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nº 3 • junho 2013 • distribuição gratuita • Periodicidade: mensal

www.fep.up.pt

Edifício das pósgraduações

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Erasmus na Finlândia

Tiago Devesa, o melhor aluno da FEP fala-nos do seu percurso académico

Isabel Sá, aluna que esteve, no passado semestre, na University of Tampere, fala-nos da experiência por terras nórdicas.

Páginas 10 e 11

A faculdade vista de fora

Fep mantém rumo de exigência e qualidade As opiniões de figuras ilustres Pags 4-5

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Agenda Cultural

Por detrás dos rostos conhecidos

FEP Finance Club: S&P500 em máximos históricos – subvalorizado ou sob apreciado?

“Conversa Fiada”, promovida pelo EXUP (Experience Upgrade Program), no Salão Nobre, a propósito da comemoração dos 10 anos desta organização da Academia de Competências da FEP. O EXUP, que nos tem dado a conhecer, neste

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âmbito, as diversas organizações da Faculdade, surpreendeu-nos, desta vez, com um leque de figuras públicas convidadas para uma conversa em tom intimista: Jorge Gabriel, Eugénio Campos e Pedro Abrunhosa.

O S&P 500, o índice de mercado baseado nas acções das 500 maiores empresas cotadas no mercado americano, renovou no passado mês de Maio os seus máximos históricos.

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HISTÓRIAS DA FEP SEM AMARRAS

GONÇALO SOBRAL MARTINS w w w. g s m a r t i n s . b l o g s p o t . p t

O “outro” lado da FEP

Contrariedades de um “circo” A contrastar com os tempos actuais, Maio foi pródigo e presenteou-nos dias com sabor a Verão. Na verdade, as ondas de calor confundiram algumas pessoas. A desidratação tem destes inconvenientes. Iniciemos com os efeitos do calor sobre o actual ministro da Presidência, Marques Guedes, que “confundiu” o seu colega governamental, Paulo Portas, com o «líder do principal partido da oposição». Afinal, não sou o único a observar que há mais resistência ao governo dentro do próprio governo do que na política efectuada por António José Seguro. A meio da declaração de Marques Guedes, já esperava que este se “equivocasse” pela 2ª vez – tão acertadamente como da 1ª –, afirmando que o líder socialista, afinal, era o braço direito de Passos Coelho. Bem vistas as coisas, a declaração do ministro não é assim tão equívoca, como à primeira vista nos possa parecer: Paulo Portas qualificou-se como um homem de «uma palavra» e referiu que era «politicamente incompatível» com a “TSU dos pensionistas”, «por razões de justiça social, impacto económico e, até, de prudência jurídica». Ainda assim, decidiu aceitá-la em conselho de ministros. Se já é “cómico” ver um ministro a classificar como errada uma medida “assinada” também por si, é ainda mais jocoso vê-lo a consentir a mesma, depois de garantir que não o faria. E é, assim, de medida em medida política (de corte), daquelas que são criticadas pelos mesmos que as lançam, que o país anda. [Mas ele anda?] Aliás, manca. [Chega a tanto?] Permanecemos, claramente, a coxear, após o fim da 7ª avaliação da Troika, e, segundo o nosso Presidente da República, não fosse a «inspiração da Nossa Senhora de Fátima, do 13 de Maio», hoje estaríamos estáticos (e “ligados à máquina”). Cavaco Silva, com fortes convicções religiosas, e após verificar que nada se tem resolvido, neste país, por via de um bom domínio da ciência (política, matemática, etc.), decidiu virar-se para a fé. Quem não foi na mesma onda “religiosa” de Cavaco Silva foi o escritor Miguel Sousa Tavares. Este acabara de lançar um novo romance e, agora, vê-se envolto noutro, judicialmente, por ter apelidado o P.R. português de «palhaço». Por via de um antigo (e confiável) “Dicionário

Prático Ilustrado” que descobri, em minha casa, verifiquei que a palavra «palhaço designa uma personagem cómica que tem intenção de divertir o público e provocar o riso, em especial no circo». Obviamente, não deixarei expressa a minha opinião sobre o enquadramento do chefe de Estado nacional na definição apresentada, apesar de crer que o Portugal contemporâneo assemelha-se a um “circo” incompetente (já que todos “nós” – espectadores – compramos, a cada dia, um bilhete mais caro para assistirmos a um espectáculo em que nos rimos cada vez menos). O mês precedente ficou, igualmente, marcado pela estupefacção. Assisti a uma situação que jamais pensei contemplar: Jesus de joelhos, enquanto o “Papa” dançava [num dos camarotes do Estádio do Dragão]. Passados uns dias, assisti a outro episódio cómico: a equipa Invicta preparava-se para festejar o tricampeonato de futebol e, um pouco por todo o país, sentia-se o apoio ao primeiro-ministro — tanto se queixam da sua política e “todos” gritavam pelo “Passos”. Sem efeito, dado que o F.C. Porto, contra as previsões e os festejos antecipados que se fizeram sentir, garantiu um ano “tri-turador” com os títulos de campeão nacional em Andebol, Futebol e Hóquei. [O Liedson, finalmente, cumpriu o sonho de se tornar campeão nacional e nunca teve de trabalhar tão pouco para isso.] A felicidade de uns é a infelicidade de outros e o Benfica viu escapar por entre os dedos, para além do campeonato, a Liga Europa frente a um Chelsea algo sortudo. E, como nada é suficientemente mau para que não possa ficar pior, o Jamor contemplou a festa vimaranense. Em tanta maré de azar, os benfiquistas só têm de dar um “desconto” à equipa – dois, nunca –, na medida em que não foi por falta de empenho que se viram “de mãos a abanar”. Por fim, gostaria de pressupor uma fase de sucesso, a todos os estudantes da FEP, nesta época de exames que se avizinha e, sendo esta a última edição do Jornal no presente ano lectivo, desejar a todos os elementos que compõem (ou compuseram) a Faculdade de Economia do Porto um Verão sereno e divertido. Até Setembro, Fepianos!

Na última edição, o FEPIANO deu a conhecer o edifício principal da faculdade. No entanto, este não é o único que constitui a derradeira Faculdade de Economia do Porto. O edifício das pósgraduações é, também, importante e muito utilizado até pelos alunos das licenciaturas. Não é só o edifício principal que é “feito de histórias”… MARTA TISTA SANTOS

Apesar de mais recente, este edifício também foi alvo de alguns contratempos, até se formar aquilo que designamos, hoje, por Edifício das Pós-Graduações. Tudo começou há mais de 20 anos, com um terreno de mais de 8000 m2, em que seria construído o Edifício NET – Novas Empresas e Tecnologias. Durante muito tempo, o atual Bloco A (Bloco 400) era designado como BIC – Business Inovation Center, um edifício criado para servir como uma espécie de incubadora de novas empresas. No entanto, este projeto “morreu” com a construção do Europarque em Santa Maria da Feira, que, entre outras infra-estruturas, desenvolveu o Parque de Ciências e Tecnologia com esse objectivo (acolhimento e incubação empresarial e prestação de serviços e apoio às empresas instaladas). O “esqueleto” do Bloco A ficou, então, entregue a actividades pouco lícitas. Com o crescimento exponencial da Faculdade de Economia e

com a criação de “escolas” de pós-graduações da Universidade do Porto, foi reabilitado e inaugurado no final de 2005. Atualmente, este Bloco alberga os Serviços de Informática, Salas de Computadores para os alunos, 4 salas de aula e 1 gabinete (401, 402, 403, 404 e 406). Durante a obra, ocorreram alguns problemas – um curto-circuito nas vésperas da inauguração provocou problemas nas bombas de água e transformou numa autêntica “piscina” uma zona do edifício (debaixo do atual Bar das Pós-Graduações), “afogando” as próprias bombas. Já em 2005 se encontrava em fase de construção a 2ª parte do Edifício das Pós-Graduações (na altura, designado por “Ampliação da Faculdade de Economia”) – os Blocos B (Bloco 500) e C (Bloco 600) – que, na verdade, são 3 blocos – projectado pelo Arq. Camilo Cortesão. Entrou em pleno funcionamento em 2007, com mais salas de aula, gabinetes, 1 sala polivalente e 1 auditório para 70 pessoas (69, mais precisamente!). Quando o projecto terminou, como não era possível chamar os 4 blocos de “BIC” ou de “Ampliação da Faculdade de Economia”, e como já era utilizado, essencialmente, para aulas de mestrado e pós-graduações, ficou, então, como Edifício das Pós-Graduações. Agora, para acabar em beleza: sabiam que este edifício é construído por cima de uma ribeira? Alguém sabe o nome?


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O culminar de um ciclo…

CRÉDITOS: JOAQUIM MARTINS

MARIA SOUSA E MARTA TISTA

Estamos na recta final de mais um ano académico: para uns o primeiro, para outros o seu último… A fase dos exames vai começar e, por muita vontade que tenhamos, é sempre preciso um incentivo. Não pretendemos recordar/retrospectivar o que foi a Semana da Queima das Fitas pois, como disse William Shakespeare, “Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te”. E, como todos sabemos, esta semana é inesquecível! Assim, vamos apenas deixar-vos um feedback do que foi esta última edição do acontecimento mais importante do ano. Antes de mais, não podemos esquecer a Imposição de Insígnias que antecede o início desta semana. Esta cerimónia estudantil é única no cenário académico português. Com origem na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, o costume seria retomado e aprofundado pela Universidade do Porto. Não esquecendo os fitados e os grelados, esta cerimónia tem especial significado para os finalistas que cartolam. A FEP encheu-se de familiares, amigos, padrinhos e madrinhas que foram apoiar os estudantes neste momento único.

