Page 1

em revista Produção dos alunos de jornalismo da ESPM-Rio Edição número 1 2013.1

Merval Pereira a obrigatoriedade do diploma e os desafios do jornalismo

Flávia Flamínio anuncia novos cursos e mudanças na ESPM Rio

Zeca Borges conta como funciona o Disque Denúncia

Festival de música em Paraty atrai jovens e músicos de rua

O novo Saara A evolução do tradicional pólo do Centro


EXPEDIENTE Editores de texto: Fabio Vasconcellos Leonardo Mancini Pedro Curi Vinicius Neder

Carta dos Editores

Editor de fotografia: Ricardo Beliel Projeto gráfico e diagramação: Alexandre Salomon Felipe Castro

Aos leitores Iniciar um curso de graduação é um pouco como ser pai. Acompanhamos os primeiros passos, os primeiros tombos e, claro, os primeiros sucessos. O Portal de Jornalismo em Revista é um desses momentos. É o primeiro veículo impresso feito inteiramente com conteúdo e diagramação produzidos pelos alunos do Curso de Jornalismo da ESPM-Rio, fruto de um esforço conjunto das disciplinas de Oficina de Redação (Impresso), Fotojornalismo, Técnicas de Entrevista e Pesquisa e Projeto Gráfico. Foi planejada para ser uma revista semestral, produzida do início ao fim pelos estudantes. A revista tem um olhar especial para o Rio de Janeiro, partindo daí para as demais áreas e temas da cidade: jornalismo, educação, comportamento, cultura e esporte. Neste primeiro número, decidimos falar sobre algo próximo: o Centro da cidade, onde está o nosso campus. O destaque desta edição são as histórias do Saara, um dos maiores e mais tradicionais centros de comércio popular do Brasil. O leitor também encontrará aqui as visões de Merval Pereira, um dos mais respeitados jornalistas do país e membro da Academia Brasileira de Letras, e de Zeca Borges, fundador do Disque Denúncia. Já a diretora da ESPM-Rio, Flávio Flamínio, conta os planos para a instituição. No campo da cultura, viajamos a Paraty para um festival de jazz.

Reportagem: Ana Paula Blower Clara Lamellas Lara Rôças Louise Queiroga Rebeca Rabello Tomás Battaglia

Boa leitura! Os Editores

Sumário Jornalismo: Merval Pereira

pág

3

ESPM: Flávia Flamínio

pág

5

Especial: Saara

pág

6

Entrevista: Zeca Borges

pág

8

Cultura: Bourbon Festival Paraty

pág

10


JORNALISMO

“Não acho necessária a obrigatoriedade do diploma” Para o jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Merval Pereira, jornalismo se aprende na prática Ana Paula Blower e Tomás Battaglia / Fotos: Audiovisual ESPM-Rio

H

á dois anos ocupando um lugar na Academia Brasileira de Letras (ABL) e há dez anos à frente de uma das mais importantes colunas sobre política da imprensa brasileira, no jornal “O Globo”, o jornalista Merval Pereira se diz contrário à obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de

jornalista. Em meio à crise editorial dos meios de comunicação, Merval afirma que o jornalismo impresso de modo algum vai acabar: apenas o modo comom é feito será alterado. Nesta entrevista, ele fala sobre jornalismo no Brasil, sobre sua entrada na ABL e dos obstáculos em fazer uma coluna diária de análise.

Portal de Jornalismo em Revista

3


JORNALISMO

REVISTA: Como foi a sua entrada na REVISTA: E com relação à linha edi- plataforma e a maneira como é feito ABL, em 2011? torial de “O Globo”? hoje é que vai mudar. MERVAL PEREIRA: A ABL tem uma tradição de ter jornalistas em seus quadros. Para se ter uma ideia, ela foi criada em uma redação de jornal. Machado de Assis trabalhava em jornal, cobria e fazia crônicas sobre o Senado. Como a ABL se inspira na Academia Francesa, que também tem essa ideia de abrigar não só literatos, mas membros de várias áreas, foi admitido que não entrassem apenas escritores.

