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Interior Sairé Toritama Lajedo

Estratégias Caruaru Pernambuco Lula

Nº1|Ano0|novembro de 2009

o homem do povo toda a sua trajetória

como o líder sindical conseguiu se tornar um dos nomes mais expressivos da política mundial


Carta aberta ao leitor

nosso sentimento

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esde muito cedo, ainda quando criança, comecei a tomar gosto pela política. Ainda morando em São Paulo, via, quando ia ao centro da cidade, aquelas verdadeiras `revoluções`, protestos e reivindicações que sempre me fizeram a cabeça. Depois mais amadurecido comecei a encarar de maneira política todo tipo de manifestação, sem esquecer que toda ela é um direito assegurado de cada cidadão. E é isso que me fez, a cada dia mais, me apaixonar pela política brasileira. Entre escândalos e vários desvios de verbas, como qualquer ser racial e consciente, me decepcionei com a política em sim, porém fui descobrindo outras maneiras de participação política que vão desde cobranças até preparação de campanhas, vendo isso como uma maneira de ajudar quem realmente queira algo para a nação, a chegar no poder. Agora nestas próximas páginas poderei mostrar juntamente com meus companheiros, como vimos a política de modo diferente. E também como estamos nos preparando para sermos grandes estrategistas político. Daqui para frente poderemos fazer política ao nosso modo e isso nos trará uma recompensa. Estou certo que um dia poderemos dizer: `Só não temos condições de eleger um poste`!

TiagoBarbosaJORNALISTA

O

médico precisa entender o corpo humano, precisa saber qual o local certo para fazer a operação, uma simples falha pode prejudicar todo o tratamento feito antes. Ao fazer a Revista Arena Eleitoral me senti um doutor diferente, aquele que olha além daquilo que parece ser. É fantástico falar para você, caro leitor, os bastidores de um ringue em que os políticos são os lutadores e o eleitor o “torcedor”. Foi incrível mostrar como é feito o trabalho de cada candidato e partido antes e depois do pleito, como a não divulgação das ações podem atrapalhar o trabalho que esta sendo realizado e qual marketing deve ser usado para que o governo seja bem visto aos olhos de todos. Aqui deixo meu abraço fraterno e espero que “degustem” a Arena Eleitoral. Garanto, depois de ler essa Revista você vai olhar a política e seus coadjuvantes de uma forma diferente.

BergSantosJORNALISTA

P

ode até ser clichê, mas afirmo: Não há nada melhor do que fazer aquilo que gostamos. Neste caso, escrever sobre o que gostamos. Abordar o marketing político na primeira edição da Arena Eleitoral é uma realização para mim, pois, além de ser um trabalho acadêmico muito prazeroso de se produzir, é um dos primeiros frutos das nossas pretensões profissionais. Os leitores podem ter certeza que cada uma dessas matérias foi escrita com uma enorme satisfação, o que já as torna especiais de qualquer maneira. Estou muito gratificado em passar por essa experiência e espero que os leitores possam sentir um pouco dessa realização a partir do acompanhamento do nosso produto.

ViniciusGomesJORNALISTA

03 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


índice

PG. 05 - Toritama - Uma portÍncia escondida, uma riqueza sem marketing

PG. 06 - Governo de Pernambuco - Ao lado da MÌdia

PG. 08 - Lula - o homem do povo

PG. 09 - Lula - Marketing o fez chegar ao poder

PG. 09 - Caruaru - Os caminhos da vitÛria

PG. 11 - Lajedo - ComunicaÁ„o Zero

PG. 12 - Sairé - Usou o marketing e se tornou vencedora

PG. 13 - Editorial

PG. 14 - Notas

04 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


TORITAMA

PorbERGSANTOS

T

oritama é uma cidade pequena. Segundo o IBGE, o município tem 29.900 habitantes. A sua grande força econômica é o jeans, são aproximadamente 2,5 mil indústrias que geram mais de 15 mil empregos diretos, com o Produto Interno Bruto (PIB) de quase 453 milhões de reais ao ano. Mesmo com todo esse potencial, não é feito nenhum trabalho de divulgação da cidade pela prefeitura, o que a torna pouco conhecida. O desemprego é praticamente inexistente e a economia cresce a taxas superiores à media nacional. O municipio chega a produzir em média 2 milhões de peças de confecções ao mês, sendo responsável por 16% do jeans brasileiro, Toda essa riqueza não é divulgada, com isso vem perdendo espaço para a concorrência. O prefeito Flávio Lima destacou-se, quando candidato, por pedir votos de porta em porta e, sempre que convidado, participava de entrevistas em emissoras de rádio. Com a prefeitura em mãos, sua popularidade despencou, pois as pessoas que votaram no candidato do DEM se arrependeram. “Toritama é esquecida, antes havia uma parceia entre povo e prefeitura e éramos destaque nacional, agora dificimente agente vê o nome de nossa cidade na boca do povo”, relata o comerciante Daniel Fragoso. O prefeito Flávio Lima vem aos poucos fazendo o que prometeu em campanha. Escolas municipais foram pintadas, a qualidade na merenda é uma exigência da prefeitura, além de um melhoramento dos ônibus. Em Toritama, os alunos que estudam em outra cidade não pagam o transporte, No hospital municipal, também

