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Experimentandum

Quem sabe, sabe

O que precisas? Lápis e/ou berlinde

Uso obrigatório de termo científico

Ilusão táctil

Como fazer? 1. Fechar os olhos. 2. Sobrepor o dedo médio sobre o indicador, ou vice-versa. 3. Colocar um objeto entre os dedos sobrepostos.

O QUE NOS DIZ A FACE HUMANA? De acordo com Paul Ekman, são seis as emoções básicas que dão origem a expressões faciais universais que conseguimos identificar: alegria, medo, raiva, nojo, tristeza e surpresa.

A face humana é um dos estímulos visuais mais importantes nas nossas vidas, dado que é um veículo de informação altamente relevante para as interações sociais. Basta olharmos para uma cara para conseguirmos extrair diversa informação sobre a pessoa, nomeadamente a sua identidade, se se trata de uma pessoa familiar ou desconhecida, qual o seu sexo, idade aproximada, emoção e mesmo algumas características sociais. Há pessoas que, devido a lesões em determinadas áreas cerebrais, mais frequentemente no giro fusiforme direito, localizado na região cortical temporo-occipital, perdem a capacidade para reconhecer faces outrora familiares – uma condição que se denomina prosopagnosia. Não se trata de um problema generalizado de memória, uma vez que as mesmas pessoas podem ser reconhecidas por outras pistas, tais como a voz ou a forma de andar. Os estudos sobre o reconhecimento de caras têm também proporcionado avanços importantes na área das ciências forenses, nomeadamente no estudo dos fatores que influenciam os testemunhos oculares. As pessoas mostram uma impressionante capacidade para reconhecer caras que lhes são familiares, apesar dessas faces poderem sofrer mudanças substanciais (diferentes pontos de vista, diferentes condições de iluminação, diferentes expressões faciais, etc.). No entanto, o reconhecimento de caras desconhecidas é significativamente afetado por qualquer alteração entre as condições em que visualizámos a cara pela primeira vez e aquelas em que a devemos posteriormente reconhecer. Isto leva a que os reconhecimentos por testemunhas oculares sejam muito falíveis, mesmo que as pessoas não tenham consciência dos potenciais erros de identificação. As faces permitem-nos ainda identificar diferentes expressões de emoção. De acordo com Paul Ekman, são seis as emoções básicas que dão origem a expressões faciais universais que conseguimos identificar: alegria, medo, raiva, nojo, tristeza e surpresa. Algumas

Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro · tel. 234 427 053 · www.fabrica.cienciaviva.ua.pt · www.facebook.com/fccva · fabrica.cienciaviva@ua.pt

áreas cerebrais parecem estar diretamente envolvidas no reconhecimento de determinadas expressões faciais. Assim, por exemplo, a amígdala, uma estrutura subcortical bilateral que é parte do sistema límbico, mostra maior ativação em estudos de neuroimagem perante expressões faciais de medo, enquanto o córtex insular, também relacionado com o sistema límbico, parece responder preferencialmente a faces de nojo. Talvez mais curioso seja que as pessoas também inferem muitas características sociais com base na aparência facial, tais como inteligência, confiabilidade, agressividade, entre outras, e que estes julgamentos têm um elevado nível de concordância entre diferentes pessoas, apesar do grau de exatidão destas inferências ser bastante reduzido. Sabe-se que bastam menos de 100 milissegundos para as pessoas fazerem, por exemplo, julgamentos sobre a confiabilidade dos outros com base na sua aparência facial, e que estas primeiras impressões podem ser determinantes para as nossas escolhas e comportamentos futuros, sendo capazes de predizer resultados de eleições, ou influenciar julgamentos em tribunal. Na base de algumas destas inferências estão determinados estereótipos, como o que nos diz que “o que é bonito é bom”, e segundo o qual tendemos a avaliar de forma mais positiva as pessoas que consideramos atraentes. Algumas estruturas cerebrais, como a amígdala, também têm sido implicadas em determinados julgamentos sociais com base na aparência facial. Por exemplo, pessoas com lesões bilaterais da amígdala tendem a julgar como mais confiáveis as caras que a maioria das pessoas consideram de “pouca confiança”, o que é consistente com o papel que a amígdala representa nos mecanismos de deteção de perigo. Isabel M. Santos e Carlos F. Silva PsyLab/NeuroLab e Departamento de Educação da Universidade de Aveiro

4. Com os dedos sobrepostos tocar num objeto alternando as pontas dos dedos (dedo indicador e depois dedo médio e sucessivamente).

