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jornal regional

Triângulo Amadora Loures Mafra Odivelas Vila Franca de Xira DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • ANO VII • QUINZENÁRIO • Nº 187 • 30 NOVEMBRO 2010 • DIRECTOR: CARLOS CARDOSO

Que grande marmelada!

PROJECTO FRALDINHAS

Bébés do Amadora/Sintra recebem fraldas reutilizáveis Pág.4

FREGUESIA DE BUCELAS TEM 488 ANOS

Inaugurado Forte das Linhas de Torres

Pág.9

FORTE DA CASA

Avança a construção da Unidade de Cuidados Continuados Pág.17

NO CONCELHO DE MAFRA

Encarnação tem campeões de BTT A Câmara de Odivelas avançou para a Qualificação e Registo da marca Marmelada Branca de Odivelas. E lançou uma grande campanha de marketing deste doce conventual. Por outro lado, nasce uma Confraria da Marmelada de Odivelas, com os mesmos objectivos, a afirmação daquela doçaria. Simpaticamente, de costas voltadas uns para os outros.

FELIZ NATAL

BOAS FESTAS

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ACONTECEU...

2 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VAI ACONTECER...

Sábado, 20 de Novembro

Quinta-feira, 2 de Dezembro

ODIVELAS – No âmbito da 2ª Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, a Agência Portuguesa do Ambiente, convidou a Câmara Municipal de Odivelas a participar com um projecto, na categoria de Administração/ Autoridade Pública, através da realização de um evento. Assim, dia 20 de Novembro, às 11 horas, teve lugar no Centro Comercial Odivelas Parque, o “Flashmob”, subordinado ao tema “Demasiados Resíduos e Consumir Melhor”, que contou com a participação do Corpo Nacional de Escutas do Agrupamento 1177, de Famões.

ODIVELAS - “Soltem a Poesia que há em Voz…” é uma performance, da autoria de alguns elementos da equipa da Biblioteca Municipal D. Dinis, inserida nas comemorações do XIII Aniversário da Biblioteca Municipal D. Dinis. Teve sessões a 25, 26 e 30 de Novembro. A iniciativa, tem como base no programa curricular do 10.º ano de escolaridades, e consiste na adaptação de alguns textos de poetas portugueses - Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, David Mourão Ferreira, Miguel Torga, Irene Lisboa, entre outros - numa sessão de leituras encenadas, acompanhadas por vários géneros musicais interpretados ao vivo. “Soltem a Poesia que há em Voz…” repete nos dias 2 e 3 de Dezembro, às 15h00, para as escolas secundárias.

Terça-feira, 23 de Novembro ALVERCA – O PSD de Vila Franca de Xira realizou um debate sobre o “Orçamento do Estado para 2011 e o que irá mudar na vida dos Portugueses”, com a presença da Dra. Manuela Ferreira Leite. A iniciativa decorreu no Auditório da Fundação CEBI, em Alverca. LOURES - No âmbito do Projecto ProNatura, responsável pela reflorestação de mais de meio milhão de árvores de Norte a Sul do País, o Grupo Urbanos uniu-se à Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) para proceder à reabilitação de áreas florestais do concelho de Loures. O Grupo Urbanos ofereceu 1001 árvores que vão corrigir os defeitos de áreas ardidas, e substituir outras espécies.A reflorestação estará concluída em Fevereiro de 2011 e inclui, maioritariamente, espécies autóctones (carvalhos, medronheiros, sobreiros, entre outras). AMADORA - Sensibilizar os mais novos para o não abandono dos animais, para uma adopção responsável e para a importância da remoção dos dejectos caninos do espaço público são os grandes objectivos da actividade “Animais de Companhia”. Tendo como público-alvo crianças dos 6 aos 12 anos, numa primeira fase os alunos do 1.º e 2.º Ciclos do concelho vão efectuar uma visita guiada ao CROAMA – Centro de Recolha Oficial de Animais da Amadora. O pontapé de saída foi dado no dia 23 de Novembro, com a visita do primeiro grupo de alunos ao Centro de Recolha de Animais, uma actividade realizada em parceria pelo Eco-Espaço e pela Divisão Municipal de Veterinária da Câmara Municipal da Amadora.

Quinta-feira, 25 de Novembro LOURES - No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a Câmara Municipal de Loures mostrou o cartão vermelho à violência doméstica no Centro Comercial LoureShopping e no Refeitório Municipal de Loures, realizando duas acções de sensibilização, através do Espaço Vida – Centro de Atendimento à Vítima de Loures.

Sábado, 27 de Novembro RAMADA - A Mover Mundos – Associação para a Cooperação e Desenvolvimento, formada por jovens da Paróquia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos da Ramada, organizou, no Auditório Paroquia da Ramada, uma Noite de Fados Solidária com o objectivo de comemorar o primeiro aniversário da Mover Mundos e de angariar fundos para a concretização de projectos em Portugal e na Ilha do Príncipe.

Sexta-feira, 3 de Dezembro AMADORA - No Recreios da Amadora, espaço situado na Av. Santos Mattos, 2 – Venteira (junto à Estação da CP Amadora), pelas 21.30h, o fado sobe ao palco, sendo Ana Sofia Varela a protagonista da noite. Uma noite bem passada, apenas por cinco euros, o preço dos bilhetes.

no seu anfiteatro de Vialonga, uma sessão que conta com o testemunho da experiência de Luis Urzúa, um dos 33 mineiros chilenos que ficaram soterrados, durante 69 dias, a 700 metros, na mina de ouro de San José, no Chile. Luis Urzúa, de 54 anos, topógrafo e chefe de turno, foi o último dos mineiros a sair da mina, na saga de que o “Comandante é o último a abandonar o navio” tendo sido designado pela imprensa internacional como o “ underground leader”. Trata-se da primeira acção a nível mundial, com um dos mineiros chilenos, e insere-se num périplo que Luis Urzúa vai iniciar, começando em Portugal e na SCC! A sessão será conduzida por Nuno Rogeiro e é promovida pela Sociedade Central de Cervejas em parceria com a agência SOTA ART. VIALONGA- A partir das 10h realiza-se o Grande Encontro Lúdico (GEL) Inter-Cerci’s ‘10, no Pavilhão Municipal “Olival de Fora”, em Vialonga, numa parceria entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a CerciPóvoa e a CerciTejo. O GEL 10 é constituído por dois jogos que procuram estimular e desafiar os aspectos críticos das capacidades psico-motoras dos participantes, finalizando com uma coreografia.

Sábado, 11 de Dezembro ODIVELAS - A Junta de Freguesia de Odivelas realiza , pelas 15 horas, no Salão Azul do Parque Urbano do Silvado, a habitual Festa de Natal, um momento de convívio, diversão para os idosos.

Domingo, 12 de Dezembro ODIVELAS – No Largo D. Dinis, na cidade de Odivelas, entre as 9 e as 19 horas, tem lugar, pela última vez neste ano de 2010, a Feira de Antiguidades e Velharias, com a presença de dezenas de feirantes.

Segunda-feira, 13 de Dezembro

Sábado, 4 de Dezembro BUCELAS - A Direcção do Grupo Musical e Recreativo da Bemposta realiza uma “Noite Cultural”, com inicio pelas 21h30. A Noite Cultural terá como convidado o TIL - Teatro Independente de Loures que apresentará a peça “Quadros de Revista”. A entrada é livre. ODIVELAS - Vai decorrer nos dias 4 e 5 de Dezembro, no Pavilhão Polivalente de Odivelas o Torneio Warhammer 40k “40 Korvos”, uma iniciativa organizada pela associação Corvo Branco e que tem o apoio da Junta de Freguesia de Odivelas. Este evento será o maior torneiro nacional do género em Portugal e contará com cerca de 50 participantes. O Torneio de Warhammer 40k é um jogo de estratégia com miniaturas que envolve uma componente de modelismo, pintura e jogo e que é passado num universo negro onde a humanidade luta contra a constante ameaça das forças do Chãos e inúmeros alienígenas. A entrada no evento é gratuita.

Segunda-feira, 6 de Dezembro VIALONGA - A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas realiza

VILA FRANCA DE XIRA – A Rede Social do Concelho de Vila Franca de Xira comemora 10 anos de actividade, com a realização de um encontro subordinado ao tema “A Responsabilidade Social das Empresas”. Actualmente estão envolvidas na Rede cerca de 150 instituições, do sector público e privado e encontram-se estabilizados os procedimentos de comunicação e de planificação, implementação e avaliação da intervenção, o que tem garantido uma melhor gestão dos recursos e, simultaneamente, uma maior eficácia na resposta aos problemas das populações.

Terça-feira, 14 de Dezembro LOURES - Associação Luís Pereira da Mota está a comemorar os seus 95 anos. No âmbito das comemorações do aniversário e enquadrado no Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, está a realizar um Ciclo de Encontros Temáticos, com o objectivo de debater, esclarecer, definir e reflectir o papel que todos temos na construção de comunidade plural e igualitária. “Que comunidade somos nós?” é o tema que será debatido a 14 e 15 de Dezembro no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

Sexta-feira, 17 de Dezembro PÓVOA DE SANTA IRIA – Tem lugar, pelas 21.30h, o habitual concerto de Natal, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com a actuação do Coro da Sociedade Euterpe Alhandrense.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 NOVEMBRO 2010 | 3

ABERTURA

O MELGA

Comentário Carlos Cardoso

Wikileaks

Miguel Sousa Tavares, num comentário proferido num canal televisivo, afirmou que os milhares de documentos secretos divulgados peloWikileaks, respeitantes à diplomacia americana, são coisas sem importância, que a maior parte das coisas já se sabia e as que são realmente importantes não têm interesse público e transformaram-se num atentado à segurança e num auxílio ao terrorismo. O assunto é sério e não se compadece com ligeirezas na apreciação e, especialmente, com este tom doutoral de arrumar o assunto numa prateleira, apontando o dedo que afinal o crime está no Wikileaks. Em primeiro é necessário ser claro: há documentos que vieram confirmar aquilo que muita gente dizia, pese embora nem sempre existissem provas. E afirmar sem provas, tornase muito complicado. Por exemplo, numa anterior edição de documentos comprovou-se que os EUA apoiaram a instalação da ditadura de Pinochet. Nesta edição de documentos, sabese que os EUA não têm problema em apoiar grupos terroristas, desde que isso signifique derrubar alguém que não interesse. Isso já tinha acontecido há anos no Afeganistão, como teve lugar no Iraque. Os amigos de hoje podem ser os inimigos de amanha e vice-versa. Em segundo, há documentos que nada têm a ver com a segurança nacional ou internacional. Quando o Primeiro Ministro turco admite demitir-se, porque há documentos que dizem ter contas bancárias secretas na Suiça, das duas uma, ou tem e ainda bem que o documento veio à luz do dia ou não tem e isso significa que a informação secreta, que no conjunto correspondem milhares de documentos, está errada, e errada de forma sistemática. O mesmo em relação às apreciações que se fazem, de imensos responsáveis de países. Só por si, essas informações valem o que valem. São análises individuais, sustentadas não se sabe muito bem no quê. O problema nãoé esse. A gravidade reside no facto de ficarmos a saber que tudo e mais alguma coisa é visto à lupa, incluindo o Secretário Geral da ONU que se calou de forma vergonhosa, apenas porque os EUA são dos principais financiadores daquele organismo, mas, principalmente, por descobrirmos que entre a verdade da diplomacia e a verdade da espionagem vai uma distância imensa. A diplomacia, que devia ser o tratamento cortês, afável, correcto, respeitador e verdadeiro, entre partes que nem sempre estão de acordo, entre pessoas com temperamentos diferentes, é ao fim e ao cabo um jogo de sombras que serve para esconder aquilo que realmente se pensa, mas não se diz. É esta encenação ridícula que devia preocupar Miguel Sousa Tavares, este embuste que são as relações entre governos. No meio disto tudo, fica algumas interrogações. Desde logo, porque é “tão fácil” ter acesso a tantos milhares de documentos de espionagem? Que fiabilidade têm, esses sitemas? E porque é que a Wikileaks não divulga documentos de outros países? Sim, porque quando o fizer chega-se à conclusão que ninguém pode atirar pedras, pois os telhados de vidro são imensos.

Ficha Técnica

( tem foto )

Coerentes até ao fim...!

Aqui a rapaziada até sabe que o PCP é coerente até ao fim. Mas também não é preciso abusar, caramba. Ali para os lados de Caneças, a junta de freguesia mandou colocar uns avisos, para ver se assusta alguns ignorantes que acham que os espaço verdes são para os cães fazerem as suas póias. E até anunciam coimas pesadas que se alguma vez fossem aplicadas talvez fizesse com que algumas pessoas pensassem duas vezes. O problema é que o valor da infracção está em...escudos. E o Armindo, inocente, ainda acrescentou à festa, ao justificar que “estas até foram colocadas à pouco tempo...”. Cá para mim, acho que a rapaziada do PCP lá de Caneças está ainda com saudades do velho escudo. A chatice é que o tempo não volta para trás.

Expliquem que o burro sou eu!

O marketing da Câmara de Odivelas, no caso da marmelada branca, funcionou em pleno. Então aquela caixa preta, que parece para uma pasta dentífrica, é de mais. E o slogan é profundo, aquele do “sabor intangível”, um palavrão difícil de engolir, mais difícil pelo menos do que a marmelada. Intangível? Mas porquê esta palavra no slogan? Por coincidência, a empresa de marketing que fez a campanha chama-se, exactamente, Intangível - Design e Consultoria. Será alguma espécie de permuta encapotada?

Não há fotocópias não há símbolo

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a cortar nas fotocópias até ao final do ano. Que o diga a Cooperativa Alves Redol que precisava de meia dúzia de papéis para anunciar mais uma iniciativa para animar a cidade. Mandaram o pessoal ao bilhar grande. Vai daí, o Arlindo, que não brinca com coisas destas, não esteve com meias medidas. Toca de retirar o símbolo, com o apoio da Câmara, dos panfletos. Isto de quem não “trabuca não manduca” é levado a sério para os lados da Alves Redol.

Presidente escapou de boa

Por falar em papéis. A malta do BE encheu Alhandra com uns cartazes para discutir os pombais que a Câmara quer deitar abaixo. E anunciavam um debate, pasme-se, com a presença do presidente da junta de freguesia, um socialista de corpo e alma. Era de homem, há que reconhecer. Só que, dias antes, lá surgiram “uns compromissos inadiáveis” e o homem não pôs lá os pés. Era pedir de mais. Ou então já sabia ao que ia, pois no debate levou das boas. Se o dito popular se confirma, estivesse lá onde estivesse, o autarca devia ter as orelhas a arder...

Um olhar vale mais do que mil palavras

Não percebo uma coisa. Os autarcas de Caneças fizeram uma ronda pela freguesia. Viram bairros ilegais, obras mal feitas, estradas que receberam alcatrão só até meio, prédios que apareceram sem estarem no projecto e por aí fora. Até aqui tudo bem. O que não se entende é que, de cada vez que se falava nisto, os olhos dirigiam-se para o Miguel Ramos. Caramba, o homem não está na Câmara. Só tem uma empresa ligada à construção civil e enche um jornal de dinheiro. Nada mais. E eu que sou o Melga, não costumo dormir.

Para que serve o Governador Civil?

Anda para aí o raio de uma discussão sobre a importância dos Governos Civis. Uns que sim, outros que não. Mas é evidente, com uns ligeiros ajustamentos aqui ou acolá, os Governos Civis têm um papel muito importante na sociedade. Não, não estou a gozar. Estabelecem interessantes laços de amizade, fruto de um longo e extenuante trabalho comum em prol dos miseráveis e vilipendiados da sociedade. E com isto ganham experiência, muita experiência. Como aquela Governadora, que saltou para Secretária de Estado. Um esforço que merece ser compensado. Sei lá, talvez colocando o filho como assessor de um eventual vereador, de uma eventual Câmara Municipal, que até se pode escolher ao calhas, por exemplo, Loures...Nhá, não é verdade. Ou será?

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AMADORA 4 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

AMADORA

BREVES Venteira

.............................................................................................................................. PROJECTO FRALDINHAS ABRANGE 24 HOSPITAIS E MATERNIDADES

Bebés do hospital Amadora/Sintra recebem fraldas reutilizáveis Carlos Cardoso A compra e utilização de fraldas reutilizáveis em Portugal, é ainda, residual, ao contrário de alguns países europeus onde já representa uma quota interessante do mercado. “No Reino Unido, por exemplo, já representa cerca de 30 por cento do mercado”, avança Carmen Lima, da Quercus, associação ambientalista que se associou, juntamente com o Sistemas de Tratamento de Resíduos e a EGF, participante da Valorsul, ao projecto Fraldinhas, que inclui 24 hospitais e maternidades públicas de norte a sul do país. A verdade é que a utilização de fraldas reutilizáveis significaria uma redução brutal dos resíduos prove­nientes das fraldas. “Recebe­m os cerca de 4 tone­ladas por hora de resíduos de fraldas,

cerca de 100 toneladas por dia. Para se ter uma imagem, o conjunto de fraldas recebidas enchem uma área igual a um campo de futebol, mas com 15 metros de altura”, disse o Presidente da Comissão Executiva da Valorsul, João Figueiredo. Trata-se, por isso, de mudar compor­tamentos, de mu­dar atitudes. Daí a acção desenvolvida no Hospital Amadora/Sintra, onde os bebés nascidos na Semana Europeia da Prevenção de Resí­duos, que se realizou de 20 a 28 de Novembro 2010, “receberam Kit’s de fraldas reutilizáveis, para os pais conhecerem e experi­mentarem esta solu­ ção, enquanto alter­nativa às fraldas descartáveis”. Assim aconteceu com o Liedson, de apenas dois dias de idade, cuja mãe recebeu um kit de fraldas reutilizáveis.

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Uma iniciativa a que se associou o vereador respon­ sável pela área do ambiente da Câmara Municipal da Amadora, Eduardo Rosa, cuja autarquia assegurou a distribuição de 150 kits no hospital Amadora-Sintra. “Trata-se de um gesto simbólico, de sensibilização das pessoas. Para além das questões ambientais, a utilização das fraldas reutilizáveis fica mais económico. É um facto que o custo inicial é um

pouco mais elevado, mas no final as famílias acabam por poupar imenso. É uma questão de atitude”. Compreende-se o raciocínio, pois as fraldas reutilizáveis são susceptíveis de utilização por um “número infinito de vezes até pelo menos três bebés”. Por outro lado, o uso de fraldas reutilizáveis previne a produção de cerca de 1 tonelada de resíduos de fraldas por bebé. “As fraldas reutilizáveis, são

constituídas por algodão, protegidas por plástico, para evitar fugas. Já são comercializadas em farmácias e espaços comerciais. Lembremo-nos, no fundo, da antiga fralda de pano, que era lavada e utilizada imensa vezes. Aqui, o processo é similar”, diz Carmen Lima. A Quercus gostaria de ir mais longe e “criar uma bolsa de fraldas reutilizáveis”, pois haverá famílias que optam por não ter mais do que um filho e nesse caso as fraldas têm ainda um largo tempo de vida. Para já, há todo um trabalho de sensibilização a fazer. Que pode e deve começar nas próprias maternidades, junto das mães. Helena Martins Alves vogal do Conselho de Administração do Hospital Amadora/ Sintra referiu todo “o interesse em divulgar, naquela que é a segunda maternidade do país, a utilização das fraldas reutilizáveis, num trabalho articulado com as diversas entidades que fazem parte deste projecto”.

