Page 1

FENABRAVE

Pรกgina 1


FENABRAVE

Pรกgina 2


Considerações Gerais Setor da Distribuição O ano de 2009 terminou melhor do que o esperado, especialmente para o setor de automóveis e comerciais leves. As medidas de isenção de IPI foram fundamentais para estimular o setor ao longo do ano. No entanto, devido à atividade muito fraca, em virtude da crise internacional, os segmentos de caminhões, ônibus, motos e implementos sofreram mais. Crescimento da quantidade comercializada em %

2008/2007 2009/2008

Total

Autom óve is e co merciais leves

Cam inhõ es

Ôn ibus

M otos

Impleme ntos

14.2 -0.1

14.1 12.7

24.9 -11.3

18.9 -14.2

12.7 -16.4

34.3 -10.3

Fonte: Fenabrav e. Elaboração: MB As sociados

Automóveis Depois de o setor ser profundamente atingido pela crise no final de 2008, as medidas de redução do IPI foram fundamentais para recuperar o segmento ao longo de 2009. A queda de 26%, em novembro e dezembro de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi sinalização para que o governo implementasse as medidas fiscais. A iniciativa levou a um crescimento de 12,9%, acima até da expansão observada em 2008, de 11%.

Comerciais Leves O setor de comerciais leves também sofreu com a retração de atividade e passou de um crescimento de 30,4% em 2008 para 11,3% em 2009, com recuperação mais pronunciada nos últimos três meses do ano passado.

Caminhões Esse foi um dos setores mais afetados pela crise, pois está diretamente atrelado à atividade econômica. Apenas no final do ano, o segmento atingiu volumes de venda que tinha antes da crise, em torno de 12 mil caminhões por mês, refletindo a própria recuperação da economia, que ocorreu mais intensamente no segundo semestre de 2009.

Ônibus Muito atrelado à dinâmica política e de turismo, o segmento teve uma queda considerável em 2009, de 14,2%, após ter crescido quase 19% em 2008.

Motocicletas O setor de motos registrou retração de 16,4% e cortou uma sequência de nove anos ininterruptos de expansão. O segmento também é atrelado à atividade econômica, o que explica a forte desaceleração. Além disso, esse segmento não contou com a ajuda de redução de IPI que os automóveis tiveram e ainda sofreu com os cortes de financiamento.

Implementos rodoviários Acompanhando o segmento de caminhões, o setor apresentou queda em 2009, de 10,3%, depois de ter sido o segmento que mais cresceu em 2008.

FENABRAVE

Página 3


Ranking Países Automóveis + Comerciais Leves

Observando as tabelas acima, notamos a ascendência do Brasil, que saiu do 6º lugar em 2008 para o 5º lugar em 2009. Dos países que tiveram crescimento, registramos o menor, mas evoluímos no ranking. Em contrapartida, nota-se que os países que mais caíram em participação foram Rússia, México e Holanda. Vale salientar a Rússia, que caiu da 5º posição, hoje ocupada pelo Brasil, para a 10ª posição em 2009.

FENABRAVE

Página 4


Automóveis Evolução dos Emplacamentos Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

O segmento de automóveis apresentou crescimento de 12,94% nos emplacamentos de 2009 em relação ao ano anterior. O desempenho foi superior aos registrados em 2008 (11,04%), mas inferior a 2007 (27,0%). O volume de emplacamentos foi superior durante todo o ano de 2009, com exceção dos meses de janeiro, fevereiro e abril.

Participação Mensal dos Emplacamentos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

Pelo gráfico, nota-se que os emplacamentos em 2009 foram mais fortes no segundo semestre do ano.

FENABRAVE

Página 5


Automóveis Comparação Emplacamentos, Estoque e Atacado 2009

Fonte: DENATRAN

Tivemos um ano onde, durante 7 meses, foram emplacadas mais de 200 mil unidades/mês, destacando o mês de setembro, quando tivemos 249,5 mil unidades emplacadas. O estoque manteve-se equilibrado, com exceção dos últimos meses do ano.

