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LABORAÇÃO CONTÍNUA 325 ESTIVEMOS LÁ… 24ª CONFERÊNCIA ANUAL DO ECSITE De 4 a 8 de junho, aconteceu a conferência anual do ECSITE* que decorreu em Gotemburgo, Suécia, tendo como anfitrião o centro de ciência Universium. Este evento aproxima museus e centros de ciência de toda a Europa e de vários outros países convidados. A conferência decorreu sob o tema global “Sonhos enriquecem a inovação com sentido e propósito”. Ao longo dos dias, de intenso e profícuo envolvimento, muitos foram os aspetos abordados, perspetivando diferentes públicos (familiar ou escolar, adulto ou infantil,…), focando aspetos como dinâmicas, estratégias, formas de comunicação, avaliação, entre outros. Mais de mil profissionais partilharam experiências, atividades, preocupações e ideias inovadoras, sendo levados a questionarem-se e a refletir, renovando vontades, desafiando-se a reconstruir conceções, e sentindo-se únicos numa grande equipa de comunicadores e divulgadores de ciência e tecnologia. A absoluta eficiência da organização e da equipa de apoio, o ambiente de informalidade vivido e o contributo de cada participante fizeram deste encontro um grande sucesso, revigorando o empenho em investir profissionalmente. * Rede europeia de centros e museus de ciência

Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro · tel. 234 427 053 / fax 234 426 077 www.fabrica.cienciaviva.ua.pt · fabrica.cienciaviva@ua.pt

BIODIVERSUS SARDINHA

QUEM SABE, SABE EXERCÍCIO DE ESCRITA CRIATIVA Uso obrigatório de termo científico

Nome comum: Sardinha Nome científico: Sardina pilchardus Esta é uma espécie encontrada desde as ilhas Britânicas até ao Senegal - Atlântico nordeste e Mediterrâneo ocidental. Apresenta hábitos gregários, formando grandes cardumes que nadam na coluna de água até aos 200 metros de profundidade e, apesar de nunca se afastar muito da costa, é junto a esta que realiza a desova, na primavera. Caracteriza-se por apresentar uma boca sem dentes e um maxilar curto, as escamas ventrais em forma de escudo e apenas uma barbatana dorsal, sem espinhos. Não é comum ultrapassar os 15 cm de comprimento ao atingir o estado adulto. É um hábil filtrador de plâncton (pequenos organismos que se movimentam na coluna de água) que depende, em grande parte, da quantidade de alimento disponível para manter em valores estáveis a densidade da população. Os seus principais predadores, além do ser humano, são as aves marinhas, alguns mamíferos marinhos e outros peixes carnívoros.

Por um belo motivo (os meus primos vão casar em junho), pus-me a ler os sermões de Santo António, em busca de inspiração sobre o Amor e então esbarrei num; cismei que o grande orador o deixara incompleto. “Não falou na entalpia da combustão! Que falhanço!” Como é que o Doutor da Igreja (pregador na vanguarda da curiosidade pelos novos saberes, estudioso da fé, do rigor e da poesia) não recorrera à entalpia da combustão, naquele sermão?! Vinha tão a propósito! Depois de fazer as mais maravilhosas analogias Amor/ Chama: “fogo que está em permanente movimento e ímpeto; abre caminhos nos meios mais duros; incendiando-as, ascende às coisas mais altas; funde as divididas; aclara a escuridão; deixa em chama tudo a que se apega”… então não era de fechar em beleza com a questão da entalpia?! Matutei, matutei… E então percebi: a perfeição do discurso estava precisamente na omissão. É que, no Amor, a entalpia da combustão é outra! A energia que se liberta sob a forma de calor é imensa, espalha-se por toda a gente que rodeia o par; nunca é inferior à energia dos noivos-reagentes; pelo contrário, a sua reação amorosa irradia, ilumina, aquece sempre mais! Caros primos, em nome de Santo António, tchimm, tchimm! À vossa desentalpia! PS: Entalpia de combustão de uma substância é a energia libertada sob a forma de calor na queima de 1 mol dessa substância, nas condições padrão de temperatura e pressão. Como as combustões são reações exotérmicas, libertam calor, a quantidade de energia dos reagentes é sempre superior à dos produtos.

PAI, VOU AO ESPAÇO E JÁ VOLTO! 16 JUNHO ’13 11H00 | DOMINGO PEDRAS QUE CAEM DO CÉU Há perguntas a que só um bom astrónomo pode responder! O que são estrelas cadentes? E meteoritos? Será que podemos ser atingidos por algum? Estudar os meteoritos pode dar-nos informações importantes? Se não queres perder estas respostas e outras aventuras, com José Matos, faz a contagem decrescente e descola connosco. No final vais poder ver e sentir a textura e o peso de uma “pedra” extraterrestre. Horário 11h00 › 12h00 Local Hotel Moliceiro, Aveiro Público-alvo 7 aos 12 anos Entrada 5€ Inscrição obrigatória 234 427 053 ou fabrica.cienciaviva@ua.pt

CIÊNCIA NA AGENDA 15 JUN

11H00 e 15H00

Pai, vou ao espaço e já volto! – A conquista do espaço, com o astrónomo José Matos.

18 JUN

Pai, vou ao espaço e já volto! – Pedras que caem do

JUN

céu, com o astrónomo José Matos. No Hotel

11H00

Moliceiro.

Ovar, com a oficina Gomas, gelatinas e proteínas, no âmbito do projeto Ciência em Movimento.

Na Biblioteca Municipal de Águeda.

16

A Fábrica vai… ao Centro Escolar de Maceda, em

30 JUN

A Fábrica vai… à Feira do Mirtilo, em Sever do Vouga, com o workshop de construção de fornos solares.

Laboração contínua  

Edição nº 325 13 de Junho de 2013

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