não Docente. A Escola é uma fonte de receita a longo prazo, não pode por isso, estar sujeita a cortes orçamentais, esses cortes levam à degradação da qualidade do ensino e hipotecam o futuro. Isidoro Roque


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 7 MARÇO 2011 | 3

ABERTURA

O MELGA

Comentário Carlos Cardoso

Tiririca De repente vai para aí uma discussão enorme sobre a vitória da dupla de comediantes que dão corpo ao projecto “Homens da Luta”, no Festival da Canção. E assim, sem saberem como, a canção “Luta e alegria”, um apelo à “unidade contra a reacção”!!! vai a Alemanha representar Portugal. O interessante é que ganharam porque milhares de telespectadores votaram neles. Com o voto do júri, ate nem iam mal colocados mas foi a votação popular que deu a volta aos resultados. Os rapazes não têm culpa. Candidataram-se e a sua canção foi aceite. A letra é básica, a música é o que é mas, diga-se em abono da verdade, muito do que foi apresentado também pouco escapava a uma escala de medíocre. Não se trata, como já começa a haver tendência para dizer, de uma “canção de intervenção”. Pelo contrário, até pretende ser uma brincadeira a esse tipo de canção. Trata-se, pois, de uma simples abordagem humorista, de dois actores já com alguma projecção nacional, irreverentes e que aparecem associados a um certo estado de espírito de “contra políticos” ou “contra poder”. Não é por acaso que no dia 12 de Março, quando vai ter lugar um protesto da “geração rasca”, algo que surge do nada, fora dos esquemas de organização definidos, mas sem objectivos precisos e sem uma lógica de organização futura, ou seja, tipo bolha de ar que cresce, rebenta e acaba, os “Homens da Luta” lá vão estar. Tem uma carga simbólica esta votação? Claro que tem. Basta ver as leituras possíveis que já correm na net para perceber isso. Corresponde a um sinal de mal-estar, de desespero, de necessidade de expressar uma oposição, mesmo que isso seja feito num sofá e a beber umas cervejas. E se calhar nada mais do que isso se pretende. A votação nos “Homens da Luta” foi uma espécie de Tiririca á portuguesa. Ninguém sabe para que serve, mas dá um gozo enorme mostrar que na vontade de cada um ninguém manda e que existe como que um mundo subterrâneo de decisões que escapam aos analistas bem comportados, aos políticos de sistema, à diplomacia que esconde as verdadeiras intenções de quem manda. Resolve alguma coisa este estado de espírito? Não, e talvez por isso é que os organizadores do Festival não viram qualquer problema em que “Os homens da Luta” fossem lutar para aquele palco…Talvez estejam, agora, arrependidos!

Ficha Técnica

Ao que um tipo está sujeito

Numa das últimas reuniões da Câmara de Vila Franca de Xira, a Rosinha estava especialmente irritada. Tudo a incomodava. Inclusive aquele sujeito que delicadamente cumpria o seu dever, levando mais um papel para a autarca assinar ou dando um recado de última hora, sabe-se lá. E, delicadamente colou-se à cadeira da presidência esperando, delicadamente que a sua chefe desse pela sua presença. E deu, de facto, mas como estava naqueles dias virou-se irritada e fazendo o controle possível lá desabafou entre dentes “estás sempre aqui, pareces um aventesma”. Delicadamente, o Mário Nuno, seu assessor, retirou-se, sorrindo, com delicadeza.

Hard-core camarário

Mas nem tudo são tristezas. Estava o vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), a ler o Triângulo, quando eis que começa a rir-se. De tal forma que a seu lado, o seu fidagal adversário, Nuno Libório (CDU), curioso, quis saber o que se passava. E, para espanto de alguns, não evitou a sua risada. Intrigada, Maria da Luz Rosinha quis saber a causa de tanto desatino. “É melhor não, isto é um bocado pesado”, lá terá dito Alberto Mesquita. Mas a Rosinha lembrou-lhe que ela está à frente de uma Câmara da terra dos touros e que por isso, nada a assusta. Lá passaram o Triângulo onde o anúncio do jantar das mulheres, promovido em Vila de Rei, Bucelas, era motivo do desaforo. No final, à meia-noite, lê-se, haverá um brinde à mulher, “um shot «broche»”. A autarca não corou e participou de bom gáudio na galhofa. Conclusão possível: sempre há alguma coisa que une a oposição e o poder.

Veja lá se sabe qual é o seu lugar

Armando Pinheiro (PSD) era um homem relativamente desiludido. E manifestou esse estado de espírito no decorrer da sessão solene da freguesia de Alfragide, na Amadora. E tudo isto porque as pessoas não participam. “Como presidente da Assembleia Municipal peço que as pessoas venham ás assembleias. Fazemos quatro Assembleias Municipais por ano, não é muito. Por isso, participem na nossa Assembleia Municipal”. E por aí fora. Armando Pinheiro não se terá apercebido que os seus colegas de mesa se contorciam,

preocupados. De facto, ele é presidente, mas é...da Assembleia de Freguesia. De facto realizam-se quatro...assembleias de freguesia. Com tanta confusão, como há-de o homem querer que o povo vá à assembleia municipal...perdão assembleia de freguesia!

Vigiar sem receber...

A empresa que faz a vigilância aos edifícios camarários de Odivelas, contratada pela autarquia, não paga aos seus trabalhadores. Ou seja, a “malta trabuca, mas não manduca”. Para mais, isto acontece quanto está a decorrer a “Agenda para o Desenvolvimento, Inovação, Emprego 2011”, promovida pela...pela Câmara de Odivelas. É caso para dizer “em ferreiro, espeto de pau” ou então “Bem prega Frei Tomás...”.

...E vigiar para receber

O STAL não perdoa a Carlos Teixeira, presidente da Câmara de Loures, ter tirado um subsídio que os trabalhadores já tinham há 28 anos. E por isso vigia cada passo do autarca que é, também, presidente dos SMAS. E porque o tempo não dá para tudo foi reactivado um cargo que existia no papel, o de director delegado, que os SMAS não tiveram durante anos. E para quem foi esse cargo? Para a Graça Teixeira, esposa de Carlos Teixeira. E quanto é que se gastou em mobiliário para o gabinete? Nada menos que 22 mil euros...é o que diz o STAL que anda bem, fulo com o presidente.

O vinho começa a ficar azedo

Em Bucelas comemorou-se o centenário da Região Demarcada. Para meia dúzia de gatos pingados.E porquê? Bem, basta lembrar que o presidente da Assembleia Municipal de Loures foi avisado da iniciativa no dia anterior...às 18 horas, ou que o presidente da Assembleia de Freguesia de Bucelas nem avisado foi, ou que apareceram uns tipos a colocar umas bandeiras na zona central da vila, e que a Junta de nada sabia, para estar tudo explicado. Para culminar a bagunça, aquela que era para ser a “cerimónia de lançamento das comemorações da Região Demarcada de Bucelas” ficou-se pelo cheiro do vinho...pois não existia ainda qualquer programa de comemorações!!!

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AMADORA 4 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

AMADORA

BREVES São Brás

.............................................................................................................................. NA ALTURA EM QUE COMEMOU 31 ANOS

Junta de Freguesia da Damaia com nova sede Carlos Cardoso A Junta de Freguesia da Damaia já tem uma nova sede. As antigas instalações doTribunal, situadas paredesmeias com a linha de caminho de ferro, sofreram algumas obras de adaptação e foram oficialmente inauguradas no passado dia 28 de Fevereiro, no mesmo dia em que a freguesia comemorou o seu 31º aniversário. Ao evento associou-se o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Raposo e diversos membros do executivo camarár io, para além, naturalmente, do Executivo da Junta de Freguesia da Damaia, presidido por António Gonçalves. Com a nova sede, mais do que um espaço físico, pretende-se dar uma melhor resposta aos problemas que afectam a população da Damaia garantir outras condições de trabalho para os funcionários da autarquia. Isto apesar da proximidade

com a linha de comboio levantar alguns problemas de sonoridade, exactamente os mesmos contra os quais os funcionários do Tribunal em tempos se tinham levantado. Nas palavras que proferiu, m o m e n t o s m a i s t a rd e, aquando da sessão solene

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(ver texto à parte) António Rodrigues enquadrou estas e outras obras naquele que é o seu grande objectivo:”Uma Damaia de futuro. Esse é o

nosso objectivo. O epíteto que nos inspirou nestes dois anos, na verdade, traduz com justiça toda a história da vida da freguesia. Sonhar e construir o futuro da freguesia da Damaia sempre foi o nosso objectivo. Tudo o que acontece hoje foi sonhado há muito tempo, desejado e construído, passo a passo, não apenas nestes 31 anos, mas ao longo de toda a história”. O vereador Gabriel Oliveira, em representação de Joaquim Raposo, falou no mesmo sentido. A nova sede da freguesia “é mais um marco no desenvolvimento que tem vindo a ser alcançado”. E concretizou aspectos que reflectem esse mesmo desenvolvimento. “Seja ao nível das acessibilidades, com a CRIL seja com a reabilitação dos espaços urbanos com a recente intervenção no

Largo da Igreja e nos Jardins do Palácio Conde da Lousã, seja com o desporto, com a freguesia dotada de modernos equipamentos como o Sky Skate Amadora Parque”. Os investimentos, porém, não vão parar. Na área da educação vai ter lugar a reabilitação da escola Azevedo Neves e a construção da creche da Atalaia e ao nível dos equipamentos vão avançar os projectos de reabilitação do Cine Teatro D. João V e do Palácio Condes da Lousã, bem como a construção do parque infantil do jardim 25 de Abril e o reordenamento do Largo do Mercado. “Não menos importantes são as novas acessibilidades da freguesia, a qual será servida, muito em breve, da estação de metro Amadora-Sul, para além da conclusão das obras da CRIL”, disse Gabriel de Oliveira.

Frases soltas Na sessão solene falaram di­v er­s as forças políticas, reflec­t indo leituras dife­ rentes sobre o estado da freguesia da Damaia. Aqui ficam algumas das ideias defendidas. CDU “A Damaia de hoje continua a ser uma freguesia onde os problemas e carências são muitos, desde o envelhecimento da população, à falta de segurança e de uma vida cultural própria, voltando aos tempos de mero dormitório. Na vertente cultural temos saudades dos espectáculos no Cineteatro D. João V. É pois urgente que os projectos que visam a recuperação daquele espaço saiam definitivamente do papel” “Outro dos espaços a exigir intervenção é o Pavilhão José Torres. Justifica-se a urgência de obras de conservação, colocando-o rapidamente ao serviço da população no período pós-escolar” “A construção do Parque Urbano do Neudel deve, impreterivelmente, s e r i n i c i a d a e s t e a n o,

com a implantação dos equipamentos sociais e de lazer, previstos e prometidos a centenas de moradores” PSD “A Ju n t a d e Fre g u e s i a da Damaia, gover nada pela coligação PS/PCP demonstrou, neste último ano, uma indiferença total em relação aos problemas sociais: aumentou a taxas, onde se destaca a do ATL Sol de Abril em 10 por cento; aumentou em 46 por cento o custo de comunicações e telemóveis, diminuiu os subsídios às colectividades” “O a c t u a l E x e c u t i v o, seguindo uma lógica de desconfiar de tudo e de todos resolveu instalar relógios de ponto em seis locais onde a Junta desenvolve as suas actividades. Em dois dos seis locais, apenas tem um funcionário” “Co n t i n u a r ã o n o t o p o das nossas prioridades a erradicação das barracas, a construção do Parque do Neudel, o reforço dos meios de segurança, o alargamento da rede de transportes públicos ao Neudel e Atalaia, a recuperação e abertura

à população do Cinema D. João V” BE “Os cor tes financeiros decretados pelo poder central e desdobrados pelo Poder Municipal estão a afectar seriamente o nosso dia-a-dia, e aproveito para dizer que, devido a essa situação, não acredito que o Executivo consiga cumprir o Plano de Actividades que apresentou” “Sabemos que os poderes de um Executivo de freguesia são limitados e bastante dependentes do financiamento municipal e central, mas este Executivo poderia e deveria ter outro posicionamento, deixando de esconder «a cabeça debaixo da areia» e de se limitar a aceitar a situação”. “É com tristeza que verifico que na última Assembleia de Freguesia foi rejeitada uma recomendação por mim apresentada, que propunha o incentivo à ampla divulgação das assembleias de freguesia, permitindo à população interessada participar num espaço de cidadania”.

Realiza-se no dia 17 de Março mais um convívio entre as forças de segurança da Amadora e a população sénior. Uma iniciativa da responsabilidade da Policia de Segurança Pública da Divisão da Amadora e que pretende sensibilizar os mais idosos para regras ao nível da segurança. As inscrições devem realizar-se a partir do dia 7 de Março na sede da Junta de Freguesia de São Brás.  

Resíduos O projecto “Roadshow Resíduos em Movimento - Uma Viagem Virtual”, da autoria da EGF, está de regresso ao concelho. Uma das viaturas itinerantes, o Versus Car, chegou à Amadora onde está até ao dia 16 de Março. Vai percorrer várias escolas para mostrar os processos de tratamento e valorização de Resíduos Sólidos Urbanos, através da utilização de equipamentos audiovisuais e multimédia de grande impacto e com recurso a novas tecnologias. Estão disponíveis diversas instalações interactivas que tratam os temas da reciclagem, compostagem e matéria orgânica, deposição em aterro, incineração, localização de ecopontos, etc. e que permitem a informação e sensibilização da população da nossa área de intervenção.

Reboques A Câmara Municipal da Amadora vai aderir ao serviço “SMS Reboque”, uma medida do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa – Simplex. Através da localização, via SMS, de viaturas rebocadas, disponibiliza-se um serviço ao cidadão que, mediante o envio de uma mensagem, pode ser informado sobre a localização do parque onde se encontra a viatura que tenha sido removida, por estacionamento de forma irregular (abusivo ou proibido), independentemente da entidade que realizou a operação de remoção. Nesse sentido a Câmara Municipal da Amadora vai assinar um protocolo de colaboração com a PSP, a Unidade de Tecnologias de Informação e Segurança (UTIS) e a Agência para a Modernização Administrativa.

Venteira No dia 8 de Março, Dia de Carnaval, tem lugar uma jornada de animação na Casa Roque Gameiro. Das 10.00h às 17.00h, realiza-se neste equipamento cultural a Festa de Carnaval “VenteiraBrinca”, que inclui animações teatrais, oficina de artes plásticas, dança, música, hora do conto, exposições, pinturas faciais e modelagem de balões. Uma boa ocasião para visitar a Casa Roque Gameiro, imóvel centenário que Roque Gameiro mandou erguer na Amadora, entre 1898 e 1901.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 7 MARÇO 2011 | 5

AMADORA

DEFENDENDO A UNIÃO EM PROL DE UM NOVO PROJECTO DESPORTIVO

PCP da Amadora contra alteração da aptidão dos terrenos do Estrela da Amadora A Comissão Concelhia da Amadora do PCP está contra qualquer alteração da “aptidão dos terrenos” onde se situa o complexo desportivo do Clube de Futebol Estrela da Amadora”, defendendo que toda aquela área deve ser “mantida como zona de equipamento” desportivo e social. Na sequência de uma gestão ruinosa, o Estrela da Amadora, fundado em 22 de Janeiro de 1932, “foi arrastado para um processo de insolvência, no Tribunal do Comércio de Sintra, pedido feito por aqueles dirigentes que con-

duziram a gestão do Clube para a situação de ruptura e de incumprimento das suas obrigações legais e ao estado de ruína a que chegou”, lembra o PCP. O desfecho já é conhecido. Os credores, “onde pontifica o Estado com 34,25% da massa credora”, botaram contra o plano de recuperação entretanto apresentado, o que teve como “consequência a liquidação do Clube e deixou na incerteza centenas de atletas e sem emprego dezenas de trabalhadores. O Estado que nunca interveio, como devia, durante os sucessivos

Lisboa volta a ser a base de partida do Rali de Portugal 2011. A edição de 2011 do Vodafone Rally de Portugal, que se realiza entre 24 e 27 de Março, tem o seu inicío em Lisboa, com a realização de uma Super Especial que irá decorrer num traçado delineado nos arruamentos adjacentes ao Mosteiro dos Jerónimos, na Praça do Império. Ao fim de alguns anos, os muitos adeptos da região de Lisboa têm a oportunidade de voltar a ter contacto num evento de nível global como é o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). Após os reconhecimentos das classificativas algarvias e da realização, no dia 23 de Março, quarta-feira, do “shakedown”, todos os participantes tomam o caminho até Lisboa para um primeiro dia de prova diferente do habitual. Tudo irá começar pelas 10h00 do dia 24 de Março, com o reconhecimento da super especial, junto aos Jerónimos e que será realizado em viaturas eléctricas, o que faz do nosso rali mais “verde”; seguir-se-á uma sessão de autógrafos, em que os pilotos estão ao dispor dos numerosos adeptos do automobilismo que desejarem recolher uma recordação desse momento e desta prova. No período de tarde serão apresentados em desfile alguns dos maiores “carros” que fizeram a história da prova, seguido apresentação de alguns pilotos participantes, apelida de “Driver´s Parade”. Após a apresentação das equipas terá lugar a primeira prova de classificação da edição de 2011 do Vodafone Rally de Portugal, uma super especial com uma distância superior a três quilómetros, num percurso que promete bastante espetáculo. Os concorrentes alinharão em séries de três, num sistema de perseguição, “todos contra todos”. A super especial utilizará os arruamentos fronteiros ao Mosteiro dos Jerónimos, Centro Cultural de Belém e Museu da Marinha ,disputada em três voltas, com rotundas, chicanes e saltos a proporcionar certamente um grande espetáculo para todos os presentes e para os que estiverem em casa a seguir a transmissão da RTP. Uma vez concluída esta super especial, todos rumam ao Estádio Algarve, local onde o rali retoma o seu modo tradicional. A prova conta irá contar com 3 etapas (7 secções) num percurso de 1360 km, comportando 17 provas de classificação que totalizando 385 km, cerca de 30% do itinerário do rali. João Filipe

incumprimentos legais da gestão do Clube é neste final de vida o seu principal coveiro”, acusa o PCP. Com a insolvência do clube, aparece o desmantelamento das instalações e a venda do património. “A alienação dos terrenos, que foram doados e pagos por todos cidadãos da cidade da Amadora, significará o desaparecimento do estádio e das restantes instalações desportivas. Assistir à destruição de um património e de uma obra colectiva que foi erguida durante os 79 anos da sua existência, por muitas vontades e mãos, somente

interessadas em servir a comunidade é para os cidadãos da cidade da Amadora inimaginável”, diz, ainda, o PCP concelhio que considera que o “Estado e a Autarquia, pelas competências e responsabilidades sociais que possuem, não podem permitir, que isso aconteça”, que apela a que o actual sentimento de frustração se “transforme em acção, em força organizada e se comece a trabalhar em prol de um projecto desportivo que sirva a cidade, com base na memória e no património Desportivo do Estrela da Amadora”.

