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FEEDBACK MAGAZINE

F M

#1 e e d b a

c k a g a z i n e


Blog Feedback: se fosse a sério não seria a mesma coisa… O.V.N.I (Objecto Virtual Não Identificado) da blogosfera nacional, o blog Feedback vem nos seus pouco mais de 7 meses de actividade subversiva conquistando a atenção de um “segmentado” núcleo de roqueiros surfistas virtuais nacionais, que post a post vêm sendo informados quotidianamente sobre as recentes (e nem sempre recentes) novidades do mundo do Rock, como também vêm deliciando-se dia a dia com as notícias de alto cunho subversivo profanadas por Repórter X (o culpado de tudo…) e por El Ditador, discípulo de Repórter X na secular arte da contradição e refutação crítica. Enquanto Roger mantém a típica seriedade de seus posts artísticos, El Ditador e Repórter X “perdem a linha” em considerações gástricas sobre o Rock, e o chamado “estado da Arte” musical deste nosso querido país chamado Cabo Verde. Misturando boa informação com comentários envoltos em profunda poesia crítica punk lírica, inspirações “hienísticas” que Camões recusar-se-ia certamente a comentar, Feedback – a temida Imprensa Pirata – e seu blog é hoje para o staff deste espaço uma espécie de canal de desobstrução (esta palavra existe…) dos stress laborais e da correria do “The Office”, que muitas vezes levam nossos blogueiros de plantão a “surfar” noutras redes e noutros trabalhos (não remunerados mas que fazem bem à alma roqueira!!) como é o caso de escrever “dji grátis” para este blog. Seguindo esta lógica roqueira da pequena comunidade supersónica nacional, e como alguém já havia bem dito: se fosse a sério não seria a mesma coisa… http://feedbackonline.files.wordpress.com/2010/07/nirvana-02.jpgEnquanto o Rock continuar a ser estranhado pela sociedade cabo-verdiana; enquanto poucos forem os clips de Rock emitidos no CV MIx; enquanto Feedback continuar sendo a Imprensa Pirata e não receber “free pass” para concertos; enquanto El Ditador continuar corrigindo os posts anárquico-linguísticos de Repórter X; enquanto Zeca di Nha Reinalda vender mais discos em Cabo Verde do que os Muse; enquanto existirem “muitos enquantos”, Feedback e o “power trio” da blogosgera nacional continuarão lutando pela (boa) causa do Rock´n´Roll cabo-verdiano… Posted in Djodje


“Canal VHS” em dose dupla com um clássico dos Metallica 1986 foi o ano que viu nascer o clássico álbum de trash metal “Master of Puppets“ por quatro  engenhosos jovens metaleiros, mais conhecidos como Metallica. Sendo o terceiro álbum gravado pela banda, ”Master of Puppets” conseguiu a alcançar o Disco de Ouro com vendas superiores a 500,000 cópias, chegando a render nos States as 6 milhões cópias.  “Master of Puppets” foi a última prestação do baixista Cliff Burton, que viu sua vida ser ceifada durante a turné de promoção do álbum num trágico acidente de viação. ”Orion” é o tema instrumental do disco com inspirados arranjos clássicos (um tanto ou quanto incomuns para uma banda de Trash Metal na época) que surpreendeu pela positiva, quebrando assim barreiras entre estilos musicais. Com os seus 8 minutos e 12 segundos de duração, não era até então tocado ao vivo e foi assim recuperado (e ainda bem, pois tive a felicidade de assistir, é um espetáculo de arrepiar…) para a playlist desta nova formação dos Metallica.

Natiruts tocam neste dia 8 em São Vicente Enquanto crescem os boatos da vinda dos Napalm Death a Cabo Verde para promoção da sua tourné “Anti Zouk Love Tour 2010″ – que irá passar por São Vicente (disco Caravela), Santiago (disco Cockpit) e Santo Antão (disco Cave em Porto Novo), Guadaloupe, Moçambique e Angola – o staff Feedback anuncia a seus ecléticos ouvintes que a banda de reggae brasileira Natiruts estará tocando na ilha do Porto Grande neste próximo dia 8 no Mindel Hotel. Não tendo ainda o staff Feedback um “free pass” para ir assistir a esta apresentação – afinal somos a chamada “Imprensa Pirata” – Feedback informa que Repórter X (que está de passagem na ilha com Rocky) e El Ditador não medirão esforços para documentar este show, circulando também distorcidos boatos que a cúpula do Feedback está tentando ”rusgar” a suite presidencial do Mindel Hotel e 2 metros quadrados do capô da roulote Metalo (ou mesmo uma sala do IESIG) para documentar “in loco” este evento para os muitos visitantes do blog Feedback. Fique então atento para novos informativos subversivos no seu “canal” Feedback…


“Mas afinal que são…” os Soledad Brothers? Servindo (e muito!) o blog Feedback como escape para o stress laboral de 2ª a 6ª no por vezes nervoso “The Office”, onde a maioria do staff Feedback opera suas actividades profissionais (e subversivas “under the table”), Feedback retorna com mais um post dedicado desta vez aos desconhecidos Soledad Brothers. Vindos da cidade americana de Detroit pelas mentes de Johnny Wirick e Bem Smith, esta banda, inicialmente um duo corrosivo, aumentou o volume de suas guitarras em 1998 com actuações em bares cheios de motoqueiros, punks e roqueiros nas imediações de cidades como Ohio e Detroit.