(*)Dias de Vendas – 2005 x 2006 x 2007 x 2008 x 2009

Fonte: DENATRAN

Os níveis de estoque se mostraram equilibrados, não registrando grandes oscilações no número de dias durante 2009. (*) Dias de v endas do estoque: é uma variáv el que mos tra quantos dias de vendas seriam nec essários para v ender o es toque. Por ex emplo, no mês de dez embro, foram empl acados 223.474 automóveis, resultando em 11.174 emplac amentos por dia útil. Se o es toque de dez embro era de 195.603 automóveis, dividi mos esse v alor pelos emplacamentos, por di a útil, e obtiv emos 18 di as para z erar o estoque.

FENABRAVE

Página 6


Automóveis Série Histórica dos Emplacamentos Mês a Mês – 1997 a 2009

4

Fonte: DENATRAN

O ano de 2009 mostrou recuperação considerável, fazendo com que os emplacamentos retornassem ao crescimento habitual.

Participação de mercado por tipo de combustível

Fonte: DENATRAN

Os automóveis com tecnologia bicombustível apresentaram crescimento no volume de emplacamentos, seguindo a tendência dos anos anteriores.

FENABRAVE

Página 7


Automóveis Evolução dos Automóveis - bicombustível - por montadora – 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Todas as montadoras que possuem veículos equipados com a tecnologia bicombustível apresentaram crescimento em 2009. A Citröen registrou evolução de 37,47%, seguida pela Honda, com 26,34%, e VW, com 20,56%.

FENABRAVE

Página 8


Automóveis Participação dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 9


Automóveis Participação dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: Fonte: DENATRAN Fonte: DENATRAN Fonte: DENATRAN DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 10


Automóveis Participação dos Emplacamentos por Subsegmento em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

O segmento de automóveis não apresentou alteração na posição relativa dos subsegmentos que o compõem. O subsegmento de Hatch Médio foi o único a apresentar uma linha de tendência positiva durante 2009.

FENABRAVE

Página 11


Automóveis Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 12


Automóveis Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 13


Automóveis Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 14


Automóveis Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 15


Automóveis Usados Proporção entre Vendas de Automóveis Usados e Emplacamentos de Automóveis Novos por Região Geográfica - 2009

A proporção de veículos usados para veículos novos negociados, em 2008, era de 2,8. Em 2009, essa média passou para 2,4 usados para cada novo. A região Sul foi a que apresentou maior proporção de usados negociados sobre novos (3,4).

Percentual do Volume de Usados Negociados por Idade - 2009

Este gráfico reflete a negociação de automóveis usados, considerando sua idade. O volume de negociações de automóveis, de até 9 anos de uso, corresponde a 49,64% do total de automóveis usados vendidos.

FENABRAVE

Página 16


Automóveis Frota Circulante

Fonte: DENATRAN

A idade média do segmento no país é de 12,8 anos e está concentrada, principalmente, na região sudeste.

FENABRAVE

Página 17


Comerciais Leves Evolução dos Emplacamentos Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

O segmento de comerciais leves obteve crescimento de 30,41% em 2008. Em 2009, o setor registrou aumento de 11,26% nos emplacamentos. Após dois anos de crescimento acima dos 30 pontos porcentuais, 2009 retornou aos patamares de crescimento de 2005 e 2006.

Participação Mensal dos Emplacamentos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

O gráfico mostra que o mercado permaneceu equilibrado em 2009.

FENABRAVE

Página 18


Comerciais Leves Comparação Emplacamentos, Estoque e Atacado 2009

Fonte: DENATRAN

O estoque de 2009 mostrou tendência decrescente até o mês de abril. A partir de maio, começou a apresentar tendência ao crescimento, que segue até dezembro.

