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Ano 03 - Nº14 - Junho 2017

FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DOS REVENDEDORES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

A UNIÃO FAZ A FORÇA!

DÊ A PARTIDA PARA TURBINAR SEUS NEGÓCIOS!


Cada carro tem um tipo de comprador. E cada venda, uma necessidade diferente. O Banco PAN é o parceiro ideal para potencializar seus negócios. Você conta com atendimento dedicado, especializado e condições comerciais exclusivas para você, lojista. Afinal, entendemos a sua necessidade e oferecemos a solução mais adequada para satisfazer os seus clientes e você conquistar ótimos negócios! Entre em contato com o representante comercial do Banco PAN responsável pelo atendimento da sua região: NO / NE / GO / DF / RJ / ES: hercilio.soares@grupopan.com SP Capital / Litoral / Vale: marcelo.mortatti@grupopan.com SP Interior / MT / MS: marcelo.romeu@grupopan.com SUL / MG: mauricio.menezes@grupopan.com Central de Atendimento Financeira Capitais e Regiões Metropolitanas: 4002-1687 Demais Localidades: 0800-775-8686 www.bancopan.com.br Facebook.com/BancoPan Youtube.com/BancoPanOficial 2 / Revista


/ EDITORIAL

MOMENTO DE UNIÃO

Olá caro leitor. Você tem nas mãos mais um exemplar da Revista FENAUTO. Coincidentemente, quando fechávamos a pauta desta edição, decidindo a matéria de capa onde enfocaríamos a união entre as três maiores entidades do setor automotivo (Anfavea, Fenabrave e Fenauto), seus projetos e ações, o Brasil se viu diante de mais uma crise política. Justamente no momento em que a economia começava a dar sinais de uma recuperação, embora modesta, o mercado se vê, novamente, desafiado a buscar energias para superar mais essa dificuldade. A boa notícia é que os últimos informes também mostram uma reação de melhoria no PIB, depois de 8 trimestres negativos, além de um movimento positivo no mercado de automóveis. Além disso, a venda de veículos novos cresceu 16% e no acumulado do ano, as vendas ficaram “no azul” pela primeira vez desde fevereiro de 2014, com alta de 1,57% sobre os 5 primeiros meses de 2016. Muita coisa ainda há de mudar neste país e, com certeza, para reformarmos toda a estrutura para que o povo possa seguir trabalhando e melhorando cada vez mais. É por isso que não podemos deixar que o desânimo tome conta de nossos sonhos. O Brasil é um imenso território de oportunidades, com um povo batalhador e persistente, com muita vontade de fazer as coisas de maneira correta e justa. Portanto, a mensagem que trazemos em nossa matéria de capa, de união, de cooperação, de colaboração e de otimismo para um futuro melhor deve ser nosso compromisso diário. Fazendo isso, encontraremos as soluções para sairmos dessa situação. Esta edição fala justamente sobre esses aspectos em vários artigos e matérias. Ela mostra também que a FENAUTO acredita fortemente em prosseguir no caminho do trabalho conjunto e em colaboração com aqueles que desejam o bem estar do país. É dessa forma que temos obtido resultados importantes para o nosso segmento e continuaremos a trabalhar intensamente nesse sentido. Estamos investindo muito esforço e dedicação para a realização do 6º Congresso FENAUTO e também a ExpoFENAUTO e já começamos a colher os frutos desse trabalho. Será, com certeza, o maior e mais importante e concorrido evento dessa natureza, oferecendo aos participantes ótimas e criativas oportunidades para buscarem soluções para a geração de novos negócios. Entre agora mesmo no site e inscreva-se com condições muito favoráveis. Espero que aprecie esta edição e que ela possa fortalecer o seu otimismo para superarmos todos os obstáculos. Boa leitura!

Ilídio Gonçalves dos Santos Presidente FENAUTO

Revista

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/ SUMÁRIO

6º Congresso Congresso Nacional de Seminovos e Usados

08

17

SUMÁRIO 06

VENDEDOR SNIPER

08

17

CONGRESSO FENAUTO

NOSSO MERCADO

21

CAPA

10

TERMÔMETRO

28

ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

11

EDUCAÇÃO

30

LOJISTA EM DESTAQUE

13

OPINIÃO

32

PORTA LUVAS

15

ABAC

34

EM FOCO

4

Nailor Marques Jr. escreve Não existe crise para um bom vendedor. Mercado de veículos seminovos mantém evolução. A difícil, porém, necessária tarefa de reconstruir - por Enilson Sales A união faz a força e a cooperação traz o sucesso - por Cida Smidt Marcas querem melhorar valor de revenda - por Joel Leite Cresce a presença dos consórcios nas vendas de seminovos

/ Revista

Vem aí o 6º Congresso Fenauto

A união faz a força!

ASSOVESC em ação.

Tradição de longa data.

Dançando entre carros.

Fenauto realiza eventos pelo Brasil


FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DOS REVENDEDORES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

CONSELHO EDITORIAL:

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Ilídio Gonçalves, Enilson Sales, Elis Maurício Siqueira, Maria Aparecida Smidt e Fáres Darwiche. Editor e Jornalista Responsável: Jorge Luiz Mussolin (MTB 15.978) e-mail: mussa@fenauto.org.br Projeto Gráfico: Artearia Studio Design Impressão: Nywgraf Ltda Redes Sociais: Maná Publicidade Fotos: Arquivo FENAUTO / Divulgação Endereço: Av. Giovani Gronchi, 6195 - 10º andar - Conj. 1005 Edificio GG Offices Center - Vila Andrade - CEP 05724-003 São Paulo - SP - www.fenauto.org.br fenauto@fenauto.org.br – Tel.: 11 - 4119.8586 e 2592.2326 As matérias assinadas nesta revista são de responsabilidade do autor não representando, necessariamente, a opinião da FENAUTO. Autorizada a reprodução total ou parcial das matérias, fotos e imagens sem assinatura, desde que mencionada a fonte. A reprodução de matérias e artigos assinados devem contemplar autorização prévia e por escrito do autor.

CONSELHO DELIBERATIVO DO QUADRIÊNIO 2013/2017

27

30

Presidente do Conselho: ILÍDIO GONÇALVES DOS SANTOS; 1º Vice-Presidente (SINDIVEL/CE): JOSÉ EVERTONFERNANDES;2º Vice-Presidente, (AGENCIAUTO/PI):DOUGLAS ALEXANDRE MARTINS LEITE; Vice-Presidente Financeiro (AAVURJ/RJ): ISIO KELNER; Vice-Presidente Financeiro Adjunto (ARVIESP/SP): LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA; Vice-Presidente Administrativo (AVESE/ SE): JOSÉ AUGUSTO DOS SANTOS; Vice-Presidente Administrativo Adjunto (SINDIVEL/CE):ROBERTO JOSÉ TEIXEIRA; Vice-Presidente Secretário (ASSOVEPA): ANTONIO DOS SANTOS GOMES; Vice-Presidente Secretario Adjunto(SINDIVEL/CE): JOSÉ AUGUSTO TÁVORA DA SILVA; Vice–Presidente de Marketing (AGENCIAUTO/ DF): PAULO HENRIQUE MAGALHÃES POLI; Vice-Presidente de Marketing Adjunto (SINVEP/PB): WALDECK PINHEIRO COELHO; Vice-Presidente Assuntos Jurídicos (ASSOVEMG/ MG): MARLON JOSÉ VIEIRA; Vice-Presidente Assuntos Jurídicos Adjunto (AGENCIAUTO/AL): VANDERLEI PRIETO; Vice-Presidente de Relações Públicas (AGENCIAUTO/DF): FERNANDO VILLELA TOLEDO; Vice-Presidente de Relações Públicas Adjunto (ASSOVEPAR/PR): SILVAN SABAINI DAL BELLO; Vice-Presidente de Assuntos Econômicos e Mercadológicos Adjunto (SINDIREVE/ RN): JOSÉ GEORGE GONÇALVES BARBOSA; Vice-Presidente de Assuntos do Quadro Associativo (AGENCIAUTO/MT): ISNEL LEITE ALMEIDA; Vice-Presidente de Assuntos do Quadro Associativo Adjunto (ASSOVEBA/BA): PAULO CESAR MASCARENHAS DE OLIVEIRA; Vice-Presidente de Relações Internas (ASSOVEMG/ MG):SERGIO BATISTA COELHO; Vice-Presidente Relações Internas Adjunto (ARIVES/ES):PAULO CESAR MARTINELLI SEPULCRI; Diretor Executivo da FENAUTO:Fáres Darwiche

Revista

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/ VENDEDOR SNIPER

NÃO EXISTE CRISE PARA UM BOM VENDEDOR

Por Nailor Marques Jr

“Um homem sempre acaba sendo aquilo que pensa de si a maior parte do tempo”, disse Brian Tracy e essa é quase uma verdade universal.