AOS FINS DE SEMANA E FERIADOS

Mais de 250 idosos ou dependentes recebem apoio alimentar Lançado há pouco mais de um ano, o projecto “AmaSénior – Apoio Alimentar” abrange actualmente 265 utentes e foi criado com o objectivo de ser uma resposta ao nível do fornecimento de refeições aos fins-de-semana e feriados a pessoas idosas e/ou dependentes que se encontrem em situação de dependência e isolamento social, de forma a garantir alimentação equilibrada e bem-estar das suas habitações. Para garantir a continuidade do projecto, a Câmara Municipal acaba de aprovar a descentralização de

verbas às três instituições concelhias parceiras do AmaSénior – Apoio Alimentar (a AFID, a Santa Casa da Misericórdia da Amadora e SFRAA) que disponibilizam as suas instalações e as cozinhas para a confecção dos alimentos, bem como os seus colaboradores para o fornecimento das refeições ao domicílio. Em termos de género, dos 265 utentes do projecto, o sexo feminino tem uma maior expressividade correspondendo a 64 por cento dos utentes (170). Dos 36 por cento de utentes do sexo masculino (95), a

maioria vive com o conjugue. Da totalidade dos utentes, verifica-se que grande parte vive sozinho, isolado, sem apoio e é parcialmente dependente. Relativamente ao escalão de rendimento/comparticipação, dos 237 dos utentes a beneficiar do serviço encontram-se no 1.º escalão, ou seja, têm um rendimento per capita inferior a 342,85 euros. Ou seja, utentes que não pagam o serviço, suportando a Câmara Municipal da Amadora a totalidade do valor da refeição que fica em 3,70 euros.

A 20.ª edição da feira “Venda de Natal” decorre até dia 24 de Dezembro, no Parque Delfim Guimarães, na freguesia da Ven­ teira. Com organização do Centro Cultural Roque Ga­meiro, a venda conta com o apoio da Câmara Municipal por se tratar de um evento repleto de tradição e cultura, dinamizador de um sector de actividade económico com algum peso no concelho: o artesanato. Diariamente, das 11 às 20 horas, os 52 stands da feira oferecem um vasto leque de produtos de artesanato nacional e internacional, nomea­ damente: joalharia de autor, bijutaria em carvão, acessórios de moda, fusing, loiça tradicional alentejana, malhas e cobertores em lã de ovelha, linhos e bordados, têxteis sul-americanos, arti­gos em pele, instrumentos musicais, esculturas em ma­deira; compotas, vinhos, quei­jos, fumeiro e doces regionais.

Exposição Até 9 de Janeiro de 2011 está patente, no Centro de Arte Contemporânea da Amadora a exposição de artes plásticas “Acesso Livre”, pela Fundação AFID. Nesta mostra, além das obras dos utentes da AFID, que revelam a liberdade do gesto, a vivacidade das cores e a alegria do traço, o visitante tem ainda a oportunidade de conhecer trabalhos do fotógrafo Paulo Castanheira.

Montras Com o objectivo de dinamizar o comércio local, a Junta de Freguesia da Venteira realiza um concurso de montras. Entre 13 e 19 de Dezembro um júri visitará as diversas montras concorrentes e atribuirá a respectiva pontuação. Haverá pré­mios para os melhores classificados.

Mobilidade Eliminar as barreiras arquitectónicas existentes, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos residentes do concelho, sobretudo à população com dificuldade de mobilidade ou mobilidade reduzida, é o grande objectivo do projecto da Câmara Municipal “Mobilidade e Acessibilidade – Amadora uma Cidade para Todos”. Criado em Março de 2009, fruto de um protocolo com a Misericórdia da Amadora, o projecto tem apresentado bons resultados e terá continuidade em 2011. Para isso, o executivo municipal aprovou a transferência de 40 mil euros à SCMA que, através da sua empresa de inserção “Novo Espaço”, procede aos trabalhos de eliminação de barreiras arquitectónicas e adaptações no interior e exterior do edificado, nomeadamente alterações e adaptações de casas-de-banho, colocação de corrimãos em escadas de prédios e instalação de rampas elevatórias.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 NOVEMBRO 2010 | 5

AMADORA

Associativismo Considerado por sociólogos como uma mais-valia no desenvolvimento da sociedade, o movimento associativo vem ganhando cada vez mais a batalha da expansão, reflectindo comportamentos sociais em consonância ou em dissonância com as próprias comunidades. É uma forma de juntar e defender pontos de vista de forma global. O Associativismo é uma expressão social organizada, que apela à responsabilização e intervenção dos cidadãos constituindo como tal um importante meio de exercer a cidadania”. É inquestionável que as associações promovem a integração social e assumem um papel determinante na promoção da cultura, do desporto, na área social, substituindo a própria intervenção do Estado. A verdade é que a prática associativa assenta na vontade dos indivíduos e não pode ser lida fora do contexto

social onde se insere. O Associativismo transforma-se com a evolução social, acompanha e participa activamente nessa transformação. Apoiar e promover o desenvolvimento do movimento associativo é defender e reforçar a democracia e a participação dos cidadãos na vida social. Quanto mais claros forem os objectivos da sua intervenção, o projecto de sociedade para que está orientado e o conteúdo fundamental da sua acção, mais o Associativismo é expressão e exercício de liberdade e exemplo de vida democrática. É uma escola de vida colectiva, de cooperação, de solidariedade, de generosidade, de independência, de humanismo e cidadania. Há autores que afirmam que o associativismo é uma forma de união de povos e/ou comunidades que procuram, de forma económica desinteressada, alcançar

Frases Soltas…

“Podes contar comigo” O Movimento Associativo Parental, como todos sabemos, vive da vontade dos Pais/Encarregados de Educação, ajudarem a criar um Escola de Qualidade, Universal e Gratuita. Esta seria premissa seria suficiente, para que todos os Pais/ Encarregados de Educação, se envolvessem afincadamente na defesa dos seus Filhos/Educandos, deixando para trás, outras actividades que a nós nos parecem menos importantes. No entanto, estranhamente, ou não, as pessoas optam por outras actividades em detrimento da participação na construção de uma Escola, que contribua efectivamente para a preparação dos seus Filhos/Educandos para o futuro. A Escola e a participação dos Pais/Encarregados de Educação na mesma, são fundamentais para o futuro dos Homens de amanhã. Nota-se que a participação dos Pais/Encarregados de Educação na vida escolar, vai diminuindo na relação inversa à progressão dos seus filhos na Escola, sendo participativos no JI e 1º Ciclo e quase inactivos no Secundário, como se os seus Filhos/Educandos já fossem independentes e conseguissem sozinhos, resolver todos os problemas que a Escola lhes coloca. Infelizmente para nós, os “miúdos” não são suficientemente independentes e autónomos, para sozinhos construírem a Escola de qualidade a que têm direito e penso, todos queremos. Assim, os Pais/Encarregados de Educação são “obrigados” a intervir na vida da Escola, não podendo permitir a degradação da mesma, e não me estou a referir aos edifícios, porque estes até têm sido construídos, reconstruídos e reparados, estou a referir-me à Escola, enquanto local de Ensino e Educação, não são a mesma coisa, mas são a meu ver inseparáveis, a Escola que tem que permitir qualidade de vida a todos os que a frequentam, a Escola que tem que ser agradável, a Escola que tem que ser actual. Sei que posso parecer utópico, mas a Escola tem que ser entendida como geradora de Paz Social. A Escola não pode ser o reflexo da Sociedade cada vez mais desumanizada em que vivemos, antes pelo contrário, a Escola tem que ser, o reverso da medalha e o maior contribuinte para a inversão da sociedade cada vez mais desumanizada em que vivemos. A participação dos Pais/Encarregados de Educação na Escola, através das suas estruturas representativas é fundamental, para que não se regresse ao tempo em que a Educação era, apenas, decidida na secretária de um gabinete sem vista para a Escola. Por tudo isto, podes contar comigo. E eu… posso contar contigo??? Isidoro Roque Presidente FERLAP

um objectivo. É um movimento no qual as pessoas se agrupam em torno de interesses comuns, constituindo associações, com objectivos de entreajuda e cooperação. As Associações são entidades com personalidade jurídica própria, enquanto forma privilegiada de intervenção da sociedade civil, conferida, no nosso caso, pela Constituição da República que diz, no seu artigo n.º 20, “toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacífica O Associativismo, segundo o Guia para o Associativismo (2001:5), rege-se por três princípios: “De Liberdade – A adesão a uma associação é livre, tal como é livre a saída do movimento associativo”. “De Democracia – O funcionamento de uma associação baseia-se na equidade entre os seus membros, traduzida na expressão «um associado, um voto»”. “De Solidariedade – As associações resultam sempre de uma congregação de esforços, em primeiro lugar dos fundadores e depois de todos os associados. Se por um lado a origem de uma associação acaba por ser comum a todas, ou seja, a congregação de esforços em torno de um interesse comum, por outro, o seu fim, o seu objectivo, já pode ser o mais diversificado, levando a que existam as mais variadas associações (Culturais, Recreativas, Desportivas, Defesa do Ambiente e Património, Desenvolvimento Local, Moradores, Estudantes, Pais, Profissionais e outros.) Uma associação é uma emanação da vontade popular que traz benefícios sociais aos seus associados, vive e renasce permanentemente pela vontade de sucessivas gerações de associados anónimos, cuja força motora é a resposta a problemas locais, à melhoria da qualidade de vida, a participação popular, o exercício profundo da democracia Na sociedade em que vivemos confunde-se muitas vezes, associações com empresas, uma vez que a sua actividade exige uma gestão de nível empresarial. Esta é uma das grandes confusões de muitos associativistas, dirigentes ou não. Uma Associação sem fins lucrativos não é uma empresa: Uma empresa tem por objectivo produzir e vender o produto, fazer lucro e distribuí-lo. Uma associação tem como fim prestar um serviço, resolver problemas sociais, desenvolver potencialidades, valorizar os seus associados, reinvestir socialmente eventuais receitas e proveitos realizados em prol de todos os associados e da população. Para uma empresa o que conta, é a força económica e o investimento do sócio. Uma empresa é constituída e

Encontro na Amadora permanece enquanto desenvolve uma actividade economicamente rentável. As empresas não têm acesso ao estatuto de utilidade pública. As associações têm acesso ao estatuto de utilidade pública que lhes assegura um conjunto de benefícios fiscais. O Associativismo é de facto um acto de cidadania viva que pode ou não ser independente. Constata-se no entanto grandes dificuldades para levar as pessoas a participar na vida associativa. Trabalhar por “carolice” não é fácil e muitos não querem assumir responsabilidades. Estamos numa época de transformações tecnológico-sociais, de tal forma, que mal nos apercebemos que estamos, creio eu, a viver a maior transformação que o ser humano alguma vez viveu. A velocidade da transformação é enorme e o ser humano divide-se entre sentimentos nobres e atrocidades, perdemos, neste turbilhão de transformações, a noção do que é justo, questionando mesmo se o próprio respeito merece ser respeitado. A mudança é verdadeiramente imprescindível ao ser humano, que não é um Ser estático, contudo, há que vencer a resistência à mudança, não perdendo nunca o rumo da vontade expressa “verbalmente” pelo ser humano, o rumo ao aperfeiçoamento, logo o Associativismo requer aprendizagem, treino, interiorização de uma postura de partilha, e como tal, devemos estar atentos e lutar pela dignificação do papel da Associação, para que não se desvie dos seus propósitos, praticando acções condenáveis aos olhos da maioria. A Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976, diz que: “1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal.”; “2. As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas e não podem ser dissolvidas pelo Estado ou suspensas as suas actividades senão nos casos previstos na lei e mediante decisão judicial.”; “3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.” “4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista” Uma Associação, é uma organização resultante da reunião legal entre duas ou mais pessoas, (Estatutos (Elo Associativo, n.º 17,

Durante um dia, no Auditório dos Recreios da Amadora, associações de pais, e não só, daquele concelho, debateram “Cidadania e Educação”. Foi o XII Encontro das Associações de Pais do Concelho da Amadora, realizado a 27 de Novembro. Francisco Massano, presidente da Federação de Associações da Amadora enalteceu a disponibilidade dos pais e encarregados presentes, realçando a importância das associações no desenvolvimento de uma cidadania activa.

2001: 16)) Os estatutos, enquanto conjunto de regras que orientam e regem a actividade e carácter corporativo da associação, dão corpo ao que é, o que se pretende e como funciona a associação. Se pretender constituir uma associação deixo-lhe aqui alguns conselhos: 1.Reunião informal Reúna-se com um grupo de amigos, com o mesmo objectivo ou interesse e comecem a pensar sobre o que pretendem para a vossa associação. 2.Órgãos da Associação: Uma associação é constituída por três órgãos: Assembleia Geral, Direcção e Conselho Fiscal. A Assembleia Geral é dirigida por uma Mesa, composta por elementos eleitos para o efeito podendo ser: Um presidente, um vogal e um secretário. Este é o órgão máximo da associação, competindo-lhe, entre outras tarefas, a aprovação do plano de actividades, a aprovação e alteração dos estatutos, a aprovação do relatório e actividades. 3.A Direcção É composta no mínimo por três elementos, podendo ser: um presidente, um secretário e um tesoureiro. Este é o órgão executivo e tem como principal função a gestão da Associação. 4.O Conselho Fiscal É composto no mínimo por três elementos, podendo ser: um presidente, um secretário e um relator. A este órgão compete essencialmente o controlo das contas da associação A Direcção e o Conselho Fiscal deverão ser constituídos por um nº impar de elementos, dos quais um será o presidente 5.Projecto de Estatutos: Na reunião informal devem elaborar um projecto de estatutos,

que são as regras que a sua associação terá de cumprir no futuro. 6.Escolha do Nome da Associação: Para que a sua associação seja reconhecida tem que lhe dar um nome: Escolha alguns possíveis pois tem que ir ao Registo Nacional de Pessoa Colectiva para que seja verificado se nenhum desses nomes já foi atribuído. 7.Assembleia Geral: Já tem o seu projecto de estatutos e o nome da sua associação, então convoque uma reunião com todos os elementos do grupo, a qual será a primeira Assembleia Geral. A assembleia deverá ser participada pelo menos com 20 associados. Devem então eleger os elementos dos órgãos sociais (Assembleia Geral, Direcção e Conselho Fiscal). Deve ser elaborada uma acta dessa assembleia, assinada por todos os elementos presentes, pois é necessária para a legalização da associação. 8.Pessoa Colectiva: Com a acta da Assembleia Geral, os estatutos e os Bilhetes de Identidade dos elementos dos corpos sociais eleitos, dirija-se ao Registo Nacional de Pessoa Colectiva e inscreva a sua Associação para atribuição do nº fiscal. Deve requerer também o certificado de admissibilidade de firma ou denominação. 9.Personalidade Jurídica: Depois de obter o nº fiscal, dirija-se à Delegação Regional do IPJ da área da sede da sua Associação e solicite a apreciação da legalidade e a publicação dos estatutos. Deve entregar os seguintes documentos: Estatutos, Acta da Assembleia Geral, assinada pelo menos por vinte associados, e o Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação. Qualquer pessoa pode de livre vontade, formar a sua própria associação. Octávio Gomes


GINÁSTICA MENTAL

DECORRE NO DIA 8 DE DEZEMBRO

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Troféu Cidade da Amadora em Esgrima Espada Feminina – Circulo de Esgrima da Escola Secundária da Amadora; Florete Mas­culino – Sport Clube do Porto e Florete Feminino – Ginásio Clube Português Do programa do Torneio faz parte a realização, pelas 11h e pelas 13h30 de um

workshop,relacionadoscoma modalidade, nomeadamente, psico­logia, nutrição, pre­ venção de lesões, treino, mate­rial e arbitragem, e pelas 16h as finais dos Masters. Exis­tirá ainda um local para todos os interessados experimentarem a prática da esgrima.

24 horas TT na vila de Fronteira foi um êxito

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um Nissan terrano e que representavam um dos vinhos do concelho de Loures, o arinto de Bucelas, classificouse num óptimo 23º lugar entre os 55 sobreviventes desta difícil prova. João Filipe

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Cumpriu-se no último fim-de-semana de Novembro mais uma edição, a 13ª, das 24 horas TT na vila de Fronteira. A equipa constituída por Pedro Lamy/José Pedro Fontes/ António Coimbra/Luís Silva que pilotavam um BMCBMW, foi a grande vencedora da 13ª edição das 24 Horas TT Vodafone-Vila de Fronteira. Os pilotos nacionais interromperam seis anos de domínio dos participantes franceses na que foi a edição mais concorrida nestes últimos tempos, com 92 equipas e 345 pilotos presentes.O seu domínio foi incontestável, pois a sua liderança iniciou-se na primeira curva e apenas terminou com o baixar da bandeira de xadrez. Com um carro que apresentou uma grande fiabilidade mecânica, apenas Houve necessidade de fazer as manutenções adequadas a uma prova com características tão especificas, evitando as dificuldades resultantes da degradação do piso bem como das ultrapassagens que foram obrigados a fazer, devido ao seu andamento em relação aos demais concorrentes.Como Pedro Lamy afirmou no final, «este foi o triunfo de uma equipa e de um carro muito bem preparado. Soubemos não cometer erros e isso foi determinante para o resultado conseguido. O BMC é um carro ideal para esta prova, não só devido ao motor BMW a diesel com um óptimo binário, que muito ajudou nas ultrapassagens, mas também pela dimensão das rodas, que contribuiu para ultrapassar com maior facilidade a progressiva degradação da pista.» No início, a formação vinda da distante Letónia, liderada por Andris Dambis, com o sempre espectacular e esperado pelos espectadores, Oscar O24H, com concepção especial para a prova de Fronteira, utilizando um potente motor de um Corvette 8l, foi a maior ameaça para os pilotos portugueses, mas a meio da prova seriam obrigados a desistir com problemas na caixa de velocidades. A equipa constituída por Ricardo Nascimento/ Miguel Marques/ Cláudio Marques e Nuno Fernandes, pilotando

Preencha a grelha com os algarismos de 1 a 9 sem que nenhum deles se repita em cada linha, coluna ou quadrado

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nas categorias de iniciados, cadetes, juniores e seniores. Para defrontar a Academia de Esgrima João Gomes es­ ta­rão presentes as quatro melhores equipas nacionais da actualidade. Os clubes participantes são:Espada Masculina – Clube Atlântico de Esgrima;

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A Academia de Esgrima João Gomes, com o apoio da Câmara Municipal da Amadora, realiza no dia 8 de Dezembro o Torneio Cidade da Amadora em Esgrima. O Torneio decorre no Fórum Luis de Camões, na Brandoa, nas armas de florete e espada (masculinos e femininos), e

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LOURES

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BREVES Museus

.............................................................................................................................. LOURES FICA SITUADO NA LOCALIDADE DE MONTEMOR

Colégio Monte Maior com novas instalações Carlos Cardoso Seis anos após a entrada em funcionamento, o Colégio Integrado Monte Maior, situado na localidade de Montemor, freguesia de Loures, ampliou as suas instalações com a inaug­ uração, no passado dia 25 de Novembro, de um novo pólo escolar e desportivo. Desta forma, o estabele­ cimento de ensino dá passos, conforme disse o director do colégio, Luís Figueiredo, para se tornar “numa referência nacional do ensino”. Para já, e nos últimos dois anos, o Colégio Integrado Monte Maior conseguiu fixar-se no top 15 dos exames nacionais do 9º ano. A inauguração dos novos espaços foi acompanhada da abertura da 1.ª edição dos Jogos Mont’olímpicos, que ocuparam o fim-de-semana de 25 e 26 de Novembro. Durante esses dois dias, cen­ tenas de alunos do colégio

desenvolveram diversas modalidades desportivas. Um momento apadrinhado por Carlos Lopes, antigo campeão olímpico da mara­ tona que, com a sua presença quis não só valorizar a excelência do equipamento mas, essencialmente vincar a importância da prática das actividades físicas, através do desporto. A inauguração das insta­ lações contou com a pre­ sença do Presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, que realçou a necessidades de instituições escolares devidamente apetrechadas, para que os alunos possam ter uma educação em condições e com garantia de sucesso. Para além de diversos mem­ bros da vereação cama­rária, estiveram pre­sentes, entre outros, o Gove­rnador Civil de Lis­boa, António Galamba, a Pre­­sidente da Câmara de

O Museu Municipal de Loures, o Museu da Cerâmica de Saca­ vém e a Galeria Municipal Vieira da Silva passam a estar, desde 1 de Dezembro, encer­ rados aos domingos e feria­ dos, funcionando ape­nas de se­ gunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h­00 às 18h00, e, aos sába­dos, das 14h00 às 19h00. A fraca afluência os domingos e feriados e, princi­palmente, a contenção orça­ mental, levou que o Executivo da Câmara Municipal tomasse estas medi­ das.