(*) Dias de Vendas –2005 x 2006 x 2007 x 2008 x 2009

Fonte: DENATRAN

Em 2009, os dias de venda do estoque não oscilaram muito, com exceção de janeiro, quando foram registrados 30 dias de vendas. O restante do ano ficou entre 19 e 22 dias de vendas. (*) Dias de Vendas – Explicação pág.6.

FENABRAVE

Página 19


Comerciais Leves Série Histórica dos Emplacamentos Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: DENATRAN

No gráfico, observa-se uma retomada no crescimento de comerciais leves durante 2009. A expectativa é que, em 2010, esse cre scimento aconteça em níveis maiores.

Participação de Mercado por Tipo de Combustível

Fonte: DENATRAN

As vendas de comerciais leves, com tecnologia bicombustível, cresceram 10,17% em 2009 se comparados a 2008. Os veículos movidos a gasolina apresentaram crescimento de 19,17%.

FENABRAVE

Página 20


Comerciais Leves Evolução dos Comerciais Leves – Bicombustível – Montadora – 2009

Fonte: DENATRAN

As vendas de comerciais leves com tecnologia bicombustível foram lideradas pela FIAT em 2009, com 37,84% de participação. A montadora foi seguida pela VW, com 21,21%; GM, com 19,88%; FORD com 17,91% e MITSUBISHI, com 3,16% do mercado. O maior crescimento foi da GM, com 136,84%, seguida pela MITSUBISHI, com 90,89%, medindo a evolução jan. a dez/2009.

FENABRAVE

Página 21


Comerciais Leves Participação e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 22


Comerciais Leves Participação e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 23


Comerciais Leves Participação dos Emplacamentos por Subsegmento em 2009

Fonte: DENATRAN

Registra-se tendência de queda nos subsegmentos de SUV e Furgão Pequeno. As categorias Furgão e Pick-Up Grande mantiveram-se estáveis, e a de Pick-Up Pequena apresentou evolução.

Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 24


Comerciais Leves Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 25


Comerciais Leves Usados Proporção entre Vendas de Comerciais Leves Usados e Emplacamentos de Comerciais Leves Novos por Região Geográfica - 2009

No caso de comerciais leves, a proporção média Brasil é de 1,9 usados para cada novo. Em 2009, ocorreu queda sobre 2008, quando este indicador foi de 2,1. A exemplo dos automóveis, a região Sul foi a que apresentou a maior proporção relativa de usados.

Percentual do Volume de Usados Negociados por Idade - 2009

Os comerciais leves, com até 9 anos, corresponderam a 51,21% das negociações de usados.

FENABRAVE

Página 26


Comerciais Leves Frota Circulante

Fonte: DENATRAN

A idade média do segmento é de 11,7 anos no país. A maior concentração é na região Sudeste.

FENABRAVE

Página 27


Caminhões Evolução dos Emplacamentos Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

Após um período de queda nos emplacamentos de caminhões (2005 e 2006), o segmento cresceu de maneira importante nos dois anos seguintes. Em 2009, registrou uma queda de 10,02%, com 109.141 caminhões emplacados, sendo 12.150 mil unidades a menos que em 2008.

Participação Mensal dos Emplacamentos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

Analisando o ano de 2009, verifica-se queda nos dois primeiros meses. Entre os meses de março e setembro, o mercado apresentou equilíbrio, evoluindo nos últimos meses do ano, com destaque para dezembro, um crescimento de 11,64%.

FENABRAVE

Página 28


Caminhões Comparação Emplacamentos, Estoque e Atacado 2009

Fonte: DENATRAN

O segmento trabalhou com patamares de estoque mais elevados ao longo do ano, com linha de crescimento bem acentuada.

(*) Dias de Vendas – 2005 x 2006 x 2007 x 2008 x 2009

Fonte: DENATRAN

Mesmo com os elevados níveis de estoque, observa-se tendência de queda nos dias de vendas em 2009. (*) Referência à página 6.

