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A NOTICIAS ABPM é um informativo da Associação Brasileira de Pesca com Mosca, sem fins lucrativos, para circulação de forma gratuita entre seus sócios. Todo o trabalho é realizado por voluntários, de forma não remunerada, com único objetivo de desenvolver a pesca com mosca através da produção de conteúdo.

EXPEDIENTE

Noticias ABPM é uma publicação interna da Associação Brasileira de Pesca com Mosca (ABPM) todos direitos reservados

VISÃO

EDIDOR GERAL: Felipe Esteves Milicio

Ter um país onde a modalidade de Pesca com Mosca seja uma atividade recreativa relevante e praticada com um espírito de amizade, integração e respeito pela natureza.

COORDENAÇÃO: Rogério Batista

MISSÃO A ABPM é uma associação a nível nacional, sem fins lucrativos, que promove a modalidade da Pesca com Mosca e a integração e camaradagem entre os pescadores esportivos. Através dos seus projetos, a ABPM irá promover o continuo desenvolvimento sustentável dos seus associados e das comunidades onde o esporte é praticado.

REVISÃO: Mateus Reck, André Morales Vergara

COLABORADORES: Sandro Hörlle Hoff, Claudio Brandileone, Andre Ribeiro, Menandro Cintra, Felipe Esteves Milicio de Souza; Artur Bezzi Gunther;

VALORES Transparência. Trato igualitário para todos seus membros. Difundir a modalidade de pesca com mosca, através da educação e democratização do acesso as informações. Acreditamos na educação como o veículo para o crescimento pessoal e a busca permanente pela excelência na pratica do esporte. Promover a camaradagem entre as pessoas que praticam ou gostariam de praticar esta modalidade de pesca.

COLUNISTAS: Adriano Rodenbusch, Lucio Fukuda, Rafael Wischral Souza

CONTATO: noticiasabpm@abpm-brasil.com.br

FOTO DA CAPA TRUTA CAPTURADA NO RIO AIURUOCA, NA CACHOEIRA DA PEDRA – MG

GENTILMENTE CEDIDA POR PAULINHO DO FLY


NOTÍCIAS ABPM Associação Brasileira de Pesca com Mosca

ANO 3 – VOLUME 29 – FEVEREIRO DE 2018 NESTA EDIÇÃO

EDITORIAL

EDITORIAL.......................................3

Temos notado que cada vez menos os jovens tem pescado com mosca, muito

ENTREVISTA.....................................4

menos as crianças. Isto é um fenômeno mundial preocupante, mas inegável. Será que pescar se tornou algo sem graça? Duvido. Que hoje tem coisas mais

MATÉRIA ESPECIAL........................11 ATADO..........................................15

legais para fazer? Talvez. Mas a pesca com mosca foi apresentada no seu início para os nobres como uma das diversões que eles podiam fazer, junto com arqueria, caça, etc. Depois, para

PEIXE APAPÁ ................................18 MATÉRIA ATADO..........................20 NOVIDADES DO MUNDO FLY.....31

uma classe burguesa como forma de praticar algo que era interessante e só guardada a nobreza. Nesse passo, provavelmente um jovem nobre aprendia a

MINHA CAIXA DE MOSCA...........33 FOTO DO LEITOR...........................34

pescar com mosca, pois era uma das poucas formas que tinha para se divertir. Com a produção em massa dos materiais e a forte divulgação na televisão, passou a ser uma coisa que praticantes de outras modalidades de pesca passaram a querer fazer como se fosse uma "evolução", o que a meu ver é uma bobagem, pois o fly não é evolução de nada, é apenas fly. Nesse passo, creio que as crianças já não

PESQUE E PAGUE...........................36 TRUTA BRAZUCA............................42 VIDA DE GUIA................................46 ABPM RECOMENDA......................47

mais foram convidadas a pescar com mosca, o mercado direcionou seu foco para quem tinha poder aquisitivo, homens de meia idade, com vida financeira segura,

poder aquisitivo. E se pensarmos, quem pesca com mosca hoje? É exatamente este público. Os clubes e associações estão abarrotados de praticantes dos 40 aos 60 anos, alguns de 30 a 40 anos e pouquíssimos de 20 a 30 anos. Praticamente inexiste de 10 a 20 anos. Então, eu pergunto: Como a pesca com mosca se apresenta HOJE para as crianças e jovens? E mais: como ensinamos pesca com mosca hoje para as crianças? Não por erro, ou por ignorância, mas porque se aprendeu. As escolas seguem aplicando uma

mesma metodologia analógica de ensino de 50 anos atrás, de posição de vara das 11 as 13 para uma geração totalmente digital, que sequer relógio precisa. Talvez devessem entender e debater este cenário para atrair as crianças e jovens para a pesca com mosca, não como uma necessidade mercadológica, ou de sobrevivência da modalidade, mas como uma proposta de União para a Família,

Rogério Batista “ Jamanta”

uma atividade para ser desfrutada por todos. ABPM – FORTALECENDO A PESCA COM MOSCA NO BRASIL

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

-

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–ANO3

VOL

28-DEZ

-

2017

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ENTREVISTA Por: Felipe Souza

FLÁVIA CONQUISTA E ANDRÉS CONQUISTA Fragária. Um paraíso no alto na serra da Mantiqueira. Localizada no município de Itamonte – MG, a região é bem conhecida por mosqueiros de MG, RJ e SP (principalmente). A localização, clima e qualidade da água da região oferece a oportunidade da pesca de truta arco–íris na região sudeste do Brasil. Duas gerações

de apaixonados pela natureza e pela região são responsáveis pelo sucesso do empreendimento único em Minas Gerais.

O Casal de Turismólogos Flávia

Fonseca Conquista e Andrés Rodrigues Conquista, coordenam uma equipe é responsável por cuidar e manter o local com muito carinho e atenção. Este mês o simpático casal conversou com a ABPM.

ABPM - Como começou a Pousada Fragaria/Cachoeira da Pedra?

de um paulista dono de uma casa de veraneio que em uma de suas caminhadas viu uma casinha de aluguel dos proprietários Sr. Otávio P. Fonseca e Sra. Ceila Fonseca. Iniciou-se então na década de 90 com o

primeiro proprietário, Paulo Geiger, que convidou para sócios o casal Otávio e Ceila, que cuidavam de toda a infraestrutura e alimentação da pousada. No começo a pousada só contava com a dois quartos na Sede, que comportavam apenas 8 pessoas e logo foram feitos os primeiros chalés. Nesta época recebia vários grupos, como de cavalgada do sr. Guilherme, da Pousada Lado de Lá, o de ciclismo com a equipe da Pedaleira trazidos por Célia Cerrano, a equipe de trekking Caminhas com Sr. Esdras, e o pessoal do off-Road com grupo

uma

água

muito

gelada.

Não

existia

comunicação direto com a pousada, e as reservas eram

Flávia Conquista (FC) A Pousada Fragária surgiu da ideia

o

Possui

Tração

4x4.

Esses

grupos

foram

muito

importantes para que esse começo desse certo. Nesta época não tinha energia elétrica. A iluminação era através de lampião e o chuveiro era aquecedor a gás. As bebidas eram refrigeradas no rio Aiuruoca, que contava com uma água muito gelada. Não tinha A S S O C I A Ç Ã O

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feitas em um escritório em Itamonte, e deste partia um bilhete para comunicar que os hóspedes estavam chegando,

muitas

vezes

o

bilhete

chegava

praticamente junto com os hóspedes e algumas vezes nem chegavam. A pousada sempre recebeu apenas com reserva e como começou a passar pessoas querendo ficar e Sr. Otávio e Sra. Ceila tinham aquela primeira casinha de aluguel, começou a transformar seus espaços também em uma pequena pousada, na época conhecida

como

Vale

da

Serra.

Em períodos de chuva as dificuldades se agravavam com as estradas que algumas vezes ficavam inacessíveis com muito barro, buracos e queda de barreiras, o que

dificultava muito na busca de mantimentos para o estabelecimento. Em aproximadamente 1996 chegou a energia elétrica no bairro fornecida pela concessionária CEMIG

e

a

partir

daí

foram

colocados

alguns

equipamentos para facilitar o trabalho no dia a dia. A partir disto o Sr. Otávio teve a idéia de colocar um telefone celular rural para melhorar a comunicação. A reserva ainda era feita pelo escritório em Itamonte, mas

agora com facilidade para informar o check-in e check-

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ENTREVISTA

Agora com facilidade para informar o check-in e checkout dos hóspedes, para as duas pousadas. O Sr. Jason veio com uma equipe que detectou a possibilidade de

soltura de alevinos de truta no Rio Aiuruoca. Como era um peixe de agua fria logo se adaptou e se tornou uma atração do lugar. Neste momento houve um grande aumento no número de pessoas pescando, de todas as formas. Isso logo acarretou na diminuição de peixes. Sr. Paulo e Sr. Otávio então viram uma oportunidade de ter novos meios de trazer hospedes para a pousada e fizeram

uma

nova

soltura

de

alevinos.