NO PARQUE HABITACIONAL DA AUTARQUIA

Câmara regula utilização das partes comuns A Câmara Municipal da Amadora aprovou, recentemente, o Regulamento Municipal de Utilização das Partes Comuns do Parque Habitacional Municipal. Com este regulamento pretende-se “salvaguardar o património habitacional municipal existente e futuro e criar nos arrendatários de habitação social hábitos de responsabilização pelas partes comuns dos prédios onde residem, preservando os edifícios e zonas envolventes”. Face à inexistência de legislação específica que, de forma semelhante ao regime de propriedade horizontal, regule os direitos e obrigações dos arrendatários das largas centenas de habitações construídas pela autarquia no âmbito do PER, a Câmara Municipal decidiu avançar com a elaboração deste regulamento. Manter as escadas em condições de higiene e limpeza, manter a porta do prédio fechada sem permitir o acesso de estranhos, não desrespeitar o período de silêncio compreendido entre as 23 e as 7 horas, não fumar dentro dos elevadores por motivos de segurança, não despejar águas, lixo e pontas de cigarro pelas janelas, são alguns dos deveres e obrigações dos arrendatários. O regulamento também estabelece “os deveres e responsabilidades do Município, tais como a realização de uma vistoria técnica anual aos edifícios, efectuar obras de conservação e reabilitação de fachadas, paredes e áreas interiores comuns, manter os elevadores e preservar a rede de água, esgotos e gás, excepto as reparações que resultarem de actos negligentes ou danosos por parte dos arrendatários”. A administração e gestão das partes comuns dos prédios são competência da Câmara Municipal, auxiliada pelo representante dos arrendatários, eleito em assembleia.

CARTÓRIO NOTARIAL DE PÓVOA DE SANTA IRIA DE JOANA AZEVEDO

CARTÓRIO NOTARIAL DE PÓVOA DE SANTA IRIA DE JOANA AZEVEDO

PUBLICAÇÃO

PUBLICAÇÃO

Joana de Oliveira Soares Azevedo, Notária com Cartório sito na Rua Maria Carlota d’Oliveira, lote 100, loja, Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, faz saber que no dia quatro de Fevereiro de dois mil e onze, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura pública de Justificação, lavrada a folhas 10 e seguintes do Livro 6-A: JUSTIFICANTE: Olímpio Francisco da Silva, contribuinte fiscal número 154.493.937, natural da freguesia de São Luís, concelho de Odemira, e mulher, Emirita Jorge Marques Silva, contribuinte fiscal número 154.494.658, natural da freguesia de Garvão, concelho de Ourique, casados sob o regime da comunhão geral, residentes na Vivenda Silva, Quinta do Galvão, Camarate, em Loures, que são donos e legítimos possuidores do seguinte bem imóvel: PRÉDIO: Prédio urbano em propriedade total com andares ou divisões susceptíveis de utilização independente, destinado a comércio e habitação, composto de rés-do-chão, primeiro, segundo e terceiro andares, com a área coberta de cento e cinquenta metros quadrados, sito na Rua Adriano Correia de Oliveira, Vivenda Silva, Quinta do Galvão, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com Armando dos Santos, a Sul com Rua Adriano Correia de Oliveira, a Nascente com Domingos Santos Tomaz e a Poente com Vítor Manuel Faria Novo, inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 3436, com o valor patrimonial total de 147.954,89 euros, ao qual atribuem igual valor unicamente para efeitos deste acto. TESTEMUNHAS: José da Silva Antunes, casado, natural da freguesia de Formigais, concelho de Ourém, residente na Rua José Afonso, Letras JSA, Quinta de Santa Rosa, Camarate, em Loures, Manuel da Conceição Nunes, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, viúvo, residente na Quinta de Santa Rosa, Vivenda Três Amigos, Camarate, em Loures e Carlos dos Anjos Duarte, solteiro, maior, natural da freguesia de Sabacheira, concelho de Tomar, residente na Quinta do Alto, número 6, em Lisboa.

Joana de Oliveira Soares Azevedo, Notária com Cartório sito na Rua Maria Carlota d’Oliveira, lote 100, loja, Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, faz saber que no dia vinte e dois de Setembro de dois mil e dez, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura pública de Justificação, lavrada a folhas 115 e seguintes do Livro 4-A e no dia quatro de Fevereiro de dois mil e onze, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura de rectificação, lavrada a folhas 19 e seguintes do Livro 6-A: JUSTIFICANTE: Manuel da Conceição Nunes, contribuinte fiscal número 100.718.477, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, viúvo, residente na Quinta de Santa Rosa, Vivenda Três Amigos, Camarate, em Loures e Tiago Manuel da Silva Nunes, contribuinte fiscal número 218.328.435, natural da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, residente na Estrada Militar, lote 1819, rés-do-chão direito, em Lisboa, que são donos e legítimos possuidores, em comum e sem determinação de parte ou direito, do seguinte bem imóvel: PRÉDIO: Prédio Urbano, composto por rés-do-chão, primeiro andar e anexo, destinado a armazém e habitação, com área total de duzentos e cinquenta metros quadrados, sendo duzentos e dezasseis metros quadrados de superfície coberta e de trinta e quatro metros quadrados de logradouro, sito na Quinta de Santa Rosa, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com Rua Principal, a Sul com A. Santos, a Nascente com Rua e a Poente com A. Santos, inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 4821, com o valor patrimonial total de 140.130,00 euros. TESTEMUNHAS: Luís Manuel Ventura da Costa, casado, natural da freguesia de Setúbal (Santa Maria da Graça), concelho de Setúbal, residente na Rua Dr. José Fernandes, moradia 33, Queluz, em Sintra, Joaquim Pereira, casado, natural da freguesia de Gradiz, concelho de Aguiar da Beira, residente na Rua Adriano Correia de Oliveira, 1ª Rua à direita, número 4, 1º esquerdo, Camarate, em Loures e José da Silva Antunes, casado, natural da freguesia de Formigais, concelho de Ourém, residente na Rua José Afonso, letras JSA, Quinta Santa Rosa, Camarate, em Loures.

Em 04 de Fevereiro de 2011 A Notária, Joana de Oliveira Soares Azevedo

Em 10 de Fevereiro de 2011 A Notária, Joana de Oliveira Soares Azevedo


6 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

AMADORA

SESSÃO SOLENE DO 31º ANIVERSÁRIO DA FREGUESIA

Alfragide quer um outro lugar no concelho da Amadora Foi uma sessão morna, perante um auditório escasso. O ritual da comemoração do aniversário da criação da freguesia de Alfragide, neste caso foram os 31 anos, lá se efectuou, no passado dia 27, perante o alheamento da população, algo que deve preocupar os autarcas locais. Armando Pinheiro, presidente da Assembleia de Freguesia, bem apelou a que a população participasse nas assembleias, expondo os seus problemas e ideias, mas a crer na presença de público no excelente auditório do Seminário de Alfragide, local onde decorreu a sessão solene, é de crer que o apelo não tenha grande impacto. A i n d a p a r a a j u d a r, o s eleitos da CDU e do BE na Assembleia de Freguesia faltaram á sessão solene, pe rd endo uma ocasião para expor as suas ideias sobre Alfragide. Catolino Pinto, ex-presidente da Junta de Freguesia, eleito por uma lista de cidadãos “Alfragide Sempre”, refugiouse numa viagem ao passado, enquanto Odete Pinto (PS) alertou para a necessidade da autarquia participar na discussão sobre o futuro modelo que o Governo p re t e n d e i m p l e m e n t a r nas Câmaras e Juntas de Freguesia, nomeadamente “com o reforço de atribuições e responsabilidades das

manutenção para os idosos, queremos intervir em mais zonas verdes, realizar mais passeios culturais, reforçar o apoio à rede Social, recuperar o pavilhão 10 de Junho e a zona envolvente, reformular

juntas para responder às necessidadesdaspopulações”. Quase que a pedir desculpa lá lembrou que Alfragide precisa de um Centro de Saúde ou de uma Unidade de Saúde Familiar, ”uma r e i v i n d i c a ç ã o a n t i g a”, que compete ao Governo concretizar. Esteve nas mãos de António Tavares (PSD) agitar as águas dormentes. “Alfragide é uma freguesia pouco esquecida”, lembrou, trazendo à tona da água a inexistência do Centro de Saúde, os transportes que não existem seja em quantidade, seja em qualidade, o metro que era para

ter passado em Alfragide mas “foi desviado para o centro da Amadora”. E, porque estava presente Carla Tavares, vice-presidente da Câmara Municipal da Amadora, vincou a necessidade de se fazer “um estudo sério para a delimitação da freguesia”, nomeadamente clarificando as fronteiras com a freguesia da Buraca, acabando com situações bizarras de prédios, em que uma parte pertence a Alfragide e a outra à Buraca. Carla Tavares optou por refugiar-se na estafada desculpa de que “aniversário é dia de festa” e como tal não respondeu a nada. Como

se festa e o debate fossem incompatíveis. Prometeu trabalho de parceria com a Junta de Freguesia e empenho em ajudar a resolver os principais problemas. E por aí se ficou. Em termos de trabalho conjunto há muito por onde escolher. Beatriz de Noronha, presidente da Junta de Freguesia de Alfragide, explanou algumas das actividades e dos projectos que pretende desenvolver. Uns da responsabilidade da autarquia local, outros em conjunto com a Câmara da Amadora. “Queremos mais. Vamos iniciar a ginástica de

A construção da CRIL, seu impacto passado, presente e futuro, vai estar em debate numa sessão realizada pela Associação Moradores e Proprietários da Venda Nova, que irá realizar no dia 9 de Abril, pelas 15 horas, nas instalações do Centro Social Bairro 6 de Maio. O lema do debate será: “CRIL – Imagens De Hoje, Reflexos Para Amanhã”. A Associação de Moradores e Proprietários da Ven­d a Nova – Amadora, nasceu exactamente em cons­ equência da constru­ção da CRIL, uma via estruturante que irá correr ao longo de parte do concelho

da Amadora, através do tro­ç o Buraca/Pontinha, b o rd e j a n d o f re g u e s i a s afectas a três concelhos, Amadora, Odivelas e Lisboa. “Não será, portanto, de admirar que as populações respectivas tenham, com o passar do tempo e o desenvolver da obra, feito sentir as suas preocupações e insatisfações tal como, pelo contrário, demonstrem, aqui a ali, razões de satisfação. A obra em causa, porém, está prestes a ser dada como concluída e a sua inauguração já se prevê para breve. O que ficar, positivo e negativo,

constituirá “ A Herança” para os municípios limítrofes e para as gerações vindouras”, diz a Associação ma convocatória do debate. E porque a abertura definitiva do troço em causa está para breve, a Associação de Moradores da Venda Nova considera ser esta a melhor “oportunidade para, sem mais demoras, numa pausa reflexiva, se possam fazer ouvir todos quantos tenham interesse em dar voz às suas opiniões, sugestões, críticas – sejam positivas, ou negativas – comentários, informações e intervenções inclusive de carácter formativo…

porque não? e, no final, todos possamos sair enriquecidos do cômputo da jornada. E porquê o Centro Social Bairro 6 de Maio?! Porque se trata de uma obra altamente meritória, existente na nossa freguesia, merecedora do conhecimento de todos e, pelos mais diversos motivos, visitada e acarinhada e ainda porque, sob o ponto de vista geográfico, se situa “paredes-meias” connosco e a freguesia da Damaia, duas das freguesias mais “tocadas” pela obra e perto, muito perto mesmo de Benfica, onde o Bairro de Santa Cruz e Pedralvas não devem ser esquecidos”.

o mercado”. A sessão terminou com uma actuação musical, a cargo da Banda da Sociedade Filarmónica Comercial e Industrial da Amadora. CC

CARREIRA 700 EM ALFRAGIDE NORTE

Redução de horário gera protestos A Carris resolveu reduzir, a partir de 7 de Março, o serviço da carreira 799, entre as entre as 10.00 horas e as 16.30 horas, na zona de Alfragide Norte, uma situação que levou a diversas reclamações, por parte de moradores, junto da Câmara Municipal da Amadora. Na zona de Alfragide Norte calcula-se que vivam mais de 6.000 habitantes, é uma das zonas mais densamente povoadas da freguesia de Alfragide, com muitos jovens, muitos em idade escolar, e que não se encontra servida por outros transportes públicos para acesso à rede de Metropolitano de Lisboa (Colégio Militar). Segundo a autarquia da Amadora, esta carreira era “muito utilizada no horário de almoço por estudantes que utilizavam para se deslocarem para almoço e para irem ou voltarem das universidades, não tendo actualmente qualquer alternativa. A Câmara Municipal em momento algum foi contactada para emitir parecer sobre esta redução de horário de funcionamento e considera totalmente inaceitável que a Carris, unilateralmente, tome tal decisão, sem atender às necessidades das populações que serve e função social que desempenham”.

SMAS de Oeiras e Amadora entre A 9 DE ABRIL, NO CENTRO SOCIAL BAIRRO 6 DE MAIO as “Melhores Empresas para Trabalhar Associação de Moradores da Venda Nova em Portugal”  promove debate sobre a CRIL Decorreu no dia 23 de Fevereiro, na Fundação Champallimoud, a divulgação da lista das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal – 2011, em resultado da aplicação de um estudo organizacional por parte do Great Place to Work Portugal Neste estudo, foram avaliados diversos parâmetros relacionados com as práticas de gestão de recursos humanos que contribuem para a satisfação e clima organizacional, potenciando, assim, melhores desempenhos por parte das organizações auditadas. Os SMAS de Oeiras e Amadora, candidataram-se, colocando-se a par das melhores empresas nacionais e multinacionais com actividade no País. No “Ranking Geral 2011”, de entre as 30 empresas finalistas, os SMAS foram distinguidos com o 23º lugar, tendo conseguido, no “Top de Empresas Portuguesas”, a 6ª posição. Além destas distinções, logrou alcançar o 5º lugar nas empresas que têm entre 251 a 1000 colaboradores, onde a vencedora foi a Microsoft. Os SMAS de Oeiras e Amadora foram, ainda, o serviço público melhor posicionado.


LOURES

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 7 MARÇO 2011 | 7

LOURES

BREVES Unhos

.............................................................................................................................. SANTA IRIA DE AZÓIA POR INICIATIVA DA ADPAC

Oliveira secular pode ser classificada como património de “interesse público” Carlos Cardoso A ADPAC- Associação de De­ fesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia, dinamizou o pro­cesso tendente à classificação de “interesse público” de uma antiga oliveira situada em Santa Iria da Azoia, no bairro da Covina, junto ao cruza­mento das Ruas  18 de Janeiro com a 10 de Junho e a Av. D. Pedro V ( rotunda).  A oliveira está no interior de uma propriedade privada, no quintal de uma vivenda. No dia 1 de Março  deslocaram-se ao local técnicos da AFN - Autoridade Florestal Nacional, para fazerem a avaliação e medição e o parecer  foi favorável à sua classificação. Pese embora não existam certezas quanto à idade certa da oliveira, sabe-se desde já que se trata de um exemplar “multisecular”. “Já estamos em posse de um orçamento para a sua datação segundo um método não destrutivo, e temos a garantia de apoio da Junta de freguesia em relação ao processo”, refere Cristina Mendes da ADPAC. Apesar da classificação ainda não estar efectiva “estamos confiantes, tendo em consideração o parecer dos técnicos da AFN. De salientar também a cidadania dos proprietários, sem a auto­rização

dos quais a nossa pre­tensão não poderia ter seguimento. Desde a pri­meira abordagem sempre se mostraram colaborantes, assu­m indo este nosso inte­resse e a classificação como mo­tivo de orgulho. Nem mes­mo a possibilidade de daqui para a frente verem a sua propriedade invadida por estranhos os intimidou, pois segundo os técnicos da AFN, após a classificação e divulgação é natural que comecem a aparecer pessoas a espreitar”. A classificação de “Interesse Público” atribui a uma árvore um estatuto similar ao do património construído classificado. A partir dessa atribuição, a árvore ou o conjunto de árvores, não podem ser cortadas ou desra­madas sem autoriza-

ção prévia da AFN e os trabalhos são acompanhados sob orien­tação técnica. Na classificação das árvores existem critérios específicos. Segundo a AFN, “são árvores que pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares”. As árvores classificadas são, posteriormente, divulgadas numa página na internet. Como se faz, porém, a data­ ção de uma árvores. A este respeito, Cristina Mendes forneceu a informação do professor Louzada (UTAD) sobre esta questão. “Fruto de uma parceria estabelecida entre a UTAD e a “Oliveiras Milenares”, foi desenvolvida uma metodologia que permite estimar a idade de oliveiras por um modelo

matemático que relaciona a idade com algumas variá­veis dendrométrica do tronco, por exemplo o raio, diâmetro ou perímetro obtidos em diferentes níveis do tronco e altura do tronco até ao início da copa. Como principais vantagens deste método podemos salientar os seguintes aspectos: ser pos­sível a sua utilização em árvores ocas; ser um mé­todo não destrutível (não obriga ao abate da árvore); -ausência de lesões na árvore que comprometam a sua sanidade; -ser um método extremamente rápido, comparativamente aos métodos tradicionais. No âmbito desta parceria foi assinado um protocolo de colaboração entre a empresa “Oliveiras Milenares” e a UTAD. A primeira é respon­sável pela recolha dos dados dendrométricos das oliveiras a datar e envia-os para a UTAD. Esta procede à estimativa da sua idade pelo método anteriormente referido e emite o respectivo certificado de cada árvore”. A sensibilização para a impor­t ância deste património específico, por parte da ADPAC, já vem de trás. Veja-se o artigo publicado, há tempos, na Agenda Cultural da Câmara Municipal de Loures e onde se alertava

para a oliveira do bairro da Covina e do qual transcrevemos um extracto. “Junto à rotunda, no quintal de uma vivenda, encontra-se uma oliveira, que em tempos terá integrado o imenso Olival da Quinta do Castelo, o qual, pouco a pouco, foi desaparecendo para dar lugar a edificações. Mas é a sua monumentalidade e não esta ligação (até porque não é a única sobrevivente e muito provavelmente é-lhe anterior) que lhe confere, no nosso entender, um esta­tuto excepcional - o diâmetro do seu tronco, cuja base parece ter integrado as raízes que se descobriram à superfície fazendo lembrar afloramentos de rocha , as rugas e textura da sua casca , as contorções do seu corpo e as feridas que o tempo e as intempéries lhe infligiram, levam-nos a considerar que estamos em presença de uma árvore monumento, muito provavelmente milenar, que deve ser salvaguardada. Essa protecção pode ser feita através de classificação de interesse público que lhe conferirá um estatuto similar ao do património construído, passando a beneficiar, por exemplo, de uma zona de protecção de 50 metros de raio (...)”