FENABRAVE

Página 29


Caminhões Série Histórica dos Emplacamentos Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: DENATRAN

Mesmo apresentando crescimento inferior a 2008, o segmento de caminhões mostrou recuperação nos últimos meses do ano.

FENABRAVE

Página 30


Caminhões Participação e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 31


Caminhões Participação dos Emplacamentos por Subsegmento em 2009

Fonte: DENATRAN

Os subsegmentos de caminhões não apresentaram grandes oscilações, exceto a categoria Semileve, que caiu de 9,13% para 4,74%, e de Pesados, que evoluiu de 22,75% para 27,77%.

Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 32


Caminhões Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 33


Caminhões Usados Proporção entre Vendas de Caminhões Usados e Emplacamentos de Caminhões Novos por Região Geográfica - 2009

A proporção de caminhões negociados, na média, era de 2,7 usados para cada novo em 2008. Em 2009, esse número foi mantido. A região Sul foi a que apresentou maior proporção de usados negociados sobre novos, com 3,1. Ainda assim, inferior a 2008 (3,4).

Porcentual do Volume de Usados Negociados por Idade - 2009

No gráfico, observa-se que os modelos com mais de 10 anos de uso correspondem a 66,69% do volume total negociado.

FENABRAVE

Página 34


Caminhões Frota Circulante

Fonte: DENATRAN

A idade média dos caminhões em 2009 foi de 17,4 anos. Em 2008, a idade média era de 17,1 anos, ou seja, um aumento de 0,3 pontos, e estes estão distribuídos, principalmente, nas regiões Sudeste e Sul do País.

FENABRAVE

Página 35


Ônibus Evolução dos Emplacamentos Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

O setor de ônibus registrou uma queda de 16,96%, revertendo o crescimento registrado desde 2006, quando a evolução chegou a 27%.

Participação Mensal dos Emplacamentos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

O emplacamento mensal no segmento de ônibus, em 2009, acompanhou a curva de evolução dos anos anteriores.

FENABRAVE

Página 36


Ônibus Comparação Emplacamentos, Estoque e Atacado 2009

Fonte: DENATRAN

A exemplo dos segmentos anteriores, também os níveis de estoque de ônibus foram relativamente altos durante todo o ano de 2009, com pico em outubro. Mesmo com a queda a partir de novembro, o nível de fechamento do ano foi superior aos primeiros meses do ano.

(*) Dias de Vendas – 2005 x 2006 x 2007 x 2008 x 2009

Fonte: DENATRAN

Os dias de estoque foram maiores em todos os meses de 2009, na comparação com anos anteriores. (*) Referência à página 6.

FENABRAVE

Página 37


Ônibus Série Histórica dos Emplacamentos Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: DENATRAN

Em 2009, o segmento de ônibus registrou um pico no mês de dezembro, com o volume de 2.384 unidades emplacadas.

FENABRAVE

Página 38


テ馬ibus Participaテァテ」o e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Pテ。gina 39


Ônibus Usados Proporção entre Vendas de Ônibus Usados e Emplacamentos de Ônibus Novos / por Região Geográfica - 2009

A proporção de ônibus negociados, na média, foi de 2,1 usados para cada novo (2008 – 1,8). A região Nordeste foi a que apresentou a maior proporção.

Usados Percentual do Volume de Usados Negociados por Idade - 2009

As vendas de ônibus usados estão concentradas em modelos com mais de 10 anos.

FENABRAVE

Página 40


Ônibus Frota Circulante

Fonte: DENATRAN

A idade média dos ônibus no país foi de 14,1 anos (2008 = 13,9). A exemplo dos outros segmentos, a maior concentração de ônibus está na Região Sudeste.

