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FOLHA BANCÁRIA NOVEMBRO DE 2019 | ANO XXII | nº 10

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CHAPECÓ - CTB | SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE JOAÇABA

Sindicato entra com ação CONTRA REMOÇÕES COMPULSÓRIAS NO BB

TRANSFERIDO

Sindicato de Chapecó já protocolou ação coletiva para cancelar transferências. Na base de Joaçaba, como só houve um caso de transferência e com adesão voluntária, a mesma medida não foi tomada O Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região protocolou uma ação coletiva na Justiça para cancelar as transferências compulsórias dos funcionários do Banco do Brasil. Os bancários têm sido deslocados dos postos originais, a fim de suprir a necessidade de outras agências. Com as transferências, têm a rotina modificada, o que provoca transtornos para a vida dos trabalhadores e familiares. A expectativa é de que a Justiça conceda liminar favorável no caso. Na base do Sindicato dos Bancários de Joaçaba e Região a mesma medida não foi tomada, pois até o fechamento

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desta edição havia ocorrido apenas uma transferência, na qual o bancário optou por aderir voluntariamente. Para suspender o processo das transferências compulsórias, o jurídico da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) também está juntando informações para entrar com representação no Ministério Público do Trabalho. BB descumpe acordo O Banco do Brasil está descumprindo o acordo firmado com a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) de que, após a fase de adesão

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voluntária ao Plano de Ajuste de Quadros (PAQ), lançado no final de julho, não seriam realizadas remoções compulsórias para municípios que não fossem o da origem dos funcionários. Dirigentes da Fetrafi-SC e sindicatos da categoria se reuniram com a Superintendência e Gestão de Pessoal (Gepes) do Banco do Brasil, em Florianópolis, em outubro, para tratar das remoções compulsórias. Na ocasião, o gerente da Gepes Santa Catarina, Luiz Felipe Pires, afirmou que algumas situações estão sendo analisadas, preservando a transferência de funcionárias em licença-maternidade ou

(49) 98804-0734

de empregados em licença-saúde. Para o movimento sindical, a falta de pessoal deve ser solucionada com a realização de concurso público ou por meio de um programa de incentivo que promova a ascensão profissional, e que motive o natural preenchimento de eventuais cargos. Orientação A orientação dos Sindicatos é para que os funcionários não assinem nenhum documento autorizando a transferência, a não ser que assim o queiram. Em caso de dúvidas, os bancários podem entrar em contato com o jurídico do Sindicato.

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Mercantilização das relações sociais

Nas últimas duas décadas do século passado e nesses primeiros anos do presente século, apesar da resistência dos movimentos sociais e de algumas plataformas políticas que lograram certos êxitos eleitorais, a tônica foi de desmonte do estado do bem-estar social construído nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. Até mesmo a proteção social na velhice tem sido vítima da mercantilização crescente, que tenta romper o pretendido equilíbrio entre estado e mercado. Essa mercantilização, que originalmente fazia uso da denúncia à hipertrofia do estado e de seu burocratismo, passou a ter no neoliberalismo sua representação política. Alcançou, também, alto nível de articulação internacional ao usar instituições supranacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Mundial que, com base no alto endividamento dos países em desenvolvimento, mantêm sob pressão esses governos para que aceitem e cumpram o receituário imposto. Mesmo após a crise de 2008, quando os governos decidiram socorrer grande parte dos mercados, em detrimento de seus próprios cidadãos, não houve autocrítica. Pelo contrário, aumentou a radicalidade deste movimento e passou a ser defendida uma supremacia do mercado sobre a própria sociedade. As recentes reformas, com propostas de passar à iniciativa privada o cuidado da Previdência, reduzir salários e o número de funcionários públicos, por exemplo, não somente combatem a presença do estado na economia, como alardeado pela imprensa, mas privam de proteção as camadas mais economicamente vulneráveis de nossa sociedade. Devemos combater essa ótica, pois como trabalhadores, somos vítimas de seus resultados.

FOLHA BANCÁRIA Informativo mensal dos Sindicatos dos Bancários de Chapecó e de Joaçaba.

