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Jornal

Bola Comunitária

Rs

Nº1 - DEZEMBRO/2012

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

TIRAGEM: 50 MIL EXEMPLARES

LEO CHAVES

KATIE BRADY

CUFA RS lança torneio em evento no Campo da Tuca

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Tarso Genro e o rapper MV Bill participam da abertura página 3

Projeto de prevenção ao uso do crack é tema de exposição na Usina do Gasômetro página 2

Veja como se inscrever no Bola Comunitária página 2

Conheça mais sobre a história da CUFA RS contracapa

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JORNAL DO TORNEIO BOLA COMUNITÁRIA DEZEMBRO 2 2012

Saiba mais sobre os projetos da CUFA RS A CUFA atua como mobilizadora das juventudes para difusão e visibilidade da cultura da periferia e para a transformação da realidade de inúmeros jovens. Sua ação torna-se eficaz na medida em que valoriza as aptidões individuais e coletivas que contribuem para a emancipação e o desenvolvimento social, cultural, artístico da comunidade.

Cia de Teatro Tumulto RS A prática teatral é o meio pelo qual jovens entre 04 e 16 anos exercitam sua cidadania. O grupo teatral formado, em sua origem, por jovens da periferia de Porto Alegre, especificamente do Morro Santa Tereza, utiliza o teatro-fórum, entre outras diversas técnicas, como prática para abordar temas da atualidade, promovendo uma discussão saudável sobre o contexto da comunidade. Os participantes também realizam apresentações em eventos sociais, aplicando as técnicas estudadas.

Projeto de Fotografia Desde 2006 a CUFA RS realiza formação em audiovisual com jovens entre 12 a 18 anos. O projeto que já foi realizado em parceria com o Governo do RS visa levar as técnicas de fotografia para dentro das escolas e associações com objetivo de formar novos multiplicadores sociais sensibilizados pela fotografia. Entre os temas enfocados, estão as questões sociais e raciais, prevenção à violência, juventude, consumo e tráfico de drogas, entre outros. Desde 2008, foram beneficiados mais de 70 municípios gaúchos,

atingindo diretamente mais de 7.000 jovens e mulheres. Projeto LIIBRA Liga Internacional de Basquete de Rua Fomenta práticas esportivas por meio do basquete de rua, como ferramenta de inclusão social, e promove a integração morro e asfalto. Projeto desenvolvido no Rio Grande do Sul desde 2006 e que envolveu mais de 100 mil jovens, entre atletas e público participante. As competições ocorrem em âmbito nacional. No Estado, o projeto já está em sua sexta edição.

Projeto Cine Paredão Objetiva contribuir para o desenvolvimento intelectual e artístico-crítico de crianças e jovens apor meio da exibição de filmes, debates e discussões acerca da produção cinematográfica e dos temas abordados na tela. As exibições ocorrem em locais de alto grau de vulnerabilidade e, geralmente, logo após situações de violência, com o intuito de (re) significar o espaço, diante dos jovens e crianças das comunidades.

Circuito Papo Reto Circuitos de palestras ministradas pelo comunicador, ativista social e diretor executivo da CUFA RS, Manoel Soares. Nestes encontros, ele aborda temas relevantes à juventude, principalmente das periferias. Desde 2008 foram mais de 360 mil jovens em 160 cidades do estado do RS e seis estados brasileiros (Salvador, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Brasília e São Paulo) participantes do circuito, que teve como eixo principal, a prevenção ao consumo e ao tráfico de crack.

As crianças são um dos alvos principais da ações formativas da entidade.

Circuito Papo Reto é tema de exposição na Usina O Circuito Papo Reto tem muito que comemorar! Realizado pela CUFA RS, o projeto que visa a contribuir para o processo de prevenção ao crack já atraiu, desde 2008, mais de 360 mil jovens em 160 municípios, incluindo Salvador, Brasília e cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, por meio de palestras, oficinas e atividades conduzidas pelo comunicador e ativista social, Manoel Soares. Uma mostra desta ação poderá ser comprovada no próximo dia

1a. Exposição Circuito Papo Reto Em 2012 foram mais de 45.000 jovens que fizeram parte do maior projeto de prevenção ao crack em ambiente escolar no País, mais de 1.100 atividades envolvendo diretamente 51

escolas municipais de Porto Alegre e 50.000 exemplares do livro “Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra” inseridos na Rede Municipal de Educação. O Projeto Circuito Papo Reto Porto Alegre é uma iniciativa da Central Única das Favelas do RS, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação. Na ocasião haverá a entrega do Troféu Honra Preventiva para os entusiastas da prevenção em nosso País.