Natal Vai estar patente no Pavilhão de Macau em Loures, até ao dia 17 de Dezembro, a Venda de Natal 2010 da Câmara Municipal de Loures, constituída pelos tra­ balhos de 35 artesãos do con­ celho.

Àlcool

Odivelas, Susana Amador e o Presidente da Junta de Fre­ gue­sia de Loures, João Nunes.

Um pouco de história O Colégio Integrado Monte Maior, está implantado num espaço com 24.392 metros quadrados,sendoconstituído por edifícios, recreios, jardins e uma pequena “quinta pedagógica”. O actual estabelecimento de ensino começou por funcionar através da auto­ rização concedida ao colé­gio “ Os Preguiças” . Foi inau­ gurado em Setembro de 1996 e abrangia apenas a creche, o ensino pré - escolar e o ATL. Começou com 90 alunos, mas rapidamente teve um cres­c i­m ento significativo atin­g indo a população escolar, em 1997, de 130 alunos. Foi necessário alargar as instalações existentes, sendo construído um edifício onde passou a funcionar, em Setembro de 1998, exclusivamente a creche.

Em 2000 inauguraram um novo edifício onde passou a funcionar o ATL. Em Setembro de 2004, entrou em funcionamento o complexo escolar abrangendo o Pré –Escolar, 1º e 2º ciclos do ensino básico. No ano lectivo 2006/07 iniciou-se o 3ºciclo, que transitou para as novas instalações em Setembro de 2007 e passando a designarse Colégio Integrado Monte Maior.

Teve lugar a 30 de Novembro a cerimónia de assinatura da Carta de Compromisso resul­ tante do  “Fórum Nacional Ál­ co­ ol e Saúde”, um dos pila­ res do “Plano Nacional para a Redução dos Problemas Liga­ dos ao Álcool”, com a pre­ sença do Ministro da Admi­ nistração Interna, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde e do Presidente da Câma­ ra Municipal de Loures. Cerca de 40 entidades perten­­ cen­ tes à Administração Pú­ bli­­­ca, à Sociedade Civil e à In­ dústria de Produção e Dis­tri­­ buição de bebidas con­ ten­ do álcool  assumiram for­mal­ mente compromissos de exe­ cu­ção de Projectos e Pro­ gramas que contribuam para a concretização do “Plano Na­ cio­nal para a Redução de Pro­ ble­mas Ligados ao Álcool”, aprovado em Maio deste ano em Conselho Interministerial.  


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OPINIÃO

LOURES

Assembleia Municipal de Loures recomenda taxação do sector financeiro

AGORA NA ÀGORA

Portugal e Tibete na mesma luta Não deve ser fácil continuar-se comunista no nosso torrão. Passando por cima na referência tanto à falência do “Sol da Terra” e do seu sistema planetário, como da inconsistência do muro de Berlim, situações mais recentes nos regimes faróis de Cuba e da Coreia do Norte, são de deixar qualquer comunista numa profunda depressão ideológica. Na Coreia do Norte a monárquica sucessão, com a manutenção de privilégios da oligarquia associada, em Cuba a admissão em entrevista, pelo velho guerrilheiro, da incapacidade de o regime governar o País, bem como o desumano despedimento de milhares de funcionários públicos, só pode causar num comunista convicto (creio que ainda se conseguirá arranjar aí uns quatro ou cinco se for preciso), o reflexo condicionado de organizar de imediato duas manifestações. A primeira contra a corrupção em que chafurda o “Querido Líder” e logo a seguir outra, contra os economicistas e desumanos despedimentos decretados pelo Castro e o irmão. Aos comunistas, sejam histó­ ricos, românticos ou burocratas (mas todos, inevitavelmente, revisionados) , restam ainda Angola e a China, o que, convenhamos, também não os ajuda muito. Como Eduardo dos Santos é afinal um Kim-Jong –il de fato bem talhado e com os exploradores gostos e riqueza de um qualquer príncipe petroleiro , não será grande a ideia da defesa do conceito de República Popular. (E por falar nisso, se mudassem a designação do País para República Familiar de Angola ? Ao menos já ninguém ia ao engano.) Resta-lhes então a China. E pronto se é o que têm é isso que os pêcêpês usam... Nesta lógica, a crítica que os comunistas portugueses fizeram à atribuição do Prémio Nobel a Liu Xiaobo, por ir de encontro aos interesses capitalistas dos Estados Unidos, é outra vez reveladora daquela mesquinhez e estreita visão da realidade, do tempo e da história, que é verdade, neles já não surpreende. Vou só lembrar que Liu Xiaobo ganhou o Prémio pela sua luta, não violenta, a favor de direitos fundamentais, como por exemplo o pluripartidarismo e a independência do poder judicial, na China. Recordo ainda que uma, das muitas vezes, que foi preso

pela ditadura chinesa, foi por apoiar a revolta dos estudantes e os trabalhadores da cidade, na Praça de Tian´anmen. (Que soberba imagem de Liberdade e de Coragem aquela do “rebelde desconhecido” fazendo parar, só com a sua determinação e serenidade a coluna de tanques do opressor.) Hu Jintao Secretário do Partido Comunista e Presidente da China veio a Portugal para nos ajudar, garantiueleegarantiramosnossos responsáveis governamentais. No que me diz respeito eu agradeço, se calhar estou a ser anti-patriótico, admito, mas fico desconfiado. Eu sei que agora, garantem-me, já não temos saída. Eu sei que a manutenção e implementação das Parcerias, o pagamento dos prémios aos gestores públicos monopolistas, as manobras

de reanimação a banqueiros corruptos, a salvaguarda das reformas por inteiro ao terceiro mandato, a dízima e o tributo ao Alberto João, mais os blindados do Pereira e os submarinos do Portas, são tudo imperativos nacionais e patrióticos, eu sei, pronto, convenceram-me. Mas a China?? Amiga ??.. hum .. Decerto em consequência do meu mau feitio, estou em crer que os negócios apalavrados e os títulos agora cativados por Hu Jintao , poderão muito bem fazer com que daqui a uns anos, não serão precisos muitos, descartados que já tenhamos sido pela Alemanha e afins, a grande discussão seja a de saber se um regime de partido único não será a melhor solução para a nossa eterna incapacidade de liderança e permanente miséria. Só para vermos a força do homem, quem não sabe fique sabendo, que em 1989 quando a revolta no Tibete era ameaçadora para a política e a imagem do Governo Chinês, foi a este Hu Jintao que confiaram o extermínio. Está visto, não temos hipóteses. Nisto, só nisto, estarei como os velhos comunistas: A mim custame muito viver num mundo onde a Economia fugiu da trela da Ideologia.

A Assembleia Municipal de Loures aprovou, com a abstenção do PS, uma moção do BE, apresentada por Vítor Edmundo, para a taxação da banca e do Sistema Financeiro. A moção, refere que “o lucro líquido diário registado pelos três maiores bancos privados portugueses, no primeiro semestre do ano, foi de três milhões de euros. BCP, BES e BPI arrecadaram, nos primeiros seis meses, mais 62,2 milhões do que no mesmo período de 2009 mas os impostos pagos corresponderam a um terço do valor pago no primeiro semestre de 2009: 33,8 milhões de euros contra 108,6 milhões há um ano. Ou seja, pouco mais de 6% dos lucros registados. Nas comissões os três grupos ganharam 952,9 milhões de euros, mais 115 milhões”.

Segundo a moção, “com­ preende-se a sensi­bilidade manifestada recen­temente por um grupo de deputados (Marcos Sá, Duarte Cordeiro, Pedro Farmhouse…) que questio­naram o Ministro das Finanças sobre a evolução do «volume de receitas em sede de IRC resultante da actividade de instituições financeiras nos últimos anos. De facto, e como salientam estes deputados, quando a banca necessitou o Estado assegurou o financiamento à sua sobrevivência. Agora a banca deve ser chamada a “colaborar no esforço colectivo de redução do défice». De referir que Pedro Farmhouse é o actual presidente da Assembleia Municipal de Loures. Para o Bloco, “quando uma vulgar mercearia ou café paga 25%, quando imensos sacrifícios são impostos

à população, é a própria banca a beneficiar da crise financeira usando a dívida soberana como fonte de extraordinária receita e especulação”. Porque o tema precisa de decisão da Assembleia d a Re p ú b l i c a , p o i s o s responsáveis dos bancos “r e a g i r a m i m e d i a t a e negativamente à intenção dos referidos deputados, o BE levou esta moção à Assembleia Municipal de Loures, que reunida no dia 18 de Novembro, decidiu recomendar à Assembleia da República que o Orçamento de Estado para 2011 tenha em conta a necessidade de taxar efectivamente o IRC do sector financeiro em 20%, as transferências financeiras para offshores em 25% e eliminar os benefícios fiscais aos fundos de investimento”.

CONCURSO PÚBLICO N.º EP/343/2010 EN 115 – Beneficiação entre o km 77+025 e o km 77+075 – Restabelecimento do Perfil Transversal

Joaquim Marques

ANÚNCIO

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LOCAL DE EXECUÇÃO: Distrito de Lisboa, Concelho de Loures.

2.

NATUREZA DOS TRABALHOS: A empreitada compreende o restabelecimento do perfil transversal através da execução de uma laje de betão armado suportada por alinhamentos longitudinais de microestacas, materializando uma faixa de rodagem com 2x3,25m e bermas de 0,30m. Foi também previsto um passeio com largura útil mínima de 1m excluindo guarda-roupas e guarda de segurança. O faseamento construtivo previsto obriga à manutenção de uma via com 2,90m úteis, para suportar tráfego alternado, durante toda a fase de execução.

3.

PREÇO BASE: O preço base do concurso é de 190 000,00 euros, com exclusão do IVA.

4.

PRAZO DE EXECUÇÃO: 180 dias, incluindo sábados, domingos e feriados.

5.

DATA LIMITE E LOCAL PARA ENTREGA DAS PROPOSTAS: As propostas deverão ser apresentadas em suporte digital até às 15H00 do 30º dia contado da data do envio do anúncio para o Diário da República, através da plataforma electrónica www.compraspublicas.com. 5.1. A assinatura e encriptação das propostas e respectiva documentação será realizada através de certificado qualificado, o qual deverá ser adquirido atempadamente junto da entidade certificada nos termos da legislação em vigor (cartão do cidadão, Digital Sign, Multicer). 5.2. Deverá seleccionar o menu “Registo de Fornecedores”, preencher o respectivo formulário e enviar os documentos solicitados para credenciar.compras@construlink.com.

6.

DISPONIBILIZAÇÃO DAS PEÇAS DO PROCEDIMENTO: As peças do procedimento estão disponíveis na plataforma www.compraspublicas.com

7.

ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO: Os concorrentes deverão ser titulares de Alvará de Construção emitido pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, I.P. (INCI), contendo as seguintes autorizações. A classe 1.ª subcategoria da 2.ª categoria, terá que cobrir o valor global da proposta.

8.

CRITÉRIO DE ADJUDICAÇÃO: Proposta economicamente mais vantajosa, tendo em conta os seguintes factores e respectiva ponderação - Preço – 80% - Valia Técnica – 20% O Conselho de Administração


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 NOVEMBRO 2010 | 9

LOURES

NO MOMENTO EM QUE A FREGUESIA COMEMORA O SEU ANIVERSÁRIO

À ATENÇÃO DO ENGº CARLOS TEIXEIRA

Fortes das Linhas de Torres inaugurados em Bucelas

História de um convite...

Luís Garcia

A Rota Histórica das Linhas de Torres conta com mais duas fortificações recuperadas. Construídos há 200 anos, o Forte do Arpim e o Reduto da Ajuda Grande, em Bucelas, integram um circuito, inaugurado no dia 27, que visa atrair turistas de todo o mundo. Não é difícil perceber por que razão a Serra da Alrota foi um escolhido pelas forças anglo-lusas, no início do século XIX, para construir o Reduto da Ajuda Grande, uma das 152 fortificações das duas linhas que defenderam Lisboa das forças napoleónicas. Do alto de uma elevação de 300 metros, os soldados podiam controlar facilmente a chegada das tropas inimigas e comunicar, através de um inteligente sistema de bandeiras, com os fortes mais próximos. O Reduto da Ajuda Grande foi construído em plataformas escalonadas para ser mais difícil de aceder pelo inimigo. Dispunha de quatro peças de artilharia e estava guarnecido de 300 soldados. A fortificação fazia a ligação entre as duas linhas defensivas e protegia a estrada militar para Bucelas. Já o Forte do Arpim, locali­ zado na fronteira entre os municípios de Loures e Vila Franca de Xira, conseguia comunicar visualmente com várias outras estruturas militares. Fazia parte da pri­meira linha defensiva, estava equipado com quatro peças de artilharia e costumava estar guarnecido com cerca de 250 soldados. Votados ao abandono durante anos, o Forte do Arpim e o Reduto da Ajuda Grande fo­r am agora recuperados pela Câmara de Loures, numa obra de 300 mil euros, co-financiada por um mecanismo financeiro do espaço económico europeu, constituído pela Noruega, pela Islândia e pelo Liechtenstein. Esta estrutura está aliás, a subvencionar, com uma verba de dois milhões de euros, todo o projecto de recuperação e valorização das Linhas de Torres, que envolve a requalificação de fortificações e a criação de centros de interpretação em seis municípios (Arruda

dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira). Como explicou no dia 27, na inauguração do circuito Alrota/Arpim, a embaixadora da Noruega, os seis municípios que participam no projecto visam tornar o seu território “mais atraente e acessível para captar turistas não só de Portugal mas do mundo inteiro”. Segundo a diplomata, que tem estado presente em quase todas as inaugurações das estruturas militares recuperadas que integram o plano iniciado em 2007, a valorização das Linhas de Torres é um dos “projectos mais importantes” ao nível do património cultural entre aqueles em que a Noruega se tem envolvido nos últimos anos. Já o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, considerou que a rota “cruza a prática da caminhada por entre paisagem magnífica” com as componentes cultu­ rais e históricas. De acordo com o presidente da Câmara de Loures, Carlos Teixeira, serão inaugurados, durante o próximo ano, o Circuito de Ribas (freguesia de Fanhões) e um centro de interpretação das Linhas de Torres em Bucelas. Com estas obras fica concluída a participação do concelho

no projecto intermunicipal da rota histórica. As 152 fortificações que com­punham as Linhas de Torres foram construídas sob a orien­tação do general inglês Wellington, pela população local, em segredo, de forma a surpreender os franceses. Edificadas entre 1809 e 811, as estruturas formavam uma rede de defesa e de comunicação entre o oceano Atlântico e o rio Tejo. Este sistema militar, que incluía mais de 600 peças de artilharia e implicava a

utilização de perto de 40 mil soldados, surpreendeu as tropas napoleónicas e protegeu Lisboa da terceira invasão francesa, Hoje, ainda é objecto de estudo a nível internacional. A marcação de visitas e a obtenção de informações sobre o Circuito Alrota/Arpim podem ser feitas junto do Gabinete de Arqueologia da Câmara de Loures, através do número de telefone 211 150 664 ou do e-mail gabinete arqueologia@cm-loures.pt.

Programa do aniversário Os 488 anos da freguesia de Bucelas, bem como os 83 de elevação a Vila, vão ser comemorados no dia 8 de Dezembro, com a realização de uma sessão solene, pelas 15h00, no Auditório da Junta de Freguesia. Segue-se a apresentação oficial da Infofreguesia Bucelas Capital do Arinto e, finalmente uma sessão de teatro. No dia 16 de Dezembro tem lugar a Hora do Conto e no dia seguinte haverá uma sessão de cinema. Nesse mesmo dia realiza-se um jantar de Natal para os trabalhadores da Junta de Freguesia de Bucelas.