houve uma melhora, a saúde é uma das prioridades da nova administração. Então por que a popularidade do prefeito está lá embaixo? Poluída visualmente pelas centenas de outdoors espalhados nos quatro cantos da cidade, não existe nenhuma plaquinha indicando alguma obra do governo e o mais curioso, na entrada do município tem uma enorme placa publicitária da loja da primeira dama. Já os feitos não são divulgados para a população, não existe nenhum tipo de divulgação. Não há Assessoria de comunicação, não existe telefone na prefeitura, quando alguém tenta um

contato, a ligação é direcionada ao hospital. As obras estão sendo feitas, a cidade está limpa, os projetos estão sendo colocados em prática, mas nada é anuciado e a população, por não saber dos atos realizados, está cobrando. Não existe nenhum tipo de contato da prefeitura com a imprensa. A internet, veículo mais rápido e fácil, não é utilizada como ferramenta para divulgação. Em uma terra onde praticamente todos vivem do jeans, não existe um trabalho de divulgação na mídia e isso faz com que a riqueza cultural deste povo seja esquecida por pessoas que não têm visão de marketing.

A capital do jeans Grande polo de confecções do país, a cidade se destaca pela produção de jeans. Contudo a falta de uma política comunicacional, deixa a cidade sem o merecido reconhecimento. Outro destaque é a cultura toritamense, vários festivais são promovidos na cidade unindo moda e arte.

Uma potência escondida, uma riqueza sem marketing

Promessas eleitorais vêm sendo cumpridas, entretanto, a falta de divulgação das ações desvaloriza o trabalho feito 05 | Novembro de2009 | Arena Eleitoral


governo de pernambuco

I

nteriorizar o desenvolvimento do estado foi a maneira que o governador Eduardo Campos encontrou para se destacar politicamente diante dos demais partidos. Historicamente visto como grande reduto dos partidos de direita, o interior do estado por várias vezes foi o fiel da balanças nas disputas acirradas pelo Palácio das Princesas. Sabedor da força do eleitor interiorano, Eduardo Campos resolveu então investir nas pequenas cidades, apoiando governos da base aliada e estando sempre presente nas inaugurações. “O governador utilizou do interior como forma de conquistar hegemonia no estado. Está sendo bastante inteligente, haja vista a

força da esquerda na capital, porém o eleitor do interior não pode fechar os olhos para a realidade e ficar iludido com a presença do mandatário pernambucano em suas respectivas cidades. Suas visitas têm um fundo eleitoral e os veículos de comunica-

ao lado da mídia

ção precisam abordar esse tema”, argumentou o analista político Cícero Bezerra. Outra estratégia utilizada foi criar a Secretaria Especial de Imprensa.

FOTOGRAFIAS Divulgação

Chefiada pelo jornalista Evaldo Costa, a secretaria desenvolve várias ações para exercer o marketing governamental. A Rádio SEI, disponibilizada no Portal do governo, exibe todas as reportagens feitas para que as rádios do estado façam, gratuitamente, os downloads e divulguem em sua programação. Já a equipe de assessoria de imprensa da secretaria é ramificada em regiões estratégicas de Pernambuco. Além da sede, em Recife, existem correspondentes em Caruaru, e Petrolina. Para se governar bem é preciso ter uma boa relação com os veículos de comunicação. Pensando nisso, Eduardo Campos, fechou parceria com os jornais Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco e Jornal do Commercio, os principais do Estado. Neste convênio são distribuídos para toda rede estadual de ensino os jornais diários, o que de certa forma blinda a imagem do governador. Mais que isso. Com essa estratégia de ser um ‘aliado’ dos meios de comunicação, o governo de Eduardo Campos, acaba por ‘neutralizar’ os principais veículos do estado que ficam na ‘mão’ do poder público estadual.

O que mudou ao longo dos 20 anos da nossa democracia?

C

ollor foi o primeiro presidente escolhido por meios democráticos, em 1989. Inteligente, foi o prepulsor do marketing político, mas se perdeu com o poder nas mãos e conseguiu destruir as esperanças de milhares de brasileiros. Povo este que, da mesma forma que o elegeu, tirou do poder por meio de impeachemant.

FHC e o plano real

1994-1998

No fim dos anos 90 estávamos afundados na inflação, e ele elaborou uma nova moeda animou a todos. Assim, foi fácil vencer as eleições de 1994, pois a salvação estava em suas mãos

As privatizações 1998-2002

Depois de conseguir ser o primeiro presidente reeleito da história brasileira, por meio de uma PEC muito questionada pela oposição, FHC dá início ao período de privatizações no Brasil. A mais significativa foi a venda da mineradora Vale do Rio Doce, uma da maiores estatais do país.

