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Ano 03 - Nº11 - NOVEMBRO 2016

FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DOS REVENDEDORES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

PARA ONDE IREMOS?


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Segurança, velocidade, inovação. O que determina a escolha do carro também vale para o parceiro de negócio. Escolha o Banco PAN.

O Banco PAN, que tem como acionistas o BTG e a CAIXA, é o parceiro ideal para potencializar suas vendas de seminovos. Com produtos desenvolvidos exclusivamente para o setor, atendimento diferenciado e estrutura dedicada, você tem todo apoio que necessita para aumentar as suas vendas, e seu cliente conta com mais facilidades para financiar seu novo veículo. Tenha o Banco PAN e suas coligadas como parceiros e acelere os seus negócios. Entre em contato com o representante do PAN* responsável pelo atendimento da sua região: RJ / ES / BA / SE: antonio.cunha@pansolucoes.com NE / NO (exceto BA / SE): gerson.biral@pansolucoes.com GO / DF / MG: hercilio.soares@pansolucoes.com SP Interior: luis.venancio@pansolucoes.com SP Lojas / Litoral / Vale: marcelo.mortatti@pansolucoes.com MT / MS / PR / Noroeste SP: marcelo.romeu@pansolucoes.com SP Dealers / RS / SC: mauricio.menezes@pansolucoes.com Central de Atendimento Financeira Grandes Centros: 4002-1687 | Demais Localidades: 0800-775-8686 | SAC: 0800-776-8000 Deficiente Auditivo e de Fala: 0800-776-2200 | Ouvidoria: 0800-776-9595

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/ Revista

*PAN Soluções Para Sua Vida é marca de PANSERV Prestadora de Serviços - CNPJ nº 13.258.615/0001-64, que é correspondente no país do Banco PAN S.A., nos moldes da Resolução CMN nº 3.954/11. Informações adicionais poderão ser obtidas por meio do site www.bancopan.com.br.


/ EDITORIAL

Unir para fortalecer Olá caro leitor. Você está recebendo mais uma edição da Revista e começo este editorial alinhado com o tema base que está presente na matéria de capa: a necessidade de mudança. Transcrevo também, aqui, mais uma frase retirada do livro do Prof. Mário Sergio Cortella, citado na matéria de capa. Ele diz, na página 136, “por que temas como transparência e governança corporativa passaram a ser mais frequentes no mundo das organizações? Sobretudo por dois fatores. Primeiro, uma parcela significativa de empresas lançou ações em bolsas de valores (...). O segundo motivo é que, em sociedades abertas e democráticas como a brasileira, cresce a rejeição a empresas que têm como lema fazemos qualquer negócio.” O professor explica de uma forma simples o atual momento pelo qual o país está passando e como o futuro deverá pautar as ações de instituições de todos os ramos. Quem não se adaptar a essas mudanças de posturas, normas e valores, sucumbirá, certamente. A mudança nos traz valor, nos traz experiência, nos traz força pois aprendemos a lidar com os imprevistos e obstáculos. E é por isso que insistimos tanto para que todos se atentem às mudanças de paradigmas que nos envolvem diariamente. Assim como o mundo e o nosso mercado vem mudando, a Fenauto também está mudando. Continuamos avançando muito, estreitando ainda mais as nossas parcerias já consolidadas e abrindo novos projetos com outros parceiros importantes no mercado. Na edição anterior tivemos a prova da projeção atual da nossa entidade no mercado e como ela vem se destacando, dia após dia. Atualmente já temos o privilégio de trabalhar com muitas empresas de primeira linha e de grande projeção no mercado, nos auxiliando a oferecer sempre produtos e serviços para nossos Associados. No futuro, com certeza, esse círculo de parcerias irá se expandir em benefício de todos. Mas, para isso, precisamos da colaboração total das nossas Associações para mostrarmos a força que temos. Conto com sua participação nesse processo de mudanças. Aceite este desafio e junte-se a nós neste trabalho incansável que estamos desenvolvendo. Sei que você, com certeza, irá aceitar a minha proposta.

Ilídio Gonçalves dos Santos Presidente FENAUTO

Revista

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/ SUMÁRIO

08

20

SUMÁRIO 06

VENDEDOR SNIPER

22

CONGRESSO

08

NOSSO MERCADO

24

ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

10

TERMÔMETRO

26

LOJISTA EM DESTAQUE

11

EDUCAÇÃO

29

PORTA LUVAS

13

OPINIÃO

31

QUEM É QUEM

15

CAPA

33

TENDÊNCIA

20

ARTIGO

34

EM FOCO

4

Nailor Marques Jr. escreve Gerenciamento de Recursos Pessoais Mercado de veículos seminovos tem alta em vendas Quem espera nunca alcança por Enilson Sales Por quê adotar a governança corporativa... por Cida Smidt Existe vida depois da venda? por Joel Leite Mudanças exigem ações

ASSOVEBA tem nova diretoria

/ Revista

Vem aí o 5º Congresso FENAUTO

24 anos de lutas e conquistas

Sob o sol do Equador

Um empresário solidário

Startup dos Seminovos

Conhecendo a Fenauto


FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DOS REVENDEDORES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

Conselho Editorial:

24

Ilídio Gonçalves, Enilson Sales, Elis Maurício Siqueira, Maria Aparecida Smidt e Fáres Darwiche. Editor e Jornalista Responsável: Jorge Luiz Mussolin (MTB 15.978) e-mail: mussa@fenauto.org.br Projeto Gráfico: Artearia Studio Design Impressão: Nywgraf Ltda Redes Sociais: Maná Publicidade Fotos: Arquivo FENAUTO / Divulgação Endereço: Av. Giovani Gronchi, 6195 - 10º andar - Conj. 1005 Edificio GG Offices Center - Vila Andrade - CEP 05724-003 São Paulo - SP - www.fenauto.org.br fenauto@fenauto.org.br – Tel.: 11 - 4119.8586 e 2592.2326 As matérias assinadas nesta revista são de responsabilidade do autor não representando, necessariamente, a opinião da FENAUTO. Autorizada a reprodução total ou parcial das matérias, fotos e imagens sem assinatura, desde que mencionada a fonte. A reprodução de matérias e artigos assinados devem contemplar autorização prévia e por escrito do autor.

Conselho Deliberativo do QUADRIÊNIO 2013/2017

26

31

Presidente do Conselho: ILÍDIO GONÇALVES DOS SANTOS; 1º Vice-Presidente (SINDIVEL/CE): JOSÉ EVERTONFERNANDES;2º Vice-Presidente, (AGENCIAUTO/PI):DOUGLAS ALEXANDRE MARTINS LEITE; Vice-Presidente Financeiro (AAVURJ/RJ): ISIO KELNER; Vice-Presidente Financeiro Adjunto (ARVIESP/SP): LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA; Vice-Presidente Administrativo (AVESE/ SE): JOSÉ AUGUSTO DOS SANTOS; Vice-Presidente Administrativo Adjunto (SINDIVEL/CE):ROBERTO JOSÉ TEIXEIRA; Vice-Presidente Secretário (ASSOVEPA): ANTONIO DOS SANTOS GOMES; Vice-Presidente Secretario Adjunto(SINDIVEL/CE): JOSÉ AUGUSTO TÁVORA DA SILVA; Vice–Presidente de Marketing (AGENCIAUTO/ DF): PAULO HENRIQUE MAGALHÃES POLI; Vice-Presidente de Marketing Adjunto (SINVEP/PB): WALDECK PINHEIRO COELHO; Vice-Presidente Assuntos Jurídicos (ASSOVEMG/ MG): MARLON JOSÉ VIEIRA; Vice-Presidente Assuntos Jurídicos Adjunto (AGENCIAUTO/AL): VANDERLEI PRIETO; Vice-Presidente de Relações Públicas (AGENCIAUTO/DF): FERNANDO VILLELA TOLEDO; Vice-Presidente de Relações Públicas Adjunto (ASSOVEPAR/PR): SILVAN SABAINI DAL BELLO; Vice-Presidente de Assuntos Econômicos e Mercadológicos Adjunto (SINDIREVE/ RN): JOSÉ GEORGE GONÇALVES BARBOSA; Vice-Presidente de Assuntos do Quadro Associativo (AGENCIAUTO/MT): ISNEL LEITE ALMEIDA; Vice-Presidente de Assuntos do Quadro Associativo Adjunto (ASSOVEBA/BA): PAULO CESAR MASCARENHAS DE OLIVEIRA; Vice-Presidente de Relações Internas (ASSOVEMG/ MG):SERGIO BATISTA COELHO; Vice-Presidente Relações Internas Adjunto (ARIVES/ES):PAULO CESAR MARTINELLI SEPULCRI; Diretor Executivo da FENAUTO:Fáres Darwiche

Revista

/

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/ VENDEDOR SNIPER

Gerenciamento de recursos pessoais

O

dramaturgo espanhol Jacinto Benavente disse, no começo do século XX, com muita propriedade, que “ninguém aprende a viver pela experiência alheia; a vida seria ainda mais triste se, ao começarmos a viver, já soubéssemos que viveríamos apenas para renovar a dor dos que viveram antes”. Isso é magistral e lindo, a vida é a capacidade infinita que cada ser humano tem se renovar o tempo todo. Nós não nascemos sabendo de nada, justo por isso temos a possibilidade maravilhosa de aprender qualquer coisa. Mas isso é apenas uma possibilidade que, infelizmente, será aproveitada por poucas pessoas. É mais fácil e menos comprometedor desejar o pronto ou reclamar do que já está feito.

