Page 1

JULHO/2012 Nツコ 4

A JORNADA DE MEIO MUNDO

BOMBEIRO OU BRIGADISTA

MOVIDO A ARROZ E FEIJテグ pg.04

pg.18

pg.24


SUMÁRIO Maringá

3

A Jornada de Meio Mundo

4

Regionais

Expediente Celebrando

Órgão de Divulgação Interna da Celepar Governador Beto Richa Vice- Governador Flávio Arns Secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral Cassio Taniguchi

Diretoria

Diretor Presidente Jacson Carvalho Leite Diretor Administrativo-Financeiro Lucio Alberto Hansel Diretor Jurídico Rafael Moura de Oliveira Diretor de Desenvolvimento José Juracy Macedo Diretor de Operações Luiz Fernando Ballin Ortolani Diretor de Tecnologia da Informação Danilo Scalet

Jornalista Responsável Eloir José Sbalqueiro - MT 1101

Mundo Lá Fora

Banda Acorde Coletivo Perfil

Notas Celepar Socos, joelhadas, cotoveladas e pontapés Perfil

6 8 10

Previcel Zuzubem

12 13

Movido a Arroz e Feijão

18

Memória

Redação e Edição Eloir José Sbalqueiro Fellipe Gaio

Perfil

Projeto Gráfico Walter Martins Rafael Henrique Caneparo Taciane Aparecida Micheten

Por Onde Anda?

Um Sonho de Aposentadoria

O que Rolou

Produção Nicole Coradin Polyana Teixeira Machado

20 22

Produzido pela Assessoria de Comunicação e Responsabilidade Social - ASCOR Tiragem: 1200 exemplares - Ano 2012 - Ed.04 Capa: Jornal Folha de Londrina, edição dia 28 de julho de 1999. “Folha 2”

Bombeiro ou Brigadista Pauta do Leitor

Funcel CIPA Biblioteca

2

24 26 27 28


REGIONAIS

Regional de Maringá

Além de Maringá, a Celepar possui outros oito Núcleos Regionais, que estão vinculados à Divisão de Gestão dos Núcleos Regionais (DINUC) e tem como titular Reginaldo Rogério dos Santos. São eles: Cascavel, Guarapuava, Jacarezinho, Londrina, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama, além do Posto Avançado de Foz do Iguaçu e de sua sede, em Curitiba.

Inaugurado em 8 de maio de 2006, o Núcleo Regional de Maringá, ou a Regional de Maringá, como é comumente anunciada, é responsável pelo apoio necessário à operacionalidade dos ambientes de rede instalados no interior do Estado. Além disso, fornece equipe técnica especializada, capaz de dar suporte em situações caracterizadas como excepcionais, devido à sua complexidade ou emergência de solução. Comporta um grupo de 10 profissionais, sendo oito técnicos de rede, um técnico administrativo e um na função de supervisor. Dos técnicos de rede, dois estão alocados em clientes, sendo um no Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e outro na Secretaria da Fazenda (SEFA), desempenhando funções de administração da rede local e suporte aos usuários.

Equipe da Regional de Maringá

“Os funcionários da regional são muito comprometidos com a Celepar. Eles realmente vestem a camisa da empresa e externalizam a identidade da Celepar nos clientes da companhia. Digo com muita tranquilidade que trabalho com uma equipe excelente”, explicou Rodolfo Zanardi Loiola, supervisor do Núcleo Regional da Celepar de Maringá. Sessenta e nove municípios, da região Noroeste do Paraná são atendidos por essa equipe que, entre as várias funções de atendimento aos clientes da Celepar, provê ainda o suporte de infraestrutura lógica e elétrica, além da montagem e configuração de toda a infraestrutura de informática necessária para realização de eventos do Governo do Estado, como o programa Paraná em Ação da Secretaria de Relações com a Comunidade.

Fachada Regional de Maringá

Na lista de clientes atendidos com mais frequência estão as secretarias da Segurança Pública, Saúde, Educação, Fazenda, Desenvolvimento Urbano, Trabalho, Assuntos Estratégicos (Telecentros) e DER. Desde sua fundação, o Núcleo Regional esteve na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, em janeiro 2011, contando com apoio da direção da empresa nas negociações, passou a ocupar um espaço cedido pelo Ministério Público do Paraná, no centro da “Cidade Canção”. Mesmo localizada bem no centro da cidade, na Avenida XV de Novembro, 455, trabalhar nesta regional, segundo Rodolfo, inspira muita tranquilidade e um alto nível de qualidade de vida. “Maringá é uma cidade bastante arborizada, há menos trânsito. Dá até para almoçar em casa”.

Ambiente interno de trabalho

De acordo com Rodolfo, algumas decisões tomadas pela atual gestão da Celepar, como padronizar o ambiente de trabalho em todas as suas unidades, “são ações que valorizam o empregado e contribuem para melhorar o clima interno, além de fortalecer a imagem da empresa no interior do Estado. Com a equipe motivada e investimentos em infraestrutura, obtemos melhoria na produtividade e qualidade dos serviços prestados”.

3

3


MUNDO LÁ FORA

J

A ornada DE

MeioMundo Uma viagem internacional requer muitos cuidados com a documentação e com dinheiro, além de alguns conhecimentos básicos sobre o país a ser visitado. Pode parecer bastante complicado mas, se houver um bom planejamento prévio, tudo fica mais fácil e divertido. Todos os anos Fábio José Kolling (DIDESF2) faz uma viagem internacional, na qual fica cerca de 20 dias passeando. Em 2008, fez a primeira dessas viagens, ao conhecer o Canadá e, no ano seguinte, a França. Em 2010, retornou à França, mas além do maior país da União Europeia, também foi à Bélgica, à Holanda e à Itália. No ano passado, Fábio visitou a Bolívia e o Peru e, no início deste ano, fez uma viagem inesquecível ao Japão e aos Estados Unidos.

Em frente a um templo japonês com o amigo Gabriel

Fábio tomando uma Duff com Homer Simpson

44

Um amigo de infância, chamado Gabriel, mora no Japão, onde esse ano ocorreu mais uma edição do Punkspring, um dos maiores festivais de rock do país, no qual The Offspring estava escalada como uma das principais atrações. Fábio é tão fã que tatuou o símbolo da banda nas costas. Havia motivos suficientes para levá-lo ao outro lado do mundo. Pela sua experiência com viagens internacionais, Fábio negociou o valor das passagens com antecedência e pagou, para tudo, metade do que pagaria para ir apenas ao Japão. Muitas coisas curiosas e interessantes aconteceram nesta viagem. Para ir ao Japão, fez uma escala do outro lado do mundo, em Detroit, nos Estados Unidos, onde passou pelo Departamento de Imigração. Na sala, percebeu que o agente viu seu colar com o brasão do World of Warcraft (ou WoW, como é conhecido), jogo pelo qual Fábio é assumidamente apaixonado. Neste instante, o agente ergueu seus braços e gritou “For the Horde!”, uma saudação entre membros do clã da Horda. Naturalmente, a partir desse episódio, a entrevista foi muito mais tranquila. Depois de esperar por quase oito horas entre a chegada e a partida no aeroporto de Detroit, Fábio pegou o voo dos Estados Unidos para o Japão, que levou 14 horas. Além de demorado, o seu trajeto é feito sobre o Oceano Pacífico. Ou seja, um voo de meio mundo e mais de meio dia, sem paisagem alguma

para admirar. Fábio contou que no Japão tudo funciona, desde o metrô, o trânsito, os horários, a segurança, enfim, tudo. “A organização dos japoneses é admirável e todo mundo se respeita muito. Me sentia muito seguro e à vontade em andar pelas ruas da cidade, independente do horário”, explicou Fábio. Um exemplo de respeito entre os japoneses é que, para os shows, eles compram toalhas de rosto personalizadas com estampas do evento. Assim, enxugam o suor e ninguém precisa tirar a camisa. Ninguém exceto o Fábio, que queria mostrar a sua tatuagem para os integrantes do Offspring, fazendo com que os japoneses começassem a gritar, na intenção de chamar a atenção dos músicos. Infelizmente, não deu certo, mas ele conseguiu uma palheta e uma baqueta como lembrança. No Japão, conheceu a serenidade do Castelo de Nagoya, um dos mais antigos do Japão, e a energia dos brinquedos e parques de diversões orientais. Sentiu o caos do cruzamento mais movimentado do mundo, em Shibuya, e a paz das cerejeiras de Tokyo.

“The Offspring estava escalada como uma das principais atrações. Fábio é tão fã que tatuou o símbolo da banda nas costas”


MUNDO LÁ FORA E s ta d o s U n i d o s Fábio refez todo aquele trajeto de 14 horas de voo na volta para os Estados Unidos. Quando chegou, teve que fazer outra entrevista no setor de imigração. O agente não era o mesmo, mas, por sorte, também não era da Aliança (clã rival no jogo).