A voz do povo 2002-2006

Nas três últimas eleições citadas, ele havia sido derrotado, mas os eleitores passaram a acreditar que aquele metalúrgico poderia, sim, governar o nosso país. Lula foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, com votações expressivas. 06 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


andidatura de Ciro Gomes à Presidência vai depender do apoio dos diretórios estaduais do partido

EntrevistaEDUARDOCAMPOS

PorTHIAGOBARBOSA

PERNAMBUCo E o grande seu crescimento A candidatura de Ciro Gomes à Presidência vai depender muito do apoio dos diretórios estaduais do partido Atual

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esde que assumiu o governo de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) tem gasto boa parte de seu tempo recebendo em seu gabinete empresários interessados em investir no Estado. Ao longo do primeiro ano de mandato, conquistou empreendimentos que vão demandar investimentos privados de cerca de R$ 20 bilhões nos próximos anos. Estão em obras uma refinaria, um estaleiro, dois frigoríficos e até uma fábrica de vacinas. É com a chegada desses projetos que Campos pretende mudar o perfil econômico de Pernambuco, ampliando a indústria de transformação. Mas os ventos favoráveis não significam tranqüilidade. Mesmo no campo econômico, o governador sabe que ainda precisa levar o desenvolvimento para o interior, o que inclui desbravar um vasto sertão. Hoje, a maioria dos empreendimentos está indo para o Porto de Suape. No campo social, os desafios são ainda maiores. Pernambuco está entre os piores indicadores do país em matéria de educação, segurança pública e saúde.

Desde o ano passado, foram anunciados em Pernambuco cerca de R$ 20 bilhões em investimentos. Que mudanças esses empreendimentos trarão ao Estado?? Eduardo Campos: Esse é o maior conjunto de investimentos que Pernambuco já recebeu a um só tempo. Eles não só vão mudar nossa infraestrutura mas também redefinir a matriz produtiva do Estado, sobretudo a indústria de transformação. Para acompanhar isso, temos feito também fortes investimentos, com nossos recursos e atrelados a políticas do governo federal, na expansão do ensino, na pesquisa e no incentivo à inovação tecnológica. Nossa expectativa é que, a partir da consolidação desses novos empreendimentos, eles se multipliquem, adensando as diversas cadeias produtivas já existentes e formando novas, como a cadeia do petróleo, da indústria naval, dos biocombustíveis e da indústria têxtil do Estado. É um momento positivo da economia brasileira e um momento excepcional da economia pernambucana. Dos investimentos anunciados,

É um momento positivo da economia brasileira e um momento excepcional da economia pernambucana” As empresas que aportaram no Estado já sentiram a dimensão do problema. Para colocar as fábricas para funcionar, estão precisando investir na capacitação da população. Agora, para correr atrás do atraso de muitos anos, Campos também aumenta os investimentos em educação, do ensino básico ao técnico. Para ele, entretanto, dos males, esse é o menor. “É um desafio prazeroso resolver a capacitação porque o mercado demanda mão-de-obra. É melhor do que o momento que o Brasil viveu, de mandar mão-de-obra qualificada para fora do país.” A seguir, os principais trechos da entrevista que Eduardo Campos concedeu ao Valor, no Recife:

poucos vão para o interior. Como desconcentrar e interiorizar o desenvolvimento? Esse é um problema da civilização brasileira, que foi se concentrando ao longo do litoral. Com investimentos como a Transnordestina, o gasoduto rumo ao Agreste e ao Sertão, o abastecimento de água de grandes cidades do interior com a transposição e outros projetos, a expansão da rede de ensino, bem como o tratamento tributário diferenciado e a infra-estrutura, vamos conseguindo vencer. Temos agora a planta da Sadia, da Perdigão, fábricas de suco indo para o Vale do Rio São Francisco, cerâmicas e a perspectiva de atrair fábricas de calçados. Esta-

mos dando pela primeira vez os passos concretos de empreendimentos que estão indo para o interior. Isso, aos poucos, faz com que as pessoas tenham confiança em fazer esses investimentos. A Transnordestina é um investimento privado, mas que caminha devagar por problema na própria companhia e por dificuldades em realizar as desapropriações. Ela vai sair? Fizemos uma reunião com o Ministério da Casa Civil e com os governadores do Ceará e do Piauí. Os governos estaduais queriam ser facilitadores dos gargalos burocráticos existentes. Parte desses desafios estão relaciona-