Apoiados pela gravadora Estrus, uma espécie de Sub Pop das bandas de Rock de garagem, os Soledad Brothers começaram a dar nas vistas chamando a atenção de outro mestre do Rock “garageiro”, um “tal” de Jack White de uma “tal” banda chamada White Stripes, que se ofereceu para gravar músicas desta banda, sem descontar o “tal” do IUR. Banda com fortes influências do minimalismo do Garage Rock e do Blues corroído pela forte distorção, a qual começou em Detroit na década de 60 pelas mãos do “confuzento” Iggy Pop e dos Stooges, pelas guitarras revolucionárias dos MC5 e que viu no início deste século a fama com o duo White Stripes, os Soledad Brothers em sua curta mas sempre sonora carreira, findada em 2003, mostraram que os “genes” do Rock continuam pairando pela cidade de Detroit, a qual além dos Pistons tem outras coisas interessantes de se ver e de se ouvir…

“Nem só de Rock vive o Roqueiro…” Enquanto Repórter X usa a boa, providencial e esfarrapada desculpa de incluir Uffie, a sua loira ninfeta de olhos azuis, neste novo espaço democrático dedicado a novas sonoridades, El Ditador em clima de também abertura democrática após a inclusão de Jackson e seu “moon walking” traz aos visitantes do blog Feedback o músico francês Manu Chao conhecido por ser um dos percursores do World Music. Fundador no princípio dos anos 90 dos Mano Negra – uma banda influenciada por um caldeirão bem temperado de sonoridades de música tradicional francesa, espanhola, doses de The Clash e anarquia à mistura – Manu Chao com este projecto multi-cultural conquistou a França e aos poucos começou a ver suas mensagens de paz e união de etnias sendo difundidas nas rádios do mundo fora bem como nas squads de punks, onde a “maltinha” dos Doom, os “anti Piquete”, e os Extreme Noise Terror devem ter também prestado atenção.


O retorno dos Bush após 9 anos de ausência Gavin Rossdale, líder dos Bush, confirmou que a banda está de volta após 9 anos de hiato com o lançamento do novo álbum intitulado ”Everything Always Now”, que sai em meados de Outubro. Epicenter Twenty Ten, será o palco escolhido para a estréia do tour  entre 25 e 26 de Setembro, em Fontana, na Califórnia. Entre 1994 a 2001, esta banda inglesa de Grunge lançou quatro álbuns. O último foi “Golden State”. Fique então conhecer a discografia desta banda: Sixteen Stone (1994) Razorblade Suitcase (1996) Deconstructed (1997) The Science of Things (1999) Golden State (2001) The Best Of: 1994-1999 (2005) Zen X Four (2005) Em 1ª mão no Feedback  apresentamos o single deste álbum de inéditos intitulado ”Everything Always Now”. Faça também um click aqui em Afterlife e escute “Afterlife”…

Mudhoney: o Grunge que não foi “vendido” Bastardos do “som de Seattle” que viu nos Nirvana, Alice In Chains, Pearl Jam e Soundgarden o “Quarteto Fantástico”, os Mudhoney foram durante a era do Grunge uma espécie de 5º elemento (excluído é claro) desta história chamada Grunge. Percursores do que para muitos seria “o som” de Cobain e dos Nirvana, Pearl Jam e a acorrentada Alice, os Mudhoney são conhecidos desde longa data por misturar a sonoridade doses de Punk – ou seja as míticas e mal faladas barras minimalistas –  com a atitude do Rock “garageiro” como diriam nossos amigos roqueiros brazucas. Até serem formados pelos amigos Mark Arm Steve Turner, os futuros  membros desta banda penaram por diversos projectos que contaram com a presença de ilustres futuras figuras do Grunge como Stone Gossard, dos futuros Pearl Jam, que segundo as más línguas do Rock (e do blog Feedback…) não aguentou por muito tempo o minimalismo e o “nada a ver” técnico dos punks Turner e Arm.

Com o “boom” em 91 do Grunge impludido pela inquietude da Fender de Cobain e pela paixão de Vedder, Mark Arm e os Mudhoney mesmo contra as suas convicções punk apanharam o “trem” da fama e por alguns momentos de sua carreira tiveram o (re) conhecimento do mundo do Rock. Críticos do “Rock way of life” de Kurt Cobain e do “poser” Grunge, que virou febre pelo mundo fora, e passando os modismos deste estilo que sugou a alma de muitos (como o próprio Cobain), os Mudhoney continuam sendo até à data uma das bandas que definiram este estilo. Tocando em pequenos palcos, lançando de quando em vez alguns álbuns, ensaiando com os amigos e levando uma vida comum, Mark Arm, um dos culpados da “invenção” do Grunge, continuam levando a modesta vida de uma das maiores bandas de “Geração X” que os mesmos se recusam a ser catalogados. O Rock é bom e quanto mais simples é, melhor ainda…

Feedback Magazine  

Feedback its a rock emission from Cape Verde, west africa, a blog and a Magazine.

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