Fábio em frente à Blizzard

Em Los Angeles, do hotel até chegar à Calçada da Fama, andou quilômetros a pé. Mas valeu a pena, pois viu as marcas históricas de muitos atores e personagens que ficaram na sua memória. Até mesmo do R2-D2, o famoso robô de Star Wars. Apesar de não ter gostado tanto de Los Angeles quanto imaginava, se divertiu muito no Universal Studios. Esteve em cenários de grandes produções, viu objetos usados em filmes famosos, tomou uma cerveja Duff com o Homer Simpson e assistiu a filmes em um cinema 360º, em 4D, onde presenciou a luta entre o King Kong e um Tiranossauro Rex. Naturalmente, o passeio que gerou mais ansiedade foi a visita à Blizzard, fabricante do jogo World of Warcraft. Alugou um carro e partiu para Irvine, na Califórnia, em busca do sonho de conhecer a criadora da sua maior diversão, mas descobriu que havia anotado o endereço da caixa postal em vez do endereço do prédio. Assim que conseguiu o endereço correto, foi depressa até o local mas, mesmo explicando ao segurança que era brasileiro e foi até lá só por isso, o segurança não o deixou entrar.

“Você pode cansar muito e ficar com os pés doendo, mas não vai lembrar de nada disso quando estiver contando as histórias” Com o sentimento de felicidade de ter chegado onde queria, mas frustrado por não ter conseguido conhecer o interior da empresa, Fábio voltou para Los Angeles. No dia seguinte, partiu para Nova York. Chegou no final da tarde, mas pôde passear e conhecer coisas que o agradaram muito. Na manhã seguinte, deu continuidade ao passeio, indo do Central Park até o final da ilha de Manhattan

As famosas cerejeiras do Japão

Em frente ao Palácio Imperial de Kyoto

e voltando ao parque. É um trajeto de cerca de 25km, que Fábio fez inteiro a pé. Ainda com os pés doendo, conheceu a Estátua da Liberdade, o Empire State e o Museum of Natural History (Museu de História Natural), um dos maiores e mais visitados museus do mundo, com uma coleção de mais de 32 milhões de espécies. No último dia nos Estados Unidos, Fábio visitou o prédio da Organização das Nações Unidas – ONU. Na fachada do prédio, há 192 mastros, cada um com a bandeira de um dos paísesmembros hasteada e dançando no ritmo do vento novaiorquino. Por algum motivo, justamente nesse dia, nenhuma das bandeiras estava hasteada. Foram oito voos, no total, além dos vários quilômetros de passeios a pé. Mesmo assim, Fábio dá a melhor de todas as dicas de viagem: “aproveite bem a sua viagem. Se aquilo que você realmente quer custa caro, compre mesmo assim; se o lugar que você quer conhecer fica longe, vá até lá, nem que seja a pé. Você pode se cansar muito e ficar com os pés doendo, mas não vai lembrar de nada disso quando estiver contando as histórias”.

Fábio na Times Square, em Nova York.

DICAS DE VIAGEM 1. Pesquise muito na internet.

Saibaospreçosmédiosdaspassagens, hospedagens, cidades, passeios, gasto por dia, lembrancinhas e tudo mais

2. Visite agências de turismo, para

ver se consegue preços melhores do que os que pesquisou

3. Com passagem reservada, faça

reservasdospontosprincipaisda viagem com antecedência

4. Acompanhe o dólar. Leve sempre

um pouco a mais de moeda estrangeira, para aquelas compras queficoucomvontadeimensadefazer

5.

Abra a cabeça! Conheça outra

cultura,ambiente,culinária,povo. Nãofiquecomparandocomoque se vê todo dia. Pode ser a única oportunidade de estar lá

5

5


PERFIL

Banda Acorde Coletivo

ACORDE

COLETIVO A banda, formada totalmente por empregadosdaCelepar, começouaoacaso,para umaúnicaapresentação Normalmente, numa banda de rock, espera-se que os integrantes sejam amigos da época do colégio ou da faculdade – ou, ainda, frequentadores do mesmo bar – que, entre uma festa e outra, decidem montar uma banda para revolucionar o mundo. Mas, se já sabemos a história, não tem graça. Bandas dignas de sucesso têm histórias curiosas para explicar o seu nascimento. Histórias como a da “Acorde Coletivo”. A banda, formada totalmente por empregados da Celepar, começou ao acaso, para uma única apresentação e, com apenas três meses de “vida”, se apresentou oficialmente

66

pela primeira vez. Mesmo assim, animou todo mundo, com um repertório que reuniu os maiores clássicos do rock nacional dos anos 80 e 90. Com Adelmaris Martins Marques e Aluizio Amalio de Souza nos vocais, Cleverson Luiz Natal na guitarra e nos vocais, seu irmão Juliano Acassio Natal na bateria, Gabriel de Oliveira Nascimento no baixo, João Carlos Straub de Oliveira no violão e nos teclados e Will Robson Barboza no trombone, a banda foi a responsável pelo show de encerramento da Semana Interna de Prevenção a Acidentes do Trabalho – SIPAT 2012, sua primeira apresentação oficial como Acorde Coletivo. Já haviam tocado juntos uma vez, num churrasco entre amigos. A festa estava animada, todo mundo se divertiu muito. Mas, como eles mesmo definiram, “aquela vez não conta. Foi quase como um ensaio em público”. Todos os integrantes têm projetos paralelos à Acorde Coletivo. Adelmaris – ou apenas Dell, como é chamada na banda – sempre tocou em barzinhos, no melhor estilo “voz e violão”, ou em eventos, como o Baile da Funcel. Chegou a fazer parte do grupo “Beppe e seus Solistas” e, mais recentemente, tocou na Festa do Dia do Trabalhador, em Colombo, com sua banda “Disco Rock

Band” que, como o nome sugere, toca músicas dançantes dos anos 70. Entre microfones e baquetas – pois começou a vida musical como baterista –, Aluízio contou que já se somam “53 anos de puro rock’n’roll”. Comanda, há sete anos, os vocais da banda “KD Tereza” que, pelo menos uma vez por mês, toca seu repertório de rock nacional dos anos 80 em bares de Curitiba e fora dela. O baixo marcado e pesado é por conta da influência das outras duas bandas de Gabriel, A “Death For All Seasons”, de metal, e a “Sweet Emotion” com repertório baseado nos clássicos do rock. João, que é formado em Piano Clássico e Produção Sonora pela UFPR, trabalha com gravação, produção e mixagem em estúdio, além da banda “Booggie Night”, que toca músicas dançantes dos anos 70, como o Disco & Dance. Os irmãos Cleverson e Juliano começaram construindo seus próprios instrumentos musicais. Segundo eles, Juliano fazia ritmos batucando em almofadas, enquanto o irmão tocava os acordes de uma guitarra manufaturada. “Aquilo era, literalmente, um pedaço de pau com cordas”, lembrou Cleverson. Depois disso, montaram uma banda cover dos Mamonas Assassinas – dessa vez, com instrumentos comprados. Em 1998, formaram a “Langolyers”, que toca rock dos anos 50 e 60, com músicas dos Beatles no setlist. Com ela, tocaram no aniversário de 42 anos da Celepar e ganharam o Concurso de Bandas Jovem Curitibano. Para Will Robson, trombonista da Acorde Coletivo, “se fosse só uma reunião de amigos já estava bom. Ainda com a música como motivo, é melhor ainda”. Will iniciou sua trajetória musical já cedo, aos 8 anos de idade. Começou tocando prato, passou para a caixa e, só então, iniciou os estudos com os instrumentos de sopro, tudo na Banda Marcial da Escola Tia Paula, que já não existe mais. Nos fins de semana, quando pode, toca trombone na Banda Marcial


PERFIL da Guarda Mirim do Paraná. Além da Acorde Coletivo, Will toca, desde 2009, na “Supercolor”, uma das atrações do Festival Lupaluna 2012. Os ensaios acontecem na casa do Aluízio, que tem uma espécie de estúdio em cima de sua garagem. “É um espaço aberto e grande que eu tenho há muitos anos. Meus amigos sempre foram e ainda vão lá para tocar. É um espaço totalmente destinado para o rock”.

