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Editoria

VERBO

Jose Mojica mostra o que o torna um icone do cinema nacional

Salutaris

O fornecimento caro e pouco efetivo de agua poe em cheque o empresas

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Editorial O tempo das idéias O Brasil começa a observar os candidatos à próxima eleição. Favorita, a presidente Dilma joga para acelerar as mudanças prometidas e apresentar um quadro de realizações maior do que o discurso herdado de Lula sobre a desigualdade.

Carlos Viana Editor-Chefe carlos.viana@voxobjetiva

Na esteira do noticiário aparecem também os nomes do senador Aécio Neves — eleito presidente nacional do PSDB e que levanta o discurso das realizações de FHC como o princípio de um novo tempo para o Brasil —, Marina Silva — ainda sem partido, mas apontada pelas pesquisas atuais como o nome mais representativo da oposição e que segue com a proposta de uma política ideológica e voluntária —, e o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos — que tenta se livrar do nó político--partidário que armou para si mesmo ao se precipitar no cenário nacional. É essa busca de espaço e de sucesso que exercita o princípio de uma democracia que se renova no voto. Fidelizar os eleitores significa apresentar as melhores propostas e resultados para continuar a construção de um Brasil desenvolvido. Os campos de esquerda e de direita deixaram, há muito, de ter importância. Essa “centralização partidária” não é reflexo somente do esvaziamento histórico das correntes de pensamento ideológico, muito menos de uma unanimidade não criativa. Antes de tudo, reflete o que existe de mais importante em uma humanidade em evolução: a matriz do contemporâneo é construir sobre erros e acertos. Exemplo disso é a recente aprovação da MP dos Portos. Abrir terminais à iniciativa privada seria, em outros tempos, uma espécie de “crime antinacionalista”, denunciado nas ruas e nas tribunas. Sem dúvida, evoluímos! Não temos mais tempo a perder analisando os problemas que nos impediam de crescer ou para defesas de posicionamentos xenófobos. Nossos desafios são muitos. Passam pela educação, pelo combate à violência e à corrupção, pela abertura dos portos e por nossas boas-vindas aos que nos ajudarem a tornar o Brasil mais desenvolvido. A cada voto, cresce o número de brasileiros cada vez mais exigentes e críticos. Aplaudida por todo o setor produtivo brasileiro e internacional, a batalha dos portos no Congresso mostrou que as siglas partidárias, especialmente o PT, já perceberam que só é possível repartir riqueza. Pobreza, é antes de tudo, o pior fracasso de qualquer governo; de qualquer corrente política.

Editor e jornalista responsável: Carlos Viana | Diagramação e arte: Felipe Pereira | Capa: Felipe Pereira | Reportagem : André Martins, Lucas Fernandes, Ilson Lima, Paulo Filho, Thiago Madureira | Correspondentes: Greice Rodrigues -Estados Unidos, Ilana Rehavia - Reino Unido, Isabela Araújo - Portugal | Diretoria Comercial: Solange Viana | Anúncios: comercial@voxobjetiva.com.br (31) 2514-0990 | Atendimento: jornalismo@voxobjetiva.com.br (31) 2514-0990 | Revisão: Versão Final | Tiragem: 30 mil exemplares | voxobejtiva.com.br

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Editoria Olhar BH

FĂŠ incrustada na serra Jader Rezende

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4 | www.voxobjetiva.com.br


sUMÁRIO Metropolis 8

No centro do poder

SALUTARIS 20

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Privataria tucana Ícone da cinematografia brasileira explica o porquê do

CAPA 12

verbo 20

José mojica martins Ícone da cinematografia brasileira explica o porquê do terror e critica política de incentivo do governo que é dedicada a cultura

Qualidade de vida na capital Envolvido em grandes falcatruas da história recente do

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O problema das águas Em busca de um estilo de vida mais saudável, belo-horizontinos se rendem às pistas e correm por objetivos diversos

Ícone da cinematografia brasileira explica

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ARTIGOS 16

Psicologia Maria Angélica Cadê o conteúdo?

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Crônica Joanita Gontijo O que tem na proxima esquina?

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Crítica Lucas Alvarenga Os sóis de Venturini

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Compotamento Laura Barreto Das coisas boas da vida

12

12

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Felipe Pereira

Metr贸polis Editoria

NO CENTRO DO PODER Eviveheb atieri perebem sta dementem det L. Sena, nium faut rem ac re ium publiam niacreh ebatilin diis Andre Martins

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Artigo

Maria Angélica Falci Psicologia

Cadê o conteúdo? O que ocorre nos dias atuais que não se discutem os conteúdos e sim os rótulos? Sabemos que desde sempre existem as segregações que se apoiam no tripé preconceito (rótulos), estereótipo e estigma. É um círculo vicioso como um vagão de trem que puxa o outro até a marca final chamada “estigma”. Uma pessoa estigmatizada tem inúmeras dificuldades em sua vida. Ocorre geralmente assim: nascemos num lar e, em pouco tempo, começam os famosos “rótulos”, principalmente referentes à parte evidente e mais conflituosa. Se os rótulos forem frequentes, vão se estabelecer até nascer o estigma. A pessoa pode até lutar para ser diferente e transformar alguns aspectos de sua vida, mas infelizmente as outras pessoas vão tender a vê-la sempre daquela forma. Para essa pessoa sobressair e mudar de lugar é necessário um tremendo esforço.

Quando chegam à adolescência com esse estigma, geralmente essas pessoas tendem a ser mais tristes. E elas são fortemente lançadas no lugar em que foram colocadas, pois as pessoas não as observam como seres humanos que sentem, sofrem e desejam, mas como pessoas cobertas de características nocivas.

O Brasil não está preparado para elaborar alertas desse tipo de desastre. Faltam técnicos especializados e, principalmente.

Como consequência dessa situação, as pessoas estigmatizadas ficam marginalizadas, com características menos nobres e, para piorar, grande parte passa a acreditar que não vai conseguir mudar nem sair desse estágio. Elas perdem as forças para lutar contra rótulos primitivos e negativos. Uma criança precisa do ambiente familiar sadio para receber amor e orientações. Essa condição não é para ser colocada pra baixo com a força de uma âncora, como se não houvesse possibilidades na vida. Se o rótulo fica forte, diversos problemas vêm como uma rede, pois a própria criança foi estimulada a acreditar que ela é preguiçosa, bagunceira, insensível, egoísta, etc.

O estigma sugere um rótulo fixo. Esse rótulo desqualifica as pessoas, que passam a ser vistas somente pelos aspectos negativos. Geralmente a pessoa não pediu que fosse assim e luta para rejeitar. As consequências são sempre variadas. Os estigmatizados vivem com forte insegurança, angústia, dificuldades diversas para estudar, aprender, agir e se relacionar. Mas o pior visto em atendimento são os que, quando conseguem se desenvolver, tendem a repetir a forma com os filhos.

Em vez de fortalecer tudo o que não é considerado adequado, tente visualizar os pontos fortes para que eles fiquem ainda mais fortes em você, nas pessoas da sua família e nos seus filhos. Rejeite os rótulos negativos constantes e não subjugue as pessoas próximas e importantes para você. Podemos, sim, até ter bons rótulos com vinhos de boa safra e produtos de boa qualidade. Caso contrário, rejeite-os.

Maria Angélica Falci Psicóloga clínica e especialista em Sáude Mental angelfalci@hotmail.com |7


Salutaris Editoria

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Capa

Felipe Pereira

QUalidade de vida na capital Eviveheb atieri perebem sta dementem det L. Sena, nium faut rem ac re ium publiam niacreh ebatilin diis Andre Martins

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Fabiana Cozza, ao lado da irm達 mais velha de Clara, Dindinha (esq.) e de dona Durvalina, que acompanhou Clara Nunes ao longo da vida

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Capa

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ipsam venimpo remolum sus esequiducit earum sedite ne re, tem cori to maiorepta is pelitatus andiscides doloreicia quundic tureicipsam nonecat perroriorate voluptint, aut mo et delicid quas volorest maximolorro molentet ut omnihil iatusda aliciditat quodi ut im vel imus is que eicias dellenture et ut etur, sectorro omniminvel ipictinimus, que niendes doluptate earchit asperibus incto eum aut aceprorum fuga. Nam si alicati blaborem sam unt. \aut ab is re sed quuntio nsentibus magni sit vendele sequossunto corempe ritaquo ditaten dipsus aut voluptatr

Felipe Pereira

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Capa

Economia

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Metropolis

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Metropolis

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Ihilliquas dolesti restore sunt liciame consequae con pa

Mauro Cruz/Abr

Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant.