D

igo quase, porque acredito que entre os bilhões de seres humanos no mundo, existem aqueles que fogem à regra, como tudo na vida. No entanto, tenho certeza de que nós sempre seremos aquilo que pensarmos que somos. Nada de autoajuda ou pensamento positivo, tudo de visão crítica e consciente de si próprio, dos outros e do mundo que nos cerca. Vender é e sempre foi uma arte, algo que não se compra na feira, mas, em contrapartida, uma habilidade que pode ser desenvolvida em qualquer pessoa, isto é, todo mundo, com treino e perseverança, pode se tornar um grande vendedor e passar ao largo das sucessivas crises que nos assolam. Gosto de pensar que quanto mais acreditamos na crise, mais ela se instala na nossa vida. Gosto de pensar

6

/ Revista

também, que quanto mais trabalho, estudo, leio e me aprimoro, mais sorte eu tenho. A grande pergunta é que habilidades precisamos desenvolver para melhorarmos em venda? E a resposta é relativamente simples, precisamos aprimorar em nós mesmos quatro qualidades que fazem de um trabalhador qualquer, mas, principalmente, de um vendedor, alguém de resultados notórios e elas são: atitude, compromisso, disciplina e responsabilidade, não necessariamente nessa ordem. Segundo pesquisa apresentada na revista HSM Management, apenas 10% dos trabalhadores possuem essas quatro habilidades e são, por isso, bem-sucedidos. Vamos estudá-las uma a uma, para que todos possam se enxergar e visualizar onde podem se aperfeiçoar para fazer parte da estatística.

Por atitude devemos entender posturas firmes, capazes de impressionar até os mais conhecedores do assunto; ter convicções do que se vende e do que se está oferecendo a quem se vende; entender o mercado e posicionar-se nele como quem sabe que uma fatia dele pertence a você; atitude é encantar o cliente começando pela forma como nós os recebemos, iniciando pela criação da chamada boa impressão e lembrando-se sempre que não existe uma segunda boa primeira impressão; atitude é, enfim, ser um pouco artista e crer que não existe produto ruim, o que existe é vendedor ruim. Quando falamos em compromisso, não queremos nos referir a pessoas certinhas e apenas cumpridoras de seus deveres, isso é óbvio e parece embutido na prática diária de cada um. Compromisso não é uma


VENDEDOR SNIPER

relação casual com o nosso produto ou a nossa empresa, é vínculo definitivo (pelo menos enquanto estivermos juntos), é não deixar o cliente perceber que você não crê em você ou que vende por falta de opção ou que você mesmo não acredita no produto ou na empresa que representa. Se esse for o caso de algum leitor, a sugestão é: mude de empresa ou de ramo. Ao pensar em disciplina, o vendedor não deve torcer o nariz para as regras necessárias a cada negócio, deve antes, entendê-las, fazer uso delas, tirar proveito do que existe. O mundo não vive sem as tais regras, aceite, portanto, que existam chefes, metas de curto e longo prazo, regras de conduta, estudo constante de produtos e mercados, reuniões de avaliação, cumprimento de prazos, manutenção da palavra dada, fidelidade, necessidade de pensar na venda como um ato de causa e consequência, pois

tudo isso não são apenas práticas necessárias, são vitais. Por fim, é necessário assumir a responsabilidade com você mesmo, com o processo e o grupo do qual cada um participa, com a empresa e com os clientes, que são a razão de ser de qualquer negócio. Ser responsável é entender claramente que uma venda começa no bom dia e só termina no fechamento e é nesse meio-tempo que se pode fortemente trabalhar a fidelização de alguém. Uma pessoa só poderá ser chamada de nosso cliente quando fizer conosco mais de um negócio. Todo dia é dia de vender e comprar coisas, o vendedor de sucesso é aquele que entende isso e tenta participar disso a maior parte do tempo. Quem entender essas quatro habilidades, incorporá-las e praticá-las, eu não tenho dúvida que mudará seu patamar de vendas, que

mudará, sobretudo, a forma como é visto por seus pares e clientes. Gostar de si mesmo como vendedor, respeitar-se com quem trabalha com dignidade, resolvendo os problemas alheios e lhes entregando aquilo com que sonham, esse é o cotidiano de quem trabalha com vendas e se esse é um espelho no qual você, leitor, se vê, boas vendas, você é a pessoa certa fazendo a coisa certa. Nailor Marques Jr é professor, escritor, palestrante, especialista em comunicação com o cliente e diretor do IMPCOACH. www.impcoach.com.br

Revista

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/ O NOSSO MERCADO

MERCADO DE VEÍCULOS SEMINOVOS MANTÉM EVOLUÇÃO Dados de maio mostram números e resultados positivos

O

último relatório sobre o desempenho do mercado de veículos seminovos e usados, produzido pela Fenauto - Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores – contempla os números produzidos no mês de maio de 2017, com resultados positivos. Segundo o estudo, a comercialização de veículos seminovos e usados no mês de maio, em relação a abril, foi positiva em 24,9% (atribuídos ao fato do mês ter tido 4 dias úteis a mais que o anterior). A entidade ressalta que o item mais importante a ser avaliado é a evolução verificada tanto em relação ao mesmo mês de 2016, como no acumulado deste ano. Em ambos os casos, o resultado é positivo. A comparação entre maio de 2016 e 2017 teve evolução positiva de 16,6% e as vendas acumuladas dos cinco

8

/ Revista

primeiros meses deste ano foi positiva em 8,4%, comparando-se com o mesmo período de 2016. Os seminovos com até 3 anos de uso mantiveram o interesse dos compradores, com um índice de 24% no acumulado de 2017. O presidente da entidade acredita que o mercado prossegue em uma trajetória com uma evolução satisfatória. Para Ilídio dos Santos, “os números apresentados no relatório são mais animadores, mas devemos lembrar que a economia ainda está em processo de recuperação lenta e gradual. Acreditamos que nosso setor irá acompanhar esse desempenho.” Em maio foram comercializados 1.274.938 veículos contra 1.020.472 em abril. O acumulado nos cinco primeiros meses deste ano foi de 5.523.411 seminovos e usados contra 5.094.526 no mesmo período em 2016.


O NOSSO MERCADO

Evolução das Vendas - Segmento (Só Semi-novos e Usados)

2017 Segmento

Maio

2017 X 2016 %

Abril

Maio de 2017

Maio de 2016

%

Acum 2017

Acum 2016

%

Auto

823.996

659.070

25,0

823.996

695.463

18,5

3.579.431

3.253.509

Comercial Leve

136.883

107.948

26,8

136.883

118.920

15,1

582.458

538.048

8,3

32.465

25.537

27,1

32.465

29.065

11,7

136.739

131.250

4,2

266.040

214.975

23,8

266.040

236.812

12,3

1.154.107

1.109.744

15.554

12.942

20,2

15.554

13.311

16,9

70.676

61.975

14,0

1.020.472 24,9

1.274.938

1.093.571 16,6

5.523.411

5.094.526

8,4

57.952

49.708 16,6

53.625

49.461

8,4

Com. Pesado Motos Outros

Total Brasil

1.274.938 57.952

56.693

2,2

10,0

4,0

Fonte: Fenauto / Denatran

Evolução das Vendas - Região (Só Semi-novos e Usados)

Fonte: Fenauto / Denatran

Evolução das Vendas - Tempo de Uso (Só Semi-novos e Usados)

2017 Tempo de Uso

Maio

2017 X 2016

Abril

%

Maio de 2017

Maio de 2016

%

Acum 2017

Acum 2016

%

Semi-novos (0 a 3 anos)

534.833

428.158

24,9

534.833

408.124

31,0

2.297.105

1.852.362

24,0

Usados Jovens (4 a 8 anos)

388.868

312.931

24,3

388.868

357.403

8,8

1.703.275

1.694.961

0,5

Usados Maduros (9 a 12 anos)

131.851

105.932

24,5

131.851

120.593

9,3

575.479

570.280

0,9

Velhinhos (13 e + anos)

219.386

173.451

26,5

219.386

207.451

5,8

947.552

976.923

-3,0

1.020.472 24,9

1.274.938

1.093.571 16,6

5.523.411

5.094.526

8,4

Total Brasil

1.274.938

Fonte: Fenauto / Denatran

Evolução das Vendas - Auto

Evolução das Vendas - Comerciais Leves

(Só Semi-novos e Usados)

Ranking

(Só Semi-novos e Usados)