Show no encerramento da SIPAT 2012, dia 11 de maio

DEPOIMENTOS

“A música, para mim, é o meu momento. Aquele em que eu sou simplesmente eu mesma. Cantar é fazer o tempo passar mais devagar. Nada mais existe. É como se você estivesse num universo paralelo, onde tudo é absurdamente maravilhoso.” Adelmaris

“Se fosse só uma reunião de amigos já estava bom. Ainda com a música como motivo, é melhor ainda. A música tem o poder de proporcionar um bem-estar e de transformar o estado de espírito das pessoas.” Will

Desde criança a música faz parte de mim, mas atualmente muito mais. Eu acordo pensando em alguma música. No carro, no trabalho, sempre ouço e até comendo, quando percebo estou mastigando no ritmo de alguma música que está na minha cabeça. Quando toco, junto com o prazer de fazer o que adoro, sinto liberdade. No palco a gente pode fazer praticamente tudo o que der vontade, que ainda assim ninguém fica te julgando. O excêntrico, o louco e por ai vai, vira artista. Lá, ninguém pergunta, por exemplo, “nossa, porque teu cabelo tá dessa cor?” Juliano

“Para mim, a música representa o que há de melhor na vida. Quando toco, me sinto vivo. Concordo com Nietzsche quando ele diz que sem música a vida seria um erro.” Gabriel

“Quase tudo em minha vida tem relação direta ou indireta com a música; meu trabalho, minhas horas de lazer e meu círculo social são muito musicais. Ela tem sido minha companheira desde criança e com certeza me acompanhará para sempre.” João

“A música é uma válvula de escape, um refúgio, uma forma de expressão. A música é, ao mesmo tempo, um remédio e um tipo de droga que te deixa totalmente dependente.” Cleverson

“Quando canto fico mais leve. Por um momento, esqueço das coisas ruins que nos rodeiam nessa vida louca e corrida. Já cheguei a cantar sem vontade de nem estar lá naquele momento e, então, soltei a minha voz e tudo ficou legal até o final.” Aluízio

7

7


NOTAS CELEPAR Paraná em Ação

Na parceria existente no governo do Estado para a realização do Programa Paraná em Ação, coordenado pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade, a Celepar responde pelo suporte lógico e elétrico dos eventos, bem como pelo estande com 10 computadores destinados ao acesso gratuito à internet por parte da população. O Secretário René Pereira da Costa agradeceu ao presidente Jacson Carvalho Leite, “pelo importante papel desempenhado pela companhia nesta ação de cidadania”. Costa vê na Celepar uma empresa preocupada com o social, “na medida em que coloca sua tecnologia e seu conhecimento à disposição da comunidade, no que podemos chamar de um mutirão de inclusão digital”.

Homenagem do Corpo de Bombeiros

O governador Beto Richa e outras 190 personalidades, civis e militares, entre as quais o presidente Jacson Carvalho Leite, receberam a medalha alusiva ao Dia do Bombeiro, 02 de julho. “É com grande honra que recebo esta homenagem de uma instituição que orgulha a todos os paranaenses”. Jacson lembrou ainda a parceria existente entre a Celepar e o Corpo de Bombeiros, que permite o desenvolvimento de soluções voltadas à contínua modernização da gestão das ações diárias daquela corporação militar.

Biometria

O Conselho Estadual de Tecnologia da Informação e Telecomunicações do Estado do Paraná (Cosit), realizou na Celepar reunião para discutir assuntos relacionados a projetos e soluções de tecnologia de reconhecimento do cidadão. A proposta é que seja criado um grupo de trabalho responsável pelo desenvolvimento da metodologia e a definição de conceitos para a elaboração de políticas e projetos de tecnologia digital para a identificação biométrica. Participaram representantes da SESP, IIPR, DETRAN, PMPR, DPC, SEJU, SEAP, SEPL e Celepar, que responde pela secretaria executiva do Cosit.

Copa 2014

Por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba vai armazenar todos os seus projetos e documentos referentes às obras da Copa 2014, assim como outras entidades já o fazem, em um ambiente seguro cedido pela Celepar. Cerca de 10 mil documentos da Comec, referentes às obras da Copa, já foram digitalizados e armazenados.

Pontuação dos motoristas

O Detran implantou o novo módulo de Pontuação, Suspensão, Cassação e Impedimento de Condutores, que integra o Sistema de Habilitação, desenvolvido pela Celepar. O conjunto de funcionalidades é integrado com o Sistema Conveniado de Multas (MTM), efetuando o controle dos pontos lançados em decorrência de infrações de trânsito cometidas pelo motorista, bem como os processos que levam à suspensão ou cassação do direito de dirigir.

88


NOTAS CELEPAR Registro de empresas

O trabalho de implantação do REDESIM (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Pessoas Jurídicas) vem sendo coordenado pela Jucepar e envolve as secretarias da Fazenda e Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros, prefeituras, além da própria Celepar, que vai responder pela hospedagem dos dados, bem como pela gestão da integração dos órgãos envolvidos diretamente neste processo voltado a agilizar o registro de empresas. O Paraná será um dos primeiros estados brasileiros a se adequar a este projeto federal.

Gestão de compras no Estado

A Celepar está desenvolvendo o Sistema de Gestão de Material e Serviço (GMS) para a Secretaria de Administração e Previdência. A expectativa é que até o final do ano todo o trabalho esteja concluído e que a implantação, com a supervisão da companhia, ocorra gradativamente junto aos órgãos do governo. O GMS é integrado pelos módulos: Catálogo de Materiais, Cadastro Geral de Fornecedores, Fase Interna de Licitação, Fase Externa de Licitação, Contratos, Convênios e Serviços e Almoxarifado.

Incentivo à Cultura

O sistema que vai compor o portal da Secretaria  da Cultura, com o objetivo de auxiliar na gestão das informações relativas à nova Lei de Incentivo à Cultura no Paraná, está sendo desenvolvido pela Celepar. A companhia responde pela cooperação técnica na produção do sistema de acompanhamento do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) e do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

PERSONAGEM Bruna Deslandes Skora A garotinha da foto na edição passada é a Bruna Deslandes Skora, da Divisão de Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos. Iniciou sua carreira na Celepar no dia 15 de março de 2010, já como técnica na DIPRH. Bruna é graduada em Administração pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Seu maior passatempo é cozinhar. Além disso, aprecia viagens, em especial para o litoral.

9

9


PERFIL

Socos,

joelhadas,

cotoveladas

& pontapés Com o seu jeito tranquilo de ser e de pouca fala, Gastão Benedito de Oliveira Júnior não é muito conhecido no nosso universo celepariano. Com quase quatro anos de casa, ingressou na empresa na carreira técnica, como motorista lotado na DIFRA e recentemente, cerca de quatro meses, foi transferido para a DIPRH, após ter sido aprovado em seleção interna. Mas Gastão é um apaixonado pelas artes marciais. Graduado ponta preta (penúltima faixa, a última é a preta), aluno do professor Rafael “Pinguim” Fagundes, há nove anos ele pratica o Muay Thai e há dois é professor. Além disso, treina Jiu-Jitsu há dois anos. Com este currículo, Gastão se prontificou a ser professor de Muay Thai/MMA (mixed martial arts) - artes marciais mistas que incluem tanto golpes de combate em pé quanto técnicas de luta no chão. E, há três meses, para quem gosta de acordar cedo e quer manter a forma e praticar uma luta, ele ministra aulas nas segundas, quartas e sextas, das 7h15 às 08h30, na Funcel, “mais focadas no Muay Thai, com técnicas de chão”.

Treino na academia Hype

Segundo Gastão, o Muay Thai é, entre as atividades de academia, aquela que, comprovadamente, queima mais calorias. Por exemplo, 650 em 50 minutos de treino. E ele afirma: “desde que não tenha patologia clínica impeditiva de atividades físicas, qualquer pessoa pode praticar, independente da idade e sexo”. Na Funcel, a turma é mista. UFC Rio 134. Gastão entre Asverus (DIFRA) e seu tio Vitor

10 10


PERFIL Início 2003. Este é o ano em que Gastão Benedito de Oliveira Júnior começou a prática do Muay-Thai na Academia Chute Boxe, com o professor Nelson Vicente, para o condicionamento físico, “e fui pegando gosto pela coisa. Afinal, sempre gostei de assistir lutas”. Na época, tinha 23 anos e, como explica, “comecei tarde. Com esta idade não teria condições de me profissionalizar”. Em 2007 participou da sua primeira luta, ainda defendendo a bandeira da Chute Boxe. Foi contra o Juliano “Abutre”, da equipe Thai Naja e o resultado final, após três rounds de três minutos cada, com um minuto de intervalo, foi o empate. De acordo com Gastão, quem não conhece este esporte e o vê de fora, imagina que são apenas nove minutos e que é coisa fácil, “mas cansa demais. Já no primeiro round a gente tá quase morto. Só o controle da adrenalina te faz entrar no ringue cansado”. A Segunda luta de Muay Thai foi em 2009, já na Academia Hype com o professor Pinguim, contra o Calvin, da UDL - Universidade da Luta. E desta vez, o resultado foi melhor: vencedor por pontos, o que, sem dúvida, foi uma grande emoção na vida dele, “inclusive com a presença da minha esposa Vanessa e de colegas da Celepar”. Hoje, chega de lutas. Apenas treina e é treinador. O desejo de Gastão é ser formador de novos talentos, “não me imagino fazendo outras coisas”. Mesmo assim, treina duas horas por dias de segunda a sexta, para, além de manter a forma, extravasar as tensões do dia a dia e, desta maneira, permanecer mais calmo, centrado e tranquilo. Adicione ainda mais o tempo em que ele ministra aulas e vamos verificar uma boa carga horária semanal de exercícios físicos. Para ele, ser professor é uma satisfação. “Você vê pessoas aprimorando o condicionamento, perdendo peso e ganhando saúde”. O legal de tudo isso, continua, “é que você trabalha o corpo se divertindo entre socos, joelhadas, cotoveladas e pontapés”.

