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18 anos de parceria em

prol do conhecimento A Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP) comemora 18 anos de apoio à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e à comunidade. Os colaboradores e a direção da entidade celebram a data com um marco de consolidação da FEOP como fundação de apoio. Ao mesmo tempo em que se despontam diversas responsabilidades trazidas pela maioridade e pela referência na gestão de projetos, a Fundação aproveita o momento para homenagear seu principal usuário: o professor. O Informativo FEOP traz sua edição especial de aniversário dedicada ao Dia do Professor – 15 de outubro. Uma oportunidade de refletir sobre a importância da atuação desse profissional nas áreas da pesquisa, do ensino e da extensão de uma universidade, e para o desenvolvimento do país. Desde sua implantação, a Fundação mantém uma relação de parceria com os professores da UFOP, quando diversos projetos têm sido confiados à gestão da FEOP. Reconhecer e valorizar o papel desse profissional é compreender a importância da produção e difusão do conhecimento para a sociedade. Pág 4 e 5

Incultec coloca Ouro Preto no circuito das ações empreendedoras Pág 3 Pesquisadores do DETUR resgatam história de distritos de Ouro Preto Pág 6 Curso de Comunicação da UFOP conquista projeção nacional Pág 3

Curso de Comunicação da UFOP ganha projeção nacional Alunos e professores do curso de Comunicação Social – Jornalismo – da UFOP participaram, entre os dias 2 e 6 de setembro, do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM), realizado na cidade de Recife, Pernambuco. Nove trabalhos, entre artigos e produções, foram apresentados durante o mais prestigiado encontro na área de pesquisa em comunicação. A UFOP conquistou os prêmios de Melhor Fotografia Jornalística – aluno Lincon Zarbietti – e de Melhor Produção em Jornalismo Informativo – Blog Tribuna da Palhaçada – produzido pelos alunos da turma 2009/2 e editado por Luiza Barufi.

Confira na página 3: PROAMAR é decisivo no reconhecimento da Festa das Cavalhadas

foto: Lincon Zarbietti

A participação ativa do corpo docente e discente no encontro contribuiu com os resultados. Já em 2012, o curso de jornalismo alçará novos voos com a realização, em Ouro Preto, do INTERCOM Sudeste. Os preparativos já começaram, com a Fundação Educativa Ouro Preto apoiando o Departamento de Comunicação Social na organização e divulgação do encontro. Já para 2013, a UFOP sediará o 9º Encontro Nacional da Mídia.


A gestão de projetos, o papel do professor e o mundo atual

Palavra do Presidente

Esta edição do Informativo FEOP é especial! Com ela, comemoramos 18 anos de existência da FEOP completados no último dia 7 de outubro. Por isso, queremos homenagear o espírito empreendedor e até mesmo visionário dos membros fundadores desta instituição que atinge em 2011 a sua maioridade. Concebida para ser um agente facilitador da implantação de recursos mediáticos para projetar a UFOP, a FEOP pouco a pouco se transformou numa Fundação de Apoio de fato administrando vários outros projetos, em sua maioria não relacionada à Radiodifusão. Nessa caminhada de 18 anos, a FEOP passou por diversas fases... e atinge a sua maioridade em condições de se afirmar como uma Fundação de Apoio estruturada para atender às crescentes demandas da sua principal razão de ser que é a UFOP! Fruto do incansável trabalho de seus colaboradores, a FEOP caminha para a sua consolidação definitiva, e agora sendo convidada a trabalhar com outros entes públicos como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFET-MG), conforme noticiado na última edição deste Informativo. Mas durante toda a sua caminhada, um elo importante para o funcionamento da FEOP está centrado na figura do professor que coordena projetos em diferentes áreas, seja na pesquisa, no ensino ou na extensão, e que tem proporcionado à FEOP o privilégio de administrar esses projetos. Como em 15 de outubro também celebramos o Dia do Professor, a FEOP ao festejar seus 18 anos de existência dedica esta edição a esse verdadeiro agente de desenvolvimento do país e da humanidade. É senso comum que o século 21 é o do Conhecimento... Pesquisa, inovação, desenvolvimento científico e tecnológico são expressões comuns presentes em programas e ações de governo, inclusive o do Brasil. Mas não somente aqui como também no mundo, as sociedades têm reservado às universidades o grande e importante papel da geração e da transmissão de conhecimentos, imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social, sendo, portanto, a base para a melhoria da qualidade de vida dos seres humanos. Em eventos onde se discute a necessidade de investimentos na formação de recursos humanos de alto nível e no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, é frequente a apresentação de indicadores que apontam o Brasil num rumo muito auspicioso.

