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FOLHA BANCÁRIA JUNHO DE 2019 | ANO XXII | nº 05

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CHAPECÓ - CTB | SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE JOAÇABA

Diretoria eleita toma posse no Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região Bancários estarão à frente do Sindicato na gestão 2019-2022 A nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região tomou posse no dia 31 de maio, em cerimônia no restaurante D’Itália. Os eleitos estarão à frente da entidade na gestão 2019-2022. O presidente Cesar Mazzolli agradeceu o apoio da categoria expressado no resultado das votações. “Novamente tivemos chapa única e fomos eleitos com 97,3% de aprovação, o que reforça o respaldo da base no trabalho que vem sido desenvolvido pelo sindicato na defesa dos bancários e na luta por mais direitos e conquistas”. A diretoria também é formada por Maria Vieira (Vice-presidente), Anildo Zamboni (Secretário de Finanças, Patrimônio, Administração e Informática), Adalberto Moro (Secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Lazer), Isac Abrão (Secretário de Assuntos Jurídicos e Relações Trabalhistas), Sebastião Araujo (Secretário de Imprensa, Comunicação e Assuntos Intersindicais) e Amadeu de Andrade

Presidente Cesar Mazzolli agradeceu pela confiança na diretoria

(Secretário de Formação, Estudos Socioeconômicos e Tecnológicos), além de mais 22 bancários na suplência, no conselho fiscal e na diretoria de base.

Bradesco é condenado em R$ 1 milhão por assédio moral

A Justiça do Trabalho de Joaçaba condenou, em maio, o Bradesco a pagar indenização de R$ 1 milhão por dano e assédio moral a um ex-gerente. A sentença ressaltou a sobrecarga de trabalho e as situações constrangedores praticadas pelo gerente regional Oswaldo Fumagalli Filho contra o bancário. Mais casos As denúncias de excessos provocados pelo então gerente regional eram tantas que em 2017 os Sindicatos dos Bancários de Chapecó, Concórdia, Joaçaba, São Miguel do Oeste e representantes da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC) organizaram uma forte /sindicato.dosbancarios

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mobilização conjunta na agência centro do Bradesco, em Chapecó, em repúdio à postura assediadora. Os bancários paralisaram as atividades da agência e o Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou o banco, além de requisitar instauração de inquérito criminal. Diversas ações trabalhistas foram movidas por ex-empregados e pelo MPT para cessar as ações de Oswaldo Fumagalli Filho e buscar reparação para os danos morais causados aos bancários. A sentença de Joaçaba representa uma importante vitória no combate aos abusos cometidos contra os bancários. O assédio moral leva ao adoecimento e combatê-lo deve ser prioridade em todas as empresas. (49) 98804-0734

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No próximo dia 6 tem Conferência Estadual

A farsa da reforma trabalhista A reforma trabalhista, que está prestes a completar dois anos, está longe de trazer os empregos prometidos. Defendida pelo governo como um projeto que iria gerar milhões de vagas, até agora o que a mudança provocou foi o aumento da informalidade, a redução no número de acordos coletivos, a perda de direitos para trabalhadores do campo e o enfraquecimento da atuação dos sindicatos. O índice de desemprego está alto e a precarização das relações de trabalho também se aprofundou. Só no primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego no país chegou a 12,7%, segundo dados do IBGE. No período, o número de pessoas sem emprego subiu em 14, dos 27 estados do país. Em 13 deles, houve recorde na subutilização da força de trabalho, aqueles que trabalham menos do que gostariam ou desistiram de procurar emprego, mesmo querendo entrar no mercado. Os trabalhadores estão menos protegidos. Com a reforma, acabou a obrigatoriedade de que as demissões sejam homologadas nos sindicatos, o que amplia as chances de rescisões incorretas. De acordo com dados publicados no fim do ano passado pela ONG Repórter Brasil, houve redução do número de convenções e acordos coletivos em 39%, segundo o Ministério do Trabalho. Isso porque a retirada da contribuição sindical inviabilizou financeiramente muitos sindicatos e os impossibilitou de atuar nas negociações coletivas, que levam tempo e exigem recursos. A reforma também impactou na Justiça do Trabalho, com a queda de ações. No fim das contas, as maiores beneficiadas foram as empresas, que conseguiram flexibilidade de negociação, excluiram os sindicatos da vida do trabalhador e ganharam segurança jurídica.