C - E para quem quer começar a praticar o MMA? G -O ideal seria procurar um professor

graduado, uma academia bem conceituada, conversar com os atletas desta área, se envolver neste círculo de lutas e assistir várias lutas, caso queira levar adiante este projeto de ser lutador profissional.

C - E para quem quer apenas como condicionamento físico?

Gastão com as filhas,Maria Flor (3 anos) e Catharina (1 ano)

G -Também, tanto o professor como a

academia são fundamentais. Inclusive, se houver interesse é possível a abertura de uma turma à noite na Funcel.

C - Quanto ao futuro do MMA? G - É moda. É o esporte que mais cres-

ce no mundo, segundo dados oficiais. No Brasil, o limite é o céu. “Com certeza, o brasileiro gosta de uma briga. Já briga pra sobreviver”. E Curitiba é uma das principais cidades no mundo do MMA. E antes de encerrar a entrevista, Gastão, graduado em Administração de Empresas, fez questão de deixar bem claro que nunca brigou fora do ringue, “que nunca se envolveu em luta nenhuma”. E aconselha: a briga não leva a nada. Quer extravasar sua tensão, procure uma academia e daí sim, “dê muita porrada. Ninguém sai machucado”. Mais um ponto importante ainda: como fã deste esporte, ele esteve no primeiro Ultimate Fighting Championship (UFC) - maior organização de artes marciais mistas do mundo – no Brasil, realizado dia 27 agosto do ano passado no Rio de Janeiro, quando Anderson Silva defendeu o título mundial na categoria dos médios, até 84 kg, vencendo o japonês Yushin Okami (Thunder). E como não poderia deixar de ser, Gastão também vibrou muito com a vitória de Anderson Silva, que defendeu o cinturão pela décima vez consecutiva, desta vez contra o americano Chael Sonnen, sábado, 7 de julho, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Mais uma vez o brasileiro brilhou no octógono.

Aula de MMA na Funcel

Para assistir a uma luta do Gastão, procure pelos título abaixo no YouTube: Gastão (Hype) vs Calvin (Udl) (ou acesse esse link: www.youtube. com/watch?v=7wb01wvbthE)

Gastão (Hype) vs Calvin (Udl) Round 2 (ou acesse esse link: www.youtube. com/watch?v=v7QqfBEq_TI)

Gastão (Hype) vs Calvin (Udl) Round 3 (ou acesse esse link: www.youtube. com/watch?v=2DwHNkWyg6I)

11 11


PREVICEL

OS PILARES QUE SUSTENTAM O PLANO BÁSICO A partir desta edição a Previcel divulgará uma revisão dos principais conceitos que permeiam a construção e monitoramento de um plano de previdência privada como o Plano Básico da Previcel: PARÂMETROS OU PREMISSAS ATUARIAIS Também conhecidas como hipóteses atuariais, informações estatísticas sobre os participantes de um fundo de pensão, que determinam as características da massa de participantes e da empresa, os objetivos pretendidos e os benefícios a conceder. Com base nas premissas são calculadas as aposentadorias e os recursos financeiros necessários à cobertura dos benefícios futuros. As hipóteses usadas são:

DEMOGRÁFICAS E ECONÔMICO-FINANCEIRAS.

CUSTEIO DO PLANO O Plano de Custeio, normalmente, é fixado anualmente e estabelece contribuições capazes de fazer frente aos pagamentos dos benefícios na aposentadoria. O custeio também prevê o recolhimento de contribuições para pagar as despesas administrativas do Plano de Benefícios.

CUSTO DO PLANO É o “preço dos benefícios” que o Plano oferece, ou seja, o custo do Plano indica os recursos necessários que devem ser arrecadados para o pagamento futuro dos benefícios de aposentadoria, invalidez, pensão, auxílios, pecúlio, inclusive as despesas administrativas.

As hipóteses atuariais têm relação direta com o custo do plano de benefícios e com seu equilíbrio, tendo em vista que uma premissa atuarial equivocada, que não guarda relação com a realidade do plano ou com o contexto em que se insere, fará com que as obrigações sejam incorretamente avaliadas, ensejando um custeio inadequado do plano e, por conseqüência, a provável ocorrência de déficit. (Fonte: GUIA DO PARTICIPANTE – Ministério da Previdência Social –MPS w/ Secretaria de Previdência Complementar – SPC)

Por esta razão é imprescindível que as hipóteses atuariais do plano sejam periodicamente testadas para verificação de sua aderência à massa de participantes do plano, que está em constante evolução. Nas próximas edições a Previcel comentará sobre as principais hipóteses adotadas para o Plano Básico e suas conseqüências. (Internet - Fonte de Pesquisa – Revista Fundo de Pensão – outubro/2005 – Assuntos ESTUDOS – Parâmetros Atuariais Newton Conde.)

12 12


MEMÓRIA

Zuzubem Já passava da metade do ano. E como acontecia há muitos anos, começavam então os preparativos para o Jantar de Final de Ano da Celepar / Funcel. Locação de espaço, buffet, banda, decoração... Por Tânia Volkmann (DITES) Era uma preocupação constante para deixar tudo organizado e da melhor forma possível. Certa noite, ligando a TV em casa, estava passando o programa da Hebe Camargo – um especial da adaptação da história de Romeu e Julieta, tendo a Hebe como Julieta e o Ronald Golias como o Romeu. Dá para imaginar que comédia que era.... E enquanto a história se desenrolava, uma ideia veio à mente: “E por que não?”.... No dia seguinte mesmo, em conversa com o Diretor Cultural da Funcel, Domingos Nazário, foi dada a sugestão: “Que tal incrementarmos o Jantar de Final de Ano com a apresentação de uma peça de teatro encenada por funcionários da Celepar?”. Ideia aprovada, o próximo passo era “angariar” os “atores” dentre o quadro de pessoal. Enquanto isso, o texto ia sendo colocado no papel, adaptando-o para vivências “celeparianas”. E começaram os ensaios... O tempo era curto – menos de 3 meses para a estreia... Para profissionais, é tempo mais do que suficiente, mas para nós amadores.... Entretanto, a vontade de fazer era

maior e o amadorismo foi substituído por garra, comprometimento e muito companheirismo. Um ajudava o outro a decorar o texto. Os ensaios aconteciam no salão da cantina do prédio da CII após o expediente – quase que diariamente e às vezes até mais de uma vez ao dia.

“Que tal incrementarmos o Jantar de Final de Ano com a apresentação de uma peça de teatro encenada por funcionários da Celepar” A Fundação Celepar abriu o cofre e ajudou na produção. O figurino foi todo desenhado por mim e confeccionado pela minha mãe, Alzira. O cenário era feito de metros de algodão onde se destacavam, em desenho pintado à mão, as casas dos Capuletto e dos Montéchios. Aulas de interpretação? Nada... De direção? Menos ainda. E assim foi... Corajosamente, nossos colegas subiram no palco da Sociedade D. Pedro II, abrindo as festividades de confraternização de final de ano. O ano? 1990! Nossos heróis (alguns ainda entre nós): Lislane Dias (a Lila – no papel de Julieta), Ricardo Mayhoffer (o

tal a o na N ça an a pe co d ulo Autr n e l E a P ro teat

m te te ve n e g

ar busc

Caveira – no papel de Romeu), Ivan Ravedutti e Lilian Bientinez (como pais da Julieta), João Artur Blun Lima e Marli Zigovski (pais do Romeu), Tânia Volkmann e Denis Moro (aios da Julieta e do Romeu, respectivamente), Luiz Roberto Nogueira (padre). Outros colaboradores: Benedito dos Santos (o Benê) e Airton Negreiros (o Seu Airton) como guardas de segurança, e o pessoal dos bastidores: Fabiane Daurer, Gerônimo de Castro, Mauricio Stunitz. Foi um sucesso (ou surpresa?) tão retumbante que fomos obrigados a, dias depois, reapresentar a peça na cancha de esportes da Funcel. E realmente foi uma experiência inesquecível – tanto para quem participou como para quem assistiu. E isso ficou correndo pelas veias. E a vontade de “quero mais” também. E assim, na confraternização de 1993, no Círculo Militar do Paraná, antes do jantar foi apresentada a peça “A Roupa Nova do Imperador”, texto que também foi adaptado por mim de um programa de televisão (tive que recorrer à TV Record de São Paulo para conseguir uma cópia!). Novamente contamos com o patrocínio da Fundação Celepar e o 13 13


MEMÓRIA

Cena da peça Bonifácio - Mini auditório Guaira

Elenco da peça Lisístrata - Teatro Antonio Carlos Kraide

apoio da minha mãe para a confecção do figurino – e olha que só o Imperador (papel do João Artur) trocava de roupa 11 vezes durante a peça!! Alguns integrantes já tinham deixado a empresa mas muitos outros vieram se juntar à trupe: Jair Fernandes, Carlos Eduardo Muller, Pedro Colodi, Maria Lucia Mandalho... Em 1995, no palco do Clube 25 de Abril, mais uma apresentação. A peça se chamava “Vem por cima”, uma adaptação de um episódio da série “Sai de baixo” que passava, na época, na TV Globo. Em 1998 aconteceu uma grande guinada do grupo. Certa noite, eu estava na minha casa assistindo um filme do Sylvester Stallone (Minha Filha Quer Casar) e, novamente me deu aquele “clic” - “isto dá uma peça de teatro genial!”. Imediatamente coloquei as mãos na massa (ou melhor a caneta no papel) e desta ideia nasceu a peça “Bonifácio”. O texto (modéstia à parte) ficou realmente sensacional. E aí cresceu a vontade de fazer (cada vez mais) um trabalho melhor que o outro. Foi quando entrou em cena (desculpem o trocadilho) o diretor

14 14

Vem por cima - So ciedade Morgena u

George Sada – ator, diretor e proprietário da Academia de Teatro Cena HUM.