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/ Revista

O homem é um ser em constante construção, isso é perfeito. No entanto, existe pouca gente a dar por isso, por pura ignorância ou por cômoda preguiça. Nos ambientes escolares e profissionais, o que mais se pode ouvir é como seria muito bom se pudéssemos ligar um cabo USB na nossa cabeça e outro numa máquina qualquer e retirar dela todo o conhecimento que desejamos e precisamos. Se fosse fácil assim, qual valor teria esse conhecimento? E quem abasteceria essa tal máquina do que se poderia retirar dela? Quando eu era pequeno passava horas no quintal de terra da minha casa montando estradas e pontes e morros para depois poder brincar de carrinho com os meus amigos, mas estranhamente tão logo tudo estivesse pronto,

Por Nailor Marques Jr

inventávamos outra brincadeira, o mesmo se passava com minhas irmãs e suas bonecas. Moral da história: não queríamos o pronto, divertíamos no processo de construção. Viver e construir uma vida pessoal e profissional plena implica saber lidar com essa capacidade imensa de produzir e criar. Esse poder potencial que nos é dado quando nascemos contém em si todas as possibilidades, mas que só virarão realidade se fizermos uso dessa faculdade. A essa nossa capacidade de lidar com esse saber potencial damos o nome de gerenciamento de recursos pessoais. Quem souber usufruir mais e melhor desse nosso poder de construir, mudar e melhorar, mais colherá os frutos do sucesso tão desejado. Ter possibi-


VENDEDOR SNIPER

lidade de fazer algo não quer dizer por si só que esse “algo” será feito. Muita gente pode muita coisa, mas nem toda essa gente realiza o que pode. Disso podemos concluir que o mundo não está construído em cima de ter ou não condições para se realizar algo, mas na realização concreta desse “algo”. Quantos de nós, depois de vermos uma realização grandiosa, de amplos resultados, mas de esforço e exigência de recursos simples, já não dissemos: “eu também poderia ter feito isso?” O velcro, como é conhecido no mundo todo o prendedor de gancho e laço, nasceu de uma observação puramente acidental. George de Mestral passeando no campo perto de sua casa na Suíça, no início dos anos 50, ficou intrigado com os carrapichos que se pregavam em sua calça. Levou-os ao seu laboratório e observou-os por meio de um mi-

croscópio que eles eram compostos por ganchos que se prendiam aos laços dos tecidos. E assim nasceu o que todos conhecemos por Velcro, como foi patenteado. Todo ser humano, sem exceção, nasce dotado de curiosidade, isso é um dos recursos pessoais que mais movimentou a história da humanidade. A grande pergunta, então, é: “se desde que o homem se entende por gente, existem carrapichos e desde o século XVI já dominamos as lentes de aumento, por que só nos anos 50, do século XX, alguém quis saber o porquê deles se prenderem aos tecidos?” Gerenciar recursos pessoais é, antes de tudo, saber quem somos, do que somos capazes, que características particulares temos, que potencialidades possuímos. Depois desse inventário de possibilidades, precisamos do desejo de fazer uso

desse patrimônio personalíssimo e, por fim, precisamos agir em direção aos objetivos particulares por nós traçados, juntando o que queremos com os ativos que já possuímos. De nada adianta saber que podemos por si só, é preciso querer poder e, mais que isso, é necessário saber poder com ações concretas. Conhecer é apenas poder potencial, é apenas parte da equação do sucesso. O céu é feito do que podemos fazer e fazemos e o inferno do que poderíamos ter feito.

Nailor Marques Jr é professor, escritor, palestrante, especialista em comunicação com o cliente e diretor do IMPCOACH. www.impcoach.com.br

Revista

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/ O NOSSO MERCADO

Mercado de Seminovos e Usados recua em setembro

F

oram divulgados os últimos resultados do mercado de veículos seminovos e usados, durante o mês de setembro de 2016. As informações são da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores – Fenauto, entidade representativa do setor. Os números fornecidos pela entidade dão conta de um recuo de 10,1% na comercialização de veículos, em setembro, em comparação com o mês de agosto. Em setembro foram vendidas 1.135.495 unidades, contra 1.262.691 no mês de agosto. O total acumulado entre janeiro e setembro deste ano ficou em 9.795.458 unidades, contra 9.989.177, sinalizando

8

/ Revista

um recuo de 1,9%. Comparativamente com o mesmo mês do ano passado, setembro teve um movimento menor de 2,9%, com um total de 1.135.495 veículos em 2016 contra 1.169.901 em 2015. Ao avaliar os resultados do mês, o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, afirmou que “apesar da variação negativa verificada no resultado entre os meses de agosto e setembro, o acumulado deste ano aproxima-se do mesmo total do ano passado, com o que podemos observar uma certa estabilidade. Nossa expectativa é a de um possível resultado semelhante ao obtido em 2015.”


O NOSSO MERCADO

Evolução das Vendas - Segmento (Só Semi-novos e Usados)

2016 Segmento

Setembro

2016 X 2015 %

Agosto

Setembro de 2016

Setembro de 2015

%

Acum 2016

Acum 2015

%

Auto*

730.990

814.064

-10,2

730.990

744.842

-1,9

6.286.671

6.451.814

Comercial Leve*

122.600

139.020

-11,8

122.600

125.048

-2,0

1.054.076

1.044.560

0,9

29.190

32.483

-10,1

29.190

30.703

-4,9

253.385

255.150

-0,7

239.263

261.775

-8,6

239.263

255.440

-6,3

2.081.831

2.130.443

-2,3

13.452

15.349

-12,4

13.452

13.868

-3,0

119.495

107.210

11,5

1.262.691 -10,1

1.135.495

1.169.901 -2,9

9.795.458

9.989.177 -1,9

54.071

55.710 -2,9

51.555

53.418 -3,5

Com. Pesado Motos Outros

Total Brasil

1.135.495 54.071

54.900

-1,5

-2,6

Evolução das Vendas - Região (Só Semi-novos e Usados)

2016 Setembro

Total Brasil

2016 X 2015

Agosto

%

Setembro de 2016

Setembro de 2015

%

Acum 2016

Acum 2015

%

226.515

254.881

-11,1

226.515

231.421

-2,1

2.107.620

2.163.543

-2,6

626.282

682.688

-8,3

626.282

623.826

0,4

5.137.141

5.142.402

-0,1

85.436

100.751

-15,2

85.436

158.194

177.191

-10,7

158.194

39.068

47.180

-17,2

1.262.691 -10,1

1.135.495

96.566 -11,5

793.719

819.110

-3,1

-9,3

1.383.090

1.477.547

-6,4

39.068

43.697 -10,6

373.888

386.575

-3,3

1.135.495

1.169.901 -2,9

9.795.458

174.391

9.989.177 -1,9

Evolução das Vendas - Tempo de Uso (Só Semi-novos e Usados)

2016 Tempo de Uso

Setembro

2016 X 2015

Agosto

%

Setembro de 2016

Setembro de 2015

%

Acum 2016

Acum 2015

%

Semi-novos (0 a 3 anos)

428.103

474.346

-9,7

428.103

364.475

17,5

3.618.421

2.935.897

Usados Jovens (4 a 8 anos)

365.489

407.724

-10,4

365.489

410.553 -11,0

3.216.574

3.615.174 -11,0

Usados Maduros (9 a 12 anos)

126.059

139.725

-9,8

126.059

140.481 -10,3

1.090.929

1.219.229 -10,5

Velhinhos (13 e + anos)

215.844

240.896

-10,4

215.844

254.392 -15,2

1.869.534

2.218.877 -15,7

1.262.691 -10,1

1.135.495

1.169.901 -2,9

9.795.458

9.989.177 -1,9

Total Brasil

1.135.495

Evolução das Vendas - Auto

Evolução das Vendas - Comerciais Leves

(Só Semi-novos e Usados)

Ranking

23,2

(Só Semi-novos e Usados)

Setembro de 2016

% s/ Total

Ranking

Setembro de 2016

% s/ Total

1

GOL

82.192

11,24

1

STRADA

22.835

18,63

2

UNO

51.647

7,07

2

SAVEIRO

17.667

14,41

3

PALIO

47.463

6,49

3

HILUX

12.138

9,90

4

CELTA

29.762

4,07

4

S10

10.206

8,32

5

CORSA

25.326

3,46

5

MONTANA

8.061

6,58

6

FIESTA

22.201

3,04

6

KOMBI

6.504

5,31

7

FOX

20.889

2,86

7

RANGER

5.409

4,41

8

SIENA

19.747

2,70

8

FIORINO

5.045

4,12

9

COROLLA

15.635

2,14

9

L200

4.861

3,96

KA

15.083

2,06

10

DOBLO

3.090

2,52

Outros

401.045

54,86

Outros

26.784

21,85

Total

730.990

100,00

Total

122.600

100,00

10

Modelo

Modelo

Revista

/

9


/ TERMÔMETRO

Quem espera nunca alcança

Q

ualquer semelhança com a realidade, ou indicativo de algum tipo de mensagem, não é mera coincidência. Eu sempre morri de pena do compositor que escreveu a letra da música “Sentado à beira do caminho”, um clássico dos anos de ouro da “Jovem Guarda”. Foi lançada no final dos anos de 1960, para servir de informação para quem é bem mais novo que eu. A canção começava mais ou menos assim: “Eu não posso mais ficar aqui a esperar”...e seguia mais à frente descrevendo a cena com a frase “vejo carros, caminhões a passar por mim, estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim...” A melodia triste e a letra traduziam uma situação de extrema impotência diante de um problema emocional (com certeza um amor não correspondido ou perdido). Mas, para mim, essa música, ao invés de me deixar deprimido e solidário ao camarada sofredor, me deixava com uma vontade louca de ir até lá e encontrar com o cara que estava sentado à beira do caminho e gritar: “Acorda meu filho! Sai desta posição de esperar por uma coisa ou pessoa que não vai aparecer. Desse jeito, nada vai acontecer mesmo!” Escolhi escrever sobre este tipo de atitude porque me deparo, em várias ocasiões, com pessoas que assumem a postura de se sentarem “à beira do caminho” como ele e esperar ao invés de agir e buscar soluções. Para quem vive nos dias de hoje, onde os desafios se sucedem à cada dia, hora, minuto ou segundo, esperar por alguém para solucionar o seu problema é decretar o seu próprio e melancólico fim. Se você espera que alguém vai trabalhar duro para oferecer o fruto do seu suor, sua energia, de sua criatividade, para resolver o seu problema, por favor, acorde.