À porta do Salão Nobre, aglomeravam-se os alunos que, ansiosos, verificavam a lista com os nomes e esperavam pela sua vez. Por um lado, a expectativa do momento trazia-lhes a vontade de entrar mas, após saírem do Salão Nobre, era notória a nostalgia nos seus olhos. Os seus percursos académicos estavam a chegar ao fim e, desse modo, muitos acontecimentos e memórias lhes vinham à cabeça. Depois, rodeados pelos seus mais próximos, aceitavam de bom grado as bengaladas que lhes eram desferidas. As cartolas eram, assim, quase desfeitas mas a boa disposição reinava. Um novo desafio estava agora a aproximar-se e, por muito que seja triste o momento de deixar a vida de estudante, o futuro esperava por eles!

A Monumental Serenata marca o início da semana da Queima e daí ter um significado especial. O nome diz tudo e a imagem que fica desta noite magnífica é o mar de estudantes que, de capa traçada, ouvem respeitosamente os acordes da guitarra e a voz dos fadistas.

Realizado na Universidade Portucalence, contou com a presença do nosso fenomenal eCOROmia, que segundo os que assistiram conseguiu dar um final em grande a este encontro.

Este ano marcado pela chuva, que muitos dizem ter abençoado a ocasião, foi, como sempre, um momento de grande animação. É sempre uma fase de transição para todos os estudantes, principalmente para os caloiros que, passando a Tribuna, passam a pastranos. Mas, para acabar em beleza, como é tradição, nada como “ir ao banho” nos Leões! Aqui todos somos iguais e a diversão e a garra são as palavras de ordem. A nossa bandeira ainda lá continua, no cimo, a assinalar a presença desta grande casa!

Este ano, a TAFEP esteve em grande neste Festival! Não desprezando as restantes tunas presentes, temos de dar os parabéns à nossa Tuna que conseguiu arrecadar três prémios: Melhor Pandeireta, Melhor Estandarte e 3ª Melhor Tuna. Grande TAFEP!

A Garraiada marca o fim desta fantástica semana para todos os estudantes! A FEP esteve lá, de vermelho e branco, e foram muitos os corajosos a pegar o vitelo. A melhor claque foi a do ISMAI, mas para o ano estaremos lá a exigir a desforra.


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ALUNO DA FEP, EM ENTREVISTA

Cavaqueando com... Tiago De Este mês, o Fepiano “saiu” dos gabinetes e foi ao encontro do melhor aluno da nossa Faculdade. Tiago Devesa, finalista da Faculdade de Economia do Porto, partilhou o seu brilhante percurso, ao longo dos últimos três anos. Com passagens pelo FICT e pela FJC, o estudante gaiense revela os segredos do seu sucesso e responde a questões de carácter pessoal. GONÇALO SOBRAL MARTINS E GUILHERME SOUSA

Escolheste a FEP e Economia, durante o secundário foi uma opção entre muitas outras alternativas, ou nunca foi uma dúvida? O que mais pesou na escolha da FEP?

Durante o meu secundário, tinha interesse por várias áreas, tendo “saltado” por várias. Primeiro, comecei por querer ir para Física, mais tarde Direito, depois Filosofia e acabei por assentar em Medicina. No entanto, tinha colegas que me falaram em Economia e fui, literalmente, atrás deles. Inscrevi-me e preparei-me para o exame nacional de Economia e, prontamente, me apercebi que os conteúdos abordados pela área me interessavam imenso. Portanto, a minha escolha foi feita sob pressão e sem grande racionalidade. No entanto, apesar de me ter parecido uma decisão precipitada, acabou por correr muito bem. Alguma vez puseste em questão a tua escolha?

As primeiras notas surpreenderam-me pela negativa o que, a par do choque relacionado com a mudança, gerou em mim um desconforto que, numa fase inicial, me fez pensar em desistir do curso. Coloquei como hipótese mudar para Medicina, mas acabei por dar uma oportunidade a Economia e insistir por um ano. No final, já não havia hesitações e apercebi-me que adorava isto. Como é que descreves a tua adaptação à faculdade?

A minha entrada na FEP ocorre quase em simultâneo com a entrada na FJC (FEP Junior Consulting), o que facilitou imenso o processo de integração, na medida em que encontrei um grupo de pessoas muito interessante que me deram bastante apoio. O que te supreendeu na FEP e, pelo contrário, te desiludiu?

Não contemplo muita coisa que me tenha desiludido, mas diria que pontualmente o método de ensino não incentiva as pessoas a pensar, a serem críticas e analíticas por si próprias. Por outro lado, apesar de, antes de ingressar aqui, já estar à espera que a FEP tivesse tantas mentes incríveis, quando tive contacto com elas, fiquei ainda mais surpreendido com o potencial das mesmas. Como vês o curso de Economia na preparação dos estudantes para o mercado de trabalho e vida?

Numa perspectiva de integrar o mercado de trabalho, o curso de Economia é muito incompleto, o que não é necessariamente mau, isto porque é um curso intrinsecamente teórico e, relativamente, curto. Em relação às outras componentes (soft skills), hoje em dia extremamente necessárias, têm que ser conquistadas por outra via que não o curso. No entanto, julgo que é mesmo assim que tudo deve funcionar. Compara o Devesa do início do curso com o atual, em termos de organização, dedicação ao curso...

Nestes três anos, tive oportunidade de contactar com pessoas com uma visão da vida diferente, mas, ao mesmo tempo, muito inteligentes e competentes. Foram estas as pessoas que me fizeram sair do meu quadradinho e, também, me ajudaram a ver que para uma dada situação existem várias resoluções válidas. Além disso, a minha passagem pelo FICT, pela FJC e, especialmente, pelo próprio curso deram-me ferramentas que me serão muito úteis no futuro.

FICT, contudo diferentes pessoas terão diferentes interesses. Como segundo ponto, a quem não se sinta muito confortável com o inglês, aconselharia a tentar ultrapassar o mais rapidamente essa dificuldade. Por último, aconselho os alunos a arriscarem, a tentarem envolver-se no maior número de coisas diferentes – há imensos concursos/ eventos que acontecem na FEP: os 3 anos de curso passam muito depressa, por isso acho que é importantíssimo que o aluno se tente envolver no maior número de experiências possíveis, por forma a conhecer-se melhor. Tiveste um percurso de 3 anos na FJC e FICT. Porque escolheste estas duas organizações da nossa faculdade e o que delas tiraste?

A primeira instituição para a qual entrei foi a FJC e cativou-me imenso por me oferecer uma experiência prática e concreta. O facto de poder resolver problemas reais e de ser uma organização totalmente gerida por estudantes fez-me acreditar que poderia potenciar o meu desenvolvimento, de um modo muito mais rápido. Em relação ao FICT, as minhas grandes referências na faculdade tinham sido os criadores desta instituição. A par disso, verifiquei que o crescimento que eles tinham com a participação em competições internacionais era exactamente o crescimento que eu queria ter. Na altura, pareceu-me que a FJC e o FICT seriam uma combinação óptima, por me permitirem um forte desenvolvimento pessoal, resolver casos reais e ter acesso a outras grandes oportunidades.

“O curso de Economia é muito incompleto, o que não é necessáriamente mau”.

Se fosses agora mentor de um recém-chegado à FEP, quais as dicas que lhe darias?

O único conselho que seria generalizável era o de tentar conhecer ao máximo as suas forças e as suas fraquezas, para, assim, tentar adaptar, da melhor forma, a sua abordagem, bem como os seus objectivos – aquilo que gosta e não gosta de fazer. Alguns conselhos que são mais específicos, mas que também acredito que se poderiam aplicar à maior parte das pessoas: em primeiro lugar, candidatar-se a algumas das organizações de estudantes da FEP – pessoalmente achei mais interessantes a FJC e o

Qual a imagem que a praxe deixa a um aluno que não a vive por dentro?

Nunca foi algo que tenha despertado o meu interesse, pelo que não possuo um conhecimento detalhado sobre aquilo que são as actividades praxistas, para poder dar uma opinião relativamente aprofundada. No entanto, parece-me positivo que um grupo se junte quando se sente bem dentro desse conjunto de pessoas, desde que não promova hostilidade para as pessoas que dela não fazem parte. O caso da praxe, na FEP, nunca me pareceu fazer isso, pelo que penso que se as pessoas gostam de nela participar é algo de positivo.

Sempre tiveste o curso como prioridade ou, muitas vezes, relativizaste a sua importância?

A minha prioridade foi, desde sempre, aprender o máximo possível, sendo que o curso era uma dessas vertentes de aprendizagem. Considerando isto, durante estes três anos, tentei jogar com as produtividades marginais e com o custo-benefício das diversas actividades e maximizar, assim, a minha aprendizagem. Por vezes, o curso saiu sacrificado. Tive de faltar a algumas frequências, ou deixar de estudar, para participar noutras actividades. Todavia, também, já tive de recusar outros projectos para me poder concentrar no curso. Em suma, nunca coloquei uma coisa à frente da outra, mas tentei geri-las, como se estivessem lado a lado. Quais as características da tua personalidade que vês como oportunidades de melhoria, ou mesmo fraquezas irremediáveis?

Não sei se tenho espaço suficiente para responder à pergunta! Algo em que tenho tentado trabalhar nos últimos anos é a minha abertura a opiniões externas – tinha a tendência a ser muito “agarrado” à minha forma de ver o mundo o que é claramente um desperdício. Apesar de ser um cliché acredito verdadeiramente que toda a gente tem algo para nos ensinar. Outro ponto, este que talvez seja um pouco “irremediável” é que não sou muito bom em situações sociais: sou uma pessoa bastante tímida e um pouco (ou muito) “esquisito” na forma de me exprimir (suponho que dizer coisas como “tentei jogar com as produtividades marginais” também não ajude…). Adoro conhecer pessoas, ajudar e ser ajudado – simplesmente por vezes não sei como o fazer da melhor forma e dou a ideia de ser muito pouco empático: quem me conhece sabe que não o faço por mal, mas com as restantes pessoas provavelmente passo uma imagem que penso não ser verdadeira. Como conseguiste gerir uma média alta, quando te vês envolvido e sobrecarregado com atividades extracurriculares?