Dia 13 de dezembro tem confraternização em Chapecó Bancários filiados ao Sindicato de Chapecó e Região estão convidados para confraternização

No próximo dia 13 de dezembro terá a tradicional confraternização de fim de ano do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região. A partir das 18h30 haverá chopp e churrasco no salão de festas. Todos os sócios estão convidados. Participe!

GT de Saúde do Itaú conquista avanços Os trabalhadores do Itaú saíram otimistas da reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde. A direção do banco se comprometeu a ter como prioridade as reivindicações apresentadas pelo movimento sindical desde 2016. “Quando nós convencionamos as cláusulas de antecipação salarial e a do salário emergencial é justamente para que esse trabalhador consiga pagar seus compromissos num momento de dificuldade de saúde. Não faz o menor sentido gerar uma dificuldade financeira para ele depois de um período tão difícil”, explicou Carlos Damarindo, coordenador do GT de Saúde do Itaú. Quanto ao endividamento do trabalhador afastado depois do retorno, o banco se comprometeu a analisar uma fórmula que não permita que

Banco dará prioridade a reivindicações

o holerite fique zerado até quitar a dívida, como acontece atualmente. Outro ponto é do descritivo dos descontos nos holerites, que confunde muito o trabalhador. O Itaú buscará, via sistema, uma solução. O banco reconheceu, ainda, que há problemas no processo desde o primeiro dia de afastamento para entrega de documentos, até o fechamento da folha de pagamentos, e isso contribui para que os valores sejam confusos. Em dezembro o banco ficou de fazer uma apresentação do novo programa de readaptação do trabalhador.

Colega hospitalizado Os pedreiros chegam na obra e um deles percebe que o colega Miguel não veio trabalhar: - O que aconteceu que o Miguel não veio trabalhar hoje? - Ele está hospitalizado... responde o outro colega. - Mas como hospitalizado? Eu vi ele dançando com uma morena fim de semana! - Pois é, a mulher dele também viu.

RIA

Distribuição dirigida aos bancários das bases dos sindicatos | Endereço: Avenida Porto Alegre, 619 D, Centro, Chapecó | seger@bancarioscco.com.br | www.bancarioscco.com.br | Edição: Suellen Santin | Revisão: Cesar Mazzolli | Tiragem: 1.800 exemplares | Fotos: Seeb Chapecó e Reprodução | Matérias: Seeb Chapecó, Contraf, Sindicato da Bahia e Sindicato de São Paulo. Impressão: Gráfica Inovar.


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Solidariedade do custeio é mantida na Cassi BB aprovou proposta elaborada pelas entidades de representação dos funcionários, que agora aguarda apreciação dos associados O Conselho Diretor do Banco do Brasil aprovou a nova proposta de reforma estatutária da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), que foi elaborada pelas entidades de representação dos funcionários. A proposta agora será encaminhada para apreciação do corpo de associados. A proposta mantém o caráter solidário do custeio da Cassi. Isso quer dizer, que a contribuição permanecerá sendo cobrada pelo percentual de salário. Quem ganha mais, colabora no custeio do plano de quem ganha menos. Os dependentes também não serão prejudicados, pois não há quebra de solidariedade na proposta das entidades para o público. O valor pago pelo BB para os dependentes dos funcionários da ativa será usado também para os aposentados. As entidades representativas acordaram com o banco que, se o es-

tatuto for aprovado, o BB aportará de imediato R$ 1 bilhão para o Plano Associados. Dos quais: - R$ 450 milhões são relativos à antecipação de pagamento de todas as parcelas futuras de responsabilidade do banco no GDI; - R$ 415 milhões para pagar contribuições patronais para dependentes de ativos retroativas a janeiro de 2019; - R$ 141 milhões relativos às despesas administrativas de todo o ano de 2019.