FENABRAVE

Página 41


Motocicletas Evolução

dos Emplacamentos Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

O segmento de motocicletas registrou queda de 16,42% em 2009, revertendo o crescimento de 12,7% de 2008. A evolução do mercado de motocicletas vinha sendo verificada desde 2003, quando o menor crescimento registrado foi em 2004, com 7,11%. O segmento sentiu a queda no ano de 2009, em virtude da falta de crédito no mercado.

Participação Mensal dos Emplacamentos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 42


Os emplacamentos no segmento de motos foram mais fracos no início do ano, com crescimento a partir de março. Destaque especial para o mês de julho, que representou 10,32% das vendas do ano.

Motocicletas Série Histórica dos Emplacamentos Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: Denatran

Fonte: DENATRAN

Como pode ser verificado acima, após um longo período de crescimento, o segmento de motocicletas retraiu em 2009.

FENABRAVE

Página 43


Motocicletas Participação e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

FENABRAVE

Página 44


Motocicletas Participação dos Emplacamentos por Subsegmento em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN Fonte: DENATRAN Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 45


Motocicletas Participação dos Emplacamentos por Subsegmento em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 46


Os subsegmentos Trail/Fun, Sport, Scooter/Cub avançaram no ano, enquanto para City, Custon e Touring registraram queda na mesma comparação. Os subsegmentos Naked/Roadster e Maxtrail mantiveram-se equilibrados durante o ano.

Motocicletas Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 47


Fonte: DENATRAN

Motocicletas Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 48


Fonte: DENATRAN

Motocicletas Evolução Porcentual por Subsegmento 2005 a 2009

Fonte: DENATRAN

FENABRAVE

Página 49


Fonte: DENATRAN

Motocicletas Usadas Proporção entre Vendas de Motocicletas Usadas e Emplacamentos de Motocicletas Novas por Região Geográfica - 2009

FENABRAVE

Página 50


A proporção de motocicletas negociadas, na média, foi de 1,1 usadas para cada nova.

Percentual do Volume de Usadas Negociadas por Idade

As vendas de motocicletas usadas concentram-se em modelos de 6 anos.

Motocicletas Frota Circulante

FENABRAVE

Página 51


Fonte: DENATRAN

A idade média de motocicletas na frota circulante foi de 6,7 anos em 2009. Em 2008, era de 6,4 anos.

Implementos Rodoviários Evolução das Vendas Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009 FENABRAVE

Página 52


O segmento de implemento

Fonte: DENATRAN

s rodoviários registrou queda de 25,97% em 2009, revertendo o crescimento obtido em 2008 e em 2007, de 28,64% e, 43,47% respectivamente.

Participação Mensal das Vendas em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

As vendas, ao longo do ano de 2009, tiveram baixas nos primeiros e últimos meses do ano.

FENABRAVE

Página 53


Implementos Rodoviários Série Histórica das Vendas Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: DENATRAN

O setor de implementos rodoviários vinha apresentando crescimento desde 2006. No entanto, a exemplo do segmento de caminhões e ônibus, obteve, em 2009, uma queda acentuada nos emplacamentos.

FENABRAVE

Página 54


Implementos Rodoviários Participação e Volume dos Emplacamentos por Marca em 2009

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Fonte: DENATRAN

Evolução da Participação por Marca

FENABRAVE

Página 55


Máquinas Agrícolas Evolução das Vendas Mensais – 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

Para o segmento de máquinas agrícolas, o ano de 2009 apresentou um crescimento abaixo do registrado nos anos anteriores como, por exemplo, em 2008, quando apresentou crescimento de 46,57% e, em 2007, quando registrou alta de 58,53%.

Participação Mensal das Vendas em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009

Fonte: DENATRAN

A distribuição de vendas, ao longo do ano, acompanhou a sazonalidade. Vale salientar o período a partir do mês de agosto.

FENABRAVE

Página 56


Máquinas Agrícolas Série Histórica das Vendas Mês a Mês – 1997 a 2009 ´

Fonte: DENATRAN

A curva reflete o crescimento de 2009, mesmo apresentando um início de ano com índice menores.