dos à própria empresa, como a conclusão dos projetos executivos. Isso ainda não temos. Outros problemas estão sob a responsabilidade da União e dos Estados, como o licenciamento ambiental e a desapropriação das áreas. Assumimos o compromisso de o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) desapropriar e nossa Procuradoria fazer o trabalho de cartório e o entendimento na Justiça das questões de desapropriação. Quanto ao licenciamento, estamos compartilhando com o Ibama um apoio técnico. Isso vai permitir começar em junho o segundo trecho. Tum essit ut la augait, voloreet nummolore min volesto doloreet luptat vulput iure cmmy nim venis nos am asdasd. 07 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


o homem do povo

A HISTÓRIA No dia 6 de outubro de 1945, ano do fim da 2º Guerra Mundial, nascia no pobre e seco distrito de Caetés, município de Garanhuns, agreste pernambucano, Luís Inácio da Silva. A sua infância foi na miséria, passou fome, foi engraxate, office boy e criado apenas por sua mãe, Dona Eurídice Ferreira, ele foi o sétimo de oito irmãos. Seu pai, Aristides Inácio os abandonará para viajar para tentar a vida em Santos, litoral de São Paulo. No ano de 1952, aos sete anos, sua mãe foi em busca de seu marido e levou todos os filhos juntos, em um caminhão Pau-dearara. Após treze dias, a viagem foi frustrante, já que o pai de Lula já tinha construído uma segunda família. Eurídice não aceitou e foi com os filhos morar nos fundos de um barzinho, na Vila Carioca, Bairro de São Paulo. Desde então Lula não teve mais contato com

seu pai que morreu em 1978. Aos 14 anos começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a carteira de trabalho assinada pela primeira vez. Pouco depois, conseguiu uma vaga no curso técnico de torneiro mecânico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Formou-se três anos mais tarde e, em 1963, empregou-se na metalúrgica Aliança, onde acidentou-se numa prensa hidráulica, o que lhe fez perder o dedo mínimo da mão esquerda, aos 17 anos. LIDERANÇA Em 1968 Lula se filou ao Sindicato dos Metalúrgicos. Um ano depois foi eleito a diretoria do sindicato. E em 1975 foi eleito Presidente do mesmo. Durante o movimento grevista, a ideia de fundar um partido representante dos trabalhadores amadureceuse, e, em 1980, Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, católi-

cos militantes da Teologia da Libertação e artistas para formar o Partido dos Trabalhadores (PT). Ligado ao sindicato desde 1969, quando ocupou a suplência da diretoria, Lula Foi eleito presidente do sindicato dos trabalhadores em 1975 e foi reeleito em 1978. Liderou as paralisações de 170 mil metalúrgicos em 1978, que contagiou o Estado de São Paulo, levando milhares de trabalhadores a seguir o mesmo caminho. No ano seguinte, com nova parada nas fábricas do ABC, dava mostras que tinha coragem para enfrentar o regime militar e seguir no objetivo do sindicato. FORMAÇÃO POLÍTICA Em 1984, ao lado de várias lideranças políticas brasileiras, Lula participa da campanha Diretas Já, na luta pela redemocratização do país, tendo como objetivo a volta das eleições presidenciais diretas. Na época, os governant-

es eram escolhidos pelo regime militar. Ele foi uma das personalidades mais importantes do movimento, entretanto, a campanha não teve muito êxito. Nas eleições de 1984, um Colégio Eleitoral indicou indiretamente Tancredo Neves que veio a ser o presidente do Brasil. Passado esse momento, no auge de sua atuação como líder sindical, Lula resolve se candidatar à deputado federal por São Paulo em 1986. Foi eleito com uma votação muito expressiva, de 700 mil votos, uma das maiores da história. Os projetos que foram apresentados eram, naturalmente, dedicados aos trabalhadores e aposentados. Não tanto satisfeito com o cargo de deputado, inclusive disparando a frase “no Congresso há 300 picaretas”, Lula não se candidata a reeleição e prefere se dedicar às suas atividades pelo PT, ajudando a estruturar as seções regionais do partido espalhadas pelo Brasil.

“Quantos dirigentes sindicais dão importância para a organização dentro de fábrica? Quantos? Porque tem muito dirigente que não quer que a peãozada se organize na fábrica, porque peão organizado vira politizado, começa a ter consciência e quer ocupar o lugar do dirigente”, disparou Lula. 08 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


marketing o fez chegar ao poder A SAGA Na primeira grande disputa (1989), a imagem do revolucionário que surgia para defender o povo adiantou para derrotar o “caçador dos marajás”. Fernando Collor venceu. O principal destaque foi a provável manipulação da Rede Globo no último debate entre os dois candidatos,

eleições de hoje em dia. E foi com esta mesma visão que o PT requisitou da equipe de Duda para tomar conta das campanhas, visando triunfar nas eleições seguintes. Das duas campanhas vitoriosas de Lula, muito foi creditado ao fator Duda Mendonça, inclusive no próprio comportamento do hoje