Não mexam nas empresas públicas Trabalhadores de diversas categorias se reuniram em Brasília, no dia 30 de outubro, para marchar por soberania nacional, empregos e direitos. O ato denunciou a entrega de empresas públicas estratégicas promovida pelo governo e a política econômica de redução de direitos. A Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) esteve presente. O secretário geral da Fetrafi-SC, Jacir Zimmer, ressaltou que a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania ganha mais força a cada dia. “Precisamos ampliar esse debate nos estados e municípios. Envolver a sociedade. Fazer com que conheçam as maldades que estão sendo praticadas contra os trabalhadores”.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO O Presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, no uso de suas atribuições estatutárias e tendo em vista a realização do Congresso Estadual Extraordinário da FETRAFI-SC a ser realizado em Florianópolis no dia 07/12/2019, convoca todos os bancários associados da entidade para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada em 26/11/2019 às 18:00 horas em primeira convocação e às 18:30 horas em segunda convocação, no Auditório do Sindicato dos Bancários, sito à Rua Porto Alegre, 619-D, Centro, Chapecó-SC, para deliberar acerca da seguinte ORDEM DO DIA: 1.Escolha de delegados, membros bancários, associados da entidade, que deverão participar do Congresso Estadual Extraordinário da FETRAFI-SC. 2.Preenchimento de cargos vagos na Diretoria da Entidade. Chapecó, 18 de novembro de 2019 Cesar Mazzolli - Presidente

Assessoria jurídica gratuita no Sindicato O Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região oferece assessoria jurídica gratuita aos bancários filiados. O advogado Leo Scandolara atende todas as terças-feiras de manhã no Sindicato e a advogada Katiuska Martins de Quadros atende nas quintas-feiras também pela manhã.


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Bradesco quer fechar 450 agências, apesar do lucro bilionário Movimento sindical cobra esclarecimentos sobre o processo e manutenção dos empregos Nos primeiros nove meses do ano, o Bradesco teve A política do Bradesco tem sido de cortes. A empresa lucro líquido recorrente de R$ 19,2 bilhões, crescimento lançou recentemente um Programa de Demissão Voluntáde 22,3% em relação ao mesmo período de 2018. O re- ria (PDV) e mais de 3 mil trabalhadores aderiram ao PDV. Como quer economizar com sultado equivale a uma rentabilidade de 20,5%, elevação de 1,8 absolutamente tudo, o banco ponto percentual. Mesmo com não deve repor as vagas deixadas, o que vai gerar ainda os ganhos bilionários, o banco anunciou que vai fechar cerca mais sobrecarga entre os bancários que ficam. de 300 agências em 2020 para reduzir custos. Ao anunciar o fecha De acordo com o presimento de tantas agências dente do banco, Octavio de Lazari sem mencionar como se dará esse processo, o BradesJunior, a empresa ainda vai encerrar as atividades de 150 unidades co cria tensão e insegurança bancárias neste ano, totalizando Banco lucrou R$ 19,2 bi nos primeiros nove meses do ano a respeito dos empregos. O movimento sindical cobra a 450 até o próximo ano. Em setembro, a organização financeira possuía 4.567 agências no manutenção dos postos de trabalho e exige que o banco esclareça como se darão essas mudanças. país.

Sindicatos discutem dificuldades da categoria Membros do colegiado da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) e dirigentes dos sindicatos filiados, entre eles dos Sindicatos de Chapecó e Joaçaba, se reuniram em Criciúma, no último dia 7. Na pauta, estiveram a precarização das condições de trabalho, as ações do movimento sindical em defesa da Soberania Nacional e das empresas públicas e a realização do Congresso Extraordinário da Federação, que acontece em dezembro. Durante o encontro, os dirigentes de cada base puderam expor as situações que os bancários estão enfrentando nas unidades de trabalho. Casos que vão desde remoções compulsórias até assédio moral e o crescente número de adoecimento de funcionários.

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Papo de vizinhos O vizinho chega em casa e vê o outro deitado na rede e alfineta: - Preguiça é pecado, você sabia? - Ele prontamente responde: Inveja também!