MERVAL: Faço parte do Conselho Editorial do grupo, que é formado pelos diretores de jornalismo de todos os veículos. Estou no O Globo desde 1968. Fico muito à vontade com a maneira do jornal de pensar o Brasil, o mundo. Quando penso diferente, escrevo. Nunca teve nenhum tipo de objeção a respeito. Geralmente, tenho uma posição muito próxima à do jornal, inclusive ajudo a fazer a posição.

REVISTA: Como é fazer uma coluna REVISTA: O jornal impresso vai acabar? diária? MERVAL: Todos os veículos estão MERVAL: É muito difícil. Quando demitindo. É um período muito decidi fazer a coluna, achava que complicado. Vai ter um momento faltava na imprensa brasileira algo em que isso vai se definir e o mercomo a Miriam Leitão faz na econo- cado do on-line e em outras mídias mia, algo mais aprofundado, ouvin- sociais vai crescer. O dinheiro que do especialistas. Não apenas uma está saindo dos jornais e das revistas coluna de opinião. Há dez anos fa- não está indo para o on-line excluzendo a coluna, acabou dando cer- sivamente. Parte grande está indo to. Faço a pesquisa sozinho e não para a televisão, onde a participação gosto de ter ajudantes como outros na publicidade aumentou. A situacolunistas têm. Prefiro assim, pois ção está difícil, mas isso não quer gosto de ler, pesquisar, analisar. dizer que o jornalismo vai acabar. A

REVISTA: O que mudou do início de sua carreira para hoje? MERVAL: Quando era chefe da sucursal do O Globo em Brasília, tinha entre 30 e 40 pessoas trabalhando. Hoje em dia, isso é impensável. Apesar da crise, as notícias que têm repercussão ainda são aquelas do jornal e da revista. REVISTA: O novo profissional do jornalismo online terá diploma? MERVAL: Eu não tenho diploma. Quando entrei no jornal, não precisava ter. Eu fiz um curso de jornalismo na Universidade Stanford, na Califórnia, e nunca me perguntaram em que eu era formado. O jornalista precisa ter coisas que, pessoalmente, se resolvem, como cultura geral, muita leitura e uma compreensão ética da relação do jornalismo com o público. Isso se aprende na prática mesmo.

Merval Pereira discute jornalismo na ESPM-Rio 4

Portal de Jornalismo em Revista


ESPM SEÇÃO

Curso será lançado até o fim do ano; planos incluem pós em jornalismo investigativo, criação de salas inteligentes e novo campus

Seriados de TV terão curso de formação Ana Paula Blower, Clara Lamellas, Lara Rôças, Louise Queiroga e Tomás Battaglia Foto: Fabio Vasconcellos

A

ESPM-Rio dará início, até o fim deste ano, à Escola de Séries, que irá formar profissionais para trabalhar com seriados de televisão. No ano que vem, será lançada a pós-graduação em Jornalismo Investigativo, além de “salas inteligentes”, com o objetivo de facilitar a comunicação interna e o uso da internet. Devido à necessidade de maior espaço, a instituição buscará, em breve, um campus para juntar todos os cursos no mesmo espaço. Para Flávia Flamínio, diretora-geral da ESPM-Rio, a criação da Escola de Séries segue a filosofia dos fundadores da instituição: “Ensina quem faz”. “Venho trabalhando em várias frentes para que a ESPM seja conhecida no Rio como a escola das indústrias criativas. Esse é o meu sonho”, afirma Flávia. A Escola de Séries é resultado de uma parceria da Universidade do Sul da Califórnia com a empresa The Alchimists e a ESPM-Rio. Dessa união, surgiu o Centro para o Futuro do Entretenimento, cuja sede será em um dos prédios da instituição. A duração do curso deverá ser de seis meses e o valor das mensalidades ainda não foi estimado. Em 2014, será lançada a pós-graduação em Jornalis-