FOLHA BANCÁRIA Informativo mensal dos Sindicatos dos Bancários de Chapecó e de Joaçaba.

Bancários que quiserem participar podem se inscrever até 3 de julho No dia 6 de julho bancários de todo o estado estarão reunidos em São José para a Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC). A categoria irá debater a conjuntura política e econômica brasileira e definir estratégias em defesa dos direitos trabalhistas e da aposentadoria. Os bancários da base do Sindicato de Chapecó e Região que tiverem interesse em participar podem se inscrever até 3 de julho. Todas as despesas da viagem serão custeadas pelo Sindicato. Encontro em Chapecó No dia 31 de maio, representantes da Federação estiveram

Categoria vai debater conjuntura política

em Chapecó para planejar ações de combate à reforma da Previdência. Na ocasião, eles também discutiram sobre as negociações com as comissões de empresa e ressaltaram a importância de defender os bancos públicos. Além de demandas específicas dos bancários do Bradesco, do Itaú e do Santander.

Memória Fotografia registra um tempo em que somente aos homens era permitido trabalhar no Banco do Brasil. > Agência 03212, no final dos anos 60, em Chapecó.

Último sorriso Um senhor morre e o seu melhor amigo vai ao velório. Para fazer bonito resolve dizer algumas palavras... mas sua dentadura cai sobre o caixão e para não pagar mais mico ainda, diz: - Vai amigo, leva meu último sorriso.

RIA

Distribuição dirigida aos bancários das bases dos sindicatos | Endereço: Avenida Porto Alegre, 619 D, Centro, Chapecó | seger@bancarioscco.com.br | www.bancarioscco.com.br | Edição: Suellen Santin | Revisão: Cesar Mazzolli | Tiragem: 1.800 exemplares | Fotos: Seeb Chapecó e Reprodução | Matérias: Seeb Chapecó, Contraf, Sindicato da Bahia e Sindicato de São Paulo. Impressão: Gráfica Inovar.


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Fique atento para garantir a estabilidade pré-aposentadoria Direito está garantido na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, mas bancários precisam entregar declaração ao banco informando a condição Se você preenche os requisitos para solicitar a estabilidade pré-aposentadoria, uma conquista dos bancários em sua Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), fique atento: é preciso fazer a comunicação por escrito ao banco para garantir o direito. No Bradesco, a necessidade de entregar a comunicação é ainda mais importante, já que os gestores da empresa reafirmaram que, sem ela, não há estabilidade. A 27ª cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários assegura, nas letras “F” e “G”, aos homens que trabalharam 28 anos e às mulheres que trabalharam 23 anos no mesmo banco a estabilidade ao emprego nos dois anos imediatamente anteriores à aposentadoria. Na letra “E” da mesma cláusula, há a previsão de estabilidade por um ano aos trabalhadores que tenham o mínimo de cinco anos de vínculo com o banco. Para garantir a estabilidade, é indispensável que os trabalhadores entreguem uma comunicação

escrita informando a condição, acompanhada dos documentos que comprovam o tempo para requerer o benefício da aposentadoria: cópia da carteira de trabalho e Extrato Previdenciário com todos os vínculos trabalhistas e previdenciários constantes no seu Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Caso o bancário fique com alguma dúvida pode entrar em contato com o Sindicato pelo (49) 3322-1159 ou agendar um horário.

Carta A carta deve ser feita em duas vias para ser devidamente protocolada na entrega ao banco, na pessoa do gestor e/ou departamento pessoal. Acesse: www.bancarioscco.com.br/site/garanta-a-estabilidade-pre-aposentadoria e veja o modelo.