10 / Revista

Por Enilson Sales

Esta situação pode acontecer pontualmente em casos de pai para filho, marido para esposa ou irmãos. Ou ainda se alguma entidade filantrópica se compadeça de sua situação. Tudo isso, repito, acontece apenas de forma momentânea. Se os seus negócios vão mal, mexa-se, invente, enfim, faça algo para reverter a situação. Se não for criativo, não tenha vergonha, pesquise e copie alguma solução de sucesso. Busque, em diálogo com amigos ou conselheiros, sugestões. Mas, não fique sentado à beira do caminho ou pior, não reclame de que ninguém ajuda você ou que as pessoas não querem dividir o que conseguiram. A realidade, meu velho, é que as pessoas só se sentem animadas a ajudá-lo se sentirem um mínimo de boa vontade sua em tomar uma iniciativa. Quem está disposto a ajudar quer ver o brilho no olho de quem quer se levantar. Quer sentir cumplicidade no gesto e na motivação. A vida é para valer, a vida é para levar, já dizia o poetinha. Usando um termo bem conhecido, e que também é parte de uma letra de música do grande Martinho da Vila, “na aba do meu chapéu, você não pode ficar...” Existe uma palavra para quem encara os desafios sem mendigar a boa vontade dos outros, sem se pendurar nas costas como um peso morto. Chama-se “orgulho”. E existe, também, uma outra que traduz a chave do sucesso em qualquer área: “Trabalho.” Ah, e para quem ficou curioso com a música citada no começo deste texto, informo que ela termina assim “... preciso lembrar que eu existo, eu existo, eu existo...” Será que você se lembra disso? Enilson Sales - Membro do Conselho da Fenauto


/ EDUCAÇÃO

Por Cida Smidt

Por que adotar a Governança Corporativa na minha empresa?

A

prática da Governança Corporativa tem sido cada vez mais exigida no mundo atual. Em geral ela pode se basear em três pontos: ética, transparência e respeito para com os Clientes, os Integrantes, os Acionistas, os Fornecedores e todos os outros públicos com os quais a empresa se relaciona. É com este olhar que muitas empresas estão começando a ter o compromisso de praticar uma gestão transparente e responsável. As práticas estão descritas, em geral, em um Código de Conduta da empresa, um guia que estabelece os princípios, os valores e as normas que norteiam a conduta corporativa dos Integrantes, tanto nas relações internas como externas. Dentro deste contexto, vale refletir sobre como estamos nos posicionando como empresas. Definição de Ética e Ética Empresarial O que acontece com a ética e a moral diante das transformações que o mundo vive agora? A ética afeta desde os lucros e a credibilidade das organizações até a sobrevivência da economia global. Revista

/ 11


EDUCAÇÃO

Toda organização faz parte de um contexto sociocultural mais amplo, o que acaba por determinar suas atividades e o modo como se relacionará com esse ambiente. Um dos efeitos da economia global (hoje um processo irreversível), é a adoção de padrões éticos e morais mais rigorosos pelas organizações, sejam para manter uma boa imagem, ou pelas demandas do público. Estes padrões estão se tornando cada vez mais homogêneos e rigorosos. Cria-se assim, um novo “ethos”* que rege como os negócios são feitos em todo o mundo. Em uma época como a nossa, em que os vários contextos culturais estão sendo cada vez mais interligados, e o papel social da empresa repensado, precisamos rever alguns conceitos que já considerávamos como não negociáveis. Portanto, as organizações do terceiro milênio precisam ser socialmente responsáveis se quiserem sobreviver.

Os principais benefícios do seguro

Ricardo José de Souza, Diretor comercial responsável pelo Canal Concessionárias/Locadoras e Consórcios e Canais Estratégicos do Grupo Segurador MAPFRE - Brasil, é especialista do mercado segurador e relata como o Seguro de Automóvel Mapfre é sempre uma boa opção para quem não quer ter dores de cabeça com seu veículo.

12 / Revista

A Responsabilidade Social das empresas tem sua interpretação condicionada pela cultura empresarial e nacional, ou seja, cultura como um sistema específico de valores e visões de mundo em cujo contexto se dá as ações e práticas de determinada sociedade. Ética, cultura e valores morais são inseparáveis de qualquer noção de responsabilidade empresarial. Atualmente organizações não devem ficar só atentas às suas responsabilidades econômicas e legais, mas também às suas responsabilidades éticas, morais e sociais. *ethos – pode ser entendido como o conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região. Cida Smidt - Especialista em Business & Life Coaching e parceria da Fenauto.

O

seguro de automóvel MAPFRE, é uma excelente opção para ser distribuído através das lojas de seminovos ligadas a FENAUTO e suas associações regionais, já que temos 130 sucursais/escritórios distribuídos pelo Brasil, onde conseguimos prestar um atendimento presencial diferenciado juntos aos revendedores. Somos reconhecidos no mercado pelos excelentes diferencias em nossos produtos de automóvel, onde cito alguns deles: desconto de até 40% na franquia no momento do sinistro e a possibilidade do pagamento em até 6 vezes sem juros nas apólices com vigência anual. Temos também a possibilidade de contratação do seguro plurianual e, para essa modalidade de contratação, oferecemos um desconto competitivo no custo, podendo dividir o valor à vista em 10 vezes. Oferecemos cobertura exclusiva para danos à pintura, desde que haja o atingimento da franquia, estendendo gratuitamente a cobertura do veiculo segurado para o carro reserva quando contratado na apólice. Quando o segurado for atendido como terceiro, autorizamos o carro reserva para o segurado sem penalizar o bônus da apólice, entre tantos outros diferencias. A grande novidade do momento, que entendemos ter uma excelente aderência pelo mercado de seminovos, foi um pedido da FENAUTO para MAPFRE. Trata-se do seguro por 6 meses, onde o pagamento pode ser feito em até 5 vezes sem juros. Acreditamos que, com essa modalidade, podemos ajudar o lojista a comercializar mais veículos pela facilidade e custo benéfico que o seguro oferece. Vale à pena conferir.


/ OPINIÃO

Existe vida depois da venda? Por Joel Leite

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ão basta um bom produto e uma boa campanha publicitária para vender carro. É preciso ter atendimento pós-venda, isto é: continuar prestando serviço ao cliente, para que ele volte à loja daqui dois ou três anos (talvez antes) para fazer uma nova compra. Já foi o tempo em que o comerciante ignorava o cliente após a venda. O vendedor moderno sabe que pode continuar oferecendo serviços, o que, além de fidelizar o comprador, ampliará o seu faturamento. O pós-venda é justamente a política de manter o cliente voltado para a concessionária de marca ou à loja independente mesmo depois de adquirir o carro: oferecendo atendimento diferenciado, peças e mão de obra a preços honestos; ações que mantêm o cliente junto à marca e o faz retornar na próxima troca. Cada vez mais o mercado se preocupa com o Custo Total de Propriedade, isto é: o valor do carro mais o que o motorista gasta pra andar com ele, pra fazer a manutenção, e principalmente, quanto o carro vai desvalorizar na hora da revenda, o Índice de Depreciação. Por isso que a indústria investe em ações que valorizam o carro depois dele sair da concessionária, caso das assistências 24 horas, da garantia estendida, das revisões programadas a preços tabelados. Em congressos, simpósios, encontros de vendedores de veículos têm sempre um especialista/consultor dando o velho recado: é preciso valorizar o carro

usado; as concessionárias precisam aprender a ganhar dinheiro com o usado. Mas muita gente não aprendeu a lição. Em casos mais escabrosos, algumas concessionárias não aceitam nem mesmo o carro usado da própria marca na troca por um OK. É um ato suicida. As lojas multimarcas, por sua vez, estão sabendo muito bem ocupar esse espaço. Os resultados do Prêmio Maior Valor de Revenda, que homenageia os carros que obtêm as menores depreciações após um ano de uso, é um indicador das marcas que melhor atuam no mercado secundário. Os revendedores precisam controlar o impulso de priorizar o OK em detrimento do usado. Os números revelam que o cliente está mais afeito a optar pelo seminovo nesses tempos de falta de confiança no futuro (enquanto as vendas de novos caíram 22,8% até agosto a de seminovos cresceram 24,1%), por isso esse é um segmento que não deve ser desprezado. Pesquisas indicam que o custo de fazer um cliente retornar à marca é sete vezes maior do que o valor gasto para conquistá-lo pela primeira vez. Tem revendedor que não enxerga a dinâmica do mercado, continua jogando dinheiro no lixo. Joel Silveira Leite é jornalista. Diretor da Agência AutoInforme, responde pelos sites AutoInforme e EcoInforme. Apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito.