“Mal colocamos para venda osingressosdastrêssessões previstas (sexta, sábado e domingo) e logo se esgotaram” Contratado para, num tempo exímio (menos de 4 meses) formar “grandes talentos”, George abraçou a causa e mergulhamos de cabeça em exaustivas aulas de interpretação. A ideia não era nos profissionalizarmos, mas mostrar o caminho para uma apresentação mais “limpa”, posicionamento no palco, dicção... E o resultado não podia ser melhor. Após a “estreia” no Jantar de Final de Ano que aconteceu novamente no Clube 25 de Abril, surgiu a oportunidade de reapresentar a peça no Mini-Auditório do Teatro Guaíra. Imaginem a glória! Com direito a chamadas nos jornais e televisão. Mais pessoas se animaram a participar do grupo e assim a peça ini-

cialmente prevista para 9 “artistas”, foi adaptada pelo nosso diretor que, com a sua experiência e vivência, criou mais personagens, aumentando para 18 o elenco. Mal colocamos para venda os ingressos das 3 sessões previstas (sexta, sábado e domingo) e logo se esgotaram, o que nos fez apresentar mais uma sessão extra (no domingo foram duas). Mais glória ainda! Foi emocionante e inesquecível. No ano seguinte, às vésperas do Dia das Crianças, foi montado um texto, escrito pelos próprios integrantes do grupo, intitulado “Alcançando as Estrelas do Céu”, voltado para o público infantil. A peça foi encenada no ginásio de esportes da Funcel que ficou lotado de funcionários com seus filhos que vieram nos prestigiar. Sensibilizado pelo nosso trabalho, o então presidente da Celepar, Mário Edson Fischer, nos levou a apresentar as peças “Bonifácio” e “Alcançando as Estrelas do Céu” no maravilhoso Theatro Municipal da Lapa. Isto aconteceu exatamente no dia 11 de setembro de 2001! Nos perdoem se naquele dia não ficamos mui-


MEMÓRIA to comovidos com a queda das Torres Gêmeas, mas nossa ansiedade e alegria superava o espanto mundial! Janeiro de 2002 ainda sob a batuta do diretor George Sada, enveredamos pelos clássicos e o escolhido foi “Lisístrata”, comédia escrita por Aristófanes, em 410 A.C. A história, também conhecida por “A Guerra dos Sexos”, descreve como o poder feminino tenta acabar com a Guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta. Uma grandiosa produção, apresentada no Teatro Antonio Carlos Kraide (Água Verde) e que reuniu o maior elenco do grupo: 24 “artistas” da empresa. Em seguida, mais um caminho inédito: nosso primeiro drama! A peça “No Natal a Gente Vem Te Buscar”, de Naum Alves de Souza, é uma história muito linda, mas muito triste, o que nos fazia chorar a cada ensaio. A interpretação impecável dos colegas Pedro Colodi e Lislane Dias garantiram o sucesso nos três dias de apresentação no palco do Teatro Paulo Autran do Shopping Batel.

Após o cancelamento do subsídio da Funcel, as aulas de teatro passaram a ser realizadas no espaço da Academia Cena HUM, sempre sob a direção de George Sada, de onde ainda saiu a peça “Commedia Alho e Óleo de la Arte”. Neste ponto o Grupo Zuzubem se diluiu, ficando alguns integrantes que resolveram seguir a profissionalização, como os colegas Pedro Colodi e Gilsemara Priandi (conhecidos no meio artístico agora como Pedro Kolody e Gil Priandi).

‘Paramimqualquer nome que “ezgolherem” tá zu zu bem....’ E como surgiu o nome Zuzubem para o grupo? Bem, para isso devemos voltar ao ano de 1990... Após o “sucesso” de público e audiência da peça “Romeu e Julieta”, saímos da Cancha da Funcel e fomos para a casa da Lila para comemorarmos. E claro que a comemoração não poderia ter sido regada à leite. E após

algumas cervejas, vodcas e whisky, resolvemos “batizar” o grupo. Diversos nomes surgiram (alguns não me atrevo nem a mencionar...) e na dúvida resolvemos fazer uma votação, quando lá do canto (praticamente estirado atrás do sofá), o Caveira falou (ou melhor, tentou balbuciar com um cigarro entre os dentes): ‘Para mim qualquer nome que “ezgolherem” tá zu zu bem....’ Pronto! Estava decidido: a trupe passou a se chamar “Grupo Zuzubem em Teatro e Outras Encenações”! E daqui para frente? Bem, quem sabe não vem aí o “Zuzubem Returns”! Com certeza temos muita gente aqui na empresa que tem um pouco de sangue de artista correndo nas veias ou pelo menos uma vontade de subir num palco. Além disto, as aulas de teatro são extremamente prazerosas, propiciando um melhor relacionamento, segurança, desenvoltura e, principalmente, cultivando novas amizades. E agora, com um palco próprio (do auditório Jarbas Pessoa de Oliveira), quem sabe a diretoria da empresa não dá uma forcinha para a retomadado grupo? Fica aí a dica....

Elenco da peça Lisístrata Teatro Antonio Carlos Kraide

recente m foto bem, e u z u Z rupo tes do g ponen m o -c x E par na Cele

Elenco da peça Lisístr ata

- Tteatro Antonio Ca rlos Kraide

15 15


MEMÓRIA

Depoimentos

“Foi um desafio muito gratificante. Inesperado,inicialmente;tivemosnos ensaios, uma oportunidade maravilhosa de realizar uma memóravel passagememnossasvidas.Todos,à época,amadores,porém,comapoio mútuo, conseguimos apresentar o resultadodotrabalho, agradando a todos. Muito bom ter participado.” IVAN

Este incrível grupo marcou história e transformou vidas.

GEORDE SADA, diretor do grupo de Teatro Zuzubem

“.....Uma Fala.... Naépocafoiextremamenteprazeroso e gratificante”. Cheguei a pensar em seguir a carreira de artista. Recusei vários convites, Globo, SBT, Record, etc.....rssrsrsrsrsrsrs ...Valeu a pena...” JOÃO ARTUR

“AparticipaçãonoGrupoZuzubemfoiumaexperiênciadivertida,desafiadora e, principalmente, de amizade. Osdesafiosapresentadosnasaulaserammuitograndesporqueeunãodominava a técnica de interpretação, continuo não dominando... Imaginarqueeu,técnica,conseguiriainterpretarumpersonagemerainimaginável.Confessoqueconseguiinterpretarereceberatéalgunselogios!Tudo issograçasaoprofessorJorgeSaadeaoapoiodogrupo!Melembromuitoda interpretaçãodeLisístrataquandotivemosquecantareinterpretaraomesmotempo! Nessa ocasião, passei o trajeto da minha casa (do Cristo Rei até o Teatro do Portão) ensaiando a minha fala que era simplesmente:“Bom dia”! Enfim, o quepossodizeréquetenhomuitassaudadesdaqueletempo,dosdesafios,das conquistas e porque não, dos amigos!” CRISTINA “Participar do Zuzubem foi na verdade uma terapia.

Uma experiência muito interessante principalmente por estar ao lado de grandes amigos.

O teatro é uma arte que encanta quem assiste e muito mais quem faz, não possodeixarderegistraroimportantepapelnorelacionamentocomaspessoasenostrabalhosemgrupo,comoimpostaravozempúblico,comousara respiraçãocorretamente,enfimumasériedebenefíciosquevaimuitoalémde uma simples apresentação.” JOCA

16 16


MEMÓRIA

Uma época feliz, divertida onde aprendi brincando!