Há uns dois meses (ou mais) recebi um telefonema da Câmara de Loures, do departamento ligado à juventude, convidando o jornal a estar presente na mesa de um debate integrado na “Jornada Loures Jovem – Um link à República”, no sub tema os jovens e a cultura. Na altura mostrei desde logo a disponibilidade para participarmos no debate, ficando em aberto a pessoa que estaria presente, bem como o fornecimento de mais informação sobre a jornada, bem como aspectos logísticos (hora, local, etc). No dia 18 de Novembro, em conversa informal com um amigo, este diz, “então, amanhã encontramo-nos lá”. Este lá era na Biblioteca José Saramago, local onde iria decorrer o debate, que estava anunciado, pelos vistos, como fui confirmar, na página da internet da Câmara de Loures, a presença de “representante do jornal Triângulo”. Apesar de irritado com a situação, mas desculpando alguma falha de momento, tive a preocupação de no curto espaço de tempo que restava, ou seja, a noite do dia 18, trabalhar na matéria que ia ser abordada no dia seguinte. Assim aconteceu e, pelas 14.10h, do dia 19 de Novembro, lá estava na Biblioteca José Saramago. Só que às 14.40h não se via vivalma. Falei com a funcionária que, pedindo muitas desculpas, informou que tinha sido alterado o local do debate para o Palácio dos Marqueses, no Parque da Cidade. Isto apesar de não existir qualquer informação no local, essencial para quem por ali aparecesse. Desloquei-me de imediato para o novo local. Encontro uma das pessoas responsáveis, funcionário da Câmara que, até por coincidência, tinha sido entrevistado pelo Triângulo duas vezes nos últimos meses, no âmbito de outro tipo de funções que desempenha em Caneças. Para meu espanto diz-me que não fazia parte da mesa do debate pois “tinham tentado contactar com o jornal e não conseguiram...”. Confesso que já ouvi muita desculpa esfarrapada, mas esta foi de bradar aos céus. O jornal Triângulo é o único projecto quinzenal no concelho, recebe todos os dias, semanas, informação autárquica, desportiva, de associações, etc do concelho de Loures, o Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal (que não foi contactado) tem todos os contactos e mais alguns, o vereador responsável pelo sector tem o meu telemóvel particular e durante mais de dois meses não conseguiram falar com o jornal Triângulo!!! Sem comentários, a não ser que a forma desrespeitosa – até hoje nem sequer um pedido de desculpas foi feito – como o jornal Triângulo e o seu Director foram tratados mostram bem a desorganização e falta de profissionalismo de algumas pessoas que andam por ali. Carlos Cardoso ( Director do Jornal Regional Triângulo ) CARTÓRIO NOTARIAL DE TOMAR A CARGO DO NOTÁRIO LICENCIADO JOSÉ ALBERTO SÁ MARQUES DE CARVALHO EXTRACTO ANABELA ANTUNES DE JESUS, Colaboradora do Notário do referido Cartório, por competência delegada CERTIFICO, que, para efeitos de publicação, por escritura de hoje lavrada a folhas 69 e seguintes, do livro de notas número 247-L, deste Cartório: JOSÉ DA SILVA RESENDE, viúvo, residente na Rua Pedro Soares, Vivenda Resende, Catujal, Unhos, Loures, contribuinte fiscal nº 132 648 512. DECLAROU: Que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor do seguinte: - PRÉDIO URBANO, composto de lote de terreno para construção urbana, com a área de cento e setenta e um, vírgula, dez metros quadrados, designado por lote noventa e três, sito na RUA PEDRO SOARES, CATUJAL, freguesia de UNHOS, concelho de LOURES, inscrito na matriz sob o artigo provisório 3.566, pendente de avaliação matricial, a que atribui o valor de MIL EUROS, a confrontar do norte com Joberto Martins Filipe, do sul com a Rua Pedro Soares, do nascente com José Marcelino e do poente com José Silva Resende. Que o mencionado lote é a desanexar do logradouro do prédio urbano sito na QUINTA DA FÁBRICA, CATUJAL, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures sob o número cento e quatro, registado de aquisição a favor de José Marcelino, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Gracinda Silveira Antunes, nos termos da APRESENTAÇÃO QUINZE, DE VINTE E NOVE DE AGOSTO DE MIL NOVECENTOS E OITENTA E SEIS, inscrito na matriz sob o artigo 1.044. Que a referida inscrição de aquisição resultou da partilha subsequente a divórcio com a sua ex-mulher Leonilde Antunes Marcelino, com quem foi casado sob o regime da comunhão geral. Que ele primeiro outorgante comprou verbalmente o citado lote de terreno ao titular inscrito José Marcelino mulher Leonilde Antunes Marcelino, então casados sob o registo da comunhão geral, no ano de mil novecentos e setenta e dois, não tendo chegado a assinar a respectiva escritura, não possuindo por isso, ele primeiro outorgante título aquisitivo para registar o indicado lote de terreno, que lhe pertence de facto e de direito, sendo necessária, para o efeito, a assinatura e presença dos ora titulares inscritos, desconhecendo qual a sua morada actual ou se ainda estão vivos. Já tentando por vários meios entrar em contacto com eles, mas sem qualquer sucesso. Que assim ele justificante já possui o dito prédio, dividido e demarcado anteriormente ao Decreto-Lei nº 289/73, de 6 de Junho, em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceu, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de UNHOS, lugares e freguesias vizinhas, traduzido em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente suportando os encargos da sua conservação e delimitação, com a colocação de marcos no terreno, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo por isso, uma posse pública, contínua, pacífica e de boa fé, pelo que adquiriu o dito prédio por USUCAPIÃO, título que invoca para estabelecer o trato sucessivo. Está conforme ao original. Tomar, 23 de Outubro de 2010.

Conta nº P1454

A COLABORADORA DO NOTÁRIO, Anabela Antunes de Jesus.


10 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

LOURES

MULHERES ESTÃO EM MAIORIA

Sociedade Recreativa e Cultural de Pintéus tem novos corpos sociais A colectividade não podia fechar. Fundada em 1943, com 67 anos de vida, a Sociedade Recreativa e Cultural de Pintéus, na freguesia de Santo Antão do Tojal, corria sérios riscos de encerrar. Realizaram-se diversas assembleias para a eleição dos corpos sociais, mas a verdade é que as listas teimavam em aparecer. O voluntariado é cada vez mais difícil e dirigir uma colectividade impõe uma entrega individual grande. Mas, “como era uma pena a colectividade fechar”, um grupo de boas vontades (ver caixa) juntou as mãos e apresentou uma l i s t a . Ro s á r i o Pa u l i n o, funcionária da Câmara de Loures é agora a nova presidente da Direcção, coordenando um grupo jovem, maioritariamente composto por mulheres e que pretende manter a chama acesa daquela que é o grande espaço de encontro e de partilhas de uma localidade

na cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais. Mas muito mais pode ser feito. “Queremos dinamizar a nossa biblioteca, o espaço internet, temos condições para desenvolver a ginástica, o karaoke, incentivar os bailes e festas, fazer noites temáticas, retomar, por

exemplo, os passeios de BTT”. Agora, uma coisa Rosário Paulino tem a certeza, para se ir mais longe “é essencial a participação dos sócios”, todos os contributos são bem vindos, mesmo que pequenos, pois de outra a forma a SRCP pode tornar a viver momentos de grande incerteza. CC

Corpos Sociais Mesa da Assembleia Geral Presidente – Nuno Soares 1ª Secret. - Ana Duarte 2ª Secret. - Soraia Vicente

Novos órgãos sociais da SRSP

que poucos mais habitantes terá que os associados da colectividade que rondam, neste momento, os 460. A verdade é que a SRCP é o centro da vida colectiva de Pintéus. E oferece ou

pode oferecer, pois tem umas excelentes instalações - o salão comporta, com mesas e cadeiras, mais de 200 pessoas-, um conjunto de actividades que de outra forma os seus habitantes

terão mais dificuldades em conseguir. Veja-se a Escola de Música, que já conta com mais de 20 participantes, antecâmara daquilo “que poderá ser uma banda”, como disse Rosário Paulino

Direcção Presidente – Rosário Paulino Vice-Presidente – Lara Veríssimo 1º Secret. – Adriana Rodrigues 2ª Secret.- Paulo Marques Tesoureiro – Inês Rosa Vogais – Sónia Teixeira; Nélia Santos e José Lourenço. Conselho Fiscal Presidente – Joaquim Paulino 1º Secret. - Paulo Duarte 2º Secret. – Sérgio Ferreira

NO PAVILHÃO PAZ E AMIZADE E COM A PRESENÇA DE CENTENAS DE ATLETAS

GimnoFrielas dá a cara pelo “Teamgym- Campeonato Nacional” No próximo dia 4 de Dezembro, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, realiza-se o “Teamgym- Campeonato Nacional”, uma prova onde se espera a presença de centenas de ginastas, oriundos de clubes espalhados por esse pais fora, bem como de um público entusiasta a encher as bancadas. Se é um facto que a orga­ nização da prova cabe à Federação da Ginástica de Portugal, a co-organização é da responsabilidade do GimnoFrielas- Associação Desportiva, Cultural e Social de Frielas que chamou a si toda a componente de apoio logístico e promocional. “Candidatámo-nos a fazer o Teamgym e a Federação aceitou. Nunca fizemos um campeonato nacional, por

isso será um grande desafio. Será uma grande jornada de promoção da ginástica”, disse ao jornal Triângulo Lurdes Gouveia, presidente do GimnoFrielas, juntamente com Rui Miranda e Olga Graça, um projecto associativo que nasceu em Agosto de 2009, ou seja, que pouco mais de um ano tem vida. “Já tínhamos muita experiência de dinamização da actividades ligadas à ginástica, desenvolvida no Sport Clube de Frielas. A dada altura saímos do clube, os pais insistiram para que a ginástica não parasse e fundámos o GimnoFrielas que, agora, assume a responsabilidade de realizar este grande evento a 4 de Dezembro”. A prática da ginástica tem lugar no pequeno pavilhão

existente na freguesia. A Associação já conta com mais de 80 atletas, provenientes de diversas freguesias. “Temos uma classe de senhora, que faz ginástica de manutenção, com mais de 23 inscritas. Temos também, nas mais novas, 40 atletas na acrobática e 10 em infantis. A adesão tem sido muito boa e necessitamos mesmos de mais espaço para realizar outras actividades. O pavilhão só está disponível para nós de segunda a quinta, e às 6ª feiras e sábados temos de treinar no pavilhão da escola José Cardoso Pires, fora da freguesia, o que é uma limitação”. Contando com quatro professores, a ginástica do GymnoFrielas vai marcar presença, como não podia deixar de ser, no campeonato que se

realiza no Paz e Amizade. “Vamos participar com 10 atletas seniores, com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos” e que vão fazer as suas demonstrações em quatro técnicas, trampolim, solo, mesa alemã e trembling. “Em Frielas não há nada a este nível. Com esta modalidade ajudamos a tirar as crianças da rua e a ter uma prática saudável. Mas se tivermos mais espaços, mais podemos fazer. Por exemplo, temos o desejo de ter ginástica para bébés, aulas de dança e hip-hop. Mas sem mais espaço é um pouco dificil”, diz Lurdes Gouveia, concentrada que está, agora, em que o “Teamgym- Campeonato Nacional” seja um grande sucesso. Carlos Cardoso

Lurdes Gouveia e alguns dos mais pequenos atletas do GimnoFrielas


MAFRA

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MAFRA

BREVES Debate

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Centro Militar de Mafra já pensa nas comemorações do 100º aniversário Rogério Batalha

No dia 16 de Novembro o Centro Militar de Educação Física e Desportos de Mafra (CMEFD) festejou o seu 99º aniversário, cerimónia que decorreu no Pavilhão Gimno­desportivo. A sessão solene foi presidida pelo Tenente - General Luis Miguel de Negreiros Morais de Medeiros, Comandante da Instrução e Doutrina, que estava acompanhado pelo Director da Formação, Major – General João Manuel Santos de Carvalho; do Tenente – General Leonel de Carvalho e do Major – General Lobo da Costa. O Comandante do Centro Militar de Educação Física e Desportos, Coronel João Vasco Quadros, anunciou a publicação de um livro para assinalar o centenário do Centro Militar, no próximo ano, onde irão constar «os mais marcantes momentos das suas dez décadas. Será o nosso modesto contributo para que o passar dos dias não apague da nossa memória colectiva o legado que nos foi confiado e, também, para que alguém mais abalizado do que nós possa, cientificamente, estudar os que nos antecederam, a sua acção no tempo e no espaço, concomitantemente com a análise dos processos e dos eventos então ocorridos. Tentaremos neste trabalho não esquecer as centenas dos que, ao longo de cem anos, serviram nesta casa, não importando qual a designação que então tinha, os muitos que aqui formaram e foram formados, fazendo justo destaque dos que, no meio desportivo, nacional e internacional, seja como atletas, seja como dirigentes, lograram alcançar tal distinção”. Mais adiante salientou que «no âmbito da Protecção Ambiental e Florestal a Tapada Militar, para além da sua importância como área de instrução militar, do ponto de vista ecológico, constitui, juntamente com a Tapada Real, um

ecossistema indivisível, com uma mancha florestal vasta e de elevado valor, que importa manter e preservar. Compete ao CMEFD, tácita e consuetudinariamente, a sua administração e exploração agro-florestal, onde incluímos a exploração pecuária, importante instrumento regulador e complementar da primeira, pela atenção que obriga a dispensar à manutenção de terrenos e pastagens, ajudando também a uma maior vigilância dos seus 365 hectares”. No decurso do último ano tiveram lugar diversas acções de âmbito florestal. Foram reflorestados 12 hectares de sobreiro, com a plantação de 10.000 árvores, no âmbito do protocolo estabelecido entre o CMEFD e TRATOLIXO; no âmbito da execução do contrato de financiamento atinente á candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural, apresentado pelo CMEFD, que este ano envolve um montante de cerca de 10 mil euros, deu-se início às operações de requalificação florestal dos primeiros 12 hectares previstos. O referido contrato prevê que, no período 2010 -2015, se proceda à reflorestação de mais 40 hectares da área ardida em 2003, envolvendo um investimento global de cerca de 80 mil euros, sendo que 70% será suportado por fundos do IV Quadro Comunitário de Apoio. Foi aprovado o Plano Específico de Intervenção Florestal qur prevê para 2011, como medida de prevenção contra incêndios florestais, a limpeza mecânica de matos de cerca de 15 hectares na estrada do eixo da carreira – de – tiro, para além de prever a criação de mais uma zona de pastagem para o gado bovino que, quando executada, desempenhará um papel crucial na defesa contra incêndios não só da área florestal da Tapada Militar de Mafra como, também, da zona de interface Fl o re s t a l / Ur b a n o, f ac e

Realiza-se no dia 4 de Dezem­ bro, pelas 15h00, no Audi­tório Municipal Beatriz Costa, em Mafra, uma confe­rência dedicada ao tema “A impor­ tância de educar para valores na família”, sob a orientação de Maria do Rosário Carneiro. A conferência integra-se num programa tendo em vis­ ta a formação parental “Valo­res da Vida Quotidiana”, e dirige-se a todos os pais, encarregados de educação e demais tutores na família. O programa é constituído por vinte e cinco horas, repar­tidas entre momentos de exposição teórica, reflexão, conví­vio e debate, sob orie­ ntação de oradores e modera­ dores de reconhecida com­pe­tência e experiência nas diversas ciências da fa­ mí­ lia e da educação. A estru­ tura do programa distri­ bui-se em sete sessões ao longo de sete meses, exceptuando os meses das férias de Verão.

Fortes

à grande proximidade do centro da vila de Mafra ( 600 metros). Entretanto, estão em curso as operações de consolidação ( remoção dos protectores e limpeza de matos) em cerca de 17 dos 36 hectares reflorestados até ao momento. Esta acção deverá ficar concluída no final da Primavera de 2011, antes do início da época oficial de incêndios florestais. Foi igualmente assinalado o empenho diário, no período de 1 de Julho a 15 de Outubro, de dois militares e uma viatura que em média, por dia, percorreram 70 Km, efectuando patrulhamentos na Tapada Militar e regiões circundantes. Como já é hábito teve lugar a imposição de condecorações atribuídas a militares do Cen­tro que se distinguiram no último ano. Receberam a Medalha D. Afonso Hen­­­ r iques, de 4ª classe, o sargento-chefe António Luis Ramalhete Malheiro, sar­­gento-ajudante António Emanuel Marques Guerreiro Ismael e os especialistas auxiliares, de 2ª classe, Aníbal Rola Correia e João Alves Roque de Carvalho. Com a

Medalha de Comportamento Exemplar, Grau Prata, foram agraciados o Tenente – Coronel José Pedro Leitão do Carmo Costa e o sargentomor Luis Pedro Gabriel da Silva Machado. Seguiu-se a cerimónia da assinatura do protocolo entre a Federação de Triatlo de Portugal e o Exército Português. Com este proto­ colo a Federação de Tiatlo compromete-se a colaborar com o Exército, não só na organização das suas Competições Desportivas Militares, como também na formação dos quadros do Exército, designadamente nos cursos de treinadores e de arbitragem enquanto, por seu lado, o Exército se obriga a colaborar com a Federação na realização de provas desportivas com­ bi­n adas, na cedência de espaços para acções de formação e, a definir caso a caso, quando necessário, no apoio logístico. Provas desportivas Os 99 anos do CMM tiveram ainda uma componente desportiva. No Campo dos Plátanos, Brigadeiro Henrique

Calado, teve início mais uma edição do Corta-Mato. As classificações finais foram as seguintes. Em Masculinos, no 1º Escalão em 1º - Sargento – ajudante Almeida, do Centro de Educação Física da Armada (CEFA).; 2º - 1º Marinheiro Duarte, do CEFA. e 3º - 1º Marinheiro Oliveira, do CEFA. No 2º Escalão, em1º Sargento-ajudante Dias, do Comando das Forças Terrestres; 2º - 1º Sargento Santos, do CEFA em 3º - 1º Sargento Horta, CEFA. Em Feminino, no 1º Escalão – 1º - Alferes Silva, da Escola Serviço de Saúde Militar; 2º - 1º Cabo Serafim, do Comando das Forças Terres­ tres e em 3º - Soldado Pereira, do Regimento de Transportes. Após a entrega dos prémios do Corta-Mato realizouse uma apresentação da Reprise da Escola de Mafra. A comemoração do 99º aniversário do Centro Militar de Educação Física e Desportos encerrou com a Poule Hípica. Para o ano será a grande festa do primeiro centenário cujo programa já está a ser devidamente elaborado.

No âmbito do projecto “Rota Histórica das Linhas de Torres”, a Câmara Municipal de Mafra está a efectuar, através do Gabinete de Arqueologia, uma campanha de escavações arqueo­lógicas no Forte da Feira, situado na vila da Malveira. A recuperação do Forte da Feira decorre de um projecto intermunicipal para a investigação, valorização e divulgação das Linhas de Torres, promovido pela Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres. Os trabalhos arqueo­ lógicos desenvolvidos nos últimos quatro meses confir­ maram que, apesar de terem 200 anos, estas estruturas guardam muitas surpresas, completamente desconhecidas dos inúmeros documentos e plantas que se encontram conservados nos arquivos portugueses e ingleses.

Ericeira O Ericeira Surf Clube, realiza nos próximos dias 11 e 12 de Dezembro, na Praia do Sul, o “Ericeira Skim Sul”, o 1º meeting de Skimboard que integra as categorias de Sub-14 ,16 e 18 , Femininos e Open. As finais, estão previstas para domingo, dia 12 de Dezembro, a partir das 14h e a entrega de prémios e encerramento deste 1º Campeonato será cerca das 17 horas.