Herlander Isidoro é o novo presidente da Junta de Freguesia de Unhos, sucedendo a António Varela que dirigiu a Junta de Freguesia durante diversos mandatos, mas que, devido a proble­ mas de saúde, teve de abdicar do cargo. Herlander Isido­ro tem a seu cargo o Recen­ seamento Eleitoral, Gestão de Pessoal e Financeira, Educação, Obras e Urbanização, Sinalização e Trânsito e a Toponímia. Do Executivo fazem ainda parte, como Secretário, Agostinho Abreu, responsável pela Ilumina­ ção Pública, Acção Social e 3ª Idade, e a Higiene Pública e Meio Ambiente; Diamantino Crespo, Tesoureiro, com os pelouros de Ocupação da Via Pública; Saneamento Básico, Mercados e Feiras e Publicidade; Paula Magalhães, 1º Vogal, com os Transportes e Comunicações, Património e o Cemitério

Bucelas Uma sessão solene, realizada a 3 de Março, comemorou os 100 anos da criação da Região Demarcada de Bucelas, hoje em dia, “Capital do Arinto”. Presentes Carlos Teixeira, presidente da Câmara de Loures, os presidentes das juntas de Bucelas e de Santo Antão do Tojal, representantes da Confraria do Arinto, da Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa, do Turismo de Portugal e da Associação de Municípios do Vinho.Na biblioteca local está patente uma pequena exposição sobre esta efeméride.

Santo Antão Vão ter lugar na freguesia de Santo Antão do Tojal diversos cursos na área da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. Estão em formação duas turmas em horário laboral com 12 pessoas cada e uma turma em horário pós laboral. No mês de Abril será constituída mais uma turma em horário pós laboral. Serão criadas mais turmas em função de novas inscrições. Quanto às áreas de Sistema HACCP (análise dos pontos críticos da higiene alimentar), Higiene e Segurança Alimentar (restauração e bebidas), estão abertas as inscrições para a formação de turmas.


8 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

LOURES

DE SPORT LISBOA E FANHÕES A SPORT LUZ E FANHÕES

“A Câmara de Loures, até ao momento, tem-nos ignorado” Uma dívida cumulativa ao Fisco, na ordem dos cento e cinquenta mil euros, deu azo ao arresto dos bens do Sport Lisboa e Fanhões e ao seu fim enquanto colectividade desportiva, para surgimento de uma outra, com os mesmos fins, o Sport Luz e Fanhões, no decorrer de 2009. Impossibilitados, no ime­ diato, de solucionarem o pagamento da dívida, a que outras, de menor dimensão, se juntavam, alguns elementos afectos à agremiação, nascida na localidade de Fanhões em 1942, procuraram um remate para preencher o vazio com o desaparecimento desta. O campo da Matinha e as instalações anexas, por­ que não constavam no rol dos bens do clube, conti­ nuavam disponíveis para dar continuidade à prática desportivaeeraprecisoutilizálas. Da ideia passaram à acção, relata Paulo Bernardes, actual presidente da Comissão de Gestão: “Embora tudo se tenha passado numa gestão anterior, para jogar, ter receitas e direito aos subsídios autárquicos, era necessário dar corpo a uma outra colectividade. Analisaram-se

as melhores hipóteses para que as mudanças não pur­ gas­sem o sentido e a afe­ição ao clube até então existente e a solução encon­trada foi alterar o nome de Sport Lisboa e Fanhões para Sport Luz e Fanhões. O primeiro era um clube antigo, com história e tornava-se ne­ ces­sário que as pessoas, os sócios em particular, não se distanciassem. Não se realizaram assembleiasgerais, para que o assunto não se arrastasse, e tudo foi tratado num curto espaço de tempo. Todavia, uma parte dos sócios e da população local não recebeu muito bem a mudança, tanto que, na última assembleia, um dos associados colocou a questão do nome do clube voltar a ser o anterior, facto que, perante a situação existente, não é viável, pelo menos nos próximos tempos.” O também antigo futebolista d o L i s b o a e Fa n h õ e s , residente em Vialonga, faz questão de lembrar “o trabalho desenvolvido pelo presidente anterior, que me convidou, depois, para tutelar o futebol”. Na ocupação do cargo,“solicitou a colaboração

de mais duas pessoas, os quais conseguiram alguns patrocínios, inclusive para inscrever a equipa sénior na Associação de Futebol de Lisboa, que ficou à volta de oito mil euros, o que é muito dinheiro para as pequenas colectividades, e a aquisição de um autocarro”. Era o começo de uma nova era, que, segundo o responsável directivo, “tem, agora, de dar uma volta. A Câmara de Loures, até ao momento, apenas nos ajudou com uma pequena quantia para com­ pra de equipamentos, no resto tem-nos ignorado, em contraste com aquilo que tem feito por outros clubes do

concelho. Inclusive, há mais de três meses que pedimos um camião de areia para tapar os buracos existentes no relvado, que não é sintético, e ainda hoje continuamos à espera!” Quanto à população local, ainda não reagiu à mu­ dança de acordo com o desejado,“embora alguns dos cerca de duzentos sócios existentes cumpram com a quotização, todavia muito saudosistas da existência do Sport Lisboa e Fanhões. Mas o que pretendíamos era a participação na vida activa do novo clube. Para o erguer só assim vai ser possível. No que respeita à assistência aos

jogos, as pessoas já come­ çaram a aderir e nos últimos tem-se verificado um maior número de presenças”. E complementa: “Para o facto também tem contribuído os resultados da equipa sénior e algumas pessoas, que não entravam nas instalações do clube há anos, estão já a regressar. Começámos com um treinador, que muitas vezes teve de acumular com as funções de delegado, que entretanto, saiu. Veio novo técnico e as coisas têm progredido”. À semelhança da anterior, a novel colectividade de Fanhões tem como prática exclusiva o futebol, que, para além dos seniores, chegou a formar uma equipa de juniores, “mas como não conseguimos colaboração humana para nos apoiar, a uma semana de começar o campeonato tivemos de desistir. A esmagadora maioria dos atletas era oriunda de Odivelas e como o único habilitado para conduzir o autocarro era eu, as exigências da minha actividade profissional não me permitiam assumir, por inteiro, esse compromisso”.

Mesmo assim, os problemas não pararam por aí. Paulo Bernardes conta que “quatro dessesjovens,queagorajogam no Vialonga, apresentaram nesta agremiação cartas de transferência falsificadas, assinadas por outras pessoas que não integravam os órgãos dirigentes e com carimbo do clube. Depois de conversarmos com os responsáveis do Vialonga o assunto acabou por resolverse, dentro dos parâmetros legais exigidos”. No presente, o Sport Luz e Fanhões tem mais o escalão de infantis a com­ petir e escolas de ani­mação. Paulo Bernardes vinca duas petições:“Um apelo à Câmara Municipal de Loures, para que nos ajude, ou um dia destes vamos rebentar! Ainda, aos habitantes de Fanhões para que se juntem a nós, colaborem para erguer o clube”. Está prevista, entretanto, uma reunião com diversos elementos ligados ao clube, nas instalações do campo da Matinha, com o intuito de formar uma lista que abranja todos os órgãos sociais, para que o Clube funcione a cem por cento. Luís Pedro


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO |7 MARÇO 2011 | 9

LOURES

AULAS DE CAVAQUINHO JUNTAM 15 IDOSOS DE MOSCAVIDE

“Quando estamos aqui, esquecemos outras coisas” Carlos Cardoso

“Ó malhão, malhão” À voz de comando de Guilherme Cancelinha a sonoridade tão típica e tão popular dos cavaquinhos domina a sala onde, uma vez por semana, têm lugar os ensaios. As portas do espaço cultural estão abertas e as notas resvalam para o jardim de Moscavide, onde uns se entretêm a jogar às cartas, outros a ver os netos correr. Ao todo são uns quinze, homens e mulheres, idosos de uma das freguesias mais envelhecidas do concelho de Loures, que resolveram sair de casa, e aprender a tocar um instrumento simples, o cavaquinho, experiência que remonta a Dezembro do ano passado. “Vá, vamos começar com o “Malhão” que é para aquecer os dedos”, diz Guilherme Cancelinha, reformado há uns oito anos de uma empresa de seguros, e onde participava num grupo de música popular portuguesa. “Aprendi de ouvido. Comecei pela percussão. Depois fui vendo e lendo. Comecei a praticar o cavaquinho e, mais tarde, a viola”, conheci­mentos adquiridos pelo gosto de saber e que, agora, transmiti a outros, na Universidade Intergera­ cional de Benfica, na Junta de Freguesia de Alcântara, em Alfornelos e, agora, em Moscavide, a convite da Junta de Freguesia local.

pode ficar pelos 40 euros mas também passa com facilidade os cem euros. Neste caso, o que dá força é o conjunto dos quinze pares de mãos, dedos calejados, por vezes presos, rígidos, grossos da vida e do trabalho, onde a flexibilidade já não é a de outros tempos. Mas o convívio ajuda a superar dificuldades e ali­ menta novas energias. Inclu­ sive, já actuaram em duas festas, enfrentando o público, que, solícito, cantou com eles, numa comunhão de momentos que enchem a alma e acalmam o espírito. “Quando estamos aqui, esquecemos outras coisas”, desabafou alguém.

“Que ideia é a tua” Como num comboio que começa o seu andamento, embalando-nos no seu movimento pendular, a disciplina sonora impera e uma ou outra nota fora do contexto morre suavemente

na musicalidade global. Guilherme Cancelinha, exigente, como gosta de afirmar, dá o exemplo e toca com paixão, coordenando de vez em quando o conjunto de aprendizes, alertando para um ou outro, de forma

que não descambe e perca o ritmo. “Em três, quatro meses de aulas já sabem as notas básica todas e os sustenidos. E quando vieram para aqui não sabiam nada de cavaquinho”, sussurreia, para não desorientar a turma, cujos

olhares saltam das coras do cavaquinho para o professor. “Comer e beber” Cada um comprou o seu instrumento. O preço varia, em função da qualidade da madeira. Um cavaquinho

“Passear na rua” Eis as vozes. O canto. “Tocamos músicas simples, populares, que todas as pessoas conhecem”, explica Guilherme Cancelinha. A participação é, por isso, muito importante. Entusiasmados, ou apenas para ajudar na sincronização rítmica, a canção pula das gargantas e as vozes misturam-se com as notas emanadas dos cavaquinhos. “Já ninguém os pára”, sorri o professor que, agora, apesar da voz não estar nos melhores dias, também faz parte do coro. Cá fora, no jardim, a manhã está calma, e tudo parece tão simples. Como as notas de um cavaquinho.

CARLA BARREIRA E O TRABALHO DA JUNTA DE FREGUESIA DE MOSCAVIDE PARA OS IDOSOS

Damos um “um novo alento às suas vidas” As aulas de cavaquinho são um dos muitos projectos que a Junta de Freguesia de Moscavide está a desenvolver, direccionados para a população idosa. Carla Barreira, técnica da autarquia, responsável pela área, sintetiza os objectivos desta actividade. “Fundamentalmente pretendemos dinamizar actividades que permitam que ocupem os tempos livres que têm, de uma forma dinâmica e activa, contribuindo para dar melhor qualidade de vida a esta faixa etária”. Para além das aulas de cavaquinho, estão a decorrer as aulas de alfabetização, com a participação de cerca de

30 pessoas. “Uns não sabiam ler nem escrever, outros precisavam de relembrar conhecimentos. O importante

é estimular as suas funções cognitivas”. Foi também criado um grupo de teatro sénior, que já apresentou uma peça e que agora está a ensaiar outra. A informática é uma área que motiva um especial interesse. Carla Barreira lembra a justificação de uma das participantes “a minha filha está longe, mora em Alverca”, ou seja, a pouco mais de vinte minutos, um espaço e um tempo que se transformou numa barreira imensa que, com a formação adquirida, foi facilmente ultrapassada. “Criamos dois grupos, um para pessoas com alguns conhecimento em informática e outro para a iniciação.

Neste ultimo caso temos três turmas, com 10 pessoas casa. E já temos 20 pessoas em lista de espera”. Visitas culturais, dinâmicas de grupo, atelier de artes plásticas e decorativas, onde se faz artesanato, múltiplas a c t i v i d a d e s n o Ce n t r o Cultura, eis um conjunto de acções que a autarquia

desenvolve, num trabalho feito de parceria com outras instituições. “Trabalhamos no âmbito da Rede Social Local, onde participam diversas instituições que dão apoio aos idosos. Temos o Centro de Dia da Junta de Freguesia de Moscavide, o Centro Social e Paroquial de Moscavide, a Santa Casa

de Misericórdia e a Vida Abundante. Desta forma fazemos um atendimento integrado, e evitamos a duplicação de respostas. Um trabalho de proximidade, com um contacto com as pessoas, muitas vivendo sós e que recebem desta forma um novo alento nas suas vidas”.


10 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

LOURES

EM PARCERIA COM A CÂMARA DE LOURES

CAF promove tertúlias formativas Tiveram inicio a 3 de Março as “Tertúlias de CaF - Ciclo de Conferências 2011”, uma iniciativa conjunta do CaF – Centro de Formação e da Câmara Municipal de Loures. “As novas regras do Relatório Único da Actividade Social da Empresa” foi o tema da primeira tertúlia que decorreu, tal como irá acontecer com as restantes, no Palácio dos Marqueses da Praia e de Monforte, no horário entre as 17.30h e as 22.00h. As Tertúlias pretendem ser “um conjunto de acções formativas de especialização sobre temas tangenciais aos cursos que o Centro dispo-

nibiliza, ministradas por especialistas de renome nas matérias” e tenta “envolver a comunidade empresarial num ambiente de aprendizagem, reflexão e debate proporcionando, aos participantes, o desenvolvimento de competências específicas nas áreas de recursos humanos, gestão e administração”. Até Novembro realizam-se mais quatro tertúlias, com temas diferentes. “As novas regras da Contratação Pública”, foi o assunto escolhido para debate a 6 Abril, “Apoios à Formação Profissional” decorre a 4 Maio, “As Redes Sociais ao serviço da empresa”, a

12 Outubro e, finalmente, “Boas práticas de Cobrança mantendo os clientes”, a 2 Novembro. O CaF – Centro de Formação é uma entidade prestadora de serviços de formação

profissional, acreditada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para empresas e particulares que está sedeado em Loures. O CAF foi fundado em 1994.

VALORES abre agências em Sacavém e Stª Iria de Azóia A Valores, franchising ibérico de compra, venda e avaliação de valores abriu mais duas agências no concelho de Loures, concretamente em Sacavém, na Avenida S. José, 24 Loja A e em Santa Iria da Azóia, na Rua São Francisco Xavier, nº 43. Com a abertura destes dois novos espaços, a Valores marca presença no concelho de Loures com quatro agências, pois já marcava presença na cidade de Loures e em Moscavide. A Valores, que actua em Portugal, há pouco mais de dois anos, tem, actualmente, mais de 160 agências em

funcionamento, três agências em Espanha (Pontevedra, Vigo e Porriño) e uma na cidade do México. No final de 2010, atingiu uma facturação global da rede de cerca de 60 milhões de euros, tendo como meta para 2011chegar aos 75 milhões. Com uma cobertura a nível nacional a atingir o pleno, e após a chegada aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a internacionalização é uma realidade. A aposta para este ano é entrar nos mercados da França e Brasil e consolidar a presença em Espanha e no México.

Saúde e leitura de mãos dadas em Bucelas Decorreu de 28 de Fevereiro a 4 de Março, em Bucelas, a “Semana da Saúde, Condição Física e Leitura”organizada pelo Agrupamento de Escolas de Bucelas, com o apoio da Junta de Freguesia e a Comissão Social da Freguesia de Bucelas. Entre outras iniciativas teve lugar, no dia 1 de Março, no Auditório Tomás Noivo, um encontro com a escritora Sara Rodrigues, com sessão de autógrafos e no dia se-

guinte, nas instalações da Escola Básica Integrada de Bucelas realizaram-se testes e medições (tensão arterial, índice de glicemia, peso e altura, índice de massa corporal, % gordura corporal e água no organismo, massa muscular e óssea, gordura visceral, idade metabólica) e uma acção de sensibilização sobre alimentação saudável, a cargo do nutricionista, Dr. Bruno Marques. Esta iniciativa foi aberta à população. CARTÓRIO NOTARIAL DE PÓVOA DE SANTA IRIADE JOANA AZEVEDO

CARTÓRIO NOTARIAL DE PÓVOA DE SANTA IRIA DE JOANA AZEVEDO

PUBLICAÇÃO

PUBLICAÇÃO

Joana de Oliveira Soares Azevedo, Notária com Cartório sito na Rua Maria Carlota d’Oliveira, lote 100, loja, Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, faz saber que no dia quatro de Fevereiro de dois mil e onze, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura pública de Justificação, lavrada a folhas 12 e seguintes do Livro 6-A: JUSTIFICANTES: Maria de Fátima Alves Marques Cardoso, contribuinte fiscal número 121.597.091, natural da freguesia de Leomil, concelho de Almeida, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com Jorge Filipe Burguete Botelho Cardoso, residente na Avenida Aquilino Ribeiro, número 18, 1º andar B, Massamá, em Queluz, Joaquim Manuel Alves Marques, contribuinte fiscal número 146.559.924, natural da freguesia de Leomil, concelho de Almeida, divorciado, residente na Rua Andrade Corvo, número 11, 4º andar esquerdo, Apelação, em Loures, Maria Odete dos Santos Vítor Marques, contribuinte fiscal número 161.075.339, natural da freguesia de Sintra (São Martinho), concelho de Sintra, viúva, residente na Praceta Bartolomeu Botelho, número 3, 1º D, Apelação, em Loures e João Luís Vítor Marques, contribuinte fiscal número 222.976.063, natural da freguesia de São Jorge de Arroios, concelho de Lisboa, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Maria João Marques Cruz, residente na Rua da Arroteia, número 324 – B223, Pedrouços, na Maia, que são donos e legítimos possuidores em comum e sem determinação de parte ou direito dos seguintes bens imóveis: PRÉDIOS: Prédio urbano em propriedade total com andares ou divisões susceptíveis de utilização independente, destinado a armazém e actividade industrial, com um piso, com a área de duzentos e quarenta metros quadrados, sito na Rua Adriano Correia de Oliveira, Quinta do Galvão, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com Armando dos Santos, a Sul com Rua do Galvão (Rua Adriano Correia de Oliveira), a Nascente com Rua Projectada (anteriormente com Manuel José Marques) e a Poente com Domingos dos Santos Tomás, inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 1851, com o valor patrimonial de 73.506,88 euros, ao qual atribuem igual valor unicamente para efeitos deste acto. b) Prédio urbano em propriedade total com andares ou divisões susceptíveis de utilização independente, destinado a armazém e habitação, de três pisos e logradouro, com a área coberta de cento e sessenta metros quadrados e logradouro de 30 metros quadrados, sito na Rua Projectada à Rua Adriano Correia de Oliveira, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com Armando Santos (anteriormente Gualdim Nunes da Silva, Lda.), a Sul com Rua do Galvão (Rua Adriano Correia de Oliveira), a Nascente com Rua Projectada e a Poente com Domingos Santos Tomáz (anteriormente com Manuel José Marques), inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 5555, anteriormente 1852, com o valor patrimonial total de 231.922,76 euros, ao qual atribuem igual valor unicamente para efeitos deste acto. TESTEMUNHAS: José da Silva Antunes, casado, natural da freguesia de Formigais, concelho de Ourém, residente na Rua José Afonso, Letras JSA, Quinta de Santa Rosa, Camarate, em Loures, Manuel da Conceição Nunes, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, viúvo, residente na Quinta de Santa Rosa, Vivenda Três Amigos, Camarate, em Loures e Albertino Rodrigues Coelho, casado, natural da freguesia de Igreja Nova, concelho de Ferreira do Zêzere, residente na Rua Heróis do Ultramar, número 7, 3º esquerdo, Patameiras, em Odivelas, portadores dos cartões do cidadão. Em 04 de Fevereiro de 2011 A Notária, Joana de Oliveira Soares Azevedo