Maio de 2017

% s/ Total

Ranking

Maio de 2017

% s/ Total

1

GOL

89.383

10,85

1

STRADA

25.572

18,68

2

UNO

56.367

6,84

2

SAVEIRO

19.339

14,13

3

PALIO

51.903

6,30

3

HILUX

14.868

10,86

4

CELTA

32.656

3,96

4

S10

11.651

8,51

5

FIESTA

32.466

3,94

5

MONTANA

9.008

6,58

6

CORSA

27.096

3,29

6

KOMBI

6.670

4,87

7

FOX

23.998

2,91

7

RANGER

5.878

4,29

8

SIENA

22.265

2,70

8

FIORINO

5.297

3,87

9

COROLLA

19.334

2,35

9

L200

5.206

3,80

KA

17.573

2,13

10

DOBLO

3.514

2,57

Outros

450.955

54,73

Outros

29.880

21,83

Total

823.996

100,00

Total

136.883

10

Modelo

Fonte: Fenauto / Denatran

Modelo

100,00

Fonte: Fenauto / Denatran

Revista

/

9


/ TERMÔMETRO

A DIFÍCIL, PORÉM, NECESSÁRIA TAREFA DE RECONSTRUIR

N

Por Enilson Sales

10 / Revista

ão importam os motivos que nos colocaram na situação em que nos encontramos. Não importa a sensação de impotência pelo que aconteceu. Não importa a descrença nos agentes que estão à nossa volta e nos influenciam. Não importa o desejo de revanche. Não importa o sentimento de culpa por termos permitido tudo isso acontecer, ainda que, eventualmente, de forma passiva. A verdade é que nos deparamos com o momento de decidirmos se vamos chorar “sobre o leite derramado”, ou vamos trabalhar para RECONSTRUIR o que foi desmantelado. Este texto não tem o objetivo de ser uma abordagem política. Algo tão comum, prato diário que nos alimenta. O objetivo é convidar VOCÊ a assumir a tarefa de pedreiro, mestre de obras, engenheiro e arquiteto do SEU destino. Do destino do SEU negócio. Inegável o baque sofrido pelos fatos acontecidos nos últimos anos. Antes de buscarmos explicações ou justificativas, cabe-nos uma análise fria dos números. Três mil lojas fechadas, quase duas mil concessionárias com atividades encerradas, queda de quase 30% na produção de automóveis e de aproximadamente 60% no setor de caminhões. Quatorze milhões de desempregados. Independentemente de sua ideologia, partido, religião, raça, etc, os números falam por si. O setor automotivo foi um dos mais impactados. O comércio de veículos não é e nem será mais o mesmo. O que nos cabe agora? Sermos mais um número a engrossar os dados estatísticos acima, ou iniciarmos a RECONSTRUÇÃO?

Sabemos que o cenário político nos assalta, sem trocadilho, diariamente com novidades sempre negativas. Após a enxurrada, muita lama ainda escorre e escorrerá. E não estaremos imunes a novas chuvas. Mas, pelo menos sobrevivemos. E quem sobrevive leva lições para carregar para o resto da vida. E, à luz destas lições, o que aprendemos? O que faríamos diferente se soubéssemos o que viria a nos atropelar? A tarefa de reconstruir é dura porque pressupõe avaliar o que poderia ter sido diferente. Como nos protegeremos de novos, possíveis ou não vendavais? O horizonte nos convida a uma reflexão, a um planejamento à luz da nova realidade, a uma “limpeza” do que não nos é mais necessário, e a um processo de levantarmos novos alicerces, paredes e teto. Nosso negócio já passou por tempos tão alvissareiros que até poderíamos nos considerar menos revendedores de veículos e mais vendedores de produtos bancários. Agora, o mercado nos empurra para uma gestão mais focada numa boa compra e numa busca de onde encontrar o cliente, passando obviamente por uma gestão de pós-venda, apoiada em ferramentas como CRM e outras. Se você está se sentindo desafiado a enfrentar este novo desafio, você já deu o primeiro passo para a RECONSTRUÇÃO. Largue as pendengas de Facebook e os grupos de “chororô” do WhatsApp. O momento é de levantar e trabalhar. Pelo seu negócio, pelo seu bem-estar e de sua família. Mãos à obra! Enilson Sales - Membro do Conselho da Fenauto


/ EDUCAÇÃO

A UNIÃO FAZ A FORÇA E A COOPERAÇÃO TRAZ O SUCESSO

Por Cida Smidt

Q

uem é que não conhece o antigo ditado que diz que a união faz a força, onde aprendemos que somando esforços, podemos resolver problemas que afetam a todos? Pois é, a Humanidade chegou a esse nível de desenvolvimento e evolução graças ao seu entendimento de que sozinhos podemos fazer muitas coisas, mas juntos, podemos mais. A cooperação entre todos, portanto, foi, é e será sempre fundamental para avançarmos em nossas conquistas. Mas, aliada a essa mesma ideia de união e cooperação, o ser humano também traz, em si, o sentido da competição, da concorrência, resquícios de nossos tempos de evolução animal quando éramos obrigados a lutar todos os dias para conquistar nossa comida e, assim, sobrevivermos. Como, então, trabalhar essas duas ideias conflitantes? Por que olho para aquele que está ao meu lado como um possível inimigo e concorrente? Por que não procurar entender que todos nós somos parte de um grande sistema onde cada um tem um papel vital para que tudo dê certo. Ou seja, se trabalharmos contra, a engrenagem não anda. A cooperação faz parte do nosso DNA. Não acredita? Pois vejamos. Segundo um estudo publicado por John

Stewart, membro do Grupo de Pesquisa de Evolução, Complexidade e Cognição da Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), a evidência de que todos nós temos essa necessidade de cooperar um com o outro é mostrada na trajetória da própria humanidade. Em seu estudo “The Meaning of Life in a Developing Universe” (O Significado da Vida em um Universo em Desenvolvimento), publicado na revista Foundations of Science, Stewart defende que a cooperação pela vida (e consequentemente pela evolução), pode ser encontrada desde os organismos mais simples e primitivos, nas próprias células do corpo humano, e até mesmo na grandiosa engenharia dos astros do universo, seguindo escalas diferentes. Mas, se a cooperação existe em nosso mais íntimo, por que ainda concorremos uns com os outros? O próprio Stewart afirma que isso acontecia até há pouco tempo, mas a humanidade deve seguir outro rumo em breve. Para ele, pesquisas começam a mostrar que a cooperação mais ampla deve realmente se tornar mais presente entre nós para que a comunidade possa se beneficiar e, os eventuais aproveitadores, e outros não colaboradores, sejam persuadidos a mudar de postura ou mesmo punidos. Como um argumento que vai ao encontro dessa reRevista

/11 11


EDUCAÇÃO

novação pela qual estamos passando, citamos Grunbaum que diz que “a cooperação nunca significa a ausência de conflito de interesse”. Ela significa, isso sim, um conjunto de regras para negociar conflitos de interesse de uma forma que os resolva. Ele continua afirmando que “nosso aprendizado nessa área está acelerado em parte porque a sociedade está se tornando bem mais integrada e a comunicação está acontecendo muito mais rapidamente no mundo. Eu diria que os seres humanos são extraordinariamente cooperativos, e estamos ficando mais cooperativos a todo momento”, avalia o pesquisador. Essa condição parece já estar acontecendo em nosso país, neste exato momento, pela situação que vivemos. Já percebemos um movimento cada vez maior no sentido de defesa dos interesses da sociedade e não de apenas um grupo pequeno de aproveitadores que se vale de suas posições. Agora é o momento ideal para nos unirmos de forma mais intensa, sem enxergarmos no nosso vizinho um inimigo ou um concorrente (mesmo que ele atue no mesmo segmento que nós). Por que não trocar ideias com ele e somar experiências para que os dois ganhem. Acabou-se o tempo do “eu ganho e você perde”. O momento, agora, é o da relação “ganha-ganha”, onde “todos ganham”. Tomemos como exemplo as formigas e abelhas que

trabalham de forma cooperada e inteligente. Essas duas espécies criaram complexos sistemas de trabalho onde cada um tem sua função, mas todos se ajudam e cooperam para o bem-estar da comunidade. Nesse tipo de sociedade não há espaço para o individualismo, o egoísmo, o “posso tudo sozinho”! Portanto, estamos diante de um momento histórico, uma encruzilhada para crescermos e aprender a cooperar uns com os outros, cada vez mais. A vida em sociedade, com certeza, fica mais fácil se entendermos que dependemos uns dos outros para viver melhor. Esse é, portanto, o nosso grande desafio para superarmos mais uma etapa da nossa evolução. Analisemos nosso dia a dia, nossas atitudes, pensamentos e conceitos e mesmo os preconceitos. Vamos tentar trabalhar para superarmos as nossas diferenças, diminuindo os conflitos e tensões que existem nos vários setores de nossas vidas. Trabalhando dessa forma e refletindo muito sobre esse convite, teremos uma percepção mais clara do caminho a seguir para obtermos os melhores resultamos para o interesse coletivo. JUNTOS somos mais fortes! Cida Smidt - Especialista em Business & Life Coaching e parceira da Fenauto.