Simulação No dia 11 de Dezembro, pelas 15 horas, o Clube Naval da Ericeira, realiza junto à estação do ISN um workshop dedicado à segurança no mar. Trata-se de um exercício prático, com abertura de jan­gada pneumática, balsa salva vidas, coletes insufláveis, lançamentos de sinais piro­técnicos e exposição de vários materiais de segurança e que conta com a colaboração e apoio de Noroeste-Escola de Navegação; Capitania do Porto de Cascais e Delegação Marítima da Ericeira, para além do apoio técnico de Orey


12 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

JUNTA DE FREGUESIA HOMENAGEOU RODRIGO GOMES E MARIA JOÃO MARQUES

Encarnação conta com dez percursos para a prática do BTT ou de caminhadas Carlos Cardoso

A pé ou de bicicleta. Como quiser. Já não existe é desculpa para não fazer um agradável passeio ou uma simples caminhada para descontrair, tudo em segurança, pelas ruas e ruelas, pelos caminhos que atravessam montes e campos da freguesia da Encarnação Ao todo são dez os percursos c r i a d o s p e l a Ju n t a d e Freguesia, influenciada, segundo Nuno Sardinha, presidente da respectiva autarquia, “por diversos p e d i d o s, i n c l u i n d o d e membros da Assembleia de Freguesia”, isto para além dos êxitos desportivos obtidos por dois atletas, praticantes d e BT T, m o ra d o re s n a freguesia. “S ã o v á r i o s c a m i n h o s, devidamente assinalados, e que podem ser usados para BTT ou então para caminhadas. Alguns deles são antigos caminhos rurais que vamos fazer um esforço para manter em condições de utilização”, acrescenta o autarca. A verdade é que as vitórias e as actuações de Rodrigo Gomes, que participou nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura/2010 e de Maria João Marques, Campeã Nacional Absoluta, tiveram um impacto grande e podem servir como tram­ polim para outras pes­ soas se interessarem pela m o d a l i d a d e e a p ra t i ­ carem. E, sabendo que existe um conjunto de percursos referenciados e com sinalética apropriada, mas tendência terão para se aventurarem na prática desta modalidade desportiva que já aglutina, a nível nacional, milhares de pessoas. Também nesse sentido se entende a homenagem que a autarquia entendeu prestar a estes dois atletas, como um sinal de reconhecimento pelos êxitos obtidos, mas ao mesmo tempo como uma aposta

dando orgulho à terra onde vive, a Encarnação.

Maria João Marques e Rodrigo Gomes, foram homenageados pela Junta de Freguesia da Encarnação

forte da freguesia, cujas características são excelentes para o desenvolvimento da modalidade. Rodrigo Gomes, 18 anos, estudante em Santarém, num curso de gestão de empresas, por exemplo, não esquece as primeiras pedaladas que deu na Encarnação, terra onde nasceu e onde vive. “Comecei na brincadeira, com os amigos, há uns cinco anos”. E aquilo que foi a brincar acabou por ser um caso sério, pois Rodrigo Gomes foi, este ano, ViceCampeão Nacional e fez parte da selecção nacional que representou o País nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura/2010. “Fui evoluindo, ganhando gosto pela modalidade e há uns três anos já participava na primeira prova nacional, realizada em castro Marim, onde consegui o segundo lugar, e, cadetes”. Os êxitos contribuem para dar ânimo, motivação e o jovem atleta

não parou mais. Em 2011 já participará nas diversas provas como Sub-23. Em termos desportivos quer participar no Campeonato Nacional, constituído por um só prova e na Taça de Portugal, com seis corridas. Isto para além de outras participações que a sua nova equipa – até representou uma cadeia de lojas a “Byke Zon” – venha a definir, assim

como está preparado par ser chamado a representar as cores nacionais, caso a Federação o entenda. Tem, uma ideia assente em relação ao futuro “a de ser um profissional em estrada”, pois não existe incompatibilidade, bem pelo contrário, entre a prática do BTT e o ciclismo desportivo em estrada. Para já, segue um caminho faseado, orgulhando-se e

Outro percurso Um outro caminho é o de Maria João Marques. Pese embora, tal como Rodrigo Gomes, tenha começado por uma simples brincadeira, participando no Roteiro Aventura, dinamizado pela Câmara Municipal de Mafra. Professora de informática, com 36 anos de idade, a viver na localidade do Barril, Maria João Marques sagrouse campeã nacional de BTT Maratona. Pelo caminho fica a participação num sem número de provas, ve s t i n d o c a m i s o l a s d e agrupamentos diferentes, seja de Sintra, Torres Vedras, até que, juntamente com o seu namorado, Paulo Martins, criaram o Trilhos

da Maria, um projecto de prática e desenvolvimento do BTT que tem agora dez percursos definidos na freguesia da Encarnação, caso queiram explorar para umas agradáveis viagens. Continuar a evoluir cada vez mais é o que pretende fazer nos próximos anos. Participando, naturalmente, no máximo de provas, em especial a maratona, que pode oscilar entre os 80 e os 100 quilómetros, e que é a que lhe dá mais adrenalina. E apostar, como faz sentido, no projecto Trilhos da Maria, seja na componente lúdica seja na faceta desportiva, “pois o interesse pelo BTT cresceu imenso”, havendo por isso um campo imenso a descobrir. Tal como os campos e as serras da Encarnação.

MAIS CONHECIDO PELO “FAXINA”

Domingos Ricardo dos Santos mais um amigo que partiu Conhecido desde muito novo por «Faxina», o Domingos recebeu esta alcunha quando ainda jovem foi trabalhar para a fábrica do tijolo de Artur T. Alcântara. Por ser o mais novo e o mais franzino estava encarregado de preparar a comida para os restantes trabalhadores, ora aquecendo as suas refeições previamente confeccionadas, ora cozinhando pratos simples como o de cozer batatas com peixe, por exemplo. Era o faxina para tudo, daí ficar com este apodo até ao fim da vida que, inclusivamente, foi transmitido para o irmão mais novo e para o filho. Domingos Ricardo dos Santos nasceu 25 de Agosto de 1937 e faleceu a 28 de Novembro de 2010, pedreiro de profissão e bombeiro voluntário por devoção. Depois de vários anos a trabalhar na Cerâmica Monumental foi para as obras como servente e foi pedreiro durante muitos anos. Anos mais tarde, foi funcionário, como ajudante de motorista da firma Rolo & Filhos – Artes Gráficas, Lda., até à sua aposentação aos 65 anos de idade, ficando ainda como tratador dos pombos-correios do seu antigo patrão, Herlânder Rolo, até ao falecimento deste, ocorrido no último dia de 2002. Pelo meio ficaram muitos biscates como pedreiro e muitos anos dedicados aos

Bombeiros Voluntários de Mafra, onde era actualmente Sub-Chefe do Quadro Honorário, pelo que, em 30 de Abril de 2008, recebeu o Crachá de Ouro da Liga de Bombeiros Portugueses. Amigo de ajudar, deu muitas horas do seu ofício nas obras do quartel dos Bombeiros Mafrenses e muitos anos como bombeiro voluntário nos bombeiros da sua terra. A imensa multidão que o acompanhou até à sua última morada, reflecte bem o quanto era querido pelos mafrenses, que o estimavam, a que ele correspondia com a melhor das vontades. Fo i a s e p u l t a r n o talhão dos Bombeiros Voluntários, no Cemi­ tério Municipal de Mafra, no passado dia 29 de Novembro. Alcides Jacinto


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MAFRA

MAFRA II FÓRUM SOBRE A “ACTIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA”

“Cerca de 19,5 por cento dos habitantes do concelho são utentes das instalações desportivas municipais” Rogério Batalha

No Auditório Municipal Beatriz Costa, na Vila de Mafra, teve lugar, o II Fórum «Actividade Física e Qualidade de Vida». A organi­zação do evento esteve a cargo da Câmara Municipal de Mafra em parceria com a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. No início dos trabalhos Paula Cordas, Directora do Departamento Sociocultural da Câmara Municipal de Mafra, afirmou a certa altura: “No

uma utilização livre ou integrada em grupos escolares. Obvia­mente que este é um número que não nos satisfaz, mas indicia uma tendência que merece reflexão. Repare-se que, segundo dados de 2009, divulgados pelo Eurobarómetro, apenas cinco por cento dos portugueses praticam actividade física regular nos denominados «sports centers», o que é manifestamente pouco, quando comparado com a realidade europeia”. A importância do desenvol­ vimento da actividade física está muito associada a um

de 3.500 alunos do 1º ciclo do ensino básico e 6.000 utentes dos núcleos desportivos municipais totalizando cerca de 9.500 pessoas e respectivas famílias». E, mais adiante, acrescentou: “É nossa intenção a criação de parcerias com diversas instituições públicas e privadas, de forma, a diversificar e potencializar a abrangência do projecto: Centro de Saúde de Mafra; GERTAL; ULHT – Faculdade de Educação Física e Desporto; Instituto do Desporto de Portugal; Direcção – Geral de Saúde; clínicas privadas e outras instituições como a Associação de Comércio e Indústria do Concelho de Mafra, Continente, etc”. E, a concluir fez questão de esclarecer a importância que assume a educação das crianças, e dos cidadãos em geral, acerca das trágic­as consequências da obesi­dade, sensibilizando para o encorajamento na prática da actividade física, como a única medida prática

Paula Cordas

concelho de Mafra tem vindo a ser implementado um programa alargado, de desenvolvimento des­por­tivo, assente em eixos diferenciados, mas comple­mentares. O processo foi iniciado com a construção de instalações desportivas, permitindo aumentar, diversificar e descentralizar a oferta. Hoje cerca de 19,5 por cento dos habitantes do concelho de Mafra são utentes das instalações des­portivas municipais, quer estando inscritos nos núcleos desportivos, quer efectuando alugueres pontuais ou regulares, quer ainda desenvolvendo

Dr. Nuno Benedito

problema que afecta a sociedade, que tende a trans­ formar-se num proble­ma de saúde pública, a obesidade. E foi este assunto que Nuno Benedito, Técnico Superior de Desporto da Câmara Municipal de Mafra, abordou através do tema «Programa Municipal de Combate à Obesidade». Na sua palestra salientou que «O Departamento Sociocultural da autarquia tem uma intervenção directa em cerca

Cláudia Minderico

para reverter a obesidade. “É bastante claro que se não

forem instituídas mudanças radi­cais para alterar a ten­ dência actual desta doença, brevemente iremos assistir a uma situação em que as gerações futuras terão uma menor esperança de vida, quando comparada com as gerações anteriores”, alertou. A actividade física deve estar integrada num conceito mais abrangente de estilo de vida saudável. Disso falou Cláudia Minderico, licenciada em Educação Física e Desporto. “A obesidade está a ter uma evolução fulminante. A tendência para se «comer mais e mexer-se menos» é cada vez maior, sendo o envolvimento convidativo para tal”. E, mais adiante, realçou: “A escola e a família são territórios privilegiados para o combate e preven­ção ao excesso de peso e obesidade, mas têm de ser articulados em permanência. Os serviços de saúde escolar tendem a ser menos eficazes a partir do 1º ciclo e os centros de saúde não têm tido a capacidade para o atendimento de um problema que atinge a família na sua globalidade. Nas circunstâncias em que se afigura necessário o apoio clínico, é determinante que os centros de saúde tenham um modelo eficaz de interacção com as escolas, as famílias e os jovens”. Falsas soluções O consumo de suplementos nutricionais, quase que substituindo um correcto e equilibrado regime alimen­ tar, está a ser o recurso a que muitas pessoas estão a recorrer. Uma falsa solução como referiu o Professor Luis Horta, doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal. Ao abordar o tema «Suplementos Nutricionais – Publicidade Versus Evidên­

cias Científicas» chamou a atenção para o facto da “população portuguesa estar a ficar cada vez mais aditiva. Um bom exemplo será o cons­umo de antidepressivos e de ansiolíticos, que tem aumentado expo­n encial­ mente nos últimos anos em Portugal. Num estudo realizado há alguns anos, no nosso país, em vários agen­tes desportivos, ficou perfei­ta­mente demonstrado que a grande maioria desses agentes considerou que a suplementação nutricional com complexos mineralo – vitamínicos e proteicos é essencial para a melhoria do desempenho desportivo. No entanto, a grande maioria das pessoas que ingerem suplementos nutricionais andam à procura da poção milagrosa que preserve o seu estado de saúde e melhore o seu desempenho físico, sem recorrerem previamente a um profissional de nutrição para perceberem quais são as suas reais carências alimentares e se as mesmas podem ou não ser repostas por uma simples alteração dos hábitos nutricionais”. Outra oradora foi Helga Leite, licencida em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina de Coimbra que dissertou sobre a «Medicina Dentária Desportiva: Como pode a Medicina Dentária melhorar o desempenho desportivo». Explicou que «a Medicina Dentária Despor­t iva é o ramo da Medicina Dentária que se ocupa da prevenção e tratamento de traumatismos dentários, mas também da minimização ou eliminação de factores que podem comprometer o desempenho desportivo. À luz de alguns casos reais, pretende-se elucidar sobre os factores que podem comprometer o rendimento desportivo, de modo a promover a prevenção. Uma infecção crónica pode comprometer o rendi-

mento desportivo em 17%. Respirar pela boca pode diminuir o desempenho desportivo em 22 por cento”. Já o professor Luis Massuça, da Universidade Lusó­fona, versou o tema «O Desen­ volvimento das Capa­cidades Motoras em Jovens» Da sua intervenção destaque para a ideia de que “à luz da terminologia da actualidade sabe-se que uma actividade física regular e sistematizada pode garantir uma boa aptidão física e contribui para a manutenção de um estilo de vida saudável”. Finalmente o docente da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Olímpio Coelho, fez a última intervenção, subordinada ao tema «Está o Desporto Juvenil a Contribuir para a Qualidade de Vida dos Jovens Praticantes?» tendo, a certa altura, salientado: “O desporto infanto-juvenil, numa perspectiva cultural da prática desportiva é uma «construção humana e, por isso, susceptível de ser corrigido em todos os aspectos identificados como desvios às boas práticas. Impõe-se, por isso, desen­ volver uma nova cultura no desporto juvenil que tenha como objectivo nuclear con­cretizar, efectivamente, o seu indiscutível potencial formativo e educativo contri­buindo para a formação moral e ética dos jovens praticantes, alguns futuros atletas de elite, mas todos, seguramente cidadãos que se espera íntegros e de corpo inteiro. Este é um objectivo que passa, em primeiro lugar, por uma mudança de atitude dos responsáveis, treinadores, professores, pais, dirigentes cuja indispensável formação não pode ser meramente mecânica, instrumental, mas também cultural e, consequentemente, marcada por preocupações de natureza humana e social”.


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14 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

ODIVELAS

BREVES Cartões

.............................................................................................................................. MARMELADA BRANCA COMO PRODUTO UNIFICADOR DE ODIVELAS?

Confraria para um lado, Câmara para outro... Carlos Cardoso Seis dias separaram a reali­ zação de duas iniciativas em torno da marmelada branca de Odivelas. A 22 de Novembro, no Odivelas Parque, a Câmara Municipal fazia o lançamento oficial da Marca Marmelada Bran­ca de Odivelas e a 28 do mesmo mês, no Pavilhão Polivalente de Odivelas, um outro grupo de pessoas apresentava publicamente a Confraria da Marmelada de Odivelas. No meio desta abundância, há quem marque presença e pertença aos dois “movimentos”. Não há fome que não dê em fartura. A verdade é que, por mais que se tente esconder a realidade, a Marmelada Bran­c a de Odivelas, um produto de afirmação da identidade do concelho, foi envolvida num estranho e até ridículo processo de luta política. Há um ano, a 23 de Novembro de 2009, tinha lugar a escritura pública da Confraria da Marmelada de Odivelas. O seu mentor, o vereador Hernâni de Carvalho, deu conhecimento desta iniciativa na vereação camarária. A actual maioria, porém, entendeu seguir um caminho próprio. Esta­beleceu “uma parceria com a Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas (AECSCLO), promoveu a constituição de uma Secção de Produtores de Marmelada Branca de Odivelas e apostou na Quali­ficação e Registo da marca” A acção de 22 de Novembro, no Odivelas Parque,

onde durante uma semana foi divul­gado este produto e recriado um Pomar de Marmelos, enquanto decorreu um show coo­k ing com a presença do Chefe do Ano 2009 – Igor Martinho, demonstrando algumas receitas onde a presença da Marmelada Branca de Odivelas teve lugar de destaque, assumiu-se como uma estratégia de marketing para fazer vingar o caminho encetado pela autar­quia. Foi criado um logótipo, “que pretende evidenciar a ligação da Marmelada Branca de Odivelas à sua origem - o Mosteiro de São Dinis”, uma embalagem específica, contendo uma barra de marmelada, com cerca de 115g, permitindo criar pequenos cubos e uma taça de cerâmica personalizada com um poema tradicional dedicado a esta iguaria, e que contem 550g de Marmelada Branca de Odivelas. Um investimen-

to significativo, a que se deve associar os mais de 7.300 euros pela adesão do Município ao “Qualifica”, caminho que a autarquia entendeu essencial tende em vista o registo da marca Marmelada Branca de Odivelas. “Se a Câmara o fizer através da Confraria da Marmelada de Odivelas a despesa fica em pouco mais de 600 euros, para o mesmo efeito. Ademais a Confraria da Marmelada de Odivelas, é associada da Federação Nacional das Confrarias o que proporciona vantagens na certificação”, disse, na altura, Hernâni Carvalho que não aceita que a Confraria da Marmelada de Odivelas seja “penalizada pela Câmara, apenas por esta não ter controlo sobre a Confraria”. A Câmara de Odivelas per­ siste, porém, nas virtua­ lidades do seu caminho. Realça, em especial, o esforço de parceria com as diversas

entidades, permitindo “proteger o no­m e Marmelada Branca de Odivelas contra imitações, uti­li­zações indevidas e explo­­ração da reputação; Im­pedir as imitações e a respectiva desvalorização comercial da Marmelada Branca de Odivelas; Apoiar o consumidor, fornecendo-lhe informação fidedigna relativa às características da Marmelada Branca de Odivelas; Divulgar o Concelho de Odivelas, enquanto local de produção da Marmelada Branca de Odi­velas”. Susana Amador, Presidente da Câmara Municipal, considerou que desta forma será possível “preservar a receita da marmelada branca e impedir a sua falsificação”, para além de, com esta iniciativa, que envolve diversos produtores e comerciantes de Odivelas, se estar a apoiar o comércio local. Um outro lado O interessante é que muitos destes parceiros...fazem parte da Confraria. O presidente da secção de Produtores de Marmelada Branca de Odivelas, estrutura ligada à AECSCLO, José António, da Pastelaria Faruque, foi um dos 15 confrades que receberam as insígnias na cerimónia de entronização da Confraria da Marmelada de Odivelas que teve a lugar a 28 de Novembro. Uma cerimónia que contou com a adesão da Espiga

Dourada, da Pastelaria D. Diniz ou da Ide Vê-las que são parceiros no projecto... da Câmara de Odivelas. Perante esta realidade, Hernâni Carvalho optou por desvalorizar a polémica dizendo que a riqueza da marmelada branca, ligada à história do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, doce tipicamente conventual, permite “diversas leituras” e “formas de valorização”. Confirmou que o Executivo Municipal foi convidado para a cerimónia de entronização, “convite feito em sessão de Câmara” e deixou uma afirmação lacónica a “de que não exercemos pressão sobre os comerciantes”. A verdade é que na Confraria se juntaram um conjunto de pessoas que não morrem de amor pela actual liderança autárquica. Como Xara Brasil, líder do CDS/PP de Odivelas, ou Vítor Peixoto, principal responsável pelo MOC - Movimento Odivelas no Coração, ou até Maria Máxima Vaz, que num momento de improviso não se inibiu de ir ao micro e gritar, com convicção, que “estas coisas nascem é do povo”. A Confraria da Marmelada de Odivelas, como disse a Prioresa Ana Monteiro, teve um caminho cheio de adversidades. “Não foi fácil chegar aqui. Houve momentos bons e momentos maus. Mas encerrámos um primeiro capítulo”. A cerimónia de entronização foi apadrinhada pelas confrarias da Chanfana de Poiares e do Queijo Serra de Estrela e teve a luz verde da Federação das Confrarias Gastronómicas Portuguesas. Pretende valorizar a Marmelada de Odivelas, realizando diversas iniciativas que vão agora ser esmiuçadas. Na sua intervenção mais histórica, Hernâni de Carvalho lembrou que “um dia passou-me pela cabeça que a marmelada podia ser algo unificador”, em Odivelas. A vida, para já, está a demonstrar que essa ideia não vai ser tão fácil como isso de se concretizar.