Joana de Oliveira Soares Azevedo, Notária com Cartório sito na Rua Maria Carlota d’Oliveira, lote 100, loja, Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, faz saber que no dia quatro de Fevereiro de dois mil e onze, no referido Cartório Notarial, foi celebrada escritura pública de Justificação, lavrada a folhas 16 e seguintes do Livro 6-A: JUSTIFICANTES: Arminda dos Anjos, contribuinte fiscal número 109.721.934, natural da freguesia de Sabacheira, concelho de Tomar, viúva, residente na Quinta do Alto, número 6, em Lisboa, Carlos dos Anjos Duarte, contribuinte fiscal número 145.292.690, natural da freguesia de Sabacheira, concelho de Tomar, solteiro, maior, residente na Quinta do Alto, número 6, em Lisboa, Maria Arlete de Oliveira Duarte da Rocha, contribuinte fiscal número 107.704.250, natural da freguesia de Sabacheira, concelho de Tomar, casada sob o regime de separação de bens com Jorge Manuel Aníbal da Rocha, residente na Rua Alves Redol, lote J, D, 1º direito, Camarate, em Loures, que são donos e legítimos possuidores em comum e sem determinação de parte ou direito do seguinte bem imóvel: PRÉDIO: Prédio urbano em propriedade total com andares ou divisões susceptíveis de utilização independente, destinado a armazém e habitação, com rés-do-chão e primeiro andar, com a área de quatrocentos metros quadrados, sito na Rua Alves Redol, lote JD, freguesia de Camarate, concelho de Loures, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures, confrontando a Norte com Rua B, a Sul com Rua Alves Redol, a Nascente com António Santos Silva (anteriormente Manuel Novo) e a Poente com Vítor Novo (anteriormente A. Santos), inscrito na matriz da respectiva freguesia sob o artigo 5660, anteriormente artigo 4368, com o valor patrimonial total de 487.798,85 euros, ao qual atribuem igual valor unicamente para efeitos deste acto. TESTEMUNHAS: José da Silva Antunes, casado, natural da freguesia de Formigais, concelho de Ourém, residente na Rua José Afonso, Letras JSA, Quinta de Santa Rosa, Camarate, em Loures, Manuel da Conceição Nunes, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, viúvo, residente na Quinta de Santa Rosa, Vivenda Três Amigos, Camarate, em Loures e Joaquim Pereira, casado, natural da freguesia de Gradiz, concelho de Aguiar da Beira, residente na Rua Adriano Correia de Oliveira, 1ª Rua à direita, número 4, 1º esquerdo, Camarate, em Loures. Em 04 de Fevereiro de 2011 A Notária, Joana de Oliveira Soares Azevedo


MAFRA

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BREVES

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Ericeira é “Reserva Mundial de Surf” Carlos Cardoso

A World Surfing Reserve anunciou a aprovação formal da zona de surf da Ericeira, como Reserva Mundial de Surf, a primeira da Europa e a terceira do mundo. Um passo importante não apenas na valorização da Ericeira, entre os surfistas portugueses e estrangeiros, mas para todos os que gostam de belezas naturais. A área aprovada consiste em 4 quilómetros de costa, onde estão presentes um conjunto de ondas da mais alta qualidade, com especial destaque para a Ribeira d’Ilhas. Para a designação contou quatro critérios essenciais: a qualidade das ondas, a importância para a cultura desta modalidade, as características ambientais e o apoio da comunidade A designação da Ericeira como Reserva Mundial de Surf vai contribuir para a sua protecção, num trabalho de parceria onde se envolve, em primeiro, a comunidade do surf, mas igualmente as autarquias e a população local. A Câmara Municipal de Mafra desempenhou um papel importante na elaboração e sustentação do projecto. E isto porque “o património do concelho de Mafra constitui a sua marca distintiva, influenciando ao longo dos tempos as vivências das comunidades e a personalidade das gentes. Rico e vasto, este património tem a capacidade de nos sur-

Malveira O Grupo de Jovens da Paróquia de S. Paulo da Malveira organiza a 26 de Março, a 17.ª edição do Festival Vicarial da Canção Jovem da Vigararia XI. A iniciativa decorre na Quinta dos Rouxinóis, e o tema será “Enraizados e edificados em Cristo firmes na Fé”. Vão estar oito paróquias a concurso: Almargem do Bispo, Santo Isidoro,  Milharado, Malveira, Ericeira, Azueira, Sobral da Abelheira  e Achada.

Ensino A Juventude Socialista de Mafra acaba de criar o primeiro “Núcleo de Estudantes Socialistas do Ensino Básico e Secundário”, mais exactamente na escola EB 2,3 Armando Lucena. O objectivo é levar as ideias e propostas da Juventude Socialista de Mafra à juventude estudantil.

Torneio A 4, 5 e 6 de Março realizou-se o 2º Torneio Internacional de Iniciados e, futebol, a cargo do Clube Desportivo Vila Franca do Rosário. Para além da equipa da casa, participam o Sporting Clube de Portugal, Estoril-Praia, Clube de Futebol “Os Belenenses”, Sporting Clube de Braga e Celta de Vigo. O patrono do torneio é o ex-jogador e actual treinador de futebol, Carlos Manuel.

preender a cada novo olhar, num processo de descoberta que permite gerar crescentes dinâmicas de modernidade”, refere, em nota enviada à imprensa, Ministro dos Santos, presidente da autarquia. “Nesta medida, quando um dos seus expoentes é reconhecido internacionalmente como “Reserva Mundial de Surf”, o orgulho é incomensurável. É uma dupla homenagem: à força de um oceano sem fim, que é

“nosso”; e à arte de inúmeros surfistas que, ao longo de décadas, tiveram o mérito de enaltecer as ondas do concelho de Mafra. Se a atribuição deste galardão é um estímulo para continuar a promover o potencial turístico do surf, alavancando-o à escala mundial, ela é também uma responsabilidade, exigindo um empenho redobrado na preservação do s recursos naturais”. Também o Presidente da

República, Cavaco Silva, enalteceu a conquista do galardão. Numa mensagem emitida a propósito, Cavaco Silva refere, a dado passo, que “desde há muito que a Ericeira é considerada uma das regiões do mundo mais aptas para a prática do surf. Trata-se de uma mais valia que devemos aproveitar, sabendo do entusiasmo que milhares de jovens, e menos jovens, colocam na prática desta modalidade. A con-

sagração da Ericeira como reserva natural de surf vem confirmar o que há muito diziam os fervorosos adeptos de um desporto que é feito de destreza e perícia mas, sobretudo, de paixão pelo mar”. Para comemorar esta conquista, a Câmara Municipal de Mafra organizou, durante o passado fim-de-semana e na véspera de Carnaval, um conjunto de actividades lúdicas, desportivas e culturais. 

Malveira O clube Hipera-ctivo, da Malveira, realiza a 13 de Março um passeio ao Alentejo, com passagens por, entre outras localidades , Portalegre, Nisa, Castelo de Vide, Estremoz e Marvão.

Azueira Como tem sido habitual, os alunos da escola básica e do Jardim Infantil Artur Patrocínio, saíram à rua, no passado dia 4 de Março, e desfilaram pelas rua de Livramento, brincando ao Carnaval. Muitos pais estiveram presentes e acompanharam as brincadeiras dos seus filhos que deram uma cor diferente na manhã de sexta-feira. Cada turma apresentou uma temática diferente, elaborada segundo o respectivo Projecto Curricular.

Encarnação No terceiro sábado de cada mês. no recinto do mercado da freguesia da Encarnação, tem lugar a Feira Rural, entre as 9h e as 17h. Trata-se de um excelente oportunidade de comprar bons produtos agrícolas, produtos agrícolas biológicos, apreciar o artesanato, deliciar-se com antiguidades e fazer, se o desejar, trocas.


12 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

MAFRA

INICIATIVA DA ASSOCIAÇÃO AGENTES ACTIVOS DA MUDANÇA

Agências de notação em debate na Ericeira “As agências de notação. Para que servem?” é o tema do jantar-debate que a Associação Agentes Activos da Mudança (AAM) realizar no próximo dia 12 de Março, pelas 20h, no restaurante Riviera, na Ericeira. Pretende-se, em ambiente de tertúlia, “analisar qual a função das agências de notação financeira ou agências de rating. Para que servem, como funcionam, como podem ser controladas as agências

de notação, são algumas das questões em análise durante o encontro. As agências de notação financeira são entidades que avaliam, atribuem notas e classificam países ou empresas, segundo o grau de risco que essas empresas ou países correm, quando não pagam as suas dívidas no prazo fixado”, refere, em comunicado enviado à redacção, a AAM. Segundo os responsáveis

desta associação cívica, o principal objectivo é o de “criar uma plataforma de diálogo participado e democrático, onde cidadãos livres e iguais possam intervir e, em conjunto, iluminar a troca de ideias”. Para já, estão confirmadas as intervenções de José Ramalho, presidente da AAM, Joffre Justino, director da Escola Profissional Almirante Reis, do jurista Carlos Leitão,

membro da AAM e de João Morais, membro da AAM. O evento serve também para divulgar a Petição Pela Regulamentação das Agências de Notação. A Associação Agentes Activos da Mudança foi constituída em 2 de Julho de 2009, em Lisboa. É uma iniciativa da sociedade civil, composta por pessoas com formações variadas: Direito, Gestão, Relações Internacionais, Ci-

ência Política. É animada por valores progressistas e democráticos e visa estimular o debate em torno de temas sociais e políticos da actualidade, promover a participação cívica dos portugueses, a cooperação e solidariedade entre os seus associados, através de actividades lúdicas e culturais. Pretende ainda incentivar a ideia de cidadania europeia e apoiar estudos e investigações nessa área. A

AAM tem também o objectivo de fomentar a diversidade linguística e cultural e o sentimento de pertença à União Europeia entre os cidadãos europeus, assim como organizar grupos de trabalho para o estudo e análise de questões relevantes para a sociedade e estabelecer contactos com universidades, empresas, organismos públicos ou privados e associações nacionais e internacionais.  

INICIATIVA DA ASSOCIAÇÃO AGENTES ACTIVOS DA MUDANÇA

Agências de notação em debate na Ericeira Governador Joaquim Esperança visitou o Rotary Club de Mafra O Governador Joaquim Esperança visitou, oficialmente, no dia 18 de Fevereiro, o Rotary Club de Mafra. Esteve no espaço social Enfrente, na vila de Mafra, onde foi saudado pela vereadora Célia Salgado. No Gradil visitou a Casa Mãe e, à noite, participou num jantar na sede do Rancho Folclórico «Cantarinhas de Barro», entre o Sobreiro e a Achada, onde emblemou dois novos rotários: João Cabaço e o Comendador Dinarte Machado. No decorrer do jantar festivo foram entregues três cadeiras de rodas a instituições de solidariedade social e a uma pessoa carenciada, no âmbito da campanha «Recolhas de Tampinhas». Uma cadeira de rodas foi recebida por José Lucas, Vice-Presidente do Centro Paroquial e Social do Livramento e outra pela Provedora, Filomena Rodrigues, da Santa Casa da Misericórdia da Venda do Pinheiro. A terceira destina-se a uma doente acamada

do Sobral da Abelheira. O Rotary Club de Peniche, por seu lado, vai receber uma máquina de lavar roupa para a Colónia de Férias daquele club rotário. Ana Cristina Moreira, da Comissão de Serviços à Comunidade, procedeu à entrega de um Certificado de Reconhecimento à empresa do Grupo Optivisão de Mafra pela parceria na realização da campanha em curso relativa ao Rasteiro à Visão, inserida no projecto «Ver Melhor». O Grupo de Acção Paroquial de Mafra também recebeu um certificado pela colaboração prestada, ao clube, no último Natal aquando da distribuição de cabazes a várias famílias pobres da comunidade. O Presidente da Direcção da Associação dos «Rogérios de Portugal», Rogério Motrena, saudou o clube que tem apoiado a iniciativa da construção de um Lar de Idosos, na Barreiralva, freguesia de Mafra. Joaquim Esperança recebeu a medalha do busto de João XXI e o diploma de membro da «Comissão de Honra» de homenagem daquele único

papa português que viveu no século XIII. O Governador ficou lisonjeado por pertencer ao movimento que pretende erigir, na Vila de Mafra, nas imediações da Igreja de Santo André, de uma estátua do insigne pontífice que foi médico de prestígio especialmente na área da oftalmologia. Quase no fim do evento usou da palavra César Anselmo de Castro, em substituição do Presidente do Rotary Club de Mafra, Raimundo de Sousa, ausente por compromissos profissionais. No seu discurso o governador enalteceu o espírito de servir de todos os companheiros rotários. Falou da história de Mafra e recordou a Convenção Rotária do seu Distrito, nos dias 6, 7 e 8 de Maio, em Alcobaça, subordinada ao tema «Desenvolver Comunidades pela Paz e Compreensão Mundial». Estiveram presentes neste evento os seguintes clubes: Cascais – Estoril; Lisboa; Lisboa – Belém; Lisboa - Norte; Loures; Odivelas; Palmela; Peniche; Setúbal – Sado; Sintra e Torres Vedras. Rogério Batalha

DE 10 A 20 DE MARÇO

LV Semana Equestre Militar em Mafra De 10 a 20 de Março, nas instalações do CMEFD- Centro Militar de Educação Física e Desportos, em Mafra, realiza-se a LV Semana Equestre Militar. A Semana Equestre divide-se em diversas provas. De 10 a 13 de Março “Ensino”, de 11 a 13 e de 17 a 20 “Obstáculos”, de 18 a 20 de Março será a vez

de CCE e a 11 e 12 de Março, TREC- Técnicas de Randonee Equestre de Competição. Prevê-se, de acordo com o programa, a presença de diversas instituições militares, desde a Escola Prática de Serviços, Escola Prática de Transmissões, Escola Prática de Engenharia, Brigada Mecanizada, Clube Militar de

Oficiais de Mafra, Escola de Sargentos do Exército, Colégio Militar, Instituto de Odivelas, Escola Nacional de Equitação, entre muitas outras. O encerramento desta LV Semana Equestre Militar realiza-se a 20 de Março, pelas 16 horas, com a entrega de diversos prémios: Prémio Melhor Tratador da GNR;

Prémio “14 Mares”, melhor tratador do Exército; Prémio Ouriço, melhor classificado da Coudelaria Militar; Prémio Coronel Infantaria Fernando Soares Carracha; Prémo Conde D’Avranches 2010; Prova XVII da Câmara Municipal de Mafra e Prova XXXI, Inspecção-Geral do Exército.


MAFRA

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ODIVELAS

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ODIVELAS

BREVES Odivelas

.............................................................................................................................. PROJECTO MUSICAL SÉNIOR NASCE EM ODIVELAS

“E viva a banda…!” Carlos Cardoso Para António Moreno, 65 anos, antigo desenhador da construção civil, hoje reformado, a música faz parte do seu dia a dia. “Pertenço a um grupo “Os Terra Nossa”, e costumamos tocar em hotéis, em aniversários, especialmente música sul-americana, para animar e dançar”. Por isso, a chegada deste morador de Odivelas ao projecto “Banda Maior” veio mesmo a calhar, e os seus conhecimentos de guitarra, com que faz vibrar acordes das músicas que se estendem da balada ao rock, serviram para completar a panóplia de instrumentistas que nos levam a viajar pelos Queen, pelos Beatles, o Carlos Paião ou o António Variações. Quem dá, também recebe e António Moreno reconhece as virtualidades deste projecto sénior, que já engloba 25 homens e mulheres com idades compreendidas entre os 55 e os 82 anos. “A verdade é que estou mais ocupado e isso faz muito bem”, desabafa, no final da apresentação pública da “Banda Maior”, realizada no pavilhão polivalente, em Odivelas, um espaço literalmente cheio. Uma ideia comum aos membros da banda. Tomaz Araújo, 55 anos, funcionário público, “a voz” da banda, pelo menos neste primeiro espectáculo, não escondia o orgulho de ter cantado, momentos antes, lado a lado,

com Carlos Mendes, padrinho do grupo. “Levanto-me às seis e deito-me á uma. Não me canso. Ando numa escola de música a aprender a tocar baixo. Já dancei, já cantei. Convidaram-me para vir e tem sido um prazer”. Um prazer que tem pouco mais de dois meses, quando a Câmara Municipal de Odivelas, através da Divisão de Assuntos Sociais, lançou este projecto virado para a população sénior. “Uma experiência única no pais e que seria bom que outras autarquias reproduzissem”, como disse Susana Amador, presidente da Câmara Municipal de Odivelas. Pretende-se não só criar um

espaço de diversão, não apenas momentos de recordação e nostalgia mas, fundamentalmente, mostrar as capacidades que os idosos têm e como conseguem construir projectos activos, dinâmicos que podem envolver muitas outras pessoas. Veja-se o exemplo de Conceição Santos, 61 anos, antiga administrativa no Hospital Francisco Xavier e que faz parte do coro. “Já pertenço ao grupo de teatro sénior. Vi o anúncio para a formação da banda e como tenho a música no corpo, nasci em Moçambique, fui a um ensaio e fiquei. Estou a viver outros tempos, quando em minha casa, aos sábados, nos juntávamos e fazíamos

bailes”. Cabe ao professor Ricardo Silva a “gestão musical” da Banda. “A minha preocupação tem a ver com a afinação,

os tempos certos, etc e já conseguimos atingir esses patamares. Foi um trabalho facilitado pelo facto de muitos deles pertencerem a diversos grupos musicais”. Para já, em termos de reportório, situam-se nos anos 60, mas não quer dizer que um dia destes não apareçam a tocar e a cantar os Rollig Stones ou até algum grupo mais actual. “E porque não actuar para jovens? A Banda está disponível do 8 aos 80, como se costuma dizer. A preocupação é mostrar aos seniores o que é possível fazer, que se pode ter uma outra ocupação do tempo e, desse ponto de vista, também podem mostrar aos mais jovens a sua experiência de vida e, fundamentalmente, dizer que é muito importante que todos participemos, seja lá no que for”.