Logo

foi

percebendo que sempre tinha um grande número de pescadores retirando as trutas e partir de então ficou permitido

apenas

pesca

esportiva.

Em 2006 o Sr. Paulo vendeu a propriedade da Pousada para seus sócios e a partir de então foi feita uma reforma na estrutura que estava apresentando alguns problemas. O Sr. Otávio então trocou forros, assoalhos, portas e janelas e também as camas, que eram de solteiro, para poder receber casais, uma vez que antigamente

tinha

que

juntá-las

e

isso

não

era

confortável para seus clientes. Também fez uma reforma no

espaço

da

Sede

que

hoje

é

a

área

de

confraternização, restaurante e recepção. Como agora era o mesmo proprietário das duas pousadas, Sr. Otávio deixou o mesmo nome, Fragária, para as duas pousadas e os hóspedes tinham a opção de escolher colina A S S O C I A Ç Ã O

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ENTREVISTA

(antiga Pousada Vale da Serra) e beira do Rio (na época Pousada Fragária) Em 2011 infelizmente o saudoso empresário Sr. Otávio faleceu e deixou seu legado para a esposa e aos filhos. No início houve dificuldade de seguir, e aos poucos a dor da perda foi se transformando em força e coragem para continuar. No ano de 2012 a filha Flávia e seu esposo Andrés ficaram com a administração e incrementaram algumas mudanças para atrair novos hóspedes. Para poder fazer contratos com algumas empresas teve a necessidade de alterar o nome, pelas áreas apresentarem focos diferentes de clientes. Então Pousada Vale da Serra se tornou Pousada Fragária e a antiga Pousada Fragária se tornou Pousada Cachoeira da Pedra.

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ENTREVISTA ABPM - A quantas gerações sua família cuida do Rio Aiuruoca? FC - Hoje a segunda geração cuida da propriedade, do Rio Aiuruoca e espera que as futuras gerações consigam manter a qualidade da água que hoje temos a honra e privilégio de manter.

ABPM - Qual a estrutura que a região oferece para o turista? FC - O município oferece pouca

infraestrutura para

seus moradores e turistas que frequentam a região da alta Mantiqueira, e ainda não sabe lidar com a questão ecoturismo existente nos locais em que tem seus

atrativos naturais. Nos tempos atuais, apoiados pela tecnologia, ainda que precária na região, a pousada Cachoeira da Pedra consegue fazer suas reservas diretamente do local. Através do uso da internet via rádio é possível receber reservas pelo e-mail, telefone ou WhatsApp. ABPM

-

Quais

atrativos

a

pousada

possui?

FC- No local, possuímos 4 chalés com quarto, banheiro e varanda com rede. Em sua estrutura, possui cama queen, frigobar, lareira, e algumas unidades com cama solteiro ou beliche para receber os clientes com suas famílias

ou

amigos

e

um

chalé

especial

com

hidromassagem para casal. Em sua área possui uma sauna e a Sede, que possui uma sala de estar com lareira e banheiro, recepção, e um restaurante exclusivo para hóspedes. A administração decidiu não colocar televisores no quarto para apresentada

pelo

não

espaço

fugir

natural

da

filosofia

e

rústico.

A pousada fica a 5 minutos da cachoeira e ao lado do Rio Aiuruoca, com trutas arco-íris em suas águas, e só aceita em sua extensão apenas pesca esportiva com foco na pesca de Fly. Além da pesca, do rio e da cachoeira que são grandes atrativos da propriedade a A S S O C I A Ç Ã O

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ENTREVISTA pousada fica nos arredores de belas cachoeiras, picos e próxima

ao

parque

Nacional

de

Itatiaia.

Houve um grande aumento no número de venda de terrenos no bairro e a grande preocupação é com a preservação natural da área e a maneira de construção feita, que pode acarretar em poluição do rio em casos de construções próximas. ABPM -

Quais os maiores desafios para manter o Rio

Aiuruoca piscoso? FC- Desde sempre os proprietários lidam com a dificuldade de controle dos pescadores predatórios e do acesso exacerbado de pessoas para a cachoeira. Para diminuir o número de pessoas que entravam e deixavam lixo, faziam churrasco em volta do rio/cachoeira, ligavam música e levavam pertences naturais do local, como mudas de plantas, pedras e troncos, passou a ser cobrada de visitantes uma taxa de entrada na área. ABPM -

Quais os requisitos para a pesca na região

(documentos, modalidades etc) FC- Para a pesca

no local é interessante que os

pescadores portem de carteira de pesca Amadora e respeitem as regras de preservação do local. ABPM - Os mosqueiros tem frequentado a região? Existe algum período de restrição de pesca na região? FC- O número de pescadores é considerável e a pousada tem recebido esta modalidade durante todo o

ano, porém ainda há uma falha nesta parte por não saber lidar com a restrição em períodos de desova, pois os administradores ainda não sabem se essa ação pode acarretar em problemas futuros, mas até o momento nenhum problema foi apresentado. A pousada tem um contrato com a ABPM e pretende aumentar seu número de praticantes de pesca esportiva. Esta sendo estudada uma maneira de melhorar o marketing para essa área. A S S O C I A Ç Ã O

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ENTREVISTA FOTOS E RELATOS DOS AMIGOS DA CACHOEIRA DA PEDRA Paulinho do FLY Na região de Itamonte existe um rio em que as Trutas procriam, pois a a´gua deste rio é limpa e muito gelada, Conheci essa região em 2008 e a partir desta época vou pescar pelo menos duas vezes ao ano. O local tem uma Pousada que é um encanto , com

um

execelente

café

da

manhã,

uma

comidinha caseira que dá água na boca só de olhar. Agora somando com tudo isso as Trutas estão lá esperando para serem seduzidas pelas nossas moscas. Leia mais: http://www.paulinhodofly.com/trutas-do-

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ENTREVISTA FOTOS E RELATOS DOS AMIGOS DA CACHOEIRA DA PEDRA

Felipe Souza Quando conheci a Cachoeira da Pedra fiquei encantado com o lugar. Foi lá que aprendi quase tudo que eu sei sobre a pesca com mosca. È uma oportunidade única para nós da região sudeste em

aplicar as técnicas de arremesso além de conhecer e aplicar a pesca entomológica. Mas não se iluda. Não é um local de pescaria fácil. Você precisa de dominar o roll cast, técnicas de ninfas up stream e claro, ter um bom domínio do atado para ter sucesso no rio.

CONTATO Telefones: (11) 4063 9064 (11) 3042 0312 Email: cachoeira.da.pedra@gmail.com Endereço: Bairro Fragária S/N – Estrada Campo Redondo-36 Km de Itamonte - MG

Site: www.pousadacachoeiradapedra.com.br Facebook: www.facebook.com/cachoeira.dapedra

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MATERIA ESPECIAL

SAZONALIDADE PARA AS TRUTAS Texto: ROGÉRIO BATISTA “JAMANTA”

POPPER Path Owen

FOTO GENTILMENTE CEDIDA POR PAULINHO DO FLY

ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

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MATERIA ESPECIAL

Sazonalidade para as trutas É normal o mosqueiro que curte uma truta estudar o hatch, ou seja, estar atento aos insetos que estão em abundância e o que as trutas estão comendo. Inclusive nos Estado Unidos, em locais com Montana, está sendo publicada diariamente a tabela de hatch, ficando anotado nos flyshops o que esta emergindo naqueles dias. Porém, nos limitamos a estudar os insetos básicos, como mayflies, caddis, Stones, midges e odonatas. Curiosamente existem outros fenômenos em várias partes do mundo que trazem outros alimentos para as trutas e são chaves para uma boa pescaria. Quando eu falo em "chave" estou dizendo que sua pescaria pode ser um desastre se ignorado este alimento. Um mosqueiro esperto estuda isto e quando viaja vai "armado" para estas situações com a caixa cheia de moscas que imitem este alimento. Nem

mesmo

o

melhor

mosqueiro

deve

negligenciar as peculiaridades de cada local, por isto, aqui vão apenas alguns exemplos mais famosos.

TUCURA EM CORDOBA Em córdoba ocorre um fenômeno muito legal geralmente no mês de fevereiro que chama época de "tucura", também dizem "langosta". Praticamente um mês

inteiro em que os pescadores usam exclusivamente este tipo de gafanhoto. Neste momento insetos nascem aos montes e acidentalmente caem na agua. As trutas ficam esperando perto dos barrancos para comer.

Cada

deriva resulta uma truta se bem apresentada. Imitações como Daves Hopper e Chernobyl são bem vindas, mas o pessoal de lá tem a sua própria imitação que chamam de Tucura.