A Municipália, empresa muni­ cipal que gere as piscinas e a Malaposta, acaba de lançar dois cartões – o Cartão Mala­posta e o Cartão Bem-Estar – com o objectivo de fidelizar públicos. Estes cartões, o segundo tem mesmo três variantes, garantem um con­junto de des­ contos em actividades desen­ volvidas no Centro Cultural Malaposta, bem como em diversos serviços que se reali­ zam na Piscina Municipal de Odivelas. de congratulação pela consa­ gração da jovem atleta do

Campeã Inês Valério, atleta do Ginásio Clube de Odivelas, sagrou-se Vice-Campeã Mundial de Mini Duplo Trampolim, no decorrer dos campeonatos realizados a 14 de Novembro, em Metz, França. Inês Valério, de 11 anos, conquistou durante a temporada 2009/2010 diversas provas a nível nacional, ten­ do sido Campeã Distrital e Nacional de Mini e Duplo Trampolim, na categoria de iniciados. O Executivo da Câma­ ra Municipal de Odivelas apro­ vou, por unanimidade, um voto de saudação. De referir que Inês Valério só conseguiu ir a França graças aos apoio de diversas empresas e da Junta de Freguesia da Póvoa de Santo Adrião.

Coros A Junta de Freguesia de Odivelas em colaboração com a Paróquia de Odivelas, a Socie­ dade Musical Odivelense e o Instituto de Emprego e For­ ma­ção Profissional promove um encontro de coros, no dia 5 de Dezembro, pelas 15h30, na Igreja Matriz de Odivelas, onde serão cantados Cânticos de Natal. Participam os coros “Vozes de África” – Igreja Paroquial de Odivelas, Grupo Coral Maria Gomes – Sociedade Musical Odivelense e Coro do IEFP.

Pontinha A Junta de Freguesia da Pontinha deliberou que não vai efectuar a iluminação de Natal na freguesia, face às dificuldades financeiras que atravessa. Em contrapartida, e tendo em vista a valorização do comércio local, decidiu avançar com o concurso de montras de Natal, já no mês de Dezembro. Igualmente e perante as dificuldades de muitas famílias da freguesia, o Executivo da Junta de Freguesia decidiu aumentar a verba para os Cabazes de Natal, esperando minorada a carência de alguns dos concidadãos da Pontinha. Entretanto, está marcada para 10 de Dezembro, às 14.30h, no Salão Nobre da Junta a Festa de Natal dos Idosos, com animação musical a cargo de “Vitinha” dos Ipanema. A entrada é livre.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 NOVEMBRO 2010 | 15

ODIVELAS

CANEÇAS HORTA DO CARVALHO JÁ DÁ NÉCTAR DE BOA QUALIDADE

Manuel “Alentejano” Belchior: da construção civil para a produção de vinho Carlos Cardoso

Em Caneças é conhecido pelo “Manuel Alentejano”, numa referência à zona do País onde nasceu, mais concretamente Monforte. Apesar de nuca ter cortado com essa raiz, “sai de Monforte devia ter os meus 12, 13 anos”, a verdade é que a vida o levou para outra paragens. “Dediquei-me à construção”, diz Manuel Belchior, hoje com 71 anos de idade, que redescobriu o gosto pela terra. “Sempre tive uma pequena propriedade no Alentejo. Tínhamos um caseiro que tomava conta daquilo, de umas vacas e ovelhas que por ali andavam até que há uns anos decidir apostar na plantação de vinha”, sintetiza Manuel Belchior. Não é difícil de entender que esta opção coincide com um período crítico na área da construção civil, concentrada na habitual terminologia “de que as coisas na construção estão muito complicadas”. “A

propriedade, que se chama Horta do Orvalho, tem uns oito hectares e a plantação de vinha uns cinco. Aquilo

era só mato e silvas. Arranjámos tudo, temos um técnico que deu todo o apoio e as primeiras garrafas

já estão aí.”. Garrafas com o bom vinho regional alentejano, suculento néctar que nasce de uvas plantadas num solo argiloso, calcário e pardo com óptima exposição solar e um clima mediterrâneo, com forte influência continental, associado a um micro-clima

muito favorável. Na Horta do Carvalho não se produz vinho de uma única casta. “Temos vinho da casta Touriga Nacional, Aragonês e dois hectares de Syrah, uma casta proveniente da Austrália. A exploração total da propriedade permitirá, no futuro, chegar a cerca de 40

mil garrafas anuais”. O vinho mais antigo – a produção costuma estar 10 meses em barricas de carvalho francês – remete para o ano de 2005/06, onde se produziu seis mil garrafas. “A produção ainda está numa fase inicial, mas tem vindo a crescer. A venda é feita é amigos e em restaurantes, bem como na Casa de Turismo de Monforte, com a designação de Adega do Calvário. Uma garrafa de 7,5 cl é vendida a seis euros. Tem uma boa saída, pois trata-se de um vinho de reserva”. Um vinho com um aroma frutado, harmoniosos, combinado com uma boa estrutura de boca. De construtor civil a produtor devinhos,ManuelAlentejano, de Caneças, parece ter encontrado uma nova saída para a sua vida: “Estou agora mais dedicado à vinha, uma vez que a construção está cada vez mais complicadas”, desabafa.

VITOR MACHADO ALERTA PARA USO INDEVIDO DE ESPAÇOS VERDES

Freguesia de Odivelas com mais árvores O Dia da Floresta Autóctone, 2 3 d e N o v e m b r o, f o i comemorado no concelho de Odivelas com duas iniciativas na freguesia de Odivelas Foi na Quinta Nova, na rua Vieira da Silva, onde se erguem modernos e imensos edifícios, enormes blocos de cimento cujo peso é minimizado com os espaços verdes que os cercam, que a Junta de Freguesia local, como apoio de jovens escuteiros,

procedeu à plantação de vários pinheiros mansos e pimenteiras. “Os espaço verdes têm sido uma prioridade. Tínhamos zonas muito degradadas e estamos a fazer um grande esforço para as ter em condições ao mesmo tempo que estamos a criar novos espaços verdes”, disse ao Triângulo, Vítor Machado, presidente da Junta de Freguesia de Odivelas.

O Dia da Floresta Autóctone tem por objectivo a promoção e a divulgação da importância das espécies de flora autóctone de Portugal, como o são as aroeiras, azinheiras e carvalhos, entre outras espécies. Serve como ponto de partida para sensibilizar a população. E parece que há razões para isso.“Infelizmente temos espaços que merecem a atenção dos nossos serviços e depois somos confrontados com actos de vandalismo nos sistemas de rega ou o munícipes não os respeitam”, referindo-se à utilização para os animais fazerem as suas necessidades. “Trata-se de uma situação lamentável”, desabada Vítor Machado. O estabelecimento do dia 23 de Novembro como Dia da Floresta Autóctone pretende ser uma alternativa à comemoração do Dia Mundial da Floresta, a 21 de Março, que se revela tardio para efectuar as tradicionais plantações. Muitas vezes, nessa época do ano, as árvores já se encontram em rebentação com novas folhas

ou flores novas. Nonossoclima,operíodoideal para efectuar sementeiras e plantações vai desde o Outono à Primavera, razão pela qual foi escolhida a data

de 23 de Novembro. Ainda numa outra iniciativa simbólica, Susana Amador, Pe s i d e n t e d a C â m a r a Municipal de Odivelas, acompanhada de diversos

vereadores, plantou, no Jardim da Ribeirada, a primeira de 12 oliveiras que farão parte daquele espaço verde. CC


16 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

ODIVELAS

As Tertúlias na rota do azeite Carlos Moura (*)

Na continuação do programa de promoção e divulgação de eventos culturais e gastronómicos, desta vez a organização das Tertúlias “Conversas com Princípio e Fim” realizou um passeio etnográfico até ao concelho de Góis, para na aldeia da Cabreira – Vale do Ceira – levar a cabo a Rota do Azeite. Aceitaram o desafio 52 tertulianos que, durante um dia, participaram no processo de fabrico artesanal do azeite, incluindo a prensagem num lagar de varas.

Para o efeito foi feita uma lagarada de propósito para o nosso grupo. Este lagar tem a água como fonte de energia. A água proveniente de uma levada faz mover uma roda, que por sua vez move a entrosga pequena que por sua vez move a entrosga grande (levadoura) e por sua vez move as galgas num velho pio. É neste pio que são colocadas as azeitonas que, depois de prensadas, são transportadas para as enceiradouras, através das ceiras. A título infor mativo, a gerência da Transserrano, explicou os passos principais para fazer subir uma vara tão pesada. A primeira tarefa é colocar dois paus (trancas) no meio do fuso em direcção perpendicular ao mesmo. O fuso é uma peça de madeira torneada na parte de cima. O fuso anda através da força humana, podendo ser movidas por um, dois ou até quatro homens. Primeiro sobe-se as varas para colocar as ceiras. A tranca é colocada nas paredes para travar a vara,

OPINIÃO

e enquanto se enchem as ceiras, para baixar faz-se o processo inverso. Depois é colocada a chave (pela de ferro) para agarrar a pedra ao fuso e assim fazer mais peso na vara. Durante o resto do ano, a vara é apoiada por umas traves para não forçar o fuso. A seguir a massa é prensada por duas varas de madeiras, daí este tipo de lagares ser chamado de varas. Com tanto trabalho levado a cabo pelos tertulianos, a hora do almoço foi como que um bálsamo para o grupo que se juntou num restaurante da referida aldeia, cujo nome é “Tranca da Barriga”. Este “baptismo” advém do facto dos clientes que chegam esfomeados começarem por comer uma “Sopa à Lavrador”, funcionando a referida sopa como lastro para o quem a seguir. Na ementa, farta e variada, não faltaram os queijos de cabra, enchidos, azeitonas e por fim o prato principal – Ti b o r n a d a – f e i t a à base de bacalhau, batata, couve, alguns segredos e

muito azeite. Este prato era confeccionado pelos trabalhadores dos lagares que aproveitavam o azeite quente produzido para molhar a broa de milho, tudo regado por um bom vinho e acompanhado de broa cozida em forno de lenha. O final foi rematado com uma maravilhosa tigelada – doçaria regional à base de ovos. A seguir ao almoço teve lugar uma caminhada pelos caminhos tradicionais que ligavam a aldeia ao lagar, passando pelos terrenos de cultivo onde se situam as oliveiras e onde alguns par ticipantes puderam apanhar azeitonas e visitar o Núcleo Museológico da Cabreira. Por volta das 16 horas, ini­ ciou-se o processo de sepa­ ração do azeite da água um saber que ainda guardam os velhos mestres de lagar, que passam os seus conhe­ cimentos apenas por via oral, razão pela qual é tão rica e intensa a participação neste processo. No final o mais puro azeite é retirado após um processo demorado, que talvez por causa disso tenha como resultado final um sabor tão requintado. É de referir as tulhas que formam um conjunto magnífico com o lagar, moinho de água e ponte oitocentista, tulhas onde se conserva a azeitona a esperar pela vez. Dantes a azei­tona era conservada em sal, actualmente é em água. Ne s t a l a g a r a d a f o r a m utilizados 250 quilos de azeitonas, que produziram

15 litros de azeite. Enquanto lanchávamos, procedia-se, no lagar, ao engarrafamento do azeite. E sobre o lanche vale a pena referir que era composto por um magusto tradicional, filhoses caseiras, mel de urze, abafadinho caseiro e a animação com grupo de concertinas. Do ponto de vista paisagístico, é de referir a beleza do rio Ceira com as suas águas cristalinas. Sobre o azeite, algumas pa­­l a­­v ras mais. É um pro­ d u t o a l i m e n t a r, u s a d o como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Tratase, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e, nos

dias actuais, presente em grande parte das cozinhas. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea, actualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco. Sobre o mestre lagareiro, o jornalista Fernando Paulouro Neves, do Jornal do Fundão, escreveu em Dezembro de 2008, “lá estão o mestre lagareiro e os ajudantes no trabalho duro de fazer o azeite confundindo-se com ele como parte inteira do milagre do azeite. O grande momento era, ao fim da

jornada, cear com eles numa tiborna, essa festa de sabores. O primeiro azeite caindo sobre o pão, torrado nas brasas da fornalha, salpicado de pitadas de sal grosso, e depois sobre o bacalhau e as couves. Diz o povo que não há melhor conduto do que um fio de azeite. Como aquele que Ary dos Santos nos deu a saborear: azeite da cor do ouro/que é verde ao pé do Fundão/e fica amarelo puro/ nos campos de Baleizão”

(*) Promotor e organizador das Tertúlias “Conversas com Princípio e Fim” O texto teve o apoio técnico da Transserrano, Ldª.

O Sector Empresarial Local (IV) (Reformas legislativas)

O ímpeto reformista que se credita ao actual Primeiroministro José Sócrates, é assinalável e louvável a vários títulos. Assinalável dada a quantidade de reformas estruturais por ele conduzidas de forma firme e resoluta. Louvável porque desde que me conheço nas lides políticas, sempre foi uma reivindicação de todos os quadrantes políticos, a concretização dessas reformas, e nem na década em que o PSD foi poder maioritário, com Cavaco Silva no seu leme, logo com efectivas possibilidades de realizar reformas, o não

fez. Foi preciso chegar alguém como o Engº José Sócrates, que primeiro com a sua maioria, e agora sem ela, mas nem por isso, menos reformador. Se algum epíteto a história lhe fixar, como acontecia com os nossos reis, estou certo que será o de “Reformador” aquele que lhe será atribuído. Vem isto a propósito, e logo numa matéria em que se fala no sector empresarial local, motivada pela noticia do DN da sua edição de 23 de Setembro de 2010, anunciando a pretensão de José Sócrates, no âmbito do Simplegis, de revogar o Código Administrativo de Salazar, de

1936. Na verdade a paternidade desse Código, embora no magistério de Salazar, é de Marcelo Caetano, á época eminente professor de Direito Administrativo, e a quem Salazar incumbiu de fazer o Código. Ora esta notícia é importante por duas razões: a primeira é que verdadeiramente o Código Administrativo é, provavelmente, o diploma com o maior número de derrogações em Portugal. A tal ponto que as matérias ainda nele reguladas são residuais, logo esta revogação é mais do que pertinente.

Uma delas é precisamente o escopo normativo dos serviços municipalizados das autarquias locais. Quando em 1998 se legislou sobre empresas municipais, o legislador deixou ao critério das autarquias, a possibilidade d e t ra n sfo r m a r o s s m a s em empresas municipais, e assim adequarem-se ao novo normativo. Das cerca de 3 dezenas de smas existentes, então, nenhum se conformou com a Lei 58/98. Com a noticia da pretensão do governo em acabar com aquele moribundo Código Administrativo, irá colocar-se

o problema de se saber qual o destino dos smas. É certo que a actual Lei do sector empresarial local (53-F, 2006) possui um enquadramento adequado para os smas. Estes são precisamente os casos em que a natureza jurídica será a fórmula EM (empresa municipal), ficando a fórmula EEM (Entidade Empresarial Municipal) para os restantes casos (aqueles que no regime do 58/98 eram classificados como EM). Portanto, e em cumprimento do principio da legalidade, as autarquias titulares de smas serão obrigadas a desencadear

a adaptação ao novo regime. Não será célere porque muitas são as adaptações a fazer. O mundo ao abrigo do qual foram geradas os smas existentes mudou e muito. C o n c i l i a çã o f i n a n c e i ra e orçamental, estatuto dos respectivos administradores, quem pode ter assento no conselho de administração, a adaptação estatutária, os estudos técnicos de viabilidade económico/financeira (obrigatórios) etc, são apenas alguns exemplos. Oliveira Dias, politólogo


V. F. XIRA VILA FRANCA DE XIRA

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.............................................................................................................................. FORTE DA CASA IMPORTANTE EQUIPAMENTO SOCIAL

Assinado protocolo para a construção de Unidade de Cuidados Continuados Integrados Carlos Cardoso

Foi assinado, no dia 24 de Novembro, no Salão da Igreja do Forte da Casa, o protocolo para a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, projecto da responsabilidade do IAC- Instituto de Apoio à Comunidade Presidente da Câmara Municipal. A cerimónia contou com a presença de Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, para além do presidente do IAC, José António Inácio e do representante da empresa construtora a Britalar. Trata-se de um investimento significativo, que pretende dar respostas a um sector social expressivo, a população mais idosa, seja na freguesia, seja no concelho de Vila Franca de Xira, conforme salientou Rui Cotim dos órgãos sociais do IAC, durante a apresentação de um projecto que, em termos globais, irá significar um investimento superior a 7 milhões de euros. Um investimento que vai ser suportado pelo Estado, pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e, naturalmente, pelo próprio Instituto de Apoio à Comunidade O Forte da Casa será, tudo o indica, a primeira freguesia do concelho a ter um equipamento do género, com capacidade para cerca de 60

camas. Com o funcionamento desta unidade serão criados 87 postos de trabalho directos e indirectos. Para além da Unidade de Cuidados Continuados o IAC propõe-se, ainda, construir numa segunda fase, uma lar para idosos. Se os prazos de execução previstos forem cumpridos, as obras começam até 6 de Dezembro, a Unidade de Cuidados Continuados Integrados, a edificar pela empresa Britalar num terreno situado em frente à Igreja do Forte da Casa, deve estar em funcionamento, nos primeiros meses de 2011. Um espaço cedido pela Câmara Municipal deVila Franca de Xira ao IAC, no seguimento de uma política de apoio às instituições locais como relevou Maria da Luz Rosinha.Não será, porém, o único apoio. A Câmara vai ainda comparticipar com 500 mil euros, enquanto o Estado ajuda com 750 mil euros, cabendo ao IAC garantir o restante valor.

