Page 1

Um menino, uma câmera e menos de dez minutos – Dá pra fazer jornalismo no YouTube? O YouTube é a plataforma de compartilhamento de vídeos na qual toda a comunidade internacional pode produzir e assistir a conteúdos audiovisuais livremente. Não é o único site voltado ao compartilhamento destes materiais: há outras plataformas inclusive mais potentes que o Todo Poderoso YouTube, como o Vimeo, por exemplo. Mas o que caiu no gosto do povo foi mesmo o Broadcast Yourself. Pra quem não se lembra, ‘Broadcast’ é o termo adotado em inglês para definir a transmissão de informaçõesatravés do rádio. Tão instantâneo quanto o rádio, possibilitando o amadorismo das rádios comunitárias e estaçõespiratas, porém muito mais colaborativo que o bom e velho som chiado movido à pilha. E, nesta colaboratividade, na qual todo mundo que possui uma câmera pode publicar qualquer coisa (qualquer coisa mesmo), surgem também os repórteres de até dez minutos. Para esta galera, tempo não é problema: afinal, grande parte das reportagens da TV não passade 3 min. Em época de tudo rápido ao mesmo tempo agora, nem todo mundo quer ficar muito tempo na frente do computador assistindo a UM SÓvídeo. Mas o YouTube, enquanto centro convergente de cibercultura, reúne produtores de todo tipo de informação: será que o sujeito que está gravando bebêsdançantes, cães pianistas e a trágica morte de um inseto pode ser considerado como um repórter.

Abaixo os bebêsdançantes!

O fazer jornalístico está aberto a qualquer pessoa, mesmo que você não tenha faculdade. Eu, por exemplo, montei este blog e ainda não sou formado. Um dos conceitos fundamentais do jornalismo é a possibilidade de retratar a época em que vivemos, escrevendo uma história que pode entrar para a História da humanidade. Mas de que maneira podemos identificar e classificar o fazer jornalístico no YouTube?


QUEM FAZ JORNAL NO YOUTUBE?

Muitos grupos fazem jornalismo e publicam seus materiais nesta plataforma, e isto não é uma ação isolada. O que sempre aconteceu e se repete com o YouTube é a dificuldade de incentivos para a produção intelectual alternativa. Existem aquelas pessoasque retratam aparições de ÓVNIs, mas também tem gente que denuncia casosde preconceito, assédios, acidentes, delitos ou simplesmente partilham e publicam sua opinião. O que importa é presenciar o fato. Quem representa boa parte destes movimentos são os coletivos, que reúnem um pessoal afim de produzir cultura e também notícia, de forma séria. O Catarse e o Garapa exploram mais o Vimeo, mas têm produções no YouTube. Grandesgrupos de comunicação, como a Folha e o Estado de S. Paulo também têm canais na plataforma. Na opinião, o YouTube é o céu dos videologgers e de muitos trollers (provocadores de discussõesna internet). O YouTube também tem um canal (em inglês) que dá dicas de como fazer jornalismo “sério” e publicá-lo no site. O Reporters’ Center apresenta vídeos que “ensinam” como entrevistar e perfilar pessoas,como proceder em situaçõesde guerra e de que maneira é possível ser ético no broadcast noticioso. Afinal, ao ver uma pessoa se jogar nos trilhos do metrô, é melhor tentar salvá-la, sair correndo para não ver ou gravar tudo e depois subir no YouTube? Sevocê ainda não pensou na ética, lembre-se que a grande mídia compra os materiais de quem viveu o fato. E o sensacionalismo vive de dinheiro, “fatos reais” e “imagens fortes”. Mas tirando a crueldade do sensacionalismo, dá sim pra fazer jornalismo consciente no YouTube.

Um menino, uma câmera e menos de dez minutos – Dá pra fazer jornalismo no YouTube?  

O texto fala sobre como é possível utilizar o YouTube como plataforma de fazer jornalístico.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you