RATOS NA NOVA ZELANDIA A maioria dos mosqueiros já deve ter visto o filme "once in a blue moon", se não viram, corram pra ver. Conta uma pescaria na Nova Zelândia de trutas muito boas comendo ratos. Ocorre em determinadas épocas uma superpopulação de ratos que se jogam na agua para fugir e são presas das trutas. Ou seja, isto é sazonal, não é uma regra, MAS, sempre tem que estar atendo.

Foto João Paulo Schwerz

ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

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MATERIA ESPECIAL PUYEN NO CALEUFU No delta do Caleufu, ou a parte em que ele acaba entrando no embalse, é um lugar que ocorre um frenesi alimentar dos mais loucos.

Cardumes de

pequenos Puyenes (um pequeno peixinho) sobem o rio, e quando chegam às corredeiras as trutas praticamente cercam o cardume e começam a comer como piranhas agarradas um pedaço de carne. A água literalmente ferve, e muitas vezes elas jogam o os peixinhos para a margem com a cauda.

Neste

momento, o segredo é você ter uma boa imitação, Foto Steban Psenda

acredite, elas não comem qualquer coisinha branca, tem que ser bem parecido. Este frenesi dura alguns minutos e se repete de meia em meia hora. Eu vi uma vez, o coração quase saiu pela boca.

ESCARAVELHO NO CHILE Na

patagônia

Chilena

também

tem

um

Esse é um Puyen já grande:

fenômeno maneiro: se trata de uma ocorrência massiva de Escaravelhos, chamada de "Cantaria". Nos meses de verão estes escaravelhos tem uma eclosão abundante e são alvos constantes das trutas nas regiões Coyhaique e outras. Tive relatos de pescarias fantásticas em lagos com estas imitações

https://www.lavaguada.cl/reportajes/cantaria-

Fotos de Diego Flores. Moscas desenvolvidas

flies/cantaria-flies.htm

ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

por Ruben Martin

PESCA COM

MOSCA

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MATERIA ESPECIAL

SCUDS NO LAGO STROBEL

GUSANO DEL SAUCE NA PATAGONIA Outro

fenômeno

interessantíssimo

que

Este não é um caso de ocorrência uma parte do

o

mosqueiro não pode desconhecer. Durante os meses do

ano

verão, geralmente em janeiro, as trutas tem uma

peculiaridade

preferencia quase cega por estes insetos. Nesta época

mosqueiros que visitam o lago strobel, ou Jurassic Lake.

do ano, é comum vermos trutas de bom tamanho atrás

Existe um crustáceozinho que as trutas comem feito

dos

doidas. Pescar nessas aguas sem uma imitação dessas na

sauces

esperando

estes

gusanos

cair.

Neste

momento, é normal um episodio de seletividade ao

e

sim

o

ano que

inteiro deve

ser

em

abundância.

bem

cuidada

Uma pelos

caixa pode ser um erro grave.

ponto de não comerem nada que passe a não ser o gusano. É interessante ter iscas que imitem de todos os tamanhos e umas que flutuem e outras que afundem.

http://www.patdorseyflyfishing.com/blog/scuds-populationson-the-rise-near-deckers-and-cheesman-canyon

Flydreamers - artigo Inch Worms - Gusanits de Los Sauces - Flotadas Chimehuin

http://www.patdorseyflyfishing.com/blog/scuds-populationson-the-rise-near-deckers-and-cheesman-canyon

Fly dreamers - receita de Mario Capovia Del Cet ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

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ATADO: DELICACY NIMPH Por ROGÉRIO BATISTA “ JAMANTA” Descrição

Ficha da mosca Dificuldade do Atado:

Esta é uma ninfa atratora, que imita tanto ninfas de mayfly como de stone. Com a parte de baixo do abdômen amarela, ao rodar na agua, ela produz um contraste de cor tipico das ninfas de stone quando arrastada na corrente.

Tipo: NINFA Espécies: TRUTA, LAMBARI, etc

Material: Anzol #10 – #12 HASTE LONGA Cauda – Cerdas de cauda de FAISÃO Corpo e abdômen – cerdas de pavão e biots de ganso Hackle – sadlle hackle FIO DE COBRE FLOSS AMARELO

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DELICACY NIMPH: PASSO A PASSO

1

Usar anzol #10 ou #12 de haste longa, enrolar um fio de cobre

2

Preparar cerdas de pena pavão.

e fixar a cauda com cerdas de pena faisão.

3

Começar a fazer o abdômen com um floss amarelo.

4

Rebater as cerdas da pavão.

5

Colocar nos dois lados biots marrons.

6

Segmentar com o fio de cobre.

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PESCA COM

MOSCA

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DELICACY NIMPH: PASSO A PASSO

8

7 Depois de pronto o abdômen, fixar cerdas de faisão para fazer

Formar o abdômen com as cerdas de pavão.

o wing case. No mesmo ponto fixar uma pena de hackle marron e cerdas de pena de pavão para fazer o tórax.

9

11

10 Rebater a pena de faisão.

Depois enrolar a pena de hackle.

12 Visão da parte inferior da ninfa.

Rebater as pontinhas da pena fazendo as patinhas.

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BRASILEIRA DE

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MOSCA

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Peixes do Brasil Por: André Morales Vergara

inundada (época de cheias na amazônia, por exemplo).

Nome Científico: Pellona castelnaeana

No Brasil existem duas espécies que apresentam essas características e também o mesmo nome popular

Nome Popular: APAPA

(Apapá), é o caso do Pellona castelnaeana (Apapá-

Comumente chamado de Apapá, Sardinhão ou Dourada,

o

Pellona

castelnaeana é

um

peixe

de

amarelo)

e

o P.

flavipinnis (Apapá-branco). As

espécies se diferenciam

facilmente

pela

duas

coloração

escamas, corpo comprimido com cabeça e boca

amarelada do apapá-amarelo e prateada do apapá-

(ligeiramente

branco, ambos com o dorso escuro. O apapá-amarelo (a

voltada

para

cima)

relativamente

pequenas. Região pré-ventral (metade da frente da

maior

barriga) possui serrilhas, que podem cortar facilmente a

comprimento

mão do pescador, e linha lateral, geralmente, ausente.

enquanto o

Da família da sardinha (Pristigasteridae), a maioria

das

duas

espécies)

total,

pode

podendo

apapá-branco

é

atingir

chegar um

80cm

aos

pouco

7

de kg,

menor,

chegando a 50cm.

das espécies desta família é de origem marinha e

As duas espécies podem ser encontradas juntas, sendo

estuarina

encontrado

que o apapá-amarelo é mais comum e devido seu maior

principalmente em águas rápidas, no fim das correntezas

porte, mais esportivo e procurado. São encontrados nas

onde se alimenta de pequenos peixes e em áreas de

Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins (tanto o amarelo

remanso próximo a correntezasquando a floresta está

como o branco) e Bacia do Prata (apenas o apapá

(manguezais).

O

apapá

é

Ainundada S S O C I A (época Ç Ã O B de R Acheias S I L E I Rna A amazônia, D E P E S Cpor A C O M M O S C Abranco). -ABPM–ANO2exemplo).

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A carretilha deve ser compatível com a vara, com bom freio que aguente suas corridas e saltos além de comportar a linha e uma boa quantidade de backing (próximo de 100 metros). De linha, indica-se ter duas: uma WF-floating para iscas de superfície e uma WFIntermediate, para os streamers. O leader deve ser cônico entre 1,5 a 2 metros, de preferência feito em fluorcarbono. Pode ser utilizado também um pequeno pedaço de aço flexível próximo a isca, de no máximo 20 lbs. As iscas mais utilizadas são poppers e divers (na superfície)

e

streamers

confeccionados

em

fibras

sintéticas (meia água) sem lastro adicional, ambas atadas em anzóis de tamanhos variados entre o #8 e #1 (o apapá não apresenta uma boca muito grande). Fotos gentilmente cedidas por KID OSCELOS

ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

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ESPECIAL ATADO

CARLOS INGRASSIA E A ANDINO Texto: Sandro Hoff

Carlos Eduardo Ingrassia Criador da Cabeça Andino 14/02/1957 a 21/12/2017

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO Talvez alguns pescadores de dourados com mosca

dizer nas revistas sobre como lançar a mosca, ia ao

não saibam quem foi Carlos Ingrassia, mas a

pátio da casa de sua noiva para praticar.

grande maioria provavelmente conhece a mosca que ele criou: a Andino. Mais do que uma mosca,

Um dia, um empregado de uma loja de pesca lhe

a Andino tornou-se um padrão de atado que o

comenta que conhecia algumas pessoas em

argentino Carlos Ingrassia criou e desenvolveu por

Rosario que também gostariam de começar a

mais de 30 anos.

pescar com mosca, e começou a juntar os nomes e números de telefones destas pessoas a fim de

Carlos

Eduardo

de

trazerem um instrutor de pesca com mosca de

fevereiro de 1957 em Rosário, na província de

Buenos Aires para lhes darem um curso.Em razão

Santa Fé, Argentina, e faleceu recentemente, em

disto, conheceu cerca de 12 pessoas, das quais

21 de dezembro de 2017, vítima de um infarto.

duas já pescavam com mosca. A paixão e

Fundador

-

entusiasmo deste grupo era tão grande que

Asociación Rosarina de Pesca con Mosca, é

tempos depois, em 1986, eles formaram a ARPEMO,

considerado um grande especialista da pesca de

sendo esta a segunda associação de pesca com

dourados.

mosca da Argentina e a primeira do interior.

e

Ingrassia

sócio

nasceu

honorário

Segundo

ele

em

da

mesmo

14

ARPEMO

escreveu

apresentando-se no blog que manteve por vários anos

(carlosingrassia.blogspot.com),

sua

maior

Profundo conhecedor do rio Carcaraña desde a

satisfação seria a de você aprender a atar as

época em que pescava com spinning, foi nele que

moscas que ele criou e pescar lindos dourados

começou

com elas.