Julgo que a estratégia que permite conciliar um bom desempenho no curso com a realização de outras actividades é perceber que nem sempre uma grande quantidade de estudo equivale a uma boa qualidade de estudo. Ou seja, estudar muito pode não ser uma boa estratégia. Além disso, a organização do estudo, conhecer bem o sistema de avaliação em que estamos inseridos e perceber aquilo em que nos devemos focar são, também, factores com um papel

relevante nos meus bons resultados. “Fazer o curso na Maior”, parece-te viável fazê-lo sem ser presença assídua nas aulas?

Pelo ponto de vista pessoal, não vejo uma grande correlação entre o número de aulas assistidas e o sucesso académico, em termos gerais. No entanto, há aulas que me parece vantajoso assistir. Assim, julgo crucial que cada pessoa entenda quais são essas cadeiras e que consiga gerir, a partir daí, o curso, tendo isso sempre em consideração. Prestes a terminar o curso, que balanço fazes dos três anos que viveste nesta faculdade?

O curso é muito curto e, por termos tão pouco tempo, foram muitas as boas oportunidades que não pude agarrar. Ainda assim, consegui fazer muitas coisas incrivelmente interessantes. A FEP disponibiliza um leque tão vasto de alternativas, o que não acontece em igual proporção noutras faculdades, que é natural que desponte uma certa “frustração”. O que te arrependes de não ter feito durante estes três anos?

Sinceramente, não há nada de que me arrependa, por saber que não daria para concretizar outras coisas sem que tivesse de sacrificar algumas daquelas que fiz. Contudo teria adorado participar em mais debates da SdDUP, teria adorado passar por todas as organizações da FEP e, também, gostaria de ter aprofundado ainda mais os conteúdos leccionados nas cadeiras – mas tal terá de ficar para daqui a uns anos. Qual o ponto que eleges como o mais alto da tua carreira académica?

Ter passado pela direcção da FJC e do FICT, não por poder pôr mais uma linha no meu C.V., mas por ter tido a oportunidade de, colectivamente, definir o rumo de um grupo excepcional de pessoas e por perceber que tinha a confiança dessas pessoas tão incríveis. A passagem pela direcção permitiu-me conhecer os dois lados da barricada – ser liderado e co-liderar – o que acredito que me fez crescer imenso. Que outros interesses tens na tua vida?

Gosto muito de literatura, filosofia, ciências naturais – física, em particular – e música, apesar de não ter muito jeito.

Para ti, o que vale a pena na vida?

O facto de não fazermos tudo o queremos no presente é saudável, o que não faz sentido é estar sem-


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vesa

JOSÉ GUILHERME SOUSA

O artista que ninguém conhece

pre a sacrificar a vida em termos pessoais por troca de objectivos a longo prazo. O que vale a pena na vida é algo subjectivo, um conceito que muda consoante a pessoa e a experiência de vida da mesma. No meu caso, creio que conquistei um bom meio-termo, que me permite conciliar da melhor forma as vidas pessoal e profissional, o que me deixa muito satisfeito. No início do terceiro, já tinhas sido admitido pela McKinsey. Como surgiu esta oportunidade prematura de trabalhar em consultoria estratégica e porquê deixar de lado, para já, um mestrado ou até doutoramento?

A primeira decisão que tive de tomar foi começar, desde já, a trabalhar e não dar, por agora, continuidade aos estudos. A opção pela McKinsey e por consultoria estratégica surgiu porque tenciono continuar a aprender imenso. Fui atrás desse objectivo, candidatei-me e preparei-me para o processo de recrutamento, dado que era uma oportunidade que eu queria mesmo agarrar. Por outro lado, também, quis apressar este processo e tentei que ele decorresse durante as férias para que não fosse uma preocupação durante o meu terceiro ano de faculdade – o mais intenso em termos de trabalho. Dito isto, o facto de ter sido recrutado numa fase relativamente precoce nada tem a ver com características pessoais, mas com o facto de me ter candidatado mais cedo.

provavelmente “injusto” avaliarmos essa percentagem olhando para o número de estudantes que se torna, ou não, imediatamente num empreendedor: Penso que não serei o único a não me sentir preparado para, quer em termos de competências quer em termos de maturidade, fundar a minha própria empresa mal termine o curso – ingressar numa empresa estabelecida e tentar aprender com os melhores e extrair lições valiosas de casos reais parece-me uma boa estratégia de mitigação de riscos futuros, mesmo para quem tenha essa veia empreendedora.

“Não fazermos tudo o que queremos no presente é saudável”.

Parece-te que terminado o curso devemos começar a trabalhar?

Depois dos três anos, creio que é crucial continuar a estudar. No entanto, esse estudo poderá ficar adiado porque não me parece que, na nossa área de Gestão, fazer o mestrado no imediato seja, a priori, uma necessidade. No meu caso, não vou continuar a estudar por agora, mas em três anos tenciono realizar um MBA, que me parece um relativo substituto de um mestrado em Gestão. Porque temos na FEP uma percentagem mínima de estudantes a criar o seu próprio emprego?

Em termos genéricos (claro que cada um de nós terá o seu conjunto de razões pessoal) diria que será

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Que Devesa podemos esperar daqui a 10 anos?

Não há um Devesa que eu idealize para daqui a 10 anos, apenas espero que, na próxima década, aprenda imenso – e essa vontade se mantenha - e me torne uma pessoa cada vez mais completa. Faz parte dos teus planos estar por trás dos destinos do nosso país?

Assumindo que estamos a falar de política, confesso que é uma área de que gosto muito, mas que gosto muito em termos teóricos: aprecio ciência política… interesso-me por Arrow, por Condorcet e por Aristóteles. A vertente prática da política é algo que já não me atrai tanto, não por algo intrínseco a ela mas, antes, pela forma como costuma ser feita. Dito isto,

não é algo que eu ponha de parte, a priori, mas penso que essa retribuição ao país, por aquilo que ele fez por mim e, como aluno universitário, pelo grande número de oportunidades que me foram sendo proporcionadas pelo Estado, é algo que eu tenciono fazer, só que não necessariamente num contexto político.

consequências deste “investimento” serão muito positivas, não só para a FEP intitucionalmente mas também para como forma de motivar os estudantes a envolverem-se neste tipo de iniciativas e quererem, eles próprios, tomar as “rédeas” deste tipo de projeto.

A organização da FEP competition acontece no timing certo e que terá um impacto muito positivo na nossa faculdade?

Não me parece inaceitável a priori acreditar que possa haver factores genéticos que favoreçam certos indivíduos. Se quisermos ser menos restritivos do que “à nascença” considero também que o ambiente no qual nos desenvolvemos terá provavelmente efeitos não negligenciáveis nas nossas capacidades. Mas parece-me que, no máximo, todos estes eventos serão apenas complementares a elementos que derivam da escolhas pessoais, como a dedicação e esforço. Agora, determinar até que ponto é que a propensão à dedicação e ao esforço não é em si mesma algo que deriva de elementos externos ao indivíduo já levanta uma série de outras questões

O facto de a FEP acolher uma competição de resolução de casos de negócio, a nível internacional, será extraordinário. Diria que, nesta fase, a FEP recebeu uma das melhores notícias que poderia ter almejado. É incrível como em, somente, 3 anos o FICT tenha tido um crescimento tão elevado e já tenha tornado a FEP a anfitriã de uma grande competição. A sua organização vai ao encontro da grande aposta na internacionalização, por parte da nossa faculdade, e estou certo que as

Acreditas no talento que se diz surgir à nascença?

CITAÇÕES MAIS MARCANTES Momento: Começar a namorar Cidade: Depende de quem lá estiver Livro: 1984: Orwell ou Retrato de Dorian Gray: Wilde Filme: Laranja Mecânica Banda: Pink Floyd Música: Difícil! Reptilia dos The Strokes Prato: Esparguete à bolonhesa Bebida: Café Sonho: Escrever um livro Hobby: Tocar guitarra, apesar de não ter grande jeito Meio de Transporte: Metro Desporto: Correr para apanhar o metro Citação: “To define is to limit”: Oscar Wilde

Enquanto vinha ao mundo o primeiro indivíduo, nascia num lugar não muito distante o primeiro artista. Nestes dois grandes acontecimentos da nossa História surge alguma indefinição, isto porque esses historiadores astuciosos inventam definições distintas para o mesmo episódio do passado, conseguindo, assim, numa tentativa de rendibilizar a oportunidade, obter duas páginas quando qualquer matemático se sentiria capaz de dizer o mesmo em duas linhas. Quando pronunciei o surgimento do primeiro Homem, ou seja, do primeiro Artista, não me referia a Adão, nem a Jesus Cristo. Queria somente dizer que todo o Homem nasceu Artista e que onde há Homem há Arte. Nada mais! Assim, não precisamos de procurar um indivíduo abençoado pela inexistência de tal veia artística, dentro de si. Nascemos assim, não uns pobres coitados, mas predestinados a fazer arte. Se todo o Homem é artista, por que não vivemos irreversivelmente maravilhados? Nós, artistas, nascemos todos diferentes e dotados de capacidades únicas. No entanto, há habilidades mais habituais, outras menos aperfeiçoadas. Assim anda a Arte, apenas aquilo que é inovador – o que traz consigo a ruptura e a mudança – é capaz de fascinar a gente que percebe de arte, esses dotados de muita sensibilidade. Lembro-me de perguntar à minha professora de Educação Visual o porquê da obra de Joan Miró ser tão valorizada - sinceramente, sentia-me capaz de fazer bem melhor -, ao que ela disse: “Se não fosse ele, alguma vez pensarias fazer isto?”. Não é por acaso que os grandes nomes da Arte surgem num período de fractura, podendo ser os responsáveis pelo nascer de uma nova realidade. Por exemplo, Leonardo Da Vinci e Miguel Ângelo, talvez os dois maiores génios da nossa história, inserem-se no Renascimento e são, de alguma forma, responsáveis por retirar o Homem desse escuro que caracterizou a Idade Média. Provavelmente tenha definido o artista deste jeito, porque tenho, igualmente, essa ambição de ser um criador conhecido e reconhecido. No entanto, não vejo onde está o meu talento! A propósito, há pouco tempo atrás, li uma definição curiosa de talento: “Talent is bullshit”. Parece-me bem! O tal dom que dizem nascer connosco é estimulado durante a vida, sobretudo na infância – e resulta de um processo a que se chama treino. Não me parece razoável pensar que Thomas Edison, que, um dia, disse ser necessário 90% de trabalho e apenas 10% de talento para que qualquer invenção se concretizasse, tenha descoberto a fórmula da lâmpada na barriga da mamã Nancy. Se tudo o que o Homem faz é arte e se eu sou Homem, espero que tenham tido toda a sensibilidade necessária para interpretar esta minha obra.