Entre tais parâmetros, há um muito interessante que atribui o sucesso econômico-social de diversos países ao que tem sido chamado de Combinação Vitoriosa: extensão territorial, tamanho da população e produto interno bruto (PIB). Vejamos, por exemplo, o que está ilustrado na Figura 1 apresentada durante a realização da 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em 2004. Nela, podemos ver que uma área territorial maior do que 4 milhões de Km2, uma população superior a 100 milhões de habitantes e um PIB maior do que US$ 400 bilhões, apenas quatro países apresentavam na altura a denominada Combinação Vitoriosa: EUA, China, Brasil e Rússia!

Figura 1 – Comparação de diferentes países com relação aos parâmetros extensão territorial, tamanho populacional e produto interno bruto em 2004. Sete anos se passaram desde que tal intrigante e estimulante análise foi feita e, curiosamente, se um outro exercício é realizado com dados de 2011, considerando os mesmos parâmetros, apenas alterando as ordens de grandezas (área territorial maior do que 4 milhões de Km2, uma população superior a 150 milhões de habitantes e um PIB maior do que US$ 2 trilhões) descobrimos que o grupo de países com a chamada Combinação Vitoriosa se reduz a três: EUA, China e Brasil (Figura 2).

Expediente Publicação bimestral da Fundação Educativa de Ouro Preto - FEOP Outubro de 2011 . Edição 07/2011 Endereço: Rua Benedito Valadares, 241 Bairro Pilar – Ouro Preto, MG Fone: 31 3559-3450 Conselho Curador João Luiz Martins – Reitor Rogelio Brandão - Presidente FEOP Luiz Fernando Loureiro - Pró-Reitor de Planejamento e Des. Armando Maia Wood - Pró-Reitor de Extensão Guiomar de Grammont M. A. Souza - Diretora IFAC Antonio Claret Soares Sabioni - Diretor ICEB José Benedito Donadon Leal - Diretor ICSA Sérgio Evangelista Silva - Diretor ICEA José Geraldo Arantes Azevedo Brito - Diretor Escola de Minas Marta de Lana - Diretora Escola de Farmácia Marcelo Eustáquio Silva - Diretor Escola de Nutrição Luiza de Marillac dos Reis – Presidente ASSUFOP Carlos Frederico M Cavalcanti - Coordenador de Com. Social Jaime Antonio Sardi - Diretor CEAD Nadja Dulce Carvalho - DCE Produção: Núcleo da Gestão da Informação/FEOP Jornalista responsável: Eduardo Maia - MTb MG13035 Coordenação de projeto: Tulio Drumond Projeto Gráfico/diagramação: Luis Bocchino, Leonardo Lopes Ilustração da capa: Henrique Manara Revisão Ortográfica: Ana Paula Martins Impressão: Gráfica Formato Tiragem: 1800 exemplares

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Figura 2 – Comparação de diferentes países com novos parâmetros de extensão territorial, tamanho populacional e produto interno bruto em 2011. E qual será o ponto dessa discussão que une a gestão de projetos (FEOP), a ação dos professores (universitários!) e a situação mundial? Uma rápida análise nos números do PIB desses três países é reveladora: a) EUA – US$ 14 trilhões que apesar de sua crise atual continua sendo o maior PIB do mundo; b) China – US$ 6 trilhões; c) Brasil – US$ 2,1 trilhões. Portanto, ao exaltarmos a maioridade da FEOP e ao celebrarmos o Dia dos Professores, queremos adicionar às nossas reflexões o papel reservado às Universidades e aos Centros de Pesquisa (que no Brasil se concentram nas Universidades Públicas). Não haverá desenvolvimento sustentável no Brasil se essas instituições não assumirem o seu papel protagonista, aumentando a produção de conhecimentos socialmente e economicamente úteis ao país e, dessa forma, contribuir para aumentar o valor ao nosso PIB. E quem está na raiz da produção do conhecimento e tem o dever de, através dele, disseminar novas propostas para o desenvolvimento do país? Nós professores, comprometidos que somos com a causa Brasil, sabemos esta resposta! Além da criação do conhecimento, com clara