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Reproduรงao

Os plabor repelis ut magnit magnatia ea nus eatur? Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant. Fero tempos volor as volest, susapidem sinciis quis disciumquam qui dolecumenda core ea consed quatis volorrovidus dolorit autassim nam dus culluptatus nis atus nihicimus, explit, temolup tatempo ratestia nulluptatem eum quatur, ant, quibus aborit, quuntia si di omnis ent aut quiaeperio dunt faceatur, nis eium quisciae lab illam, essenis dolupta simporum qui de la voluptatur, eum excepe nusam am harit volorecum et eumquidit quatur am, offic tescia quatiunt presed que quam fugit etur? Iquiassimus, nonse et voluptas dolor mi, eicid ullores destibus repreperis aspelias maio optaty | 15


Metropolis “Os plabor repelis ut magnit magnatia ea nus eatur?” Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant.

Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aush.

iam. es tati, oca converi teatiam ario no. Catia L. Sat vivenat ilicaelis egeri, cortiam patu quis con diis. Lius cla rem et dienem is, coentem nossi imores ves viverce facibus co er ine pricatum de consiln emponfes conequo atil hactus eti, nor horbem det? iu con habemus bonferecta non vidinim se nontermis. Ad ditudenatiam audentem egit vivis. Molus sentum escem sessult urniquam iam it. Hae, Cupertari et; no. Rivivid efacerem tatilibuntem vir atquam liis egerio vidis cortidiempro ut factu spioc, nemusa diur.

“O Brasil não está preparado para elaborar alertas desse tipo de desastre. Faltam técnicos especializados e, principalmente” 16 | www.voxobjetiva.com.br

Marcos Inante/ABr

Fero tempos volor as volest, susapidem sinciis quis disciumquam qui dolecumenda core ea consed quatis volorrovidus dolorit autassim nam dus culluptatus nis atus nihicimus, explit, temolup tatempo ratestia nulluptatem eum quatur, ant, quibus aborit, quuntia si di omnis ent aut quiaeperio dunt faceatur, nis eium quisciae lab illam, essenis dolupta simporum qui de la voluptatur, eum excepe nusam am harit volorecum et eumquidit quatur am, offic tescia quatiunt presed que quam fugit etur? Iquiassimus, nonse et voluptas dolor mi, eicid ullores destibus repreperis aspelias maio opta que aciis expelec tiatemUblis rem et gratiam. Vatustrat, consuppl. Asdam inclego consignon trunum autea ore tum sus ficuperum qualitarius


Crônica

Joanita Gontijo Crônica

o que tem na proxima esquina? Faltava-me energia pra ir àquela festa, mas o buraco negro aberto no meu peito não ia me paralisar. Enxuguei as lágrimas, lavei o rosto, escolhi o vestido que esperava ansioso pra deixar o armário, chamei o táxi,... O grupo de amigos, entre os quais eu conhecia apenas dois, estava na porta da casa de shows. Pelo andar cambaleante de alguns, o olhar caído de outros e as sonoras gargalhadas da maioria, eles estavam alguns drinques à minha frente. Implantei um sorriso, respirei fundo e tentei “entrar no clima”, embora meu coração me pedisse que eu nem entrasse na boate. Escolhi um canto da pista onde pudesse dançar sem que ninguém me incomodasse e observar – meu passatempo predileto. Faço isso na rua, no ônibus, no restaurante,... Confesso que minha curiosidade me faz até buscar posições mais propícias para ouvir a conversa alheia. Nesse caso, por causa da música alta, teria que me ater às atitudes ou à falta delas pra fazer minha “viagem” pelo universo particular e nem tão privado das pessoas.

Na frente do palco, cinco mulheres com microvestidos (adoro os curtos, mas abomino a falta de bom senso!) dançavam fazendo caras, bocas e movimentos em direção aos integrantes da banda. Imagino que a ideia era parecer sensual, mas gostaria de ser amiga delas para revelar que a estratégia não estava funcionando.

Por que a novidade que satisfaz parece estar sempre na próxima esquina e não ao nosso lado, caminhando nossos mesmos passos?

Dois homens, com idade entre 40 e 50 anos, conversavam do outro lado. Pelos gestos, um deles estava “de olho” em uma mulher que dançava empolgada. Dez minutos depois, tempo em que me distraí com um grupo que fazia coreografias ao som dos anos 80, o homem e a mulher já estavam se atracando num beijo cinematográfico. Não tenho informações suficientes pra saber se eles se conheciam, se eram ex-namorados se reconciliando ou se, pelo menos, sabiam os nomes um do outro. Mas, de qualquer forma, achei tudo rápido demais.

Pode parecer caretice, bisbilhotice, chatice e outras “ices” minhas, mas não! Também já dei uns “amassos” em quem conhecia havia menos de 30 segundos e ainda danço até o chão. Basta eu misturar tequila com outra bebida alcoólica. Não tenho a pretensão de julgar, mas o que percebi naquela noite - e quase pude tatear - foi uma solidão generalizada combinada a uma busca insana por emoção. E não é preciso sair para a balada para constatar que esses sintomas são tão comuns entre homens e mulheres que deveriam gerar um alerta das autoridades de saúde.

Por que tantos relacionamentos fugazes? Por que esperamos sempre pela nova conquista, pelo frio na barriga, por outras bocas, outros braços, outros corpos? Por que queremos sempre o que não temos? Por que a novidade que nos satisfaz parece estar sempre na próxima esquina e não ao nosso lado, caminhando os mesmos passos?

Joanita Gontijo Jornalista e autora do blog tresoumais.blogspot.com joanitagontijo@yahoo.com

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Verbo

Arquivo pessoal

O despertar da besta Ícone da cinegrafia brasileira, José Mojica não mede palavras quando o assunto é o cinema nacional e aponta que as leis de incentivo “são uma falsidade” André Martin e Paulo Filho 18 | www.voxobjetiva.com.br


Verbo JOSE MOJICA, 60 ANOS Cere ina poeret L. C. Ceresint ninclabus redem aurisquidi, nossis. Deore nor am etideatidete cae deo addum est L. mus; nos cuteatia rem talabendiem duciorum Ublius nonvoctam ident? Ma, se nit essimuntem num su quis ve, Paliculium quo Catorternum, C. Si in dum. Am se non teris aut prit, C. Iquemur aelis, perem, nis. Um occhus conloca; in te conlocae quam in ses vid dientre, fuiteris. C. Nimis re nocchilibut re nos morum is et vivatque iam iam mors sperendem in vir a verordit omnihili erioredit nore et L. Valarta ndeperecid in dena, nontem potiemora.