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A FACULDADE VISTA DE FORA

FEP mantém rumo de exigência e qualidade MARIA SOUSA

“Acredito que a FEP continua a ser uma instituição muito exigente, o que permite que os licenciados saiam com uma composição técnica apurada e profunda”. Esta opinião foi manifestada por Miguel Soro, economista formado na FEP. O diretor do centro de empresas do BES foi um dos gestores que se pronunciou sobre a preparação dos licenciados da Faculdade de Economia do Porto, quando estes iniciam as suas carreiras profissionais. “Essa componente não me parece, todavia, que seja devidamente salpicada com uma aproximação à vida empresarial. Na verdade, seria muito interessante que a FEP criasse um programa com a comunidade empresarial regional

(numa primeira fase) que pudesse albergar os estudantes, mesmo antes do final do seu curso, para que a aplicabilidade da formação fosse conquistada desde logo”, acrescenta Miguel Soro. Na perspetiva de António Cunha, licenciado em Gestão pela FEP e presidente da delegação norte da Ordem dos Economistas, a preparação é muito boa, “fruto da boa base de conhecimentos teóricos e, também, de algumas noções práticas do que é a realidade empresarial. Temos que estar cientes de que a entrada no mundo do trabalho é um processo de aprendizagem, pelo que não podemos esperar que um recém-licenciado saia da Faculdade a ‘saber-fazer’. É importante que a Faculdade o ensine a ‘saber-saber’ e, também, a ‘saber-estar’. Nesses aspetos, a FEP tem demonstrado ser capaz”.

“Nas áreas de Economia e Gestão (onde a Capgemini recruta, essencialmente, para a unidade de Consultoria), os licenciados da FEP encontram-se ao nível dos licenciados das restantes boas universidades portuguesas (Universidade Católica Portuguesa, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra). Possuem um nível de conhecimento técnico elevado, uma parte significativa até já tem alguma experiência profissional sumária (obtida através de estágios de Verão ou curriculares), mas necessitam de apoio na aplicação dos conhecimentos reunidos na universidade ao dia-a-dia de uma empresa. Como maior lacuna, salientava a comunicação (verbal e escrita) adaptada ao meio empresarial.Contudo, especialmente determinante é o desenvolvimento de competências de carácter pessoal e interpessoal, podendo, neste campo, as universidades assumir um papel de destaque: comunicação verbal e escrita, capacidade de persuasão, tomada de decisões e resolução de problemas, organização do tempo e definição de prioridades de trabalho, capacidade de delegação de tarefas, trabalho sob pressão, motivação de colaboradores, entre outros. Por último, numa economia cada vez mais global, é essencial para os futuros profissionais, uma maior exposição a línguas e culturas, pelo que o incentivo a intercâmbios internacionais devem ser prioritários ainda no decorrer da vida académica.”

Vanessa Loureiro Senior Manager Capgemini

“Na minha opinião, os licenciados da Faculdade de Economia do Porto saem muito bem, com uma forte capacidade de adaptação e de enfrentar dificuldades, sendo os que menos dificuldades têm em conseguirem entrar no mercado de trabalho.” António Monteiro, presidente do Conde Ferreira, presidente da associação de antigos alunos da FEP Outra questão abordada pelos economistas e gestores que foram ouvidos refere-se às vertentes dos cursos de Economia e Gestão, que consideram importantes para as necessidades das organizações. Miguel Soro conhece, com mais profundidade, o curso de Economia. “Tratando-se de um curso mais generalista, permite, ao licenciado, absorver uma formação importante em áreas diversas, o que permite um maior leque de oportunidades em termos de carreira profissional. Todavia, esta falta de especialização coloca o licenciado pouco preparado, à partida, para uma atividade ou função em concreto”. A ligação à vida profissional é o campo de atuação de algumas organizações de estudantes da FEP, como é o caso da FJC. António Teixeira Lopes, presidente da ARAN (Associação Nacional do Ramo Automóvel), avalia de forma positiva, e recomenda, o trabalho realizado pelos estudantes da FEP. “O trabalho foi feito e com bons resultados, que era o que me interessava. Gostei do trabalho efetuado por eles. Toda a experiência que um jovem licenciado pos-

sa ter, toda a possibilidade de contacto com a realidade que vai enfrentar será positiva. Acho que é muito bom o caso da FJC, por dar, aos jovens, uma noção do que é a realidade exterior. O que seria importante é que as pessoas que andam na universidade tivessem, já, na própria universidade, adaptadas à realidade. A FEP Junior Consulting é um bom exemplo de como os estudantes universitários podem começar, durante a vida académica, a ter contacto com o mundo e, assim, saírem preparados para o lugar que vão ocupar”. António Cunha indicou, ainda, aquelas que considera como sendo as áreas de formação mais relevantes num profissional: “Sem dúvida que um bom conhecimento técnico (o ‘saber-saber’) é um requisito para se ser um bom profissional. O domínio de disciplinas, como a Contabilidade (a linguagem das organizações), as Finanças Empresariais (a tesouraria das organizações) e o Marketing (a fonte de receita das organizações), é a base para formar profissionais que acrescentem valor às organizações onde venham a colaborar”.

Já tens planos para este Verão? Não?! Descobre o que há por aí! “Quem espera terminar o estudo para procurar serviço, fica numa tremenda desvantagem. O importante é manter-se em atividade. Para quem não conseguir nem estágio, nem serviço temporário, uma boa opção é prestar serviços voluntários em projetos sociais. Fica bem no currículo.” Max Gehringer, Consultor empresarial ALICE MOREIRA CAROLINA REIS E INÊS VANCONCELOS

O estágio é um processo de aprendizagem indispensável a quem deseja estar preparado para enfrentar os desafios da carreira profissional, uma vez que constitui uma oportunidade de assimilar a teoria e a prática, bem como de conhecer a realidade laboral da profissão que se pretende exercer no futuro. Nesta experiência, são indiscutíveis os benefícios e as vantagens intrínsecas. As aulas tradicionais, em sala de aula, ensinam conceitos e teorias que são necessárias ao futuro profissional, mas a experiência permite assimilar os conteúdos leccionados de forma mais eficaz. Formas de candidatura a um estágio de verão • Candidatura em resposta a um anúncio O candidato responde a um anúncio ou programa de recrutamento para estágios de verão. • Candidatura espontânea O candidato auto-propõe-se, enviando a candidatura espontânea à empresa onde gostaria de ingressar, clarificando que se trata de uma candidatura que surge não por resposta a um anúncio, mas sim face ao interesse do candidato na entidade. Passos para ingressar num estágio de verão com sucesso: 1. Definir objectivos

“O que pretendo ao efetuar um estágio de verão?” “Porque é que faz sentido integrar um estágio de verão?” 2. Fazer um bom levantamento dos programas e entidades existentes É aconselhável ter um bom conhecimento de todos os programas existentes antes de efetuar candidaturas, de modo a escolher o que melhor se enquadra no perfil e nos objectivos do candidato. 3. Elaborar um Curriculum Vitae (CV) e uma carta de apresentação Nesta etapa, é importante ter em consideração que estes documentos representam a primeira impressão junto das empresas, sendo, por isso, de extrema importância o cuidado com a sua redação, não esquecendo a valorização das aptidões do candidato. Além disso, deve, ainda, explicitar-se o que motiva a candidatura à entidade em causa e, se possível, à área em que se pretende que seja feito o estágio. 4. Fazer candidatura Depois dos objectivos e metas traçadas e do CV completo, deve-se realizar a candidatura. 5. Entrevista Na preparação da entrevista deve-se: • Obter, sempre, o maior número de informações possíveis (nomeadamente, através de gabinetes como o SEREIA, Internet ou colegas); • Ter todos os cuidados com a imagem, postura, apresentação (“Raramente tens uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão.”, Robert Wong, presidente da Korn Ferry); • Preparar muito bem as motivações e as informações do currículo (de modo a promover e a demonstrar até que ponto é que o

candidato se distingue dos restantes); • Demonstrar conhecimento sobre a empresa (posicionamento no mercado, áreas de incidência, sector, produtos); • Adaptar a entrevista à empresa e ao facto de se tratar de um estágio de verão. Formas de acesso a estágios de verão: PEJENE – Programa de Estágios de Jovens Estudantes do Ensino Superior nas Empresas O PEJENE cria uma relação direta entre a Escola e a Empresa/Organização, através do desenvolvimento de projetos conjuntos de formação em local de trabalho, ainda durante o período de estudo dos jovens. Este Programa visa colocar os jovens em empresas no período de interrupção das suas atividades lectivas de verão, estando ligado a diversas entidades de acolhimento dos estágios, nomeadamente de instituições financeiras e instituições sem fins lucrativos. Este estágio tem a duração de 2 a 4 meses. Para além disto, aos jovens estagiários do PEJENE é atribuído um Certificado de Estágio, emitido conjuntamente pela Fundação da Juventude e por todas as entidades copromotoras do Programa. Para proceder à candidatura, basta aceder ao site: www.fjuventude.pt/pejene2013 e preencher o formulário relativo à “candidatura para estudantes”, sendo que estas já iniciaram a 2 de maio. Bolsa de emprego na FEP A Bolsa de Emprego dirige-se a todos os alunos da FEP e tem como objectivo principal estabelecer uma ligação direta entre Estudantes/Diplomados da FEP e Entidades Empregadoras. Para um estudante ou diplomado pela FEP, o registo na bolsa de emprego permite: • Consultar anúncios de oportunidades