FENABRAVE

Página 57


FENABRAVE

Pรกgina 58


Crescimento do PIB Crescimento do PIB por setores 2009-2010 (% - Preços de mercado)

O PIB caiu 0,2% em 2009, um resultado fraco, mas bom comparado com o restante do mundo, principalmente, os países desenvolvidos. A indústria, do lado da oferta, e os investimentos, do lado da demanda, foram os setores mais afetados, em função da forte queda de exportações e das perspectivas negativas de crescimento que se tinha naquele momento. Mas, por conta de uma demanda doméstica forte, sustentada pela solidez da política macroeconômica, conseguiu-se manter um padrão de expansão razoável para o setor de serviços e para o consumo das famílias. Para 2010, a percepção é de recuperação generalizada em todos os componentes do PIB, levando a uma expansão de 6%. Dada à baixa base de comparação, à tênue recuperação mundial e os efeitos de política monetária e fiscal, haverá uma significativa recuperação dos investimentos este ano. No entanto, ainda não serão suficientes para estes retornarem para o padrão pré-crise, o que deve acontecer apenas em 2011.

FENABRAVE

Página 59


Massa Salarial Massa Real de Rendimentos dos Trabalhadores e Ocupação (habitualmente recebidos) (Crescimento Acumulado em 12 meses em %)

ocupados

Rendimento médio real

Massa real

8 4 0 -4 ocupados rendimento massa

-8 -12 Jul-04

Jun-05

May-06

Apr-07

2008 3.4 3.4 6.9 Mar-08

2009 0.7 3.2 3.9 Feb-09

2010 2.8 1.5 4.4 Jan-10

Dec-10

Fonte IBGE. Elaboração e projeção: MB Associados.

A massa real de renda cresceu 3,9% em 2009, apesar da crise. Grande parte dessa elevação foi motivada pelo setor de serviços, a despeito da forte queda observada no emprego industrial. Ao longo deste ano de 2010, a massa deve crescer acima do ano passado, com provável recuperação da ocupação. Já o rendimento médio real deve crescer menos, por conta da aceleração da inflação. A recuperação do crescimento da renda será essencial para a sustentação do crescimento da economia em 2010, diminuindo os riscos de aumento de inadimplência também.

FENABRAVE

Página 60


Massa Real de Renda — em R$ bilhões

Bilhões

R$ Bilhõ es

1,600 1,400

Classe A

1,200

Classe B

1,000

Classe C

1,416

Classe DE

800

640 518 445

600 400 200 0 2003

2005

2007

2009

2011

2013

2015

Fonte : IBGE, MB Associad os. Elaboração e projeção: MB Associados.

A massa real de renda tem perspectiva positiva para a classe média nos próximos anos. De cerca de R$ 600 bilhões de poder de consumo da classe C, deve-se chegar a um poder de consumo de R$ 1,4 trilhão em 2016. Essa faixa de renda incorpora quem recebe entre 3 e 10 salários mínimos e quem tem a maior participação na renda do País. Em números de famílias, as classes D e E ainda correspondem a cerca de 60% do total de famílias, enquanto a classe C compõe 30%, ou seja, ainda há muito espaço de evolução das classes mais baixas para a classe média no país. Este será um poder de compra importante para manter o dinamis mo do setor automobilístico nos próximos anos.

FENABRAVE

Página 61


Inflação e Juros Cresc. acm. 12 meses - %

2009 4,3

9.0

2010 5,3

8.0 7.0 6.0 5.0 4.0 3.0 2.0 Dec-04

Dec-05

Dec-06

Dec-07

Dec-08

Dec-09

Dec-10

Fonte: IBGE. Elaboração e projeção: MB Associados.