Segundo ele, um de seus momentos de maior

a

pescar

dourados

com

mosca.

emoção foi o dia em que incredulamente entrou no rio com a vara de pesca com mosca na mão e Como tudo começou

uma "Blonde" preta e amarela na ponta do tippet. Incredulamente porque naqueles tempos (1980-81)

Em 1972, então com 15 anos de idade, começou a

pouco se acreditava na possibilidade de pescar

pescar dourados com spinning. Depois de quatro

dourados com mosca, ao menos com certa

ou cinco anos pescando com plugs, começou a

efetividade.

lhe chamar a atenção uma forma de pesca que

americano Joe Brooks, se dizia que era somente

via em revistas argentinas como Camping e

para as águas cristalinas do sul, e as águas do

Weekend.

instintivamente

Carcaraña de cristalinas tinham muito pouco.

pensava "isto é para mim!". Até que um dia, em

Recentemente ele havia conhecido um mosqueiro

uma loja de pesca onde comprava seus plugs,

que havia capturado alguns dourados com mosca

apareceu uma vara de fibra de vidro Daiwa para

no arroio Monje, e seus relatos deram-lhe ânimo

pesca com mosca, e como seu preço era muito

para tentar. Pois bem, ele sabia perfeitamente que

barato, ele imediatamente comprou-a. Conseguir

onde iria colocar a mosca havia uma boa

carretilha e linha não foi tão fácil, mas acabou

quantidade de dourados, já que pescava neste

conseguindo um tempo depois. Então tinha que

setor com spinning com muito sucesso desde seus

aprender a arremessar, e munido do equipamento

15 anos. No primeiro arremesso, mal a mosca toca

e das revistas, tentando entender o que queriam

a água um dourado a toma! Sua surpresa foi tão

Olhava

as

fotos

e

Sobre

a

mosca, inventada

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

pelo

Página 21


ESPECIAL ATADO grande que ficou paralisado e perdeu a fisgada.

maior

quantidade

Este dia ficou marcado para sempre como o

comprimentos, todas de bucktail, para assim tentar

começo da sua paixão pela pesca de dourados

obter um perfil mais alto e uma silhueta afunilada

com mosca. Cabe aqui contar que este trecho do

que imitasse mais fielmente os peixes dos quais o

rio Carcaraña ficava próximo a um povoado

dourado se alimentava. Para solucionar o fouling

chamado Andino, distante 40km de Rosario, sua

(quando a cauda da mosca enrosca na curva do

cidade natal.

anzol)

colocou

de

uma

"asas"

de

diferentes

"barriga", também

com

bucktail, que cobria a curvatura e evitava que a cauda enroscasse. Começou a surgir assim uma História da 1ª Andino

mosca

realmente

muito

tentadora

que

demonstrou ser muito mais efetiva do que a Blonde Como contei antes, suas primeiras tentativas foram

de onde ela partiu.

com uma Blonde. À medida que seus arremessos foram melhorando, à custa de muita prática, as

Porém, faltava ainda algo que representasse a

capturas de dourados foram tornando-se mais

cabeça de um peixe forrageiro que pensava ser

frequentes. Mas, apesar disto, começou a pensar

de

que

mais

experimentando colares com marabou, penas de

apropriada para o Carcaraña. A Blonde perdia a

galo, mas pela dificuldade em conseguir estes

silhueta quando se opunha à forte corrente do

materiais naquela época e pela facilidade e

Carcaraña, e os pelos da cauda enroscavam na

rapidez com que os dourados destruíam as mosca

curva do anzol. Começou então a desenvolver

o fizeram continuar pensando em outras variações.

uma nova mosca a partir dela, tentando então um

Foi

modelo que fosse ideal para "Andino" (a região).

resolveu tentar um colar com os pelos das caudas

Naquele tempo, obter informações sobre pesca

de cervo que já havia usado, os da base da

com mosca era muito difícil, não havia internet e

cauda, mais grossos, que até aquele momento

encontrava algumas poucas matérias em revistas

pensava que não serviam para nada. Começou a

nacionais ou alguma revista importada que surgia

pensar que este fosse o material ideal para fazer a

vez por outra, ainda que estas matérias estivessem

cabeça da mosca. O problema era que quando

relacionadas à pesca de trutas. Então todo o

tentava formar uma cabecinha de fio de atada

processo de desenvolvimento da nova mosca teve

em frente aos pelos, tinha que usar muitas voltas

que ser por tentativa e erro. Mas nesta tarefa ele

de fio para cobrir as pontas dos pelos que

tinha um aliado fundamental, o dourado, que

teimavam em levantar-se. Chamou esta mosca

naqueles tempos haviam em grande quantidade

simplesmente de "Andino" (hoje "Old Andino"), em

no Carcaraña e que lhe davam a aprovação ou

honra aquela povoado onde pescava e com ela

não de cada modificação que realizava na

capturou muitos dourados.

esta

talvez

não

fosse

a

mosca

total

assim

importância.

que

entre

Começou

tantas

então

experimentações

mosca. A silhueta teria que ser melhorada, algo mais volumosa, que fosse vista facilmente nas águas turvas do Carcaraña. Tentou solucionar colocando

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO

É confeccionada com os pelos da base da cauda de cervo (bucktail), ou seja, se aproveita toda a cauda.

Estes pelos são ocos somente na sua base, portanto têm muito menos tendência a flutuar.

Até que um dia encontrava-se no camping de Andino

atando

apressadamente

um

par

a cabeça propriamente dita como o colar

de

é confeccionada com somente um tufo de

moscas para poder continuar pescando e já

material. Isto evita que tenhamos que

cansado do trabalho de fazer a cabecinha de fio

lastrear exageradamente a mosca para

de atado pensou consigo mesmo: "E se deixo as

que

pontas dos pelos levantadas e pronto?". Assim

cabeça Andino começou a demonstrar benefícios

com

uma

cabeça

Muddler

é

isto veremos mais adiante.

Uma vez aprendida a técnica, o atado é

Não é necessário recortá-la para dar-lhe considerável.

não tinha a mínima ideia de como se atava uma. entre estas cabeças são varias e importantes, mas

o

forma e tamanho, o que elimina um tempo

puramente coincidência pois naquela época ele Apesar desta similaridade visual, as diferenças

também

um passo.

mais importantes do que um simples aspecto visual similaridade

facilitando

muito rápido já que é realizado em apenas

que a princípio estavam ocultas e foram muito que buscava no início. Como se pode ver, a

afunde,

lançamento.

nasceu a cabeça Andino, e um novo modelo, a "Andino Special".Logo após esta criação fortuita a

Levam muito menos material, já que tanto

Pela sua frente plana, produz grande turbulência fazendo com que a mosca seja mais facilmente detectável. Esta mesma frente plana produz imediatamente atrás dela uma zona de baixa pressão de água

Cabeça Andino Original (passo a passo)

que evita que o corpo perca a silhueta e

Ainda que no começo era somente um colar de pelos e seu desenvolvimento posterior foi um feito casual, é evidente certa similaridade com a

atrás desta zona gera uma turbulência de água que favorece que a cauda da mosca se mova de forma muito atrativa.

Cabeça Muddler. Devido a isto, é interessante detalhar as características que Carlos via em favor da Cabeça Andino com relação à Muddler, levando

em

consideração

as

moscas

Vejamos agora como fazer uma cabeça Andino.

para

dourados.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO Com uma das mãos segurar o tufo de pelos pela ponta, e com a outra, retirar os pelos curtos e sub pelo penteando o tufo com os dedos. Este passo é importantíssimo já que fazendo isto se facilita que o restante dos pelos parem corretamente. Não é necessário emparelhar com hair stacker.