responsabilidade do professor na sua execução, falemos sobre outro parâmetro utilizado para discutir o nível de desenvolvimento de um país: trata-se do número de pesquisadores doutores por 100 mil habitantes. Dados de 2005 revelam a distância e ao mesmo tempo o tamanho do nosso desafio, pois considerando o tamanho atual da população brasileira (195 milhões), o Brasil deve ter hoje cerca de 130.000 pesquisadores (65 pesquisadores por 100 mil habitantes). Se estabelecermos como meta atingir os níveis da China ou do Japão, algo em torno de 700 pesquisadores por 100 mil habitantes, e considerando que a população brasileira não cresça nas próximas décadas (fato improvável!), o número de pesquisadores que o Brasil deveria ter é o de 1.365.000, revelando um déficit atual de 1.230.000 pesquisadores. Se tomarmos como base que o Brasil forma atualmente 14.000 doutores por ano, chegamos à constatação de que levaremos cerca de 88 anos para nos equipararmos à China e ao Japão nesse indicador de desenvolvimento. A responsabilidade de formar os quadros recai majoritariamente nas IFES que, além desse tipo de recurso humano mais qualificado, ainda se esforça por meio de programas como o Reuni para superar um dos maiores escândalos nacionais que é o baixo número de jovens brasileiros entre 18 e 25 anos excluídos do Ensino Superior. Novamente: quem detém conhecimentos e projetos, portanto os meios essenciais para superarmos tais desafios? Mais uma vez, nós professores, comprometidos que somos com a causa Brasil, sabemos a resposta. Portanto, a FEOP, uma administradora de projetos, muitos deles de pesquisa (base para o conhecimento novo) e que suportam o desenvolvimento de mestrados e/ou doutorados (formação de recursos humanos de alto nível), aproveita o ensejo da sua maioridade para celebrar de forma muito especial o Dia dos Professores, reafirmando de forma incisiva o compromisso da instituição na busca da excelência na gestão de projetos, tentando contribuir com os coordenadores de projetos para a consecução dos seus objetivos, quais sejam o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural das entidades que apoiamos e, por consequência, do Brasil, bem como a formação de recursos humanos qualificados em diferentes níveis. Parabéns professor! Mas não podemos terminar a nossa reflexão sem exaltar, mais uma vez, o papel desempenhado por todos os colaboradores da FEOP. Como membro do corpo docente da UFOP, e, portanto, também dependente de um bom funcionamento da FEOP, quero expressar aqui os meus mais sinceros agradecimentos ao nosso corpo técnico que tem sabido assimilar o papel que cabe à FEOP no desenvolvimento institucional da nossa UFOP. Parabéns a todos!

Prof. Rogelio Lopes Brandão Presidente atual e usuário permanente da FEOP


INCULTEC coloca Ouro Preto no circuito das ações empreendedoras e inovadoras Incubadora de empresas da UFOP promove encontro no Centro de Convenções em parceria com a Rede Mineira de Inovação Fortalecer o empreendedorismo inovador, desenvolver e consolidar as incubadoras de empresa e parques tecnológicos de Minas Gerais. Esses foram os principais objetivos da 3ª Reunião Anual da Rede Mineira de Inovação (RMI), realizada entre os dias 29 e 30 de agosto, no Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto, pelo Centro de Referência em Incubação de Empresas e Projetos da UFOP, o INCULTEC. O encontro foi uma oportunidade das 23 incubadoras associadas à RMI conhecer experiências de sucesso, participar de palestras e se inteirar de projetos que agreguem valor às experiências em desenvolvimento. A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Ouro Preto é um dos projetos da Pró-reitoria Extraordinária de Projetos Especiais (PRPE/UFOP) no âmbito do programa “Universidade Empreendedora” que recebem a gestão da Fundação Educativa Ouro Preto. O encontrou colocou Ouro Preto no circuito do fomento à inovação e ao empreendedorismo, ao mesmo tempo em que marcou o lançamento de sementes para a implantação de políticas públicas, como o mestrado em Inovação e Empreendedorismo, uma ação pioneira da Universidade do Porto. “A apresentação dessa experiência internacional demonstrou

