Issuu on Google+

Reflexão do Presidente Porque na Escola de hoje, construímos o amanhã! Quando falamos em segurança, a Escola não pode ser o reflexo da sociedade, antes, a sociedade, tem que ser obrigatoriamente o reflexo da Escola. O panorama da Escola Hoje é o da sociedade em que vivemos. Entre outras, insegurança, impunidade, falta de respeito e indiferença para com o outro. Embora se tenha Legislado no sentido de agilizar os processos de intervenção e de penalização dos prevaricadores, essa legislação não veio colmatar os problemas, nem tão pouco diminuí-los. Ao longo dos anos tem-se vindo a assistir ao despovoamento do recinto escolar por parte dos adultos, tal pode ser constatado olhando para a redução do número de Assistentes Operacionais e para o aumento do número de alunos por turma, com a consequente redução do número de Professores. Como consequência, cada vez há mais espaços sem vigilância e cada vez é mais difícil o controlo das turmas e a interacção com as mesmas por parte dos Professores. O acima, leva ao desrespeito, à indisciplina, ao vandalismo, à violência e ao Bullying, entre outros fenómenos menos próprios para uma Escola. Todos estes fenómenos levam ao desinteresse, à desmotivação, ao insucesso e à consequente tentativa de abandono escolar. Algo tem que mudar na Escola para que esta deixe de ser, uma importadora de más práticas e passe a ser uma exportadora das boas práticas. A Sociedade tem que ser o reflexo da Escola de qualidade que teremos. Uma Escola que os Alunos terão prazer em frequentar. ____________________________________________________________________________ Pessoa Colectiva de Utilidade Publica D.R., 2ª Série, nº 133, de 9 de Junho de 1992


Para isso, ao contrário de desinvestir, há que reinvestir na Escola. Há que reduzir o número de Alunos por turma, o que permite uma maior interacção entre os professores e os Alunos, quer individualmente, quer em grupo e ainda um maior controlo da turma. Há que se inserir na Escola a figura do Animador de Recreios, profissionais com formação para lidarem com as várias realidades do recinto escolar, que terá por competências, entre outras, dinamizar o recreio (entenda-se, todos os espaços de lazer), identificar e sinalizar problemas e agir rapidamente sobre qualquer foco passível de gerar qualquer tipo de violência. Há que ministrar uma formação contínua a todos os agentes que interagem com os Alunos no recinto escolar, apenas assim, se consegue dar resposta à constante alteração da realidade social. Porque na Escola de hoje, construímos o amanhã, é imprescindível um forte investimento na Formação Cívica dos Alunos. Seja através de uma disciplina específica, seja adaptando o currículo das disciplinas de humanidades, nunca esquecendo no entanto que os conteúdos e os métodos de transmissão dos mesmos, devem ter sempre em conta a realidade social em que vivemos, de outra forma, a Formação Cívica, passará a ser apenas mais um disciplina ou uma parte da matéria que os Alunos olharão com desdém, não se conseguindo assim atingir o objectivo pretendido. O FUTURO começa aqui… na ESCOLA.

Isidoro Roque Presidente

____________________________________________________________________________ Pessoa Colectiva de Utilidade Publica D.R., 2ª Série, nº 133, de 9 de Junho de 1992


Reflexãoii