Dorso da base da cauda de cervo (bucktail). Daqui se extraem os melhores pelos para fazer a Cabeça Andino tradicional.

Segurar firmemente o tufo com a mão direita (destros) e calcular o comprimento total do colar que deverá ser de 1-1/2 vez o comprimento total do anzol ou 1/3 do comprimento total da mosca. É importante que o espaço deixado para a cabeça não seja maior que 2 a 3mm já que isto ajudará Cortar um tufo de pelos da base da cauda, com a

que os pelos se mantenham fixos.

grossura de aproximadamente um lápis. Isto é apenas uma referência, a grossura do tufo poderá variar de acordo com o tamanho da mosca e gosto pessoal.

Segurar o tufo com a mão esquerda (destros) imediatamente onde será atado e cortar o restante a aproximadamente 7mm deste ponto.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO distribua ao redor do anzol de forma parelha. Ao fazer o movimento prestar atenção para não empurrar os pelos para trás para que o tudo se mantenha parelho.

Colocar o tufo sobre o anzol e dar a primeira volta de fio de atado. A distância entre o ponto onde fixaremos o tufo com o fio e a ponta que foi cortada determinará o diâmetro da cabeça. Se o fixamos a 7mm do ponto em que foi cortado, a cabeça terá 14mm de diâmetro. Quanto maior o diâmetro, maior a turbulência e vibrações na

Uma vez que o tufo esteja bem distribuído, segurá-

água, porém, mais dificuldade em lançar a mosca.

lo com a mão esquerda (destros) e apertar o fio de

Portanto cada um fará o diâmetro da cabeça

atado. Em seguida dar duas voltas mais no mesmo

levando em consideração suas habilidades para

lugar para terminar de firmá-lo. Se afrouxar a

arremessá-la.

tensão e usando os dedos polegar, indicador e médio da mesma mão, puxar a cabeça para trás

A primeira volta de fio deve ser feita com uma leve

e passar o fio até o olho do anzol para realizar o nó

tensão. A segunda deve ser feita exatamente

final.

sobre a primeira e com maior tensão, fazendo com que os pelos se levantem.

Se todos os passos foram cumpridos corretamente, teremos a cabeça já terminada, do tamanho Segurar o tufo entre os dedos polegar, indicador e

desejado, em um só passo, sem a necessidade de

médio e fazer um movimento de um lado para o

recortá-la e com uma frente plana que produzirá

outro, com a intenção de que o tufo gire e se

muita turbulência e vibração.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO

Vista lateral. Depois, colocar a outra metade do tufo debaixo do anterior, fixando-o no mesmo ponto. Pressionar e dar duas voltas mais no mesmo lugar para terminar de apertar a cabeça. O interessante deste método é que se podem fazer cabeças de duas cores, seguindo por exemplo as cores do lombo e barriga da mosca ou usando em uma das metades cores de alto contraste.

Vista frontal.

Este método também é aconselhado quando se usam olhos muito volumosos, que dificultam girar os pelos ao redor da haste do anzol.

Técnica de dois tufos

Outra maneira de fazer a cabeça é colocar um tufo médio (meio lápis) já cortado e limpo na parte

Vista lateral da Cabeça Andino de duas cores terminada.

superior do anzol sem distribuí-lo ao redor da haste.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO Andino Deceiver

mais do que uma Andino Special com a cauda de penas ao invés de pelo de cervo.

Quando em 1984 Carlos começou a pescar o rio Parana no setor de ilhas em frente a Rosario, ele pensou que seria interessante um modelo de Andino com uma ação mais suave que a Andino Special, já que o "grande rio" tinha águas mais lentas e menos turbulentas que o Carcaraña. Mas

porque

buscar

uma

mosca

totalmente

distinta? A cabeça Andino funcionava muito bem, as asas e a barriga concediam uma boa silhueta. Talvez somente fosse necessário substituir a parte móvel da mosca, substituindo o pelo de cervo da cauda da Andino Special por algum outro material com

mais

movimento.

Tentou

então

com

marabou, lã, tiras de pelo de coelho penas de galo e materiais sintéticos. Se bem que todas funcionaram corretamente e a partir dali partiram novos modelos de Andinos, as penas de galo (saddle hackle) foram as que lhe pareceram mais

Olhos: de corrente. Se atam primeiro, debaixo da haste

do

anzol.

Cauda: três vezes o comprimento total do anzol. Pode ser atado de duas maneiras: a) com quatro penas de galo (extra long saddle hackle) largas, atadas em pares, cada par oposto ao outro por suas concavidades; ou

indicadas. Com um movimento fantástico neste tipo de águas, mantinham bem a silhueta e permitiam um modelo de Andino mais longo, o que era muito interessante, já que os dourados, nas ilhas, poderiam ser muito maiores. Por

algum

tempo

esta

mosca

se

chamou

simplesmente Andino, até que um dia um amigo chegou com uma revista americana e em tom sarcástico, disse: "Veja, afinal você não inventou nada!". E ali diante de seus olhos estava a Deceiver desconhecia

b) com seis penas extra longas finas, atadas de

completamente até aquele momento. Ambas

maneira que as curvaturas fiquem desparelhas e

eram semelhantes mas tinham algumas diferenças,

para fora. Este tipo de cauda é muito interessante

como a quantidade de asas e suas proporções,

já que, nas embalagens de extra long saddle

além da cabeça de pelos de cervo.

venham misturadas penas largas e penas estreitas,

Devido as similaridades no atado, a mosca foi

de maneira que todo o conteúdo da embalagem

rebatizada de Andino Deceiver, e ela não é nada

possa ser aproveitado. Além disso, o movimento

de

Lefty

Kreh,

a

qual

ele

deste tipo de cauda é extremamente atrativo.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO

Em ambos os casos deve-se atar as penas o mais

2ª asa: tufo de pelo da cauda de cervo (um pouco

adiante possível, próximo ao olho do anzol, mas

mais grosso que o da primeira asa). Deve medir

lembrando de deixar espaço para atar as asas e a

duas vezes a largura total do anzol. Se ata no

barriga da mosca.

mesmo ponto em que foi atado o tufo da barriga, mas na parte de cima da haste. Para que cada tufo de pelo de cervo que utilizamos tenha um bom movimento, é muito importante extrair todos os pelos que são curtos e dão rigidez ao conjunto.Para isto, segurar com firmeza o tufo perto da ponta, e com a outra mão, puxar os pelos mais curtos que ficam soltos.

A partir deste passo, o atado é semelhante ao atado da Andino Special. No blog de Carlos, "Moscas

Andino",

ver

o

link

http://carlosingrassia.blogspot.com/2008/06/andin o-especial.html a partir do passo II. 1ª asa: um tufo de pelo da cauda de cervo (bucktail) com comprimento total ao comprimento da cauda. Retirar os pelos mais curtos.

Laterais: duas penas de galo grizzly (opcionais) e fibras de krystal flash, flashabou ou algum outro

Barriga: um tufo (um pouco mais grosso que os

brilho.

anteriores) de pelo da cauda de cervo, duas vezes o comprimento total do anzol.

Lombo: 6 a 8 fibras de peacock herl. Tanto as laterais quanto o lombo se atam no mesmo ponto em foram atadas a barriga e a segunda asa. Atar a Cabeça Andino, conforme explicado anteriormente.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO

Cubandino

Andino Deceiver com 4 penas.

Cubandino com cauda

Andino Deceiver com 6 penas. Outros modelos de Andinos Durante os mais de 30 anos que Carlos Ingrassia

Ñandino

dedicou à criação e desenvolvimento de suas Andinos, muitos outros modelos foram criados.

Andino 3D

Tandem Andino (articulada)

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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ESPECIAL ATADO

Este blog conta com um riquíssimo material de leitura obrigatória para quem quer atar as Andinos e aprender mais sobre elas, como vídeos de atado, passo a passos, notas e técnicas de atado, arremessos, etc. Vale a pena a visita! Algumas sugestões de leitura: Jurandino (para o rio Juramento, no norte da Argentina)

As proporções das Andinos http://carlosingrassia.blogspot.com.br/2013/10/lasproporciones-de-las-andinos.html As cores das Andinos

http://carlosingrassia.blogspot.com.br/2013/11/loscolores-de-las-andinos.html Cabeça Andino Sintética

http://carlosingrassia.blogspot.com.br/2009/04/cabeza -andino-sintetica.html

Andino com cauda substituível

Porque uma Cabeça Andino

http://carlosingrassia.blogspot.com.br/2010/02/porque -una-cabeza-andino.html

Truchandino

Blog Moscas "ANDINO" Durante

os

últimos

10

anos

Carlos

Ingrassia

manteve um blog na internet chamado Moscas "ANDINO",

acessível

em

carlosingrassia.blogspot.com.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESCA COM MESCA – ANO 03 – VOL 29- FEV- 2018

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NOVIDADES DO MUNDO FLY Texto: Rafael Durrégui

Se você busca cores vivas e opacas, não vai

encontrar

isso

no

bucktail

sintético.