Seminário em Joaçaba debate reforma da Previdência Bancários e toda a comunidade participaram no dia trabalhador vai ser responsável por bancar sua aposenta23 de maio, em Joaçaba, do seminário “Reforma da Previ- doria, com uma poupança individual, o que vai reduzir o dência: Mitos e verdades”, organizado pelo Coletivo Sindi- valor dos benefícios. Luís lembrou que os 82% de economia prometidos cal de Joaçaba e região. O coordenador do Coletivo Sindical e diretor do Sin- pelo ministro Paulo Guedes não virão às custas dos altos salários do funcionalismo público, dicato dos Bancários de Joaçaba, Rodney Tosi, destacou que o obmas sim dos trabalhadores, principalmente aqueles que recebem jetivo foi oportunizar um evento o teto do INSS, de R$ 5.839,45. gratuito à população para infor Para o advogado, o que pode mar sobre os detalhes da reforma resolver o déficit da previdência que geralmente ficam ocultos no é a geração de empregos forconteúdo divulgado pela grande mais. “Metade da população está mídia ou são divulgados de forma na informalidade e esse é um proerrônea nas redes sociais. blema econômico e social. Se au O advogado Luís Fermentar a formalidade o déficit se nando Silva, membro titular da resolve”. Ele ressaltou que é funComissão de Direito Previdenci- O Coletivo Sindical mostrou os mitos e verdades da reforma damental que a população esteja ário da OAB nacional, foi quem ministrou o seminário. Ele afirmou que a reforma repre- bem informada sobre os prejuízos da reforma e pressione os parlamentares para votarem contra a proposta. senta a destruição da Previdência pública. Segundo Luís, as alterações na Previdência serão Quem não pôde participar do seminário pode acesfeitas por meio de uma lei complementar e não mais por sar a página do Coletivo Sindical de Joaçaba, Herval d’Oeste emenda constitucional. Uma das maiores preocupações e Luzerna no Facebook. Os bancários que quisere mais incom a reforma é a substituição do modelo atual, de repar- formações podem entrar em contato pelo e-mail coletivotição, pelo sistema de capitalização. Neste novo formato, o sindicaljba@gmail.com.


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Financiários têm reajuste salarial de 5,83%

Promoção por mérito na Caixa

Gratuidade judiciária De todos os direitos perdidos pelos trabalhadores com a reforma trabalhista, o acesso à gratuidade judiciária foi um dos mais nefastos. No entanto, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou o projeto de lei (PLS 267/17), do senador Paulo Paim, para que os trabalhadores tenham novamente esse direito. O texto segue agora para as comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Assuntos Sociais (CAS), sendo nesta última em caráter terminativo.

Segundo a Fenacrefi, primeira parcela deve ser paga em setembro Com data-base em 1º de junho, os financiários terão reajuste salarial de 5,83%. O índice é resultado do acumulado do INPC dos últimos 12 meses (4,78%), mais o aumento real de 1%, garantido pelo movimento sindical na campanha salarial do ano passado. O reajuste também incide sobre os vales refeição, alimentação, gratificações e demais cláusulas econômicas. Ele está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que tem validade de dois anos (2018/2020). Segundo informações da Fenacrefi, a primeira parcela da PLR será paga em 20 de setembro. Além de assegurar todas as cláusulas da CCT, os financiários podem também parcelar em até três vezes o adiantamento de férias, que até a campanha do ano passado era descontado integral-

Em cenário díficil, categoria conseguiu aumento real

mente no mês posterior ao descanso. Diante de uma conjuntura nacional difícil para os trabalhadores brasileiros, o acordo de dois anos, que garante reajuste acima da inflação para os financiários, é uma importante conquista, principalmente se comparada a outras categorias que não estão conseguindo obter aumento real e ainda perdem direitos.

