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Fortalecimento da área de museologia na UFOP Desenvolvimento de projetos forma as bases para a expansão de uma atividade crucial para Ouro Preto e Mariana Os projetos na área museológica e seu histórico de evolução nas cidades de Ouro Preto e Mariana recebem a cooperação da Fundação Educativa Ouro Preto. A FEOP está inserida nas atividades do Departamento de Museologia e presente desde os primeiros anos de montagem e implantação do Museu de Ciência e Técnica (MCT) da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A gestão de ações na área fortalece uma vocação típica e que está em franca expansão nessas cidades históricas.

Hoje, essa expertise tem sido decisiva ao desenvolvimento e estruturação de programas e projetos socioeducativos e ambientais de professores de diversos departamentos e setores da Universidade, os quais contam com o amplo envolvimento da comunidade. Entre eles está o Programa Integrado de Extensão para o Ensino e a Divulgação da Ciência - Pro-Ciência – que foi criado 2004 e reúne todos os projetos de divulgação científica desenvolvidos no Museu, além de cursos e oficinas ministrados para a comunidade e escolas de região. No âmbito dessas atividades insere-se outros projetos, como o “Museu Educa”, “Astronomia na Comunidade” , “Farmácia Educa” (que é desenvolvido no Museu da Farmácia da UFOP), “Taxidermia, Ciência e Preservação”. Outro programa de extensão desenvolvido pelo Departamento de Museologia é o “Ecomuseu da Serra de Ouro Preto”.

PRÓ-CIÊNCIA

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A organização, salvaguarda e catalogação do rico acervo da Escola de Minas permitiram, na década de 90, a implantação do MCT a partir do então Museu de Mineralogia. Garantiram-se os primeiros 10 anos de abertura ao público graças ao apoio da iniciativa privada e ao gerenciamento da FEOP. Esse trabalho constituiu as bases para a expansão do Museu anos mais tarde e o crescimento do ensino, pesquisa e extensão que culminou com a criação do Departamento de Museologia da UFOP e, em agosto de 2008, com a graduação em Museologia, pioneira em Minas Gerais e a primeira do Brasil no turno noturno.

Com os recursos da FAPEMIG, a Fundação gerencia a contratação de produtos e serviços para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da UFOP, que realiza ações de divulgação científica. Em março deste ano, essa ação rendeu ao chefe do Departamento de Museologia e coordenador do MCT, professor Gilson Antônio Nunes, a Comenda Ambiental Estância Hidromineral de São Lourenço, conferida pelo governo de Minas. “Somos eternamente gratos à FEOP pelo trabalho que viabilizou o funcionamento do MCT e suas ações junto à comunidade. Atualmente, grande parte das atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFOP nessa área são viabilizadas através da contratação e pagamentos de produtos e serviços com a gestão dos recursos da FAPEMIG pela FEOP, como em relação aos projetos ‘Astronomia em Atividades – Planetário Itinerante’ e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”, destaca o professor Gilson. Ele complementa que, “por ser uma área em franca expansão em Ouro Preto e Mariana, a museologia continuará encontrando na FEOP o caminho para seu desenvolvimento pleno, na medida em que a Fundação se credenciou a gerenciar projetos de peso nas áreas museológicas e artístico-culturais”. Na pesquisa, o Departamento de Museologia conta com uma ampla cooperação internacional para o levantamento de fontes, relação de acervos do MCT, elaboração de descritores de cada modelo e equipamento e registro fotográfico visando contribuir para a elaboração do Thesaurus de Instrumentos Científicos em Língua Portuguesa. Outras ações também buscam o diálogo entre a comunidade, a museologia e a história, a exemplo do projeto “Ouro Preto – Cidade Museal: Problemas, Propostas, Potencialidades” e o projeto de organização e exposição de documentos dos séculos XVIII e XIX de uma fazenda do sul de Minas Gerais. Ouro Preto e Mariana possuem atualmente dezesseis instituições museológicas e possibilidades concretas para a implantação de dois novos museus. Na esteira dessa expansão encontra-se em processo de estruturação o curso de especialização em “Museologia Social” da UFOP.