Veja como se inscrever no Torneio Bola Comunitária O Torneio Bola Comunitária é dirigido exclusivamente para jovens residentes nas periferias da Região Metropolitana de Porto Alegre. Para participar é muito simples. Cada município envia seus 22 melhores jogadores.

1º Passo: Os representantes das comunidades se inscrevem preenchendo o formulário virtual disponível no site www.bolacomunitaria.com.br, seção “Inscrições”. Não é necessário apresentar nenhum documento.

Webdesigner - Andreia Silvia Editora de Redes Sociais Suyanne Ribeiro­ Editor de Vídeos - Rodrigo Ourique Fotos: Rafael Marconatto Site: www.bolacomunitaria.com. br Twitter: www.twitter.com/ BolaComunitaria Facebook: www.facebook.com/ BolaComunitaria

EXPEDIENTE

Diretoria:

Equipe de Jornalismo:

Jornal Bola Comunitária Veículo de Difusão da Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul – CUFA –RS Fundada em 04 e novembro de 2005 Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 38, Sala 1619, Centro, Porto Alegre/RS Telefones: (51) 3224.3995

Coordenação Estadual - Manoel dos Santos Soares Coordenação Institucional Ivanete Pereira dos Santos Coordenação Administrativa Dinorá Rodrigues Coordenação de Comunicação Felipe Nogueira

Editora e Jornalista Responsável: Silvia Abreu (MTB-8679-4) Planejamento Gráfico e Diagramação - Bibiana Saldanha Identidade Visual - Paulo Daniel Santos Designer Gráfico - Afonso de Lima Editora de Rádio - Ohana Constante

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11 de dezembro, às 15h, quando será inaugurada a 1a. Exposição Circuito Papo Reto, no 2o. andar do Centro Cultural Usina do Gasômetro, localizado à Avenida Presidente Joao Goulart 551, em Porto Alegre.

2º Passo: Representantes das comunidades selecionadas se reúnem com a Comissão Organizadora do torneio para congresso técnico.

As inscrições iniciam-se no dia 08/12 e encerram-se no dia 28/12. As comunidades selecionadas serão divulgadas no site no dia 29/12. O torneio em si ocorre do dia 19 ao dia 27 de janeiro, nas quadras da PUCRS. A inscrição é feita por uma pessoa representando a comunidade. Não é por time. O time será formado por uma seleção dos melhores jogadores de cada comunidade, ao modelo da Copa do Mundo.

Fale Conosco: Comunicação Bola Comunitária 2013 Felipe Nogueira – comunicacao@ bolacomunitaria.com.br (51) 51 82534207. Silvia Abreu – silviaabreu. comunica@gmail.com (51) 92772191 / (51) 8467-4114 Impressão: Gráfica Pressxpress Tiragem: 50 mil exemplares

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JORNAL DO TORNEIO BOLA COMUNITÁRIA