Comparativos feitos com atados de mesma cor mostram que o Faux Bucktail, além de cores mais apagadas, deixa passar a luz entre suas cerdas, o que

não

acontece

com

o

pelo

natural.

Em compensação, raramente encontramos

fibras naturais com 15cm de comprimento. Então se você está buscando aumentar o tamanho de sua Clouser Minnow ou Surf Candy, é no bucktail sintético que vai encontrar cerdas longas, com as Quando iniciamos na arte de atar as próprias moscas, passamos rapidamente a ver o mundo com outros olhos. Nunca mais um galo na beira da estrada vai ser

imaginado assado ou em uma panela. Ao batermos os olhos neles, rapidamente imaginamos as penas do pescoço em um hackle de mosca seca e as penas das costas em um belo deceiver. Um balão de festa automaticamente passa a ser a carapaça de um crustáceo ou as patas de uma ninfa. A criatividade do atador literalmente não tem limites. Ao longo dos anos, diversos materiais usados em uma infinidade de situações alheias à pesca foram

adaptados para o atado de moscas e hoje já constam nas prateleiras das fly shops como materiais tradicionais para este fim. Mas, cada um desses materiais, passa pelo crivo de uma patrulha que se mantém fiel às tradições e estão sempre doidos para encontrar defeitos nas inovações para justificar o uso dos materiais naturais e/ou tradicionais ao invés das novidades. Além disso, apesar de surgirem de outras indústrias como por exemplo os cabelos artificiais, quando passam a ser utilizados e vendidos nas flyshops, automaticamente vão ano a ano recebendo novidades e inovações voltadas a situações específicas para o atado. Como era de se esperar sobre o bucktail sintético, basta um olhar um pouco mais crítico e o material passa longe de imitar de fato o natural. Mas isso não quer dizer que seja uma desvantagem, pois vai depender da aplicação A S S O C I A Ç Ã O

que

o

pescador

B R A S I L E I R A

D E

vai

dar

P E S C A

C O M

às

ondulações e conicidade similares ao natural, retas e emparelhadas, o que proporciona 100% de aproveitamento e maior durabilidade das moscas. Para o atado com Faux Bucktail, sugiro o uso de monofilamento e a aplicação de cola cianoacrilato em cada passo, o material é bem liso e já aconteceu comigo de soltar alguma parte depois da mosca pronta. Para o atado com o bucktail natural eu uso flat waxed nylon ou similar. Ainda no atado, além das consagradas morsas nacionais G-vise e Monroy, temos agora mais duas opções com fabricação tupiniquim, as morsas Tifer, que além das morsas oferece também alguns acessórios como lixeira e suporte de bobina e a Durr Vise que eu mesmo produzo e sou suspeito para falar alguma coisa. Passando agora para o mercado nacional de equipamentos. Hoje temos a oferta constante de grandes marcas internacionais e um crescente

número de marcas nacionais, dando destaque aqui para a Wild Fly Shop, Fly Shop Brasil e Repiso Fly Rods. Além disso, marcas que atuam em todos os tipos de pesca também estão investindo em trazer alguns itens de fly como a Albatroz, a Sumax e a Okuma. Espero que cada vez tenhamos mais opções disponíveis para o mosqueiro brasileiro.

moscas.

M O S C A

-

A B P M

– AN O

3

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2 9

F E V

-

2 0 1 8

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NOVIDADES DO MUNDO FLY Texto: Rafael Durrégui

E por falar em mais opções, marcas como Sage, Redington,

As informações que recebi estão resumidas abaixo

Thomaz & Thomaz, ECHO, Winston, TFO, Rio, Airflo, Cortland,

com os prós e contras desta novidade.

tantas já são disponibilizadas nas poucas e guerreiras lojas

- Pode-se usar em qualquer anzol invertendo a ninfa

especializadas em fly que temos no Brasil.

e imprimindo-a um trabalho semelhante a Jig.

do Sul Royal Wulff, Loop, Abel, Tibor, Whiting, Hareline, Grande H2o e outras Prós:

O amigo mosqueiro André Ribeiro me sugeriu

- É possível se atar no tórax das ninfas, deixando-as

escrever aqui sobre um bead head com a massa deslocada

com um nado mais equilibrado e mesmo assim

que faz com que o anzol nade com a ponta para cima,

mantendo a inversão do gap.

praticamente um jig head customizável e que pode ser

Contras:

usado

- São mais caros do que os bead heads de

em

qualquer

anzol.

Não pude ainda realizar testes para dizer aqui minhas

tungstênio

impressões:

- Exigem muito fio de atado para a fixação devido ao

normais.

tamanho

do

furo

maior

que

o

normal.

- Como qualquer novidade, ainda não chegaram ao mercado brasileiro.

Espero que tenhamos um 2018 repleto de novidades e inovações no mundo do fly. Um grande abraço. Rafael Wischral Souza (Durrégui) Fotos: Google A S S O C I A Ç Ã O

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MINHA CAIXA DE MOSCAS

MOSQUERIO CONVIDADO: THIAGO ZANETTI

"Pode me largar em qualquer lago que tenha bass, traíra ou tucunaré, ou em qualquer trecho de mangue do sul do Brasil até o norte da flórida, com essa caixa, com essas iscas é pescaria garantida. Especialmente o lado que tem as Genesis e as iscas Peanut Butter do Enrico.”

ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

PESCA COM

MOSCA-

ANO

3-

VOL29

FEV

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2018

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FOTO DO LEITOR

THOMAS MARKS, CARPA HÚNGARA, 4,8 Kg, VARA #2/3, LINHA WF3F, ISCA DE CORTIÇA

ANSELMO NOVAIS- PESQUEIRO RECANTO DOS LAGOS - SP

DOUGLAS NOZAKI – PESQUEIRO ARUJÁ

ADRIANO RODENBUSH - RIO MAMPITUBA, TORRES RS

BRUNO ALKMIN – RIO MANSO

MOSQUEIROS DOPESQUEIRO ARUJÁ – ENVIADO POR MARCOS MATSUMOTO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE P ESCA COM MOSCA- ANO 3- VOL29 – FEV - 2018

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FOTO DO LEITOR

LARISSA MATSUMOTO – PESQUEIRO CASTELINHO

MARCOS MATSUMOTO – PESQUEIRO ARUJA

VITOR ROBIN DUTRA – SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

RICARDO BECKER – URUBICI - SC

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE P ESCA COM MOSCA- ANO 3- VOL29 – FEV - 2018

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

O começo

Grande do Sul

Você acaba de assistir ao filme “Nada é para

sempre” pela trigésima sétima vez, ficou horas e horas procurando vídeos no Youtube e na mente como um flashback, vem as imagens daqueles malucos com suas varas de fly que viu no pesqueiro… Decisão tomada! Vai aprender a pescar de fly!

E vale ressaltar também que o que comentarei aqui, será apenas para que o iniciante possa se nortear em suas escolhas, sendo que só mesmo o próprio pescador será capaz de dimensionar suas necessidades. E mesmo assim, se houver um amigo que já pratique ou mesmo no próprio pesqueiro que frequente tenha algum pescador mais acessível, procure conversar, tire suas dúvidas, tenho Afinal, toda vez que foi ao seu pesqueiro favorito sempre

certeza

que

será

um

papo

agradável

e

muito

havia um pescador de fly. E é tão bonito! Ver aqueles

elucidativo. Então, chega de enrolação.

movimentos sincronizados, a linha que se estica no ar, a

Vara

isca caindo na água sem barulho, sem estardalhaço e

Existe um consenso que a numeração que mais abrange

quase sempre o peixe atacava logo em seguida…Mas

as necessidades do pescador em pesqueiros é a de

espera um pouco, pra aprender essa nova modalidade

número 6. Visto que a maioria dos pesqueiros é populada

é preciso ter o equipamento para isso! Então vamos

por espécies de médio porte, essa numeração atende a

pesquisar, a internet está aí para isso!