Critérios da promoção por mérito na Caixa Depois de um longo processo de negociação, a Comissão Paritária da Promoção por Mérito definiu as regras para aplicação da promoção por mérito ano-base 2019. A sistemática prevê pontuação máxima de 70 pontos. Os critérios objetivos foram distribuídos da seguinte forma: 20 pela conclusão dos três cursos previstos no Conquiste da unidade, 5 pontos para o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e outros 15 pontos para a frequência medida pelo Sipon. O empregado pode alcançar até 10 pontos extras por meio de iniciativas de autodesenvolvimento. Cada curso feito e registrado no Siged – tanto na Uni-

versidade Caixa como fora dela – dá direito a dois pontos limitados a 10. O sistema também considera critérios subjetivos, que garantem até 20 pontos referentes à nota consolidada na avaliação de competências realizada em 2019. Neste ano, o empregado não pode ter mais de quatro faltas sem justificativa. Em 2018, foram três. A ascensão na Caixa tem sido assegurada com muita luta do movimento sindical. Em 2014, por exemplo, o banco não discutiu o assunto com os empregados e somente com a pressão foram garantidos o pagamento de um delta para todos os promovíveis, com a inclusão da sistemática no acordo coletivo assinado em 2015.


Mais desigualdade e menos direitos NOVEMBRO DE 2019 | ANO XXII | nº 10

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reformas atacam direitos e promovem desigualdade

Medidas neoliberais pautadas em privatizações e redução dos direitos no Chile, tomadas como exemplo pelo governo brasileiro, aumentaram desigualdade e se mostraram um fracasso A desigualdade social, os cortes nos direitos, a assistência à saúde precária e as aposentadorias miseráveis estão na base das revoltas que têm acontecido na América Latina. O Equador, enquanto perdoou dívidas bilionárias de grandes empresas, precarizou as leis trabalhistas e pôs fim aos subsídios, aumentando o preço dos combustíveis, medidas que levaram à população às ruas. No Chile, o aumento da tarifa do metrô, já revogado, foi o estopim dos protestos que evidenciaram o cansaço do povo com um estado fraco na defesa da sociedade. A herança política econômica neoliberal da ditadura de Augusto Pinochet impacta até hoje na

condição de vida dos chilenos, que viram a desigualdade crescer radicalmente em seu país. Diferente do que aconteceu no Brasil, onde uma nova Constituição foi criada após o fim do regime militar, no Chile a Constituição de Pinochet não foi substituída por outra, mas recebeu apenas emendas. Durante o regime militar, a ordem foi privatizar. Serviços básicos, como água e transporte deixaram de ser controlados pelo Estado. Até a Previdência foi privatizada. O Chile adotou, naquela época, o sistema de capitalização, que entrou em colapso recentemente. Nele, cada trabalhador faz a própria poupança, em uma conta individual, administrada por empresas privadas em

vez de ir para um fundo coletivo. O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, queria implantar esse mesmo modelo em nosso país. Embora o Congresso tenha barrado o regime de capitalização da reforma da Previdência, aprovada em outubro, Guedes deixou claro que ainda não desistiu desse propósito. Essa política econômica que exigiu sacrifícios tão grandes do povo, agora mostra os reflexos na pobreza dos aposentados e na brutal concentração de renda. Com a privatização da Previdência, cerca de 80% dos aposentados chilenos ganham menos do que um salário mínimo e 44% estão abaixo da linha de pobreza. Para conseguir se sustentar, muitos precisam encon


trar formas de complementar sua renda. A redução no valor das aposentadorias também aumentou as taxas de suicídio no país entre a população idosa. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre 1990 e 2011, o Chile esteve entre os seis países, dos 36 da organização, que tiveram altas nas taxas de suicídio, registrando, no período, o segundo maior aumento do mundo. A desigualdade só cresceu, como resultado do neoliberalismo excludente, que nos últimos 40 anos deixou de lado investimentos em setores fundamentais como educação e saúde, enfraqueceu o

controle estatal e atacou benefícios sociais, priorizando os interesses do grande capital em detrimento do povo. Hoje, 1% da população mais rica concentra mais de 26% da riqueza gerada no país, segundo levantamento do relatório Panorama

1%

da população mais rica concentra mais de 26% da riqueza no Chile. Social da América Latina. De um lado está a elite econômica, do outro, a maior parte da sociedade, que tem um custo de vida alto, mas vive à mercê de um sistema de pensões

previdenciárias insustentável e de um sistema produtivo fraco, onde faltam oportunidades e bons salários. De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social do Chile sobre o custo de vida, na capital Santiago, por exemplo, o custo da habitação aumentou 150% nos últimos 10 anos, enquanto os salários só cresceram 25%, em média. Um exemplo que mostra o quanto a agenda neoliberal, que nosso governo se dedica a implantar no Brasil, é perversa com a sociedade. O Chile mostra que esse tipo de modelo político econômico ao longo do tempo só impulsionou a desigualdade social, o aumento da pobreza e a redução de direitos.