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/ OPINIÃO

MARCAS QUEREM MELHORAR VALOR DE REVENDA Por Joel Leite

A

o mesmo tempo em que revela os carros e as marcas que obtêm bom valor na hora da revenda, a Certificação Maior Valor de Revenda revela também os modelos que mais perdem valor após um ano de uso. São várias as razões que levam o consumidor a mudar de marca na hora de trocar de carro, mas certamente o baixo valor de revenda é uma das principais dela. Na lista dos carros mais depreciados figuram alguns modelos de marcas bem posicionadas no ranking das bem valorizadas. Normalmente um carro que não foi muito bem aceito, pouco procurado no mercado de usados, com alto custo de revisão e de peças de reposição. Mas algumas marcas têm problemas crônicos de imagem no mercado de usados e consequentemente seus carros perdem muito o valor. Nada a ver com a qualidade do produto, mas com uma política

inadequada de pós-venda (ou de inexistência dela), de atendimento ao consumidor, de planejamento de revisões, preço de oficina e peças e, principalmente, valorização do usado na hora da troca por um novo. A necessidade de estar entre as marcas mais aceitas pelo consumidor está fazendo com que as empresas incrementem ações de pós-venda. A Citroën lançou o programa Compromisso Citroën, que propõe as revisões programadas aos seus clientes pelo preço de R$ 1 por dia e criou uma política de valorizar o carro usado da marca: um C4 Louge usado nas concessionárias da marca vale no mínimo 85% da cotação da Tabela Fipe. A depreciação de um carro não tem a ver com a qualidade do produto ou com o valor atribuído pelo consumidor a aspectos técnicos. Dirigentes da Citroën reconhecem que os modelos da marca perdem valor residual, embora os carros sejam valorizados em relação a design, tecnologia e conforto. É uma questão de imagem. Veja o carro C3 e do Aircross. São carros muito parecidos, dividem a mesma plataforma, sistemas e peças, e, no entanto, têm um índice de depreciação muito diferente: enquanto o C3 registrou perda de apenas 11,4% do preço no último Estudo de Depreciação Autoinforme, o Aircross perdeu 18,6%.

A JAC tem um programa de pós-venda para melhorar a imagem junto ao consumidor. Recentemente lançou um programa de revisões gratuitas de 50 e 100 mil quilômetros, com o objetivo de dar tranquilidade ao dono do carro mesmo em longo período. Com essa medida, a empresa sinaliza ao mercado que acredita da longa durabilidade dos seus carros e chama o consumidor a apostar nisso. A proposta de apostar na longevidade dos produtos é levada também pela assessoria de imprensa da marca, que, de forma inédita, disponibiliza para a imprensa especializada carros usados da frota da empresa para teste de direção. Já a Chery, que também está na lista das marcas mais depreciadas, prepara ações de pós-venda para o próximo período, quando vai readaptar a rede para a nova realidade do mercado brasileiro.

Joel Silveira Leite é jornalista. Diretor da Agência AutoInforme, responde pelos sites AutoInforme e EcoInforme. Apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito.

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CRESCE A PRESENÇA DOS CONSÓRCIOS NAS VENDAS DE SEMINOVOS

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o fechamento do primeiro trimestre do ano, o Sistema de Consórcios continuou ampliando suas vendas. Com tíquete médio maior em relação ao mesmo mês do ano passado, subindo de R$ 33,20 mil para R$ 40,20 mil e alta de 21,1%, os negócios contratados registraram aumento de 20,7%, avançando de R$ 16,94 bilhões (jan-mar/2016) para R$ 20,45 bilhões (jan-mar/2017).

de 144,2% no período. Nos veículos pesados, o avanço na média mensal de vendas via consórcio foi de 50,4%, de 2011 a 2017 (primeiro trimestre). Saltou de 994 para 1.495 unidades nesse intervalo de tempo.

A procura por cotas em todos os setores – veículos automotores (incluindo veículos leves e pesados novos e seminovos), imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis – apontou crescimento de 4,7%, saltando de 508,6 mil para 532,5 mil unidades e mostrou que o mecanismo tem sido a melhor alternativa para quem quer adquirir bens ou contratar serviços, apesar das dificuldades econômicas atuais, como o alto índice de desemprego. Entre os chamados usados ou seminovos, também houve aumento de presença dos consórcios em suas comercializações. Segundo dados da B3 (antiga Cetip), a média mensal das vendas dos veículos leves seminovos cresceu de 10,4 mil (2011) para 25,4 mil unidades (2017 - primeiro trimestre), registrando alta

“Ao comprovar que a modalidade vem se tornando, gradativamente, importante fator na gestão das finanças próprias ou individuais, o consórcio contribui para realização de metas pessoais, familiares e, até mesmo, empresariais, apoiado na essência da educação financeira”, esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. As vendas de novas cotas de automotores no primeiro trimestre deste ano totalizaram 471,6 mil, 3,3% superiores às 456,6 mil computadas nos mesmos três meses de 2016. Também nos créditos comercializados houve 16,3% de aumento, subindo de R$ 11,69 bilhões (jan-mar/2016) para R$ 13,60 bilhões (jan-mar/2017). O volume de participantes ativos atingiu 6,11 milhões em março último.

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com você

ESTAMOS A CADA NOVO NEGÓCIO

Construímos nossos 20 anos de história baseados na relação com nossos parceiros, seja buscando clientes e oportunidades ou oferecendo suporte e atendimento.

Com dedicação, hoje estamos entre os líderes de mercado de financiamento de veículos.

Essa bagagem nos permite enxergar a necessidade de cada um dos nossos mais de 16 mil parceiros.

Seguiremos assim, fortalecendo nossa parceria a cada negócio.

ATENDIMENTO BV: No site

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Sugestões, cancelamentos, elogios, reclamações ou informações gerais sobre produtos e serviços, contate o SAC: 0800 770 3335 ou 0800 701 8661 16 / Revista (atendimento especial para deficientes auditivos e de fala). Se desejar a reavaliação da solução apresentada no SAC, ligue para a Ouvidoria: 0800 707 0083 ou 0800 701 8661 (deficientes auditivos e de fala), de 2ª a 6ª, das 9h às 18h, exceto feriados nacionais.


DÊ A PARTIDA

PARA TURBINAR SEUS NEGÓCIOS

6º Congresso Congresso Nacional de Seminovos e Usados

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Você que trabalha no mercado de automóveis tem mais uma oportunidade de turbinar seus negócios! Em outubro acontece a 6ª Edição do Congresso FENAUTO, o maior encontro destinado a lojistas e revendedores de veiculos seminovos e usados, concessionárias e profissionais ligados ao setor automotivo. O mercado está mudando rapidamente e você deve permanecer sempre atento a essas transformações para não perder negócios. É justamente por esse motivo que estamos fazendo este convite especial a você:

Participe do 6º congresso FENAUTO!

Se você já participou de alguma edição desse evento, sabe muito bem a importância das palestras e apresentações feitas para quem deseja se manter no topo em seu mercado. Portanto, aproveite agora e leve sua equipe toda para que eles também possam aproveitar as dicas e informações passadas durante o evento. Se ainda não participou, o que está esperando? O 6º Congresso FENAUTO está repleto de apresentações e atividades que visam aumentar e fortalecer a interação e relacionamento entre profissionais do setor automotivo, reunindo centenas de participantes em busca de conhecimento e alternativas para superar os desafios que a economia está impondo a todos. Venha fazer parte deste seleto grupo de profissionais interessados em soluções para ativar seus negócios. É uma oportunidade única de aumentar o seu círculo de relacionamento e, assim, criar as oportunidades para gerar vendas.

Não perca esta oportunidade! Agende-se para participar da produtiva grade de apresentações entre os dias 24 e 25 de outubro no Centro de Eventos PRO MAGNO, em São Paulo, um sofisticado local com todas as comodidades e facilidades que você espera de um evento deste porte. Como sempre, a grade de programação foi totalmente pensada para cobrir as mais recentes discussões e questões que envolvem o seu dia a dia e a melhoria de suas vendas. Estarão presentes no 6º Congresso FENAUTO vários profissionais renomados não só do segmento automotivo, mas todos com o objetivo de passar dicas valiosas para você e sua equipe. Além de poder participar das palestras do 6º Congresso FENAUTO, você poderá, também, fazer parte da ExpoFENAUTO, uma exposição de produtos e serviços específicos para as revendas de veículos automotores. É um momento especial dedicado ao networking e contatos valiosos para uma aproximação maior entre lojistas, fabricantes e prestadores de serviços se aproximarem de seus clientes, expondo novas tendências e tecnologias.

Quem está convidando você O Congresso FENAUTO, em sua 6ª Edição, é promovido pela Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores, entidade que tem como objetivo promover o conhecimento e o diálogo entre os profissionais do setor de veículos seminovos e usados, incentivando a troca de ideias, estratégias e experiências de sucesso.

Condições especiais para você dar a partida em novos negócios A FENAUTO oferece condições especiais para que você possa se inscrever nesses dois dias de Congresso. Confira! 18 / Revista

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Palestrantes VEJA QUEM JÁ ESTÁ CONFIRMADO COMO PALESTRANTE PARA O 6º CONGRESSO FENAUTO

Foto: R. Trumpauskas

LEANDRO KARNAL é historiador, doutor em História social pela USP e professor na UNICAMP. É convidado de programas como o Jornal da Cultura e Café Filosófico. Escreveu em autoria ou coautoria mais de dez livros, alguns dos quais estão entre os mais vendidos do Brasil, como “Verdades e Mentiras”; “Felicidade ou Morte”; “Pecar e Perdoar”; “Detração – breve ensaio sobre o maldizer”; “História dos Estados Unidos “ e “Conversas com um jovem professor”. É membro do conselho editorial de muitas revistas científicas do país. É colunista fixo do jornal Estadão e tem participações semanais nas rádios e canais de TV do grupo Bandeirantes.