Novo Núcleo de Caracterização Molecular impulsiona atividades do PROAMB

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Seminário internacional em Ouro Preto enfatiza a importância da ciência e Pg. 4 tecnologia para a prevenção de desastres urbanos durante as chuvas intensas NUGEO/UFOP leva à comunidade seus estudos acerca de riscos geotécnicos Pg. 5 Pesquisa investiga aspectos históricos de Mariana com base em ex-diretoras escolares

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ABRIL 10/2012 - www.feop.com.br


CECANE incentiva produtores rurais de Ouro Preto Os membros do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (CECANE) promoveram juntamente com a Prefeitura de Ouro Preto, no dia ultimo dia 20 de março, o I Encontro de Agricultura Familiar. O evento foi realizado no Centro Social da Família Ouro Pretana (CESFO) com o objetivo de orientar os produtores rurais sobre a produção e comercialização de alimentos destinados a escolas municipais e estaduais da região. Os participantes acompanharam palestras proferidas pelos nutricionistas do CECANE e representantes da Receita Federal, INSS e do município. O CECANE existe desde 2008, implantado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na Escola de Nutrição (ENUT) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O projeto visa dar suporte a escolas públicas dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo através da política de incentivo à agricultura familiar e à merenda escolar de qualidade. O FNDE estipula que 30% da verba destinada à merenda escolar sejam provenientes da agricultura praticada pelos pequenos agricultores regionais.

Luciana Marques - Nutricionista do Proj. CECANE

Expediente Informativo FEOP Abril/2012 - edição 10 Publicação bimestral Fundação Educativa Ouro Preto Rua Benedito Valadares, 241 Bairro Pilar – Ouro Preto, MG (31) 3559-3450 Conselho Curador João Luiz Martins – Reitor Rogélio Brandão - Presidente Feop Luiz Fernando Loureiro - Pró-Reitor de Planejamento e Des. Armando Maia Wood - Pró-Reitor de Extensão William Augusto Menezes - Diretor ICHS Guiomar de Grammont M. A. Souza - Diretora IFAC Antonio Claret Soares Sabioni - Diretor ICEB José Artur dos Santos Ferreira - Diretor ICSA Sérgio Evangelista Silva - Diretor ICEA José Geraldo Arantes Azevedo Brito - Diretor Escola de Minas Marta de Lana - Diretora Escola de Farmácia Marcelo Eustáquio Silva - Diretor Escola de Nutrição Luiza de Marillac dos Reis – Presidente ASSUFOP Carlos Frederico Cavalcanti - Pró-Reitor de Projetos Especiais Jaime Antonio Sardi Diretor - CEAD Tuian Cerqueira - DCE Produção: Fundação Educativa Ouro Preto- FEOP Jornalista responsável: Eduardo Maia – MTB/MG13035 Projeto gráfico: Núcleo Gestão da Informação (NGI/FEOP) Diagramação: Rayana Almeida e Flávio Fagundes Impressão: Gráfica Formato Tiragem: 1800 exemplares

Informativo FEOP

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De acordo com informações da Secretaria de Agropecuária de Ouro Preto, o encontro reuniu mais de 90 pessoas, sendo 50% do público presente formado por produtores. Eles receberam instruções a respeito dos modos de produção, recomendações para o fornecimento as escolas e como podem aderir ao programa, a exemplo do produtor rural Pedro Bernardo de Souza, de Santo Antônio do Salto - distrito de Ouro Preto - que foi ao evento com esse propósito. “Trabalho a vida inteira como pequeno agricultor e estou aqui para aprender sobre como aproveitar essa oportunidade de aumentar meu orçamento”, completa o ouropretano. A FEOP é gestora dos recursos destinados ao CECANE, estando à frente das questões referentes à contratação de profissionais, obtenção de equipamentos, custeio de viagens, dentre outras atividades. A nutricionista Luciana Marques, participante do projeto, destaca que a Fundação também gerencia toda a parte burocrática e financeira dos eventos realizados para a conscientização da comunidade, uma vez que o CECANE trata de assuntos socioeconômicos. O Centro Colaborador ainda conta com envolvimento de 15 profissionais, entre nutricionistas, monitores, bolsistas e engenheiro agrônomo e coordenação do professor Élido Bonomo.