Momentosdesafiadoresondeconseguivencerobstáculos comoatimidezeondetiveoportunidadedeaprofundar amizades e me senti mais parte da família Celepar.” LISIANE

“Escrevi (dirigi e encenei) minha primeira peça de teatro aos 12 anos, como tarefa escolar da 6ª série. Foi ali que o gostinho depisarnumpalcocomeçouacircularnomeusangue.Montaro grupodeteatroaquinaCeleparfoimuitomaisqueumaatividade sócio-culturaloferecidapelaFuncelouumhobbyasercultivado. Foi a manifestação de um desejo há tempos guardado e que eu pude compartilhar com diversos colegas, que, assim como eu, encontraramnoZuzubemmomentosdeprazerinesquecíveis.” TÂNIA

“Oteatroampliouaminhavisãodemundo,deconvivência,derelacionamento,deentendimentodaspessoas.Noscolocarmosnopapeldooutro, nosfazmelhor,nosfazentenderqueexistemvontadesdiferentesdasnossas, importâncias diferentes das que damos as coisas. Issotudonosdáumadimensãomelhordanossavidaedavidadaqueles com quem nos relacionamos. Esses foram os grandes presentes que o teatromedeu.PessoasqueparciparamdogrupoZuzubemestãoligadas até hoje, mesmo sem o contato diário, mas com a aquela referência.” KOLODY

“Participardogrupofoiumaexperiênciaincrível,realmenteinesquecível! Venceratimidezeraograndedesafio,masaospoucosasbarreiras eramvencidas, comaajudadogrupoeprincipalmenteatravésda confiança depositada em mim pelo maravilhoso George Saad. A cada nova peça que encenávamos me sentia melhor e mais confiante.Valeucadaminuto,cadadificuldade,cadapersonagem!

O carinho, amizade e o companheirismo do grupo só é entendido por quem fez parte dele!” ALBA 17 17


PERFIL

Movido Arroz Feijão

a

e

“sejaamudançaquevocêquervernomundo” Dalai Lama

Você já deve ter lido ou ouvido a frase acima. Muitos a repetem constantemente, como um sermão aos seus amigos e parentes. Outros, raros, a vivem diariamente, como uma mensagem viva e transformadora. Luis Cláudio Brito Patrício (DIDES-F1) – ou apenas Patrício, como é conhecido na Celepar – é um exemplo das pessoas que se empenham em melhorar o ambiente em que vivem. Marido da Lia e pai da Ana Maria (2 anos e 2 meses) e do Rafael (6 meses), nasceu e cresceu em São Luís, no Maranhão e, em 2003, se mudou para Curitiba. No ano seguinte, passou a integrar o quadro de empregados. Nessa época, Patrício já vinha trabalhar de bicicleta. Além de ciclista, Patrício é vegetariano, faz compostagem – processo de transformação de lixo em fertilizante – em casa e seus filhos usam fraldas laváveis. Para ele, a bicicleta foi o que o incentivou para todas as outras formas de conscientização, pois, como disse, “cada meio de transporte reflete um estilo de vida”. Entre os anos de 2007 e 2012, Patrício participou de mais de dez atividades em âmbito estadual e nacional, aplicando o conceito de mobilidade sustentável, como organizar o “Mês sem carro Curitiba” e fazer parte do Comitê Diretivo da World Carfree Ne-

18 18

twork. Em 2007, criou o blog Transporte Humano – no qual dá todo tipo de informação sobre a vida saudável em duas rodas – e é sócio fundador da União Ciclistas do Brasil. Em 2008, foi indicado para o Towards Carfree Conference VIII, em Portland, nos Estados Unidos, por conta do Programa Transporte Livre, no qual orientava, informava e mostrava aos colegas de trabalho interessados como regular a bicicleta, como se portar no trânsito e como escolher um trajeto mais adequado.

“Eu não me mudaria para uma cidade na qual eu não pudesse andar de bicicleta”. Além disso, atuou como especialista ciclista sobre projeto de rodízio de carro, na Câmara Municipal de Curitiba, e foi um dos palestrantes no 3° Fórum Humanista Brasileiro, do Fórum Social do Mercosul. No ano seguinte, foi responsável por uma das palestras do 17° Congresso Nacional da Agência Nacional de Transportes Terrestres e apoiador do projeto Street Films, em Nova Iorque. Em 2010, ministrou uma palestra sobre Bicicultura, em Sorocaba. Orientou o projeto Bike-to-school, na Escola Municipal Albert Schweitzer, e foi colunista do Jornal do Quintal. Apresentou, em 2011, um workshop

Bicicletada no Centro de Curitiba

sobre Ciclomobilidade na Sanepar, foi bike-repórter da Fundação SOS Mata Atlântica e foi palestrante convidado no debate “Iniciativas Sociais para um Trânsito Melhor”, no Conselho Regional de Psicologia do Paraná. Durante cerca de cinco meses, Patrício foi, também, bike-repórter da Rádio Lumen FM, com a função de dar informações do trânsito curitibano na ótica de um ciclista. Dessa forma, pôde compartilhar sua experiência, como a diferença entre percepção de segurança e a segurança em si. Circular com a bicicleta na contramão, por exemplo, é algo que gera percepção de segurança. No entanto, se houver um acidente entre um carro e uma bicicleta em sentidos opostos, o choque é muito maior. E, ao sair de uma garagem ou entrar numa avenida, o motorista costuma olhar para o fluxo de veículos. Portanto, pedalar na contramão aumenta o risco de acidente. Em 2007, ele e a esposa decidiram vender o carro após contabilizarem que gastavam, por mês, cerca de R$ 500,00, incluindo combustível, IPVA, seguro, manutenção, estacionamento e todos os outros gastos que um veículo demanda. Além do dinheiro ganho com a venda do automóvel, passaram a economizar, anualmente, aproximadamente R$ 6.000,00. Mas a bicicleta gera algumas limitações,


PERFIL

Patrício com sua filha, Ana Maria

que, se pensar melhor, são restrições que contribuem para uma vida melhor. A falta de espaço em relação ao carro faz com que a pessoa aumente seu senso de planejamento, pois leva consigo apenas o que precisa”, explicou Patrício. Caso queiram ir a algum lugar muito distante, ou Patrício e sua família conseguem carona ou não vão. Analisando a situação por outro ângulo, “depender dos outros pode ser bom, porque viabiliza uma aproximação entre as pessoas”, como ele disse. Quando sua esposa estava grávida pela primeira vez, os dois ainda nem tinham certeza de como fariam no dia do parto. Todos os vizinhos queriam levá-la para o hospital quando chegasse a hora. “Foi até difícil decidir quem a levaria, pois se escolhêssemos uma pessoa, as outras ficariam chateadas, pois todas queriam ajudar. Se tivéssemos um carro, talvez elas nem se interessassem em saber quando seria o dia”, ponderou Patrício. As compras também são feitas todas de bicicleta. Patrício vai à feira orgânica toda

Preparando uma horta comunitária

Passeio com a família

semana e, uma vez por mês, ao mercado. Para conseguir carregar tudo, ele usa uma carretinha embutida na sua bicicleta. Já chegou a carregar 240kg com ela. Embora Curitiba seja uma cidade grande, “é fácil andar de bicicleta aqui”, disse Patrício. E uma pesquisa feita pelo Ministério das Cidades reafirma o seu ponto de vista, pois aponta que, na capital paranaense, trajetos de até 5 quilômetros são percorridos mais rápido de bicicleta do que de carro. Contra o mau tempo daqui, Patrício tem uma espécie de “kit chuva”, com algumas roupas e sacos impermeáveis. Afinal, como ele mesmo disse, “chuva é só um pouquinho de água”.

Aikidô

Além de todas as atividades voltadas à bicicleta e o seu uso adequado, Patrício é instrutor de Aikidô – uma arte marcial não-competitiva e sem ataques – na Funcel, desde abril do ano passado. Segundo ele, “o Aikidô é interessante porque através dos movimentos é possível retirar metáforas para suas atitudes de harmonia pe-

Patrício com alunos da Escola Municipal Albert Schweitzer

Patrício em uma Massa Crítica, em Curitiba

rante a vida”. Um dos princípios dessa arte é a circularidade, no qual o intuito é redirecionar e neutralizar a agressão. Dessa forma, explica Patrício, “o seu corpo aprende para que você passe a entender na mente”. Eventualmente, junta-se a um grupo de pessoas para revitalizar terrenos abandonados. É uma atividade baseada em projetos já realizados no exterior, conhecidos pelo termo “guerilla gardening”, ou Jardinagem Libertária, se traduzido para o português. No final da entrevista, ao ser questionado sobre como agiria se passasse a morar em alguma cidade na qual não poderia ter a bicicleta como seu único meio de transporte, Patrício respondeu, sem hesitar: “eu não me mudaria para uma cidade na qual eu não pudesse andar de bicicleta”.

Blogs do Patrício Transporte Humano http://transportehumano.wordpress.com

Aikidô

http://shoshinsakuba.wordpress.com

Passeio pelo Caminho do Vinho, em São José dos Pinhais

19 19


POR ONDE ANDA?