Em 2002, finalmente a primeira vitória. Aclamado pelos eleitores que já o esperava há mais de 20 anos, Lula venceu o tucano José Serra, no segundo turno, com quase 53 milhões de votos, uma das votações mais expressivas da nossa história. Em 2006, disputando a reeleição, conseguiu derrotar mais um tucano, dessa

A antiga postura revolucionária deu lugar a imagem do político sério e vencedor.

favorecendo Collor. Em 1994, Lula tenta novamente ser o representante do país, dessa vez, derrotado pelo principal articulador do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso. O discurso do petista ainda era forte, mas o país que estava afundado na inflação viu em FHC a esperança que precisava para escapar desse mal que o perseguia há anos. Persistente, em 1998 Lula foi mais uma vez no nome do PT para disputar a presidência. Enfrentou novamente FHC, que após uma emenda constitucional conseguiu o direito de disputar a reeleição e venceu ainda no primeiro turno com cerca de 53% dos votos.

presidente da república. Considerado como o ícone do marketing político brasileiro, Duda Mendonça, que trabalhou nas campanhas vitoriosas de Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, ainda ostenta os maiores bônus eleitorais país afora. A CONQUISTA

vez, Geraldo Alckmim, também no segundo turno. O jingle “Deixa o homem trabalhar” embalou a vitória do petista que pode continuar o seu trabalho. MKT GOVERNAMENTAL No início do governo, o principal programa foi o Fome Zero. Ele esteve presente em todos

os meios de comunicação como tema de produção jornalística e criação publicitária. Em pouco tempo, o tema “fome” transformou-se em assunto de domínio público, um problema ao qual toda a sociedade brasileira foi convocada a integrar-se. Em quase todo o primeiro mandato, esse foi o mote do governo. Aos poucos, a estratégia foi mudando, o Fome Zero já não estava sendo tão mastigado. A próxima cartada foi o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), marca do segundo mandato de Lula, foi por meio desse programa que “surgiu” a nova Dilma Roussef. Agora, faltando menos de um ano para as eleições presidenciais, e com Dilma favorita para disputar o pleito, o discurso mudou. O Pré-Sal (Conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal) é exaltado por Lula e Dilma como o “ouro” do Brasil dos próximos anos.

FATOR DUDA MENDONÇA As campanhas eleitorais dos grandes centros são postas nas mãos dos marqueteiros como verdadeiras tábuas de salvação, entregando-lhes, praticamente, o comando das eleições. Neste meio, podemos notar com destaque a presença do marqueteiro Duda Mendonça, visto como um responsável direto pelas mudanças do Lula de antigamente para o Lula vencedor de 09 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


caruaru Os Candidatos e os Programas Sociais

Durante a campanha, várias foram as estratégias para consolidar o favoritismo FOTOGRAFIA Divulgação

os caminhos da vitória M esmo sendo uma campanha envolvida pelo favoritismo, desde o anúncio de sua candidatura, José Queiroz usou de diversas estratégias para consolidar ainda mais a sua vitória. A primeira delas foi despertar o sentimento de saudade nos caruaruenses, já que ele foi um prefeito muito ativo em seus mandatos anteriores e sabia do carinho que os caruaruenses sentiam por ele. O bordão ‘Volta, Zé!’ enfatizava esse sentimento e arrastava multidões aos comícios do então candidato. Antes mesmo do início da campanha, já se comentava pelos cantos da cidade o nome de Duda Mendonça e juntamente com essa citação vinha a ‘certeza’ de que a candidatura, Zé Queiroz, seria bem sucedida. Ele era o homem a ser batido, pois as pesquisas o apontavam sempre na frente. Logo em seguida, começaram os bombardeios de denúncias e acusações a Queiroz. Dessa vez, a estratégia utilizada foi não rebater nada, 10 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral

passando, assim, a imagem de que a paz seria um dos trunfos de sua campanha. O programa de governo também foi bastante explorado na campanha, principalmente no guia de TV. As promessas feitas alavancavam as ações de marketing. Logo no início da campanha pôde se notar o ‘peso’ que o fator Duda Mendonça teria nas eleições caruaruense. Com slogans bem criativos, um candidato mais próximo da população e uma estrutura de comunicação política definida, as estratégias eleitorais da Campanha ‘volta Zé’ foi ganhando corpo e rapidamente atingiu grande parcela da sociedade que assim como proposto por Duda, sentia a necessidade da volta de Zé Queiroz. O projeto ‘Prefeitura nos Bairros’ foi um dos ganchos utilizados para uma maior aproximação dos eleitores. Durante os dias de campanha, o candidato visitava vários bairros da cidade para sentir as suas necessidades, reforçando ainda mais uma das principais caracterís-

ticas do político José Queiroz, a preocupação com o povo. Com popularidade em alta e blindados pela mídia, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) juntamente com Eduardo Campos (PSB) foram os principais destaques das eleições municipais ocorridas em 2008. Em Caruaru, o candidato Zé Queiroz, do PDT, usou maciçamente a imagem de Eduardo e Lula.