profissionais; • Divulgar o Curriculum Vitae (português e/ou inglês) face a entidades empregadoras; • Realizar candidaturas espontâneas a entidades interessadas em profissionais de Economia/Gestão. Para isso, é apenas necessário efetuar o registo em http://www2.fep.up.pt/ bolsadeemprego/ e preencher com os dados que são pedidos, anexando o CV. É na Bolsa de Emprego que são divulgadas as ofertas, nomeadamente relativas aos estágios de verão. Estágios relacionados com o curso de Gestão/ Economia: Estágios em gabinetes de contabilidade Diversos gabinetes de contabilidade estão abertos a enquadrar alunos em estágios de verão. Estágios bancários Instituições como: Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Banco Popular, Banco de Portugal, Caixa de Crédito Agrícola mostram disponibilidade para inserir jovens em estágios de verão, quer sejam realizados segundo “Resposta a Anúncio”, quer sob a forma de “Candidatura Espontânea”. Estágios em empresas Empresas como EDP, SONAE, LIDL, REPSOL, LOREAL, entre outras. Muitas destas presentes no Porto de Emprego, aceitam integrar alunos em estágios de verão, estando, muitas vezes, ao alcance de uma candidatura online ou mediante autoproposta dos estudantes. Agradecimentos: Ana Matos - (Unidade de Aconselhamento e Carreira - SEREIA)


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Por detrás dos rostos conhecidos MATILDE CARDOSO

A tarde do dia 15 de Maio foi dedicada a uma sessão especial do “Conversa Fiada”, promovida pelo EXUP (Experience Upgrade Program), no Salão Nobre, a propósito da comemoração dos 10 anos desta organização da Academia de Competências da FEP. O EXUP, que nos tem dado a conhecer, neste âmbito, as diversas organizações da Faculdade, surpreendeunos, desta vez, com um leque de figuras públicas convidadas para uma conversa em tom intimista: Jorge Gabriel, Eugénio Campos, Pedro Abrunhosa e Fernando Alvim (o último, por intermédio de uma

entrevista gravada). Jorge Gabriel

O apresentador de televisão levou-nos numa viagem pela sua experiência profissional. Inicialmente, foi repórter desportivo, o que lhe deu o engenho necessá-

rio – além da arte – para, mais tarde, trabalhar no grande ecrã. Contudo, confessou: “vivi com [outro] sonho e transportei-o até aos 36 anos, quando, finalmente, consegui treinar o Arouca, por mérito”. Ressalvou que, para isso, estudou e obteve reconhecimento: “sem equivalências e feito durante a semana”. A propósito desta conquista pessoal, refletiu sobre a importância do sonho para a huma-

nidade – “O problema da humanidade é ver as pessoas como números, quando as pessoas são muito mais do que números”. Reconhece, por outro lado, que as pessoas nem sempre adoptam uma postura ativa e interventiva na sociedade, afirmando que “a responsabilidade por aquilo que acontece no nosso país não é somente dos governantes; cada um de nós tem uma grande parte da responsabilidade”. Prosseguiu, partilhando alguns acontecimentos que se têm destacado na sua vida profissional, uns mais positivos do que outros. Considera o “Agora ou Nunca” como o programa da sua vida, sobretudo pelas aprendizagens que conquistou. Contudo, não deixou de partilhar que já fez alguns programas que lhe desagradaram como, por exemplo, o “Big Show Sic” ou “O Bar da TV”. A certa altura, confidencia que chorou e que chegou a pensar que a sua carreira tinha acabado por causa de um reality show, mas teve que lidar com estes trabalhos “como se fossem a última Coca-Cola no deserto”, ironizou. A sua profissão já lhe permitiu momentos de maior contacto com o lado sentimental da vida, que considera serem incomensuráveis monetariamente. “Receber um pedido de um abraço num hospital é das coisas que mais deixa o coração repleto, sobretudo quando é preferido, por uma criança, a um presente do Pai Natal”, confessou, enquanto apelava ao voluntariado. Quando questionado acerca da cultura e da sua importância no nosso país, aproveitou

para defender que “não basta oferecermos cultura. É preciso ensinar, desde tenra idade, o significado de qualquer obra cultural. É necessária uma preparação. Ninguém vai gostar de cultura, se não a compreender. A chave, tanto para a difusão da cultura, como para a sua valorização, é a educação, sendo que a televisão também tem muita responsabilidade nesta matéria”.

Jorge Gabriel foi desafiado a relacionar um limão, esparguete e um livro com episódios da sua vida. Declarou-se um apreciador incondicional de qualquer um deles. O limão porque em todas as casas onde viveu havia limoeiros e sente, por isso, que esta árvore sempre o acompanhou; o esparguete, uma vez que, além de gostar muito de o comer, diz-se capaz de o usar na confecção de muitos pratos diferentes; por fim, o livro por ser, segundo ele, “a forma mais portátil de conhecimento”.

considera como uma das suas maiores conquistas. Terminou a sua intervenção, apelando ao trabalho, à seriedade e à ambição pela excelência – “o sucesso surge sempre com o trabalho; a inovação e o dinamismo surgem a partir da necessidade”. Pedro Abrunhosa

O artista conversou num estilo

Precisava da humanização da atividade que exercia, do contacto com o público, que não conseguia ao trabalhar numa fábrica”. Acabou por estudar na Hungria, na Academia de Música de Budapeste, que, segundo ele, “era a maior do mundo”. Pedro Abrunhosa quis deixar claro que não é cantor, mas antes escritor de música. “Eu não canto muito bem; escrevo,

Eugénio Campos

Eugénio Campos é um empresário de sucesso, tendo fundado uma marca portuguesa que se dedica à criação, fabrico e comercialização de joias. Em conversa, contou de que forma é que este mercado tem evoluído em Portugal, constatando mudanças assinaláveis. Há cerca de 20 anos, existia, praticamente, uma única marca, facilmente identificável pelo facto de todas as joalharias terem o mesmo nome. Além disso, os clientes procuravam, sobretudo, o clássico, o tradicional, não havendo lugar ao “consumo da criatividade”. Hoje em dia, pelo contrário, predomina a busca pelo original, irreverente e distinto.

muito próprio, dando a conhecer o seu percurso, bem como a sua visão política sobre Portugal. O gosto pela música tem, provavelmente, origem no facto de ter nascido numa família tradicional burguesa com hábitos musicais. Ainda assim,

É perante o novo comportamento dos consumidores que o empresário reconhece a importância e, até, a necessidade do marketing para o sucesso de um negócio, ainda que confesse que “a Eugénio Campos já era uma grande empresa antes de ser constituída como marca”. Quando iniciou o seu projeto, deparou-se com algum ceticismo por parte das joalharias em que procurava vender os seus artigos, por se tratar de uma marca portuguesa – “tinham vergonha de ter uma peça portuguesa na montra”, revelou. Atualmente, apresenta as suas joias em feiras e exposições internacionais, sendo a marca exibida como “Eugénio Campos – Porto”, facto que

começou por estudar engenharia química, porque os cursos tradicionais eram as ciências e as letras. O problema, conta, é que “nós escolhemos as vocações, mas nem sempre as vocações nos escolhem a nós”. Simultaneamente, frequentou o curso superior de música e, quando teve que optar entre as duas áreas de formação, a música já o tinha escolhido. No entanto, confessa: “Num país que tinha acabado de sair de uma revolução, que carecia de grandes desenvolvimentos em termos de infraestruturas, saúde, cultura, justiça, escolher o curso de música foi um risco que só foi corrido por paixão. [Além disso,] a minha vida não fazia sentido sem o imaterial.

componho bem”, comentou. Um compositor que escreve, especialmente, sobre a dor por ser mais poética do que a alegria. Manifestou, contudo, que nem sempre as suas letras são interpretadas da forma que pretendia quando as escreveu. A esse propósito, acrescentou, ainda, que “escrever música é um ato solitário, introspetivo, que depois anda nas vozes do público. São ambientes muito distintos”. Pronunciou-se sobre o sucesso, referindo que este é dissociável da qualidade: “O sucesso é o resultado comercial, que é diferente do reconhecimento e da felicidade que a própria pessoa retira de um trabalho bem feito e da dedicação que imprime”. Por outro lado, defendeu que, sobretudo numa profissão como a sua, o sucesso não pode ser momentâneo, ou seja, tem que corresponder às expectativas que se vão criando no público. Não se revelou apreciador de prémios, que associa a revistas cor-de-rosa e a lobbies – “Não sei onde estão os meus prémios. Os prémios apenas deixam contente quem os entrega”. A conversa não terminou sem, antes, Pedro Abrunhosa tocar um tema seu, confessando que “o que me dá mais gozo com roupa vestida é escrever música”. Uma iniciativa interessante, que permitiu aprendizagens pela partilha de experiências e de vivências. Afinal, rostos diferentes transpareceram perspetivas diversas, que refletem o mundo plural que conhecemos.