STF libera venda de subsidiárias de estatais O plenário do Supremo Tribunal ção do Congresso Nacional, ativos lucratiFederal (STF) decidiu que o governo pode vos das empresas públicas, como a Lotex vender empresas subsidiárias de estatais e a Caixa Seguros, no caso da Caixa; e BB sem necessidade de aval do Poder Legisla- cartões e BB DTVM, no caso do Banco do tivo. A medida facilita o desmonte das em- Brasil. Para se ter uma ideia do prejuízo presas públicas. que a decisão irá susci A Corte tar não só para as emdecidiu também presas públicas, como que a operação pode ser realizatambém para a sociedade, as Loterias Caixa da sem necessidade de licitação, arrecadaram em 2017 quase R$ 13,9 bilhões, desde que siga procedimento que Decisão do STF facilita desmonte das empresas públicas transferindo quase R$ observe os prin5,2 bilhões (37% do cípios da administração pública, previstos total) aos programas sociais nas áreas de no artigo 37 da Constituição Federal (CF), seguridade social, esporte, cultura, segurespeitada sempre a exigência de competi- rança pública, educação e saúde. Com a tividade. entrega das loterias para o capital privado, Com a decisão, o governo poderá esse percentual será reduzido para menos entregar ao capital privado, sem autoriza- de 17%. No escuro Dois amigos estavam no escuro, um diz ao outro: - Amigo, está muito escuro aqui. O outro responde: - Não sei, não estou enxergando nada!

RIA

As negociações sobre promoção por mérito estão travadas na Caixa. O banco mantém a intransigência de aplicar o “nine box” da GDP como critério para a promoção por mérito de 2019. Os resultados serão aplicados em janeiro do ano que vem. Na última reunião, dia 4 deste mês, o Grupo de Trabalho (GT) da Promoção por Mérito apresentou contraproposta à feita pela Caixa no último encontro, mas não adiantou. Se for mantida a proposta da instituição, os empregados só serão promovidos no resultado da GDP, se alcançarem a classificação “eficaz”, “superior” e “excepcional”. Ao aplicar a regra, 25% dos elegíveis, em alguns segmentos, ficariam com zero delta. Já a proposta dos trabalhadores leva em conta a construção feita desde 2008 nas Comissões Paritárias com a instituição.


Nas ruas contra a reforma JUNHO DE 2019 | ANO XXII | nº 05

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Greve geral em defesa da aposentadoria Bancários aderiram à greve nacional e paralisaram por uma hora as atividades nas agências do centro de Chapecó em repúdio à reforma da Previdência. Em Joaçaba também teve mobilização A greve geral do dia 14 de junho, contra a reforma da Previdência, mobilizou milhões de pessoas em todo o país e também levou trabalhadores de diversas categorias às ruas em Chapecó. O ato começou às 9h da manhã, na praça central, e os bancários seguiram para as agências do centro com faixas e cartazes, onde paralisaram as atividades por uma hora. Em Joaçaba, a categoria também participou das manifestações locais. Os trabalhadores cruzaram os braços em repúdio às mudanças que podem acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros, contra a privatização de empresas e bancos públicos, contra os cortes na educa-

ção e por mais empregos. A população também reforçou a cobrança aos parlamentares para que votem contra o projeto de reforma. A Câmara já entregou o relatório e a intenção é votar o texto na Casa em julho. Após isso, ele deve ser enviado ao Senado em agosto para votação. “Nos manifestamos em defesa do direito à aposentadoria, que está ameaçado pela proposta de reforma da Previdência. Manteremos nossa luta contra o pacote de retrocessos que atacam os direitos, os bancos públicos e a educação”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Cesar Mazzolli.


Bancários no ato da praça Coronel Bertaso

Bancário s mobiliz ados em Joaçaba

no Itaú Paralisação

Paralisação no Bradesco

Paralisação na Caixa Centro

Paralisaçã o na Caixa

Desbrava dor

Paralisação no Banco do Brasil Categorias reunidas em ato na praça

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