CUFA RS lança, na Tuca, o Torneio Bola Comunitária Os jogos do Torneio Bola Comunitária se realizarão nos dias 19, 20, 26 e 27 de janeiro próximo, sempre aos sábados e domingos, e irão reunir 32 seleções formadas por jovens de 15 a 17 anos, moradores de comunidades dos 32 municípios da Região Metropolitana.  Todos os jogos do torneio serão nas quadras da PUCRS, sendo que a final do campeonato, no dia 27 de janeiro, será no estádio da PUCRS. Estima-se que o projeto envolverá, diretamente, 1.000 jovens no torneio e 14.000 no processo de seleção. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de dezembro. O resultado será publicado no site da entidade às 18h do próximo dia 29. As comunidades terão até o dia 10 de janeiro para realizarem as inscrições dos seus atletas. Torneio tem como foco principal envolver jovens das comunidades periféricas da região metropolitana de Poa Além de promover a integração das comunidades por “proporcionam uma visibilidade que o futebol é uma das formas carismático”, ressalta. meio do esporte, o torneio busca ainda maior para territórios con- de se combater a invisibilidade  O Torneio Bola Comunidescobrir talentos para o futebol hecidamente férteis na revelação social, de se transformar estigma tária é uma realização da CUFA e manter-se integrado ao poder de novos talentos esportivos”. em carisma. Queremos fazer com RS, com o patrocínio da Corsan público estadual e local a fim de O diretor executivo da CUFA RS que as pessoas que são estigma- e apoio da Famecos/PUC, Secrelevar serviços e debates para es- ainda destaca a contribuição efe- tizadas pela sua condição social taria Estadual do Esporte e Lazer, tas comunidades. Para Manoel tiva no aumento da autoestima e localização geográfica sejam Governo do Estado do Rio Grande Soares, iniciativas desta natureza dos envolvidos. “Nós entendemos protagonistas de um processo do Sul e  Detran-RS. DIVULGAÇÃO, TAÇA DAS FAVELAS

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m sintonia com os mais importantes eventos esportivos mundiais - a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 –, a CUFA RS (Central Única das Favelas RS) lança no dia 08 de dezembro, no Campo da Tuca, em Porto Alegre, o Torneio Bola Comunitária. O objetivo é envolver e unir as comunidades por meio do futebol. Participam da abertura o Governador do Estado, Tarso Genro, parceiro da iniciativa, que na ocasião promove o encerramento da Semana de Interiorização. A agenda se completa o Mutirão Social, que realizará prestação de serviços à comunidade, simultaneamente ao lançamento do projeto. Além do governador, prestigiam a abertura do torneio, o presidente de honra da CUFA, o rapper MV Bill, e o diretor executivo da CUFA RS, o comunicador Manoel Soares. Será de Tarso Genro o primeiro chute, dando início oficial ao processo de inscrição das comunidades ao torneio. Após, a cerimônia, o rapper MC Jean Paul e o rapper MV Bill realizam show para o público presente. INFORME PUBLICITÁRIO

Uma nova realidade para o esporte gaúcho

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om atitude arrojada, o governo do Rio Grande do Sul criou a Secretaria Estadual do Esporte e do Lazer em 01 de janeiro de 2011, tendo o entendimento da sua relevância social. Para estruturar

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essaa nova secretaria, foi necessário dar base legal, instituindo o Comitê Gestor da Copa do Mundo, definindo plano de empregos e contratações emergenciais para a Fundergs, criando a Conferência e o Conselho

Estadual do Esporte e do Lazer, além de aprovar a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. Visando a estabelecer processos de gestão, foi realizado o planejamento estratégico e a estrutur-

ação física e funcional da Secretaria, do CGCopa e da Fundergs. A entidade vinculada recebeu uma ampla reformulação técnica e administrativa, retomando suas funções originais e qualificando a prestação de serviços. Na linha de gestão do governo, democrático, participativo e transversal, foi realizada a Conferência Estadual de Esporte e Lazer, com o tema “Construindo as políticas públicas com a comunidade gaúcha”. Ocorreram etapas municipais e regionais, culminando na conferência final em Porto Alegre. “Modernizar a gestão, melhorar a infraestrutura, qualificar profissionais, promover inclusão social, apoiar atletas para o rendimento e democratizar investimentos foram apontamentos que estão sendo cumpridos à risca”, destaca o secretário do Esporte e do Lazer Kalil Sehbe. Foram448

delegados, 204 municípios representados e mais de 1,2 mil participantes. Democratização dos investimentos A estruturação do esporte e do lazer no estado tem, entre suas premissas, oportunizar o acesso ao fomento público para todas as regiões. A democratização dos investimentos ocorre principalmente por meio de convênios da Fundergs com entidades esportivas, associações sem fins lucrativos e prefeituras. Já são cerca de 500 convênios pagos, realizados e auditados pela Fundação, garantindo apoio a atletas em competições nacionais e internacionais, realização de eventos esportivos e melhoria de infraestrutura, beneficiando mais de um milhão de pessoas. Todas as regiões do estado foram contempladas com investimentos que já superam R$ 8 milhões.