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Mudanças exigem ações “Se uma empresa procura estabelecer novos paradigmas e quer construir excelência, é necessário organizar-se de outro modo. O que é preciso para isso? Que se aja. Quando é preciso agir todas as vezes que é necessário mudar, existem duas atitudes muito comuns no comportamento de alguns funcionários: a primeira é a pessoa cair na cautela imobilizadora. O que é a cautela imobilizadora? É a atitude daquele ou daquela que, ao ouvir que é preciso mudar as coisas, dando mais presteza, maior velocidade, maior eficácia, maior segurança, diz: ‘Vamos esperar mais um pouco, ainda é cedo. Faz tempo que está assim, vamos deixar desse modo. Aqui no Brasil é assim, as coisas demoram um pouco a acontecer.’ “Face à mudança, existe uma outra atitude que é perigosa: o ímpeto inconsequente. O famoso ‘vamos que vamos’. Cuidado! Cautela é necessária e ímpeto também. Mas não pode ser uma cautela que imobilize nem um ímpeto inconsequente. É preciso saber equilibrar a tensão da flexibilidade com a rigidez. Estamos vivendo a emergência de novos e múltiplos paradigmas. São novos tempos que exigem novas atitudes. Não dá para fazer a velha edição para as coisas que caminham em direção à excelência. Essas afirmações acima podem

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ser encontradas no livro de Mário Sérgio Cortella em “Qual a tua obra? Inquietações propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética”, da editora Editora Vozes. O profissional, que estará presente na 5ª Edição do Congresso Fenauto com uma apresentação especial, resumiu, em poucas linhas, o atual momento que Fenauto passa e a necessidade de se adequar às exigências que os novos tempos e o mercado estão impondo a instituições e empresas. Atualmente, podemos constatar uma evolução bastante interessante em muitas instituições de todos os ramos, no sentido de se preparem, cada vez mais, para enfrentar o seu próprio crescimento. Elas começaram a “enxergar” que a adoção de procedimentos mais modernos e aceitos pelo mercado, traz mais vantagens, incluindo, nesse quesito, uma maior credibilidade no segmento onde atua. Quanto maior a transparência que a instituição oferece à sociedade, maior o respeito e interesse ela desperta em potenciais investidores. Para que isso aconteça de forma efetiva, ganhou crédito no Brasil, há pelo menos duas décadas, uma prática conhecida como Governança Corporativa. Entendese por Governança Corporativa os processos, costumes, políticas e leis que são usados para fazer a administração de uma entidade ou empresa. Assim, o principal objetivo da Governança Corporativa é minimizar os potenciais conflitos entre os diversos grupos que orbitam em torno da empresa e buscam seus próprios interesses. Apresentando ao mercado suas boas práticas internas, e a correção necessária e adequada em seus regulamentos, a instituição gera

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“A Fenauto, como entidade maior do setor, tem a missão de elaborar projetos que tragam soluções concretas” um valor maior a ser inserido nas relações entre o mundo corporativo e a sociedade, e também entre as empresas de uma mesma cadeia de negócios. Foi com esse foco que, recentemente, a Fenauto, promoveu, junto com suas Associações que a compõem, o alinhamento de todos os Estatutos com o da entidade maior, para adequá-los às novas realidades do mercado. O resultado desse trabalho na Fenauto, e nas suas Associações regionais, vai permitir a implementação de um novo modelo sustentável de atuação, se traduzindo em vantagens mais competitivas, gerando novas oportunidades de negócios para fortalecer a atuação da mesma, junto às suas Associações Regionais, em iniciativas partilhadas em prol dos lojistas de todo o Brasil. Em resumo, uma instituição que acolha as boas práticas de Governança Corporativa e dê transparência às suas normas, estatutos, regulamentos internos e códigos de conduta praticados entre seus colaboradores ou afiliados, sempre será mais atraente aos olhos dos investidores por oferecer menor risco para parcerias de atuação e investimentos em conjunto. E quem tem medo da mudança? É patente que o país inteiro está passando por uma mudança profunda que se refletirá no comportamento das empresas

e instituições de todos os ramos, talvez mais cedo do que imaginemos. E qual é o mote principal que vem impulsionando essa mudança? A necessidade de se adaptar para sobreviver! Essa mudança no Brasil mal começou e, para que se estabeleça de forma perene, será necessário uma mudança radical em vários setores estruturais como a política, a educacional, empresarial e, enfim, na própria sociedade. Isso pode levar gerações para se concretizar, mas a mudança já pode ser sentida na postura de muitas instituições e empresas que perceberam essa nova “onda” e vêm se preparando para enfrentar o novo cenário que se desenha. E isso só será possível adotando-se os critérios e recomendações de um processo de Governança Corporativa, não importando o ramo onde se atue. Logicamente não se pode falar em mudanças em uma entidade ou empresa, sem se repensar em uma redefinição de sua própria missão e a razão de sua existência, de suas atividades básicas e suas relações com os mercados onde atua. Não pode ficar de fora dessa reflexão, também, o modo como a organização se estrutura, como são desenvolvidos seus processos de gestão, a geração e divulgação de informação ao mercado e outros pontos onde ela faz contato com a sociedade e parceiros. Mas, sempre que se toca no assunto mudança, muita gente se


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sente incomodada. Por que? Por que mudar significa rever conceitos, trabalhar para se melhorar, deixar a zona de conforto onde estamos vivendo para tentar atingir uma posição melhor. Por isso tudo, e muito mais, toda mudança acaba gerando um sentimento de resistência e as tradicionais perguntas: Por que mudar agora? Por que mudar os processos? Por que mudar as atitudes? Mas por que é tão difícil mudar ou aceitar as mudanças? Inegavelmente, atualmente a economia globalizada influencia a todos nós, não importando se somos fornecedores ou consumidores de algum produto ou serviço. Hoje entende-se que o grau de exigência de qualificação é muito maior, em todos os sentidos, para que as pessoas sejam verdadeiramente competitivas e produtivas. E qualificar-se, no fundo, significa, também, mudar sempre, aprimorarse, procurar novos conhecimentos, novas posturas etc. Dentro desse processo, alguns fatores que puxam o freio de mão das pessoas e empresas, são mais “visíveis” do que outros, como por exemplo o medo de não conseguir atender às exigências que são impostas, o temor de errar ou fracassar, o medo de como será o cenário desconhecido no futuro, a desconfiança de ser enganado com promessas que não se cumprirão, e tantos outros motivos. Mas, talvez o motivo mais impeditivo seja o fato de que resistir dá menos trabalho que mudar, de se enfrentar uma nova situação. Quem resiste à mudança normalmente está sempre pronto a atribuir aos outros ou a causas além do seu controle o motivo pelo seu próprio insucesso. Pensando dessa forma, retornamos ao

ponto inicial desta matéria: então devemos, para evitarmos conflitos com nós mesmos e com os outros, permanecer em uma posição cautelosa imobilizadora? Claro que não. A mudança é necessária o tempo todo. Tudo muda e nós também temos que mudar o tempo todo. Todos, sem exceção, sejam pessoas ou entidades jurídicas, precisam se adaptar às transformações e alterações de cenários. É menos dolorido aceitá-las de forma natural, pois a mudança, sempre foi, em todas as espécies, uma questão de sobrevivência. Por que a Fenauto vem mudando? “Cada vez mais valorizadas, as organizações/entidades que tiverem, em suas condutas, as práticas de Governança, tenderão a ser mais selecionadas, mais valorizadas. Isso se explica pelo fato de que o risco de relacionamento de outras organizações ou entidades com ela tende, não é uma garantia de 100%, a ser menor, facilitando a geração de negócios”, afirma Roberto Sousa Gonzalez, Diretor da Bússola Governança - Consultoria & Treinamento, e Professor na USP, Fipecafi, Fecap entre outras organizações. Roberto prossegue defendendo a adequação das empresas a essa nova realidade, afirmando que “já se pode sentir que a represa que segurava uma demanda reprimida de empresas indecisas em tomar as decisões pela adequação de seus estatutos e normas internas para a adoção de regras mais transparentes de Governança deverá começar a ser aberta. É muito importante que essas organizações/entidades já tenham em mente que terão que implementar e desenvolver,

em todos os seus quadros, independentemente da hierarquia, uma boa governança. E isso vai muito além de um simples discurso retórico afirmando que obedece às regras de regulamentação. Essa mudança exige decisões, muitas vezes corajosas, e uma ação contínua para dar a maior transparência possível ao mercado e parceiros.” A Fenauto percebeu, já há algum tempo, que, para que no futuro seja possível atingir um maior grau de Excelência em serviços do setor de Seminovos e Usados, seria necessário iniciar a sua transformação de dentro para fora. Foi quando deu início ao seu processo de profissionalização, estudando e implementando um planejamento estratégico que contempla uma nova postura junto ao mercado. Essa transformação, que segue se expandindo e, agora, alcançando também as Associações Regionais, prevê atitudes mais pró-ativas quanto à conduta pela qual a entidade deverá ser conduzida, repassando o modelo às suas Associações. “Já percebemos que hoje estamos vivendo em um ambiente de constantes e rápidas transformações, muitas vezes não previstas no planejamento que as empresas estabelecem. Esse cenário determina uma premissa inegociável: a de que quem não for capaz de se adaptar, de se transformar, de aceitar um novo modelo de gestão e novas metodologias e estilos de trabalho, será engolido pelos seus concorrentes no mercado. Em um ambiente altamente competitivo, temos que desenhar novas soluções para não morrermos asfixiados pela falta de injeção de recursos de parceiros e patrocinadores. Estamos criando planos e dando os primeiros passos para abrir espaço