Palavra do Presidente Prezados usuários do sistema FEOP, Gostaria de iniciar minhas considerações, agradecendo aos usuários do sistema FEOP por dois fatos que considero relevantes. Em primeiro lugar, pelo expressivo aumento de projetos FAPEMIG para os quais a FEOP foi indicada como gestora, muitos deles de professores/pesquisadores que pela primeira vez trabalham com a instituição. Interpretamos isso como uma forma de confiança e reafirmo nosso compromisso em fortalecer cada vez mais a FEOP para fazê-la, progressivamente, uma Fundação de Apoio de excelência. Por outro lado, temos recebido de forma espontânea muitas manifestações positivas por parte dos nossos usuários, reconhecendo a qualidade dos serviços prestados pela instituição. Para ambas as situações, a responsabilidade deve ser atribuída à nossa equipe de colaboradores sobre a qual posso lhes testemunhar uma dedicação exemplar na modernização e consolidação da FEOP.

UFOP implanta Núcleo de Caracterização Molecular de Micro-organismos Núcleo visa aprofundar conhecimentos acerca da microbiologia de tratamento biológico de resíduos e de ambientes contaminados Projeto aprovado no 2º semestre de 2011 pelo edital “Grupo Emergentes” da FAPEMIG garantiu a implantação do Núcleo de Caracterização Molecular de Microorganismos (NCMM), contribuindo com os estudos acerca da dinâmica dos microorganismos aplicados a estudos ambientais, dentro da UFOP. Esse núcleo possui linhas de pesquisas relacionadas ao tratamento biológico convencional de resíduos e efluentes industriais e àquelas relacionadas à caracterização microbiológica de água e sedimentos. Os projetos executados oferecerão uma análise mais apurada sobre esses sistemas, utilizando ferramentas de biologia molecular para monitoramento e identificação dos principais micro-organismos envolvidos na remoção de contaminantes orgânicos e inorgânicos e presentes em ambientes contaminados. O NCMM é integrado por pesquisadores do Departamento de Ciên-

cias Biológicas (DECBI), Departamento de Química (DEQUI), Escola de Farmácia e Departamento de Engenharia Ambiental com atuação no programa de pós-graduação em Engenharia Ambiental (PROAMB), além de pesquisadores do Departamento de Bioprocessos da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) – campus Alto Paraopeba. O coordenador do PROAMB, professor Sérgio Aquino, ressalta os ganhos qualitativos em termos ambientais, somada à estruturação do Laboratório de Biologia e Tecnologia de Microorganismos (LBTM). “O NCMM oferecerá o aparato necessário para uma melhor caracterização dos microorganismos que atuam na degradação biológica.”, diz Sérgio, destacando que a proposta fortalecerá ainda mais as atividades de mestrandos e doutorandos da UFOP que desenvolvem projetos com foco em tecnologias ambientais

Outro exemplo de comprometimento pode ser aferido nesse Informativo. Nossa equipe de comunicação tem conseguido conferir ao nosso veículo um caráter plural e abrangente, oferecendo aos leitores a oportunidade de conhecer detalhes sobre diferentes projetos em todas as áreas do conhecimento que a UFOP, com o auxílio da FEOP, vem executando. Com isso, não somente informamos, mas também procuramos demonstrar o crescimento da UFOP também na área da pesquisa e da extensão. Temos também colhido bons resultados na área jurídico-institucional: há tempos mantemos todas as nossas certidões negativas em dia, o que impede a ocorrência de problemas na liberação de recursos. Não há nenhuma ação trabalhista contra a FEOP em andamento; todas as ações antigas foram encerradas com resultados muito favoráveis à instituição. Por isso, e de maneira especial, nossos agradecimentos à nossa equipe da Assessoria Jurídica, agora contando com a Drª Edineia Pereira Lopes e a Drª Carolina Rosado, atualmente auxiliadas pelos estagiários Breno Domingues e Lucas Valle, ambos alunos do curso de Direito da UFOP. Cumpre destacar também o trabalho do Núcleo de Prestação de Contas que sob a liderança de Luciano Bento tem feito um enorme esforço para manter em dia todos os projetos, e ainda recuperando um grande passivo existente. Pela primeira vez, desde que assumimos a FEOP, nosso Núcleo Financeiro-contábil concluiu de forma autônoma o balanço referente ao ano anterior, em meados do mês de abril! Ao grupo liderado por Luzia Delunardo o nosso reconhecimento. Nosso projeto de construção de uma sede própria da FEOP continua sendo nossa meta prioritária, e esperamos ter boas notícias muito em breve. Para nós, a construção de uma sede física da FEOP no ou próximo ao Campus do Morro do Cruzeiro será um marco fundamental para a consolidação da instituição. Boa leitura a todos. Prof. Rogelio Brandão Presidente da FEOP