a preocupação do encontro com a busca de capacitação de gestores de ambientes inovadores, iniciando-se as discussões para torná-la realidade na academia brasileira”, afirma o presidente da RMI e professor da UFJF, Paulo Augusto Nepomuceno. O evento também contou com a participação da assessora adjunta de Inovação da FAPEMIG, Elza Fernandes de Araújo. Ainda de acordo com o presidente da Rede, “o INCULTEC é um instrumento importantíssimo na medida em que transforma a alta produção científica da UFOP em ciência e inovação, produtos e conhecimentos com valor agregado para a sociedade”. O pró-reitor (PRPE/UFOP), professor Carlos Frederico, destaca que a realização do encontro representa o fortalecimento do empreendedorismo no âmbito do Programa “Universidade Empreendedora”. “Nada melhor do que sediá-lo em Ouro Preto, onde no âmbito da UFOP buscamos desenvolver a cultura do empreendedorismo, por meio do INCULTEC, do fortalecimento das empresas Júniores e do projeto de prospecção e formatação de um modelo de Parque Tecnológico. Nossa Universidade tem tido um papel ímpar no desenvolvimento de ações e processos inovadores”, ressalta o pró-reitor.

A Incubadora de Empresas da UFOP tem por finalidade apoiar empresas constituídas e potenciais empreendedores de Ouro Preto e região no desenvolvimento de negócios de base tecnológica e cultural. O projeto é coordenado pelo professor de Química da UFOP, Jorge Luiz Humberto, e gerenciado por Luiz Henrique Ponciano e Naiara Pacheco Ayres. Durante dois anos de graduação, as empresas recebem total suporte em seu plano de negócio, estudo de viabilidade técnico e financeiro, gestão da qualidade, desenvolvimento do produto e comercialização. Uma ação custeada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), a Financiadora de Projetos Especiais (FINEP), Ministério de Ciência e tecnologia (MCT). Além disso, recebe o apoio da Prefeitura de Ouro Preto, Novelis e da FEOP. Cabe à Fundação, entre outras tarefas, a gestão financeira e administrativa que viabilizam a capacitação das ações, o pagamento de bolsas de gestão tecnológica e dos consultores, o custeio das viagens técnicas, a organização de eventos, a compra de equipamentos e material de consumo.

PROAMAR contribui para o reconhecimento oficial da Festa das Cavalhadas Projeto nasceu em 2007 por meio da iniciativa de colaboradores da FEOP, pesquisadores e a participação dos moradores do distrito ouro-pretano de Amarantina Amarantina, distrito de Ouro Preto, comemorou, entre os dias 9 e 19 de setembro, sua maior festa com uma ótima notícia: o Título de Patrimînio Imaterial do município para a Festa de São Gonçalo e Cavalhadas. Essa importante valorização se consumou após intensas pesquisas e levantamento documental que culminaram com o reconhecimento imaterial da festa pela Prefeitura de Ouro Preto. No bojo desses estudos está o PROAMAR - Identidade Cultural de Amarantina. Em setembro de 2007, o projeto deu início a pesquisas sobre as manifestações artísticas e culturais presentes na Festa de São Gonçalo e Cavalhadas, como a Folia e Dança de São Gonçalo, o artesanato em cerâmica e costura, a cultura do plantio de hortaliças, a história do cultivo de alho, o tempero da Nenega, o Museu das Reduções, os corais religiosos, com destaque ao registro documental da tradicional Cavalhadas – a encenação da luta medieval entre os cavaleiros cristãos e mouros que acontece há mais 250 anos em Amarantina. O projeto nasceu na Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP), tendo à época a ex-colaboradora e turismóloga Dalila Santos como estagiária,

coordenação técnica de Maria Sônia Madureira de Pinho e a participação de diversos pesquisadores, associações e comunidade locais, por meio do apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Segundo o secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, Chiquinho de Assis, os resultados contribuíram sobremaneira para a formatação das ações de salvaguarda da festividade. “O PROAMAR foi referência inequívoca para a aplicação do Inventário de Referências Culturais, o instrumento base para a elaboração do dossiê de registro desse bem como Patrimônio Cultural Imaterial de Ouro Preto. Cabe aqui o nosso agradecimento à FEOP e às demais pessoas que tiveram envolvidas”, destaca. Por meio de levantamento fotográfico (1000 imagens) e audiovisual (cinco horas), o PROAMAR realizou 12 relatórios técnicos sobre os atores e as manifestações culturais da principal festa do distrito e elaborou um plano de recomendações para a valorização e o fortalecimento do festejo. Com isso, resgatou um bem imaterial que não está mais fadado ao esquecimento, mas que agora seguirá fortalecido enquanto expressão do folclore de Amarantina e da região de Ouro Preto.