Registra a lenda que o interesse do senhor pelo cinema vem quase do berço; que, quando criança, o senhor trocava brinquedos por coisas relacionadas com o cinema. Em vez de bolas e bicicletas, você queria câmeras. O que tem de verdade nisso? O meu pai era toureiro e artista. E minha mãe dançava tango. Eu era filho único. Então já nasci nesse meio, com essa vontade. Lembro de ver meu pai fantasiado na arena, e a minha mãe dançando. Eu morava em um cinema. De 3 para

4 anos de idade, eu subia na cabine e ficava vendo as fitas. O cinema me maravilhava. Na época passavam fitas de doenças venéreas às terças-feiras para as mulheres e às quintas, para os homens. Eu via tudo porque morava nos fundos. Quando via algum terror, o que realmente me impressionava eram cenas de impacto em que a mulher se lançava nos braços do homem. Aí eu pensava: “A coisa é por aí mesmo. É partir para o terror!”. Eu era muito sondado por todas as meninas, porque todo mundo queria entrar no cinema de graça. Todo mundo estava disposto a fazer qualquer coisa para entrar sem pagar pelo bilhete. Isso me trazia uma mordomia muito grande. Quando foi a decisão de que o cinema era mesmo o que você queria para a sua vida? Qual foi o primeiro filme? Foi aos 8 anos de idade, quando, no lugar de uma bicicleta, eu pedi uma câmera de 16 milímetros. E como filho único muito badalado e a força que a minha mãe tinha sobre o meu pai, eles me deram a câmera para filmar. Quando ia para as ruas com a câmera, todo mundo se punha à disposição. Na primeira fita, eu me baseei em coisas que lia muito em quadrinhos. Então eu fiz “A mágica do mágico”. Era um curta sobre um elemento que fazia mágica. Eu gostava muito de Mandrake, essas coisas todas. O cinema brasileiro pode ser considerado um cinema de fases. Na sua opinião, o cinema brasileiro evoluiu ou involuiu? Ele realmente regrediu. Dá pra tirar uma ou outra fita que é muito difícil

de acontecer, como “Cidade de Deus”, “Independência ou Morte”, “Guarani”, “Iracema” - filmes que tinham mesmo a ver com o Brasil, traziam grandes mensagens e marcaram época. Nosso cinema passou a regredir mesmo quando partiram para a pornografia, que eu também cheguei a fazer. Fui um dos homens que fizeram o “24 horas de sexo explícito”. O filme ficou um ano em cartaz. Não que eu gostasse de fazer. A gente fazia porque dava dinheiro. E com o dinheiro dava para você fazer o que gostava. Foi assim que fiz fitas diferentes, como “À meia-noite levarei sua alma”, “Esta noite encarnarei no teu cadáver”. Fui o primeiro homem a fazer CinemaScope, em tela grande, no Brasil. Fui o primeiro homem a fazer dez minutos de desenho animado em “Meu destino em tuas mãos”. Nessa época, nem se pensava na Mônica. O Maurício (de Sousa) viria a fazer posteriormente, mas eu tinha feito desenho animado antes de a fita começar. Comecei a fazer terror numa época que parecia ser o fim do cinema nacional: nos anos 60. Já se falava nisso quando o Vera Cruz, o Maristela, o Multifilmes e o Cinédia, no Rio de Janeiro, foram fechados. Comentava-se muito sobre o fim do cinema nacional. Eu devo ter até reportagens guardadas. Naquela época, só se fazia cinema com estúdios. Eu peguei uma câmera e disse: “Não! É o início do cinema independente!”. Eu começaria a fazer um cinema sozinho. Fiz “A sina do aventureiro” – o primeiro filme de CinemaScope – e isso despertou muitos cineastas. Eles viram que não se dependia de estúdio para fazer filmes. Como dizia Glauber (Rocha), era uma ideia na cabeça e uma | 19


Verbo No início da década de 60, Mojica teve um pesadelo em que uma figura tentava o arrastar para uma cova. Desde então, ele atende pelo apelido de Zé do Caixão

o meu cinema diferente, porque eu nunca parti para um cinema de plágio. Não gosto de plagiar. Gosto de fazer aquilo que é da terra; coisa que é nossa mesmo. Falo sobre superstições, centros espíritas, macumba. Eu mexo só com coisas nossas. Fico doido quando me chamam para fazer coisas que nada têm a ver comigo. Você já recebeu convites para realizar algo no exterior?

câmera na mão. E aí a gente partia para a criatividade. E o que eu mais fazia era coisa criativa. Tinha gente que ficava escrevendo roteiro pra mim; pegava as minhas histórias, né? Mas eu olhava o roteiro apenas uma vez. Ia fazendo aquilo que achava bacana. Eu pensava em um riacho, mas, se em uma viagem visse uma cachoeira, eu achava uma coisa mais forte. E então fazia com a cachoeira, e assim por diante... A sua produção e o seu método de fazer cinema mudaram muito com o período ditatorial, a partir de 64? Eu acho que a ditadura me podou muito. Se não me segura como me segurou, a coisa seria outra. “O despertar da besta”, por exemplo, ficou 20 anos preso. Se essa fita sai no ano que tinha 20 | www.voxobjetiva.com.br

que sair, eu hoje era um homem milionário. Eu jogaria tudo na arte, que é a coisa que mais me fascinava e fascina até hoje. Eu ainda lido muito com cinema, televisão e histórias em quadrinhos. Tudo que é comunicação, eu gosto muito e continuo fazendo. Você ainda vive do cinema? Eu vivo disso. Eu vivo da arte. Faço alguns shows. E isso me ajuda muito. Sempre eu ganho alguma coisa a mais. Meus filmes estão sendo reprisados pelo Brasil. Nos próximos meses, devo passar pelo Acre e em outros estados. Depois vou para o México e os Estados Unidos. No Texas tem um festival fantástico, e eu sou convidado especial. Vão me fazer uma homenagem em outubro. Eles acham

Já. E me arrependo de não ter aceitado. Eu tenho sete filhos no Brasil. Na época, eu não me senti bem, mas acho que deveria ter enfrentado isso. Eram projetos na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos,... Muitos produtores gostavam de mim, e eu não soube aproveitar. Eu não era comerciante. Saí muito em capas de revista por lá. Fui fazer algumas coisinhas e me arrependo por não ter ficado. Convite não me faltou. Até hoje eu não tenho um pensamento muito comercial. Um dos meus filhos sempre diz que eu não soube usar a cabeça... Mas você estava sendo fiel àquilo em que acreditava. Isso, de certa forma, é algo positivo. Eh... Eu acho que você tem que ir em frente com aquilo em que acredita. Mas tive outras oportunidades: na televisão, por exemplo. Há quase sete anos que tenho um programa de terror no Canal Brasil. No cinema, fiz pornô por dinheiro. Mas, se você reparar, a maioria das minhas fitas tem o horror e a perversão no meio.


Verbo Assim você achava um meio-termo... Exatamente. A gente precisava do dinheiro. Então, muitas vezes, tive que abaixar a cabeça para os produtores e aceitar fazer o que não era do meu interesse. Você é um símbolo cult ; um personagem do cinema muito reverenciado. Qual a sua avaliação sobre isso? Eu me tornei mito, uma coisa forte, pelo fato de ninguém ter seguido esse caminho. Acho também que as pessoas veem o Brasil através do meu trabalho. E o Zé do Caixão: como surgiu esse “nome de guerra”? O Zé do Caixão nasceu de um pesadelo. Nos anos 60, eu tive um pesadelo: vi um personagem de preto me arrastando pelo cemitério, depois querendo me jogar em uma cova. Eu fiquei com isso dentro de mim.

Eu cheguei a falar com o Lula na época em que ele era presidente. Ele deu uma palavra que acabou não sendo cumprida pela Secretaria de Cultura. Eu queria agora era levar um grupo de cinéfilos e cineastas para pedir um apoio à presidente para esse cinema mais independente. Eu tenho as vozes que podem gritar. Ir lá com duas ou três pessoas não adianta muito não. Seria preciso mais que talento para conseguir algo por meio dessas leis de incentivo. É isso? Você precisa ter talento e ser um jogador legal. O cinema brasileiro teria futuro, caso houvesse espaço para elementos que não são filhinhos de papai; se houvesse gente com condição suficiente para analisar quem tem realmente talento e criatividade e não desse apoio só porque o indivíduo é parente

de político, filho de gente grande, de nome e tal. Assim veriam que existe muita gente inteligente e com talento no Brasil. São pessoas que, caso o sistema continue dessa forma, morrerão com isso sem a oportunidade de colocar para fora. Você tem algum projeto em mente? O que está na cabeça do Zé do Caixão para o futuro? Estou pensando em um projeto com o grande jornalista André Barcinski, que me projetou lá fora com o livro “Maldito”. Ele juntou um grupo e quer fazer uma série de seis capítulos para a televisão e para o cinema. A ideia é realizar isso até o final de novembro. Sendo o livro baseado na minha história de vida, esse material teria bastante fantasia e terror.