PAULO STORANI é mestre em antropologia, pós-graduado em administração pública e em gestão de recursos humanos e foi capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro de 1994 a 1999, o que lhe rendeu a função de consultor dos filmes “Tropa de Elite” 1 e 2. Hoje dá palestras sobre como construir equipes de alto desempenho baseado nos métodos de treinamento do Bope.

Não perca tempo. Faça agora mesmo sua inscrição e planeje com sua equipe para que eles também participem. Informações: 11 2592.2326 11 2533.7532 Acesse a Ficha de Inscrição para o 6º Congresso FENAUTO/ ExpoFENAUTO em: www.congressofenauto. com.br Acompanhe as novidades: /FenautoCongresso

DADO SCHNEIDER é graduado em Comunicação e Pós-Graduado em Marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre e Doutor em Comunicação pela PUC/RS. Criador da marca Claro. Professor da ESPM Sul e da HSM Educação. 35 anos de experiência como executivo de grandes empresas como DM9, RBS, Ogilvy, entre outras.

DANIEL BRANDÃO é formado em Administração de Empresas, com experiência em concessionárias e lojas de veículos e é sócio fundador da F&I Brasil, especializada em Treinamento e Consultoria em Vendas de veículos e produtos agregados. Nos últimos 15 anos, implantou programas de Certificação de Vendas e Gestão de Veículos Seminovos e Programas de Treinamentos para Aumento de Performance de Vendas com Sucesso em milhares de lojas em todas as regiões do País. Revista

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Rua Samaritá, 230 Casa Verde São Paulo - SP Telefone: 11 4010-5100 20 / Revista

Av. Giovani Gronchi, 6195 - 10º andar conj. 1005 - Edificio GG Offices Center - Vila Andrade - CEP 05724-003 - São Paulo - SP Telefone: (11) 2533.7532 ou 2592.2326

www.fenauto.org.br


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A UNIÃO FAZ A FORÇA! N Antonio Megale (Anfavea), Alarico Assumpção Júnior (Fenabrave) e Ilídio dos Santos (FENAUTO)

os momentos difíceis de nossa vida, muitos de nós acabam lembrando conselhos e ditados que nossos pais ou os mais velhos sempre tinham à mão para nos consolar. E, com certeza, uma dessas frases ou ditados mais populares é o “A união faz a força”. Em nosso país parece que essa recomendação é mais necessária do que nunca, especialmente neste momento em que atravessamos momentos difíceis não só na área econômica, mas também política. Justamente quando os horizontes da economia pareciam começar a mostrar cenários menos carregados, novas revelações forçaram o país a uma nova parada de emer-

gência, podendo causar um novo período de estagnação, forçando os consumidores a assumirem, novamente, posturas mais cautelosas. Mas, se toda situação de crise traz preocupações, a boa notícia é que pode trazer, também, o fortalecimento das relações e ações entre parceiros, gerando soluções criativas. Para que isso aconteça efetivamente, faz-se necessária a união de todos para o bem comum. E é isso que vem acontecendo nos últimos 3 anos entre a Anfavea, Fenabrave e FENAUTO. As entidades líderes do setor automotivo vêm capitaneando projetos de importância que podem beneficiar dezenas de outras entidades ligadas ao segRevista

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“Mas, se toda situação de crise traz preocupações, pode trazer, também, o fortalecimento das relações e ações entre parceiros, gerando soluções criativas.”

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mento. Mesmo enfrentando dificuldades, uniram-se decididamente, fortalecendo as relações entre elas com estratégias e ações que começam a gerar frutos. Para saber um pouco mais sobre essas ações conjuntas, falamos com os representantes dessas três entidades. Acompanhe!

Identificando as dificuldades

A economia brasileira vem mostrando sinais de desaquecimento desde 2015. E essa desaceleração, logicamente, se refletiu no segmento automotivo. A Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, sentiu essa retração desde os primeiros momentos. Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da entidade, “desde o ano de 2015, o Brasil vem sofrendo os reflexos das crises política e econômica que, claramente, impactaram, diretamente, nos índices de confiança de consumidores e investidores, o que provocou a profunda retração do mercado da Distribuição de Veículos em todos os segmentos. Voltamos mais de uma década em resultados e isso abateu milhares de concessionárias e comprometeu, infelizmente, também milhares de empregos”. Para o executivo, a maior dificuldade enfrentada até agora, “se resume à dificuldade de retomada econômica, o que influenciou os índices de confiança atrelados aos altos níveis de desemprego, alta de inflação, juros e maior retidão na concessão de créditos ao consumidor.” A avaliação de Ilídio dos Santos, presidente da FENAUTO, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veiculos Automotores, é semelhante. “Assim como a grande maioria dos setores da nossa economia, a FENAUTO sentiu a retração da economia, causada, principalmente, pelo receio dos consumidores de se comprometerem com uma dí-

vida ou compromisso financeiro, diante das incertezas que o cenário de crise trazia. Pudemos perceber, pela movimentação do mercado nesse período, que os consumidores assumiram uma postura mais cautelosa, adiando a compra do seu veículo seminovo ou usado por algum tempo, até que tivessem um sinal mais claro de perspectivas de uma retomada de crescimento da economia.” Antonio Megale - presidente da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, coloca que “os entraves políticos vividos pelo País nos últimos anos têm contribuído para uma retração na economia como um todo e consequentemente nas vendas de veículos novos. Todo o cenário colaborou para uma diminuição da confiança do consumidor e do investidor. Além disso, o nível de emprego caiu consideravelmente no período, o que deixou o cliente ainda mais cauteloso.” Mas o enfrentamento dessas dificuldades também não demorou para as entidades. Decisões estratégicas importantes foram tomadas para que essa situação se revertesse no menor espaço de tempo possível. A FENAUTO desenvolveu um planejamento estratégico que envolveu praticamente todas as Associações Regionais. Segundo o presidente, “por meio de dezenas de encontros regionais com milhares de lojistas, incentivamos a criatividade para se gerar novas oportunidades de negócios, ampliamos a troca de experiências entre todos, buscamos parcerias com outras entidades para agregar mais benefícios para o consumidor, fortalecemos o otimismo para que a confiança pudesse retornar o mais brevemente possível e fortalecemos muito o diálogo entre todos os níveis de nossa Federação para estudarmos propostas e ideias que pudessem beneficiar o nosso segmento de alguma forma.”


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Ilídio reforça que foram dois anos de muito trabalho de base, junto às Associações Regionais e lojistas por todo o Brasil, realizando dezenas de encontros periódicos com milhares de lojistas levando experiências criativas, gerando uma rede de contatos entre todos com mensagens de incentivo e propondo projetos de qualificação em vários campos para os empresários. Mesmo com um cenário econômico incerto, a entidade promoveu duas edições de seu Congresso Anual, onde expositores de envergadura auxiliaram os afiliados e lojistas a encontrarem alternativas criativas para gerar negócios. A Fenabrave também partiu para ações decisivas, segundo Alarico. A estratégia adotada diante da crise e de uma consequente mudança no comportamento do mercado, foi a de “intensificar sua atuação, tanto em nível de representatividade política, fortalecendo contatos com o Governo Federal e parcerias e alianças com entidades congêneres para a busca de soluções comuns e que levassem à recuperação do mercado, como aprimorou programas voltados à gestão empresarial e capacitação de equipes das concessionárias, que tinham de ser mais eficientes e produtivas. Assim, criamos os chamados Encontros dos Vendedores, Gestores e Consultores de Concessionárias que, por meio da Fenacodiv e Sincodiv´s locais treinam mais de 6 mil profissionais de vendas e pós-vendas em 18 eventos anuais, desde o ano passado. Também os Projetos Educacionais, como os da Universidade Web Fenabrave e outros cursos e missões técnicas no exterior vêm auxiliando as redes a encontrar novas formas e caminhos para sobreviver e crescer neste novo mercado. Todas as ações, sejam junto ao nosso público interno como externo, contam com amplo suporte de comunicação, pois acreditamos que é por meio da disseminação da informa-

ção que as redes poderão alcançar melhores resultados.” Já para o representante da Anfavea, “a indústria automobilística sempre trabalha com visões e ações de longo prazo. Portanto mesmo na crise continuaram os investimentos, os lançamentos de produtos, as melhorias nas fábricas. Mas a forte redução das vendas no mercado interno trouxe duas reações: a busca para ampliar as exportações e a adequação das linhas produtivas a uma nova realidade. Ao mesmo tempo a Anfavea trabalhou forte junto ao Governo para elaborar um projeto fundamental para traçar uma política de longo prazo para o setor automotivo: o Rota 2030. A Anfavea entregou estes estudos ao Presidente da República Michel Temer em reunião no dia 25 de abril. A expectativa é que até final de agosto as principais metas estarão ajustadas com o Governo e com os principais parceiros do setor automotivo”, confirma Megale.