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JORNAL DO TORNEIO BOLA COMUNITÁRIA

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Do invisível ao visível

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Brasil vive uma nova era econômica, política e social, em que a participação da sociedade civil estrutura-se como eixo articulatório e converte-se em fator decisivo na definição das políticas sociais. Se nos anos 80 e 90 vimos florescer inúmeras as organizações sociais sem fins lucrativos – as ONGs - é bem verdade que poucas conseguiram sobreviver à virada do milênio e puderam assumir um papel estratégico na definição das politicas públicas, na defesa dos direitos civis e na mediação dos conflitos sociais, problemas que só conseguirão ser superados com o enfrentamento de parte de todos os atores sociais. No cenário nacional, a Central Única das Favelas (CUFA) conquistou um protagonismo notável. Fundada em 1998 por jovens de favelas do Rio de Janeiro envolvidos com o movimento Hip Hop, a CUFA, a partir de suas ações de empoderamento da periferia, tornou-se um referencial para as comunidades e hoje possui bases de trabalho em vários estados do Brasil. Para Manoel Soares, diretor executivo da CUFA RS, “o que possibilitou a sobrevivência da entidade nos últimos 12 anos foi a sua capacidade de se transformar, pois o tempo todo nós estamos mudando. Mudamos porque a favela muda, as pessoas mudam. Uma organização/instituição que preza pelas pessoas precisa, também, ter uma habilidade natural de mudança”, declara. Buscando fortalecer a cidadania nestes espaços, a entidade desenvolve importantes projetos nas áreas da educação, esportes, profissionalização, cultura e inclusão social, utilizando como instrumentos a produção cultural e o esporte. “A CUFA é a reunião dos desorganizados”, postula Soares. “Pessoas que eram ‘invisíveis sociais’, apagados na sociedade, que não eram contemplados por nada e por ninguém resolveram se juntar para entender o que estava acontecendo com

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eles”, narra. Gradualmente, por meio da pesquisa, da troca qualificada com artistas, pensadores filósofos e cientistas, o grupo foi se capacitando e adquirindo massa critica. “Com o tempo, o que para nós era uma tentativa, começou a se tornar um fato. A CUFA nasceu como um grupo de pessoas. Alguns tentam entendêla, mas ela é a consequência de uma ING – Indivíduo Não Governamental (e, no nosso caso, ‘indivíduo não governável’). Esse ‘indivíduo não governamental’, com o tempo, se transformou em Organizações Não Governamentais”, explica Soares. No Rio Grande do Sul, a Central Única das Favelas - CUFA-RS foi fundada em novembro de 2005 e registrada em março de 2006, tendo como missão “contribuir para o desenvolvimento social, econômico e cultural das periferias, por meio de projetos que valorizem talentos e aptidões individuais e/ou coletivas”. Para tanto, desenvolve projetos destinados, prioritariamente, a crianças, jovens e mulheres de comunidades periféricas em situação de vulnerabilidade social. “A metodologia utilizada pela CUFA busca valorizar e dar visibilidade às manifestações culturais e ao saber das comunidades onde atua”, comenta a coordenadora administrativa da CUFA RS, Dinorá Rodrigues. “Dentro das inúmeras tecnologias desenvolvidas para inclusão social, a arte e a cultura são usadas como base de ações”, complementa. Ela destaca os elementos da cultura hip hop - grafite, DJ, break, rap e o basquete de rua - além de valorizar a produção audiovisual como instrumento de mobilização social, educação e aproximação ao mercado de trabalho. Na página 2, conheça alguns dos projetos desenvolvidos pela CUFA-RS que estão contribuindo para mudar a face das comunidades periféricas, levando seus habitantes do estigma ao carisma.

RAFAEL MARCONATTO

Como um ‘bando de desorganizados’ criou uma das mais fortes organizações não governamentais do País

Manoel Soares: “Somos indivíduos não governáveis”.

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Jornal Bola Comunitária - Edição de Dezembro  

Primeira edição do jornal Bola Comunitária.

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