Trajetória Política ➣ Eleito três vezes como deputado estadual ➣ Participou nos anos 80 da campanha Diretas Já ➣ Eleito prefeito de Caruaru em 1982 pelo PDT ➣ Volta à prefeitura em 1992 ➣ Em 2008, vence a candidata do DEM Iv‚nia Porto com 63% dos votos

Ao abrir os jornais, é possível observar a disputa. De um lado, Serra, Aécio, Marina Silva, uma oposição com certa dose de admiração por Lula. De outro, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Heloísa Helena, mais afinados. Todavia, nessa época, a grande questão não é quem será o vitorioso, mas até que ponto o próximo presidente dará continuidade aos programas sociais e de inclusão já implantados. Programas como o PAC, o Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos e outros são essenciais e fizeram um marco no desenvolvimento social. Com efeito, o impacto maior desses programas refletiu-se na melhora do nível de vida da população, principalmente no Nordeste. Discute-se muito a personalidade dos candidatos. É bem verdade que o modo de ser dos prováveis elegíveis esconde a essência dos projetos de cada um deles. Durante este processo, o maior desafio é conseguir o compromisso de todos na sequência da postura já delineada pelo governo. Virar as costas aos aos excluídos é bem pior que rotular um candidato. O maior desafio não é classificá-los como pessoas, mas tentar descobrir a disposição de cada um, em continuar fazendo do Brasil um país mais justo e humano para todos nós. Fernando Rizollo


Lajedo

L

ocalizada no agreste meridional pernambucano, Lajedo fica à 196 km da capital do estado, Recife. Com uma população estimada em 35mil habitantes, segundo dados do IBGE, a cidade chegou a ter 31 mil eleitores, número muito próximo ao de habitantes, situação que levou o município a realizar um recadastramento eleitoral, no qual hodiernamente 28mil pessoas possuem o direito ao voto. Tradicionalmente conduzida por dois grupos políticos, a cidade tem como principal característica o bipartidarismo, responsável quase que direto pelo pouco desenvolvimento da cidade. Por meio deste bipartidarismo, Lajedo a cada eleição retrocede no que diz respeito ao marketing político. Partindo do pressuposto que o eleitor tem apenas duas opções de voto, os políticos da cidade não fazem uso do marketing político

nas eleições, o que acarreta em ações aleatórias e ditatoriais do modo de fazer política. “Lajedo ainda caminha à passos lentos para uma eficiente comunicação política. A história política da cidade poderia ser mais vistosa se caso pensássem nela profissionalmente”, destacou o advogado e especialista em direito eleitoral, Expedito Augusto que é defensor da prática política sustentada por uma equipe de comunicação. “Um grupo gabaritado para pensar na comunicação política do candidato se faz necessário há bastante tempo não só em Lajedo. A partir do momento em que se profissionalizar a política, a começar pela campanha, votos serão trocados pela melhor proposta, não pelo melhor emprego ou melhor cesta básica. O assistencialismo entrará em extinção, e com isso novos partidos surgirão, ideologias poderão ser postas em prática e

o crescimento será mais cobrado pela própria população”, concluiu.Sempre marcada por eleições quentes a ponto de dividir famílias e separar amigos, as eleições em Lajedo são movidas a muito

familiares por questões políticas. Em Lajedo ninguém pensa no povo”, completou. Sentida não somente em período eleitoral, a falta do marketing é facilmente notada no

Os candidatos ainda pensam que dando dinheiro às pessoas irão conseguir votos.

fanatismo, e políticos arcaicos que ainda comandam a cidade na base do ‘pão e circo’. “Os candidatos ainda pensam que dando dinheiro às pessoas irão conseguir votos. Hoje em dia as pessoas pegam a grana e ainda votam contra. É preciso investir nas campanhas de forma a respeitar os eleitores”, observou o estudante de publicidade e propaganda Rodrigo Alves. “Pobre dos que ainda perdem amigos e

comunicação zero

âmbito governamental. Administrações cercadas pela desconfiança da população poderiam ser bem vistas, se houvesse um maior investimento comunicacional da gestão. “O simples fato de administrar bem ou não um órgão público não é o suficiente para se ter bons resultados. É preciso que seja feito uma estruturação na base de comunicação, só assim a população ficará inteirada do que se passa. Sem contar que a comunicação em si, é um dever do governante”, disse o marketeiro Julio César.