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“A mudança não deve ser entendida apenas como uma necessidade restrita” para novas oportunidades de parcerias. Chegamos em um ponto de nosso crescimento em que, ou mudávamos e nos adaptávamos à nova realidade, ou deixaríamos de cumprir nosso papel como entidade representativa forte e atuante”, resume Ilídio dos Santos, Presidente da Fenauto. Impõe-se que todos os envolvidos em uma organização ou entidade estejam alinhados, entendam a necessidade de mudanças e adequem a sua linha de ação cotidiana para desenvolverem um esforço de renovação e ajuste rápido. Devem estar conscientes de que apenas podem apoiar-se numa única certeza: a mudança será constante e perene. A Fenauto, como entidade maior do setor, tem a missão de elaborar projetos que tragam soluções concretas, definir critérios de prioridades, promover ações e iniciativas de desenvolvimento sócio econômico para o fortalecimento do nosso segmento. O crescimento, a importância e a expansão da visibilidade que a Fenauto vem obtendo, nos últimos tempos, vêm impressionando seus parceiros, elevando-a um novo patamar de importância entre eles e a entidade. Constantemente novas parcerias estão sendo estudadas, estabelecidas ou renovadas de forma mais consistente com praticamente todos eles. Além disso, a entidade vem atraindo a atenção de novos players de vários segmentos ávidos por estabelecer programas de trabalho em conjunto. “Esses resultados que estamos observando são frutos de um trabalho já iniciado, há cerca de dois anos, e que não tem 18 / Revista

prazo para terminar. E ele só terá condições de prossseguir e se consolidar, atendendo às demandas que parceiros e patrocinadores nos colocam, se estivermos adequadamente preparados em todos os sentidos. E quando digo isso, ressalto que não é apenas na questão de estarmos devidamente enquadrados nas normas legais exigidas de uma entidade (com seus regulamentos e estatutos devidamente formatados), mas também através da postura profissional de todos os colaboradores que temos, sejam internos ou Associados”, ressalta Enilson Sales, Conselheiro da Fenauto. “A mudança não deve ser entendida apenas como uma necessidade restrita à Fenauto. Como entidade maior do segmento de Seminovos e Usados, agregando Associações Regionais, temos como dever e obrigação, estabelecer as normas padrão e diretrizes de procedimentos de toda a estrutura da entidade, alcançando todos os níveis e circulos de relacionamento da Fenauto. Com isso teremos uma unidade mais forte e respeitada”, completa Enilson. É perfeitamente compreensível que mudar hábitos e conceitos pode ser uma verdadeira revolução para alguns, já que todo o processo pode gerar uma imensa ansiedade para eles. Mesmo percebendo que a mudança poderá ser benéfica, abrindo novas oportunidades de trabalho e negócios, essa caminhada pode ser difícil de ser implementada por exigir de nós uma análise mais profunda do nosso comportamento atual e, com isso, percebermos, lamentavelmente,

que não somos tão bons ou competentes como pensávamos ser. E mais uma vez retornamos ao início desta matéria: devemos permanecer em uma atitude cautelosa imobilizadora? Hoje as empresas, para manter seu crescimento e expansão, buscam entidades semelhantes, com o mesmo perfil, ou seja, abertas a novas possibilidades e dispostas a buscar soluções inovadoras para o estabelecimento de estratégias comuns aos seus mercados. E, aquelas empresas ou entidades que resistem a essa demanda estão inevitavelmente em desvantagem e condenadas a estagnarem ou serem relegadas ou esquecidas pelo mercado. “Entendemos que muitos ainda não perceberam as imensas oportunidades e benefícios que podemos obter com o novo viés de ajustamento que a Fenauto vem implementando em todos os sentidos. Nosso compromisso para com as Associações, Lojistas, Parceiros e Mercado em geral, é o da evolução comercial e desenvolvimento de melhores práticas. Está claro que nossa missão é a de representar os agentes do comércio de veículos usados, estimulando o desenvolvimento do setor automotivo, através de ações transparentes e responsáveis, gerando confiança na cadeia de valor. Por isso, não podemos perder essa oportunidade de mudança. Convidamos àqueles que desejarem participar desse novo momento da entidade, que promete ser promissor, a se juntarem a nós nesse esforço. Todos os que estiverem dispostos e motivados serão bem-vindos e, com certeza, colherão conosco os frutos desse trabalho. Vamos mudar?”, finaliza Ilídio dos Santos.


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/ARTIGO

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ascida no Rio Grande do Sul, Daniela Peres, atualmente superintendente do Auto Shopping Itapoan, em Salvador, foi empossada presidente da Assoveba – Associação dos Revendedores Independentes de Veículo da Bahia. Formada em Administração, e morando na Bahia há 18 anos, sua vinda para a capital baiana se deu por estar em busca de uma mudança de ambiente e novos desafios. Lá encontrou um diferencial: um mercado aberto a novas ideias e, a partir disso, usou de sua expertise para ajudar o crescimento do setor de vendas de seminovos e usados por todo o estado. Daniela começou a trabalhar aos 16 anos na área comercial e, aos 18, foi promovida a gerente de uma grande loja de varejo no Rio Grande do Sul. Através de um amigo foi apresentada a uma concessionária onde, como ela mesmo define, apaixonou-se à primeira vista pelo trabalho com carros. Conheça um pouco mais sobre essa mulher que, agora, está à frente da Assoveba. Revista Fenauto: Como começou sua carreira no setor de vendas de seminovos e usados? Há quanto tempo está nesse segmento? Daniela Peres: Há quase 20 anos. Iniciei no setor de 20 / Revista

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vendas de seminovos na concessionária Panambra, em Porto Alegre. Depois de dois anos por lá mudei para Salvador e ingressei na venda de veículos novos na Itapuã Veículos, revenda Chevrolet, onde permaneci por oito anos. Comecei como vendedora, fui promovida a gerente de vendas especiais para frotistas e governo e, depois, para a gerência geral da concessionária até ela ser vendida. A partir daí, nesse mesmo local onde funcionava a empresa, implantei o Auto Shopping Itapoan, do qual sou superintendente há quase 10 anos. Revista Fenauto: Você atua ou é proprietária de alguma Loja? Como se chama? Daniela Peres: Abri uma loja em 2009, mas não cheguei a operar por estar envolvida com os projetos do Auto Shopping Itapoan. Revista Fenauto: Como você se envolveu com a Associação local? Há quanto tempo participa dela? Daniela Peres: O Auto Shopping Itapoan hoje é referência na venda de seminovos na Bahia. Comando um grupo de mais de 20 lojas e este número, em determinado momento, era superior ao de associados à Assoveba. Como já negociava em prol de benefícios para o grupo, algumas negociações acabavam acontecendo em conjunto. Sempre tive em mente que, para o fortalecimento dos nossos lojistas do shopping, seria importante que o segmento se fortalecesse como um todo.


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Participo há uns cinco anos da Associação. Comecei em uma ocasião em que estávamos com grandes problemas de revisionais na Bahia, quando me coloquei à disposição e participei de alguns encontros no Tribunal de Justiça da Bahia e DETRAN, juntamente com o presidente, obtendo grande êxito. Há cerca de dois anos já fazia parte da diretoria. Revista Fenauto: Como está o mercado na região e como a Associação local vem atuando para fomentar os negócios? Daniela Peres: Como a maioria dos segmentos assolados pela crise, o mercado não vai lá muito bem. Mas, por outro lado, essa depuração no mercado foi, digamos, saudável e hoje as lojas que se sustentaram estão mais preparadas e mudaram a forma de negociar. A Associação vem buscando incrementar os negócios com a realização de feirões, implantação de site e produtos de garantia, aumentando assim a satisfação e o interesse do consumidor. Revista Fenauto: Você é a primeira Presidente mulher da entidade aí na Bahia. Como é isso? Qual é o significado dessa conquista? Daniela Peres: Sim, da história que eu conheço sim. Eu iniciei meu trabalho com os lojistas, na maioria esmagadora homens, há mais de 10 anos quando visitava um a um convidando-os a participar do Auto Shopping. Alguns vieram e estão comigo até hoje. Outros, poucos, vieram e saíram e há os que ainda “namoram” o Auto Shopping Itapoan até hoje. Mas durante este tempo eles puderam me conhecer e ao meu trabalho, meu modo de trabalhar em prol de todos, conduzir e tentar sanar as divergências, com o tal jogo de cintura feminino. Penso que quem faz por 20, faz por 200, 2 mil, etc. Penso grande e quero tornar a nossa associação um “case”

de sucesso no comando feminino. Revista Fenauto: Quais são os seus planos para a Associação? Como pretende implementá-los? Daniela Peres: Fui pega meio que de surpresa com a indicação e em seguida já empossada. Não tive sequer tempo de fazer “campanha”, mas eu pretendo dar apoio para que os nossos lojistas, por menores que sejam, se organizem como os grandes grupos. Minha estratégia é realizar ações que levem ainda mais ao desenvolvimento do lojista, através de treinamentos de capacitação profissional para o corpo de vendas, utilização das ferramentas de venda online de forma adequada, fortalecendo parcerias com empresas dos mais diversos serviços, implementando algumas ações de comunicação, que vão desde site institucional até jornal periódico, ações motivacionais, eventos e estreitar ainda mais a relação com o associado no intuito de atender as suas principais demandas. Revista Fenauto: Como você vê o relacionamento da Associação local com a FENAUTO? Como a entidade pode auxiliar no maior associativismo e participação dos lojistas? Daniela Peres: Eu sempre fui fã da

Fenauto, desde que participei da Anauto. Não entendia como o Sr. Ilídio conseguia manter esta instituição tão vibrante, com seu calendário de eventos tão bem elaborado e com uma equipe tão envolvida. A Assoveba já possui um excelente relacionamento, mas precisará colher mais dessa expertise. Penso que, neste primeiro momento, a melhor maneira de sermos auxiliados seria dividindo exemplos de sucesso para que os lojistas voltem a acreditar que é possível colher os frutos do associativismo e sintam-se motivados com o sucesso que almejamos. Revista Fenauto: E como é dividir seu tempo entre sua família e as atividades profissionais? Daniela Peres: Tenho uma família pequena aqui na Bahia com pai, mãe, um filho de quatro anos e marido. Estes, sinceramente, não ficaram muito satisfeitos com aumento de trabalho, mas o desafio é o que me move e ao aceitá-lo, tenho certeza que conciliarei todas as minhas obrigações da melhor forma. Temos como alguns compromissos quase que sagrados como passeios e viagens em família, o que sempre compensa o dia a dia atribulado e recarregam nossas baterias.