A FEOP está implantando sua Agência de Comunicação que tem por objetivo a prestação de serviços de produção e de difusão de conteúdo. A proposta visa desenvolver ações integradas e articuladas para o desenvolvimento de conteúdos audiovisuais, design gráfico, áudio, fotografia, desenvolvimento web, organização de eventos, entre outros serviços da área. Além disso, a agência incentivará o desenvolvimento acadêmico e institucional, através de linhas de atuação que buscam a formação prática dos acadêmicos do curso de Comunicação Social do ICSA.

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Mestre do ensino, da pe Uma homenagem da Fundação Educativa No dia 15 de outubro comemora-se em todas as instituições de ensino brasileiras o Dia do Professor. Uma justa homenagem àqueles que têm a grande responsabilidade de incentivar a produção de conhecimento e a formar uma mão de obra qualificada, objetivos que são imprescindíveis ao desenvolvimento de qualquer sociedade. Ainda que os avanços tecnológicos tenham revolucionado a educação, as metodologias e os processos, o professor continua sendo o elemento propulsor na geração de conhecimentos e na formação de profissionais graduados e pós-graduados. Sem sua atuação, as universidades não cumpririam finalidades primordiais enquanto principais centros de formação, produção e difusão de saberes que redundarão, em última análise, na melhoria da qualidade de vida das pessoas. De acordo com Hubert Roeser, do Departamento de Engenharia Ambiental (DEAMB), “a formação de um aluno imbuído de espírito crítico é uma busca incessante do docente”. É esse o idealismo que move o dia a dia de um legítimo educador. “Ser professor é uma vocação, uma missão. È com esse espírito que dedico as minhas energias na preparação das aulas e das pesquisas, nas orientações de meus alunos, nas ações com a comunidade, articulações com outros colegas e, principalmente, no mágico momento de troca de conhecimento no qual todos nós aprendemos sempre um pouco mais”, afirma Gilson Nunes, da Escola de Minas (EM). O entusiasmo muitas vezes se sobrepõe às incertezas e aos desafios da carreira. “Iniciei muito jovem como docente da UFOP. Foram muitos desafios, e poucas condições e atividades de pesquisa. Após 18 anos, sinto-me muito gratificada. Há alunos de graduação e pós-graduação, muitas turmas já formadas e os egressos exercendo com competência sua profissão. A realização de um professor é com certeza ver seu aluno brilhar”, diz Vanessa Mosqueira, da Escola de Farmácia. O professor é também um exímio interlocutor. “Precisamos sempre estar atento aos alunos com baixo desempenho e buscar ajudá-los a descobrir o seu potencial. Às vezes, exercemos o papel de um pai que precisa ser exemplo de dignidade, ética e de ações positivas, não bastam apenas palavras”, ressalta o diretor do Departamento de Engenharia de Minas (DEMIN), Carlos Alberto Pereira, que se atribui a menção de “candidato a professor”. Para as alunas do DEMIM, Samara Santana de Menezes e Marina de Menezes Lopes, “o papel de um docente extrapola o ato de ensinar, já que eterniza um olhar criativo e curioso sobre o mundo”. Na descoberta de técnicas avançadas, produtos e patentes que permitam o progresso do país, é inquestionável sua atuação. “O professor universitário tem desempenhado um papel central na orientação de graduandos e no desenvolvimento de projetos científicos e de inovação tecnológica, cujas bases nascem dentro da academia e cujos resultados se estendem a toda a sociedade”, avalia o diretor do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (ICEA), Glauco Yared.