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Nº 3 - junho 2013

Agenda Cultural

ANDRÉ SILVA

LEIS ECONÓMICAS BIZARRAS

EVENTOS A NÃO PERDER FITEI 2013 29 de maio a 10 de junho, Praça D. João I (entre outros locais)

“The 2nd Law Tour”, num concerto único, no Porto. A maior banda do rock britânico da atualidade atua, dia 10 de junho, no Estádio do Dragão. Conhecidos e reconhecidos pelas estrondosas produções que usam nos concertos, os Muse são, indiscutivelmente, uma das melhores bandas ao vivo da atualidade, com espetáculos de intensidade máxima do princípio ao fim.

Portugal e um dos maiores da Europa, com centenas de eventos a decorrer nos vários espaços de Serralves e, também, em alguns locais da cidade do Porto. O Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, um dos maiores eventos portugueses dedicado às artes de palco, está de regresso à cidade do Porto. Entre as várias novidades da 36ª edição, destaque para a apresentação, ao público português, de algumas das melhores peças do teatro brasileiro e da presença de Maria Bethânia, no âmbito das celebrações do Ano do Brasil em Portugal.

Diferente, personalizado, colorido, alternativo e abrangente. O festival de vibrações positivas está de volta. O cartaz musical conta com Anthony B, Richie Campbell, UB40, Expensive Soul, Million Stylez, Pow Pow Movement, Dengaz, Xibata & Celebration Sound, Skalibans, Dirty Skankbeats, Chapa Dux, AYO, General Levy e Jimmy P. A terceira edição do Jazz na Ordem é dedicada aos grandes clássicos norteamericanos. Este ano, os programadores convidados são os investigadores do Centro de Estudos de Jazz, que nos presenteiam, a 7 de junho, com reportório de Cole Porter e, a 14 de junho, com reportório de Lee Morgan.

Concertos da Serra de Pilar 21, 22, 28, 29 de junho, Vila Nova de Gaia

Na Columbia (Pensilvânia), é proibido cantar no chuveiro.

Festival Positive Vibes 28 e 29 de junho, Praia Fluvial do Areinho - Oliveira do Douro

III Jazz na Ordem 7 e 14 de junho, 21h30, Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos | Entrada livre

Os Concertos de Verão na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, estão de regresso em junho. A monumentalidade da Serra do Pilar, Património da Humanidade, vai ser palco de momentos musicais inesquecíveis, contando com nomes como João Pedro Pais, Mafalda Veiga e Rui Veloso.

Circuito da Boavista Grande Prémio Histórico, 21 a 23 de junho / WTCC, 28 a 30 de junho

No Camboja, é proibido o uso de pistolas de água para as celebrações de passagem de ano. Noutras datas, não há esse “problema”.

Muse 10 de junho, 20h (abertura de portas 16h), Estádio do Dragão | Bilhetes, 56 a 90J Os Muse vêm a Portugal apresentar a

Na Austrália (Victoria), somente electricistas podem trocar lâmpadas. De dois em dois anos, este circuito urbano, com características únicas, faz as delícias não só dos amantes de corridas e de carros, mas também de todos quantos não querem perder a oportunidade de ver a cidade cheia de vida e de charme – mais ainda do que o habitual –, num reencontro com o seu passado, mas fortemente marcado pelo ritmo e pela animação dos dias de hoje.

Serralves em Festa 8 a 9 de junho, 8h de Sábado às 24h de Domingo, Serralves | Entrada Gratuita

A 10ª edição do “Serralves em Festa” realiza-se a 8 e 9 de junho, durante 40 horas consecutivas. Este é o maior festival de expressão artística contemporânea em

Já não se contam histórias musicais O cd, o vinil, o discman, o gira-discos, a música no seu formato físico e palpável já não existe. Esta tendência é notável em todas as formas de expressão artística, embora bastante mais significativa no universo musical. Já não se lê um livro mas vai-se ao iPad navegar nos e-books. Já não se compram DVDs mas ‘sacam-se’ filmes da internet e certamente já não se compram CDs, quando se pode ouvir discografias completas na internet. Este fenómeno tem vantagens e desvantagens, mas certamente permite uma maior fluência e partilha da

Na Suécia, a prostituição é ilegal, usar o serviço de prostituição não é.

“cultura” entre todas as camadas da sociedade. Esta banalização da cultura traz inúmeros benefícios. Se do lado do consumidor se obtém mais facilmente o pretendido e se, se tem muita mais informação e variedade na altura da escolha, do lado do produtor existe muito mais facilidade na divulgação do produto e a entrada no mercado torna-se mais facilitada, surgindo os chamados “artistas independentes” que fazem da internet a sua própria editora. O mercado mudou, os artistas adaptaram-

-se, perderam-se receitas dum lado mas provavelmente ganharam-se noutro, o que se perdeu no meio disto tudo? Uma história. Uma história proveniente de pôr um disco a tocar e ouvi-lo do início ao fim. Um sentimento. O de sentir o cheiro dum livro novo, o tacto ao mudar de página. E a essência? Essa continua lá certamente de forma diferente, mas sempre com a força de nos fazer perder para nos encontrarmos noutro sítio, noutro lugar. “E os que lêem o que escreve,/ Na dor lida sentem bem,/ Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm.”

Na Arábia Saudita, apesar de as mulheres terem conquistado o direito ao voto, o mesmo não aconteceu em relação à condução. Não cumprir esta legislação pode custar à condutora uma pena de prisão e mesmo deportação.


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Nº 3 - junho 2013

Classificações - Desporto

AFONSO VIEIRA

Grupo A - Classificação da FEP LEAGUE Equipa

Jogos

Vitórias

Empates

JAS

10

9

XERIFES

10

9

Naite 2.0

10

7

CTT

10

Siga Maluco

Derrotas

GM

1

GS

DG

Pontos

67

17

50

28

1

63

17

46

27

1

2

72

19

53

22

6

1

3

53

29

24

19

10

5

2

3

31

22

9

17

TAFEP SAD

10

4

3

3

60

24

36

15

IPM

10

3

2

5

24

37

-13

11

Jungle Speed

10

2

8

30

123

-93

6

Não mais impostos!

10

1

1

8

8

32

-24

4

TAFEP SMMM

10

1

1

8

27

97

-70

4

New Team

10

1

9

28

49

-21

3

(Classificação oficial – dados disponibilizados pela Associação de Estudantes)

Grupo B – Classificação da FEP LEAGUE Jogos

Equipa

Vitórias

Empates

Atlético Atum

10

9

Jocivalter

10

9

Prescritos

10

6

Quimquipa

10

70 m

Derrotas

GM

1

GS

DG

Pontos

49

15

34

28

1

54

15

39

27

2

2

48

25

23

20

6

1

3

78

33

45

19

10

6

1

3

44

21

23

19

ADR MAMUTES

10

4

1

5

34

57

-23

13

Team Rocket

10

3

1

6

41

36

5

10

Talhantes

10

3

1

6

19

48

-29

10

Fepaólicos

10

3

7

27

33

-6

9

Zééé's

10

2

8

14

44

-30

6

eCOROballA.M.U.S.

10

10

8

87

-79

0

(Classificação oficial – dados disponibilizados pela Associação de Estudantes)

FEP LEAGUE - Grupo B Melhores Marcadores

FEP LEAGUE - Grupo A Melhores Marcadores Nome

Golos

Equipa

Golos

Nome

Equipa

José Perez

JAS

45

Diogo Maia

Quimquipa

28

Ricardo Pinto

Naite 2.0

18

Tiago Chará

Jocivalter

23

José Pedro

Naite 2.0

14

João Silva

Atlético Atum

10

Guilherme Sousa

Naite 2.0

12

João Santos

Fepaólicos

9

Pedro Nunes

Naite 2.0

11

Afonso Menezes

Atlético Atum

7

(Dados oficiais – disponibilizados pela Associação de Estudantes)

(Dados oficiais – disponibilizados pela Associação de Estudantes)

A DERRADEIRA FINAL DA FEP LEAGUE Prescritos

VS

CTT ou Jocivalter

A DERRADEIRA FINAL DA FEP CUP Atlético Atum

VS

Prescritos ou Xerifes


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Nº 3 - junho 2013

EM ENTREVISTA COM ISABEL SÁ

Erasmus na Finlândia Nesta edição, o Fepiano foi entrevistar Isabel Sá, uma aluna do terceiro ano da licenciatura em Economia, que esteve, no passado semestre, na Finlândia, na University of Tampere. A escolha deste destino devese ao facto de ser um país mundialmente reconhecido pelo seu sistema de ensino igualitário e eficaz e, também, por este ser considerado uma das razões de sucesso da Finlândia.

ANA MARTA SILVA CAROLINA SILVA

Qual foi o critério que te fez escolher a Finlândia como destino para ERASMUS?

Em primeiro lugar, queria muito estar num país nórdico, já tinha estado na Suécia a passar férias e gostado bastante. Ora, dos acordos de mobilidade da FEP em economia, a Finlândia era a única opção. Para além disso, em termos de burocracia que seria necessário tratar achei que sendo a Finlândia um país tão organizado este aspeto seria facilitado, o que realmente aconteceu. A escolha da Universidade em Tampere resultou do facto de esta ser uma cidade de estudantes com um enorme espírito de ERAMUS e ter uma oferta de disciplinas lecionadas em inglês bastante diversificada. Quais foram as maiores diferenças e semelhanças que sentiste entre o estilo de ensino finlandês e o português? É visível a eficácia pela qual são reconhecidos?

Semelhanças nenhuma. Em termos de diferenças, existe um método de trabalho muito mais prático, porque implica fazer vários trabalhos, pesquisas, procurar livros, etc. A carga horária também é muito diferente da nossa. Por exemplo, durante uma semana tínhamos apenas aulas de duas cadeiras, com cada aula a poder durar quatro horas. Passadas duas semanas, entregavam-se os trabalhos e concluía-se, assim, essas cadeiras. No fundo, acho que, com este método, se acaba por despender menos tempo com o curso, não existe aquela pressão de ter um exame no fim e considero que, assim, se aprende de uma forma muito mais inovadora e apelativa. Em relação aos docentes, como é que os descreverias?