Fica o alerta para os brasileiros Pacote de medidas neoliberais do governo sufoca os investimentos do Estado e prejudica os trabalhadores para beneficiar banqueiros e rentistas A destruição da Previdência no Chile e a desigualdade provocada pela agenda neoliberal são um alerta para os brasileiros. Em breve passarão a vigorar as novas regras aprovadas na reforma da Previdência brasileira e, embora a capitalização tenha sido retirada do texto da reforma, não saiu dos planos do ministro da Economia, Paulo Guedes. Lembrando que entre os argumentos para aprovar a reforma estavam o equilíbrio nas contas públicas, o combate aos privilégios e a equiparação das regras para todos, porém, setores da sociedade como os militares ficaram de fora das novas regras que farão a população trabalhar mais e se aposentar com menos. Além disso, o governo continua a manter muitos privilégios. A proposta de orçamento de 2019 do governo estimou a concessão de R$ 376 bilhões em incentivos fiscais a empresas somente este ano. Impostos sobre grandes fortunas também não existem no Brasil. E tem mais por vir. Neste mês de novembro, o governo anunciou

um duro pacote neoliberal que impõe ainda mais retiradas de direitos sociais e trabalhistas. As propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei preveem uma reforma administrativa, podem alterar o percentual de gastos com saúde e

educação, reduzir salários de novos servidores públicos e dificultar as regras para a ascensão na carreira, diminuir jornadas e salários de funcionários de governos e prefeituras e restringir a estabilidade de servidores públicos. As reformas e medidas de austeridade que têm sido imple-

mentadas só atacam direitos e os resultados da predecessora, a reforma trabalhista, que entrou em vigor em 2017, apontam para um cenário nada otimista. Os empregos prometidos não foram gerados e o Brasil vive o auge da informalidade. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), publicada em outubro deste ano, com dados de 2018, mostra que praticamente metade dos brasileiros vivia, em média, com o equivalente a R$ 413 por mês. Segundo dados do IBGE, entre julho e setembro deste ano, a informalidade bateu o recorde da série iniciada em 2012. O país atingiu o ápice de 38,8 milhões de trabalhadores informais, uma taxa de informalidade de 41,4%. Ainda estão na mira as empresas públicas, indutoras de desenvolvimento econômico e social no país. A cada novo passo, o governo vai na contramão do que o Brasil precisa. Fortalece o grande capital e enfraquece o povo.


MP da precarização NOVEMBRO DE 2019 | ANO XXII | nº 10

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FIM DA JORNADA DE 6H A MP altera o artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regula a jornada de trabalho da categoria. Antes da MP a jornada era de 6 horas, de segunda a sexta-feira, num total de 30 horas semanais. Pela MP, será mantida apenas para a função de caixa, e ainda assim poderá ser ampliada, sem participação dos sindicatos – ou por negociação coletiva. Caso ocorra, os caixas não terão direito à gratificação de 55% prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Pelo artigo 224 da CLT funções como direção, gerência, fiscalização e chefia podem ter jornada de 8 horas. Mas os bancários que cumprem 8 horas recebem gratificação que equivale a 55% do salário-base conforme a CCT da categoria. Com a MP, apenas após a oitava hora trabalhada considera-se hora extraordinária com adicional de 50% na remuneração.

ATAQUE À PLR Os bancários foram a primeira categoria no Brasil a conquistar participação nos lucros e resultados, em 1995. As regras da PLR dos bancários são definidas nas mesas de negociação entre sindicatos e os bancos (Fenaban) e estão previstas na CCT da categoria. A MP de Bolsonaro acaba com isso, pois permite que os bancos estabeleçam unilateralmente as regras de cálculo da PLR, sem a necessidade de negociação com os sindicatos, nem de clausular essas regras em acordos coletivos. E isso com certeza vai rebaixar os valores da PLR. Se já é difícil negociar com os bancos quando os trabalhadores estão organizados e representados por sindicatos, fica muito mais difícil quando negociam sozinhos. Lembrem que na campanha de 2018, a Fenaban queria pagar PLR menor para as bancárias em licença-maternidade e para quem estava afastado por doença ou acidente. Foi a força da categoria organizada que fez com que eles recuassem.