90% das capturas feitas em pesqueiros. Um peixe de dimensões menores será trazido com maior facilidade,

Depois de horas, dias, semanas de pesquisa, também

um maior, somente demandará um trabalho com mais

atrapalha e que a maioria das matérias disponíveis são

paciência, evitando fadiga do equipamento. Nada

gringas e o pouco conteúdo nacional, mal toca no

impede que se inicie com uma numeração maior, porém

assunto pesqueiro. Ó dúvida cruel!!!

a

descobre

que

excesso

de

informação

curva

de

aprendizado

será

mais

lenta,

pois

equipamentos mais pesados exigem um pouco mais de

Pois, bem, estamos aqui para tentar ajudar ao iniciante na modalidade, a escolher seu material para

acuidade

começar a pescar em pesqueiros.

contrapartida, um conjunto de numeração menor sofrerá

Deixe-me frisar que

técnica

para

serem

usados

e

em

aqui abordaremos aspectos gerais, não nos ateremos a

um stress maior e terá sua

marcas, modelos de equipamentos específicos e que

comprometida. Então, já sabemos que a vara será de

particularidades

número 6. E agora? Você pesquisou muito e se deparou

serão

abordadas

em

uma

outra

com

oportunidade.

muitas

técnicos A S S O C I A Ç Ã O

B R A S I L E I R A

D E

P E S C A

C O M

M O S C A

-

A B P M

nomenclaturas,

que

– AN O 3 – esclarecimentos.

criaram

V O L U M E

2 9

vida útil certamente

especificações, mais –

dúvidas

F E V -

2 0 1 8

termos

do

que

Página 36


PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda esclarecimentos.

Linha Neste item não há segredo algum para quem vai iniciar. Uma linha compatível com a numeração da vara a ser utilizada e do tipo “floating” será uma escolha Temos descrições que falam em varas de ação rápida,

bastante satisfatória.

lenta, médio rápidas, fibra de carbono, bambu, fibra de

Na procura por sua linha, você irá se deparar com

vidro, saltwater, 10 pés, 9 pés…

um mundo de nomenclaturas, siglas e códigos. Para

Calma. Muita calma nessa hora. Eu sei que a

simplificar, iremos diretamente ao que nos interessa. A

ansiedade toma conta e adquirir o primeiro conjunto nos

linha “WF6F”. A especificação “WF6F” indica que a linha

deixa como se sentados num formigueiro. Como já disse

é uma “Weight Forward”, ou seja, peso à frente, o

anteriormente, o ideal seria conversar com alguém mais

número 6 indica ser própria para varas dessa numeração

experiente ou melhor ainda, ter contato com vários tipos

e finalmente o F de “Floating”, flutuante.

de materiais antes de adquirir o seu próprio. Mas, e se isso

Talvez aqui caiba um único porém: dê preferência a

não for possível ?

linhas “Tropicais”, elas tem um desempenho melhor em

Estamos

aqui

conversando

justamente

para

nosso clima. Essa característica é bem clara nas

auxiliá-lo nessas dúvidas mais básicas. Um conjunto

especificações da linha, sendo normalmente designadas

voltado para pesqueiro deve ser versátil e lhe atender

para “warmwater” ou tem o termo Tropical em sua

nas mais variadas situações. Portanto, no tocante a ação

nomenclatura. Observe que alguns kits prontos de fábrica

da vara, o que podemos falar é que para o ambiente de

vem com linhas mais apropriadas para águas mais frias,

pesqueiros, uma de ação médio rápida seria a escolha

se você mora ou pesca em regiões quentes ou

ideal. Além de ser a mais comum, é também a que mais

temperadas, atente para esse detalhe e obviamente, o

se adapta às iscas que serão mais usadas, sejam elas

oposto também deve ser observado, regiões mais frias,

imitações de ração ou moscas propriamente ditas. As de

linhas mais adaptadas para tal clima.

ação rápida ou as mais lentas podem ser usadas, mas

Mas aí você me pergunta: “E aquela infinidade de outros

são de uso mais específico e não serão abordadas aqui.

tipos, modelos e formatos de linha, não servem para

Quanto ao tamanho, a de 9 pés, também tamanho

padrão,

é

uma

escolha

nada?

perfeitamente

Claro

que

servem!

Mas

como

disse

anteriormente, cada item do equipamento tem sua

adequada ao nosso intuito.

aplicação específica e atende a uma gama de situações e condições próprias e portanto não cabem

A S S O C I A Ç Ã O

B R A S I L E I R A

D E

P E S C A

C O M

M O S C A

-

aqui no papo sobre um conjunto inicial e o mais Página versátil – AN O 3 – V O L U M E 2 9 – F E V - 2 0 1 8 37

A B P M


PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

Bem, no universo de um pesqueiro, isso passa a ser uma meia verdade. Vamos analisar alguns fatores que nos fazem chegar a essa conclusão. Um simples passar de olhos no ambiente de um pesqueiro

nos

leva

Estamos

a

em

uma

série

um

de

ou

obviedades:

mais

lagos,

consequentemente em uma área delimitada. Dividimos

essa

mesma

área

com

outros

pescadores e até em grande número. A nossa capacidade de nos movimentar para

aqui no papo sobre um conjunto inicial e o mais versátil

acompanhar a fuga do peixe é bem restrita.

possível. Mas pode ter certeza que será abordado

Pois bem, colocado

futuramente.

estes itens, vamos ao

resultado dessas observações.

Backing O backing é aquela linha reserva que é utilizada

Mas, espera ai! Se estamos em um lago, o peixe

quando toda linha de fly é tomada. A mais comum é a

não tem para onde correr, portanto é só trabalhá-lo até

de Dracon, um tipo de multifilamento. Podendo ser

o ponto de captura, certo? Sim e… não! Voltemos às

encontrado na versões de 20 e 30 libras.

nossas observações sobre o ambiente em que nos encontramos e veremos que se deixarmos o peixe correr livremente, teremos a maior colcha de crochê do mundo e enfeitada com várias bóias, dos mais variados modelos e com muitos pescadores bastante irados à procura delas.

Carretilha Aqui começaremos a entrar em um terreno mais nebuloso, ou melhor, mais controverso. Com certeza o amigo já deve ter visto em suas procuras por informações, que a carretilha é o item que merece menos atenção, ou melhor, seria o componente em que um investimento maior pode ser postergado, que em última análise não passa de um equipamento somente para armazenar a linha. A S S O C I A Ç Ã O

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda E agora falando sério, devemos evitar ao máximo o

O calibre da linha, lembrando que quase

cruzamento de linhas com os pescadores de bait, pois

sempre os líderes serão cônicos, o material com o qual

com o advento das linhas multifilamento, foi inventado

foi confeccionado, o comprimento, etc.

o maior assassino de linhas de fly que existe. É cada

E como tudo no fly, o pescador descobrirá qual

vez maior o número de linhas de fly cortadas,

é o modelo que mais se adapta ao seu estilo, o líder

acidentalmente ou não, em pesqueiros.

que proporciona uma virada mais potente, uma

Mas voltemos ao cerne do assunto. É quase

apresentação mais suave ou até mesmo um líder sem

regra que uma boa carretilha tenha um bom sistema

conicidade nenhuma (alguns de meus parceiros de

de freio, fator nem sempre encontrado nos modelos

pesca, que são meio malucos, usam assim). Mas existe

de entrada. Um modelo mais avançado, um ou dois

uma receita que nos salva desse mundo de números,

steps acima, já contam com uma fricção bastante

materiais e fórmulas.

satisfatória e nos atenderão muito bem. Se pudermos contar com esse padrão de carretilha, podemos dar como encerrado esse tópico. Líder

Tendo em vista que estamos nos atendo a um conjunto

número

6,

precisaremos

de

linha

monofilamento nas bitolas de 0,50 mm, 0,40 mm e 0,30 Mais um item que gera acaloradas discussões e

mm. Com essas linhas em mãos, vamos iniciar a

muitas horas de estudo. Existem inúmeras receitas para

confecção de nosso líder. Pegue a linha 0,50 e segure

confecção, vários materiais disponíveis e até as

entre seus dedos e estique seus braços lateralmente e

comercializadas prontas para uso.

você terá um pedaço de linha de aproximadamente

Se formos dissecar esse assunto a fundo,

1,60~1,70 m. Com a linha 0,40 e 0,30, precisaremos de

ficaríamos, horas, dias, meses, provavelmente até o

pedaços com a metade desse comprimento, ou seja,

final dos dias e não chegaríamos a um consenso. Mas

faça o mesmo procedimento anterior, só que corte ao

o porquê de tanta disparidade? Simples, a própria

meio. Una as linhas, da mais grossa para a mais fina,

função do líder já é autoexplicativa.

com um nó de cirurgião, ou outro nó de emenda que

A função do líder é levar a energia produzida pelo

esteja mais habituado, como o nó de sangue por

conjunto vara / linha, gerada pelo movimento do

exemplo. Com a confecção de um loop na parte mais

arremesso, à mosca. Daí vem a diversidade de líderes

grossa, onde irá se unir ao fly line, com um loop feito

possíveis, pois tudo tem influência no movimento final

com o mesmo nó de cirurgião ou com o Perfect loop,

da sua mosca.

por exemplo, damos como terminado nosso líder.

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Simples, não? Cuide apenas que seu líder não fique – AN O 3 – V O L U M E 2 9 – F E V - 2 0 1 8 Página 39

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda Simples, não? Cuide apenas que seu líder não fique muito maior e nem menor que o tamanho da vara, sendo esse um bom parâmetro para o tamanho do líder. Com as partes que sobraram faça outro líder e leve como reserva, quase sempre usamos mais de um numa pescaria. Mosca E finalmente chegamos ao ápice de tudo, a razão da existência dessa nossa modalidade: a mosca!