BREVES BE O BE de Vila Franca de Xira foi impedido, no dia 21 de Novembro, de fazer distribuição de propaganda política à porta do hipermercado Jumbo de Alverca. “Dirigimo-nos ao balcão de informação e pedimos para informar a controladora de gestão de tal intenção. A distribuição decorreu du­ rante cerca de 45 minutos até que fomos informados por dois seguranças de que não poderíamos continuar” o que foi confirmado pela contro­ ladora de gestão. Para o BE este impedimento por parte do Grupo Auchan viola o direito constitucional de propaganda política pelos partidos políticos, nomea­ damente no Capítulo dos Direitos, Liberdades e Ga­ rantias pessoais, no seu ar­ tigo 37º. De acordo com parecer emitido pela Comis­ são Nacional de Eleições “No que respeita a áreas de utiliza­ ção comum de um centro co­ mercial, a distribuição de pro­ pa­ ganda parece poder rea­ lizar-se pacificamente, sem ser necessário consentimento do proprietário” e por isso O BE vai avançar com uma exposição junto da CNE.

Póvoa No âmbito das comemorações da época natalícia, a Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria, em colaboração com as escolas da freguesia, realiza uma exposição de árvores de natal no Centro Comercial Serra Nova. A exposição é inaugurada a 15 de Dezembro e está presente até 6 de Janeiro. Terreno onde vai nascer o novo equipamento do IAC


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VILA FRANCA DE XIRA

VIALONGA ASSOCIAÇÕES DEBATEM OS SEUS PROBLEMAS

“Cada vez faz mais sentido criar uma estrutura concelhia...” Carlos Cardoso

Discutir o actual quadro legislativo, adaptado ao movimento associativo português, foi o motivo que levou representantes de diversas colectividades e associações de Vialonga, de cariz desportivo, cultural, social à sede da ARPIV. Uma iniciativa do MAF- Movimento Associativo de Vialonga que demonstra uma vitalidade interessante e que levou mesmos alguns dos presentes a defender era necessário dar um novo salto na organização do movimento associativo em Vila Franca de Xira, seguindo a boa experiência de Vialonga, criando uma associação de cariz concelhio. “Num concelho com mais de 200 associações, criar uma estrutura concelhia só depende das próprias associações, não depende de mais ninguém”, disse, lançando ao mesmo tempo um desafio, Augusto Flor, Presidente da Direcção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto. Rui Brioso, da coordenadora do MAF, abordou a proble­mática legislativa a três níveis. Em termos da freguesia de Vialonga vai avançar, em 2011, a título experimental, “a proposta de um regulamento de apoio ao funcionamento regular as associações da freguesia e às actividades não federadas e formativa, não pagas pelos utentes e que não tenham outros subsídios”. Um trabalho desenvolvido em conjunto com a Junta de Freguesia. José Gomes, presidente da autarquia, referiu a importância deste regulamento e defendeu mesmo que as associações, também elas, têm de fazer “um esforço para se unificarem em termos de ideias. Há associações que têm boas sedes e fazem um jantar por ano e nada mais. Os espaços são mal aproveitado e por isso têm de haver mais unidade”., defendeu. Já em termos concelhios, a principal ideia é a alteração do artigo 15º do PAMA- Programa de Apoio ao Movimento Associativo, incrementado pela Câmara Municipal, de forma a que a autarquia deixar de “estipular limites máximos, devendo a comparticipação municipal suportar a parte dos encargos não

de óbice diz respeito à regulamentação da Lei 34/2003 que reconhece o Movimento Associativo Português (MAP) como um parceiro social. A regulamentação ainda não foi feita e, por isso, o MAP não está presente nas múltiplas estruturas nacionais. Augusto Flor deu diversos exemplos de segregação. “O movimento associativo não tem um problema de fundo com as autarquias. Com o poder central já as coisas são mais complicadas. Por exemplo, temos milhares de pessoas a fazer trabalho voluntário, mas não estamos da Rede de Promoção do Voluntariado. Disseram-nos que íamos para o Conselho de Economia Social, mas o Conselho foi constituído e ficámos de fora...”. Para alterar este estado de cobertos pela Administração Central e outros apoios comple­mentares, sem que tal implique um maior investimento anual municipal”. O vereador Nuno Paulo, presente no debate, disse a propósito que estão em curso um conjunto de reuniões temáticas com o movimento associativo e que as propostas ao PAMA devem ser apresentadas até ao final deste ano, garantindo desde já, para 2011, que a Câmara Municipal vai “continuar a apoiar o movimento associativo”, pese embora o valor global se encontre, ainda, por definir. Em termos nacionais, o gran-

coisas, desde Maio deste ano que está em curso uma campanha, assente em dez pontos, sob o slogan “Vamos fazer o que ainda não foi feito”. Uma grande campanha pelos direitos associativos, exigindo a regulamentação da lei 34/2003, a presença em estruturas nacionais, a realização de acções de sensibilização através de reuniões com os grupos parlamentares, com os governos civis, autarquias, acções de sensibilização da própria população, etc. Um trabalho que já deu os seus frutos, pois a legislação que comparava os bares das colectividades com os de qualquer actividade de restauração vai ser modificada, aceitando assim as particularidades e os fins específicos do movimento associativo.

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VIALONGA

CONVOCATÓRIA Em conformidade com os ESTATUTOS desta Associação, convoco a Assembleia Geral de Associados para o dia 10 de Dezembro de 2010 pelas 21H00 horas no QUARTEL DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VIALONGA, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 - Apresentação do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 20111; 2 - Diversos. Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos Associados, a Assembleia funcionará trinta minutos mais tarde, com qualquer número de presenças. Vialonga, 25 de Novembro de 2010 O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL Carlos António Macedo Nogueira Fernandes


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VILA FRANCA DE XIRA

VILA FRNCA DE XIRA TERRITÓRIO E SUSTENTABILIDADE EM DEBATE

Câmaras municipais têm excessiva dependência das receitas das urbanizações O urbanismo procura um equilíbrio entre o espaço físico, social e administrativo, dedicando o seu estudo à globalidade do território. Estará esse equilíbrio a ser conseguido e estaremos a criar cidades sustentáveis e com qualidade para o futuro? Diogo Mateus, Presidente da Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses não tem dúvidas: “Isso não é uma realidade. Assiste-se é à falta de segurança, à ausência de espaços de recreio e lazer, de praças e jardins, à falta de respeito pelo ambiente natural e à falta de qualidade de vida urbana”, apontou o e s p e c i a l i s t a d u ra n t e mais um Observatório de Inovação e Desenvolvimento Local (OIDL) que decorreu no Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. A causa, para Diogo Mateus, é fácil: “Em Portugal não se tem

OPINIÃO Assinalar os 61 anos da morte de Soeiro Pereira Gomes, ocorrida a 5 de Dezembro de 1949, é assinalar uma data triste do povo de Alhandra. À memória vêm tantas coisas boas que ele e os seus camaradas fizeram por Alhandra. Começo pelas bibliotecas e o desenvolvimento que deram às nossas colectividades. Só pessoas de grande cariz intelectual, de uma grande cultura literária e com um grande sentido de amor pelo povo, conseguiram fazer com que a frequência das nossas bibliotecas fosse algo de anormal, num Portugal onde o analfabetismo rondava acima dos 50 por cento. Tal não impediu que crianças já na escola, adolescentes, homens e mulheres, frequentassem as nossas bibliotecas, estivessem calçados ou descalços, com a roupa cosida ou nova. Tal não impediu que aqueles seres humanos convivessem juntos, com a ânsia de aprenderem,

assumido o ordenamento do território como uma prioridade das estratégias públicas. Há uma ausência de visão estratégica, não se pensa o território e depois atingimos situações de caos urbanístico”, disse, num debate moderado pelo professor Júlio Dias, do Instituto Europeu de Estudos Superiores e Formação. Paulo Pinho e Miguel San­ tos, da ACIS, presentes na assis­t ência, colocaram a questão do cumprimento dos projectos, das leis e dos planos. Em foco esteve qua­ se sempre a importâncias do PDM (Plano Director Municipal). “Os planos são feitos, normalmente, para promover a legalidade do que já existe. Primeiro deixa-se construir as casas e depois é que se fazem as vias, depois é que se mudam os planos para conseguir aprovar áreas industriais, habitacionais

ou novas redes viárias. A responsabilidade dos au­ tarcas, na aprovação preci­ pitada de alguns PDM, e no relacionamento com o sector da construção e do imobiliário também não foi esquecida: “A excessiva dependência das câmaras municipais em relação às receitas das urbanizações é um dos problemas que ainda não corrigimos”, comentou o moderador. O território de Vila Franca de Xira não se confina apenas à malha urbana. “Com uma área de 193 km2, a fre­­guesia estende-se pelas lezírias, que ocupam 70% do espaço total”, explicou David Mendes, urbanista da Junta de Freguesia de VFX. Por isso, a margem esquerda do Tejo também deve ser considerada quando se fala de sustentabilidade e ordenamento do território. A Lezíria Grande de Vila

Franca de Xira é o equilíbrio sustentável do concelho e da área da Grande Lisboa, constituindo um ecossistema único no país. Para a dignifi­ cação e requalificação desta importante área, muito tem contribuído o trabalho da Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande, entidade que gere 12.700 dos 14 mil hectares das lezírias. Joaquim Madaleno, em repre­sentação da Direcção, apresentou um filme onde se viu o trabalho desenvolvido. Estão a ser concluídas as obras de reabilitação de todas as comportas, foram colocados portões na rede viária para garantir a segurança e acabar com os constantes assaltos que vinham a acontecer, foi feito o ordenamento do território para a prática da caça e pesca desportivas, foi feita uma importante aposta nas energias limpas com o objectivo dos agricultores

ficarem autónomos a nível energético. Juntando a tudo isto uma crescente aposta na qualificação humana e na capacitação e formação dos agricultores, a Lezíria Grande de Vila Franca tem conseguido produzir de forma sustentável e competitiva. Para além di­sso, é de grande impor­ tância a aposta no turismo de natureza que se pretende que seja, cada vez mais, um complemento à actividade agrícola na Lezíria Grande. O EVOA, o maior observatório de aves migratórias da Península Ibérica, é uma reserva excepcional de aves selvagens que fica em plena Lezíria. O espaço está a receber obras adequadas para que, já em 2011, se possa usufruir na totalidade da actividade de observação de pássaros. De volta à margem direita do Tejo, é bom saber que a

freguesiadeVilaFrancadeXira não é um “dormitório”. Com mais de 18 mil habitantes, consegue fixar grande parte da população, que não tem que sair para exercer as suas actividades diárias. David Mendes, da Junta de Freguesia, apresentou os dados: “Da população da freguesia, 55% estuda ou trabalha em Vila Franca, 13% noutra freguesia do concelho e 31% noutro concelho que, na maior parte dos casos, é Lisboa”. José Fidalgo, presidente da Junta de Freguesia de VFX, terminou o debate lançando o desafio para u m a g e s t ã o i n c l u s­ i v a : “Convido os cidadãos a navegarem no novo site da freguesia e a deixarem a sua opinião, as suas sugestões, as suas considerações sobre os aspectos positivos ou negativos da freguesia”. (Correspondência)

Joaquim Soeiro Pereira Gomes – Glória de um povo

através de uma cultura que lhes daria preparação para a sua vida futura. Seria já a pensar no Gineto, no Guedelha, no Sagui, no Gaitinhas e de tantos e tantos iguais a todos eles, no fundo os homens e as mulheres com quem Alhandra contou para o seu desenvolvimento. Mas não ficou por aqui... empreenderiam outro feito histórico que foi a construção das piscinas. Foi vê-los com as pás de valar a abrirem as charcas, e com muitos meses de trabalho e perseverança nasciam

as piscinas que esses homens e mulheres quiseram dar ao povo. Um património cultural e desportivo que seria mais um marco histórico, não só na vida das colectividades, como também na vida do povo de Alhandra e não só, visto que naquelas piscinas aprenderam a nadar milhares de crianças e de adultos, sendo o culminar de muitosnadadoresenadadoras,de onde saíram grandes campeões que representaram com grande dignidade o nosso País, piscinas que serviram de palco para provas internacionais, como o PortugalEspanha e muitos campeonatos nacionais. Temos ainda outra faceta, a representação teatral. Os teatros, as revistas, que Soeiro Pereira Gomes, a sua esposa, Manuela Cancio Reis e o seu sogro, Francisco Filipe dos Reis, três personagens que criaram uma empatia tão forte com o povo de Alhandra, uma cumplicidade tão real e uma simplicidade tão

pura que não se sentia que eram de extractos sociais diferentes, se vestiam melhor ou não, eram todos tratados igualmente com respeito e carinho. Basta dizer que no dia dos ensaios nenhuma figura do sexo feminino saía de casa sem chegar D. Manuela, o senhor Reis e o Pereira Gomes e quando terminavam os ensaios iam levá-las às respectivas casas. Os pais agradeciam muito. Nunca se via um espectáculo que não tivesse casa cheia. Depois, foi o desmoronar, foi uma família desfeita, foi um amor muito curto ou por outra, muito sofrido. Foi Pereira Gomes na clandestinidade, D. Manuela presa, passando por todas as humilhações e os seus pais, Francisco Filipe dos Reis e a esposa D. Fausta Cancio Reis, com as suas idades, a não conseguirem aguentar. Que mal fez esta família? Por que razão isto aconteceu? O mundo não se compreende, a formação de muitas pessoas é deficiente,

pois pensam que não se deve praticar o bem. Depois de tanto sofrer, foi a morte prematura do Pereira Gomes. Apesar do povo alhandrense, todos os dias, saber do seu estado, a sua morte foi sentida como de um filho nosso. Nunca o povo de Alhandra pagará o que fizeram por nós. Quando se realizou o seu funeral, já o povo de Alhandra sabia que o seu corpo chegaria por volta das oito da manhã. Uma grande multidão concentrou-se à beira da estrada. Quando se avistou o carro, foi uma força humana que correu para o meio da estrada e apesar de vir escoltado pela Pide (estavam com medo que ele fugisse...) o povo gritou “Ele tem de entrar nesta terra que também é sua” e o carro guinou para dentro de Alhandra, fazendo uma primeira paragem na fábrica Cimento Tejo, onde trabalhou durante alguns anos. Passou junto ao rio, onde estavam implantados os telhais,

que tinham ligação aos Esteiros, um nome que simbolizou o livro e que pôs a descoberto uma série de injustiças que podia e devia dar a este grande escritor o Prémio Nobel da Literatura. Seguiu por dentro da vila, até à saída da sua terra adoptiva, a caminho da sua terra natal que é Gestaçô, com o povo acenando os lenços. As lágrimas caíam e os corações falavam e diziam “Filho, nunca mais estarás entre nós”. Ficou D. Manuela, a querida de Alhandra, ainda és viva minha alhandrense, minha querida alhandrense, que passes o resto dos teus dias com tranquilidade. Dá vontade de dizer, querido Pereira Gomes que com tua esposa Manuela Cancio Reis e teu sogro, Francisco Filipe dos Reis, escreveram para sempre os valores humanos como respeito, alegria, humildade, fraternidade, amor, com letras de ouro, que jamais se conseguem apagar nos corações dos alhandrenses. Américo Diogo Ferreira


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CÍRCULO DE ARTISTAS DE VIALONGA REALIZA EXPOSIÇÃO

Valorizar o artesanato como elemento de expressão artística Carlos Cardoso

O CAV- Círculo de Artistas de Vialonga, realiza, a partir do próximo dia 11 a 19 de Dezembro, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, uma exposição de artesanato, integrada na época natalícia. Com bancas ou stand’s os 14 artesãos presentes apresentam trabalhos muito abrangentes, em rendas, t e c i d o s, p i n t u ra s o b re madeira ou em telas, artes decorativas que podem ser uma boa opção para uma prenda de Natal. O CAV, que existe com esta designação desde Abril de 2010, está si­tuado, actualmente, nas insta­lações da Associação Desportiva,

Cultural e Social do Parque Residencial de Vialonga, assumindo-se como uma secção desta colectividade. É aí que mais de uma dezena de artesãos, uns a tempo inteiro, outros após a sua actividade laboral, “mostram as raízes da nossa cultura”, nas palavras de Elsa Pinheiro, e onde melhoram as suas c a pa c i d a d e s, t roc a ndo exper iências, trocando técnicas. “A exposição que vamos fazer, e onde os artesãos vão mostrar e vender os seus trabalhos, tem, ao mesmo tempo, um ponto em comum. A decoração da sala foi feita pelos próprios a r t e s ã o s. Ap re s e n t ei o

Elsa Pinheiro

projecto, trabalhámos na ideia nas últimas três semanas de Novembro e a verdade é que os artesãos fizeram coisas muito interessantes, muitas vezes com material básico. As pessoas vão ter uma surpresa”. O Círculo de Artistas de Vialonga conta com 14 artesãos, alguns oriundos de localidades de fora da f r e g u e s i a . Va l o r i z a r o artesanatocomoumele­mento de expressão artís­tica, grosso modo assente nas tradições culturais mas assimilando e incorp­orando, ao mesmo tempo, linhas, tendências mais contemporâneas, num trabalho individual que se funde com a partilha colec­

tiva, tem sido a prin­c ipal preocupação. “Queremostrazeroarte­sanato para a rua, contribuindo desta forma para valorizar ainda mais a própria freguesia. Va­mos fazer um esforço para descentralizar a nos­sa actividade. Este ano participámos nas festas de Vialonga e de Alpriate, a ver se conseguimos em 2011 estar presentes em mais localidades. Para além disso vamos continuar com as exposições públicas no Largo da República e trabalhar com os diversos parceiros”, acrescenta Elsa Pinheiro.


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LITERATURA

SUPLEMENTO CULTURAL Nº 82

ANTÓNIO ALMEIDA APRESENTA O LIVRO “QUE VIDA!...”