MP 905

TRABALHO AOS SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOs

A MP 905 revoga a lei 4.178, de 1962, que proibia a abertura de agências bancárias aos sábados. Mas não para por aí: além de tirar dos bancários o descanso aos sábados, a MP de Bolsonaro também permite que a categoria trabalhe aos domingos e feriados. Ou seja, se a MP for de fato aprovada pelo Congresso Nacional, vai acabar o “sextou” dos bancários.


SINDICATO CONSEGUE SUSPENSÃO DA MP 905 A aplicação pelos bancos da Medida Provisória está suspensa até a próxima negociação, no dia 26 O Comando Nacional dos Bancários se reuniu, na quinta-feira (14), em São Paulo, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para tratar da Medida Provisória 905/2019 e conseguiu a suspensão da implantação da MP até a próxima negociação, marcada para o dia 26 de novembro. Durante a reunião, o Comando reafirmou o posicionamento de que não aceita o trabalho aos sábados; extensão da jornada para 44 horas semanais; negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) sem as entidades sindicais e

que sejam desrespeitados os pisos salariais da categoria, definidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os bancos cederam à pressão do Comando e concordaram com a suspensão da aplicação da MP até nova negociação que ocorrerá dia 26. Os representantes dos bancários apresentaram a proposta de construção de um aditivo à CCT, com validade até dezembro de 2020, que garanta todos os direitos da categoria e neutralize a MP em todos os pontos que prejudicam os bancários.

VAI TER LUTA! Diante dos ataques aos bancários na Medida Provisória 905, a resposta será uma grande luta dos trabalhadores, organizados em seus sindicatos, em defesa dos direitos da categoria. A MP 905 é mais uma tentativa do governo Bolsonaro de acabar com o descanso dos bancários aos finais de semana, atendendo aos interesses dos banqueiros. Já havia tentado com a Medida Provisória 881, lançada no final de abril, mas que nossa mobilização junto aos parlamentares conseguiu derrubar. Inclusive, na mesa de negociação da quinta-feira (14), representantes da Fenaban admitiram que pontos da MP 905 como o fim da jornada de 6h; o trabalho aos sábados, domingos e feriados; e a permissão para que empresas estabeleçam uni-

lateralmente regras para PLR, sem a necessidade de negociar com o sindicato, foram incluídos por encomenda dos banqueiros”, acrescenta. O Sindicato iniciará as conversas nos locais de trabalho sobre a luta contra a MP 905, sendo essencial a participação de todos nas atividades propostas. O presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Cesar Mazzolli, reforça que os bancários precisam estar unidos e mobilizados. A categoria deve responder à consulta sobre a MP 905 no site do Senado; pressionar parlamentares a derrubarem a medida; e somar forças nas ruas e redes. “É fundamental que nós estejamos juntos e que possamos mostrar força e disposição para lutar, assim como sempre o fizemos”, ressalta Mazzolli.

A comissão de negociação dos bancos se comprometeu a defender perante o setor a assinatura deste aditivo. Dia 26, serão debatidos os detalhes do texto do aditivo à CCT. A categoria exige respeito à Convenção Coletiva de Trabalho e aos acordos coletivos aditivos do BB e da Caixa. “A MP ataca diversos trabalhadores e os bancários estão entre os mais penalizados. Precisamos estar unidos, mobilizados e pressionar os parlamentares”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Cesar Mazzolli.

REAJA! REAJA! RESPONDA À CONSULTA NO SITE DO SENADO: bit.ly/ConsultaMP905Senado PRESSIONE DEPUTADOS: bit.ly/PressioneOsDeputados PRESSIONE SENADORES: bit.ly/ PressioneOsSenadores ACOMPANHE NO www.bancarioscco.com.br as informações sobre a MP 905. Participe!

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