FEOP também apoia o NCMM Como fundação de apoio à pesquisa, a FEOP está à frente da gestão dos recursos financeiros destinados ao NCMM. Entre as ações executadas estão a aquisição de equipamentos e materiais para o recém-criado núcleo e a importação de aparelhos que requerem técnicas mais avançadas de caracterização e identificação microbiana. “São equipamentos específicos para o projeto, como os envolvidos na realização da técnica de Hibridização Fluorescente in situ (FISH) acoplada a análises por Microscopia de Fluorescência, cuja função é quantificar os microorganismos funcionais que atuam nos processos biológicos”, explica a professora do DECBI, Silvana de Queiroz Silva, pesquisadora com atuação no NCMM. Para isso, a Fundação coloca à disposição dos pesquisadores o seu Núcleo de Suprimentos, uma vez que a qualidade e eficiência dos prcessos de compra são essenciais ao sucesso das atividades. Além disso, essa gestão exclusiva exonera os pesquisadores de obrigações. “As pesquisas que são e serão desenvolvidos pelo NCMM dependem, em parte, da qualidade oferecida na aquisição de materiais e equipamentos de ponta. Sem esse tipo de parceria com a FEOP, com certeza essas questões seriam para nós mais morosas e burocráticas”, completa Silvana. A FEOP também oferece um sistema online de solicitação de compras – o sistema Conveniar. Ele que foi implantado em dezembro de 2010 pela Fundação visando imprimir mais eficiência e agilidade no âmbito dos projetos sob sua gestão.

Atenção usuários do CONVENIAR. Esse sistema disponibilizado aos usuários da FEOP foi atualizado para uma versão mais moderna e avançada, trazendo outras novidades e funcionalidades. Dentre elas, a possibilidade de anexar arquivos em todos os tipos de pedidos, o cadastro e controle detalhado do Plano de Trabalho e o novo método para controle de saldo dos convênios. O objetivo é aumentar ainda mais a eficiência no relacionamento entre os usuários e a Fundação através de procedimentos eficazes na gestão dos convênios. Mais informações, dúvidas e instruções estão no Boletim Conveniar, disponível em www.feop.com.br

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Informativo FEOP


Ciência e tecnologia como alicerces de uma cultura de prevenção Seminário internacional realizado em Ouro Preto lança luz sobre o conhecimento como ferramenta para a resolução de problenas causados durante o período chuvoso Os grandes desafios de se transformar as tragédias urbanas em grandes oportunidades de propor soluções e implantar a cultura da prevenção foram premissas do Seminário Internacional “Chuvas e Desastres Urbanos”, que se realizou em Ouro Preto, nos dias 20 e 21 de março, no Centro de Artes e Convenções. O evento reuniu gestores municipais e estaduais, defesa civil, comitês de bacias hidrográficas, órgãos de fiscalização, além da comunidade acadêmica e especialistas. Ouro Preto foi um dos 234 municípios mineiros na lista dos mais prejudicados pelas chuvas dos meses de dezembro e de janeiro deste ano.