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/CONGRESSO

5º Congresso

FENAUTO A próxima edição promete repetir o sucesso de anos anteriores com um conteúdo excepcional de palestras imperdíveis.

As novidades que farão parte de mais uma edição do Congresso Fenauto, não param de surpreender a todos. Como já ficou demonstrado em edições anteriores, um dos pontos fortes do evento é, tradicionalmente, a Programação Temática, ou seja, a grade de palestras e painéis que estarão disponíveis para participação. E, sempre, os temas e palestrantes escolhidos têm recebido as melhores notas nas avaliações dos participantes. Para a próxima edição do Congresso não será diferente. Confira, pois, os maiores especialistas que estarão tratando dos assuntos mais importantes para o Setor de Seminovos e Usados. A maioria dos painéis já têm seus expositores definidos como Gustavo Caetano, Luiz Moan e Mário Sergio Cortella), entre outras personalidades. A seguir você vai poder conferir uma pequena amostra do que você encontrará no Congresso Fenauto! Em uma época de profundas transformações como esta por que passa o Brasil, faz-se indispensável a opinião de um expert para avaliar tais mudanças e projetar o cenário que encontraremos em um futuro 22 / Revista

próximo, não só no plano político, mas também no universo das empresas. Por isso, contaremos com um dos mais experientes analistas para esse fim: Augusto Nunes, coordenador do programa Roda-Viva da TV Cultura. Colunista da revista Veja e vencedor de nada menos do que quatro Prêmios Esso de Jornalismo. Outro assunto importantíssimo para o Setor será abordado no painel “Feirões e Promoções”, que, sob a coordenação de Dilson Motta, reunirá alguns dos melhores conhecedores desses eventos esmiuçando as oportunidades que tais eventos geram para a comercialização de veículos. Quem participar desse painel com certeza irá conhecer muitas dicas de como aproveitar essas ocasiões. Outro grande segmento que vem despontando como uma ferramenta indispensável para o segmento, e que não poderia ficar de fora desse grande encontro, é a Internet. O Congresso contará com um executivo destacado de uma das maiores empresas do mundo: Rodrigo Lima. O profissional apresentará dados e dicas do Google para o setor de revendas, na palestra intitulada “O digital na jornada de compra de carros.” E o cliente? Onde e como é que a principal peça de todo o setor se posiciona hoje em dia? J.R. Caporal mostrará a importância de se manter o


CONGRESSO

foco total no cliente. Com certeza muita gente já ouviu essa frase, mas a questão principal que sempre falta é como colocar essa estratégia na prática para render bons frutos na geração de oportunidades de negócios. Isso é o que demonstrará esse especialista que conhece profundamente os mercados brasileiro, americano e de outros países. Vale muito a pena conferir e agregar novas dicas importantes ao cotidiano de quem compra e vende veículos.

ExpoFENAUTO

tem grande procura

E

m um mercado altamente competitivo e uma economia desaquecida, a busca por soluções criativas para gerar novos negócios é intensa.

É justamente por isso que a tradicional feira de negócios realizada concomitantemente ao Congresso Fenauto, a ExpoFenauto, continua despertando o interesse de muitos expositores dos segmentos ligados à nossa cadeia de produção.

E como as vendas são o que movem todo negócio, a Fenauto convidou um dos maiores e mais conhecidos palestrantes nessa área: Alfredo Rocha, que discorrerá sobre “Um novo tempo de vendas e atendimento”. Imperdível.

O evento já se consolidou como uma excelente oportunidade para o encontro e troca de experiências de empresas que desejam oferecer serviços e produtos para consumidores que buscam novidades, qualidade e satisfação. Portanto, quem se vale desse espaço pode se valer de bons momentos para encontrar e conversar com um público altamente qualificado.

Mas, como nem só de trabalho vive o empresário, lembre-se de que está programado um excelente jantar de confraternização, na quarta-feira, dia 8 de novembro, seguido de show da Banda SP3, para fechar, com chave de ouro o Congresso.

Até o fechamento desta edição, já confirmaram sua participação nesse espaço de negócios grupos como Banco Pan, Cetip, Mapfre Seguros, Mercado Livre, Maxiweb Auto, Gestauto, entre outros. Não perca mais essa oportunidade de gerar negócios. Participe da ExpoFenauto.

Mário Sérgio Cortela

J. R. Caporal

Luiz Moan

Alfredo Rocha

Gustavo Caetano

Augusto Nunes

Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro, com Mestrado e Doutorado em Educação. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), tendo antes sido Assessor Especial e Chefe de Gabinete do Prof. Paulo Freire. É autor de diversos livros nas áreas de educação, filosofia, teologia e motivação e carreira.

Luiz Moan Yabiku Júnior é um economista com mais de 30 anos de experiência no setor automotivo, tendo atuado como executivo na Volkswagen e General Motors. Também é ex -presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) que reúne 29 empresas produtoras de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas e rodoviárias.

Gustavo Caetano fundou a Samba Tech há 6 anos e já compartilhou suas experiências em eventos no MIT, ONU e NASDAQ. Foi nomeado o CEO do ano pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, melhor fundador pelo site americano The Next Web, um dos 50 mais inovadores do brasil pelo Meio&Mensagem, um dos 10 jovens mais inovadores do país pelo MIT, além de ter sido nomeado como o Mark Zukerberg (fundador do facebook) brasileiro.

Caporal se dedica ao aperfeiçoamento e ao desenvolvimento de processos que se concentram em aumentar a fidelidade e a satisfação dos clientes, por meio de estratégias de vendas e de marketing no mercado automotivo. Realiza treinamentos, seminários e workshops para centenas de pessoas no Brasil, EUA e Europa, todos os anos. Autor do livro “Como Conquistar 100% de Fechamentos”, atualmente mora em Miami, nos Estados Unidos, onde presta consultoria para o mercado automotivo americano.

Alfredo Rocha é um estudioso nas áreas de Psicologia, Filosofia e Sociologia, com especialidade em Comunicação. Com uma visão ampla e real, exerce papel importante na formação de líderes empresariais e seus colaboradores, através de Seminários e Treinamentos. Sua larga vivência o coloca como um dos melhores conferencistas da atualidade na área comportamental e motivacional, sempre com objetividade, descontração e foco nos resultados.

Augusto Nunes é jornalista e apresentador do programa Roda Viva, da TV Cultura, além de colaborador da revista VEJA e colunista do site. Também comanda um blog com mais de 1,5 milhão de acessos mensais. Com larga experiência em veículos de imprensa, é autor de diversos livros nas áreas de comunicação e política. Ganhou cinco vezes o Prêmio Esso de Jornalismo.

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/ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

24 anos de lutas e conquistas O Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará – Sindivel, é um dos mais antigos representantes de lojistas. Sua tradição de pioneirismo ainda está presente até os dias de hoje, trabalhando pelos lojistas do estado.

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tuando há 24 anos, o SIndivel surgiu graças a um movimento renovador de empresários sintonizados com o desenvolvimento industrial e comercial do estado do Ceará. Assim como vários segmentos econômicos do estado, o ramo comercial de veículos seminovos também foi desafiado a se renovar. A união desses profissionais, com o intuito de acelerar e expandir as mudanças necessárias no mercado local, teve como resultado inicial a fundação de uma associação empresarial que, posteriormente, por concessão do Ministério do Trabalho, transformou-se no Sindicato propriamente dito. A entidade conta em seu portfólio com a realização de eventos significativos


ASSOCIAÇÃO EM DESTAQUE

como as Convenções Nacionais e os Super Feirões de Veículos, além da entrega anual do troféu “Volante de Ouro” às três personalidades que acompanharam ativamente o sindicato, auxiliando nessa trajetória de sucesso. Na trajetória de crescimento da sua área de atuação, com o intuito de agilizar as negociações dos veículos dos lojistas, o Sindivel também estreitou o relacionamento com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), e com a Secretaria da Fazenda Estadual (Sefaz-CE). O objetivo dessa aproximação visou facilitar os processos de vendas de veículos, bem como agilizar os procedimentos junto aos órgãos governamentais. O Sindicato relembra que, ainda com a Sefaz, foram firmados Termos de Acordos Tributários adequados à realidade dos estabelecimentos associados, sendo, na sua maioria, microempresas e empresas de pequeno porte revendedoras de veículos seminovos. Juntamente com a Federação, o Sindivel participou de campanhas para a aprovação de projetos no Congresso Nacional, trazendo mais facilidades e credibilidade à categoria. Atualmente com 50 lojistas associados, o Sindivel tem planos ousados para continuar surpreendendo o segmento. anuncio_auto_avaliar_161014_meia_pagina_fenauto.ai 1 17/10/2016 12:41:57 O Sindivel, através de sua estrutura administrativa,

com pessoas e equipamentos adequados, presta, aos lojistas credenciados, serviços de assessoria jurídica e tributária com plantão permanente de advogados e um assessor tributário. No campo da comunicação com seus associados e com o mercado, a entidade mantém uma coluna semanal nos jornais “Diário do Nordeste”, publicada às segundas-feiras, e “O Povo”, aos sábados, além do site que se mantém sempre abastecido com as últimas novidades do mercado. As informações lançadas são de total interesse dos sindicalizados, já que se referem à entidade e a tudo que acontece atualmente no segmento de veículos automotivos seminovos e usados. O Sindivel atua em parceria intensa com a Fenauto? Para a entidade, é impossível caminhar sem a Federação, já que ela é a maior engrenagem dentro do setor de revendas automotores seminovos e usados em nosso País. A evolução da entidade maior do setor permite desenvolver e estimular, de maneira mais coerente, a integração do nosso trabalho com confiança, responsabilidade e respeito em toda a cadeia de valores. Isso faz com que o Sindivel se sinta comprometido integralmente com as ações e planejamentos lógicos e estratégicos para melhorar e manter a sustentabilidade do setor.