Magic Kingdom, na Disney

Fábrica da Harley Davidson, em York, na Pensilvania

Hotel Pop Corn, em Orlando

Um Sonho de Aposentadoria Para muitos homens, a aposentadoria dos sonhos é aquela em que não se tem tempo para parar e não fazer nada além do que se tem prazer. Viajar, ir aos lugares em que nunca esteve, jogar partidas de futebol, tênis ou até mesmo um pôquer durante a semana, para dar risadas com antigos amigos. Melhor ainda se puder se aventurar pelos asfaltos em cima de uma daquelas famosas e robustas Harley-Davidson. Essa é apenas uma parte da “rotina” de aposentado de Carlos Eduardo Muller, ou apenas Muller, como é chamado pelos ex-colegas de trabalho.

quatro vezes por semana, no intervalo do almoço, como sempre fez. “Antes de me aposentar, jogava pela empresa. Participei de todas as competições e olimpíadas na Celepar”, contou Muller.

Depois de 38 anos de “carteira assinada”, dos quais 35 foram dedicados à Celepar e ao Estado do Paraná, hoje ele se divide entre os esportes, os passeios de moto, as atividades como “dono de casa” e o principal hobbie: se divertir com o caçula dos três filhos, Leonardo. “Minha agenda é para ele”, como disse Muller.

Eventualmente, Muller e seus amigos fazem um “bate-volta”, como eles chamam. São viagens de curta distância, normalmente saindo de Curitiba sentido litoral paranaense ou catarinense. Em outubro de 2010, junto com seis amigos, ele fez uma viagem de moto ao Uruguai no melhor estilo “O Selvagem”, ao som de “Born to be wild”. Cada um montado na sua Harley-Davidson, durante oito dias puderam sentir o vento da liberdade, apreciando

Além do tempo que reserva para o filho, Muller joga futebol uma vez por semana. Tênis, de três a

20 20

“Jamais vou esquecer aquela festa de despedida que fizeram para a gente na Celepar. Foi algo realmente emocionante.”

as paisagens e as aventuras desde Curitiba até a terra da bandeira do sol dourado, onde encontraram as esposas, que foram de avião. Quando não está em atividades atléticas ou aventureiras da sua aposentadoria, Muller diz ser como um “dono de casa”. Para ele, a sua aposentadoria não quer dizer falta do que fazer ou tempo de ócio. Pelo contrário, Muller não consegue ficar parado e dormir à tarde ou, como disse, “pegar as pantufas e ficar em casa, deitado no sofá”. No início de 2012, Muller e sua família fizeram uma viagem aos Estados Unidos. Lá, além de compras, conheceram a Pennsylvania e visitaram familiares. Entre outras coisas, duas que ficarão para sempre na memória do celepariano aposentado. A primeira, que passaram cinco dias conhecendo a Disney World. “Aquilo não existe, é impressionan-


POR ONDE ANDA? te. Foi fantástica a experiência”. A outra, foi a sonhada visita a uma das fábricas da Harley-Davidson, na cidade de York, na Pennsylvania, onde pôde ver de perto como as motos são montadas. Ele nunca deixou de conviver com os ex-colegas da Celepar. “Não perdi o vínculo, pois fiz grandes amigos aqui dentro”. Muitos dos seus amigos do tênis, do futebol, do pôquer, dos passeios e viagens de moto são celeparianos. Alguns “quase-irmãos”. Entre eles, fez questão de citar o falecido Jarbas, que o acom-

Epcot Disney

panhou, em 2010, numa viagem aos Estados Unidos para ver o Masters 1000 de tênis, em Miami. Sem contar, que a mulher de sua vida, Verônica (DICAC), com quem é casado há 12 anos, trabalha na Celepar desde 1986. Muller entrou na Celepar em 1975, na área administrativa, na qual permaneceu até 1979, quando passou a atuar na área de informática. A partir de 2004, assumiu a coordenação da Divisão de Produção (DIPRO), maior setor da companhia, orientando cerca de

200 empregados. Lá, permaneceu como coordenador até a sua aposentadoria chegar, em 2010. Os colegas de setor fizeram uma festa a todos os que estavam se aposentando. Ao falar desse dia, Muller confessou: “jamais vou esquecer aquela festa de despedida que fizeram para a gente na Celepar. Foi algo realmente emocionante”. E continuou: “tive muitas histórias boas lá dentro. Hoje, posso afirmar, com toda certeza, que estou contente. Sou um aposentado muito feliz”, exclamou Muller.

Tênis na Academida Enrique Peres - Muller e Helio Mori

Viagem Curitiba - Uruguai

21


O QUE ROLOU

O que rolou no teatro Entre Prosas e Versos

O espetáculo “Entre Prosas e Versos”, já visto por mais de 10 mil estudantes, pôde ser conferido pelos celeparianos no dia 04 de maio de 2012, no Auditório Jarbas Pessoa de Oliveira. Por meio da integração com a plateia, os atores Helena Portela, Jewan Antunes e Carlos Ueda se aproximaram do íntimo dos espectadores. Na autoria de Zeca Correia Leite e direção de Claudete Pereira Jorge e Nautilio Bronholo Portela, a peça contou a história de personagens ligados entre si pelas confusões e devaneios do cotidiano, pelas coisas pequenas da vida, tudo “entre prosas e versos”.

A peça “Bloqueio Criativo”, apresentada no auditório Jarbas Pessoa de Oliveira, animou a tarde de sexta-feira (06/07) dos celeparianos. A comédia adaptada de um texto de Woody Allen, fala de Max, um escritor famoso que, enquanto escrevia uma peça de teatro acaba sofrendo um bloqueio criativo, e os personagens do roteiro resolvem ajudá-lo. O elenco contava com nove atores, sendo um deles o celepariano Pedro Kolody (DITES).

A atriz Claudete Pereira Jorge esteve na Celepar para apresentar a peça “Ilíada: Canto 1”, em cartaz desde 2006, com direção de Octavio Camargo. A peça, que tem o apoio cultural da Celepar, ocorreu no Auditório Jarbas Pessoa de Oliveira, no dia 15 de junho, como uma adaptação da obra “Ilíada”, de Homero, na qual Claudete recitou e comentou cerca de 700 versos da obra.

22 22

Bloqueio Criativo

Ilíada


O QUE ROLOU

Festa Junina na Celepar Uma das festas mais tradicionais do calendário brasileiro não poderia ter ficado de fora da Celepar. O clima junino tomou conta de vários setores com a presença da professora de Educação Física, Mayrã Rodrigues Medeiros (Funcel) que foi responsável pela aula de ginástica laboral junina, descontraindo seus alunos no ritmo de São João. Já na DIPRO, a festa durou 24h, cada turno com a sua, e os empregados se uniram para a organização, comprando comidas típicas e enfeitando o setor. DIPRO

Laboral

Laboral

DIPRO

Nascimentos Júlia Carvalho nasceu em 01/06/2012, com 43cm e 2.540kg. Filha de Marcos Tadeu Carvalho (DIDES-C1).

Antonio Lago Otto nasceu em 06/06/2012, com 47cm e 2.420kg. Filho de Tatiane Lago Carvalho (DIPRO). Na foto, com o irmão Davi.

Arthur Eneas Galvão do Rio Apa nasceu em 07/05/2012, com 48cm e 3.240kg. Filho de Marcus Eneas Silveira Galvão do Rio Apa II (DIDES-F2) e Rossana Alves Jasluk (DIREF).

Arthur Moura Harmatiuk

Thomas Malcolm Pesch

nasceu em 14/05/2012,

nasceu em 14/05/2012,

com 47cm e 3.340kg.

com 47cm e 3.340kg.

Filho de Patricia Santos

Filho de Patricia Santos

de Moura Harmatiuk

de Moura Harmatiuk

(DICAC).

(DICAC).