A Junta de Freguesia de Odivelas através do Gabinete de Assuntos Sociais e em articulação com o Instituto de Segurança Social – I.P., candidatou-se por mais um ano ao Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC 2011). Este programa consiste na entrega de alimentos provenientes da União Europeia às famílias carenciadas residentes na freguesia. Este ano o programa será alargado aos habitantes de todo o concelho de Odivelas em articulação com as diversas entidades existentes.

Água O PCP de Odivelas vai lançar uma Petição contra o aumento da água e pela defesa dos Serviços Municipalizados como serviço público. O PCP insurgiu-se contra “o exorbitante aumento da tarifa de tratamento de águas residuais reflectida na factura da água, em mais 142 por cento”, um aumento “injusto e que sobrecarrega duplamente os odivelenses”. O PCP acusa ainda Susana Amador e Carlos Teixeira, presidente das Câmaras de Odivelas e de Loures de fingirem “desentenderem-se” com um único fim “retirar do domínio dos municípios, o abastecimento de água, saneamento e higiene urbanos, com o objectivo privatizador. O PCP insiste em que a gestão dos SMAS deve ser integrada pelos dois municípios de Odivelas e Loures e que os dois municípios devem garantir o devido investimento”.

Livros  A Biblioteca Municipal D. Dinis vai enviar para Moçambique cerca de 3.500 livros, recolhidos no âmbito da campanha “Eu dou um Livro por um Sorriso de uma Criança Moçambicana, e Você?”, que decorreu durante o mês de Fevereiro. Os livros, recepcionados na biblioteca, foram doados por particulares, instituições e escolas. pelos dois municípios de Odivelas e Loures e que os dois municípios devem garantir o devido investimento”.


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ODIVELAS

GESTÃO PODE SER ASSUMIDA POR EMPRESA PRIVADA

Cemitério de Odivelas vai ter forno crematório A abertura de um concurso público para a concepção, construção e concessão da construção do forno crematório no cemitério municipal de Odivelas, que serve quatro freguesias do concelho, foi aprovada em reunião do executivo camarário. Uma decisão que se associa a outra, a da concessão da exploração do próprio Cemitério Municipal de Odivelas, que poderá ser feita por entidade privada. Uma ideia que não agradou aos vereadores da CDU, que acusam o PS e o PSD de estar a “mercantilizar a morte”, critica que não recolheu eco entre as forças políticas que dirigem a Câmara de Odivelas. Em comunicado de imprensa o PS defende esta solução,

argumentado que “tem vindo a ser adoptada por outros municípios com sucesso e elevados graus de satisfação; que o programa de concurso permite seleccionar uma entidade com o “knowhow” e a capacidade ne­ ces­ sárias para a boa pros­s ecução e gestão do projecto; os riscos inerentes à concessão, cujo prazo inicial é de 20 anos, são integral e exclusivamente assumidos pela concessionária; as taxas cemiteriais para os serviços existentes são as que constam da tabela de taxas em vigor, sendo que as taxas para os serviços a criar serão as que virão a ser aprovadas pelos órgãos municipais e que não existe qualquer risco ou instabilidade para os funcionários municipais,

que poderão ser integrados nos quadros da entidade concessionária, se tal for de sua vontade expressa”.

por biólogos, para fazer o estudo da fauna e da flora das camadas mais altas da floresta.

Pa t r i m ó n i o n a t u r a l e cultural Também na reunião de Câmara, foi aprovada a negociação directa para recuperação e arrendamento da Quinta do Espírito Santo, onde a autarquia pretende insta­lar o futuro Museu da Cidade e o Centro de Interp­ retação de D. Dinis bem como proceder à concessão de explo­ração de Parque de Arborismo, por oito anos, a instalar no Pinhal da Paiã, uma actividade assente na locomoção por percursos em altura, instalados em árvores ou outras estruturas, inspirada em técnicas usadas

Comissão de Protecção Entretanto, o vereador Hernâni Carvalho e face aos últimos casos de aban­dono de idosos “instou a presi­ dente da Câmara a criar com urgência a Comissão Muni­cipal de Protecção de Maiores. È desejável a criação desta Comissão porque se assiste a um perigoso aban­ dono de importante franja da população que simulta­ neamente representa um grupo etário, onde as fragi­ lidades e as debilidades são conhe­c idas, no domínio da saúde, da segurança, da alimentação, da inclusão social, enfim do bem-estar e

da dignidade humana”. Mais polémica tem sido a análise em torno das responsabilidades da recente queda do pavilhão préfabricado, em virtude do mau tempo, na escola básica Cesário Verde, em Caneças. Em causa está a qualidade d e constr u ção d este e even­t ualmente de outros pavilhões, até porque há um ano aconteceu o mesmo, numa escola da Pontinha, com um pré-fabricado idên­ tico, construído pela mesma empresa. Levantam-se dúvidas se a fiscalização foi feita, ou não foi feita?, pela Câmara de Odivelas. Para o vereador independente Paulo Aido, por exemplo “este incidente aconteceu muito por força de evidente deficiente

construção porque a cobertura em sanduíche t é r m i c a e n c o n t ra va - s e aparafusada em vez de fixa com asnas”, uma situação incompreensível. No mesmo sentido se pronunciou a CDU, responsabilizando a autarquia de deficiente fiscalização. A verdade é que na sequência deste acontecimento, a Câmara Municipal de Odivelas decidiu retirar um conjunto de pavilhões monoblocos de diversas escolas. E se existe algum consenso quanto a esta medida, as Associações de Pais, por exemplo, já alertaram que é necessário garantir alternativas, pois os monoblocos foram criados porque as escolas não tinham instalações suficientes para o incremento dos ATL’s.

PS e PSD unidos por Mário Máximo Paulo Aido, vereador inde­ pendente na Câmara de Odivelas, defendeu recen­ temente a reactivação, já em 2011, da Odimostra, uma feira empresarial. E, perante a hipótese de tal iniciativa apenas ter lugar em 2012, defendeu a demissão, ou melhor, “a remoção” do vereador das actividades económicas e vice-presidente da Câmara, Mário Máximo, por considerar que era um obstáculo ao desen­ volvimento da actividade económica no concelho. Uma posição que levou à emissão de um comunicado i n é d i t o, a s s i n a d o e m conjunto pelos vereadores

do PS e do PSD, expressando “total solidariedade para com o Vice-Presidente da Câmara Municipal” e dando “apoio ao excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”. Os autarcas dizem ainda que “no poder local democrático, os eleitos locais não são designados ou nomeados, como acontecia no regime fascista. Os eleitos não «po­ dem ser removidos», aliás, essa expressão é atentatória da dignidade humana, princípio que enforma todo o nosso texto constitucional” Agenda para o desenvolvimento Entretanto e até ao final de Março está a decor­rer

a “Agenda para o Desen­ v o l v i­m e n t o, In ov a ç ã o, Em­p rego 2011”, iniciativa

da Câmara Municipal de Odivelas, assente funda­ mentalmente na visita a

empresas e contactos com os seus responsáveis, tendo em vista conhecer os problemas e as experiências positivas desenvolvidas pelo mundo empresarial. Empresas como a Velan– Válvulas Industriais, cons­ ti­t uída em 1989, que se dedica à fabricação de tor­ neiras e válvulas e que conta com 51 trabalhadores, a Vitamix, formada em 2001, e d i re c c i o n a d a p a ra o trabalho com as agências de publicidade, a “Casa dos Discus”, loja de animais situada na Urbanização Quinta da Memór ia, o Centro Comercial Oceano, espaço que conta com 75 lojas, o “Oásis do Corpo”

– Centro de Estética e Bem-estar, a Prestifarma, cujo objectivo passa pelo comércio por grosso de produtos farmacêuticos e que, actualmente, emprega 24 pessoas, ou a Academia de Dança “Balletvita” que emprega três pessoas, já fizeram parte do roteiro de contactos. As delegações da autarquia são dirigidas pela presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador ou pelo seu vice-presidente, Mário Máximo, que tem a seu cargo o pelouro das actividades económicas. CC

AO CONTRÁRIO DA POSIÇÃO DO PSD

Vítor Machado defende executivos monocolores Vítor Machado, presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, destacado militante do PSD, não concorda com a posição do seu partido no que diz respeito à composição dos executivos autárquicos. Uma posição que expressou no decorrer da Assembleia Geral da Delegação de Lisboa da ANAFRE- Associação Nacional de Freguesias, promovido com o objectivo de debater as alterações que o Governo pretende fazer, entre outras coisas, à lei eleitoral autárquicas. Quer o PS, quer o PSD, con­ cor­dam que os executivos autárquicos devem ser for­ mados pela força política que vence as eleições, indepen­

dentemente de ter ou não alcançado uma maio­r ia absoluta, evitando-se desta forma a necessidade de acordos partidários. Uma tese defendida em nome da “estabilidade governativa” das autarquias.

Vítor Machado, na sua intervenção, abordou a “Lei Eleitoral Autárquica e a sua necessidade de alteração. Muito se fala na governabilidade das autarquias. Questiono: Quantos executivos caíram pelos executivos serem constituídos por mais do que uma cor partidária? Quantas Juntas ficaram impossibilitadas de exercer os seus mandatos? Em Odivelas temos um executivo constituído por três forças p o l i t i c a s d i f e re n t e s e, comparativamente, somos o executivo mais concretizador dos últimos anos. Um autarca quando quer cumprir a sua missão cinge-se ao interesse

das pessoas e é esse que nos deve moldar. Entendo que o sistema eleitoral autárquico instituído nas autarquias locais, em concreto nas freguesias é o mais adequado, com a eleição do executivo em sede de assembleia de freguesia”, defendeu o autarca. Vítor Machado considera que, em contrapartida, há assuntos bem mais importantes que deviam merecer a atenção do Governo e da Assembleia da República. “De todos as maleitas que enfermam as freguesias, entendo que este não é a principal. Resolvamse os outros que foram já indicados e não será por falta de executivos monocolores que as Juntas deixarão de ser

governáveis”. E “os outros”, refere-se às competências atribuídas ou não às Juntas de Freguesia, às formas de financiamento, cada vez mais escassas, aos critérios de definição de autarcas a tempo inteiro. Vítor Machado falou ainda de um outro aspecto, a presença dos presidentes das juntas de freguesia nas Assembleias Municipais. Cargo que ocupam por inerência, pelo simples facto de serem Presidentes de Junta e não porque tenham sido eleitos para aquele órgão. “No que concerne à participação dos Presidentes de Junta nas Assembleias Municipais só é concebívelasuacontinuidade,

na óptica de defesa dos seus fregueses, atendendo que cabe à Assembleia Municipal tomar decisão sobre matérias que inferem directamente na vida das freguesias e dos seu fregueses”. Por outras palavras, se as Juntas de Freguesias tivesse competências definidas legalmente, e não tantas competências delegadas pelas Câmaras, sempre sujeitas à assinaturas de protocolos e mais protocolos bem como ao critério de cada Executivo camarário, seria eventualmente desnecessária a presença dos presidentes de junta nas assembleias municipais. CC 


16 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

ODIVELAS

“CONVERSAS COM PRINCÍPIO E FIM...”

Julgados de Paz facilitam resolução de litígios Nopassadodia23deFevereiro, n a S o c i e d a d e Mu s i c a l Odivelense, teve lugar a 31ª. Tertúlia das “Conversas com Princípio e Fim”. Estiveram presentes 90 Tertulianos que além de assistirem à palestra denominada de “Hoje…Falamos de Julgados de Paz”, pela Dra. Juíza Ana Paula Flausino, se associaram à c o m e m o ra ç ã o d o 3 º aniversário destes eventos. Carlos Moura, da organização das Tertúlias, aproveitou a oportunidade para fazer uma breve retrospectiva do projecto com incidência nos eventos realizados e promovidos entre Fevereiro de 2010 e Janeiro de 2011. Neste período as presenças nas Tertúlias totalizaram 1017 aderentes a que corresponde uma média, mensal, de 100 tertulianos. Na área da cultura, lazer, gastronomia e etnografia, as Tertúlias organizaram viagens à Rota do Azeite (Góis), ao Congresso da Sopa (Tomar), Rota da Cereja (Fundão) e em Julho de 2010, um grupo de 39 tertulianos deslocaram-se à Suiça é à Áustria. Em Julho/11 o destino será a Croácia e a Eslovénia. No mês de Maio haverá nova deslocação, desta vez a Penacova onde terá lugar

a “Rota da Farinha e da Broa” e, em Setembro, as Tertúlias irão estar, no Douro na “Rota das Vindimas”. Relativamente ao programa das Tertúlias a apresentar no decorrer de 2011, todos os meses já têm convidados/ palestrantes agendados, destacando-se Maio no qual se irá falar sobre o Coração, em Setembro o tema será “Envelhecer ao Entardecer” e em Outubro, “Globalização… Que Caminhos”? Quanto à Tertúlia propria­ mente dita, a Dra. Ana Paula Flausino explicou que os Julgados de Paz são tribunais com características especiais, competentes para resolver causas de valor reduzido de natureza civil. Excluídas estão matérias de Direito de Família, Direito de Sucessões, Direito do Trabalho. Os Julgados de Paz têm competência para apre­ ciar e decidir acções decla­ ra­tivas cíveis de valor não superior a 5.000,00 euros, nomeadamente: Incum­ primento de contratos e obrigações; Responsabilidade civil, contratual e extracontratual;. Entrega de coisas móveis; Direitos e deveres de condomínios; Posse, usucapião e acessão;

Arrendamento urbano, exceptuando o despejo; Acidentes de viação; Pedidos de indemnização cível em virtude da prática de crimes, quando não haja sido apresentada queixa ou havendo lugar a desistência de queixa emergentes de ofensas corporais, difamação, furto, alteração de marcos, e burla para obtenção de alimentos, bebidas ou serviços.

Os litígios podem ser resolvidos por três vias a saber: mediação através de um acordo de mediação, se for a vontade de ambas as partes, com a intervenção de um mediador; Conciliação, em momento prévio ao julgamento, realizado pelo Juiz de Paz e sentença, em dede de audiência de julgamento, proferida pelo Juiz de Paz;

Quanto aos custos, informou que há uma taxa única de 70 euros a cargo da parte vencida ou repartidos entre o demandante e demandado, na percentagem determinada pelo Juiz de Paz, caso o processo termine por conciliação ou tal venha a resultar da sentença proferida. Se o processo for concluído por acordo alcançado através da mediação a taxa é reduzida

a 50euros. Relativamente à duração dos processos, a palestrante disse que duram, em média, dois meses até ao seu termo. A conclusão dos processos dá-se através do acordo resultante da mediação ou por sentença. No tocante às vantagens dos Julgados de Paz, apontou o custo reduzido; resolução de mais litígios por acordo entre as partes, através da mediação e da conciliação, resolução de litígios de forma mais próxima do cidadão. Oshoráriosdefuncionamento dos Julgados de Paz estão ajustados às necessidades e hábitos locais, estando alguns abertos aos sábados e não há lugar a férias judiciais. Na cidade de Odivelas, os Julgados de Paz estão situados na Avenida Amália Rodrigues, Lote 7 à Ribeirada. De um modo geral, os Julgados de Paz podem ser contactados através do nº. 808 26 2000, ou pelo endereço electrónico: geral@gral.mj.pt. No dia 30 de Março, Tertúlia terá como tema “A Protecção Civil em Odivelas”, sendo convidado o Dr. Paulo César. Carlos Moura- Organizador e promotor das Tertúlias, “Conversas com Princípio e Fim”.

Os SMAS de Loures ou os heróis dos nossos vizinhos Está em exibição, em Espanha, a série televisiva “Hispania legenda”, que é, nada mais, nada menos, que o relato da saga de Viriato. E eu fiquei um pouco constrangido ao constatar que o “nosso” Viriato e os “nossos” Lusitanos, tudo temas tão caros ao nosso patriotismo, são afinal partilhados por “nuestros hermanos”. Não que não se saiba que a zona de intervenção das tribos que se costumam agregar sob o nome de Lusitanos era maior naquilo que hoje é Espanha, do que naquilo que hoje é Portugal, e que essas denominações de Espanha e Portugal nada diziam àqueles povos, cujo patriotismo cabia apenas nos limites da sua tribo e das alianças esporádicas com outras. Mas lá que me revolveu as entranhas lusitanas não o posso negar, e que me vai custar bastante refazer as nomenclaturas de Viriato e Lusitanos como ícones ibéricos, em vez de portugueses, também é verdade. Quase tanto como a aplicação do novo Acordo Ortográfico. Mas existem coisas relativas a vizinhos, mas agora de Odivelas, que também me revolvem as entranhas.