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/LOJISTA EM DESTAQUE

Sob o sol do Equador

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iago Assis é um lojista e proprietário da Macauto, uma revenda localizada em um dos extremos deste país, praticamente sob o Equador, no Amapá.

Ao participar da última Convenção da Fenauto, tivemos a oportunidade de trocar ideias sobre sua trajetória profissional e como é ser um lojista nessa região. Acompanhe o relato dele nesta entrevista.

Revista Fenauto: Como foi o começo de sua carreira na área de veículos? Há quanto tempo você trabalha com esse produto? Tiago Assis: Nos anos de 1980 meu pai, que trabalhava com caminhões na Mercedes-Benz, foi transferido de Belém (PA) para abrir uma revenda do Grupo Rodobens em Macapá. Em meados dos anos 1990 ele pediu dispensa do grupo e abriu uma loja de veículos usados. Eu tinha, na ocasião, 10 anos de idade, e já o acompanhava no dia a dia dos negócios. Então, é fácil entender porque o amor por carros está desde criança em meu sangue. Mas de fato só comecei a trabalhar com vendas de seminovos em 1998 quando completei 18 anos. Foi nessa ocasião que comprei, com meu próprio dinheiro, um Opala 1990. No ano 2000 fui para a faculdade em São Paulo, em 26 / Revista

Mogi das Cruzes, onde cursei Administração. Nessa ocasião, aproveitei e levei uma GM/IPANEMA, e, em pouco tempo, a vendi por lá mesmo. Esse foi o começo pois comecei a mandar dinheiro para meu pai comprar mais um carro, enviar a São Paulo e vendê-los por lá. Depois que retornei à Macapá, abri uma loja (em junho de 2006), em um bairro mais afastado. Os negócios melhoraram e consegui, em 2010, abrir uma loja com uma estrutura melhor já no centro da cidade de Macapá. Somando todos esses anos, já se vão, efetivamente, mais de 18 anos atuando na área. Revista Fenauto: O que mais o atrai nessa carreira? Qual foi e qual é o seu principal desafio nela até hoje? Como é trabalhar em Macapá? Tiago Assis: O que mais me atrai é a paixão que tenho por carros. Não sei explicar, está no sangue, é um trabalho prazeroso, onde junto o útil ao agradável. O principal desafio que enfrentei foi no início dos negócios. A dificuldade era com relação à estrutura e capital para tocar os negócios, por ser uma área com valor agregado muito alto. Hoje, a dificuldade é estarmos passando por esse momento econômico desfavorável, onde os bancos restringem os créditos, as aprovações ficam ruins e, consequentemente, sofremos uma redu-


LOJISTA EM DESTAQUE

ção nas vendas, mas tudo isso faz parte dos desafios que temos que enfrentar diariamente. Em Macapá o desafio é grande por ser um mercado muito pequeno, totalmente dependente do governo estadual. Isso, naturalmente, limita muito as vendas até por não possuirmos outra fonte de recurso para abastecer o comércio local. Por outro lado, para quem trabalha direito, gera uma credibilidade maior, o que acaba nos ajudando muito na concretização dos negócios. Revista Fenauto: Você é casado, tem filhos? Eles participam dos trabalhos da loja? Tiago Assis: Sou muito bem casado já há 6 anos e minha esposa também trabalha na área. Ela tem muita experiência pois já foi gerente geral das marcas Chevrolet, Volkswagen e Citroën, e hoje reforça o time da nossa loja. Temos uma filhinha linda e muito inteligente chamada Alice que já completou 2 anos. Posso ser coisa de pai coruja, mas Alice também parece ter uma “paixãozinha” por carros (risos). Vamos ver se quando tiver mais idade, seguirá a carreira de seus pais. Revista Fenauto: Em um mercado difícil, em meio a tantas dificuldades, já chegou a pensar em desistir? E como enfrentou essas dificuldades e se manter firme? Tiago Assis: Um dos momentos mais difíceis foi o da crise de 2008. Mas nunca pensei em desistir, até motivado pela paixão que me move. Mas fui obrigado a diversificar e focar em um nicho de mercado inferior ao que eu estava trabalhando. Então me adaptei, buscando carros com valores menores, inclusive vendendo também motocicletas com até 250cc. Na época, minha

esposa era minha namorada, e não tínhamos filhos. Isso ajudou um pouco a suportar a pressão. Mas, já passou. Revista Fenauto: Como você concilia seu trabalho diário com outras atividades como cuidar da família, hobbies, estudos etc? Tiago Assis: O dia a dia de um empresário brasileiro não é nada fácil. Muitas são as obrigações, ainda mais sabendo que algumas famílias, inclusive a minha, dependem da nossa loja. Mas sempre tento conciliar os horários estabelecendo prioridades como ir buscar e deixar minha filha na escola. Acho que todos gostam de ganhar dinheiro, mas tenho como prioridade, estar com a família e amigos. Revista Fenauto: Enfrentando um mercado difícil como o de Macapá, que dicas você poderia passar para os lojistas para terem sucesso nos negócios do dia a dia? Tiago Assis: A dica principal que eu acredito ser essencial, e eu a pratico à risca, é trabalhar honestamente e sempre atender bem os clientes, de forma correta e clara, procurando sempre fazer além do que o cliente espera. Meu pai sempre me recomenda o seguinte: “Fazer o que você faz, muitos fazem. Agora da forma que você faz, poucos fazem, e isso diferencia você”. Dificuldades sempre existirão, crises sempre virão e também irão embora. Então, temos que ter sempre paciência e sempre reavaliar nossos conceitos.

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LOJISTA EM DESTAQUE

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/ PORTA LUVAS

Um empresário solidário Muita gente reclama que sempre falta tempo para se dedicar a projetos sociais que poderiam ajudar outras pessoas. Mas será mesmo que falta tempo?

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lênio Leonardo, por exemplo, além de ser um lojista em Belo Horizonte (MG), consegue dividir seu tempo entre a venda de veículos e a realização de um projeto social importante.

Glênio teve seu batismo de fogo no ramo de comercialização de veículos no ano de 1989. “Antes trabalhei durante 4 anos e meio como vendedor de uma loja de Belo Horizonte e, em meados de 1994, abri o meu próprio negócio. Em junho de 1997 abrimos a Álamo Veículos”, lembra. Hoje a revenda está localizada na Avenida Raja Revista

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PORTA LUVAS

Gabaglia 5051, principal corredor de concessionárias da cidade, onde estão instaladas as principais lojas e concessionárias de importados da capital mineira. Tudo indo bem e Glênio poderia desfrutar dessa condição, mas optou por se enveredar por um caminho diferente, uma atividade paralela. Ao invés de praticar esportes, viajar ou outro hobby, decidiu ajudar pessoas. “A minha atividade paralela é a de ajudar ao próximo. Há três anos criamos um grupo de amigos para fazer um trabalho social em Belo Horizonte. Hoje somos mais de 40 pessoas e fazemos, duas vezes ao mês, a distribuição de alimentos e jantar com sobremesas, cobertores, roupas, calçados e kits de higiene. Ajudamos as pessoas carentes a arrumar abrigo, conseguir consultas médicas e a emitir documentos pessoais”, resume o empresário. Apesar de não ser uma atividade incomum, como é trabalhar no auxílio ao próximo? Glênio relembra o início do trabalho e aponta quais os planos para o futuro. Segundo ele, “começamos esta atividade com poucas pessoas e, aos poucos, o envolvimento de todos foi crescendo muito. Nosso grupo se chama “Abrace o próximo” e hoje conta com mais de 40 membros de diversos segmentos, todos com o desejo comum de ajudar. Quanto ao futuro, nossa vontade é simples: nossos planos são os de continuar a crescer e ajudar, cada vez mais, um maior número de pessoas. Hoje divido o meu tempo muito bem, pois fazemos os

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trabalhos de coleta de doações na própria loja e em outros locais durante todos os dias. Um trabalho não atrapalha o outro não, porque esta atividade é feita em horário fora do trabalho da Álamo. Quando se tem a real vontade de ajudar, a gente se programa e faz o que tem que fazer”, finaliza Glênio.


/QUEM É QUEM

UM CALHAMBEQUE AMARELO QUE FAZ SUCESSO Apelido de mascote identifica loja de seminovos e usados em São José do Rio Preto.