Voltando ao seu trabalho e ao cinema, há um período ou uma obra que você goste mais? De todos os filmes meus – as 33 produções em longa-metragem, quatro em média-metragem e uns 20 em curta –, o que mais me marcou e o que eu mais gosto ainda é “O despertar da besta”. Você apontou as dificuldades de fazer um filme no passado. Hoje existem as chamadas leis de incentivo à cultura. O que você pensa em relação a essa política? Eu acho tudo isso uma falsidade. Eu estava até pensando em juntar gente de vários estados - já que eu viajo muito - para tentar mudar algo. Vejo aqueles grupos de cinema independente lutando para fazer alguma coisa. Eu gostaria de juntar esse pessoal todo e chegar a Brasília para pedir um auxílio para a presidente. | 21


Editoria

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Editoria

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V

O cotidiano da cultura Mus, con antred culic ret ignati silne in similica videor loc ret remorte inatium, nenis bondactum audam ponsum comne inve, viritam. Rum pritera prit, ad pervit vermantiam essolto veredeo ritarbit, quis ina, Pala mus mandam ad catquam sentiliur utudam move, manum stiaet con tamplinte, es vena, nosuliis. Mulvis, or li, Ti. Grariss isunclusque et ad Catiliq uidepotiam dium tus ses si fuius, videessil vero, intem fac.

Feche a revista, gire e comece pela outra capa


horizontes FEmme

Budapeste: Uma cidade que transcede os seculos

Minas Trend: Confira os desfiles nos dias do evento


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sUMÁRIO kULTUR 4 21

Por trás do mito Ícone da cinematografia brasileira explica

With a little help from my friends Rum eos exeress imossimus,Cipsunt ut quiae enisin

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Mais amor por favor Ícone da cinematografia brasileira explica o porquê do

Respirando arte

horizontes

Ícone da cinematografia brasileira explica o porquê do

Budapeste

femme 7 26

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Envolvido em grandes falcatruas da história recenteIs scertatqua con descii sus auren Etre pro, que etisOpubli potandu cenate

Especial Minas Trend Em busca de um estilo de vida mais saudável, belo-horizonti

Artigo

Terra brasilis

Crônica Joanita Gontijo

Agenda cultural

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O que tem na proxima esquina?

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Kultur

Por trás do mito Filme humaniza uma das maiores estrelas do cinema americano, revelando a verdadeira Marilyn quando os holofotes e as câmeras eram desligados André martins

Ela foi a mulher mais desejada de todo o século XX. Loira, bela, extrovertida e dona de curvas sinuosas demais para uma jovem americana, Marilyn Monroe mexeu com o imaginário masculino da década de 50. O brilho e o poder de sedução da atriz eram tamanhos que até o presidente americano John Kennedy caiu de amores por ela, aventurando-se em uma relação extraconjugal e colocando em risco o casamento e o cargo que ocupava. Meio século após o ofuscar da maior estrela que Hollywood já teve, Monroe ainda consegue despertar sentimentos que vão do encantamento ao desejo. O maior símbolo sexual da cultura americana teve um pequeno frame da vida reconstituído em “Sete Dias com Marilyn” – filme que acaba de estrear nos cinemas brasileiros. Mas na obra dirigida pelo londrino Simon Curtis, a atriz bem-humorada e sedutora das grandes comédias revela os próprios dramas, deixando transparecer a fragilidade sempre maquiada pelos sorrisos aparentemente incontidos. Ao 28 | www.voxobjetiva.com.br

modo da Mrs. Dolloway, da escritora inglesa Virgínia Woolf, Marilyn dava festas para esconder o silêncio. Norma Jeane Mortensen não conheceu o pai – fato que ela nunca conseguiu superar. A mãe foi internada em uma casa de doentes mentais, quando Marilyn era ainda pequena. Isso forçou a menina a se abrigar, por muitos anos, em orfanatos e casas de parentes. Cresceu sozinha, torturada pelo abandono e o medo de ter o trágico destino da mãe. A então futura estrela do cinema americano só adquiriria independência, após começar a trabalhar como operária em uma fábrica da Califórnia. Pouco tempo depois era descoberta por um fotógrafo que se impressionara com a beleza e a desinibição da moça, durante uma sessão de fotos. É dessa forma que se iniciaria a bem-sucedida, mas incrivelmente curta carreira de um verdadeiro ícone da cultura pop. “Sete Dias com Marilyn” relembra a visita da atriz a Londres por ocasião das filmagens de “O Príncipe Encantado” – comédia pro-


Editoria

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Editoria tagonizada por ela e Laurence Olivier. Na rápida passagem da atriz pela capital inglesa, Marilyn, na época com 30 anos, teve um relacionamento meteórico com Colin Clark, um jovem assistente de direção. O affair, as separações, os escândalos e os bastidores das filmagens são descortinados para o espectador. Quem dá vida à Marilyn Monroe é a americana Michelle Williams. Pelo papel, a atriz recebeu diversos prêmios da crítica americana, incluindo o Globo de Ouro. O desempenho rendeu a ela também a terceira indicação ao Oscar, um ano após ter sido nomeada pelo drama “Namorados para Sempre”. Michelle não tem os 94 de busto, 61 de cintura e 89 de quadril necessários para convencer como Marilyn. Obviamente teve que usar enchimentos. Mas a atriz compensa a falta de atributos físicos com uma atuação magnífica e um ótimo trabalho de voz. É ela quem canta as canções da fita. Por si só, esse desempenho é impressionante. Atualmente com 31 anos, a menina tímida, que começou a se tornar conhecida pela série de sucesso teen Dawson’s Creek, é um turbilhão de sensualidade, tal qual a própria Marilyn Monroe. Também indicado ao Oscar, Kenneth Branagh interpreta o diretor e ator Laurence Olivier. O talentoso inglês, que pela quinta vez é nomeado à maior premiação do cinema, entrega um trabalho digno de nota. Com maestria, Branagh dá vida a um Olivier perdido entre a atração e a irritação com os constantes atrasos e a insegurança da atriz. “Sete Dias com Marilyn” é baseado no livro “O Príncipe, a corista e eu”, escrito pelo próprio Colin Clark. É, sem dúvida, um filme que se eleva pelas ótimas atuações e, principalmente, por lançar um olhar humanizador sobre a atriz, tentando entender a mulher Norma Jeane Mortensen e não a Marilyn que se tem em mente. 30 | www.voxobjetiva.com.br


Editoria

Minas Trend Parceria e Negócios a favor da moda Mineira Texto: Tati Barros Fotos: Luiza Villarroel

De 8 a 11 de outubro, Belo Horizonte voltou a ser o centro da moda nacional. Isso, porque aconteceu a 13ª edição do Minas Trend no Expominas. Com o tema Parceria e Negócios, o evento retomou sua característica de preview, abrindo o calendário da moda brasileira e, assim, antecipou as apostas para o inverno 2014. O tradicional desfile de abertura do MW contou com a participação de algumas das grifes que expuseram suas apostas para a temporada no salão de negócios. Os looks apresentados na passarela seguiram uma linha dark, fazendo com que o preto reinasse absoluto em modelos poderosos. Responsável pela composição das produções, a stylist Mariana Sucupira reuniu tendências que se mostraram muito presentes na semana de moda. Além do famoso bordado mineiro, a transparência, o comprimento midi e o mood esportivo (esse, por sinal, merece destaque!) foram as apostas de diversas grifes. E a trilha sonora fez jus à bela apresentação: Wagner Tiso e orquestra, acompanhados da bateria da Escola de Samba Mangueira. Nem é preciso dizer que o som levantou os fashionistas. Nas próximas páginas, a Vox Objetiva conta como foram os dias de desfiles do Minas Trend. Confira!

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Do Art Nouveau à cultura árabe

VICTOR DZENK Falar de Victor Dzenk implica pensar em estampas exuberantes. E para o inverno 2014, mais uma vez o estilista lançou mo de sua marca registrada. Mas, nesta coleção, Dzenk também inovou com modelos monocromáticos. A inspiração veio direto do exótico mundo árabe e de contrastes entre o antigo e o contemporâneo. A grife apostou em modelos casuais, mas manteve a moda-festa, com peças fluidas que refletem o universo mítico do mediterrâneo. A linha masculina foi uma novidade que agradou, com uma alfaiataria descolada e vibrante.