E agora vamos comentar um pouco sobre Pois bem,qual mosca usar? Como sempre a resposta é

moscas clássicas que são efetivas com alguns peixes,

obvia.

os considerados predadores e surpreendentemente

A

mosca

que

acostumados

a

falando

ração

de

comer!

imite E

para

o

que

eles

normalmente peixes.

No

estão

com outras espécies nem tanto.

estamos mercado

encontramos inúmeras versões, confeccionados nos mais diversos materiais, diversas cores e formatos. Existem também, uma versão, que se mostra muito efetiva quando usada em lagos onde temos exemplares de redondos. Essa isca é um pouco maior, a sua apresentação simula ou o cair de uma ração maior ou uma frutinha, despertando o instinto natural dos redondos e outras espécies frugívoras. Essas iscas têm por característica se situar entre as que imitam um alimento natural ou não. O mesmo se dá com as moscas Lã ball e Hairball. Estas sempre tiveram o intuito de imitar frutos caídos,

Tambacus sendo capturados com uma

flores ou até mesmo besouros. E tem se mostrado muito

ClouserMinnow.

eficientes nos pesqueiros.

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

Tilápias seduzidas por Streamers.

E esse aqui foi enganado por uma ClouserMinnow. E encerrando esse nosso bate papo, espero ter ajudado ao amigo a escolher seu material inicial para praticar a pesca com mosca em pesqueiros. Esse é só primeiro passo em um mundo maravilhoso, sedutor e viciante, onde não só uma nova modalidade de pesca se descortina, mas sim, um modo de vida, um novo olhar para essa prática esportiva e a descoberta de novas sensações e sentimentos. Nos vemos em algum pesqueiro por aí e linhas ao ar! Caso queira criticar, tirar dúvidas ou mesmo

As matrinxãs não resistem a uma WollyBugger.

enviar sugestões, podem entrar em contato comigo pelo e-mail: amigosnamosca@gmail.com

Um douradinho que não resistiu a uma mini Andino.

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TRUTA BRAZUCA Por : Rogério Batista“Jamanta”

O Brasil é um país rico em águas, sejam elas

O Arthur me passou uma vara de para ninfar que

quentes ou geladas. Justamente nas geladas, nas serras

estava doido para estrear. Esta vara tem um Kit que

Grande do Sul do RS, SC, PR, SP, RJ e MG muitos mosqueiros se dedicam pode ser a uma verdadeira paixão:A TRUTA.

comprado para aumentar em mais um pé o

tamanho da vara. Eu consegui este Kit e aproveitei para usar uma linha especial para ninfar.

Pois ela será a estrela desta coluna. Vamos falar sobre as aventuras de nossos mosqueiros, as moscas prediletas,

entomologia

e

tudo

mais

que

estiver

relacionado a este peixe que desperta a parte mais clássica, ou até mesmo chamada de PURISTA por nossos pescadores. Em novembro consegui tirar uns diazinhos para pescar no Caveiras. O Rio está com muita pressão dos matadores mas rendeu algumas trutas boas e também juvenis, que é bom, pois mostra a renovação da população:

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TRUTA BRAZUCA Por : Rogério Batista“Jamanta” Os brazucas estão se puxando na abertura da

A impressão que tive é de que o controle de linha

temporada de trutas em Santa Catarina, destaque para

é excepcional. Isso se dá pela sua espessura, que é bem

capturas do Arthur e do Mateus:

mais fina. Com menos atrito na superfície da água, as

O local escolhido foi um novo point da galera, que

correções ficam muito mais fáceis. Isto aliado a uma vara

chama pousada do Miltinho. Fica no Rio Crioulas, perto

de 11 pés faz com que se possa dominar com perfeição

do Edinho. Tem uma boa cabana para ficar, e o Rio a

a deriva. A desvantagem é que o arremesso se limita

galera já sabe que é top. Contato do Miltinho é: 48

pela falta de peso da linha.

991010809.

Eu gostei muito e será um dos meus equipamentos de apoio. Estava super quente, cheguei a pescar de bermuda um dia:

A mosca que me surpreendeu nesta pescaria foi uma ninfa atratora do Charlie Craven que falei na coluna passada, atada pelo Claudio Brandielone. Eu cheguei a usar stimulator e bicho preto, mas sem muitos resultados. Quando pulei para essa mosca a pesca explodiu. Pode sim ter sido qualquer outro fator, mas é fato que após essa troca, aumentou absurdamente a ação dos peixes.

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TRUTA BRAZUCA Por : Rogério Batista“Jamanta”

Mantendo as dicas de leitura, dessa vez vou falar rapidinho de dois livros de atado muito legais. O primeiro, chama Tying Nymphs de Charlie Craven. Desse livro tiramos a mosca que acabei usando na pescaria que me referi acima. O Livro traz idéias de atado bem legais, tiradas modernas, materiais e técnicas.Um outro que gosto muito, é o Better Flies Faster do David Klausmeyer. Esser livro traz moscas "pescadoras" atadas de forma simples. Também inova com materiais e técnicas:

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TRUTA BRAZUCA Por : Rogério Batista“Jamanta” DICA DE ATADO O Adriano inventou uma mosca muito interessante. Ainda

não

testamos,

mas

mesmo

assim

vamos

compartilhar aqui a receita pois traz um conceito bem interesssante e trabalha a coisa dos contrastes. É uma aposta, na proxima edição contamos.

Nas

próximas

edições

voltamos

com

mais

aventuras de nossos mosqueiros pelo Brasil. Se você quiser contar como foi seu encontro com as trutas, envie email

com

seu

relato

e

fotos

para

trutabrazuca@gmail.com . Até mês que vem. A S S O C I A Ç Ã O

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VIDA DE GUIA

Por: ROGÉRIO BATISTA “JAMANTA”

DOUGLAS CABERLON 1) Como você se tornou guia de pesca? Me tornei guia de pesca porque que eu amo pescar, e tendo condições de levar e ensinar alguém sobre a pesca esportiva é algo inexplicável. Poder passar a outros pescadores e não pescadores a experiência familiar que a pesca esportiva pode oferecer é um de meus objetivos. 02) Qual é sua melhor historia de pesca? A melhor história foi quando levei um cara chamado João Cândido para pescar trutas. Um senhor que em seus 62 anos já passou por várias dificuldades na vida, como a luta contra um câncer. Ver a felicidade dele ao estar em um lugar selvagem, pescando trutas e hoje estar curado, fazendo o que ama, que é a pesca esportiva na modalidade Fly fishing, foi fascinante. Na noite, contamos histórias e bebemos um bom vinho. Criamos um vínculo entre guia e cliente (amigo), saímos para pesca no segundo dia e ele me agradeceu por estar cuidando tão bem dele no rio, pois pelas dificuldades que passou na vida hoje poderia não estar mais entre nós, e principalmente, estar em lugar como aquele (Rio Pelotas), para ele era uma vitória. 03) O que você destaca como mais prazeroso e mais desagradável ao guiar? Prazer em guiar: poder estar em contato com novas pessoas, novas ideias, novas energias, levar a pesca esportiva para muito mais além. Tenho prazer em contar as histórias de pescaria e de estar junto com os clientes nas capturas. Desprazer: acho que tudo é experiência de vida, se um dia foi ruim a gente melhora para que no próximo seja melhor! 04) Qual suas iscas favoritas e que peixes seus clientes mais buscam? Isca favorita para trutas: Pâncora, bicho preto, Wolly bugger e hares ear. Iscas para black Bass: Wolly bugger, clouser minnow, Bitch creek. APeixes: S S O C60/40 I A Ç Ãpara O Bblack R A S I Bass LEIRA DE

PESCA COM

MOSCA

-ABPM–ANO3–VOL

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ABPM RECOMENDA

POR ROGÉRIO BATISTA “ JAMANTA”

SUGESTÃO DE LEITURA Diego Flores, conhecido autor do livro “Aguas Patagonicas”, que todos conhecem pelo site de mesmo nome, é um mosqueiro Argentino de renome dentro e fora de seu país. Grande

do Sul

Periodista de revistas, escritor, instrutor de fly, ele dedicou o último ano de sua vida a escrita do livro sobre pesca de carpas. Esta obra, chamada de TABU CON ESCAMAS, é um tratado sobre a pesca de carpas com mosca, tem 512 páginas, e 20 capítulos, nos quais Diego descortina a pesca deste peixe. Um livro bastante técnico, que propõe uma abertura de pensamento sobre a própria pesca. Escrito em Espanhol, em breve estará no mercado Brasileiro.

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Noticias abpmed29fev2018  

Abpm flyfishing flytying

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