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Saúde & Luta

sinsaúde FRANCA E REGIÃO

Nº 37 - Ano XXII - Abril 2018 ÓRGÃO INFORMATIVO DA FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

CAMPANHA

NHA

RIAL

SALARIAL

A

2018

QUER AUMENTO SALARIAL? Audiência no Tribunal Regional do Trabalho termina sem resultados e nova audiência é marcada para 8 de maio

palavra de ordem para os trabalhadores da saúde de Franca e Região é uma só: MOBILIZAÇÃO. Isso se todos quiserem aumento de salário e manutenção dos benefícios conquistados. É que foi adiada para o dia 8 de maio, às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), a audiência de conciliaçãao que tinha por objetivo buscar um acordo para as negociações salariais dos mais de quatro mil trabalhadores representados pelo Sinsaúde Franca e Região. Marcada para a quinta-feira, dia 5 de abril, às Luiz 13h30 horas, no TRT-15, deveriam Vergara estar presentes todos os sindicatos patronais. O principal representante dos estabelecimentos daquela região, o Sindhosfil, que está à frente das entidades filantrópicas, como a Santa Casa de Franca, não compareceu, o que colocou a Campanha Salarial em compasso de espera. Se fizeram presentes o Sinamge, entidade que representa as empresas do setor de medicina de grupo; Sinog, que lidera o setor de odontologia e Elaine Amaral o Sindhosp, representante dos hospitais particulares. Entretanto, todos alegaram que ainda estão em processo de negociação com as empresas filiadas e por essa razão não poderiam apresentar nenhuma proposta objetiva. Sindhosfil quer acabar com direitos conquistados O Sindhosfil foi o único sindicato patronal a oferecer uma proposta antes da audiência realizada no TRT-15. Entretanto, essa proposta ao invés de garantir avanços para a categoria da saúde, propõe retrocesso como a perda das folgas nas jornadas de trabalho 12 X 36 horas e 6

Luiz Vergara e Edison de Oliveira, representando os trabalhadores na audiência que também recebeu representantes dos Sindicatos Patronais

horas diárias e a redução de diversos direitos como o adiciona noturno que querem que volte a ser como manda a legislação, 25% sobre a hora normal, enquanto os trabalhadores já têm garantido 60% ou ainda um banco de horas que só beneficia os próprios estabelecimentos de saúde. “Portanto, se os trabalhadores da saúde querem ser respeitados, se querem aumento de condições dignas de trabalho, terão de ir atrás dos seus objetivos,” assinala o vice-presidente do sinsaúde Franca, Luiz Vergara. O presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira lembra que nenhum direito veio de “mão beijada” para os profissionais da saúde e agora, mais do que nunca é preciso ir atrás de melhorias. “Temos de lutar, senão voltaremos a era da semi-escravidão, onde o trabalhador não tinha qualquer valor para o patrão”, complementou Elaine da Silva Amaral, presidente do Sinsaúde Franca e Região.

Trabalhador! Fique alerta e una-se ao Sindicato. Não permita a perda de nenhum direito. Acesse www.federacaodasaude.org.br e fique por dentro das notícias do seu interesse.


SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES PODE PIORAR COM PERDA DE DIREITOS Em Campanha salarial desde o início do ano, os trabalhadores da região de Franca têm data-base em março e Edison aguardam o acordo para Oliveira saber qual será o índice de reajuste salarial, os novos benefícios e a renovação dos direitos já adquiridos. Representando a categoria da saúde, estiveram presentes na audiência no tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, o vice-presidente do Sinsaúde Franca e Região, Luiz

Carlos Vergara e o presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, a Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira. Para Vergara, foi frustrante ver que depois de tanto tempo de negociação, os sindicatos patronais ainda compareceram sem levar uma proposta para encerrar as negociações. “Eles estão postergando uma decisão, sem demonstrar qualquer respeito aos trabalhadores da saúde, mas vamos

Os trabalhadores querem ...

continuar tentando negociar direto com as empresas”, frisa ele. O presidente da Federeção, Edison de Oliveira, complementa mandando um recado para os trabalhadores: “ou todos os trabalhadores se mobilizam e vão atrás do que querem ou a qualquer momento vão perder tudo que foi conquistado pelo Sindicato ao longo dos anos. Se não está bom, você podem ter certeza que ainda pode piorar e muito. E aí, não vai adiantar reclamar. É preciso ter claro que o momento é agora”. Reveja abaixo a proposta apresentada pelo Sindhosfil.

... os patrões oferecem

1,81% , portanto a inflação integral (descontadas as antecipações) Aumento real de 6% Não dão NADA Pisos salariais conforme tabela que pode Apenas a reposição da inflação nos ser consultada na site do Sinsaúde Franca salários atuais Jornada de trabalho de 12 X 36 com 3 Jornada de trabalho de 12 X 36 com folgas mensais NENHUMA FOLGA 6 horas diárias com 6 folgas mensais 6 horas diárias com NENHUMA FOLGA 8 horas com sábados, domingos e feria- 8 horas com sábados, domingos e dos livres (administração) feriados livres (administração) Adicional noturno de 60% Adicinal noturno de 25% (Lei) Adicional de Insalubridade sobre menor Adicional reajustado com apenas piso da categoria 1,81% calculado sobre 954,00 Melhoria com ampliação dos produtos da Manutenção da cesta, mas desde que Cesta Básica o custo dela não ultrapasse R$ 62,00 Contribuição ao sindicato conforme Contribuição ao sindicato somente a aprovação da assembleia partir de autorizações individuais Garantia de mesmo salário para a mesma EXCLUSÃO DA CLÁUSULA função Banco de Horas, sendo que quando a empresa deve aos funcionários terá HORA EXTRA – Adicional de 100% sobre prazo de 12 meses para compensar a hora normal e sem adoção de Banco ou pagar, mas caso o trabalhador de Horas deva para a empresa, o desconto será imediato Reposição integral da inflação (1,81%)

E você? Vai aceitar isso?

Saúde e Luta - Ed. 37  
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