É que esta temática dos “heróis dos nossos vizinhos” veio-me à mente a propósito dos SMAS dos concelhos nossos vizinhos. Ninguém deixará de concordar que o tema dos SMAS é o maior problema com que se debate Odivelas e a sua população. Incompetência, negligência, desprezo, vergonha, são qualificações que ficam muito aquém daquilo que é o serviço prestado pelos SMAS de Loures a Odivelas. Mas a questão dos SMAS de Loures não é só o serviço que presta em Odivelas. É também o serviço que presta em geral. Má organização, estrutura desadequada, equipamentos obsoletos, falta de dinâmica, capacidade nula de resposta, fragilidade de recursos. Recentemente, os trabalhadores destes serviços estiveram em

greve durante vários dias. E Odivelas virou lixeira a céu aberto. Serviços mínimos, não se notaram. O que não é para admirar porque, de ordinário, o serviço que é prestado, pelo menos em Odivelas, é abaixo de mínimos. E a questão que se deve colocar, com muita acuidade, é se a solução para este serviço, em Odivelas, deve passar pelos SMAS de Loures. No meu entender, não. Ora vejamos o que temos, no momento, e no horizonte, relativamente a estes SMAS. Não se conhece uma reestruturação dos pontos de recolha dos resíduos domésticos, do tipo de contentores, dos horários e intensidade de recolha. Os contentores actuais são de uma geração que tem idade para ter bisnetos, não servem, têm um sistema de abertura e fecho desadequado, não têm manutenção e, muito boa gente não tem força para os abrir, de tal maneira estão perros. Os seus pontos de colocação precisam de ser revistos em função da flutuação da população e da repartição de espaços nos passeios e ruas. Quebram, em muitos casos, o fluir pedonal,

para já não falar do perigo, nomeadamente para invisuais. A sua arrumação nas ilhas também é criticável pois qualquer vento mais forte os transforma em mísseis rodoviários. A lavagem dos contentores e a das ruas é uma coisa de que a população de Odivelas tem a noção de que não existe mais. Do abastecimento de água e respectiva infra-estrutura nem é bom falar.Os únicos termos que se lhes aplicam, em Odivelas, é martírio, calvário para a população. São recorrentes as roturas de condutas, como recorrentes são as questões ligadas à falta de investimento em novas canalizações, pelo menos em Odivelas. Os SMAS de Loures nunca foram, sequer, capazes de apresentar um plano completo de investimentos em infraestruturas de abastecimento de água em Odivelas, a X anos. Um plano que fosse publicamente divulgado e pelo qual a sua responsabilização fosse visível. Limitam-se a “gerir” roturas e pouco mais. E a única conclusão a que se pode, honestamente, chegar, é que os SMAS de Loures não interessam, não servem para Odivelas. Já nem falo das tristes peripécias

a que Loures obrigou Odivelas, quando houve a tentativa fracassada de se chegar a um entendimento sobre o assunto, com a mediação de um governo da mesma extracção do actual. Já me referi abundantemente a isso noutros locais, com base na minha observação pessoal dessas peripécias. Há que procurar alternativas. E acho muito estranho que nenhuma força política de Odivelas se tenha ainda envolvido no assunto com a presteza que a situação exige. Pois se este é, de longe, o principal problema de Odivelas! Até parece que os políticos de Odivelas entraram num estado de profundo torpor quanto a este assunto. Como exemplo, a propósito do estado em que esteve Odivelas nos dia da greve, estado que se prolongou, depois dela ter acabado, por mais tempo, em Odivelas, pois a reposição do serviço levou mais tempo, só a Junta de Freguesia de Odivelas se pronunciou. Não sei em que ponto estão, se é que existem, as diligências que a Câmara de Odivelas deveria estar a ultimar para resolver o assunto. Como nada transpira, é legítimo

pensar o pior. Daí que, ao trazer à colação, no início deste texto, a questão dos “heróis dos nossos vizinhos”, eu me esteja a querer referir aos SMAS de Oeiras e Amadora. São já várias as vezes que estes serviços são distinguidos com prémios para boas práticas em vários domínios, nomeadamente no capítulo da eficiência energética e da qualidade do serviço que prestam à população. Porque não se procuram saber, em Odivelas, os diversos tipos de viabilidades para que se possa estender, parcial, ou totalmente, a actuação dos SMAS de Oeiras e Amadora a Odivelas? Pelo menos ir lá conhecer, acompanhar, estudar, desenhar hipóteses. Deixo, como sempre, mais este repto a quem aproveitar. Como estão é que as coisas não podem continuar. Pode ser que os “heróis dos nossos vizinhos” de Oeiras e Amadora possam ser nossos também. João Carvalho Jurista, Ex-Membro da Assembleia Municipal de Odivelas jrlcarvalho@sapo.pt


V. F. XIRA

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 7 MARÇO 2011 | 17

VILA FRANCA DE XIRA

BREVES Caminhada

.............................................................................................................................. VILA FRANCA DE XIRA COMERCIANTES ESTÃO A SER INFORMADOS

Câmara define novos prazos para as obras das vias junto à estação Carlos Cardoso

Foi definida uma nova calendarização para as obras de saneamento, separativos de águas e reabilitação das ruas Serpa Pinto, Almeida Garrett e Avenida Comba­tentes da Grande Guerra, uma calendarização que pressupõe, segundo a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira “o reforço das equipas e do número de horas de trabalho”. Desta forma a autar­quia pretende responder ao coro de criticas, oriundos essencialmente da parte de comerciantes, preocupados com o ritmo a que as obras decorriam e que implicaram o fecho quase total das vias ao trânsito, afectando a actividade comercial ali existente. No final do mês de Março, prevê-se a conclusão “da fase de trabalhos entre a Rua Serpa Pinto e a Av. Combatentes

da Grande Guerra (sentido sul – norte), o que permitirá restabelecer o trânsito desde a Av. Pedro Victor até à citada Av. Combatentes da Grande Guerra” e nos primeiros dias de Maio, a “conclusão total dos trabalhos (entre a Av. Combatentes da Grande Guerra e a Rua Almeida Garrett)”. Um calendário que apenas será alterado em função de situações anormais, não controláveis, como, por exemplo, a degradação do estado do tempo. As obras nestas vias, situadas junto à estação, foram alvo de polémica numa das últimas reuniões do executivo camarário. Nuno Libório (CDU) falou em “mau planeamento” e em “falta de diálogo com os comerciantes”. Alertou para as consequências que o atraso

PARQUES DE ESTACIONAMENTO JUNTO À ESTAÇÃO

Câmara celebra protocolo com a Refer PS e PSD aprovaram a celebração de um protocolo com a Refer, relativo à gestão e exploração dos parques de estacionamento da estação de Vila Franca de Xira. O facto dos parque serem pagos levou Nuno Libório (CDU) a propor que o Executivo diligenciasse junto da administração da Refer um sistema diferente, que valorizasse quem tivesse passe, ficando isento de pagamento, sendo ao mesmo tempo uma forma de incentivar o uso do transporte ferroviário. Para além das implicações que tem, na actual situação, mais um pagamento por parte dos cidadãos. “Seria bom que os que têm um passe mensal pudessem utilizar o parque a custo zero e quem não tem passe suportava o custo. De acordo com os valores indicados, por mês o parqueamento pode significar mais 20 euros. O passe, por exemplo, custa 49 euros. Ou seja, é quase mais 50 por cento...” Maria da Luz Rosinha não deu qualquer hipótese. “O parque construído pela Refer obedece às mesmas regras dos outros parques. A CP não vai aceitar excepções”, referindo que o actual protocolo já significou muitos meses de negociações. A autarca aproveitou para reafirmar o local onde será construído o terminal rodoviário, acabando com as camionetas paradas imenso tempo nas vias de acesso á estação, bloqueando o trânsito. “O terminal rodoviário vai ficar junto às piscinas. Um espaço para os diversos operadores, com sanitários, mas onde não haverá tomada de passageiros. Isso terá lugar já no interior da cidade, nas respectivas paragens.”.

nas obras estavam a ter nas vendas, referindo que “diversos comerciantes fizeram a aquisição de produtos, esperando que as obras estivessem concluídas e como tal não aconteceu, há quebras, nas vendas de Inverno da ordem dos 60 a 80 por cento”. Defendeu mesmo “um consenso” a nível camarário, tendo em vista “ressarcir os comerciantes das suas perdas”. Criticas que Maria da Luz Rosinha não gostou. “Em Novembro reuni com os comerciantes da Serpa Pinto para dar conta do desenvolvimento da obra. Mas mesmo já antes tinham sido informados. De facto era para ser uma obra de saneamento, mas optámos por uma reabilitação total, o que gerou alguns atrasos. De qualquer maneira a intervenção dos SMAS está pronta e a dos gás está a ser feita. A Câmara está a intervir na estrada, que necessita de uma laje. Sem a laje a previsão

era acabar em Março, com a laje será para Maio”. A autarca mostrou-se particularmente agasta com a relação que Nuno Libório estabeleceu entre as obras e as actuais dificuldades dos comerciantes. “Espero que com todas estas obras o comércio seja flurescente. Mas tenho muitas dúvidas que seja apenas uma rua bonita que permita que o comércio floresça”, disse, cáustica. Passeio ribeirinho Entretanto, foi adjudicada a empreitada referente à construção do passeio ribeirinho da cidade de Vila Franca de Xira, uma intervenção que permitirá fazer a ligação entre o caminho pedonal já existente até ao jardim Municipal da cidade, numa extensão total de perto de 4 quilómetros. No espaço em frente à antiga fábrica de descasque de arroz será criada uma área de lazer e recreio estando também

previstas a reestruturação do cais existente; uma zona de ciclovia e plantação de espécies arbóreas. A empreitada foi adjudicada pelo valor de 312.830,58 euros, com prazo de execução apontado para 150 dias. Esta intervenção é parte integrante da candidatura que o Município de Vila Franca de Xira efectuou ao QREN - Iniciativa “Parcerias para a Regeneração Urbana – Programas Integrados de Valorização de Frentes Ribeirinhas e Marítimas”, destinada à Requalificação Ribeirinha da Cidade de Vila Franca de Xira – POLIS XXI. O Programa de Acção prevê a qualificação do rio deste a zona entre o Campo do Cevadeiro e o futuro Parque Urbano deVila Franca de Xira, a norte da Ponte Marechal Carmona, proporcionando a criação de espaços de qualidade para fruição pública e, em simultâneo, o desenvolvimento económico, social e cultural.

Corrida das Lezírias é a 13 de Março A 13 de Março, pelas 10h30, Vila Franca de Xira recebe a 16.ª edição da carismática “Corrida das lezírias”. Esta prova de atletismo faz a ligação entre a cidade e o campo, com atravessamento da ponte sobre o rio Tejo, num percurso total de 15 km. As inscrições já estão abertas e são esperados milhares de atletas e amantes do desporto, oriundos de todo o país. Os menos experientes podem mostrar ao público as suas performances, participando na “Mini – Corrida” com percurso delineado entre Alhandra e Vila Franca de Xira, através de um dos seus ex-líbris: o Passeio Pedonal Ribeirinho. Para os mais novos há ainda a “Corridinha”, que decorrerá no Parque Urbano do Cevadeiro, onde terão oportunidade de testar a sua resistência em provas preparadas especificamente para si. Esta edição tem o patrocínio oficial da Sport Zone, pelo que as inscrições podem ser entregues nas lojas desta cadeia em Alverca, Loures, Lisboa ou Cascais. Em alternativa, podem ser enviadas, via e-mail para inscrições@xistarca.pt.

“As Sentinelas” – Clube de Campismo de Vila Franca de Xira realiza a 25 de Março uma caminhada nocturna na cidade de Vila Franca de Xira. Visitar as tascas mais típicas, ainda em funcionamento, bem como dar a conhecer os espaços de outras que entretanto desapareceram, é o objectivo desta iniciativa.

Lezíria No dia 19 de Março tem lugar, por iniciativa da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, uma iniciativa para limpar a orla fluvial da Lezíria Grande. “Cuidar a Lezíria e limpá-la, seja de lixos orgânicos, que são arrastados pela água e pelo vento, seja de outros que são despejados no rio, ficando a poluir as águas e os campos, é o objectivo desta iniciativa. Como é Dia do Pai, todos os pais, filhos e famílias em geral estão convidados a juntarem-se a esta iniciativa. O ponto de encontro é no Pólo do Cabo, pelas 9 da manhã, e a iniciativa deverá durar até às 16:30”. Informações e inscrições podem ser obtidas na sede da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira.

Agricultores Uma delegação de agricultores dos concelhos de Alpiarça e Almeirim visitaram no dia 18 de Fevereiro as infra-estruturas do Aproveitamento Hidroagrícola da Lezíria Grande, cuja manutenção e conservação está a cargo da Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira. Com esta visita pretendeu-se que os agricultores ficassem a conhecer como funciona o sistema de Aproveitamento Hidroagrícola, para uma possível implantação de uma solução parecida nos campos de Alpiarça e Almeirim.

Parceria A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou a assinatura de um protocolo de parceria com a Associação de Ginástica de Lisboa, com vista à promoção da modalidade e à dinamização e apoio a actividades durante o ano de 2011. A autarquia apoia estas iniciativas com 3.500 euros e a Associação compromete-se, nomeadamente, a organizar, no concelho de Vila Franca de Xira, o espectáculo de dança desportiva “Dançarte” e duas competições do calendário regional.


18 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VILA FRANCA DE XIRA

TRÂNSITO COMPLICADO E CHEIAS AFECTAM A VALA DO CARREGADO

Câmara de Vila Franca de Xira reúne com moradores do bairro da Atral-Cipan Carlos Cardoso

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai reunir brevemente com os moradores do bairro da Atral-Cipan, na Vala do Carregado que foi confrontada com o corte da Estrada do Bairro, na sequência da obras da “Empreitada para a Construção dos Acessos Rodoviários à Plataforma Logística de Lisboa Norte, no Sublanço Vila Franca de Xira / Nó A1 / A10, da A1 – Auto-Estrada do Norte”. “Em breve vai haver uma reunião com a população do bairro para se apresentar uma proposta, para que não fique apenas com uma entrada e saída”, disse Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, no decorrer da reunião do Executivo municipal, efectuada a 24 de Fevereiro.

O problema foi levantado pelo vereador Nuno Libório, considerando que o “traçado proposto não respondia ás necessidades dos moradores” que, entretanto, já estavam a subscrever um abaixo-assinado, contestando o corte da Estrada do Bairro. Os condicionamentos que vão afectar a população do bairro, decorrem das alterações que terão lugar ao nível dos acessos para a futura Plataforma Logística de Lisboa Norte. Nessa mesma reunião camarária, com os votos favoráveis do PS e do PSD, e contra da CDU, foi aprovado realizar mais um empréstimo a longo prazo, até 1.058.023,25 euros, para “a aquisição de terrenos/ expropriações no âmbito da Plataforma Logística de Lisboa Norte”.

Uma operação contestada, mais uma vez, por Nuno Libório (CDU), que acusa “o Estado de assumir responsabilidades financeiras que não são do Estado, e a Câmara por sua vez assume custos que não são seus”, considerando que competia à Albertis, a empresa que fica com a gestão da Plataforma, garantir as acessibilidades, pois “é quem vai ganhar com o investimento”. Uma ideia que Alberto Mesquita, vice-presidente da Câmara, contestou:”Não é verdade que o único beneficiário seja a Albertis. Lembro que vai ser construído o nó de ligação à EN1, evitando-se desta forma deslocações ao Carregado ou a Vila Franca de Xira para se ter acesso àquela via, ou seja, os moradores vão

chegar rapidamente à auto-estrada”. Para além disso, vincou Alberto Mesquita, a Plata­forma Logística vai per­ mitir a instalação de muitas empresas, “como já está a acontecer, oriundas de outros concelhos, como Loures, com a criação de postos de trabalho”. Um outro dado igualmente importante, o aproveitamento do rio Tejo, como canal de transporte, e sobre o qual existiam dúvidas, foi esclarecido por Maria da Luz Rosinha, que garantiu “que a intermodalidade fluvial está garantida”, encontrando-se em curso um trabalho de elaboração de projecto de aproveitamento das capacidades do rio como canal para transporte de mercadorias para a Plataforma Logística.

Combate às cheias Nem só os acessos preocupam a população do bairro da Atral-Cipan. As cheias do rio Grande da Pipa já fazem parte da história de vida dos moradores, bem como da freguesia da Castanheira do Ribatejo. Tal como aconteceu no passado dia 19 de Fevereiro, em que umas chuvadas mais intensas provocaram novas inundações na Vala do Carregado. Para resolver este problema, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou a abertura de concurso público para a obra de regularização do Rio Grande da Pipa. O objectivo é reduzir a frequência das inundações dos terrenos marginais da Vala do Carregado, causadas pelas cheias do rio, de carácter

torrencial e súbito. A intervenção vai abranger 2.530 metros de extensão, desde cerca de 250 m a jusante da ponte da Couraça, na estrada nacional 1, até à confluência deste rio com o rio Tejo. Paralelamente está projectada a construção de um novo pontão sobre o rio grande da Pipa, para substituição do existente e um plano de integração paisagística para recuperação das margens do rio e maximização das componentes ambiental e paisagística. O prazo previsto da obra é cerca de dois anos, com um valor de investimento estimado de 4.450.000,00 euros. A obra receberá financiamento de fundos comunitários da ordem dos 3.071.000,00 euros.

V.F. DE XIRA OBSERVATÓRIO DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO LOCAL

Cidadania e formação sénior em destaque Ocupar os tempos livres, partilhar conhecimento e conviver são alguns dos objectivos do trabalho desenvolvido pela Academia de Cultura de Vila Franca de Xira. A associação, foi o centro do debate do mais recente Observatório de Inovação e Desenvolvimento Local (OIDL), que teve lugar a 24 de Fevereiro. A Academia nasceu em 1994, e tem trabalhado no desenvolvimento das competências seniores da população da cidade de Vila Franca e não só. As disciplinas de Cultu­ ralismo e de Cidadania e Direito são as mais procu­ radas por estes seniores activos que resolveram não ficar sentados no sofá depois de se reformarem. João Nascimento, é um exemplo desta realidade: “Quando se chega à reforma e não se tem nada para fazer, instala-se uma certa tristeza. Por isso, a Academia foi uma maneira de eu ter uma responsabilidade, um motivo para me levantar mais cedo, para me mexer. Independentemente daquilo que se aprende,

há esse aspecto muito importante da obrigação, da responsabilidade, de estarmos mobilizados para fazer algo”. Palavras que a professora Ana Cristina, completou prontamente: “No fundo, prolongam A Academia, funciona como uma espécie de Universidade Sénior, oferecendo aos cerca de 130 idosos a ocupação do tempo, a manutenção de uma vida intelectual activa, a possibilidade de aprender, ensinar e conviver. Os professores também são, muitas vezes, alunos. E os alunos simultaneamente professores. Entre o inglês, o alemão, a informática, a pintura e várias outras disciplinas, professores e alunos trocam de lugar e cada um lecciona o que a formação académica e a experiência de vida lhes ensinou. As instalações são a principal lacuna. “Já ali estamos desde 2007 e começa a ser limitado para as nossas necessidades”, disse o Major José Barata, presidente da Academia. “Já tivemos uma reunião com a Presidente da Câmara

Municipal e ficou prometida a cedência de novas instalações ainda para este ano. Até já as fomos visitar e estamos satisfeitos”. O objectivo é crescer em dimensão, em ideias e em trabalho. “Estamos a desenvolver um protocolo com a Escola Secundária

Reynaldo dos Santos para um projecto nas áreas de cida da nia e dire ito. O objectivo é vir a ter aulas conjuntas, poder aprender com os jovens e fazê-los aprender connosco”, disse José Barata. Esta relação entre os mais novos e os seniores e as boas

Abaixo assinado contra alargamento do aterro do Mato da Cruz Circula em Alverca, em particular junto da população da Arcena, um abaizo assinado“contra a exploração da pedreira e o alargamento do aterro sanitário do Mato da Cruz”. Dirigido à Agência Portuguesa do Ambiente, os subscritores querem o “cancelamento do projecto de expansão do aterro do Mato da Cruz e da exploração de uma pedreira em Arcena, bem como o encerramento definitivo do actual aterro sanitário, visto já ter sido ultrapassado o prazo previsto do funcionamento que era até 2010”, rejeitando por isso a intenção da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Valorsul e Cimpor de instalar uma pedreira e perpetuar o aterro, “à custa do mal-estar das populações que têm uma lixeira como vizinhança, com prejuízos incalculáveis para as pessoas, fauna e flora locais”. Em Junho de 2010 e em Dezembro do mesmo ano a Câmara de Vila Franca de Xira aprovou como sendo de Interesse Público Municipal a expansão do aterro sanitário do Mato da Cruz e o projecto da Pedreira de Margas e Calcários de Arcena. Os autores do abaixo assinado contestam a inexistência de um estudo de impacto ambiental idóneo, bem como a falta de consulta das populações das localidades vizinhas, nomeadamente Mato da Cruz, Arcena e Calhandriz. Como contrapartida a autarquia, segundo o blog responsável pelo abaixo-assinado, receberia “um milhão de euros destinado à aquisição de três viaturas de recolha de resíduos sólidos e de ilhas ecológicas. As povoações têm, desde há mais de vinte anos, sofrido com os malefícios provenientes inicialmente da lixeira a céu aberto e posteriormente do aterro sanitário, com uma área de 41 hectares, implantados na nascente do rio Crós-cós, afluente do Tejo. Nestas mais que duas décadas, os habitantes destas povoações têm suportado cheiros nauseabundos e assistido à poluição das suas linhas de água”.   (Correspondência)

práticas de cidadania foi pretexto para o Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, José Fidalgo, lançar um desafio: «Tentámos implementar o projecto “A pé para a escola”, que é um excelente exemplo de cidadania inter-geracional, e não conseguimos por falta de

pessoas disponíveis para levar as crianças nos percursos casa-escola. Este tipo de coisas é bom que mude e que existam exemplos concretos de cidadania, como é o caso da Academia», disse. ( Correspondência )


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 7 MARÇO 2011 | 19

VILA FRANCA DE XIRA

PROJECTO DE ESPAÇO COMERCIAL DEU ENTRADA NA CÂMARA MUNICIPAL

Casas degradadas de Vialonga já foram abaixo Carlos Cardoso

As habitações existentes na Rua Professor Egas Moniz, a principal via que atravessa Vialonga, e que estavam ao abandono, já foram deitadas abaixo. As casas, há uns tempos entaipadas, serviam de refúgio para animais, era um perigo em termos de saúde pública e de segurança, ameaçando ruir e atingir alguém.