A falta de comunicação política em Lajedo, afasta o eleitorado da administração pública TEXTO Tiago Barbosa | FOTOS Tiago Barbosa

Amadorismo e ... muito fanatismo

As campanhas políticas de Lajedo ainda são movidas a muita rivalidade. Faixa acima se refere a uma frase do opositor do atual prefeito, Pedro Melo, que dizia ‘justiça seja feita’

Ditador e... autoritário

O atual prefeito de Lajedo, Antônio João Dourado ainda leva a política da cidade de forma amadora e com um temperamento autoritário. É comparado a grandes ditadores. 11 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


sairé

Porviniciusgomes

Muitos são os desafios enfrentados por quem disputa uma eleição no interior. Ela usou o marketing e se tornou...

vencedora

E

la nunca teve pretensões políticas. Elza Pedroza levava uma vida normal, trabalhando em indústrias têxteis da região e cuidando de sua casa. Com um tempo, conseguiu uma oportunidade no Hospital São Sebastião, em Caruaru, como auxiliar de laboratório. Depois, recebeu o convite para ser chefe de laboratório no Hospital Regional do Agreste. Simpática, conquistou o reconhecimento dos que tinham contato. Assim, essas pessoas sugeriram que ela tentasse ocupar algum cargo público. Mas ela preferia continuar ajudando as pessoas. Até que ela sentiu a necessidade de uma atenção maior ao povo de sua terra, Sairé, cidade do agreste pernambucano. “Estava satisfeita com o trabalho que desenvolvia, mas percebi como os meus conterrâneos precisariam de uma representação ativa”, explica. Sempre acompanhada por seu esposo, Roberto Silva, decidiu entrar para a política e usar o poder que teria em mãos para atender a um maior número de pessoas necessitadas de seus serviços. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2006. A intenção era aprender um pouco mais sobre política e se aprofundar sobre o meio. Ali se iniciava o marketing político. Mesmo que de uma forma não estruturada, fruto da realidade local, já se percebia uma interação maior da futura candidata com seus eleitores. Estava mais presente nos bairros, discutindo propostas, necessidades e ouvindo solicitações. Era a preparação para a batalha que iria começar. No início da campanha, já era um nome forte na cidade. 12 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral

Apoiando o então candidato à prefeitura, Everaldo Dias de Arruda (PTB), era presença constante nos comícios, sempre levando multidões. Prática comum em municípios interioranos, logo começaram as intimidações. Pneus de carros furados, ameaças. Nada que abalasse a candidatura, que, segundo ela, só se fortalecia com isso. “Queriam me intimidar porque eu estava consolidando meu nome. Se sentiram incomodados, acuados, e tentaram me prejudicar”, afirmou Elza. Ela utilizou o recurso da contrapropaganda para reverter essa situação. Aproveitou essas intimidações para tornar seu nome mais evidente, e causar a indignação de outros eleitores com as atitudes adversárias. Mesmo com a pressão da oposição, a transparência externada pela candidata impediu que o efeito fosse tão negativo o quanto se esperava. Os resultados ficaram evidentes quando as urnas foram apuradas. Elza Pedroza foi a segunda candidata mais votada, com 606 votos, sendo superada apenas por Josivan Xavier (PDT), que obteve 640 votos registrados. Ela acredita que as técnicas do marketing eleitoral foram fundamentais para seguir firme na disputa e chegar a tais resultados. “Fiz muito corpo a corpo, estive sempre com as comunidades. Não deixei as intimidações atingirem minha candidatura e usei isso ao meu favor. Além disso, foi necessário gerenciar um momento conturbado quando meu irmão foi assassinado, mas fui transparente e deixei que a polícia fizesse o seu trabalho. Graças a isso, tudo deu certo”, afirmou.

tes, incluindo aqui os políticos, conquistam, mais facilmente, quando contam com uma assessoria de comunicação. Nós somos respons·veis por interagir com a mídia e com público-priorit·rio do polÌtico. O bom trabalho de um assessor contribui para a construção da identidade do cliente com os veículos de comunicação e com os eleitores.

E

le trabalha com assessoria de imprensa e È professor da disciplina no curso de jornalismo da Universidade de Pernambuco, onde também foi graduado e está concluindo seu mestrado. Diego Gouveia fala em entrevista à Arena Eleitoral sobre a realidade da comuni o polÌtica atual, no interior de Pernambuco, e como esses homens p˙blicos utilizam (ou deveriam utilizar) essa ferramenta tão importante para a manutenção de uma boa imagem perante os eleitores. A comunição de um político, atravÈs da assessoria de imprensa, funciona tambÈm como uma prestação de contas aos seus eleitores. Como você analisa a importância dessa área jornalística para o sucesso de um governante? Diego Gouveia-A assessoria de imprensa tem como objetivo garantir visibilidade aos clientes para que, dessa forma, ele consiga legitimidade diante de uma sociedade cada vez mais intermediada pelas tecnologias de comunicação. O bom relacionamento com a imprensa È uma caracterÌstica que os clien-