O papel da escola na formação dos jovens Principais conclusões Pesquisa traça perfil atual sobre expectativas da família e dos educadores com a formação e futuro dos jovens

O percurso de um aluno do Ensino Médio até o mercado de trabalho é marcado por diversos fatores e circunstâncias que o influenciam na escolha da profissão e em suas perspectivas de futuro. Com base nessas constatações, o grupo de pesquisa do Departamento de Educação (DEEDU), da UFOP, e da Faculdade de Educação (FAE), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conclui estudo que delineou as expectativas da família e da comunidade escolar em relação à formação de jovens matriculados em quatro escolas públicas das cidades de Mariana e Belo Horizonte.

• A família ainda tem um importante papel na escolha profissional dos jovens. Contudo, os amigos(as), colegas de sala, namorados(as), professores e vizinhos são personagens igualmente relevantes quando se trata das opções para o futuro; • Com baixo nível de escolaridade, pais e avós nem sempre conseguem acompanhar as mudanças e oportunidades que surgem no mercado de trabalho; • A ampliação da rede de socialização ofereceu novos subsídios para as escolhas; • A escolarização é vista pelas famílias como principal meio para ascensão social; • Pais e professores apontam dificuldades de educar os jovens e estabelecer limites, sobretudo na conjuntura atual; • Há opiniões divergentes sobre as responsabilidades de cada agente na educação dos alunos.

Seguindo uma abordagem qualitativa, o projeto aplicou questionários a 149 estudantes do 3º ano do Ensino Médio e, numa etapa posterior, realizou entrevistas com pais, avós, professores e diretores, propondo a construção de um diálogo entre as gerações e as escolas. “Com base num recorte geracional, descobrimos que há concepções diferenciadas quanto ao papel da escola e às perspectivas de futuro de egressos do Ensino Médio. Hoje, a escola enfrenta grandes desafios, justamente em função de conflitos e contradições que perpassam a educação do jovem atual”, explica a coordenadora do projeto e professora do DEEDU, Rosa Maria da Exaltação Coutrim, que é também pesquisadora do Núcleo de Estudos Sociedade, Família e Escola. projeto ao lado de Vitor Aleixo, da UFMG. A iniciativa nasceu, em 2009, fruto de parceria interinstitucional entre UFOP e FAE (UFMG), por meio do financiamento do “Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores”, da FAPEMIG, e com a gestão da FEOP. Bolsista do projeto pela Fundação Educativa, a estudante do curso de História, Cristina Ferreira Assis, destaca a experiência enriquecedora alcançada nesse trabalho. “Participar da sua execução me deu as bases para levá-lo adiante em novos projetos de pesquisa. Sem contar que os trabalhos de campo, entrevistas e aplicação dos questionários possibilitaram um contato muito próximo com a prática profissional, com os conceitos e o papel de uma universidade”, avalia Cristina, que atuou como bolsista no INFORMATIVO FEOP

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O projeto buscou, ainda, oferecer à sociedade alternativas e possibilidades de discussão da temática da educação e das ciências sociais, diante de um contexto de intensa socialização e dificuldades disciplinares. “Atualmente, os jovens estão cercados por uma rede de socialização que os influencia sobremaneira. Daí a necessidade de a academia, os pais, as escolas e a sociedade como um todo pensarem nos desafios e dilemas que encontramos durante o trabalho”, avalia a professora Rosa Coutrim. Em setembro, as conclusões do projeto foram apresentadas às escolas de Mariana em um seminário no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).