Estavam bastante atualizados, independentemente da idade, e conseguiam converter uma disciplina à partida menos interessante numa experiência enriquecedora e apelativa, através do estudo de empresas conceituadas. Por exemplo, tive uma professora que, apesar de estar no fim da carreira, apresentava, nas aulas, casos práticos relativos a empresas como a Ryanair, a Apple e a Rovio Mobile (que desenvolveu o jogo Angry Birds) e muitas das aulas eram em horário pós-laboral, porque os professores durante o dia trabalhavam no mercado empresarial. Com efeito, o conhecimento que nos transmitiam era bastante apoiado por situações concretas que nos permitiam perceber melhor a sua utilidade. Como é que é o ritmo de trabalho nesta faculdade?

O ritmo de trabalho é mais disperso porque, ao contrário do que acontece na Fep, não existe uma época de exames. Aliás, esse conceito nem existe. Por isso, em vez de se ter 6 cadeiras ao mesmo tempo, tenho, por exemplo, 2 em cada mês e, portanto, focamo-nos intensivamente nelas e vamos gradualmente concluindo-as. Em relação aos alunos, estes são muito autónomos, podem escolher as cadeiras que pretendem estudar e isso permite que terminem o curso com um perfil mais direcionado para uma determinada área, aquela que mais lhes interessa e ainda possibilita que cada um tenha uma licenciatura única, o que é distintivo no mercado de trabalho. Foi possível compatibilizar o teu horário escolar com atividades extracurriculares?

Sim, deu perfeitamente para conciliar! Tive oportunidade de viajar imenso, conhecer muito bem a cidade onde estava e, ainda, participar em tudo o que eram atividades de ERAMUS. Acima de tudo, notava-se uma enorme preocupação connosco e isso fazia-nos sentir bem. Era também visível um grande orgulho e empenho em ser uma faculdade internacional. Como é o sistema de avaliação desta faculdade? É complicado obter resultados elevados? Sentiste que havia abertura dos professores para esclarecer dúvidas que surgissem?

Sim, era difícil obter resultados elevados. Eu fui fazer melhoria a três cadeiras para poder acabar com A, ou seja, 5, porque a escala de avaliação é de 1 a 5, mas 1 já significa aprovado, ou seja, quem não passa aparece na pauta como reprovado. Assim, a nota média lá é um três, por isso, tirar 5, que era o que eu precisava para, na Fep,

poder ter uma boa nota depois das regras de equivalência e conversão, exigiu esforço e trabalho. Os alunos de ERASMUS eram tratados de igual modo aos finlandeses, até porque não havia cadeiras só para nós e chegávamos a representar metade das turmas. Como consequência, o rigor e a exigência eram iguais, independentemente da nacionalidade. Em relação aos professores, eram extremamente disponíveis, à vontade e os finlandeses têm uma relação muito próxima com eles, não havendo formalismos no trato. Para além disso, respondiam aos emails no próprio dia, o mais tardar no segundo. Eram, até, capazes de ligar para o meu telemóvel, preocupados por estar a demorar a responder. A Finlândia é um país bilingue cujas línguas oficiais são o sueco e o finlandês, havendo formação, em ambas, em todos os níveis de ensino. Assim, era obrigatório frequentar um curso de sueco ou finlandês? As aulas eram todas leccionadas em inglês?

Não, e as aulas que eu escolhi eram todas em inglês. A University of Tampere é uma faculdade dinâmica? Estavam sempre a desenrolar-se eventos que te despertavam interesse?

Imenso, e nós, enquanto alunos de ERASMUS, éramos sempre informados. A informação divulgada a todos os alunos tinha sempre uma parte em finlandês e outra em inglês. Lembro –me de ter ocorrido um evento TEDx e várias palestras em inglês. Neste aspeto, a faculdade era impecável. Contactaste com pessoas de diversos países e continentes?

Sim, havia vários alunos estrangeiros, de vários programas de mobilidade, para além de ERASMUS. Muitos brasileiros, chineses, sul coreanos, alguns canadianos e, também, norte americanos. Existia uma ESN (Erasmus Student Network)? Era eficiente a organizar atividades de sociabilização e excursões para cidades próximas?

Havia várias: uma em Tampere, outra em Helsínquia e havia, ainda, a geral, a da Finlândia, que organizava muitas viagens. Por exemplo, eu fui à Lapónia, à terra do Pai Natal, e aos fiordes na Noruega. No entanto, havia mais duas outras organizações em Tampere que não eram ESN: uma era como uma associação de estudantes e a outra era uma associação dos alunos internacionais e também promoviam várias viagens e atividades. Quando chegaste à faculdade, foi-te imediatamente alocado um aluno, a fim de te ajudar com tudo aquilo que precisasses?

Sim, tive uma buddy, que me foi buscar ao aeroporto de carro, que era muito simpática. Trouxe-me um saquinho com chocolates finlandeses, flyers da cidade e um mapa e já tinha levantado a chave do meu apartamento. Depois, mostrou-me os vários locais que era importante conhecer, como supermercados e a faculdade. Por acaso, várias pessoas se queixavam dos seus buddies porque, como finlandeses, não eram pessoas muito empáticas, muito afáveis e, se não procurássemos por eles, eles também não tomavam a iniciativa de vir à nossa procura. Ou seja, eles não eram proactivos em nos convidar para tomar um café ou para conhecermos os seus amigos, mas, se precisássemos ou lhes pedíssemos alguma coisa, eles estavam sempre disponíveis.


Nº 3 - junho 2013

Excelência na mobilidade da FEP A partir do ranking de 2012 da European Business School, estabelecido pelo Financial Times, preparámos uma lista das melhores faculdades, com as quais a FEP tem acordos de mobilidade, no âmbito do programa ERASMUS, que apresentamos a seguir. 1.º IE University, Espanha (Gestão) - (1º) 2.º Stockholm School of Economics in Riga, Letónia (Economia) - (20º) 3.º University of Kozminski, Polónia (Gestão) (37º) 4.º Warsaw School of Economics, Polónia (Economia) - (76º) 5.º Sabanci University, Turquia (Gestão) - (77º) 6.º University of Economics Prague, Repúbica Checa (Economia) - (78º) 7.º Corvinus University Budapest, Hungria (Economia) - (79º) A organização deste ranking parte da avaliação de um conjunto de indicadores preponderantes na vida de um estudante além fronteiras: o preço de arrendamento de um quarto, o nível de segurança e os gastos de alimentação e de deslocação. Começar-se-á pelo grau de segurança dos países de destino. Tal deve-se ao facto de, para quem apenas recentemente pensou neste assunto e se encontra a transmitir a ideia aos familiares, este poder ser um argumento bastante útil, quando se trata de amenizar as preocupações tantas vezes expressas nas questões “E vais sozinho/a? Não será perigoso ir

Foste bem acolhida pelos restantes estudantes da faculdade? Eles incluíam-te nas suas atividades?

Não, aliás eu não trago nenhum amigo finlandês. Eles vivem muito no seu mundo e como nós, estrangeiros, também éramos muitos, não sentíamos tanto o incentivo de tentar criar uma relação com eles. E, a partir do momento que eu vivia numa residência de cinco andares em que todos os alunos eram de ERASMUS e estava numa turma de gestão em que 120 alunos faziam parte de programas de mobilidade, sabia que, se fosse sozinha à cantina, ia encontrar alguém que eu conhecesse. Ou seja, como estávamos, realmente, em grande número naquela faculdade e dávamo-nos muito bem, isso não me motivou a interagir mais com os finlandeses e ficar a conhecer a sua cultura. Os Finlandeses usufruem de ensino gratuito e também da comparticipação do Estado em várias despesas. Tiveste algum apoio financeiro?

Sim, tive a bolsa de Erasmus da reitoria do Porto, cujo valor era dos mais elevados, pois a Finlândia é considerado um dos países mais caros. Em termos de alojamento, a universidade disponibilizava algum tipo de acomodação específica para estudantes em ERASMUS?

Sim, na Finlândia há uma associação específica que trata da

para um país desconhecido?”. A fim de se estabelecer este ranking, foi utilizado o Índice de Paz Global de 2012, que faz referência a 158 países (com população superior a 1 milhão ou área superior a 20 mill km quadrados) e que se baseia na análise de 23 indicadores, abrangidos por três temas: conflitos internos e com o exterior, segurança social e assuntos militares. Este índice é produzido pelo Instituto para a Economia e Paz (IEP). Ranking com as parcerias para a licenciatura em Gestão: 1.º Dinamarca; 2.º Eslovénia; 3.º Finlândia; 4.º Alemanha; 5.º Polónia. Ranking com as parcerias para a licenciatura em Economia: 1.º Dinamarca; 2.º Canadá; 3.º Áustria; 4.º Eslovénia; 5.º Finlândia. Nota: No Índice de Paz Global de 2012 não estão incluídos o Luxemburgo e a Letónia, países com os quais a FEP também tem parcerias estabelecidas. Assim sendo, a sua não inclusão nos rankings em nada está relacionada com as características de paz e de segurança destes.

acomodação de todos os estudantes estrangeiros e funciona muito bem. Assim sendo, em Maio paguei logo uma caução e foi-me rapidamente atribuída casa e enviado por correio o contrato, com uma renda muito barata, tendo em conta o país. Claro que vivia num quarto pequenino só com o necessário, mas para quatro meses era mais do que suficiente. Para além disso, ficar numa residência era uma vantagem porque muitas das festas e encontros antes das festas eram nas cozinhas da residência e o facto de estar rodeada de pessoas de diferentes países fazia com que houvesse um enriquecimento cultural muito grande. Assim, acho que a faculdade, ao disponibilizar uma residência só para alunos de programas de mobilidade, favorece imenso o processo de integração e de conhecimento de outras culturas. Consideras que Tampere é uma cidade rica em eventos culturais?