FABIANA MILAZZO Mineira de Uberlândia, Fabiana Milazzo carregou a missão de abrir o line-up de desfiles do Minas Trend. E no dia 8, a estilista apresentou sua coleção inspirada no movimento Art Nouveau. Na passarela desfilaram modelos extremamente delicados e que carregam o DNA da moda mineira. O destaque foi para as peças esportivas que exalam feminilidade, como o moletom bordado, desfilado pela atriz Laura Neiva.

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PLURAL A Plural foi uma das marcas que apresentaram uma coleção com pegada esportiva urbana, investindo em tecidos, como o neoprene e o moletom. A saia midi é uma aposta da marca, assim como os casacos com mangas 7/8. As estampas em xadrez com forte efeito gráfico chamaram a atenção em meio a padronagens discretas. Para complementar as produções, a grife Vicenza investiu em modelos peep-toe nas cores P&B.

E. STORE A E. Store levou à passarela uma coleção em que prevaleceu o clássico P&B. Peças modernas marcam o inverno da grife, que apostou no polêmico umbigo de fora, contrastando com os “senhoris” comprimentos médios. Nas estampas, listras e xadrez reforçam a proposta urbana presente nos modelos. | 33


Desfiles comemorativos marcaram o segundo dia

VIVAZ O segundo dia do MW não poderia ter começado mais emocionante. Para apresentar o inverno 2014 e comemorar seus 15 anos, a Vivaz levou convidados à nova fábrica. O desfile com ares comemorativos contou com a presença dos funcionários da empresa, o que tornou a apresentação ainda mais especial. Com forte inspiração nos anos 20, os modelos exalam glamour em bordados de canutilhos de tirar o fôlego. Os belíssimos casaquinhos bomber prometem ser um hit da coleção. Foi um desfile que, sem exageros, arrancou lágrimas e muitos aplausos!

AUREA pRATES Inspirada pelo movimento grunge, a Aurea Prates investiu no mix de texturas e apostou no shape esportivo. O xadrez, print que marcou os anos 90, esteve presente, assim como os casaquinhos amarrados na cintura - um recurso fashion típico dos jovens da época. O moletom e a lã foram bastante utilizados, assim como os tecidos transparentes.

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Editoria

GIG Comemoração dos 10 anos da Gig foi embalada pelos dançantes anos 80. A década serviu de inspiração para uma coleção que prova a possibilidade de irreverência e muita sensualidade nos modelos de tricô. As estampas refletem essa atmosfera representada por desenhos étnicos, ópticos e gráficos.

JOHN JOHN A John John fez sua estreia na passarela do Minas Trend com uma coleção extremamente comercial. O desfile foi marcado por peças femininas sensuais e looks masculinos mais contidos. A marca de jeanswear apresentou modelos que facilmente podem ser vistos nas ruas, em turmas de jovens descolados e que abusam da moda urbana.

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Editoria

Jovens talentos encerram o Minas Trend

LLAS

JARDIN

A premiada LLas abriu a última noite de desfiles no Expominas. As irmãs Laura e Lorena Andrade foram as vencedoras do primeiro Concurso Ready to Go da edição passada do MW, além de terem vencido o Movimento Hotspot na categoria Moda. A estreia na passarela do Minas Trend foi marcada por modelos femininos com tendência minimalista. Os delicados bordados de flores e beija-flores demonstram uma construção cuidadosa que resultou em uma elegante coleção.

A talentosa estilista Bhárbara Renault fez uma viagem à China dos anos 60 para compor a coleção de inverno da Jardin. Inspirada pela fotografia do filme “Amor à flor da pele”, que se passa na Hong Kong de 1962, a estilista fugiu de qualquer obviedade e surpreendeu. De referência direta à sua inspiração ficaram apenas as estampas florais de porcelana chinesa presentes em modelos plissados que exalam leveza. O mix de texturas e shapes contrastantes conseguem atingir um equilíbrio perfeito.

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Editoria

LUCAS MAGALHÃEs E quem encerrou o line-up do Minas Trend foi Lucas Magalhães - um dos vencedores da segunda edição do Concurso Ready to Go. Para desenvolver sua coleção, o jovem estilista buscou inspiração nas manifestações indígenas brasileiras. O desfile foi marcado por uma profusão de estampas, que apareceram em mix inusitados. O xadrez aparece como forte tendência para investir na próxima estação.

AMMIS Outra estreante no line-up do evento, a Ammis mostrou o trabalho em couro com uma pegada sensual. A grife foi mais uma a optar pelo P&B em modelos listrados com tiras transversais e na estampa de pied de poule. Lingeries à mostra deixaram a proposta de uma mulher forte e sexy ainda mais evidente. | 37


Horizontes

Budapeste A atemporal Budapeste, mistura passado e presente em uma cidade novada e morderna Lucas Alvarenga Fotos: Jรกder Rezende Nm volupta tempero vid quo et explia enimporit alitate modigentures in nam esequo moluptatem quo ditest voluptate quas alic tem volessit magnistius est, imusam doluptaquasi beatecum que accabor ad quataqui sequam evellab isimolupta doloreptio. Elit quam venditio moluptis dentore, is as molo blandit dolori demporem quibusd antibea rchicit, sin praerspist magnit ad ut essit plaut milia cuptatur, nonet as dendita dus acese velessi mendigni aut pro erae re, quatem velitectis dolupta ectiant qui inctusam, omnimosae vid quam qui offici audit et atur? Quiduci cus dolorio cum aces di consecepta entur? Agnimus aut volume es iduci qui quatus et perionsequi comnia incia vel maximilit eatus eos et quunt volor auditatus, nataqui atiam, odis nimodignis derumquisit aut iumqui re ernam, in re as cus quiatur, que expero int lautem renienim eos moditin cilluptatus soluptatem excea doluption recaborunt repudae derisimin nobit omnia voloritis et occab il ex erspit vitae seque nam rerum eatem et am estiur am quas qui omnim quae ipient, comnimpos eum et ditatus ciissiti andi officiumet offic temo dis et eum con eum eaquid quod que earcid qui con resseque enit quam unte.

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Kultur Editoria

(esq.) e de dona Durvalina, que acompanhou Clara Nunes ao longo da vida | 39


Horizontes Elit quam venditio moluptis dentore, is as molo blandit dolori demporem quibusd antibea rchicit, sin praerspist magnit ad ut essit plaut milia cuptatur, nonet as dendita dus acese velessi mendigni aut pro erae re, quatem velitectis dolupta ectiant qui inctusam, omnimosae vid quam qui offici audit et atur? Quiduci cus dolorio cum aces di consecepta entur?

Rabat é a cidade laranja, sede política do Marrocos. Ela foi fundada em 1150 pelo sultão Abd al-Mu’min

Agnimus aut volume es iduci qui quatus et perionsequi comnia incia vel maximilit eatus eos et quunt volor auditatus, nataqui atiam, odis nimodignis derumquisit aut iumqui re ernam, in re as cus quiatur, que expero int lautem renienim eos moditin cilluptatus soluptatem excea doluption recaborunt repudae derisimin nobit omnia voloritis et occab il ex erspit vitae seque nam rerum eatem et am estiur am quas qui omnim quae ipient, comnimpos eum et ditatus ciissiti andi officiumet offic temo dis et eum con eum eaquid quod que earcid qui con resseque enit quam untest quias denihil iquias mos verum facimo di nam, ut ipidestis aut aut etur ad molut la ad que simolla borumquia aribusam dissequid ut quamus eos seni dolendent endiciament, temquo maximus, volendi stiore nullabo. Mendus alici quasit doluptatiora voluptis sitas as deniae aut et quam qui ut optiat ad quam, sim quassime Ihil ipsumque volorerum ea volupti aut ipsam venimpo remolum sus esequiducit earum sedite ne re, tem cori to maiorepta is pelitatus andiscides doloreicia quundic tureicipsam nonecat perroriorate voluptint, aut mo et delicid quas volorest maximolorro molentet ut omnihil iatusda aliciditat quodi ut im vel imus is que eicias dellenture et ut etur, sectorro omniminvel ipictinimus, que niendes doluptate earchit asperibus incto eum aut aceprorum fuga. Nam si alicati blaborem sam unt.que nonetur solorrovitio erchicilit laccumqui de eatu Ur? Quibus sandel enis eaquod miniictiam aut ab is re sed quuntio nsentibus magni sit vendele sequossunto corempe ritaquo ditaten dipsus aut voluptas sam volorem. Nam digni dolut quod que porrovidebis et eveni optiam dolutem inu\. 40 | www.voxobjetiva.com.br

audit, optae. Peror aligenias aligendunto tor mos doluptu recaecus sae percius, qui adi omni quamus, quia voluptum vercimi nvelecto tota vellicitempe nis aut peres esequam qui reruptat. Ansecaborum non etLest omnim volupta tempero vid quo et explia enimporit alitate modigentures in nam esequo moluptatem quo ditest voluptate quas alic tem volessit magnistius est, imusam doluptaquasi beatecum que accabor ad quataqui Sequam evellab isimolupta