Ações conjuntas

Nesse período de dificuldades na economia como um todo, a união da Anfavea, Fenabrave e FENAUTO foi muito importante para gerar soluções e projetos que movimentassem o mercado? Foi nesse momento que o ditado “a união faz a força” foi realmente colocado à prova com bons resultados. Alarico reconhece que o movimento iniciado há alguns anos atrás ainda está gerando frutos. Para ele, “a agenda positiva criada entre entidades congêneres, como é o caso da Fenabrave, Anfavea, FENAUTO, ABAC, Sindipeças e outras tantas ligadas ao setor, tem sido de fundamental importância, não apenas para que pudéssemos compartilhar propostas de solução consensuais como, principalmente, para unir forças para atingirmos o caminho da superação em menor espaço de tempo”. Ainda segundo o presidente da entidade, tais ações conjuntas ainda deverão prosseguir. “Es-

“foram dois anos de muito trabalho de base, junto às Associações Regionais e lojistas por todo o Brasil, realizando dezenas de encontros periódicos.” Revista

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“as empresas associadas à Anfavea realizaram adequações em suas linhas de produção para se ajustarem à demanda. Foram utilizados diversos mecanismos que protegem os empregos.”

tou certo de que da mesma forma que temos peculiaridades distintas entre cada entidade, é igualmente certo que temos propósitos comuns e os quais podemos potencializar, em tempo e qualidade, se atuarmos em conjunto”, conclui. Megale pontua que “as empresas associadas à Anfavea realizaram adequações em suas linhas de produção para se ajustarem à demanda. Foram utilizados diversos mecanismos que protegem os empregos, como o PSE (Programa Seguro-Emprego), férias coletivas e lay-off, por exemplo. Além disso, buscamos aumentar o comércio exterior. Finalizamos e renovamos acordos comerciais com países como Argentina, México, Uruguai e, mais recentemente, Colômbia e Peru. As exportações se tornaram uma via para os fabricantes, uma vez que o mercado interno já não estava tão aquecido. Com isso, fechamos o ano passado com exportação de 520 mil unidades. Neste ano, o resultado registrado no primeiro quadrimestre é o melhor de toda a série histórica. E mais recentemente iniciamos discussões sobre as diretrizes que guiarão a indústria após 2017, quando termina o Inovar-Auto. Precisamos de previsibilidade para planejar adequadamente.” Ilídio concorda que as soluções discutidas e planejadas entre as três entidades abrem um caminho importante para ativar a economia e, com isso, destravar todos os demais setores da cadeia automotiva. “A união das três entidades, consideradas como as molas propulsoras do setor automotivo, gerou bons resultados em vários níveis. O trabalho em conjunto sempre é mais forte e faz com que o mercado nos ‘enxergue’ como um bloco unido e coeso na defesa dos interesses de nossos segmentos”, resume Ilídio.

Projetos convergentes

A união e o estreitamento das re24 / Revista

lações entre as três entidades acabaram por gerar projetos comuns. Que projetos foram criados, desenvolvidos e implementados em parceria com essas entidades? Ilídio pontua que “o maior e mais importante projeto que criamos e levamos ao conhecimento das demais entidades que se uniram nessa luta, foi o RENAVE - Registro Nacional de Veículos, projeto que visa facilitar e dar mais transparência e agilidade ao processo de transferência de veículos. O mesmo foi apresentado aos órgãos do Governo Federal de forma conjunta entre as três entidades, recebendo uma boa recepção.” Megale reconhece que “a união das três entidades sempre foi muito importante. Em momentos de dificuldades, nossa integração precisa ser ainda maior para que possamos enfrentar este cenário e, juntos, encontrar mecanismos que nos tire ou contorne esta situação. No período, realizamos inclusive um seminário para discutir soluções para a crise, ocasião em que foi anunciado o RENAVE. A realização do Salão Auto CAIXA foi um mecanismo importante adotado em conjunto. O banco proporciona nestes eventos linhas de financiamento atrativas para a compra de veículos e motos novas e usadas. E o já citado seminário, realizado para discutir alternativas para superar a difícil conjuntura de mercado.” Alarico lembra do início dessa parceria mais efetiva com a realização do “Encontro do Setor Automotivo, em agosto de 2015, no qual buscamos discutir propostas para recuperar o mercado nacional de veículos. Também atuamos em conjunto para consolidar o pleito da Fenabrave, que deu origem ao RENAVE, beneficiando tanto empresários e clientes de veículos novos como usados, entre outros. 90% do sucesso se baseia simplesmente em insistir.”


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Impactos na economia

Todos esses esforços das entidades devem se refletir em resultados concretos na economia brasileira, e as entidades estão plenamente confiantes de que os mesmos auxiliarão na retomada da mesma. O presidente da Anfavea faz uma previsão sobre o desempenho da economia brasileira nos próximos meses, com algumas perspectivas. “Nossa previsão de crescimento é de 4% nas vendas de veículos novos e de 7,2% nas exportações, o que impactará em alta de 12% na produção. Contudo, com os recentes acontecimentos no cenário político do País, precisamos aguardar os próximos passos. O fato é que o Brasil não pode parar. Temos importantes reformas em andamento, como a trabalhista e previdenciária, que contam com o apoio da Anfavea e são essenciais para o futuro do País”, resume Megale. Alarico diz que “apenas com o RENAVE deverá ocorrer uma economia de mais de R$1 mil, por veículo, com o registro eletrônico, o que deve desburocratizar o processo e estimular negociações, com custos reduzidos, o que significa melhoria de resultados para todos. Sobre o desempenho futuro, a constante queda na economia vem arrefecendo e o País, aos poucos, está dando mostras de sua recuperação. Reformas políticas e ações mais eficientes na orientação da política econômica, com baixa da taxa Selic, controle da inflação e estagnação de queda na indústria e nos níveis de desemprego estão trazendo de volta a confiança no país, e já estamos sentindo os reflexos na comercialização diária de veículos, que vem crescendo nos últimos meses. Desta forma, estamos certos de que, se os rumos se mantiverem em curso, deveremos ter um crescimento, ainda que moderado, até o final de 2017. Logicamente, ainda estaremos distantes do ideal ou de retomar os volumes obtidos até 2014, mas, ao menos, 25 / Revista

estaremos invertendo a curva negativa para uma positiva”, analisa o presidente. Para Ilídio, “o RENAVE continua em estudos por parte do Governo Federal, prosseguindo com os estudos para a sua implementação em breve. Com certeza, quando o mesmo estiver definitiva e amplamente implementado, trará grandes benefícios ao consumidor e ao lojista, promovendo a transparência nas transações comerciais, a rastreabilidade de todo o histórico de pendências do veículo e diminuindo muito o grau de informalidade desse tipo de transação que, normalmente, podem gerar dificuldades tanto para o vendedor como para o comprador. Com relação ao desempenho da economia, estamos observando alguns sinais que parecem mostrar que o pior dessa recessão está passando. Alguns índices, embora ainda modestos, mostram que a confiança está retornando lentamente a vários setores. Esperamos que essa recuperação seja constante e sustentável para que possamos prosseguir movimentando o mercado. Mesmo o setor de zero quilômetro mostra sinais de recuperação e isso é importante para o nosso segmento, pois sem carros novos não temos como movimentar o mercado de seminovos e usados.”

O recado das entidades

As três entidades mostraram interesse em mandar um recado de otimismo a todo o mercado, objetivando mostrar que o trabalho intenso desenvolvido em conjunto continuará sempre para apoiar o segmento. Um recado para que o Brasil continue em frente para melhorar cada vez mais. “O mais importante neste momento é ‘acreditar’ no Brasil e na sua imensa capacidade de recuperação. Já passamos por momentos difíceis em nossa história e este também passará como estamos percebendo. O trabalho intenso

de todos é muito importante para que a economia volte a crescer e a prosperidade possa retornar”, pondera Ilídio. Alarico é taxativo ao responder. “CONFIANÇA é a palavra de ordem para que possamos viver tempos melhores. É preciso acreditar para vencer! É preciso confiar no país e nos empresários que aqui investem; confiar em si mesmos e no alto poder de adaptação, transformação e de inovação que todos nós, que formamos o povo brasileiro, somos capazes de empreender. É certo que toda crise também nos oferece ganhos, além de perdas. E entre os ganhos estão os importantes aprendizados que recebemos ao perceber que é preciso estarmos preparados para possíveis oscilações, e capacitados para nos reinventar, sempre que necessário. Vamos continuar confiando e investindo em nosso país!”, reforça o presidente. Para Megale, “primeiro, quero dizer que a sociedade brasileira precisa se unir, afinal, o objetivo de todos é o mesmo: queremos um Brasil melhor. Um país que retome a rota de crescimento e que dê confiança e orgulho aos brasileiros. Neste contexto, a indústria pode contribuir em muito na melhoria da qualidade de vida ao aprimorar a mobilidade urbana e integrar os diferentes tipos de modais. E oferecendo veículos cada vez mais modernos, seguros, tecnológicos e eficientes”, conclui.