mo Investigativo, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Também serão criadas “salas inteligentes”, com equipamentos para transmitir aulas e palestras entre as salas do Rio e de integrar a unidade carioca às de São Paulo e Porto Alegre. “Estamos acompanhando esse desenvolvimento tecnológico. Vamos montar dois novos laboratórios e trocamos diversos computadores”, destaca Flávia. A ESPM-Rio tem investido em parcerias, como a feita com a Aventura Entretenimento, produtora de musicais, na qual alunos de todos os cursos podem estagiar. Com tais novidades, a instituição, que hoje tem dois prédios na Rua do Rosário, planeja investir em um campus, onde seriam agregados todos os cursos. “O projeto de expansão existe. Só não o tiramos do papel ainda porque o Rio possui dois problemas graves: disponibilidade de espaço e custo”. De acordo com a diretora, além de os preços dos imóveis na Zona Sul serem muito altos, há poucos bairros na região com instalações adequadas e que tenham condições de autorização de funcionamento por parte da prefeitura.

Portal de Jornalismo em Revista

5


SEÇÃO ESPECIAL

Tempos mudam no Saara O maior centro comercial do Centro do Rio muda de perfil, mas tradições sobrevivem Ana Paula Blower / Fotos: Rebeca Rabello, Ricardo Beliel e Lara Rôças

O

s tempos mudaram e o Saara, tradicional área comercial do Centro do Rio, não é mais o mesmo. Quando o tempo era mais devagar, vendedores e clientes se conheciam pelo nome, tomavam café juntos e compravam com calma. Os comerciantes eram, em geral, imigrantes libaneses, sírios, judeus e portugueses. Hoje, os pioneiros são poucos – mas seguem firmes na concorrência com os recém-chegados coreanos e chineses. A tradicional loja de fantasias Casa Turuna, por exemplo, foi fundada por dois portugueses, Almeida e Servos e até hoje é administrada pela família. O neto de um dos fundadores, Ronaldo Servos, sente saudades da calmaria: “Não tinha pressa. O cliente chegava e a gente podia conversar horas e horas. Hoje em dia, o cliente chega, compra e sai correndo.” Por outro lado, há quem goste do novo tipo de movimento e do aumento no número de lojas. “Mais lojas significam mais gente disposta a comprar, passeando

6

Portal de Jornalismo em Revista

pelas ruas”, diz o vendedor da loja Bijoux 108, Manoel de Jesus. Gente é o que não falta nas ruas lotadas e marcadas por uma sonoridade única: a gritaria dos pregoeiros, que anunciam promoções do momento, e a Rádio Saara, difundida por caixas de som espalhadas pelos postes. As mudanças trouxeram também mais concorrência. Luiz Caldas, gerente da tradicional mercearia Casas Pedro, fundada em 1932, destaca a recente inauguração de shoppings na Zona Norte. “Aqui não tem ar condicionado, estacionamento ou segurança. Acabamos perdendo o cliente para os shoppings.” Saara é a sigla da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, fundada em 1962, numa referência ao famoso deserto, diretamente associado ao mundo árabe, ao Oriente Médio e, portanto, à origem dos primeiros comerciante. Hoje, a área abrange 13 ruas e tem cerca de 1,2 mil estabelecimentos.


ESPECIAL SEÇÃO

Um almoço sem fronteiras Restaurantes árabes são referência de tradição Clara Lamellas O relógio marca meio-dia em ponto, horário de almoço de boa parte das pessoas que trabalham no Centro do Rio. Apesar da correria, muitos clientes buscam, nesse horário apertado, bons restaurantes. No Saara, as opções mais tradicionais são os de comida árabe, instalados ali desde as origens do polo comercial, ocupado inicialmente por imigrantes sírios e libaneses. Sem sair da Rua Senhor dos Passos, o restaurante Cedro do Líbano faz a conexão entre o Brasil e o Oriente Médio. Fundado na década de 1940 pelo imigrante libanês Narciso Man-

sur, o local representa a união dos dois povos, ignorando os conflitos entre árabes e judeus. Catorze anos depois, em 1954, o restaurante foi comprado por dois

europeus, o português Antonio Vieira Leite Cabral e o espanhol Manuel Fernandez Dominguez. Quando a morte de Manuel e o peso da idade de Antonio ameaçaram o negócio, Lícia Dominguez, filha de Manuel e engenheira de formação, assumiu a direção do restaurante. “Meu pai achava que aqui não era lugar de mulher”, afirma. Do cardápio inspirado na culinária libanesa, os campeões de venda são o cafta, o tabule e, claro, as tradicionais esfirras e quibes, todos preparados artesanalmente, seguindo as receitas originais.