Tem eventos culturais, mas não no Inverno. A cidade no Inverno “morre” muito, mas no Verão há uns festivais de jazz e de outros géneros de música. Enquanto estive lá, próximo do natal, organizaram aqueles mercadinhos típicos e cheguei a ir ao cinema, algumas vezes. E a nível de animação noturna, há diversidade de estilos e durante toda a semana? É um ambiente agradável?

Sim, havia imensa variedade, por exemplo, discotecas mais al-

ternativas, outras que passavam a música da rádio, um barzinho que tinha música ao vivo dois dias por semana, etc. E esta animação acontecia durante toda a semana e os finlandeses também usufruíam, não saíam só ao fim-de-semana. Na Finlândia, a partir do momento que começa a ficar uma temperatura muito baixa, é obrigatório as pessoas entrarem nas discotecas com um casaco que os seguranças considerem suficientemente quente, pois há muitas pessoas que saem das discotecas embriagadas e, como está muito frio, morrem de hipotermia caso adormeçam num sítio descoberto. Em relação ao ambiente das discotecas era sempre bom, porque quando saíamos ia todo o grupo de ERASMUS, o que constituía quase 90% da lotação das mesmas. A Finlândia faz fronteira com a Suécia, a Noruega, a Rússia e a Estónia. Conseguiste visitar algum destes países?

Visitei Tallinn, a capital da Estónia. Primeiro fui até Helsínquia e depois fui de lá até Tallinn de barco. Fiquei três dias em Tallinn e fui para lá com amigos. Fui também a Riga, capital da Letónia, visitar uns amigos da FEP que estavam lá em ERASMUS. Estive lá cerca de cinco dias... Fui ainda à Lapónia e fiquei lá durante uma semana. O problema na Lapónia é que as pessoas estão completamente isoladas e isso assustou-me um pouco. Por exemplo, o hospital

mais próximo com capacidades cirúrgicas situava-se a 500km. Em situações do quotidiano sentiste que a língua foi um grande entrave ou achaste que as pessoas estavam receptivas a falar também em inglês para que conseguisses comunicar?

Esse aspeto foi impressionante, toda a gente sabia falar fluentemente inglês. Quando íamos ao supermercado, as senhoras da caixa conseguiam sempre perceber o que nós estávamos a perguntar, o que ajudava imenso. Quando estive lá tive um problema de saúde e fui internada durante cerca de uma semana. O facto de todo o pessoal do hospital saber falar correctamente inglês, desde os médicos aos enfermeiros, foi óptimo. É sabido que o custo de vida na Finlândia é bastante superior ao português. Achaste esta diferença bastante significativa? Como é que é possível evitar um encarecer contínuo da estadia?

É significativa e nota-se bastante a nível de supermercado. Mas havia uma coisa muito boa, porque na Finlândia há bastante respeito pelos estudantes e pela educação. Por isso, na maioria dos restaurantes de esquina, do género de kebabs , tínhamos sempre descontos. Também as refeições na universidade eram muito baratas, mais até que aqui na FEP. Nos transportes, os estudantes também conseguiam sempre um preço mais barato. Relativamente ao alojamento, éramos também beneficiados porque pagávamos uma renda baixíssima estando numa residência. São conhecidas bastantes ideias pré-concebidas em relação á população dos países nórdicos. Quais foram as principais diferenças que sentiste a nível profissional e pessoal em relação aos portugueses?

Primeiro, acho que há uma ideia muito errada acerca do povo nórdico. Na Finlândia, eram muito simpáticos e estavam sempre disponíveis. Se precisarmos de alguma coisa, estão logo à nossa disposição. A nível profissional, mais especificamente com os outros estudantes com quem convivi, não acho que sejam muito mais dedicados nem mais estudiosos que nós. Aliás, até estudavam menos que nós. A grande diferença é que eles não têm a mesma pressão que nós temos porque sabem que mal acabem o curso vão arranjar emprego ao contrário do que acontece em Portugal. Qual foi a experiência mais marcante que viveste?

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Não sei, talvez a viagem à Lapónia tenha sido a viagem mais marcante. Não posso dizer que tenha sido a viagem que mais gostei e em que me diverti mais mas foi a experiencia mais caricata. Por exemplo, à ida para lá, durante a viagem de autocarro, eu deixei as lentes de contacto na mala porque íamos a dormir e, quando paramos, eu fui buscá-las e estavam congeladas ( tal era o frio).

Agora que já deves ter tido tempo para reflectir sobre todo o teu percurso na Finlândia, achas que valeu a pena? Se soubesses o que sabes hoje, voltavas a escolher a mesma faculdade?

Sem dúvida nenhuma. Acho que foi uma escolha óptima a nível de calendário escolar porque quando cheguei, em Dezembro, ainda pude fazer exames a cadeiras que não tinha tido equivalência e por isso não tive de deixar nada para trás. Também no aspeto do alojamento foi muito bom porque era muito barato e super organizado. As pessoas eram muito simpáticas, a cidade tinha uma vida de ERASMUS muito boa, aliás até deve ser das cidades com maior ambiente internacional, o que nos proporciona uma experiência ótima.

O clima na altura em que lá estiveste é muito frio, sentiste muita dificuldade em suportá-lo?

Não, de todo. Aliás, acho que passo mais frio cá do que lá. Os estabelecimentos estão sempre com aquecimento. Na residência andava de t-shirt e podia calçar havaianas que não tinha frio. Na faculdade também estava sempre calor.

Consideras que a Finlândia é um bom local para um início de carreira? Conseguias viver lá mais tempo?

Acho que não, a não ser alguém que queira ficar a viver na Finlândia. O primeiro entrave é língua, porque para se trabalhar lá tem de se dominar o finlandês, o que é muito difícil. Depois, a política económica da Finlândia é muito fechada. Eles têm muita preferência para consumir os produtos deles embora não tenham vantagens comparativas. Por isso, para quem quer uma carreira internacional, não é um bom país para a construir. Por fim, queres dar algum conselho aos alunos que se candidataram a esta faculdade ou que o planeiam fazer?

A faculdade tem tudo para oferecer, mas nós temos que ser organizados. Em termos de estudos, vão ter que trabalhar muito, mas vão aprender imenso e de uma maneira muito mais prática do que que aprendem na FEP.


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Nº 3 - junho 2013

Maio A solução do desafio

do mês anterior encontra-se disponível no nosso Facebook: www.facebook.com/ jornal.fepiano

70 metros

Uma capicua é um número cuja leitura é a mesma quando feita da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita. Por exemplo, 121 e 321123 são capicuas. Existe algum número, maior do que um, que divida todas as capicuas de quatro algarismos? solução no próximo número

FEP Finance Club: S&P500 em máximos históricos – subvalorizado ou sob apreciado?

CRISTIANO PEREIRA

LUÍS COSTA

O S&P 500, o índice de mercado baseado nas acções das 500 maiores empresas cotadas no mercado americano (EUA), renovou no passado mês de Maio os seus máximos históricos. O índice tem vindo a subir desde 2009, e conta com uma evolução muito semelhante aos períodos anteriores às bolhas tecnológica (2001) e imobiliária (2007). Num período em que a economia americana cresce a níveis anémicos e as perspetivas de futuro das suas empresas não são de todo muito otimistas, esta performance bolsista, num mo-

mento em que o S&P500 está em máximos de sempre, abre espaço para o aceso debate entre análise técnica e análise fundamental. A análise fundamental consiste no estudo da actividade de uma empresa, do sector em que está inserida e da economia em geral, projectando as previsões de evolução de todos estes factores de forma a tentar perceber-se qual o valor intrínseco da empresa e, consequentemente, da acção. A análise técnica limita-se a seguir o desempenho de uma acção no mercado e, através do estudo dessa evolução, procurar perceber qual o rumo que a acção pode tomar. O facto do comportamento das massas obedecer a determinados padrões técnicos, e com base no desempenho passado, é possível tentar perceber qual o futuro de uma dada acção. O que podemos estar a assistir é um confronto entre prazos. O va-

lor das empresas depende exclusivamente da sua capacidade de gerar cash-flows para os seus accionistas, e no longo prazo, as cotações devem mover-se em função da análise fundamental das empresas. Através do research que o FEP Finance Club realiza para a execução dos seus Daily e Weekly Reports, entendemos que as notícias provenientes da terra do Tio Sam não justificam a evolução recente do S&P 500. Todavia, e talvez por no

curto prazo os investidores verem na análise técnica uma arma poderosa para a tomada de decisões, poderemos estar a assistir a uma exploração de uma bolha por parte da generalidade dos agentes. Resta-nos esperar, em cadeira de orquestra, pelo desenrolar dos acontecimentos dos próximos meses. As lições que podemos tirar da História é que, quando os EUA tossem, a Europa tem uma gripe.

Bom econoMÊS As palavras “alugar” e “arrendar” são, muitas vezes, usadas, indistintamente, como sendo sinónimas. Basta um pequeno passeio por uma zona urbanizada e, facilmente, se encontra um apartamento, onde um cartaz de cores garridas e com letras garrafais anuncia “ALUGA-SE”, enquanto que, na casa vizinha, a preferência do proprietário recai sobre o “ARRENDA-SE”. Uma consulta ao dicionário de Língua Portuguesa permite fazer uma distinção nesse uso generalizado. Em linguagem técnica, “alugar” refere-se ao uso de um bem móvel, por um tempo determinado, tendo como contrapartida um pagamento. Por sua vez, “arrendar” pressupõe obter ou ceder o uso de um bem imóvel por prazo, consoante um determinado preço. O artigo 1023º do Código Civil declara que “A locação diz-se arrendamento, quando versa sobre coisa imóvel e aluguer, quando incide sobre coisa móvel.”.

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