23 23


PAUTA DO LEITOR

Treinamento 2011

CUIDADO

CONTÉM PÁGINAS COM FOGO

BOMBEIRO OU BRIGADISTA UM VOLUNTÁRIO POR NATUREZA

O bombeiro profissional é aquele que atua em caráter oficial prestando serviços de salvamento, combate a incêndios, primeiros socorros, prevenção e controle de sinistros, entre outras ocorrências desta natureza. Podemos afirmar que em razão de seu espírito altamente empreendedor, muitas vezes acaba colocando sua própria vida em risco para salvar a vida de outras pessoas. Inclusive, a mídia, vez por outra, tem divulgado casos de bombeiros, verdadeiros heróis, que perderam a vida no exercício do seu trabalho, ou seja, colocando em primeiro lugar o salvamento de vítimas, encontraram a sua própria morte como preço pelo seu ato heroico. Felizmente, hoje, episódios como esses são cada vez mais raros, pois a tecnologia tem sido uma grande aliada dos bombeiros, e também o espírito de equipe que os une contribui para pre-

24 24

venir consequências desastrosas. Todo dia 2 de julho, nacionalmente, se comemora o “Dia do Bombeiro”, sem dúvida uma merecida homenagem àqueles que exercem a nobre função de resguardar a vida humana. Cabe destacar os bombeiros profissionais que atuam nas empresas. Na indústria são chamados de bombeiros industriais, nas empresas de modo mais amplo, são conhecidos como bombeiros empresariais. Esta categoria de profissionais também possui um relevante papel dentro das organizações, pois são os responsáveis por manter os equipamentos de prevenção e combate a sinistros sempre em ordem, em condições de uso e, também, coordenam trabalhos de prevenção e apoio a brigadas de emergência. O “brigadista” é aquele colaborador

que faz muitas vezes a função de bombeiro empresarial, atuando preventivamente e quando necessário intervindo no combate e controle de incêndios até a chegada do Corpo de Bombeiros da cidade, apoiando inclusive em ocorrências de primeiros socorros e no abandono de áreas em risco de sinistro. A Celepar mantém em seu quadro de pessoal cerca de 60 brigadistas, empregados voluntários que abraçaram a “causa prevencionista”, colegas de trabalho que pelo senso humanitário se destinam a proteger vidas. Ser brigadista é um orgulho bem pessoal, gera o senso de elevado serviço humanitário prestado ao próximo. Diga-se de passagem que é uma oportunidade especial de aprendizagem, conhecimentos e práticas que ajudam na vida pessoal, familiar e na comunidade. Proteger e Salvar Vidas será sempre o lema do brigadista!


PAUTA DO LEITOR A Brigada de Emergência existe na Celepar desde 1999, organizada pelo técnico de Segurança do Trabalho Florentino Horácio N. Teixeira. Anualmente os brigadistas participam de cursos e práticas, desde primeiros socorros, combate ao fogo, abandono de áreas, até enfrentamento de espaços confinados, fuga de ambientes com fumaça, salvamentos em situações de adversidades, etc. A BEC – Brigada de Emergência da Celepar precisa manter lista reserva de brigadistas, pois alguns integrantes, periodicamente, por razões pessoais ou de trabalho, acabam se desligando da equipe, deixando-a desguarnecida. Por esta razão convidamos aqueles que possuem espírito voluntário pela causa comum a se inscreverem com o coordenador da Brigada (Marcel Diorgenes Unger) ou com a Divisão de Benefícios e Saúde Ocupacional (DIBES).

Equipe da Brigada

Experimente ser um “brigadista”, leve conhecimentos úteis para a sua vida e para aqueles que fazem parte do seu convívio. Ser bombeiro em prol da vida é mais uma oportunidade de praticar o bem!

Chefe de Brigada interino: Marcel Diorgenes Unger

Treinamento 2008

Equipe Primeiros Socorros Líder Marcelo Henrique Dias Abreu Vice Jesuíno Américo Souza Equipe Evacuação Prédio Vanderlei Iensen Líder Yuri Damasceno Schultz Vice Milton de Macedo

Treinamento 2009

Equipe Evacuação Prédio Histórico Líder Axel Dietrichkeit Vice Fellipe Veiga Equipe Combate a Incêndio Líder Leslie Harlley Watter Vice Vitor Chiandotti Equipe Elétrica

Treinamento 2011

Líder Andre Luiz de C. Klingelfus Vice Marcel Diorgenes Unger Equipe Ar-condicionado Líder Luiz Carlos de Lima Vice Tarso De Leon Wu Kussaba

Matéria produzida a partir da sugestão de pauta enviada por Marcel Diorgenes Unger (DIENG)

25 25


FUNCEL

A Fundação Celepar está de cara nova

Espaço de leitura na Biblioteca Foi inaugurado no final de junho, na Biblioteca da Funcel, um novo espaço para leitura, com sofás e um computador com acesso à internet. A Biblioteca tem um acervo com mais de 7 mil títulos e todos os meses são comprados R$ 600,00 em novos livros e cds.

Pintura nova na área interna da Funcel Na Administração foi colocada uma porta de vidro para o acesso dos associados às dependências da Funcel, novas bancadas na recepção e pintura nova em toda a área interna, inclusive restaurante e churrasqueira. Pontos HD da Net nas tvs do restaurante.

Mais informações . Inscrições abertas para a Colônia de Férias. . Em breve informaçõs sobre o Festival de Inverno e a Gincaníada. . Além disto novas turmas de pilates, espanhol e violão.

Barracão costela fogo de chão Na Sede Campestre foram construídos barracões para costela fogo de chão nas churrasqueiras I e II.

Tudo isto para atender cada vez melhor nossos associados e dependentes.

www.funcel.org.br 26 26


CIPA

GESTÃO 2012/2013 Membros da CIPA Bruno Cavalcanti Simões (presidente) Fellipe Medeiros Veiga (vice-presidente) Nadir Fernandes da Silva (secretária) Denise Rebechi Schultz Carmem Lucia Dugonski Gilmar Costa Auersvald Glauco Schmidt Jefferson Carlos Martins Jesuino Américo de Souza Juliana Maria Propst Trindade Manoel Pereira da Silva Marcelo Henrique Dias Abreu Maria Aparecida Soares Rodrigo Portantiolo Wagner Sônia Aparecida da Silva

Temas como segurança física e patrimonial, mapas de riscos, condições de trabalho e a acessibilidade do prédio, saúde ocupacional e a qualidade de vida, entre outros fatores relevantes, estarão compondo o calendário de atividades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), gestão 2012/2013. Inclusive, numa parceria com o “Programa de Bem com a Vida”, a CIPA trabalhou a prevenção de doenças do coração, em evento realizado em junho passado. A posse dos novos cipeiros ocorreu no encerramento da SIPAT 2012. E o treinamento, conforme determina a Norma Regulamentadora número 5, do Ministério do Trabalho, foi concluído na primeira semana se julho.

Abertura da SIPAT 2012

Membros da CIPA 2012/2013

DESCUBRA QUEM É?

O garoto da foto entrou na Celepar no início dos anos 80 e já passou por três setores diferentes na companhia. A foto foi tirada na sua primeira comunhão, quando ainda tinha 9 anos de idade.

27 27


BIBLIOTECA

{ Meu Livro de Cabeceira } Em 1973, numa operação ultra-secreta chamada Cavalo de Tróia, dois astronautas Cavalo de Tróia americanos fizeram uma viagem no tempo. Esta misteriosa e inacreditável expe- Por Adão Antonio Pedroso riência teria sido realizada em Israel, no mais completo segredo. Um major, de (ASREX) nome não revelado, e um piloto voltaram até a época de Jesus Cristo e presenciaram muitos fatos narrados na Bíblia. É uma narrativa eletrizante que prende o leitor ao próximo acontecimento. Parte de uma coletânea de nove livros, em Cavalo de Tróia o autor J.J. Benítez narra como o módulo chamado “berço” é levado ao passado, com o propósito de comprovar a existência de Jesus Cristo. O major, que durante a viagem adota o nome de Jasão, é escolhido para a operação pelo seu ceticismo e imparcialidade, mas ao encontrar Jesus – o Mestre – é tocado profundamente por sua mensagem e a narrativa ganha um tom profundo e humano. Divulgação

A principal mensagem de Jesus para Jasão é a existência de um Deus-Pai sempre bom e generoso. Um Deus que não exige templos nem rituais, algo que precisa ser vivenciado para ser compreendido. Cavalo de Tróia tem a virtude de mexer com o mais íntimo do ser humano, e nos põe a pensar, como afirma seu autor, J.J. Benítez.

{ Novas Aquisições }

As sequelas de um misterioso e grave acidente fazem Christine acordar todas as manhãs sem saber onde está, pois ao dormir suas memórias desaparecem. Ben, seu marido, se torna um estranho, e se vê forçado a recontar a história de suas vidas sempre que Christine acorda. Encorajada por um médico, ela começa a registrar seus dias em um diário com a intenção de ajudá-la a reconstruir suas memórias, mas esse ato acaba por revelar que a única pessoa em quem ela confia, possa talvez estar contanto apenas uma parte da história.

Divulgação

Antes de Dormir

28

À primeira vista o enredo de Antes de Dormir soa como uma história comum, tendo em vista que o tema principal - a amnésia, já fora abordado diversas vezes na literatura e no cinema. Porém, quanto mais Christine investiga seu passado, a impressão inicial se dissolve em um thriller psicológico repleto de suspense, prendendo o leitor da primeira àw última página. Serviço: Antes de Dormir, de S.J. Watson. Ed. Record, 2012. Disponível na biblioteca da Funcel.

Carrie, A Estranha

Palmirinha

Carrie narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade.

Palmirinha abre seu coração para falar do marido, da coragem de se separar, da luta para criar sozinha três filhas e também de quando foi desenganada pelos médicos ao ser diagnosticada com câncer.

Revista Celebrando  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you