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driano Celso Álvares é o proprietário da Loja do Calhambeque Amarelo, em São José do Rio Preto, cidade de 500 mil habitantes do interior do Estado de São Paulo, região muito próspera e desenvolvida. É um mercado sólido para o mercado de veículos seminovos e usados, pois a região é umas das mais ricas do Estado em renda per capita e centro que congrega outras pequenas cidades que fazem compras de veículos em Rio Preto. São quase 2 milhões de habitantes em uma região que concentra indústrias, usinas, pecuária, agricultura e comércio muito fortes. Revista

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QUEM É QUEM

É lá que Adriano iniciou sua trajetória no segmento de automóveis em 2002, de uma forma inusitada que o marcou até hoje. “Comecei limpando carros e fazendo serviço de leva e traz para oficinas e lava jatos. Me apaixonei pela profissão e mesmo me formando, em 2004 em Ciências Contábeis, não mudei de profissão. Acho que esse começo de carreira é o que mais me influenciou e atraiu. Tenho um verdadeiro fascínio por cuidar dos veículos como se fossem para meu uso. Até hoje, mesmo sendo proprietário da revenda, não deixo de limpá-los (ajudo os funcionários todos os dias, com um pano para tirar a poeira de todos os carros), fazer o polimento, higienização interna, deixando-o impecável para o comprador sentir aquele sonho de comprar ou trocar seu veículo, realizado. Faço questão de andar em todos os veículos, no dia a dia, para testá-los e fazer algum último ajuste, se for o caso”, confessa Adriano. Formado em Ciências Contábeis, pai de dois filhos (Leonardo 5 anos e Lucas 2 anos) e casado desde 2011, Adriano relembra ainda o momento mais difícil da carreira com a crise de 2008, quando se defrontou com um dilema terrível. “Eu tinha acabado de adquirir o prédio da sede da loja e, do dia para noite, a crise bateu na porta. Foi um caos, pois não queria demitir meus funcionários (que estão comigo até hoje), e fiz de tudo para não fechar as portas, como muitas lojas o fizeram. Pensei muito e elaborei um projeto de revezamento de toda minha equipe onde trabalhava dois dias e folgava um. Assim consegui controlar o orçamento e não demiti meus funcionários”, relata satisfeito. 32 / Revista

Adriano confessa que, hoje, tudo que ele tem deve aos automóveis. “Consigo criar meus filhos, minha esposa se dedica exclusivamente a eles e me ajuda na parte financeira, consigo ajudar meus pais, sobrinhos e irmãos. Ou seja, o automóvel mudou minha vida. Trabalho muito é verdade, mas sou grato primeiro a Deus e, depois, ao automóvel. A paixão de todo brasileiro é trocar de carro, adquirir um novo modelo, e a minha paixão é poder ajudar o cliente a conseguir essa conquista.” Sobre o nome de sua revenda, conhecida na cidade como a “loja do calhambeque amarelo”, Adriano revela que acabou ganhando esse apelido pela mascote que tem: uma MP Lafer, amarela, ano 1975. E, além dela, o empresário ainda conta com um caminhão cegonha para transportar os veículos que compra na cidade de São Paulo para revender no interior. O lojista divide seu tempo entre a loja, a prática de futebol e o treino jiu-jitsu, revelando que seus filhos também puxaram o pai na paixão por carros. “Eles adoram carros, e pretendo incentivá-los a continuar na profissão”, confessa. Como dica para outros lojistas, Adriano recomenda que trabalhem honestamente, sigam suas intuições e opiniões. “No mundo do automóvel não existe receita pronta, pois cada um acredita em um determinado veículo e deve seguir sempre sua opinião. Pode até escutar conselhos e opiniões de outros para analisar, mas para trabalhar nesse ramo tem que ter opinião própria, ser firme nas decisões, acreditar e lutar até o final. Você será recompensado, acredite!”


/TENDÊNCIA

A Startup dos Seminovos

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AutoAvaliar foi fundada em 2012 e pertence ao Grupo MegaDealer, companhia com mais de 25 anos de atuação e desenvolvimento de soluções para a rede de distribuição de veículos. É o primeiro portal B2B de comercialização online de veículos criado no Brasil. A Revista Fenauto ouviu Daniel Nino, um dos responsáveis pela empresa para saber como ela pode colaborar para que o mercado de veículos seminovos e usados tenha um impulso maior. A AutoAvaliar possui atualmente dois produtos: o B2B – Repasse de Veículos Online e o USBI – Business Intelligence de Seminovos. O B2B é uma plataforma de comercialização de veículos online que conecta concessionárias e revendedores multimarcas. Atualmente, a AutoAvaliar tem 16.200 mil estabelecimentos cadastrados no B2B, sendo 1.200 concessionárias e mais de 15 mil revendedores multimarcas. Na plataforma web, todo o processo de venda e repasse de carros é automatizado, garantindo uma gestão mais adequada e maior rentabilidade para a concessionária. Depois do cadastro e do treinamento das equipes na plataforma, as concessionárias autorizam o acesso aos seus estoques e passam a anunciar os veículos no pregão online da AutoAvaliar. Os revendedores podem disputar a avaliação ou optar pelo “compre já” e o lojista que fizer a melhor avaliação fica com o veículo. O revendedor paga diretamente para a concessionária, que repassa apenas a taxa de negociação para a AutoAvaliar. O USBI é um aplicativo especialmente desenvolvido pela AutoAvaliar para as concessionárias e revendedores multimarcas. É uma ferramenta que oferece controle

e agilidade no processo de avaliação e gestão de seminovos. Por meio do aplicativo, é possível analisar diversos dados do veículo, bem como seu potencial de vendas, além de garantir e viabilizar a padronização do estoque. Com isso, o estabelecimento otimiza a avaliação do carro seminovo ou usado, o que impacta diretamente na venda do zero quilômetro. A avaliação do veículo é transmitida para um dashboard (painel de controle) integrado com o sistema de gestão da concessionária. Como isso, é possível ter uma visão geral das avaliações, assim como uma média de valor e média histórica do grupo e da loja, garantindo um melhor aproveitamento das oportunidades de vendas. O objetivo do USBI é que a concessionária tenha uma gestão completa do estoque de seminovos, resultando em maior liquidez e fluxo rápido de veículos na loja, impactando ainda na decisão de estocá-los ou repassá-los. Um dos pontos colocados pelo executivo é o de como é poder contar com uma parceria com a Fenauto e o que isso significa para a empresa. “A parceria com a Fenauto é, na verdade, a celebração efetiva de uma relação pautada por objetivos comuns. De um lado, a AutoAvaliar entra com soluções tecnológicas para aprimorar e ampliar as melhores práticas no mercado automotivo. E, de outro, está a Fenauto, com todo o seu papel associativo e institucional para promover e reforçar o mercado de seminovos no País. Trata-se, portanto, de uma grande sinergia em prol da perenidade do negócio automotivo brasileiro”, explica Nino. “Como os objetivos finais são comuns, a expectativa é manter um alinhamento constante em relação às necessidades e demandas do mercado de seminovos no Brasil, no intuito de propor soluções inteligentes e viáveis aos agentes desse setor”, sintetiza o executivo.

Revista

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/EM FOCO

Conhecendo a Fenauto

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atheus Lira é Diretor Comercial do Auto Shopping Cidade Empresarial em Goiás e, pela primeira vez, esteve presente a uma Convenção da Fenauto. Aqui ele conta um pouco da sua trajetória profissional, suas conquistas e sua opinião e impressão quando da participação do evento da entidade maior do segmento de Seminovos e Usados. Matheus entrou no ramo de veículos seminovos em 2009 por ser a atividade da família já há bastante tempo. “A minha família começou no segmento de veículos em 1999 com uma revenda da Mercedes Bens Classe A. Depois, em 2002, passamos para uma revenda Volkswagen e, no segmento de veículos seminovos, começamos a partir do Auto Shopping Cidade Empresarial inaugurado em 2008. Ele é o primeiro shopping de veículos multimarcas do estado de Goiás e está localizado na Av. Rio Verde, no Condomínio Cidade Empresarial, em Aparecida de Goiânia. O empreendimento é dotado de moderna infraestrutura de apoio e serviços como oficina, posto do DETRAN e praça de alimentação para proporcionar o máximo de conforto e segurança aos clientes. Nele os veículos são periciados e já saem com garantia de procedência, um benefício idealizado por meu pai, Luciano Lira”, relata Matheus orgulho pela conquista. Atualmente Matheus é Diretor Comercial do Auto Shopping, além de ter uma loja de carros seminovos chamada ASCE Veículos, dentro do empreendimento, em sociedade com seu irmão Henrique Lira. Um outro motivo de satisfação que Matheus não esconde é o fato de que, em oito anos, o Auto Shopping investiu mais de oito milhões em mídia, sendo inclusive premiado com o troféu Profissionais do Ano da Rede Globo. O Shopping também ganhou um prêmio da Associação Brasileira

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da Construção Metálica -ABCEM - em 2010, pela construção metálica edificada. Sobre a sua primeira participação em um evento da Fenauto, Matheus guardou uma boa impressão. Segundo seu relato, “a reunião foi proveitosa por vários aspectos entre eles o contato com os presidentes de associações de todo o pais, onde pude trocar experiências e avaliar o mercado no âmbito nacional. Também foi importante o contato com os diretores dos bancos que participaram da reunião, mostrando as perspectivas do mercado futuro segundo a visão deles, bem como as mudanças de posturas dos clientes e operadores. Acredito que o mercado tende a melhorar, porém ainda temos muitos obstáculos para superar.” Ele prossegue citando que, “na reunião pude perceber também que já se inicia um processo de união dos lojistas com o compartilhamento de dados, tanto de veículos quanto de ideias, para melhorar o segmento e conseguir superar a crise que o pais passa no momento. E isso me faz crer que temos grandes chances de superar os obstáculos do mercado em conjunto. Percebi, também, que a força da Fenauto depende dessa união, não só dos lojistas em cada estado, mas também nacionalmente. Acredito que a Fenauto, por sua vez, pode ajudar os associados com apoio junto aos bancos e grupos afins para parcerias mais concretas, duradouras e vantajosas para ambos.” O resultado da primeira visita ao evento da Fenauto resultou em uma boa oportunidade para Matheus, pois segundo ele mesmo confessa, “com minha ida ao evento tivemos a ideia de um feirão que chamamos de Auto Show, a ser realizado no Auto Shopping, para movimentar o mercado em Goiás e aproximar também os lojistas para um espaço de diálogo e melhor entendimento do mercado goiano.”


EM FOCO

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Revista Fenauto ed11  
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