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/BV

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onhecida pela sua tradição em financiamentos de veículos e especialização em parceria que mantém com os lojistas, a BV Financeira oferece uma completa linha de seguros que as revendas podem oferecer aos clientes, no momento da venda de um carro novo. Hoje, em função de uma parceria com algumas das maiores seguradoras do Brasil, a BV possibilita a contratação de diversos produtos de seguros que trazem mais segurança ao cliente e que proporcionam um relacionamento mais duradouro com o lojista. “Ao vender um seguro, o lojista está somando segurança e tranquilidade a seu cliente, que sairá da loja com o seu bem ou financiamento segurado. Além disso, essa venda consultiva o vai gerar fidelidade do cliente à loja” explicou o superintendente executivo do Canal Veículos, Celso Luiz Rocha. Rocha afirma que, a BV tem um portfólio de sete produtos com as seguradoras parceiras que vão desde um seguro completo para o veículo até alguns específicos para roubo e furto ou que garantem pagamento a terceiros em caso de acidente. “Quando olhamos para o cliente de forma integrada entendemos que não se trata apenas de uma venda, mas de uma série de necessidades a serem atendidas. Ao atendermos essas necessidades trabalhamos uma venda sustentável e a relação é naturalmente fidelizada”, complementa Rocha. A distribuição desses produtos é facilitada pelo amplo relacionamento da BV que conta com uma grande rede de atendimento, por meio dos seus parceiros lojistas. Entre essas coberturas estão o Seguro Proteção Financeira Cardif, e o Seguro Garantia Mecânica MAPFRE, que podem ser oferecidas no momento da contratação do crédito. O Seguro Proteção Financeira Cardif resguarda o contrato em caso de

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imprevistos com o segurado e tem a opção de ser atrelado ao financiamento de veículos ou ao crédito consignado. O produto tem coberturas contra desemprego, morte, invalidez permanente ou temporária e pode ser comercializado nas lojas de veículos parceiras, nas lojas BV Financeira e Cobans/ Parceiros. Já o Garantia Mecânica MAPFRE é ideal para quem não possui seguro, pois dá cobertura mecânica para veículos seminovos e usados (com até 10 anos) que já estão fora da garantia de fábrica. Pode ser contratado com o financiamento de veículos em uma das lojas de veículos parceiras ou lojas BV Financeira. Para que o revendedor conheça toda a gama ofertada pela BV Financeira, basta apenas consultar o gerente de relacionamento que atende sua loja. Eles estão preparados para tirar todas as dúvidas e mostrar os diferencias de cada um.

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Marcus

LAVORATO

Marcus Lavorato, gerente de Relações Institucionais da Unidade de Financiamentos da B3 recebeu a reportagem da revista FENAUTO para falar um pouco sobre a recente transformação ocorrida no mercado, combinando as atividades da Cetip e BM&FBOVESPA. Acompanhe as novidades.

Revista FENAUTO: Qual a razão da mudança? Quais os motivos para que a empresa adotasse esse novo formato? Marcus Lavorato: A origem da B3 reflete o desenvolvimento do próprio mercado. A B3 é resultado da combinação de atividades entre a BM&FBOVESPA, uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado, e a Cetip, a maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina. Com essa combinação, nos consolidamos como provedora de infraestrutura para o mercado financeiro, ampliando o nosso leque de produtos e serviços e gerando ainda mais eficiência para o mercado como um todo. Revista FENAUTO: Quais serão os benefícios que poderão ser observados com essa nova formatação do grupo? Marcus Lavorato: A B3 é resultado da combinação de duas grandes empresas, que juntas ficaram mais fortes para enfrentar um mercado dinâmico, desafiador e competitivo. Assim, todo o mercado irá se beneficiar de uma empresa com uma oferta de produtos e serviços mais completa. Nossos clientes e parceiros podem agora contar com uma

companhia de tamanho e referência globais. Revista FENAUTO: Isso implicará em alguma mudança em relação ao relacionamento que a antiga Cetip, agora B3, tem com a Fenauto? Marcus Lavorato: Não. Nada muda. No que diz respeito ao mercado de financiamentos, a B3 continua oferecendo produtos e serviços que aceleram o processo de análise e aprovação de crédito em território nacional, tornando o setor ágil, fácil e seguro. A nova companhia é resultado de uma combinação das atividades da BM&FBOVESPA e Cetip. Todos os produtos, serviços e compromissos se complementam. Juntas ficamos maiores e nossos clientes, assim como nossos parceiros, irão se beneficiar dessa maior gama de soluções, assim como mais oportunidades de negócio. Nossa parceria com a Fenauto é muito importante. Temos uma base consolidada de dados que engloba 100% das operações de financiamentos em todo o País e, com a ajuda da Fenauto, conseguimos entender as necessidades do setor de seminovos e usados e, assim, contribuir com o seu avanço.

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/ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

ASSOVESC

EM AÇÃO A

matéria enfocando nossas Associações tem um viés diferente nesta edição. Com o objetivo de dar maior visibilidade às ações que essas entidades regionais vêm desenvolvendo junto aos seus associados, abrimos espaço para o planejamento que a Assovesc - Associação dos revendedores de Veículos no Estado de Santa Catarina - fez e está implementando com a nova diretoria que tomou posse em maio. Segundo a nova diretoria, os próximos três anos serão de renovação. Presidida por Rafael Silva, a nova diretoria é composta por associados mais jovens e conta com representantes de diversas cidades do estado. Segundo Rafael, “a renovação é fundamental para que os mais jovens compreendam o le-

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gado trazido pelos mais velhos, e principalmente porque certamente surgirão novas lideranças. É preciso ouvir o que os mais jovens têm a dizer, e a união de duas gerações será vantajosa para todos”. Segundo Ambrósio Mafra Neto, Vice-presidente da entidade “O associativismo propõe aos empresários que são desunidos e agem individualmente uma união capaz de fazê-los pensar coletivamente, permitindo uma troca de experiências que os faz crescer no conjunto, que resulta em um ganho significativo para a cultura empreendedora”. O jantar no dia da posse não foi somente para marcar a cerimônia. Serviu também para comemorar os 26 anos de fundação da Assovesc. Foi, também, para comemorar as muitas vitórias da entidade que fizeram surgir novas formas de rela-


ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

Posse da diretoria executiva e conselho fiscal.

cionamento e consumo com o objetivo de profissionalizar e propiciar o desenvolvimento da categoria. Projetos A nova Diretoria elencou uma série de projetos para o seu mandato (2017-2020). A principal preocupação é a de levar a seus associados as informações relacionadas ao setor, bem como transformar os que ainda agem como vendedores, em empresários bem-sucedidos. Para tanto, a entidade celebrou uma parceria com a empresa Windi Soluções em Sistemas, para um diagnóstico totalmente gratuito em todas as lojas associadas. Em seguida serão desenvolvidas ações no sentido de promover cursos e palestras direcionados aos pontos fracos de cada loja, detectados no diagnóstico. A Associação também planeja a re-

alização de eventos de treinamento e motivação, e já tem programadas 3 palestras em parceria com Thiago Concer, em Joinville, Florianópolis e Blumenau, todas em junho, com preços diferenciados para associados. Também foi criado um canal no Youtube com matérias e entrevistas focadas nos interesses dos revendedores, além de divulgar a entidade para o público em geral. A Diretoria vem alinhavando uma parceria para criação de um departamento fiscal e contábil para assessoria ao lojista, já que se trata de um campo onde encontramos, ainda, muitas dúvidas. A Associação acredita muito na transparência e na informação como ferramentas para a união entre os lojistas. Assim, está desenvolvendo um sistema de compras coletivas, a princípio de baterias, material de escritório e limpeza para obter mais descontos para todos. No campo da informação, estão encaminhando, semanalmente, às lojas associadas, via e-mail, um boletim intitulado “Notícias do Setor”. A Assovesc também tem a preocupação de enviar informa-

ções relevantes para as lojas não associadas, para que conheçam os trabalhos e possam perceber o valor e vantagens de se associar. Nesse campo da informação ágil e relevante, foi criado um grupo de WhatsApp, exclusivamente usado para informações relevantes como agenda, relatório dos trabalhos diários da Assovesc, e por onde os associados podem interagir sempre que tiverem alguma informação importante sobre o mercado, alertas etc. O princípio fundamental da nova gestão da Assovesc é o de se aproximar mais de outras entidades de classe para poder participar e interagir mais efetivamente nos problemas e discussões locais. Um dos passos para essa ação será a criação de um conselho consultivo, composto de empresários de outros setores, que possam auxiliar com ideias, críticas e sugestões que visem o aprimoramento da Assovesc.