Alguns polÌticos do interior ainda tém receio em investir numa comunicação adequada, profissional. Quais prejuízos eles podem ter se privando em interagir com seus eleitores?? Diego Gouveia- Acredito que não apenas os políticos do interior. Nas regiıes metropolitanas, ainda há essa resistência. Sem dívida, os polÌticos conhecem estratégias para interagir com os eleitores, mas sites, blogs, visitas a comunidades n„o garantem a mesma dimens„o que uma notícia, veiculada em r·dio, TV, portal e jornal impresso, È capaz de oferecer. ¿ medida que ele investe em comunicação, pode se tornar uma fonte confiável para os jornalistas e ganha mais oportunidades para dar visibilidade as causas que defende. Quais pontos positivos uma assessoria de comunicação bem planejada pode trazer à carreira de um homem público? Diego Gouveia-A assessoria de imprensa não faz milagre. … preciso que o assessor acredite no trabalho desenvolvido pelo cliente e ofereÁa a mídia informações precisas e instigantes. Além de dar visibilidade ao político e às causas defendidas por ele, o assessor contribui para a organização da agenda de trabalho do cliente, o agendamento de assuntos com a mídia e com a sociedade, o bom relacionamento do polÌtico com os jornalistas e com os eleitores.


Editorial Expediente

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alamos de política, especialmente de marketing político, porque é nossa paixão. Desde o início de nossa formação social e acadêmica surgiu o interesse por esse mundo fascinante, repleto de surpresas e estratégias capazes de “eleger até um poste”. Pensando assim, formulamos a ideia de trazer um conteúdo dinâmico, tratando de um assunto que não interessa a muitos, mas é fundamental no cotidiano de quem o vivencia. É assim que pensamos, é assim que escrevemos, é assim que lutamos. Vamos fazer análises detalhadas sobre várias situações referentes ao nosso tema central. O objetivo da Arena Eleitoral é proporcionar ao caro leitor uma visão atraente desse universo tão particular. Em nossas reportagens, faremos um balanço dos principais destaques da política, analisandoa num contexto detalhado sobre as várias estratégias de marketing utilizadas em diversas campanhas eleitorais. Muitas foram as realidades observadas. No interior, abordamos a cobertura de uma campanha eleitoral para vereador em Sairé, agreste do estado, Toritama, observando a falta do marketing governamental e divulgação dos feitos da prefeitura, além de Lajedo, cidade ainda movida pelo arcaísmo dos coronéis interioranos. Partindo para um âmbito mais complexo, analisamos a última vitória do atual prefeito de Caruaru José Queiroz (2008), as técnicas utilizadas pelo atual governador de Pernambuco Eduardo Campos para manter um bom relacionamento com a mídia, e uma análise profunda daquele que foi um dos grandes exemplos de como usar o marketing político, o presidente Lula. Desejamos a todos uma boa leitura e que possam se encantar, assim como nós, por esse mundo envolvente e peculiar chamado marketing político.

04 | xx/10/2009 | Arena Eleitoral

Editor-chefe Tiago Barbosa

Projeto Gráfico Fêu e Lucas Moreno

Repórter Berg Santos

Diagramação Fêu e Lucas Moreno

Repórter Tiago Barbosa

Arte Final Fêu

Repórter Vinicius Gomes

13 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral


Notas Quando dizemos que o Kassab apoiou o [ex-prefeito Celso Pitta, não fazemos nenhum juízo de valor, é fato. Agora, quando ele coloca que o candidato Geraldo Alckmin tem duas caras, È ofensivo! O Geraldo Alckmin, que quer direito de resposta sobre a propaganda “duas caras” de Kassab na TV

Prefiro ver meu nome vinculado ao Pitta do que a um traidor frio e mesquinho como o senhor Alckmin. Orestes Quércia em resposta a Alckmin, que acusa Kassab de estar ligado ao ex-governador e ao ex-prefeito Celso Pitta

O Lula tem uma história política invejável, para o país. É um exemplo! Governador de Minas Gerais, Aecio Neves (PSDB), durante entrevista ao UOL

Na forma, Paes continua tentando me copiar. No caráter, ele se afastou há muito tempo, infelizmente! exPrefeito Cesar Maia em entrevista exclusiva ao UOL Eleições

Mesmo não tendo ganho, vou continuar lutando contra os problemas do Rio, principalmente contra a dengue. Inclusive, poderei andar de bermuda e chinelos, porque não serei o prefeito! O candidato Fernando Gabeira admitindo a derrota para Paes, no Rio

A grande obra do seu governo foi o caos no trânsito! Marta Suplicy atacando a gestão Kassab no debate da TV Record 14 | Novembro de 2009 | Arena Eleitoral

Um partido é a loucura de muitos em benefício de uns poucos. Alexander Pope

Eu me considero uma vitima politica em ano eleitoral, e o Brasil inteiro esta vendo isso. Duda Mendonca , publicitario


Produção gráfica e Arte finalista Projeto Gráfico (Jornais, Revistas, Identidades visuais), TCC, Websites

Nícholas Medeiros de Melo 9740.2670 - 9216.3148

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