“Há muito que a Junta de Freguesia defendia que, por uma questão de protecção pública, era necessário derrubar o que restava daquelas casas”, disse ao jornal Triângulo José Gomes, presidente da Junta de Freguesia. De referir que já ninguém morava ali, a maior parte das casas, de rés-do-chão, tinham os telhados abatidos

e já tinham ocorrido alguns fogos. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, alertada para a gravidade da situação, decidiu, através do seu sector de Protecção Civil, que o correcto era derrubar os imóveis. Assim aconteceu e desde a antiga sede da Comissão de Reformados até praticamente em frente

à sede da Junta de Freguesia, tudo foi abaixo. “Toda aquela área será protegida, com a colocação de um tapume, para evitar utilizações abusivas”, acrescenta José Gomes, até porque se tratam de terrenos privados. Entretanto, informou o autarca, já terá entrado na Câmara Municipal um projecto para a construção de um espaço comercial, que irá ser analisado pelos serviços competentes. José Gomes nutre a esperança que no contexto da requalificação urbanística que irá revolver toda aquela área, seja possível estabelecer um acordo que permita responder a um antigo anseio da autarquia, a cedência de um espaço para uma nova sede da Junta de Freguesia de Vialonga. “Estamos a sensibilizar nesse sentido”, reconheceu. Centenas de escuteiros Se de um lado vai abaixo, noutros recupera-se. No último fim de semana de Fevereiro, por ocasião da comemoração dos 50 anos de Escutismo, teve lugar em Vialonga o Dia BD 2011, cuja organização esteve a cargo do Núcleo Solarius, dos Escuteiros da Região de Lisboa, e do Agrupamento 342- Vialonga do CNE.

Entre as diversas iniciativas, que tiveram lugar no Pavilhão do Grupo Desportivo de Vialonga, com destaque para o 1º Encontro de Coleccionadores Escutistas, o que chamou mais a atenção foi a actividade desenvolvida pelas secções de Caminheiros de Agrupamentos que, em cooperação com a Junta de Freguesia, estiveram, durante o dia 27 de Fevereiro, a trabalhar na recuperação do espaço urbano da vila, especialmente do Parque Residencial, onde foram pintados corrimãos, pilaretes e colocadas placas toponímicas. Um dos locais intervenc­ ionados foi a fachada da antiga Adega Regional Brioso, exactamente na Egas Moniz e a poucas dezenas de metros das casas derrubadas. “Foi uma ideia do Executivo da Junta de Freguesia que vê recuperada uma das casas devolutas da rua principal e, ao mesmo tempo, relembra um espaço de restauração emblemático da freguesia”, explica Vasco Matos, do Executivo da Junta de Freguesia. A autarquia teve uma participação activa neste projecto, cedendo as tintas e sugerindo os locais. José Gomes, na intervenção que fez

no encontro, lembrou “que há 50 anos, um conjunto de vialonguenses criou uma organização a pensar nos jovens desta terra, integrada nos princípios do Escutismo Católico Português. Nascia, assim, a grande família dos Escuteiros de Vialonga que, durante cinco décadas, integrará milhares de jovens que aí ganharam ideais de humanidade, cidadania e respeito pelo próximo e se divertiram, colectivamente, em torno das actividades organizadas. Hoje, como ontem, é  sempre um prazer ver nos finais de semana o Adro da Igreja apinhado de crianças a realizarem os seus jogos, ou as secções a deslocarem-se a pé pelos trilhos da nossa freguesia. Só estas imagens chegariam para o reconhecimento que os vialonguenses e a Junta de Freguesia têm do Agrupamento 342. Mas não se fica por aqui a sua acção. É justo sublinhar o empenho dos Escuteiros que estiveram sempre presentes quando precisámos deles, cumprindo o seu lema “Procura deixar o Mundo um pouco melhor do que o encontraste”, fosse na limpeza da nossa Mata do Paraíso, fosse na colaboração voluntária em iniciativas da Junta”. 


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LICINIA QUITÉRIO LANÇA “POEMAS DO TEMPO BREVE”

“O poema não vem quando se chama” Carlos Cardoso

Licínia Quitério lança, no próximo dia 12, pelas 15 horas, nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Mafra, “Poemas do Tempo Bre ve”, p re f a c i a d o p o r Cristina Carvalho e por Joaquim Pessoa. Trata-se do terceiro livro desta mafrense de gema. Com 65 anos publicou “Memória dos Sentidos”, com prefácio de José Fanha e, aos 68, “De Pé sobre o Silêncio”, cuja apresentação esteve a cargo de Hélia Correia. Para trás fica uma vida profissional em que foi professora, bem como correspondente de línguas estrangeiras na FOC, uma empresa emblemática do concelho de Mafra que, entretanto, encerrou as portas. Ao longo dos tempos escreveu contos, crónica e poesia. “Escrevia para a gaveta, para os amigos, com uma publicação ocasional num ou outro jornal”, disse, quando nos recebeu em sua casa, na pacatez dos livros que dominam as estantes e do artesanato que embelezam as paredes. “A necessidade da escrita, em especial da poesia, tem a ver com os mundos em que sempre se vive. Era como

“escrevo sobre o que mais me inquieta e que inquieta o mundo. Não é uma poesia desligada do mundo. É uma poesia que tem gente dentro”, mas um poder que emana da múltipla interpretação que as palavras poéticas originam, pois “cada leitor constrói um novo poema, há um trabalho de interpretação próprio”, ou seja, cada um é um poeta em construção e sendo a poesia libertadora, cada um libertase na poesia. Também por isso a oficina de palavras que é o poema que uma reserva intelectual, espiritual, moral”, no fundo o instrumento a que se recorre para expressar muitas das dúvidas, das angústias, das tentativas de compreensão do mundo. “A decisão de publicar surge muito tarde, por disponibilidade e por pressão de amigos”, esclarece Licínia Quitério. Algo a que não é alheio o facto de ter muito mais tempo para se concentrar na sua escrita, após ter-se reformado. E isto apesar de ser uma militante pela causa da poesia. “Criei o blog “Sentido do poema” que, para além de tudo o mais, permite

Desassossego Desassossego é o que nos diz o rumor das ruas de gentes cabisbaixas, com a palidez nos olhar. Num raio de sol vem um farrapo de saudade da outra cidade onde bebemos flores e nos embriagamos. Imóvel a barcaça que fundeou no cais e ali ficou disposta a recolher o que sobrou desta gente traída, espoliada do sonho, do azul. Guardadas as palavras bem no fundo do peito não vá alguém roubá-las e devolvê-las decepadas, prostituídas, insonoras. Desassossego é esta abordagem do silêncio no dobrar das noites. Dormentes sobre os retalhos de falas coloridas, de abraços de oiro, de coração a coração, vamos olhando o tempo e os vendilhões. Amanha visitaremos a barcaça, mas desta vez não partiremos. Havemos de ficar até que a rua esteja limpa e acolha os nossos paços remoçados, as nossas vozes prenhes das milenares sementes da planta de um só nome: Liberdade.

n ov o s c o n h e c i m e n t o s. Dou aulas na Universidade S é n i o r, o n d e e n s i n o o gosto pela poesia e vinco a importância da oralidade”. E, apesar de reconhecer que existe um preocupante distanciamento entre a poesia e as pessoas não d e i x a d e r e a l ç a r “u m trabalho quase silencioso de divulgação da poesia por esse pais fora. Que é feito nas escolas, nas bibliotecas, em tertúlias”. E onde, é quase certo, os versos de Shopia Mello Breyner, Eugénio de Andrade ou de Ruy Belo, poetas de referencia para Licínia Quitério, são declamados. “Para se gostar de poesia é essencial ouvir poesia”, diz. E para se escrever? ´É que, como diz a dada altura no seu livro, “o poema não vem quando se chama”. A autora explica porquê.” A poesia não e só literatura, a poesia tem a sua cadência, a sua musicalidade. É necessário ler e sentir muito. Para mim a poesia confunde-se com a vida. É uma forma de respirar, de dar respiração ao pensamento. Convive permanentemente comigo. Estou sempre a pensar. Imponho a mim própria uma certa disciplina. Trata-se de trabalhar com as palavras e o poder subversivo das palavras é enorme”. Não só um poder em contraponto com o poder instituído e sistémico,

exige regras e um esforço titânico, uma “disciplina” que a autora se impõe a si própria. “Sim, trabalho com as palavras” que reflectem as suas interrogações sobre a natureza, a sociedade, os conflitos internos do Homem. Mas cujo resultado finalédefactosurpreendente, especialmente para quem toma contacto, pela primeira vez, com a poética de Licínia Quitério. Em cada poema nota-se esse esforço organizado em torno das palavras, resultando

versos maravilhosos. “Observo os gatos em gestos obsessivos / de lavarem com sol o corpo inteiro” (em Leve a Carícia) ou então “A pele é um continente / onde se cravam gritos, / onde se bebe o sal / até secar as fontes” (em A Pele). Um prazer que, no caso de “Poemas do Tempo Breve” demorou dois anos a ser mastigado e cuja apresentação pública a autora assume quase como que um dever. “É uma obrigação dar a conhecer a poesia que fazemos. Estou particularmente satisfeita

Exposições de pintura na Amadora Duas novas exposições estão patentes no concelho da Amadora, com obras assinadas por Grácia Ferreira e Maria Tomé. A e x p o s i ç ã o “O Se n t i r dos Espaços d’África”, de Grácia Ferreira, pode ser vista até 23 de Março, no pólo da Boba da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos. Engrácia Ferreira dos Santos (Grácia Ferreira) nasceu em 1973 em Luanda (Angola). Actualmente, é aluna da Universidade de Lusófona (Lisboa) no curso de Arquitectura. Tem participado em diversas exposições individuais e colectivas. O pólo da Boba fica situado na Praceta António Duarte, 4-A, na freguesia de São Brás. Não muito distante, no Auditório da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, está patente até 31 de Março a exposição de pintura de Maria Tomé. Nascida em Beja em 1927, dedicou-se à pintura Naif de 1941 a 1967. Cursou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa de 1967 a 1973. Actualmente, é professora de “Composição e Técnicas de Pintura” na

Universidade da Terceira fica na Av. Conde Castro Idade (USIA). Guimarães, na freguesia da A Biblioteca Municipal Reboleira. Fernando Piteira Santos


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SUPLEMENTO CULTURAL Nº 84

ATÉ 10 DE ABRIL NO CELEIRO DA PATRIARCAL

Cartoon Xira ou o melhor que há na irreverência satírica dos traços Carlos Cardoso

António Antunes, André Car r ilh o, Au g u sto C i d , Cristina Sampaio, António Gonçalves e António Maia são os seis cartoonistas portugueses que participam na Cartoon Xira, patente no Celeiro da Patriarcal até ao dia 10 de Abril. A estes devem somar-se as obras do cartoonista holandês Willem, com a exposição “De Mal a Pior”, e cuja presença contribui para reforçar a “dimensão internacional do Cartoon Xira”, segundo as palavras de Maria da Luz Rosinha, p re s i d e n t e d a C â m a r a Municipal de Vila Franca de Xira. Para o cartoonista António, “chegámos a um ponto de equilíbrio com a presença de um núcleo de cartoonistas

Cartoon de Cristina Sampaio

nacionais e um convidando estrangeiro”. Um ponto de equilíbrio que não esconde algum grau de insatisfação, presente

em palavras comedidas, que acentuam ideias que já tinham sido defendidas o ano passado, por exemplo. “Com um pouco de ousadia,

o Cartoon Xira pode ser um evento nacional”, até porque, defendeu, “nenhum evento de cartoon se confunde com este que já conquistou um público fiel”. Para além de que, pugnou o vereador da cultura João de Carvalho, o CartoonXira “é algo que está cimentado na cultura concelhia e nacional” Talvez uma afirmação algo ousada, pois há um desafio que se tarda a vencer. Para além do lançamento de duas publicações associadas ao evento, “Cartoons do Ano 2010” e “De Mal a Pior”, de facto pouco mais acompanha esta iniciativa e que permitisse criar uma envolvência maior, desde debates, workshops sobre cartoonismo, actividades com as escolas, etc.

TOMADA DE POSIÇÃO DAS ESTRUTURAS DE PRODUÇÃO E CRIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA DO ALENTEJO

Exigem a reposição do dinheiro retirado Sr. Primeiro Ministro, Srª Ministra da Cultura, Sr. Director Geral das Artes, as estruturas de produção e criação cultural e artística da Região Alentejo exigem que o Ministério da Cultura através da Direcção Geral das Artes reponha o dinheiro retirado ao Alentejo para Apoio às Artes e que sejam apoiadas nesta Região pelo menos 14 candidaturas. Em causa estão 135.477 euros retirados à Região Alentejo no âmbito do Concurso de Apoios Anuais 2011 e Bienais 2011-2012. Os Termos de Abertura deste concurso anunciavam o apoio a 14 projectos na nossa Região com uma verba total de 700 mil euros. No entanto o projecto de decisão relativo a este concurso divulgado pela Dgartes no passado dia 18 de Fevereiro propõe para apoio apenas 11 candidaturas na nossa Região com a verba de 564.522,57 euros. Os 135.477 euros em falta foram transferidos na sua maior parte para a Região de Lisboa e Vale do Tejo e em quantias de menor valor para outras regiões do país. Esta alteração dos Termos de Abertura do concurso é inadmissível quando existem no Alentejo 7 candidaturas em condições de elegibilidade que não foram propostas para apoio e quando aquelas que foram apoiadas sofreram

cortes muito significativos em relação a 2010. Mais lembramos que é obrigação inerente à política cultural dos Governos que esta se desenvolva em todo o território nacional e que corrija as assimetrias regionais. A Constituição Portuguesa, tal como toda a legislação aplicável aos Concursos de Apoio às Artes são bastante explícitas quanto a este ponto. Relembramos também que a Ministra da Cultura em visita aoAlentejoemJaneirode2010, quando confrontada com as sucessivas descriminações desta Região no âmbito dos Apoios às Artes, afirmou na presença da comunicação social que “não gosto, não fico nada satisfeita por saber que há uma região do país que, à partida, é condicionada do ponto de vista dos apoios” e que “esta é uma situação que eu irei alterar”. Por todas estas razões, as estruturas de produção e criação cultural e artística do Alentejo exigem que sejam repostos à nossa Região os apoios a que temos direito. Sem mais, subscrevem estas exigências as seguintes 23 estruturas do Alentejo A Bruxa Teatro (Évora), Alma d’ Arame (Montemor-oNovo), Arte Pública (Beja), BAAL  17 (Serpa), BYPASS (Évora), Companhia de Dança Contemporânea de Évora

(Évora), CENDREV (Évora), Colecção B (Évora), 3 em Pipa (Ode­mira),  ExQuórum (Évora), Lendias d’Encantar (Beja) Oficina da Courela (Évora), Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo), Pédexumbo (Évora), PIM

Teatro (Évora), Quadri­cultura (Évora), 7 Sois 7 Luas (Ponte de Sôr), Teatro ao Largo (Vila Nova de Milfontes),Teatro d’O Semeador(Portalegre), Teatro do Imaginário (Évora), Teatro do Mar (Sines), Associ’arte (Évora),Teatro Fórum de

ESPAÇO POESIA Diga-me lá se souber Aqui juntinho ao meu ombro Onde veio a nascer O grande Cristóvão Colombo I Ouvi dizer a muita gente E gente é a voz do povo Que começou por um ovo Um projecto inteligente Era um homem experiente Não podemos esquecer Agora, ouvi dizer Que nasceu em Portugal Quem é que me afirma tal Diga-me lá se souber II No lugar de Columbais Foi esse importante achado Numa terras encontrado Com estes escritos tais Que achados especiais Ali debaixo de um escombro Para nós foi tal assombro Que apareceu à luz do dia Diga-me com alegria Aqui, juntinho ao meu ombro III Foi no Val-de-Santiago No concelho de Odemira Pois todo o povo suspira E esse desejo eu trago É muito do meu agrado Que se venha a conhecer O que o destino quis fazer A este país de fama Foi como o Vasco da Gama Onde veio a nascer IV País de navegadores Ó meu grande Portugal Como tu não tens rival Terra de descobridores Terás sempre teus valores Minha alegria não escondo Voando nas asas de um pombo Assim voa tua fama Tal como Vasco da Gama O grande Cristóvão Colombo Maria Helena Domingos (Vialonga )