Pesquisas atestam a necessidade de se investir na formação de recursos humanos e na gestão eficaz e técnica de problemas recorrentes Pioneira no ensino da geologia no Brasil, a UFOP busca estar atenta aos novos desafios tecnológicos da sociedade com base na expertise geotécnica, principalmente com a implantação do NUGEO – Núcleo de Geotecnia da Escola de Minas. Em 2011, pesquisadores com atuação na área finalizaram a chamada “Carta de Riscos Geoténicos da Área Urbana de Ouro Preto”. Ela tem sido apresentada amplamente à comunidade pelo professor do Departamento de Engenharia Civil (DECIV) e do NUGEO, Romero César Gomes (foto ao lado). Os estudos apontam a relevância de se investir na formação de recursos humanos e numa engenharia comprometida com os problemas urbanos como elementos determinantes para a implantação de uma cultura de prevenção.

Abordaram-se com profundidade as enchentes e escorregamentos de terra, as estratégias geotécnicas de proteção de encostas, replanejamento urbano, a formação de recursos urbanos e as soluções científica e tecnológica. Além disso, as palestras destacaram a importância de ações integradas entre organismos institucionais, academia e sociedade, no sentido de socializar e difundir o saber como ferramenta de cidadania e conscientização. Presente ao Seminário, a diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Cleide Pedrosa, disse que as discussões foram primordiais

NUGEO apresenta estudos avançados no contexto dos riscos geotécnicos

para refletir sobre a organização e sistematização do conhecimento. “O Seminário chega para organizar todo o conhecimento e as ações de prevenção, já que o setor produtivo, a universidade e a sociedade devem caminhar juntas no combate às causas e aos efeitos maléficos da chuvas à população”, avalia. O reitor da UFOP professor João Luiz Martins (foto ao lado) destacou as ações em desenvolvimento na Universidade que visam à proposição de soluções adequadas. “A partir de suas pesquisas, projetos de extensão e capacidade instalada, a Universidade busca atender a sociedade e proteger as pessoas. O momento é oportuno para transformarmos o conhecimento acadêmico, a ciência e a tecnologia em ações que antecipem os riscos e protejam a população”, considerou. O Seminário Internacional “Chuvas e Desastres Urbanos” foi uma promoção da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECTES), Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (UNESCO-HIDROEX).

A Carta Geotécnica é um instrumento básico para a implementação de quaisquer políticas de planejamento urbano e possui diferentes bases de engenharia e monitoramento na sua elaboração. O estudo começou em 2001, fruto do “Projeto Imagem”, que compreendeu etapas compostas por inventário e avaliação sistêmica dos escorregamentos de massa ocorridos, caracterização do meio físico, monitoramento da área, previsão de novos eventos extremos e a minimização dos riscos. A carta ainda propõe a implantação de uma série de ações e recomendações em sintonia com as declividades acentuadas e a geologia singular de Ouro Preto. Encontra-se em discussão na UFOP a proposta para a implantação do curso de graduação em Engenharia Urbana. O objetivo é reunir numa mesma O município figura hoje entre os mais propensos a escorregamentos de grade os preceitos da engenharia civil e da geologia com foco no espaço urencostas no Brasil, segundo estudo do próprio Ministério das Cidades, bano e na cidadania. Outra proposição em andamento em parceria com o evidenciando a necessidade e urgência de uma intervenção imediata nas município de Ouro Preto é a criação do Instituto Geotécnico de Ouro Preto áreas mais suscetíveis e vulneráveis. “O atual cenário requer levantamen(IGEO). Uma autarquia formada por professores, alunos de graduação e tos geológicos e geotécnicos mais sistemáticos, instrumentações técnicas pós-graduação e voluntários, que buscará aprofundar os estudos em andae soluções em engenharia”, avalia o professor Romero César. Nos últimos mento, implantar plenamente a Carta Geotécnica e investir na formação de escorregamentos de terra, pesquisadores e alunos dos Departamentos recursos humanos. “Para uma cultura de prevenção, é essencial a quebra de de Geologia e Engenharia Civil da UFOP mobilizaram-se em torno da paradigmas, por isso, ao propor a efetividade dessas ações, a Universidade elaboração de laudos geotécnicos e geológicos acerca de 15 áreas mais atua como indutora de mudanças e de soluções para problemas recorrentes afetadas na cidade. “As soluções técnicas perpassam pelo investimento em da comunidade”, finaliza Romero. A Carta Geotécnica, o IGEO a proposta mão-de-obra qualificada, formação social e pesquisas na área”, considera do curso de Engenharia Urbana foram apresentados durante o Seminário Romero. Internacional “Chuvas e Desastres Urbanos”, em Ouro Preto.