esquisa e da extensão Ouro Preto aos professores da UFOP A soberania de um país vincula-se ao seu trabalho, a exemplo da pesquisa científica na área de alimentos, como enfatizam as pesquisadoras da Escola de Nutrição, Késia Quintaes e Daniele Moreira. “Buscamos conhecer as características de alimentos e da alimentação regional de forma que possam contribuir para o tratamento de doenças que afetam milhares pessoas, como diabetes, hipertensão e obesidade”. Para Deoclécio Chianca, chefe do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB), “não existe ensino de qualidade sem pesquisa, e na origem desse processo encontra-se o trabalho de um educador”. Segundo Rosa Malena, do Departamento de Engenharia de Minas (DEMIN), “sem ensino de qualidade não há mão de obra qualificada”. Já Luis Carlos Crocco Afonso, do NUPEB, aponta que a objetivos científicos de um educador, assim como da própria universidade, será sempre a geração de conhecimento, independente de sua aplicabilidade no mercado. “Sem essa missão, a universidade enquanto centro de produção de conhecimento estaria inviabilizada”. Em função desse obstinado empenho de seus pesquisadores a UFOP alcançou, nos últimos anos, um vertiginoso crescimento na área de pós-graduação e pesquisa. “A pesquisa é indissociável da pós-graduação, e estes dois fatores constituem o ´nervo motor´ do desenvolvimento científico, tecnológico e docente dos professores da instituição. Além disso, o apoio das agências de fomento e da própria Universidade é um grande estimulo à busca do saber e o engrandecimento profissional de nossos docentes”, avalia o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação (PROPP), Tanus Jorge Nagem. A extensão universitária perpassa pelo labor desse profissional. “É intrínseca à prática da medicina a pesquisa, o ensino e a extensão, uma vez que transformamos conhecimentos biológicos em conhecimento vivo”, frisa George Luiz Lins Machado Coelho, da Escola de Medicina. Nas palavras de Danton Gameiro, pró-reitor adjunto de Extensão (PROEX) e educador há 32 anos, “o mais importante na vida de um professor é fazer a diferença em tudo aquilo que realiza na formação de uma sociedade ética e cidadã”. Prestigiar o Dia do Professor é reacender o ideal maior do ofício: contribuir com a formação de pessoas. Os educadores da UFOP são parceiros importantes da Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP) por meio de seus projetos de ensino, pesquisa e extensão. “Na qualidade de um deles, reconhecemos a importância das fundações de apoio à atuação do professor e, por isso, reiteramos nosso compromisso e laços de parceria em prol das atividades dos professores da Universidade Federal de Ouro Preto”, diz o presidente da FEOP, Rogelio Lopes Brandão. Ainda que o reconhecimento não compense os anos a fio de estudos e formação, o entusiasmo incansável em ensinar, transformar as pessoas e a realidade à sua volta são sentimentos indeléveis de um vocacionado professor.

Excelência na gestão de projetos chega à maioridade A Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP) completou, no dia 7 de outubro, 18 anos de atuação como um dos principais órgãos de apoio à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e à comunidade do seu entorno. Durante todo esse período, a Fundação tem trabalhado na gestão de projetos acadêmicos, sociais, culturais, turísticos, tecnológicos e de prestação de serviços em toda Minas Gerais e algumas regiões do país. Chega à sua maioridade com os compromissos da sustentabilidade, do crescimento institucional e de oferecer novos produtos e serviços. “Nossa instituição celebra a data com a confiança e a credibilidade depositadas pelos nossos colaboradores, instituidores e parceiros que acreditaram e acreditam no papel da FEOP, assim como na importância das fundações de apoio para o desenvolvimento de instituições parceiras e da comunidade em geral”, afirma o presidente, professor Rogelio Lopes Brandão.

Parabéns FEOP

Instituída em 1993, a FEOP é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, juridicamente instituída como Fundação Educativa de Rádio e Televisão Ouro Preto. Nasceu para viabilizar as concessões de radiodifusão do governo federal. Hoje, além atuar na implantação e no desenvolvimento das emissoras educativas da UFOP, a Fundação desempenha um papel preponderante no desenvolvimento pleno da Universidade, com seu trabalho alcançando projetos diversificados e multi-institucionais que contribuem com o desenvolvimento institucional da UFOP.

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Visando a celebrar o Dia do Professor e o aniversário da instituição, a Fundação Educativa Ouro Preto realiza, no dia 14 de outubro, uma cerimônia comemorativa com a presença de membros da comunidade acadêmica, da direção e de colaboradores da FEOP. O evento é uma homenagem da Fundação aos docentes da UFOP e conta, ainda, com visitas aos laboratórios do DEGEO, de Química e do NUPEB. Uma maneira de enaltecer uma parceria de 18 anos em prol do desenvolvimento das atividades dos docentes. Hoje, mais de 80% das iniciativas geridas pela Fundação são vinculadas a projetos de professores da UFOP.