CONTOS

O bolso do cão INSTITUTO DE APOIO À COMUNIDADE Instituição Particular de Solidariedade Social Forte da Casa – V.F.Xira ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA Nos termos do Decreto-Lei nº 119/83 de 25 de Fevereiro e do Artigo Vigésimo Oitavo, Ponto Um dos Estatutos desta Associação, convoco uma Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 28 de Março de 2011, pelas 20.00h, no Bloco B, Estrada dos Caniços nº 1, Edifício Olival Parque, Forte da Casa, com a seguinte Ordem de Trabalhos: PONTO 1 – Informação do Sr. Presidente da Direcção sobre a actividade da Instituição. PONTO 2 – Apresentação, discussão e aprovação do Relatório e Contas do ano de 2010. PONTO 3 – Aprovação da alteração do valor das taxas de agravamento a aplicar nas várias respostas sociais. PONTO 4 – Aprovação da alteração do horário dos Serviços Administrativos, no período de 1 a 8 de cada mês. PONTO 5 – Aprovação da alteração do valor das contas de sócio. PONTO 6 – Aprovação da anulação do ponto 5 – alínea f) do Regulamento Interno das respostas sociais de Creche Familiar/Creche/ Pré-Escolar/C.A.T.L. PONTO 7 – Diversos. Nos termos do Ponto 3 Vigésimo Oitavo dos Estatutos, a Assembleia realizar-se-á passada uma hora, com qualquer número de Sócios, se à hora marcada não estiver presente a maioria dos Associados. O Presidente da Assembleia Geral Anabela Machado Gama

Depois da conversa posta em dia, dos medicamentos aviados, de todos os conselhos pedidos e satisfeitos, da conta feita, chegou o momento de pagar. -Querem lá ver… não tenho aqui dinheiro…não sei o que fiz à carteira! E agora? – e a senhora rebuscava os seus bolsos e a mala, sem sucesso. Calmamente diz-lhe o ajudante da farmácia que a atendia, em tom de brincadeira: -Deixe lá minha senhora, não se preocupe, não há qualquer problema…não leva os medicamentos e está resolvida a situação… A senhora nem o ouviu, ocupada na sua busca infrutífera. O ajudante espreita por cima do balcão, na direcção do pequeno e velho cão que a cliente trazia à trela e volta à carga: -Minha senhora já procurou no bolso do cão? -Que disparate…não brinque que isto é sério! Nesse preciso momento o cão, que estava de costas para o

balcão, volta-se e mostra a carteira que tinha presa na boca. -“Queriducho”, vales mais do que uns e outros… -e quase fulminava o interlocutor com o olhar, sem que este sequer se apercebesse, perdido de riso como estava. Ainda o cão não tinha transposto a porta, quando estanca, volta-se para trás e pisca o olho ao ajudante que se engasgou e do riso passou a tossir desalmadamente. Jorge C. Chora


SUPLEMENTO CULTURAL Nº 84

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CEM ANOS DO NASCIMENTO DE ALVES REDOL

Pelas ruas de Vila Franca à descoberta do homem e do escritor Carlos Cardoso

Co n h e c e r A l v e s Re d o l percorrendo as ruas de Vila Franca de Xira ou as ruas da cidade através da presença histórica de Redol, foi o desafio a que responderem, na noite bem fria de 28 de Fevereiro, mais de meia centena de pessoas. Uma iniciativa que se integra no vasto programa comemorativo do nascimento do escritor e cuja organização esteve a cargo da “As Sentinelas – Clube de Campismo de Vila Franca de Xira”. Alves Redol, figura de proa do movimento neo-realista português, respirou Vila Franca de Xira e deu, com os seus escritos e a sua intervenção cívica, um outro significado à actual cidade. Sem uma preocupação cronológica, o passeio nocturno, que teve em David Silva o anfitrião que, a propósito de cada espaço, de cada rua, de cada casa, dava as explicações essenciais, por vezes com referências a extractos de obras do autor, começou por lembrar a casa onde funcionou o Grémio ArtísticoVilafranquense, mais tarde Ateneu Vilafraquense e no qual Redol participou activamente. Não muito dis­ tante, por cimo do café Puro, “onde se bebe da melhor

ginginha que há”, no 1º andar para ser mais exacto, fica a casa que o autor de “Marés” (1941)”, habitou após o seu casamento. Na Rua Noel Rodrigues, uma outra habitação, entretanto recuperada, foi, em tempos que já lá vão “local do giná­­ sio inicial da União Des­ portiva Vilafranquense. Aqui, Redol proferiu algumas conferências, mas também motivou muitos jovens para se instruírem, fazendo cursos de alfabetização”, numa lógica de intervenção associativa e cívica que marcou toda a vida do escritor. Na actual Rua dos Comba­

Casa onde Alves Redol escreveu “Os Gaibéus”

tentes da Grande Guerra, mais três sinais que remetem para Redol. Aí está a sede do Clube Vilafranquense, onde foram à cena peças do autor de “Barranco de Cegos” (1962) que chegou mesmo a representar. Um exemplo disso é a peça “A Sesta”, apresentada quando do 1º Colete Encarnado, onde Redol fazia de maioral. É bom lembrar que a festa do Cole Encarnado, hoje um ex-libris deVila Franca de Xira, nasceu, entre outros objectivos, com o propósito de arranjar fundos para os bombeiros locais. Também nesta rua existiu uma sede do antigo semanário Vida Ribatejana, onde começou a escrever antes de ir para Angola. E, em termos profissionais, era nesta rua que se situava a loja de seu pai, onde trabalhou como marçano. Local imprescindível para o criador de “Avieiros” (1942) é o cais de Vila Franca de Xira, no final da actual rua Cândido dos Reis. “Trata-se de um local que Redol considerava dos mais emblemáticos. Costumava vir para aqui e sentava-se nas rochas”, disse David Silva. De tal forma que num dos seus textos escreveu que “o cais era o sítio mais bonito do mundo”. Na avenida principal de V ila Franca de Xira, a poucos metros do antigo posto da GNR, numa casa recuperada, pintada de rosa, viveu o autor de “A Barca dos Sete Lemes” (1958) local onde, referiu a dada altura “aprendeu as palavras novas e brejeiras”. Numa descoberta

permanente, e sem sinais de cansaço, os participantes desta caminhada pararam, depois, num dos locais mais simbólicos, a casa onde Alves Redol escreveu Gaibéus (1940), situada na actual Rua Manuel Afonso de Carvalho, nº1 3 e que está actualmente, num estranho simbolismo, à venda. “Este foi o local onde foi escrito Gaibéus. Podemos dizer que foi nesta casa que nasceu o Neo-Realismo, enquanto ponto literário”, realçou David Silva. A vista terminou onde tudo começa, na casa onde nasceu o criador de “O Muro Branco” (1966), situada na actual rua Heróis da Guerra Peninsular, nº18, no 2º andar.. Uma placa lembra esse momento, com uma citação do próprio Redol que revela no fundo aquele que foi o propósito de vida do homem que um dia tentou ser “Uma Fenda na Muralha” (1959): “Jurei pela minha honra dizer a verdade e só a verdade. Tenho-o feito lealmente, sem baixar os olhos”. António Alves Redol nasceu a 29 de Dezembro de 1911 e faleceu 29 de Novembro de 1969. Para comemorar o centenário do seu nascimento foi criada uma Comissão Organizadora que envolve as autarquias de Vila Franca de Xira, diversas associações e instituições associativas e culturais, que elaboraram um vasto programa que se estende até 2012. Em Março realiza-se, no dia 11, o ciclo de cinema “Imagens e palavras de Alves Redol”, com a passagem do filme“Nazaré”, no Museu do Neo-Realismo e no dia 19 a Cooperativa Alves Redol realiza uma minifeira do livro, e tem lugar o inicio da divulgação de um conjunto de frases de Redol pelas ruas da freguesia de Vila Franca de Xira. No dia 20, realiza uma viaja a Glória do Ribatejo. Até ao final deste mês termina a recepção das obras concorrentes ao prémio literário que tem o nome do autor. Apesar destas comemorações terem um maior impacto em Vila Franca de Xira, estendem-se um pouco pelo país. David Silva referiu que se “está a viver um momento

NA ESTANTE Livros de bolso de grande qualidade A Leya, em boa hora, decidiu lançar a colecção BIS, retomando a tradição dos livros de bolso, de excelente qualidade estética, com um grande naipe de escritores e, para mais, a preços bem acessíveis. Nela encontramos António Lobo Antunes, Miguel Torga, Lídia Jorge, Saramago, Raul Brandão, Charles Dickens, Alexandre Herculano, etc, etc. Bem como José Cardoso Pires e Maria Judite de Carvalho. Do primeiro, a referência para “Jogos de Azar”, uma colectânea de contos, tal e qual “Tanta Gente Mariana” daquela que, Urbano Tavares Rodrigues considerou a “escritora da solidão e do silêncio das «palavras poupadas»”. Em “Jogos de Azar”, José Cardoso Pires escreve sobre os homens e as mulheres para quem a vida é um constante tropeção, pessoas sem luz ou, como refere “histórias de desocupados, de criaturas privadas de meios de realização”. São pessoas brutais, por vezes radicalmente brutais, sem dó nem piedade, por quem sentimos, no fundo, até um tremor de compaixão e que já perspectivam uma preocupação que estaria presente, mais tarde – estes contos remontam aos anos 50 – nos textos de José Cardoso Pires, a abordagem dos tipos do meio urbano e o seu psicologismo muito próprio. Ora, essa abordagem é logo assegurada por Maria Judite de Carvalho. Mas com alguma particularidades. A autora remete muito do seu olhar para o feminino, para o mundo das mulheres, fundamentalmente das mulheres pequeno burguesas e consegue de uma forma perfeitamente admirável transpor um certo espírito, um certo ar que dominava uma sociedade decrépita, assente em valores retrógrados, como o era o fascismo. Através dessas personagens que desistiram da vida e da mudança, a autora lança um grito de revolta, um apelo a que se renegue o conformismo e se afirme uma nova atitude que, muitos anos depois, viria, finalmente, a quebrar amarras e barreiras, contribuindo para a afirmação da mulher na sociedade portuguesa. Título : Jogos de Azar Autor : José Cardoso Pires Editor : Leya Título : Tanta Gente Mariana Autor : Maria Judite de Carvalho Editor : Leya ARPIV

Associação de Reformados Pensionistas e Idosos de Vialonga Instituição Particular de Solidariedade Social

ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA

Convocam-se todos os sócios da ARPIV, para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar em 26 de Março de 2011, pelas 14h00, na Sede da ARPIV, sita na Rua Combatentes da Grande Guerra, Edifício ARPIV, ao abrigo do art. 31º nº 2 alínea c), dos Estatutos da ARPIV, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 – Apresentação, discussão e votação do relatório e contas do Ano Civil de 2010. 2 – Assuntos vários. 3 – Informações e esclarecimento aos associados. De acordo com o art. 33º nº 1, se à hora marcada, não estiverem presentes mais de metade dos associados da ARPIV, a Assembleia-Geral Ordinária reunirá uma hora mais tarde com qualquer número de Associados presentes. Terminada a Assembleia terá lugar um lanche para todos os associados, seguido de baile. Compareça e participe na vida da ARPIV. Vialonga, 28 de Fevereiro de 2011 A Mesa da Assembleia-Geral Francisco Manuel Baixinho Bordalo


24 | 7 MARÇO 2011 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

A Ilha Encantada

Laura D’Alma Laura D’Alma é a banda de música que irá actuar no Café-Teatro do Centro Cultural Malaposta no dia 12 de Março, às 21H45. Une-os amigos comuns, o gosto pela arte, pela cultura. O café, o chá, a água com gás. As conversas mais triviais sobre o que vai acontecendo por esse mundo fora. A troca de ideias, perspectivas, sentimentos. Une-os o gosto pela música, o prazer de a escutar, ver, tocar. De descobri-la a cada nota, a cada faixa mais ou menos denunciada. Reúne-os o prazer de a sentir. E quanto mais não fora seria este argumento mais do que o sustento para a relação que alimentam, a amizade que os junta e os move neste projecto: despretensiosa viagem onde se embarca em rota livre, ao sabor de influências e sonoridades descomprometidas, das músicas do mundo, do homem, das suas emoções. Laura D’Alma é ela. São eles. É o retrato de um encontro. Um encontro onde se compõe e interpreta. Se cria e recria numa desassossegada troca de impressões, abordagens. Um encontro de sons, de palavras, de energias. O primeiro trabalho de originais está pronto e chega assim a hora de o expor, para isso reuniram-se os quatro elementos base do projecto, Cátia Oliveira na Voz, Valter Rolo no Piano, José Canha no Contrabaixo e Jorge Moniz na Bateria Na concretização dos originais contaram também com as baterias de Vicky e Alain Chafuwehé, o baixo de Marino de Freitas, a guitarra de Mário Delgado, a percussão de Sertório Calado, o acordeão de Filipe Raposo, o violoncelo de Bruno Baião e a guitarra portuguesa de Bernardo Couto. Sem esquecer o Amândio Bastos na técnica e management. Contributos inestimáveis. Na actualidade e com o propósito de divulgar as sonoridades, os elementos são Cátia Oliveira na Voz, Valter Rolo no Piano, José Canha no Contrabaixo, Jorge Moniz na Bateria e João Vitorino nas Guitarras.

Depois dos sucessos de “Capuchinho Vermelho”, “João e o Pé de Feijão” e “O Gato das Botas”, continua em cena a peça de teatro infantil “A Ilha Encantada”, com texto e encenação de Fernando Gomes, destinada às crianças de todas as idades. A proposta é um novo espectáculo onde, tal como nos anteriores, não vai faltar a magia, o divertimento, o estímulo e a imaginação; uma fonte de prazer e aprendizagem. Para escrever A Ilha Encantada, Fernando Gomes inspirou-se nos contos maravilhosos que ouviu em criança - há muitos... muitos anos atrás! - Mas que o tempo não apagou da sua memória. Através do prazer e das emoções que as histórias proporcionam, o ‘maravilhoso’ sempre foi e continua a ser um dos elementos mais importantes da literatura destinada aos mais novos. ...A Ilha Encantada é contada em forma de lenda, uma tradição oral que, passando de geração em geração, narra acontecimentos fantásticos; contada... e cantada, uma vez que a música é uma presença constante neste espectáculo, uma maravilhosa Fantasia Musical. O público é convidado a entrar numa ilha, uma ilha misteriosa onde se destaca um castelo, um barco, e o seu mais velho habitante, um simpático contador de histórias, que além de receber os visitantes, os convida a participar no jogo teatral do “faz de conta”. Assim, Actores e Público vão “desembarcar” no mundo das lendas, no mundo do teatro, no mundo dos sonhos, no mundo da Ilha Encantada! “E conta a lenda... que há muitos, muitos anos atrás, aqui não havia nada, só mar, um imenso mar... até que um dia, um pescador, que ali andava a pescar, sentiu o barco a tremer, o mar a desaparecer e nesse mesmo lugar uma ilha vi nascer. E segundo conta a lenda, essa ilha era apenas habitada por animais de diferentes espécies e raças, mas todos se davam maravilhosamente bem uns com os outros. Todos!’  Até que apareceu um pirata e com ele... A Poluição! Tudo isto conta a lenda... Mas o mais que a lenda conta... não posso agora contar! Deixo isso para os Actores que no palco vão entrar... e com amor, com magia... A história da Ilha Encantada... a todos vão revelar! Preparem-se pois para uma viagem ao maravilhoso mundo das lendas... no mundo do teatro... no mundo dos sonhos... no mundo da Ilha Encantada!

Tony Só Nós Dois

Bi e Dão! Bi e Dão é a proposta de teatro infantil que o Centro Cultural Malaposta apresenta até 17 de Abril, no Café Teatro, de Terça a Sexta-feira, às 10H30 e 15H00, para escolas e por marcação, e ao

Sábado e Domingo, às 16H15, para o público em geral. Um curioso bidão de onde saem pernas por um lado, braços e cabeça por outro, formando um corpo só: o corpo de Bi e Dão! Ora Bi e Dão, fartas de ver sempre os mesmos sítios e as mesmas pessoas, decidem partir à aventura. Com vontade de explorar o mundo, embarcam numa longa viagem. «Bi: Vamos viajar por todo o mundo para conhecermos pessoas novas, sítios que nunca vimos e ouvir línguas que nunca ouvimos e que não percebemos nem uma palavra. Dão: Dizes que nem mesmo uma palavra?!» O seu Bidão leva-as a Cabo Verde, ao Brasil, à Índia, à Ucrânia e à China. Nestes países surpreendem-se com as diferentes formas de viver. No final, estafadas mas radiantes com as suas descobertas e experiências - os idiomas, a comida, a dança, o clima, as tradições… - descobrimos que, afinal, nunca saíram do seu bairro. Texto: Rita Rodrigues Encenação: Ana Sofia Paiva Interpretação: Rita Rodrigues e Sofia Cabrita Cenografia e Figurinos: Sara Franqueira Música: Ricardo Santos Rocha Desenho de Luz: Paulo Santos Produção: Casear – Criação de Documentos Teatrais

É uma peça de teatro musical da autoria de Mingo Rangel, que estará em cena no Café-Teatro do Centro Cultural Malaposta, nos dias 11 e 18 de Março e 8 e 15 de Abril, às 21H45. Na interpretação conta com Eugénia Bettencourt (atriz) e Artur Alves (cantor). Este é um espectáculo que antes e acima de tudo, pretende homenagear o saudoso  intérprete da canção portuguesa. Sendo confesso admirador daquele artista, o autor entendeu ser hora de comungar e partilhar com todos, a bela música que aquele nos legou. Recorrendo ao vasto repertório a que fomos habituados a ouvir pela voz do cantor romântico, associou um texto que não desvirtuasse o forte carisma a ele sempre ligado. Sem qualquer tipo de apego saudosista, pretende-se apenas fazer com que não se apague da memória das gentes deste país e  particularmente desse Porto (onde nasceu) e dessa Lisboa (que tanto cantou) essa figura maior da nossa canção.  Saliente-se que hoje se nota uma grande corrente de revivalismo em relação ao “Romântico”.

Relativamente Até 13 de Março poderá ver, no palco do Auditório do Centro Cultural Malaposta, António Pedro Cerdeira, Patrícia Tavares, João Lagarto e Isabel Montellano na peça RELATIVAMENTE, a partir de um texto de Alan Ayckbourn e com encenação e tradução de João Lagarto. Greg está a ficar cada vez mais desconfiado com a visita que Ginny, a sua namorada, vai fazer aos pais e decide ir atrás dela. Ginny vai na realidade encontrar-se com o antigo amante para acabar a relação com ele, mas quando Greg aparece e julga que o antigo amante e a mulher dele são os pais de Ginny a situação torna-se incontrolável e altamente hilariante. Alan Ayckbourn é um autor pouco representado em Portugal. Ao produzirmos Relativamente queremos corrigir essa falta. E queremos também fazer uma peça que, tendo embora uma vertente comercial, não deixa se ser “Bom teatro”. Peça para quatro actores, com uma montagem simples, retrato de uma classe média inglesa com bastantes semelhanças com a portuguesa, mas sobretudo uma comédia extremamente divertida e eficaz.


Triângulo 192