Projeto resgata a história da mineração Levantamento e mapeamento de áreas mineradas contribuem para a preservação da história da mineração, atuando na sustentabilidade de comunidades de Ouro Preto e Mariana Pesquisadores com a atuação nos departamentos de Engenharia Civil, Ambiental, Minas e Ciências Biológicas e História da UFOP finalizaram, em 2012, o projeto “Mineração de Ouro no Século XVIII em Ouro Preto e Mariana: Divulgação e Conscientização do Acervo”. A proposta permitiu criar um elo entre o conhecimento acadêmico e as comunidades que residem nos locais onde outrora ocorreu intensa extração de ouro. Os trabalhos contaram com coleta de informações cartográficas, mapeamento, levantamentos geotécnicos, realização de imagens, além de palestras junto às comunidades com vistas à preservação dos resquícios históricos e arqueológicos, bem como à utilização sustentável dos sítios. A proposta nasceu durante a oficina “Minas e Trilhas”, do Festival de Inverno de 2009. Contou com as fases de levantamento do acervo remanescente de cada comunidade; elaboração de roteiros para visitação e aulas de campo e, avaliação, preliminar, da estabilidade das galerias subterrâneas, uma vez que muitas dessas minas encontram-se sob conjuntos habitacionais. Ao final dos levantamentos, os pesquisadores compartilharam os resultados e relatórios

com a comunidade, por meio da realização de debates e discussões para a preservação do acervo e sua utilização como alternativa turística, atividade didática e fonte de pesquisa. “O objetivo foi inserir esses espaços ‘não consagrados’ no conjunto histórico das cidades, já que o conhecimento, a educação patrimonial e conscientização da população são questões essenciais à valorização e preservação dos remanescentes da mineração na região de Ouro Preto e Mariana”, destaca o coordenador do projeto, professor do Frederico Sobreira. O projeto foi aprovado pelo Edital “Extensão com Interface em Pesquisa” da FAPEMIG, tendo a FEOP como gestora. Contou também com a participação dos professores André Castanheira e Hernani Mota de Lima, além do engenheiro civil Eduardo Evangelista Ferreira e do biólogo Thiago Nogueira Locon. Para Eduardo Evangelista, entre os resultados avaliaram-se com precisão as condições atuais das minas, através do mapeamento e análise de estabilidade, o que lançou as bases para ações futuras de vistoria permanente.

“O mapeamento e análise de estabilidade visou à segurança dos moradores e visitantes das minas, além de orientá-los acerca dos procedimentos necessários a serem adotados. As atividades evidenciaram a necessidade e urgência de um monitoramento constante dessas áreas”, enfatiza. Mapearam-se as áreas mineradas do conjunto da Serra de Ouro Preto, nos bairros Veloso, Passa Dez, Morro da Queimada, Lajes, Piedade e Alto da Cruz. Em Mariana, os trabalhos abrangeram as localidades do Morro de Santo Antônio (Passagem de Mariana) e Morro Santana (Gogô). Informativo FEOP