História de uma família anónima Carlos Cardoso

A vida das famílias, a sua história de vida, reflecte, muitas das vezes, o contexto social em que se desenvolve. Mas como um micro-cosmos que é, encerra em si mesmo as individualidades de cada ser, a forma de estar e de olhar o mundo, o percurso de cada um. O livro “Que Vida!...”, de António Almeida, é isso mesmo. António Almeida vive em Sacavém desde 1965. Nasceu em Vila-Novinha, no concelho de Trancoso, viveu em Carapito, já no concelho de Aguiar da Beira. Ele e seus sete irmãos, uma família numerosa, unida em torno de uma mãe que, a dada altura, foi obrigada a tomar uma decisão radical, deixar o marido e partir para Lisboa, à procura de uma vida melhor. Na aldeia ficava um pai s i n g u l a r, u m a f i g u r a idealista, com uma apetência interessante pelas máquinas e seu funcionamento, de tal forma que chegou a criar uma debulhadora mecânica que tanto causou de espanto como de dividas. Uma personagem interessante, autodidacta, que conseguia, numa discussão, calar os mais letrados e que, curiosamente, tem uma rua com o seu nome. O livro, porém, situa-se particularmente na figura da mãe. O autor entra na sua

consciência, tenta ler os seus pensamentos, no momento em que, doente, no hospital, recorda todo o percurso de sua vida. E, entre a ficção e a realidade, o autor, numa narrativa simples, mesmo básica, mas escorreita, vai desfiando as diversas rotas, os vários caminhos, os desafios inesperados que a vida foi colocando e que tiveram de ser vencidos. Tr a t a - s e d e u m t e x t o pessoal, como é evidente. António Almeida, que fez o l a n ç a m e n t o d o l i v ro exactamente no decorrer

de um convívio realizado pela Casa do Concelho de Aguiar da Beira, em Lisboa, reconhece tratar-se, acima de tudo “um tributo à minha mãe, um agradecimento ao que fez, alguém que não se subjugou à sua situação”. Re c o r re u , p a ra i s s o, à memória. Mas também a depoimentos e histórias contadas por familiares e amigos. Num trabalho que foi sendo fragmentado, limpo, espoliado, ao longo de quatro a cinco anos. “Que Vida!...” é, ao mesmo tempo, uma espécie de roteiro etnográfico. De

facto, pelo meio, aparecem quadros referenciado modos de estar e modos de ser das populações das aldeias de um interior que, ao tempo, era tão distante, histórias, lendas, instrumentos da lida no campo, cenas de festas populares, etc. Umlivroé,paraimensagente, um ponto de partida. Pode gerar a apetência à escrita, que pode ser burilada, trabalhada, alcançando um maior grau de profundidade e conseguindo uma abrangência tal que permite fazer perdurar o texto para além do seu próprio tempo. António Almeida confessa que te m ma is ideias e mais coisas escritas. Se a publicação de “Que Vida!...”, para além do tributo pessoal, alimentar novas energias para outras obras, significa então que o livro cumpriu muito mais do que a sua simples função básica, a de entreter, de formar, ou de criar emoções. António Almeida frequenta a Universidade Sénior de Loures – Pólo de Sacavém. Também aí vai apresentar o livro. É já no próximo dia 7 de Dezembro, pelas 15h30. Um momento mais para percebermos que um país é feito, de facto, de muitas famíliasanónimasedemuitas mães que viveram mais para os outros esquecendo-se tantas e tanta vezes de si

ESPAÇO POESIA Andava preocupado Por não ter onde ir comprar O que me fazia falta Para fazer o jantar Também ao pequeno-almoço Sentia dificuldade De poder ir comprar leite E pão fresquinho à vontade Como eu havia muitos A viver este dilema O Governo apercebeu-se E resolveu o problema Foi às grandes superfícies Falaram com os patrões E logo ali acertaram Arranjar soluções Abrir às seis da manhã E fechar à meia-noite Falar não é coisa vã Mesmo que lá se pernoite Só tem uma coisa má É não darem lá fiado E também pagarem pouco A quem lá está empregado Como eu sei reconhecer Se a memória não me falha Tudo o que estão a fazer É ajudar quem trabalha Mas analisando bem Esta gente eu não aturo Prefiro beber leite azedo E comer o pão bem duro (Francisco Bordalo – Vialonga)


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SUPLEMENTO CULTURAL Nº 82

ANSELMO GODINHO, À PROCURA DE MAIS OPORTUNIDADES

PINTURA

Técnica Batik oferece um outro olhar sobre a Guiné Bissau

Batik é uma técnica de pintura que guineense Anselmo Godinho aprendeu na Gâmbia. Trata-se de pintura em pano, grosso modo linho, algodão e até seda, recorrendo ainda a cera quente ou parafina, para delimitar formas e conseguir um conjunto de realces e sinuosidades que tornam os quadros originais. Em Portugal há uns seis anos, onde trabalhou na construção civil, a viver em Santa Iria de Azóia, na localidade de Via Rara, Anselmo Godinho está a aprofundar e a divulgar

FOTOGRAFIA Integrada na 11º Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, está patente na Galeria de Exposições Augusto Bértholo, em Alhandra, a exposição de fotografia “Ruin’Arte” de Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva. O projecto “Ruin’Ar te” pretende chamar a atenção para a degradação do património arquitectónico, um pouco pelo País fora, “p e d a ç o s d e h i s t ó r i a perdidos, almas penadas do nosso passado”. Um património industrial, urbano, clerical, rural, etc que revelam, ao mesmo

CONTOS Reuniam-se no café e o único assunto que sabiam e gostavam de discutir era em torno do dinheiro, de quem tinha mais, do que este e aqueloutro tinham ou deixavam de ter. Todas as conversas, sem excepção, se encaminhavam para o referido assunto. Naquele fim-de-semana, para não variar, o mesmo grupo, sentado no mesmíssimo lugar, discutia o tema de sempre: o dinheiro. A única diferença, se é que isso contava, era que se discutia quem tinha as maiores propriedades no concelho. Sicrano e beltrano vieram à liça por diversas ocasiões e pela primeira vez a opinião foi consensual: sem dúvida eram os maiores. Sentado na mesa ao lado estava o António, tão ou mais linguarudo do que os vizinhos, mas sem cabidela nos suas

Ruínas em Alhandra tempo, a relação do Homem com o que constrói, com o que fabrica, com o que imagina para de seguida, de firma abrupta e insensível, deixar morrer lentamente. As fotos destas ruínas, algumas de uma beleza impressionante, são ao mesmo tempo um desafio para um olhar diferente para com as ruínas, raízes do que já fomos mas inóspitos sinais do que de facto também nós, viremos a ser...pouco ou nada mais doq ue ruínas.

mensagem”, revelando um novo olhar sobre África mas muito em especial sobre a sua terra de origem, a GuinéBissau. São mensagens que alertam para as problemáticas sociais, para a desunião entre as pessoas, as doenças, a degradação ambiental, recorrendo a elementos expressivos mais ou menos salientes, mais ou menos compreensíveis a um primeiro olhar. Mas onde está presente a cor e o movimento que marca de forma indelével a cultura africana. CC

NA ESTANTE “Bute daí, Zé!”

CC

O canto dos linguarudos

conversa devido ao sua falta de estatuto económico: era muito pobre. Desejoso por participar na conversa aclarou a voz e disse: -Peço perdão…quem sou eu para discordar de tão ilustres senhores… Entreolharam-se os interlocutores, surpreendidos com a intromissão:

esta técnica artística, até como meio de responder às dificuldades decorrentes da falta de trabalho. Por isso apresentou um pro­ jecto de candidatura ao microcrédito, através do Centro de Emprego, e con­ seguiu obter uma parte do apoio necessário ao incremento deste projecto. E foi na Casa da Cultura, em Santa Iria de Azóia, que realizou a sua exposição de pintura Batik. E em Maio, na Bienal Lusófona, que se realiza em Odivelas, tem garantido a exposição de trabalhos seus. Os seus quadros “tem uma

- Falaste Tónio? Queres dizer alguma coisa? -Se me permitirem… -Despacha-te…diz lá… remataram os linguarudos. -Bom…o que eu digo e repito, para quem me quiser ouvir, é que eu estou de acordo com o facto de eles serem os maiores proprietários…mas nenhum tem uma propriedade que se estenda por três concelhos! -Por três concelhos? Não há quem esteja nessas condições! -Há sim… - contrapôs Tónio com um ar misterioso - Querem apostar? -Tudo o que quiseres… -Bem, como não sou ganancioso, se perder pago-vos um uísque e se eu ganhar passam a tratar-me por” senhor dos três concelhos” e a levantarem-se para me cumprimentarem… Desataram a rir-se com a sua proposta mas aceitaram-na,

saboreando antecipadamente as bebidas, já que conheciam há muito o Tónio. -Lembram-se da ponte dos três concelhos? -Sim, claro! -Pois a terrinha que está na confluência dos três concelhos é minha… -Isso é uma terra de nada, uns metrinhos que não valem nada… - apressaram-se a concluir. -Não tenho a menor dúvida de que assim é… mas a aposta foi outra… Os presentes no café testemunharam a vitória de Tónio. Ainda hoje são muitos os que se espantam quando o esfarrapado Tónio entra no estabelecimento e os poderosos da terra se levantam e o cumprimentam: -Como vai o senhor dos três concelhos? Jorge C. Chora

O livro “Bute daí, Zé!”, de Filomena Marona Beja, baseia-se num caso real, o assassinato de um activista anti-racista, Zé Carvalho, cometido por um grupo de skins oriundos da margem sul. O seu autor, Pedro Grilo, foi preso, julgado, condenado, mas acabou por fugir da prisão de uma forma estranha. Nunca mais o encontraram. A partir desta história, Filomena Marona Beja constrói um texto, pautado por frases curtas, curtíssimas mesmo, “gosto de deixar espaços, para pensarmos”, disse a autora quando esteve no Museu do Neo-Realismo, um texto que pretende ser, ao mesmo tempo, uma visão própria de um dos períodos mais importantes da história de Portugal, o 25 de Abril de 1974. “Escrevo sobre o meus pais, escrevo do que vive e do que vivo”, disse. O Zé era uma personagem igual a tantos jovens. Filho de trabalhadores, morava na Venda Nova, concelho de Amadora. “Era um Zé como todos nós”, disse a escritora. O seu percurso de vida levou-o a escolher uma trincheira, tal como a própria autora:”Sou comprometida politicamente, não o nego”. Um compromisso que a leva a afirmar-se, por outro lado, como sendo uma autora realista. “Do realismo social, não do neo-realismo. Do velho realismo, diria... até porque os meus livros são textos literários, não relatórios da realidade. Miguel Real, que fez a apresentação de “Bute daí, Zé”, a expressão utilizada por um amigo de Zé Carvalho, na ambulância que o transportou ao hospital, um apelo à vida, no fundo, vai um pouco mais longe e define o livro e a autora como portadores de uma escrita “testamental”, ou seja, de alguém que se refere ao presente mas como que deixando uma ponta para o futuro. “O seu estilo não descreve, s u g e re, u m e s t i l o rareificado...”. E esse futuro está de facto no próprio título, como confessou Fi l o m e n a Ma ro n a Beja. “Bute daí Zé é como se dissesse, Bute daí malta, não nos podemos deixar ficar. Foi isso que quis dizer”. Título: “Bute daí, Zé!” Autor: Filomena Marona Beja Editor: Sextante Editora


24 | 30 NOVEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

“A Ilha Encantada” Depois dos sucessos de “Capuchinho Vermelho”, “João e o Pé de Feijão” e “O Gato das Botas”, a próxima peça de teatro a subir à cena no palco do Teatro da Malaposta e destinada às crianças de todas as idades é “A Ilha Encantada”. Com texto e encenação de Fernando Gomes, estreou no passado dia 14 de Outubro e estará em cena até ao final de Julho do próximo ano. Tem apresentado salas sempre cheias. A proposta é um novo espectáculo onde, tal como nos anteriores, não vai faltar a magia, o divertimento, o estímulo à imaginação; uma fonte de prazer e aprendizagem. Para escrever A Ilha Encantada, Fernando Gomes inspirou-se nos contos maravilhosos que ouviu em criança - há muitos... muitos anos atrás! - mas que o tempo não apagou da sua memória. Através do prazer e das emoções que as histórias proporcionam, o ‘maravilhoso’ sempre foi e continua a ser um dos elementos mais importantes da literatura destinada aos mais novos. ...A Ilha Encantada é contada em forma de lenda, uma tradição oral que, passando de geração em geração, narra acontecimentos fantásticos; contada... e cantada, uma vez que a música é uma presença constante neste espectáculo, uma maravilhosa Fantasia Musical. O público é convidado a entrar numa ilha, uma ilha misteriosa onde se destaca um castelo, um barco, e o seu mais velho habitante, um simpático contador de histórias, que além de receber os visitantes, os convida a participar no jogo teatral do “faz de conta”. Assim, Actores e Público vão “desembarcar” no mundo das lendas, no mundo do teatro, no mundo dos sonhos, no mundo da Ilha Encantada!

“E conta a lenda... que há muitos, muitos anos atrás, aqui não havia nada, só mar, um imenso mar... até que um dia, um pescador, que ali andava a pescar, sentiu o barco a tremer, o mar a desaparecer e nesse mesmo lugar uma ilha vi nascer. E segundo conta a lenda, essa ilha era apenas habitada por animais de diferentes espécies e raças, mas todos se davam maravilhosamente bem uns com os outros. Todos!’ Até que apareceu um pirata e com ele... A Poluição! Tudo isto conta a lenda... Mas o mais que a lenda conta... não posso agora contar! Deixo isso para os Actores que no palco vão entrar... e com amor, com magia... A história da Ilha Encantada... a todos vão revelar! Preparem-se pois para uma viagem ao maravilhoso mundo das lendas... no mundo do teatro... no mundo dos sonhos... no mundo da Ilha Encantada! Equipa Artística: Versão e Encenação FERNANDO GOMES; Cenografia NATÉRCIA COSTA; Design Gráfico ARMANDO VALE; Figurinos MANUEL MOREIRA; Produção e Desenho de Luz MANUELA JORGE; Música VÁRIOS COMPOSITORES; Fotografia MARGARIDA NUNES Co-Produção KLÁSSIKUS, associação cultural/Teatro da Malaposta Equipa Técnica: Execução Figurinos HELENA LEITÃO; Direcção de Produção Klássikus MANUELA JORGE; Divulgação MALAPOSTA; Montagem e Execução de Luz e Som PAULO GOMES | ANDRÉ TERESINHA | JOÃO NEVES | DIOGO ROSANDO; Montagem Cenografia ANTÓNIO PLÁCIDO e JOSÉ MANUEL | RUI TRINDADE Interpretação: ANA LANDUM; ISABEL RIBAS; JORGE ESTREIA; LUÍS PACHECO; RUI RAPOSO

O vendedor de fósforos

Vende-se

Com autoria e adaptação de Fátima Éffe e encenação de Hélder Gamboa, O Vendedor de Fósforos é a proposta do Centro Cultural Malaposta para o público infantil, para escolas durante a semana e por marcação e ao fim de semana para o público em geral. A estreia está marcada para o dia 8 de Dezembro e estará em cena até 30 de Janeiro, na Sala Experimental. Numa localidade próxima daqui, é tempo de Natal. Tempo de frio, de muito frio. E de neve. As pessoas correm atarefadas com os sacos carregados de compras, laços, fitas e enfeites. Porque falta sempre um último presente apesar do muito, excessivo, dinheiro que já se gastou. Apressadas e bem agasalhadas, atropelam-se, impacientam-se com as esperas e as demoras. Um rapazinho, um vulgar vendedor de tapetes, observa o leve tombar da neve e o pesado atropelo das pessoas... até que descobre uma curiosa e misteriosa caixa. De quê? De fósforos? Quem os teria perdido? E como é que a caixa está enxuta e intacta apesar da neve que tomba? Será que ele se atreverá... a acender? E, depois? O que pode acontecer? Afinal, esta bem poderia ser ‘apenas’ mais uma história de Natal... Mas talvez não seja... Talvez acenda o espanto e o encanto do rapazinho - e de todos nós! - Sempre que descobrimos a poderosa magia dos tais fósforos...

Leandro Morgado apresenta mais um dos seus espectáculos de stand-up comedy, “VENDE-SE”, no Café Teatro do Centro Cultural Malaposta, nos dias 3, 10 e 17 de Dezembro, às 22H00. Psst! Você! Sim, você. Cansado de ir ali “só comprar uns bolinhos húngaros” e voltar com um pullover grená, uma almofada antialérgica, um pionés e um apartamento num condomínio privado em Tróia? Cansado desse automóvel topo de gama que comprou com um crédito bancário pouco ortodoxo que inclui a venda voluntária do seu próprio fígado? Se este for o seu caso, não está sozinho! A sociedade de consumo em que vivemos empurra-nos para uma encruzilhada decisiva. O caminho da direita, ou da esquerda, se estiver de costas, conduz-nos ao aumento das taxas de depressão, infelicidade e desespero. O da esquerda, ou da direita, se continuar de costas, conduz à irremediável extinção da raça humana tal como a conhecemos. É preciso decidir bem! Depois dos espectáculos ‘A FRAUDE’ e ‘STATUS’, Leandro Morgado apresenta - ‘VENDE-SE’. Um espectáculo de consumista para consumista...de consumo obrigatório.

Garret no Coração Fernando Gomes é o autor de “Garret no Coração”. Peça de teatrocomédia com estreia marcada para dia 2 de Dezembro, no Auditório do Centro Cultural Malaposta, às 21H30, e com a qualidade a que já nos habituou em anteriores espectáculos. No salão nobre do Convento das Madalenas Calçadas. Sob a direcção da Madre Ribalta, as irmãs Sensibilidade, Benilde, Tragédia, Paulette, Suplício e La Salete, acompanhadas por dois irmãos do Convento dos Sandalinhas do Pescador organizam uma récita de homenagem a Almeida Garrett, com o propósito de darem a conhecer um pouco sobre a vida e obra do autor, contribuindo assim para o aumento do nível cultural do país. Juntando o útil ao agradável, com esta récita, as Madalenas Calçadas têm ainda a esperança de conseguirem angariar fundos, que as ajudem a suportar a crise económica que também atingiu o convento. Encenado por Fernando Gomes, a partir de textos seus e de Almeida Garrett, o espectáculo “GARRETT NO CORAÇÃO”, é um musical de convento. A acção decorre no Salão Nobre do Convento das Madalenas Calçadas, durante uma récita de homenagem ao autor de “Frei Luís de Sousa”. Sob a direcção da Madre Superiora, as irmãs Sol, Lua, Angústia, Benvinda e Suplícios, acompanhadas pela música da banda “Os Papos de Anjo”, homenageiam Almeida Garrett em forma de récita, ou “jogos florais”. Estas personagens, grandes admiradoras do “escritor romântico, soldado do liberalismo, compreensivo e aberto, reformador clarividente, d i p l o m a t a habilidoso, empreendedor e revolucionário”, sobem ao palco com o propósito de dar a conhecer um pouco sobre a vida e obra do autor. Um espectáculo recheado de m o m e n t o s humorísticos construídos com base em algumas das mais marcantes obras e personagens de Almeida Garrett.

Triângulo - 187  
Triângulo - 187  

Triângulo - 187

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