Lojas tradicionais sobrevivem às mudanças Estabelecimentos centenários preservam memória do Rio Lara Rôças Apesar das mudanças dos últimos anos, incluindo a chegada de comerciantes coreanos e chineses, parte da tradição do Saara sobrevive em algumas lojas, como a centenária Charutaria Syria e a loja de roupas HG. Localizada na Rua Senhor dos Passos, a charutaria foi fundada há mais de 100 anos. O espaço mantém piso, móveis e decoração originais, mas adaptou-se à proibição de fumar em ambientes fechados – abriu uma cafeteria e um bistrô. Emne Al-Haje Neme, neta do fundador, conta que hoje atrai clientela variada, como Marcelle Santos e o namorado, o irlandês David Byr-

ne, que mora no Rio há um ano e meio. “Amamos essa atmosfera de Rio Antigo. Nem parece que do lado de fora está a agitação do Saara”, diz Marcelle. Cláudia Esteves também é cliente da loja e faz questão de caracterizar o ambiente como “um oásis”. Já a loja de roupas HG, na Rua da Alfândega, foi fundada em 1953 por Henrique Nigri. Filho de libaneses, Nigri tem orgulho em contar que seu pai foi um dos pioneiros na região, o que o motivou a escrever o livro A história do Saara, em que descreve as origens do pólo comercial e o relacionamento harmonioso entre comerciantes judeus e árabes.

Portal de Jornalismo em Revista

7


ENTREVISTA

Segurança pública como cidadania Como Zeca Borges, engenheiro de formação, criou o Disque Denúncia Clara Lamellas e Lara Rôças / Foto: Audiovisual ESPM-Rio

S

egurança pública é uma questão não apenas de polícia, mas também de cidadania. A avaliação é do engenheiro civil de formação José Antônio Borges – ou simplesmente Zeca Borges – idealizador do Disque Denúncia, um dos serviços de atendimento telefônico mais conhecidos e conceituados do país, que funciona como uma entidade da sociedade civil. Gaúcho de nascimento e carioca por opção há mais de 50 anos, Borges idealizou o projeto em 1995, a convite do Movimento Rio de Combate ao Crime. Desde então, ele coordena a central telefônica. A tarefa não é fácil. Entre trotes e informações sigilosas, há denúncias que chocam até os próprios funcionários.

8

Portal de Jornalismo em Revista

“Já tivemos funcionários que saíram porque não aguentaram. São milhares de ligações todo ano, todo dia”


ENTREVISTA

Como você define o Disque Denúncia? gada. Estamos sempre com um ritmo semelhante ao de um jornal, É uma central comunitária, que ou ao da polícia. Nós somos muisurgiu em 1995, destinada a aten- to parecidos com uma redação. der ligações e a mobilizar a popu- Olhando o nosso trabalho, a molação, além de ajudar a polícia a vimentação, as discussões, parecombater o crime, a violência e a ce mesmo uma redação (de jornal impunidade no Rio. Essa central se ou revista). destina a receber mais do que reclamações. A nossa ideia é buscar Quais são as principais ocorrências informações através das ligações. de denúncias que vocês recebem? Como foi o impacto na sociedade Infelizmente, de todo o Brasil, é quando o Disque Denúncia foi criado? o tráfico de drogas. Mas a notícia que mais balança nosso atendimenO impacto foi muito interessante. to é violência doméstica, seja conComeçamos com certa increduli- tra criança, mulher ou idoso. Isso dade por parte das autoridades. é muito duro. São detalhes e narO que surpreendeu foi o apoio da rativas muito pesados. Já tivemos população, que ligava e trazia coi- funcionários que saíram porque não sas importantes. Praticamente não aguentaram. São milhares de ligarecebemos trote. Desde o início do ções todo ano, todo dia, com innosso trabalho, são poucas ligações formações dramáticas. A violência de trote. doméstica é um crime entre quatro paredes, difícil de ser investigado. Como é o dia a dia na central do Disque Denúncia? Como vocês verificam a veracidade da informação que chega até vocês? Muito corrido. Nós estamos em uma crise permanente e, às vezes, Nós entregamos as informações que as ocorrências geram situações tris- recebemos para a polícia apurar. Na tes, como a tomada do Morro do verdade, recebemos dados que têm Alemão ou uma chacina. Às vezes, que ser analisados para virar infora gente acorda no meio da madru- mação. Mas nós temos uma tradição