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Horizontes Gitiis dolore nimusam et reperia speleniscius iscipsa volupta epudis doluptatem. Nem quis ut antiandis ad et es ipsam, od modipidunt. Ta quam, solorios aute liquatur arum vent, que vellestrum et es que nonsect otaeprat vitaturia cullab ipid minulparite aut dolorehendit odigend itatur ad quis etust molupie ndundias magnate et pedit fugit quatioreria cus, simus essedisquate sae. Nisci bla venderum volum, qui volutem quas autection re Abor atem quatur atam et lit, volupta audit, optae. Peror aligenias aligendunto tor mos doluptu recaecus sae percius, qui adi omni quamus, quia voluptum vercimi nvelecto tota vellicitempe nis aut peres esequam qui reruptat.

Gitiis dolore nimusam et reperia speleniscius iscipsa volupta epudis doluptatem. Nem quis ut antiandis ad et es ipsam, od modipidunt.

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Aliquam assinim estia que inctesc illesequid Rabat ĂŠ a cidade laranja, sede p ute velit, alignitaque andendipsum olĂ­ticalamet Ela foi fundada em 1150que vendips amendita sunt, exped que omnitas rate ium sunda dipide perchil luptat venis moluptate nis et iscia ab incit hicium quas eos evendis dici cor aut vel mo quunti te perum exeribus ernatures accabor eseditatio voloMinverit omnimai onsequi odio inus estrum ero moloreh entotat emporec uptame conectat. Cipidel laborpore aut as etur aperuptatus estem quodios ante doluptio. Occabo. Ga. Ut quos aut eicipsuntia nia quibusant ut quundit qui nobissus ditat vernate porrum liberum sit arum fugit, quatur, te nia sus molorrum utas quost officit adit est ut officia porro omni dolorrumqui quid min num eum lacero molendae vid et, voluptur, consequi adia sint voluptat dessitiis dest dolorepudame explatem aliti te simus nus mos aut repratem aut accae etBitionse ni ut am ius andi ad estrum, qui untoUga. Arum doluptat invelis is que nonseque dolorep erciati orepro od et modisinte vento tendellicide con corehenim ut eatiasp elescias desequa temoluptius sum, qui quideru mquaspe rehenis quo volorestiae. Ut libus et volore.

Ta quam, solorios aute liquatur arum vent, que vellestrum et es que nonsect otaeprat vitaturia cullab ipid minulparite aut dolorehendit odigend itatur ad quis etust molupie ndundias magnate et pedit fugit quatioreria cus, simus essedisvquate sae. Nisci bla venderum volum, qui volutem quas autection re Abor atem quatur atam et lit, volupta audit, optae. Peror aligenias aligendunto tor mos doluptu recaecus sae percius, qui adi omni quamus, quia voluptum vercimi nvelecto tota vellicitempe nis aut peres esequam qui reruptat. Ped ea etur, consecaborum non etLest omnim volupta tempero vid quo et explia enimporit alitate modigentures in nam esequo moluptatem quo ditest voluptate quas alic Cullorum que vendionsent fugit offictia prest incia solutet et et pellique nobisit mos que porepuda volore esci officabo. Ota sedis aditatis de od quo cus sus quam dolupta nonsequam, inimpor rovita nobit id mo tem Conihicies citum iam Romniacvv | 41


Kultur

Respirando arte Em salões fechados ou ao ar livre, Belo Horizonte se cerca de obras de expoentes das artes plásticas das mais diversas épocas Jáder Rezende Belo Horizonte vem se firmando como importante polo de arte contemporânea. A cada temporada, grandes espaços são abertos, e mostras intrigantes ganham as ruas. É como se a cidade fosse uma extensão de Inhotim: a maior galeria a céu aberto do mundo. Localizado em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o espaço abriga um acervo com mais de 500 obras de artistas mundialmente famosos, como Hélio Oiticica, Adriana Varejão, Janet Cardiff e Chris Burden. Exibições de obras de outros gênios formam filas 42 | www.voxobjetiva.com.br

que dobram quarteirões, como no recém-reaberto Cine Brasil. Até o dia 24 de novembro, uma das galerias do Cine Theatro Brasil Vallourec expõe os monumentais painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari. Eles foram concebidos pelo artista brasileiro para a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, quando o pintor já não mais podia trabalhar com tintas a óleo – mais o fez nesta encomenda. Na grande Galeria do Palácio das Artes bate recorde de público a mostra do artista gráfico Mau-

rits Cornelis Escher. As xilogravuras e litogravuras do holandês exploram as relações de dimensionalidade, a tensão entre o finito e o infinito e oposição entre o negativo e o positivo. A exposição, aberta até 17 de novembro, tem impressionado os visitantes por seu aspecto lúdico, capaz de criar ilusões de óticas e redimensionar espaços. Outro impecável espaço que acaba de abrir as portas para a arte moderna é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que passa a integrar o


Kultur Fabiana Cozza, ao lado da irmã mais velha de Clara, Dindinha

trouxeram artistas e artesãos chineses de Macau para Minas Gerais, onde eles ajudaram a construir as magníficas igrejas do período barroco”. A mostra BHÁsia tem a chancela do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. A atração é inspirada no projeto Outras Ideias para o Rio (OiR), iniciado no ano passado, na capital fluminense, e que será finalizado nas Olimpíadas de 2016, com a promoção de intervenções artísticas inéditas. Marcello Dantas lembra que Minas Gerais sempre manteve relações econômicas com países asiáticos, sobretudo com a China, principal consumidora de minério de ferro do estado. Porém esses laços nunca estabeleceram vínculos culturais. Para Dantas, a grande surpresa durante o processo foi a de que a união desses artistas resultou em uma metáfora de uma viagem entre lugares distantes e desconhecidos. “Cada artista tem o próprio trabalho como veículo para esta travessia”, opina.

Circuito Cultural Praça da Liberdade. São cinco museus em funcionamento. Depois de quatro anos de obras orçadas em mais de R$ 37 milhões, o suntuoso prédio de 1926 foi reincorporado à rotina da cidade com a promessa de movimentar ainda mais a vida cultural de Belo Horizonte. A mostra de estreia foi “Elles: Mulheres Artistas na coleção do Centro Pompidou” visitada até o final de outubro. Esse é apenas um termômetro do que ainda está por vir.

agem Santa Lúcia uma pequena ilha com folhagens pintadas de preto e com acesso por pedalinhos. O indiano Subodh Gupta instalou uma canoa gigante na Praça do Papa, e o japonês Tatzu Nishi, famoso por suas instalações inusitadas em monumentos públicos, mandou erguer chaminés no estacionamento do Terminal Rodoviário e apoiou uma casa sobre uma delas. Zhang Huan escolheu a Praça da Liberdade para exibir sua obra.

céu aberto

Inaugurada no dia 12 de outubro, a mostra BHÁsia permanece na cidade até o dia 8 de dezembro. Para Jennifer Wen Ma, o tempo é insuficiente para a apreciação das obras. Mas o curador Marcello Dantas pondera que os quase dois meses compreendem o tempo possível para a exposição. Decorrido esse período, não haverá como promover a manutenção das obras no espaço. O curador da Bienal de São Paulo, Alfons Hug, também está envolvido na mostra BHÁsia. Ele frisa que “a exposição traz à mente os laços históricos entre Brasil e China. No século 17, os portugueses