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DEEDU inicia projeto sobre diretoras da Escola Estadual “Dom Benevides” Realizado a fim de compreender a cultura do século XX sob o prisma de duas ex-diretoras da Escola Estadual Dom Benevides, de Mariana, o projeto “Damas de Ferro: as diretoras do Grupo Escolar Dom Benevides” é orientado pelas professoras Rosana Areal e Juliana Hamdan, do Departamento de Educação (DEEDU) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Abigail Dias, que atuou como diretora de 1946 a 1956 e Darci Dias, na direção de 1967 a 1975, destacaram-se pela participação duradoura no cargo, apesar das épocas diferentes nas quais atuaram. O estudo analisa as implicações relacionadas ao poder que elas possuíam dentro e fora da escola, suas “leituras” sobre a legislação e as normas educacionais vigentes, uma vez que as diretoras ocupavam um cargo de confiança das forças políticas locais. Iniciado no 1ª semestre de 2012, o projeto é decorrente de pesquisas realizadas na UFOP desde 2006 sobre a mesma instituição, com base em documentos oficiais, como correspondências de autoridades e secretarias do governo e veículos de imprensa locais datados da mesma época. “A proposta é construir um cenário tanto da escola quanto da cidade”, explica a professora Rosana Areal. O grupo escolar foi fundado em 1909, nas primeiras décadas da República, pela reforma de ensino João Pinheiro. Inaugurou-se então a escola dividida em séries que, em 1974, tornou-se a Escola Estadual Dom Benevides. O projeto é financiado agora pela FAPEMIG. A Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP) é responsável pelo gerenciamento desse aporte, colaborando com a aquisição de notebooks, câmeras fotográficas, impressoras e pagamento de bolsas de iniciação científica. A professora Rosana Areal, que trabalhou com a FEOP em eventos passados, diz-se ansiosa com o trabalho a ser realizado. “Tive a oportunidade de fazer um convênio com a Fundação há alguns anos para a organização do SIMPOED (Simpósio de Formação e Profissão Docente). Fiquei muito bem surpreendida pela reestruturação e pela apresentação em termos de estrutura”, diz. O projeto que conta com participação de duas professoras participantes do Grupo Pesquisa em História da Educação da UFOP, também tem a participação das alunas Janaína Maria de Souza (5° período Pedagogia), Karla Karoline Pereira (4° período História), Leryanne Cristtiny Monteiro de Oliveira (3° período Letras) e Wanessa Costa Rodrigues (2º. período Pedagogia).

Novo projeto do INCULTEC tem gestão da FEOP O Centro de Referência de Incubação em Empresas e Projetos de Ouro Preto (INCULTEC) contará com a FEOP na administração dos recursos financeiros aprovados recentemente pelo edital 13/2011 da FAPMEIG para o projeto “A Implantação do Sistema de Gestão da Qualidade do Incultec como Instrumento de Fomento e Apoio aos Processos de Transferência Tecnológica e Geração de Empreendimentos Inovadores na Região de Ouro Preto”. A Fundação auxiliará a incubadora da UFOP na contratação de profissional na área de gestão, na aquisição de materiais permanentes, como computadores e impressoras, além atuar conjuntamente no aprimoramento dos processos internos e métodos de gestão, trazendo, assim, mais experiência e recursos para a cidade. O INCULTEC é coordenado pelo professor Jorge Luiz Humberto, e gerenciado por Luiz Henrique Ponciano e Naiara Pacheco Ayres. Cabe à Fundação a gestão financeira e administrativa pertinente às demais atividades da Incubadora, capacitando as ações executadas por meio do pagamento de bolsas de gestão tecnológica e dos consultores, o custeio das viagens técnicas, a organização de eventos, a compra de equipamentos e material de consumo, etc.

O desenvolvimento de pesquisas na Universidade na área de nanotecnologia possibilitou a aprovação de projeto de pesquisa coordenado pela professora da Escola de Farmácia, Vanessa Mosqueira, que foi contemplado pelo edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq). A proposta pretende melhorar a terapia antitumor por meio do estudo de como as nanocápsulas que contém partículas de medicação se distribuem pelo organismo. Os resultados podem oferecer uma alternativa para o tratamento do câncer que seja mais tolerada pelos pacientes e que aumente os índices de cura. A verba recebida do CNPq será utilizada na compra de material de consumo da pesquisa, como reagentes e equipamentos de pequeno porte. O estudo conta também com a participação do professor Ricardo Alves Mesquita, da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da doutoranda Carina Silva de Paula, do Programa de Pós-graduação em Nanotecnologia Farmacêutica e da doutoranda Líliam Teixeira Oliveira, do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas da UFOP.

Informativo FEOP

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Informativo 10º edição