de fontes confiáveis, apesar de anônimas. Quem liga para o 2253-1177 paga o custo da ligação, o que inibe quem tem a intenção de passar informações falsas. Quais são as inovações do Disque Denúncia nos últimos anos? Trabalhamos em cima de banco de dados e mídias sociais, como o Twitter, onde temos mais de 155 mil seguidores, além de milhões de exposições com muito resultado. Temos um sistema que usa não só o telefone, mas também passa pelas mídias sociais e obtemos bastante resultado através dessas plataformas. Qual a importância do anonimato no trabalho do Disque Denúncia? É o nosso grande sucesso: a garantia de que você não será identificado. Isso é muito importante para nós. Somos capazes de prejudicar o conteúdo de uma denúncia, do ponto de vista investigativo, para proteger a identidade de alguém. Se houver algo ali que permita o reconhecimento do denunciante, a gente muda.

Portal de Jornalismo em Revista

9


CULTURA

Festival reĂşne 30 mil em Paraty

10

Portal de Jornalismo em Revista


CULTURA

A cidade recebeu atrações variadas e músicos de rua Ana Paula Blower / Foto: Ana Paula Blower Palco da festa literária Flip, Paraty, no litoral sul do Rio, recebeu 30 mil pessoas na quinta edição do Bourbon Festival de Paraty Internacional, no último fim de semana de maio. Entre as atrações, estavam Céu, Mart’nália, Stanley Clarke e Big Sam’s Funky Nation. De Jazz, segundo frequentadores, o festival teve pouco, mas nada que tirasse o astral e a energia do lugar. Os shows dividiram-se em dois palcos: Santa Rita e Palco da Matriz. O primeiro, em frente à Igreja Santa Rita, cartão postal de Paraty. Por ali, os shows aconteceram à tarde, com o pôr do sol e temperaturas agradáveis de companhia. Já no Palco da Matriz, à noite, os termômetros caíam e o público só crescia. O festival também se espalhou pelas tradicionais ruas de pedra da cidade, com músicos circulando. Segundo a Bourbon Street, empresa organizadora do festival, a quantidade de músicos tocando pelas ruas neste ano foi maior em relação às edições anteriores. O público também cresceu, embora não seja possível precisar a estimativa de 30 mil pessoas, feita pela organização do evento. Segundo a Bourbon Street, como o festival é aberto, sem ingressos ou portões, o controle é difícil. A diversidade foi uma marca do público, mas com um interesse em comum: a boa música. Fabricio Figueiredo, 21 anos, disse nunca ter visto nada parecido com o show do ganhador de três Emmys Stanley Clarke, que tocou na noite de sábado. “O que ele e a sua banda fazem com a música é emocionante”. Alguns chegaram a reclamar da qualidade técnica do som no palco principal, mas os shows seguiram com a empolgação necessária e o público ficou de pé até as 3h da manhã. Para o comércio da região, eventos como esse movimentam a economia. Por outro lado, a cidade se mostrou pouco estruturada para receber tal quantidade de pessoas. Restaurantes lotaram, com poucos funcionários e mesas para atender os clientes. Melhorar é um desafio para a cidade, que poderá receber mais eventos. Além da tradicional Flip, sempre em julho, a Bourbon Street está negociando para promover, este ano, o festival Paraty Latino. Público curte show no palco Santa Rita Portal de Jornalismo em Revista

11


Portal de Jornalismo em Revista  

Revista diagramada para o curso de jornalismo da ESPM - RJ. Trabalho executado sob supervisão do Professor Alexandre Salomon.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you