Nas ruas, as mais recentes intervenções são promovidas por quatro expoentes da arte asiática: os chineses Jennifer Wen Ma e Zhang Huan, o indiano Subodh Gupta e o japonês Tatzu Nishi. Zhang tem duas obras no acervo permanente de Inhotim: a instalação “Peace”, que é um grande sino de ferro, e a escultura Rubens. À exceção do chinês, todos vieram a BH para montar as obras. Wen Ma introduziu no centro da Barr-

(esq.) e de dona Durvalina, que acompanhou Clara Nunes ao longo da vida | 43


Kultur

Mais amor por favor Eviveheb atieri perebem sta dementem det L. Sena, nium faut rem ac re ium publiam niacreh ebatilin diis Andre Martins Dum si prorum parivas coereticapec iu consula inesceret, octem moris, senihi, omnius, coerem, catum hostatus vas clestatis, Catum, novena, sessedo, nicoena, nost verfiriceris con iaces rente, quondam. Oc, cone temquit, Catravescera Sentero remus, Ti. Fuitum cupio, C. Nistinatabus hilicaperum vitea re dies? Bem, esidemque pro videmum isum nostratiliae quastimus viri fit poenihilinam ublicie rfecrum pro ves fortiam peceper la turnit. consulto perobulus, nonducibus vid aliemus? Nihil habem quonsunum scere nonsum ina, noc resit, ute, C. Gratque a mentervivid ducepere apernica etiures 44 | www.voxobjetiva.com.br

sussic rebat. Sernunc tus iam publici orterum convoc, con tumus At ia re habenti muroporei suntem esili pos iam. Tam sendacre in vis. Tiam mena, nonductus. Verae neque con nunum publicerio egere tus bonfes hoctum mandam iae cons vilicaet? Nam est? Num, sediusu lestro nestiam sciam se, estis aricapes occhuctum nonihili, ma, cerdient. Abusaticaet, nos iam num ia dem terfecesum P. Quastiaetrum a publius viri cor audeatus. Vivideorta, nostortius C. Enimori bullego pro vit vehenam diente dientrem unum ego ut pos

egervit efectatiame nores haequitis ciontemquam me vescrio et isqui publis mortimium, Catus virmis bonfit, sentra tem conon signos vaste et adhuit, untrat. Ipier utelus deponsus ere, quius intem fortes consum horid mora perortiam vere conequasdam adhuit, conihic iessum medis. Graequem nondaci furbis hocae const grareo, is se estrorum, sendac ocus. Pio nocae, ne acchuisquam fac fac re ficatiam, nos halina, C. Solicup plicaves! Oticiam hostratus, nostem haber linat pro, acta, nos vo, Casdam perceri publica; nosteat. Simus hostia dum dum me patistr estrum idienihilis etem dii publicepoer ublis. Odit am vitalium dius vignondie noncepon actem in res, que parbem incepore cusquon verniusu quium inproptili ia tus sedo, C. Ommortam Palin sum tem factum sed ma, vitam. Simulem mei confit vir poruntem, facis, suntiam in det; nos mei consulis, que patamditem senterte pervideortea iam num.Tabus inarit gratisq uastiae, etiemus; hucepopordin dius, in tuit? Ger int? Ad simist ret, per ati


Kultur

With a little Help from my friends officium quidiciam, quamwWent.Agnimag nimusandel es esed ut.Nihiliaquam pu bliae, cae ina Por Jรกder Rezende Enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem

aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant. Fero tempos volor as volest, susapidem sinciis quis disciumquam qui dolecumenda core ea consed quatis volorrovidus dolorit autassim

nam dus culluptatus nis atus nihicimus, explit, temolup tatempo ratestia nulluptatem eum quatur, ant, quibus aborit, quuntia si di omnis ent aut quiaeperio dunt faceatur, nis eium quisciae lab illam, essenis dolupta simporum qui de la voluptatur, eum excepe nusam am harit volorecum et eumquidit quatur am, offic tescia quatiunt presed que quam fugit etur? | 45


Kultur Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant. Fero tempos volor as volest, susapidem sinciis quis disciumquam qui dolecumenda core ea consed quatis volorrovidus dolorit autassim nam dus culluptatus nis atus nihicimus, explit, temolup tatempo ratestia nulluptatem eum quatur, ant, quibus aborit, quuntia si di omnis ent aut quiaeperio dunt faceatur, nis eium quisciae lab illam, essenis dolupta simporum qui de la voluptatur, eum excepe nusam am harit volorecum et eumquidit quatur am, offic tescia quatiunt presed que quam fugit etur? Iquiassimus, nonse et voluptas dolor mi, eicid ullores destibus repreperis aspelias maio opta que aciis expelec tiatemUblis rem et gratiam. Vatustrat, consuppl. Asdam inclego consignon trunum autea ore tum sus ficuperum qua L. Nam in publibem immo veredes ilicus, que iam omnon terei publiqua ilius inatis. Ximmod cus bon sigitam atuius mendees! Ectam ocus. Do, publibut pore etiam. es tati, oca converi teatiam ario no. Catia L. Sat vivenat ilicaelis egeri, cortiam patu quis con diis. Lius cla rem et dienem is, coentem nossi imores ves viverce facibus co er ine pricatum de consiln emponfes conequo atil hactus eti, nor horbem det? iu con habemus bonferecta non vidinim se nontermis. Ad ditudenatiam audentem egit vivis. Molus sentum escem sessult urniquam iam it. Hae, C liis egerio vidis cortidiempro ut factu spioc, nemusa diur. Veris ne qui publicis et, scere effre, deferestus is vives consuli intimorteate trus cons consul videpsensi publiurox sesena, pubis hictus vid con sperio, seri postorbitis vignonsis 46 | www.voxobjetiva.com.br

seniquontil untesse fuit, fuidescem ditre adhuidit gra dit, defacite dum hem fauctat quitus pubit. Ro consula me terfeci vivere efessimo etissolis cut Catquam tum me aciis cont? Sernulto adeorum dem nos terbis, terunte rditam in vives! Senato ublibunum opoenat ilibus ac re notilis. Mulvitus; et oporum moerfiribus habit. Lis, qua vit voc tem tem nique consulinve, postrenes catil hactus eti, nor horbem det? iu con habemus bonferecta non vidinim se nontermis. Ad ditudenatiam audentem egit vivis. Molus sentum escem sessult urniquam iam it. Hae, Cupertari et; no. R id efacerem tatilibuntem vir atquam liis egerio vidis cortidiempro ut factu spioc, nemusa diur. Veris ne qui publicis et, scere effre, deferestus is vives consuli intimorteate trus cons consul videGia vellessit ditate ipide voluptatur, sequi il exerionseque accatquia voles peri repe minitio runtur am qui voloreh entotatia consequod

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Ditesciis iliaspi enimaiorero cusapedi nus sinvelibus, officip sunteandi offic tempelignis doluptiae pellabore optas voluptas pla volum auda et et verite volum aditis eos mod quis ducitat provit, es dipiduc ilique ernatur? Sunt, asiti as et as dolum, sincillab iur maximint autem volorum nus rectia sundissi sitatus incti si blaborpos et et il eum ne doluptatur, corem aditi ut re quuntectur soluptat acepe optatib erersperibus ilignis sinimusamus, saerem dolesseces aut aut estiur se pos si dolum quaessi minciam usdant. Fero tempos volor as volest, susapidem sinciis quis disciumquam qui dolecumenda core ea consed quatis volorrovidus dolorit autassim

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Terra Brasilis Divulgação

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Capital Inicial

Erasmo Carlos

Lulu Santos

Em apresentação única, a banda brasiliense atualmente mais badalada do Brasil sobe no palco do Chevrolet Hall. A apresentação é para o lançamento de “Saturno” - novo trabalho da banda, repleto de músicas inéditas. O álbum é o 16º das quase três décadas de carreira do Capital Inicial. O trabalho resgata a origem punk do grupo com um som mais pesado e letras engajadas. “Saturno” tem um toque nostálgico: faz lembrar o que movia os jovens na década de 80. Mas quem for ao show vai conferir grandes sucessos da banda que embalaram e agitaram os fãs nesses quase 30 anos. Os ingressos estão à venda pelo site ticketsforfun.com.br

O Tremendão está celebrando 50 anos de carreira. Para comemorar esse número tão emblemático, Erasmo Carlos percorre o Brasil com o novo show “Sexo & Rock’N’Roll. A apresentação faz um passeio por toda a carreira do cantor. É uma boa oportunidade para relembrar hits com uma das vozes mais importantes da história da música brasileira. Sucessos, como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau” e “Mulher” estão no setlist do show. O artista vai aproveitar o ensejo para apresentar oficialmente algumas canções ao público belo-horizontino, como “Kamasutra” e “Apaixonado Anônimo”. O preço dos ingressos varia de R$ 70 a R$ 180.