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/LOJISTA EM DESTAQUE

TRADIÇÃO DE LONGA DATA

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uem conhece o mercado de revendas de veículos seminovos e usados sabe que já é uma tradição esse tipo de negócio passar de pai para filho, mantendo a tradição da família. Um desses casos é o de Marcelo Borborema, proprietário da revenda VM Veiculos, em Osasco, Grande São Paulo, que atua no mercado há quase 40 anos e já chegou a ser concessionário de três marcas chinesas. Marcelo é um bom exemplo dessa prática pois herdou o negócio de seu pai, proprietário da revenda conhecida como Cobra Automóveis, que atuou no mercado por mais de

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meio século (52 anos para ser mais exato) e foi a loja pioneira na venda de veículos na região. O lojista reconhece que as coisas, hoje, já não são como eram há alguns anos. O mercado de veículos seminovos hoje passa por algumas dificuldades, assim como a maioria dos outros segmentos. “O mercado de veiculos já vinha com diminuição de vendas há pelo menos dois anos ou mais. Sendo que em 2016 foi o momento mais difícil para a nossa área”, pontua ele. Para comprovar sua afirmação, Marcelo lembra que “antigamente, quando se fechava uma loja em Osasco, em no máximo dois meses já víamos outro lojista reabrin-


LOJISTA EM DESTAQUE

do a loja. Hoje a realidade é outra. Quando se encerram as atividades de uma loja, não se vê a reabertura de uma outra.” Mas, apesar da lembrança negativa, ele ressalta que “nesse ano de 2017, percebemos uma melhora no mercado. Ainda que não seja tão expressiva, já se nota que o cliente está mais presente nas lojas e as vendas já aumentaram. Acredito numa evolução lenta, porém positiva, para o nosso setor, já no segundo semestre. A loja, hoje, está em um momento melhor e isso nos deixa mais otimistas”, avalia. Marcelo não sabe dizer se sua família seguirá adiante no ramo, mas dá dicas valiosas para aqueles que atuam nesse segmento. Para ele, “para se ter uma loja com muitos anos no mercado a minha sugestão é que o profissional deve ter 1) Seriedade no trabalho; 2) Presença, ou seja, saber tudo o que está acontecendo na revenda e no mercado, estar presente sempre para acompanhar tudo e 3) Ter coragem para atravessar as crises. Já passei por muitas situações críticas como muitos outros brasileiros e sempre tendemos a achar que a que estamos vivendo é a pior. Porém, não existe a crise pior ou menor. Todas elas nos impõem desafios a serem ultrapassados”, conclui o lojista.

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/PORTA LUVAS

DANÇANDO ENTRE CARROS

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PORTA LUVAS

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aniela Peres, atualmente Presidente da Assoveba – Associação dos Revendedores Independentes de Veículo da Bahia, mostra, nesta edição, o seu lado artístico e talento (além do de comandar um shopping que vende carros) e estar à frente da associação regional, é claro). Agora, além de vender carros e administrar a Assoveba, Daniela deci-

diu entrar na mais nova onda que chegou à Salvador: o estilo de dança inspirado em divas pop que vem atraindo tanto homens e mulheres e virou febre na capital baiana. Conhecido como Stiletto, a novidade exige o uso de salto alto e tem tido grande aceitação por já ser praticada por várias divas da música pop, como Beyoncé, Madonna, Rihanna, Lady Gaga e até Anitta (aqui no Brasil). Daniela comenta que, apesar de ter começado a prática há pouco tempo, já se apaixonou pela novidade que exige um desempenho grande do corpo e equilíbrio. “As aulas são dadas em uma sala igual à das aulas de balé, e mesclam movimentos elegantes e muita sensualidade. Embora seja mais indicada para o público feminino pelos próprios passos, o Stiletto também é muito procurado por homens”, revela a executiva e dançarina noviça. Ela revela mais alguns detalhes da novidade trazida pelo seu talentoso professor, Elivan Nascimento, que é um dos grandes nomes e referência nesta dança que já virou uma verdadeira febre em grandes capitais como o Rio de Janeiro e Salvador. “Esse estilo de dança nasceu em Nova Iorque, unindo técnicas de dança de palco com as de salto alto”, confessando que não é nada fácil praticá-la com esse apetrecho feminino. “Foi Dana Foglia, uma coreógrafa (que hoje trabalha com a cantora Beyoncé) que deu corpo e vida a esse estilo de dança, passando uma imagem de elegância (com o uso do salto), aliado à sensualidade da mulher”, explica Daniela. E por que decidiu começar a praticar esse tipo de dança? “Bom, nunca havia tentado dança, não tenho muita coordenação motora, comenta divertidamente. Então, resolvi melhorar isso... de uma forma divertida e prazerosa. Outros motivos são a possibilidade de uma liberdade maior dos movimentos do corpo e da mente, a possibilidade de me

expressar mais intensa e plenamente, sem perder a feminilidade e sem deixar a sensualidade ser vulgar. Quem assiste a uma apresentação sempre comenta que esses movimentos parecem realmente vir do nosso mais profundo íntimo com muita elegância”, defende a Presidente da Assoveba. Pelo nível de dificuldade que o Stiletto oferece, Daniela confessa que é preciso ir devagar com os movimentos. “Apesar de já viver no salto, não dá para chegar na sala e sair dançando (risos). O professor sempre orienta um aquecimento prévio até para preservar nossos músculos e um alongamento. Ele normalmente começa com sequências que assistimos nos shows das divas, com coreografias ensaiadas para que possamos decorar todos os movimentos que, com o tempo, vão ganhando o grau necessário de sensualidade que o estilo pretende passar para o público. Quando se adquire a coordenação necessária é hora de vestir o salto alto e fazer tudo de novo com ele. Essa etapa exige o trabalho intenso para aprender a usar o salto com elegância e estilo. Aí ele vai juntando as técnicas e desenvolvendo nosso estilo próprio”. Já pensa em se apresentar publicamente? “Não, ainda não. Sou uma novata e preciso praticar mais, muito mais. Mas já me sinto muito bem. É um momento ímpar de fugir da rotina e estresse diário, saio da aula relaxada, com a mente e alma leve. E, com certeza, isso me ajuda muito no cumprimento da minha jornada profissional no mercado de automóveis”, completa Daniela.

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/EM FOCO

Fenauto em Congresso

A Fenauto foi representada no dia 26/04 na cerimônia de Abertura do 39º Congresso Nacional das Administradoras de Consórcios, realizado em Foz do Iguaçu, pelo seu Presidente Ilídio dos Santos.

Fenauto e Sindivel/CE fazem apresentação sobre o RENAVE

Com o apoio do Sindivel e seu Diretor, Sr. José Everton Fernandes, a Fenauto fez, em 12/04/2017, uma apresentação do Renave para os membros da ADECE, Câmara Setorial Automotiva do Ceará. A apresentação foi muito concorrida com a presença de representantes da Sefaz, Secretaria do Desenvolvimento, Fenabrave, Sindivel, Sincopeças e Detran.

Arvec faz novo Encontro

A Associação dos Revendedores de Veículos de Campinas e Região – Arvec – realizou sua 3ª reunião com seus Associados e um dos temas foi uma palestra do Procon de Campinas. Os representantes do Procon realizaram uma palestra, a pedido do Presidente Sr. Luiz Mendonça, para estreitarem o relacionamento entre as entidades, aperfeiçoando os mecanismos de diálogo entre elas. Segundo Luiz Mendonça, os “debates foram de extrema importância para o segmento. Sugerimos a produção de uma cartilha da Arvec, para orientação dos lojistas associados, sobre leis e regras do Código de Defesa do Consumidor e os representantes do Procon aceitaram a ideia.” Novos encontros entre lojistas e outras entidades estão sendo planejados pela Diretoria da Arvec.

FENAUTO prestigia inauguração do Espaço Bello’s

O presidente da Fenauto, Sr. Ilídio dos Santos, esteve representando a Diretoria da Fenauto na inauguração do Espaço Bello’s, na marginal rodovia BR 277, número 450, em Santo Inácio, Curitiba. O presidente foi recebido por Silvan Dal Bello, presidente da ASSOVEPAR.

Selo Maior Revenda Motos 2017

A Diretoria da Fenauto foi convidada a participar da cerimônia de entrega do prêmio “Selo Maior Valor de Revenda – Motos 2017”, em maio. Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, representando a entidade, integrou a equipe de convidados que entregaram os prêmios aos vencedores. O troféu foi entregue para Alfredo Guedes, supervisor de relações institucionais da Honda, vencedor da categoria Scooter acima de 200cc.

Fenauto realiza 53ª Convenção

Nem a pesada chuva que caiu sobre a cidade de São Paulo foi capaz de atrapalhar a vinda dos vários Presidentes das Associações Regionais que compareceram à 53ª Convenção Fenauto, dia 7 de abril, em Guarulhos. 34 / Revista

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EM FOCO

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B3. INTEGRAMOS PARA POTENCIALIZAR. Empresa de infraestrutura de mercado de classe mundial, a B3 nasce para integrar o mercado e potencializar negócios. B3. Somos Brasil. Somos Bolsa. Somos Balcão. B3: o resultado da combinação entre a BM&FBOVESPA e a CETIP. Saiba mais em B3.COM.BR

Revista fenauto ed14  
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