Resgate da memória e da história dos distritos de Ouro Preto Recursos da FAPEMIG e a gestão da FEOP viabilizam projeto de pesquisa do DETUR/UFOP sobre perfil social de três distritos que ajudaram a construir a identidade cultural do município de Ouro Preto Do período colonial até a proclamação da República, casamentos, batismos, óbitos, casamentos e testamentos eram realizados por intermédio da Igreja Católica. Grande parte desses documentos referentes aos primeiros povoados da Vila Rica setecentista, atual Ouro Preto, encontram-se sem pesquisas. Com a proposta de resgatá-los, projeto do Departamento de Turismo (DETUR) da UFOP elaborou um estudo sobre a formação social das primeiras freguesias do século XVIII - Cachoeira do Campo, Casa Branca (Glaura) e São Bartolomeu, atuais distritos do município de Ouro Preto. Os pesquisadores não se deram por satisfeitos com os poucos estudos acerca do tema e esmiuçaram o perfil social e um rico banco de dados acerca dessas localidades que hoje integram o “Circuito Estrada Real”. A coordenadora das pesquisas e professora do Departamento, Maria do Carmo Pires, explica que, para isso, foram realizadas transcrições do acervo das paróquias dos distritos, hoje presente no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (Cúria Marianense). “A transcrição dos documentos e também dos livros das Irmandades, pertencentes às paróquias, forneceram-nos dados qualitativos e quantitativos sobre o perfil das pessoas que ajudaram a formar a região de Ouro Preto, à época centro administrativo e econômico de Minas Gerais colonial”, explica a pesquisadora. Foram objeto das pesquisas os registros de batismos, casamentos, óbitos, testamentos, os laços de compadrio, origem, etnia, condições socioeconômicas e demais características de uma sociedade marcadamente escravocrata e sob a influência da religião. O projeto foi aprovado em 2009 pelo Programa Pesquisador Mineiro (PPM/III). Desde então, conta com o apoio da Fundação Educativa Ouro Preto (FEOP) por meio da gestão financeira dos recursos repassados pela FAPEMIG. “Sem essa parceria seria impossível concluirmos o projeto. A Fundação tem um papel essencial na aquisição de materiais de uso permanente e temporário, livros, equipamentos e executa as prestações de contas. Outro importante resultado da pesquisa é a publicação de dois livros, cujas editoras foram contratadas pela FEOP”, destaca Maria do Carmo. A proposta é levar adiante os resultados por meio de novas pesquisas, apresentação em congressos e a elaboração de planejamentos estratégicos em turismo. “Assim como Vila Rica, percebe-se que esses distritos também têm um imenso potencial turístico, com um

rico patrimônio material e imaterial a ser explorado. Conhecer essa história é de suma importância para o turismo”, avalia a estudante do curso de Turismo da UFOP, Ada Gomes Ribeiro (bolsista PIBIC/CNPq). Já para o graduando em História, Paulo César Nacif (PROBIC/ FAPEMIG), o envolvimento no projeto lhe permitiu um rico aprendizado sobre o Brasil Colônia. “Participar de um trabalho inédito como esse representa uma complementação importante à minha formação, já que conhecíamos superficialmente o papel dessas freguesias no âmbito da antiga Vila Rica de Ouro Preto”, aponta. Também atuaram como bolsistas a estudante de História Marcelle Danielle de Carvalho (PIBIC/CNPq), e as alunas de Turismo, Mila Morena Ribeiro (PIBIC/ CNPq) e Anne Karollyne Ferreira (PROBIC/FAPEMIG).

Total de registros pesquisados por localidade Cachoeira do Campo •2.928 batismos •334 casamentos •30 testamentos •1043 óbitos

São Bartolomeu •663 batismos •146 batismos •41 óbitos

Casa Branca (Glaura) •33 testamentos •1.215 óbitos

Cerimônia realizada no dia 14 de outubro no Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto marca o lançamento da TV UFOP. O evento ainda contou com a comemoração aos 13 anos da Rádio UFOP Educativa e a apresentação da Central de Comunicação Público-educativa da Universidade UFOP. O objetivo foi também apresentar a atuação da Universidade nas diversas áreas da comunicação - TV UFOP, Rádio UFOP Educativa e a UFOP ON. A Fundação Educativa Ouro Preto é parceira estratégica das emissoras educativas, viabilizando a concepção e o desenvolvimento das atividades pertinentes.

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FEOP Informativo Outubro de 2011