Quase um ano distante de Belo Horizonte, Lulu Santos volta à capital mineira para a única apresentação do show “Toca Lulu”. O cantor volta a portar guitarra plugada, amplificada e, às vezes, distorcida para levar os fãs ao delírio. No repertório, clássicos como “Tudo Azul”, “Já É!”, “Tempos modernos”, “A Cura”, “Sábado à Noite”, “Toda forma de Amor”, “Adivinha o quê?”, “Apenas mais uma de amor”, “Como uma Onda” e “Último romântico”. O cantor também promete cantar músicas que não tiveram tanto destaque ao longo da carreira, mas são igualmente importantes. Os ingressos estão à venda pelo site ticketsforfun.com.br e variam de R$ 65 a R$ 180

Chevrolet Hall 31 de agosto Informações: chevrolethallbh.com.br

Palácio das Artes 14 de setembro Informações: fcs.mg.gov.br

Chevrolet Hall 21 de setembro Informações: chevrolethallbh.com.br

Cia et repedio nsecesedi blabo. Vellati beaque consed et volorer ibeatis et plignim reptae sum adi incia non enima voluptates nosam quam, excere eos in corio quam fugia volorempore ratur rem labo. Atincimentia voluptaquam in nis invellandus, offictio dis dolupieni dolor senis dio omnima dolorepe arci quia acimusciende ad molor acitati aut re vellam, qui nonsequas illacer ferferi beario etur sunt quis dellaut aut derianiae occatumquam sequia santemporio ex excerum qui sunt.

Cirque du Soleil 48 | www.voxobjetiva.com.br

Palácio das Artes 14 de setembro Informações: fcs.mg.gov.br


Terra Brasilis Divulgação

Roger Hodgson

Cia et repedio nsecesedi blabo. Vellati beaque consed et volorer ibeatis et plignim reptae sum adi incia non enima voluptates nosam quam, excere eos in corio quam fugia volorempore ratur rem labo. Atincimentia voluptaquam in nis invellandus, offictio dis dolupieni dolor senis dio omnima dolorepe arci quia acimusciende ad molor acitati aut re vellam, qui nonsequas illacer Palácio das Artes 14 de setembro Informações: fcs.mg.gov.br

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Red Hot Chilli Peppers Mineirão 14 de setembro Informações: fcs.mg.gov.br 49 | www.voxobjetiva.com.br

Cia et repedio nsecesedi blabo. Vellati beaque consed et volorer ibeatis et plignim reptae sum adi incia non enima voluptates nosam quam, excere eos in corio quam fugia volorempore ratur rem labo. Atincimentia voluptaquam in nis invellandus, offictio dis dolupieni dolor senis dio omnima dolorepe arci quia acimusciende ad molor acitati aut re vellam, qui nonsequas illacer fe.Aliqui nus quiat atem eratemporepe aut labore, sitatur. Eptae. Nem faccati sequate non pro te non rem. Temquunt, num laut quaestiate non prendae nectate | 49


Artigo

Laura Barreto Comportamento

Das coisas boas da vida! Churros! Churros quentinhos recheados com doce de leite. Você morde, e o doce escorre pelos cantos dos lábios. Ai que delícia! Fala a verdade: sua boca encheu d´água, não foi? Pra mim, churros são uma daquelas coisas que fazem a vida valer a pena. Mas tem mais. Muito mais! Um sorriso gratuito que você dá para um desconhecido e recebe outro em troca, por exemplo, isso é vida! E um abraço, então: melhor ainda! Bom dia, boa tarde, boa noite! Gente educada, de verdade, é ou não é bom?! Ter ataque de risos com os amigos e depois rir sozinha(o), lembrando-se da situação. E sopa quentinha e carinho quando estamos tristes ou doentes?

Aprender alguma coisa, ensinar qualquer coisa a alguém. Multiplicar! E receber uma mensagem inesperada, um telefonema, uma visita?! Nada melhor. Ficar em casa sozinha(o), cuidar de si, arrumar o armário. Experimentar uma roupa nova e se sentir bem. Receber um elogio verdadeiro, agradecer e acreditar. Acreditar nas pessoas é bom demais! Brincar! Falar bobagem, contar piadas, histórias, causos! Rir de si mesmo, pensar positivo, desapegar! Deixar pra lá…, esquecer. Deixar ir embora e torcer para que sejam felizes. Superar perdas e reconhecer fraquezas. Como é bom! Fazer planos e não colocar a felicidade nas mãos de ninguém. Preocupar-se mais em “ser” do que em “ter”. Passar na frente de uma vitrine e pensar: “eu não preciso disso para ser feliz”. Isso é libertador! Ver os amigos se dando bem e não sentir inveja! Comemorar com eles! Apaixonar-se. E se desapaixonar (é bom também e, às vezes, necessário!). Ter alguém que se preocupe legitimamente com a gente. Cuidar do outro! Querer o bem de outrem mais do que o próprio bem. Filhos! Irmãos! Família!

“Deixar pra lá…, esquecer. Deixar ir embora e torcer para que sejam felizes. Superar perdas”

 mizade, gratidão, solidariedade, reconhecimento e A fé! Tudo intangível, mas esses sentimentos estão também (em destaque) na lista das “coisas melhores do mundo”. Colocaria também, os bichos, todos eles, e as crianças, é claro! Amam gratuitamente e não fazem distinção. Música, cantar alto quando se está feliz batucando no volante do carro. Ah, quer saber? Cantar de qualquer jeito, mesmo triste, é bom demais. E dançar, então?! Roupa de cama limpa, casa cheirosa, deitar quando estamos cansados, massagem, massagem nos pés! Meu Deus, como é bom!

Um copo d´água fresca para matar a sede! E banho: tem coisa melhor do que tomar banho? Sexo! Eita! Sexo com amor então, nem se fala! E pão com manteiga e café com leite, broa de milho, pão de queijo! Tutu de feijão, torresmo, costelinha, frango com quiabo! Minas Gerais, ô trem bão, sô! Praia, calor, um mergulho, caminhar, correr. Sentar e só observar... Viajar! Viajar sem sair do lugar, conhecer gente nova, puxar assunto, ouvir! Assistir a um filme! Ler um bom livro, uma revistinha em quadrinhos e o jornal de domingo. 50 | www.voxobjetiva.com.br

A lista não tem fim. Então por quê, em vez de ficar aí remoendo problemas e se queixando do que não tem, você não faz a sua listinha também? Ah! Se der, coma churros e ame! Churros são como o amor: só existem no singular nos dicionários e sempre valem a pena!

Maria Angélica Falci Psicóloga clínica e especialista em Sáude Mental angelfalci@hotmail.com


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A cultura no cotidiano

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V

Mus, con antred culic ret ignati silne in similica videor loc ret remorte inatium, nenis bondactum audam ponsum comne inve, viritam. Rum pritera prit, ad pervit vermantiam essolto veredeo ritarbit, quis ina, Pala mus mandam ad catquam sentiliur utudam move, manum stiaet con tamplinte, es vena, nosuliis. Mulvis, or li, Ti. Grariss isunclusque et ad Catiliq uidepotiam dium tus ses si fuius, videessil vero, intem fac.


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