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Q U A R T A - F E I R A ,

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N O V E M B R O

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POLÍTICA ALGUMAS DAS OBRAS QUE NÃO SAÍRAM DO PAPEL

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EDITOR: Baptista Chagas de Almeida EDITOR-ASSISTENTE: Renato Scapolatempore E-MAIL: politica.em@uai.com.br TELEFONE: (31) 3263-5293

JACKSON ROMANELLI/EM/D.A PRESS

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BELO HORIZONTE

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CATAGUASES

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DIAMANTINA

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Parte dos R$ 82 milhões previstos para Belo Horizonte será usada na limpeza e reforma do Viaduto Santa Tereza. Até agora, no entanto, a verba não chegou ÁLVARO DUARTE/EM/D.A PRESS

TERZA GONTIJO/DIVLUGAÇÃO

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Criação do Parque Municipal Serra dos Cristais, restauração e requalificação do prédio Niemeyer (antigo Clube JK), do Largo Dom João e Praça Sagrado Coração de Jesus

OURO PRETO

Restauração das igrejas matrizes de Santo Antônio (Distrito de Glaura) e de São Bartolomeu; da Capela de São João e da Capela de São Sebastião e restauração dos chafarizes do distrito sede

Restauração do Museu Histórico de Pitangui – Casa de Câmara e Cadeia, dos acervos sacro e documental do Instituto Histórico de Pitangui e da Igreja de São Francisco de Assis e entorno (Praça Dr. Izauro Epifânio)

6 SABARÁ Restauração da Capela de Santo Antônio no distrito de Pompeu, da Igreja Bom Jesus e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

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NANDO OLIVEIRA ESP. ENM D.A PRESS/19/4/12

Em Pitangui, na falta dos recursos federais, prefeitura começou por conta própria a reforma do casarão

Restauro dos elementos artísticos do Colégio Cataguases e recuperação das praças Rui Barbosa e Santa Rita.

5 PITANGUI

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Becos da bela Tiradentes receberão iluminação diferenciada. Mas só quando o dinheiro for liberado

Restauração do viaduto Santa Tereza, mobiliário de época da Casa Kubitschek, Teatro Francisco Nunes e sede da Fundação Zoo-Botânica.

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SANTA LUZIA

Elaboração de projeto executivo de restauração da Casa Tofani para abrigar o Museu do Imigrante e Centro de Referencia do Professor

8 SÃO JOÃO DEL REI

Implantação do Terminal Turístico Rodoviário

9 TIRADENTES Igreja de Santo Antônio, no Distrito de Glaura, em Ouro Preto, é outro monumento histórico que precisa de trabalhos de restauração

Iluminação de destaque para os monumentos históricos e becos

Cadê o dinheiro do PAC? Prefeitos de cidades históricas de Minas reclamam os milhões prometidos pelo governo federal FELIPE CANÊDO De um montante de R$ 254 milhões previsto para ser gasto até o final de 2013 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas em Minas Gerais, nenhum centavo chegou até agora. É o que garante o presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG) e prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (sem partido). A informação é confirmada por pelo menos nove prefeituras de cidades que teriam direito a receber um total R$ 125 milhões até 2013: Tiradentes, Diamantina, Ouro Preto, Pitangui, Cristiano Otoni, Cataguases, Belo Horizonte, Congonhas e Raposos. O convênio foi assinado em outubro de 2009, CIDADE em Ouro Preto, pelo enBarão de Cocais tão presidente da RepúBelo Horizonte blica, Luiz Inácio Lula da Cataguases Silva, o Ministério da CulCatas Altas tura e o Instituto do PatriCongonhas mônio Histórico e ArtístiCristiano Otoni co Nacional (Iphan). CoDiamantina mo solução imediata, CaItabira bido acredita que um Itabirito acordo será assinado em Ouro Branco breve para que pelo meOuro Preto nos as 10 cidades brasileiParacatu ras tombadas como PatriPitangui mônio Cultural da HuSanta Bárbara manidade pela OrganizaSanta Luzia ção das Nações Unidas São João del Rei Tiradentes para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) comecem a receber os investimentos previstos – Congonhas, Ouro Preto e Diamantina estão entre elas. Questionado sobre o atraso na liberação das verbas, o Iphan, através de sua assessoria de imprensa, não respondeu. Vice-presidente da ACH-MG, o prefeito de Pitangui, no Centro-Oeste, Evandro Rocha Mendes (PT), também lamenta o não recebimento das verbas: “Foi um sacrifício para montar esse PAC das Cidades Históricas, e depois a coisa enganchou”. Ele conta que os projetos foram enviados pela administração municipal, mas “infelizmente, não chegou nada”. Segundo Evandro, a prefeitura está arcando com os custos de algumas obras previstas no programa para o Museu Histórico de Pitangui, porque o imóvel, do século 18, precisa de cuidados imediatos.Aassociaçãodevesereunirnodia20paradiscutir a situação das cidades históricas no estado.

O prefeito de Diamantina, Padre Gê (PMDB), é outro que lamenta não ter recebido os recursos. A coordenadora de projetos da prefeitura, Débora do Nascimento França, afirma que a maioria das cidades ainda não viu a cor do dinheiro. “Nós pactuamos o convênio, entregamos os projetos, diagnósticos e tudo o que era necessário, mas não recebemos”, comenta ela. Secretário de Patrimônio e Desenvolvimento de Ouro Preto, Gabriel Gobbi afirma que a única obra prevista no PAC das Cidades Históricas que está sendo realizada na cidade é a restauração da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, mas comenta: “O recurso veio do Ministério das Cidades, a obra é emergencial. Estamos tendo de paralisá-la, porque o diPREVISÃO DE INVESTIMENTO (R$) nheiro não é suficiente”. 7,6 milhões Um montante de R$ 32,6 82,9 milhões milhões era previsto pa29,9 milhões ra a restauração de diver6,7 milhões sas igrejas na cidade. 1 milhão Nilzio Barbosa 802 mil (PMDB), prefeito de Tira624 mil dentes, destaca que ne10,6 milhões nhum recurso do progra4,3 milhões ma federal foi repassado 1,5 milhão para a prefeitura que ele 32,6 milhões comanda. “Nosso projeto 15,6 milhões foi aprovado pelo Iphan, 6,9 milhões mas não recebemos. Esta2,7 milhões mos recebendo alguma 11,1 milhões coisa do BNDES (Banco 1,8 milhão 415,5 mil Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para a restauração de igrejas, mas do PAC não recebemos nada”. O secretário de Cultura de Cataguases, na Zona da Mata, José Vítor Lima, também se queixa de que os projetos não foram tocados por falta de dinheiro: “Fizemos todos os projetos de reforma, dos monumentos tombados aqui, não veio nada. O Iphan sinalizou uma verba de R$ 280 mil para uma praça, mas do PAC não veio”. A cidade receberia R$ 29,9 milhões do governo federal para obras como a recuperação das praças Rui Barbosa e Santa Rita. Perguntado sobre o PAC das Cidades Históricas, o secretário de Fazenda de Raposos, Manoel Alves Ribeiro, responde: “Nada, nada, nada”. Na mesma toada, o prefeito José Nery (PMDB), de Cristiano Otoni, comenta: “Mandamos o projeto para a restauração do Núcleo Histórico de São Caetano do Paraopeba, mas não recebemos nada”.

❚ PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS

Cadê o dinheiro do pac