Exercício de Escrita Criativa O Almeida esperava pela mulher, num dos banquitos cá fora. Pelo menos sempre estava ao sol. “Muito demora… Que raio tanto haverá para dizer a uma pessoa que teve alta do hospital?!” Nisto, saíram para o mesmo retângulo de cimento, exposto ao calorzinho de inverno, dois médicos nitidamente a fazerem um intervalo saboroso no serviço. Ali sozinho, o Almeida não teve outra hipótese senão ouvir-lhes a conversa… “Sorte: assunto de bola”. – Oh, Rui, não digas isso, pá! O Gaba é imprescindível! Se o Gaba não estiver bem, fica tudo à nora, ouve lá! Aquelas transmissões são insubstituíveis. É um craque nos passes; e as receções com ele não falham. – Eia, que exagero! Olha, para mim, ele influencia de tal maneira a tensão em jogo, que depois, mesmo em repouso, os músculos da malta disparam ao menor impulso… Se isso é bom, não sei… – “Se é bom, não sei”?! Este gajo é maluco… Ainda há dias li, já nem sei onde, que é essencial! Como também, digo-te já, a capacidade que tem para acalmar ao mesmo tempo! A mulher não chegava e o Almeida não resistiu: – Oh, oh… Desculpem, eu interromper, mas...calhou de ouvir e… esse Gaba joga aonde, que eu não estou a ver… Deram uma gargalhada que se ouviu na pediatria: – Oh, amigo… é no Cérebro Futebol Clube! PS: GABA (Gamma-AminoButyric Acid) é um importante neurotransmissor no sistema nervoso central dos mamíferos. Faz a ligação entre recetores específicos transmembranares de um para outro neurónio, tendo (entre outros muito relevantes) papel fundamental na regulação da excitabilidade neuronal (função excitatória ou inibitória) e do tónus muscular (tensão elástica do músculo em repouso, que lhe permite iniciar rapidamente a contração, após o impulso dos centros nervosos).

Ciência… ao pequeno-almoço! No dia 23 de março, pelas 11h00, no Hotel “As Américas”, realiza-se mais uma sessão do “Ciência…ao pequeno-almoço!”, atividade da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro em parceria com o Hotel “As Américas”. Esta sessão será dedicada à matemática e contará com a presença de Andreia Hall, docente do Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro. Destina-se a crianças dos seis aos dez anos, e será, como sempre, acompanhada por um delicioso pequeno-almoço no Hotel As Américas. O bilhete é 5€ e as inscrições deverão ser feitas através dos seguintes contactos: 234427053 ou fabrica.cienciaviva@ua.pt. Se és matemático e, em pleno domingo de manhã, vês o sol, e a vontade de andar de bicicleta te abre o apetite…vem depressa preparar o teu pequeno-almoço com simetria: numas bolachas, as curvas feitas com certos riscos de doce têm que andar à volta sem sair do lugar; e noutras, os desenhos com pintarolas terão que ter ao lado um par igualzinho, como em espelho! Chhlleeeep! Não demores!

Ciência na Agenda 13 março (21h00) - Café de ciência Quintas da Ria – “As Rias na Ria – entidades”, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 15 março (16h00) - Workshop Hológrafo por um dia, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 19 março (11h00) – A Fábrica vai… à pediatria do Hospital Infante D. Pedro, com a oficina Atração fatal. 22 março (17h00) – Tardes de Matemática – “Na pré-história das máquinas de calcular”, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.

MATEMÁTICA EM FLASH CONCURSO DE FOTOGRAFIA CIENTÍFICA GLICÍNIAS PLAZA

23 março (11h00) - Ciência… ao pequeno almoço! – “Ao sabor da matemática”, com Andreia Hall, no Hotel As Américas. 24 março (21h15) - Conversas Paralelas - "À conversa com Cláudia Nunes", na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro 27 março (18h00) – Café, Livros e Ciência - “História da Ciência em Portugal”, com Carlos Fiolhais, na Fábrica Centro Ciência Viva

O que acontece? Quando tocamos um objeto com os dedos sobrepostos, temos a ilusão de estarmos a tocar dois objetos diferentes. Quando tocamos a ponta do dedo indicador e depois a do dedo médio ritmicamente num objeto, não conseguimos distinguir qual dos dedos lhe tocou. Criámos ilusões, através do sentido do tato, provocando uma distorção da perceção. A perceção é o significado atribuído à informação sensorial recebida, a partir das vivências passadas.

de Aveiro. 29 março (16h00) - Peça de teatro Claro como Água, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 30 março (11h00) - Pai, vou ao espaço e já volto! – “Os planetas”, com o astrónomo José Matos, na Fábrica Centro Ciência Viva

Prazo entrega fotografias: 31 março 2014 Público-alvo: a partir de 6 anos Mais informações: http://www.ua.pt/fabrica/

de Aveiro.

Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro 2013


Laboração continua