A forte demanda no país tem levado a uma piora do cenário inflacionário. O IPCA deve chegar este ano de 2010 a 5,3%, o que exigirá do Banco Central novo ciclo de aumento da taxa de juros. O ciclo total de elevação, dessa vez, no entanto, não deve ser tão forte como no passado. Isso porque o crescimento potencial da economia brasileira hoje, ou seja, aquele crescimento que podemos ter sem gerar pressão inflacionária, é praticamente o dobro do que foi há cinco anos. Por conta disso, a taxa de juros não precisará subir tanto para conseguir trazer o ritmo de crescimento dos 6% esperados em 2010 para os 4,5% projetados para 2011. Assim, espera-se que a taxa de juros básica da economia brasileira suba em torno de 2,5 pontos percentuais ao longo do ano.

FENABRAVE

Página 62


Inadimplência Pessoa Física – acima de 90 dias, em relação ao total da modalidade 16 14

11.7 11.0

12 10 8 6

5.1

4

4.3

2 0 Jan-02 Total

Jan-04 Cheque especial

Jan-06 Crédito pessoal

Jan-08

Aquisição de veículos

Jan-10 Aquisição de outros bens

Fonte: Bac en. Elaboraç ão: MB Associados. (*) At raso acima de 90 dias.

FENABRAVE

Página 63


Volume de Crédito Mes mo com a crise, o crédito continuou subindo mas, especificamente para Pessoa Física e não para Pessoa Jur ídica. Os bancos brasileiros são relativamente sólidos e conseguiram passar pela crise sem mudanças estruturais importantes. Com a confiança do consumidor em alta, o crédito total voltou a subir depois de ligeira estabilidade no final de 2008. Com isso, o crédito chegou a 48% do PIB no final do ano passado e deve chegar a 53% em 2010.

Volume de crédito/PIB em %

FENABRAVE

Página 64


Observações Finais e Projeções Setor da Distribuição: A recuperação da economia brasileira em 2010 será essencial para manter a perspectiva de crescimento do setor em 8,8%. Mesmo com a retirada dos benefícios do IPI, não deve mudar radicalmente a tendência de vendas do setor. A dif erença, desta vez, é que os diversos segmentos de veículos devem ter comportamento similar, diferente das disparidades observadas ao longo de 2009, quando tivemos o efeito completo da crise. I. Autom óveis e Comerciais Leves. Para o segmento de automóveis e comerciais leves, as expectativas são de uma elevação na taxa de crescimento em torno de 6,5%, após um importante aumento de 12,7% em 2009. Claramente, há um efeito da redução do IPI mas, mes mo assim, o setor terá crescimento este ano. Em 2011, com a consolidação da recuperação da economia, a expansão pode voltar aos dois dígitos. II. Ônibus Após sofrer forte turbulência em 2009, pela queda de atividade, o segmento deve ter recuperação relevante em 2010, com expansão esperada de 17,2%. Não é ano eleitoral municipal, o que sempre estimula o setor, mas deve apresentar recuperação do transporte interestadual. III. Cam inhões Este foi o setor que mais sofreu com a crise em 2009, mas também deve ter a maior recuperação em 2010, com crescimento de 35,8%. Tanto os incentivos de financiamento do BNDES, quanto a própria recuperação da economia, pr incipalmente da indústria e da agricultura, deverão impulsionar o setor. IV. Motocicletas Gradualmente, o financiamento começa a voltar para o setor, que foi o grande gargalo das vendas ano passado. Mas, a recuperação deverá ser lenta, com crescim ento de 10,1%. V. Im plementos Rodoviários Este setor sofre de forma similar ao de caminhões. Após ter tido queda de 10,3% em 2009, deverá ter alta de 28,2% em 2010. A recuperação da indústria e da agricultura será essencial para reativar o setor.

FENABRAVE

Página 65


FENABRAVE

Pรกgina 66


FENABRAVE

Pรกgina 67

Anuário 2009  

O desempenho da distribuição automotiva no Brasil

Advertisement