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México: 28 mortos em dois dias Actos de violência estão relacionados com o narcotráfico. Pág.3

Benfica volta a cair Naval aproveitou revolução de Jesus (2-1). Pág.4

Empresa contrata informáticos que trabalhem nus Objectivo é dar oportunidade aos naturistas. Pág.3


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monitorização cardíaca do feto durante o trabalho de parto reduz a mortalidade do recém-nascido em 53 por cento e diminui os riscos de morbilidade infantil, revela um estudo que analisou 1,9 milhões de nascimentos, escreve a Lusa.

«Este é o maior estudo alguma vez feito sobre nascimentos», sublinhou o presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Obstetrícia, João Luís Silva Carvalho. Uma equipa de investigadores norte-americanos analisou os processos de quase metade de todos os nascimentos ocorridos nos Estados Unidos em 2004 e os resultados vieram confirmar o que a maioria dos ginecologistas há muito defende: os partos realizados em hospitais e maternidades são mais seguros. Em 2004 nasceram nos Estados Unidos cerca de 4.112 milhões de crianças, mas para o estudo os investigadores excluíram todas as situações em que havia múltipla gestação, anomalia do feto e nascimentos antes das 24 semanas ou para além das 45. Resultado: foram considerados apenas 47 por cento do total dos partos, num total de 1,9 milhões de processos de nascimentos. A investigação concluiu que «o risco de mortalidade infantil foi de três crianças por cada mil nascimentos realizados com ajuda de monitorização e de 3,8 por cada mil nascimentos sem monitorização», lê-se no resumo do estudo publicado este ano no American Journal of Obstetrics and Gynecology. Ou seja, em cada mil bebés que se faz a monitorização cardíaca do feto evita-se uma morte. «A monitorização reduz a mortalidade neonatal para 53 por cento», revela o resumo da comunicação agora publicada, que acrescenta ainda que «a monitorização está associada à diminuição da mortalidade e morbilidade». Em Portugal, nos últimos anos, nascem cerca de mil bebés longe dos hospitais e maternidades. Um fenómeno que representa menos de um por cento do total de nascimentos anuais, mas que mesmo assim preocupa os especialistas. O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira Silva, considera que o parto domiciliário representa «um risco absolutamente desnecessário e preocupante que pode ter consequências terríveis para a criança». Também João Luís Silva Carvalho, critica esta opção: «Como médico e enquanto responsável da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Obstetrícia não posso deixar de criticar muito fortemente a tendência modernizante para se implementar cada vez mais o parto domiciliário. Não tem o mais pequeno sentido».

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Pelo menos 28 pessoas foram mortas em actos de violência relacionados com o narcotráfico no fim-de-semana, nos estados mexicanos de Chihuahua (norte) e Sinaloa (nordeste), noticiou a AFP citando as autoridades locais, escreve a Lusa. No Estado de Chihuahua, que tem uma longa fronteira com os Estados Unidos e é considerado uma das regiões mais violentas do México, foram mortas 21 pessoas, dez das quais em Ciudad Juarez. As restantes vítimas foram registadas no Estado de Sinaloa, limítrofe de Chihuahua. De acordo com as autoridades locais, entre os mortos conta-se um polícia, cujo corpo foi encontrado crivado de balas em Guamuchil.

A empresa de informática tem vários secções como qualquer outra, no entanto, um dos departamentos tem uma particularidade que está a chocar alguns dos quadrantes mais conservadores da Grã-Bretanha. Aqui, os informáticos contratados são apenas aqueles que desejam trabalhar completamente nus. O departamento naturista é para homens e mulheres e tem como objectivo permitir aos amantes do nudismo trabalhar como se sentem melhor, ou seja, sem roupa, lê-se no site da empresa, onde está publicado o anúncio. Apesar da exposição, a empresa garante que o trabalho na «Nude House» será igual ao de qualquer outra que venda soluções de software. No anúncio de emprego é ainda dada a garantia de que existirão várias infra-estruturas de apoio à nudez, como por exemplo chuveiros, já que se pretende que o trabalho seja uma experiência agradável. A empresa deixa um mail para onde devem ser enviados os currículos, mas ressalva ainda que quem pretender um trabalho mais convencional também pode enviar a sua candidatura.

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Está em qualquer manual de sobrevivência fiável. A solidão e o aborrecimento apenas existem na ausência de um pensamento lógico. Desprendido da ambição do título, sem saber muito bem o que fazer do que resta na Liga, a equipa de Jesus é um emaranhado de reacções individuais descoordenadas. Uma decepção da cabeça aos pés. Perdido o campeonato com o estrondo que se sabe, o Benfica dá ares de um turista numa cidade desconhecida. De mapa na mão e o olhar desorientado, a pedir informações a quem passa. A derrota justíssima na Figueira da Foz tem uma atenuante, naturalmente, mas leve. Foram 11 jogadores novos, pouco entrosados e, lá está, desinteressados e desorientados. Ao Benfica, já se percebeu, faltou quase tudo. Um rumo certo a seguir, uma tarefa motivante a cumprir e, já agora, qualidade para que esses pressupostos inexistentes tivessem um fundo de realismo. Excepção feita ao período entre o golo da Naval e o intervalo - pouco mais de 20 minutos o campeão nacional 2009/10 foi um espectro perturbador da equipa que chegou a encantar entre Janeiro e Março. FICHA DE JOGO A entrada do Benfica na partida foi um desastre. De ombros encolhidos, expressão de frete e as pernas pesadas, o conjunto encarnado entregou a responsabilidade do duelo à equipa da Naval e deu-se mal. Perante tamanha parcimónia, os homens de Carlos Mozer encarnaram a cartilha do técnico e foram uns valentes, uns durões com tiques refinados. O primeiro golo lá surgiu aos 22 minutos, pela cabeça do renascido Bruno Moraes, que já há uns anos fizeram de desmancha-prazeres da águia num célebre F.C. Porto-Benfica. Só aí, insista-se, o Benfica teve um assomo de dignidade e pretendeu sacudir o entorpecimento causado por todas as razões supracitadas. Já depois de Júlio César fazer uma defesa do outro mundo a pontapé de Godemèche, Carlos Martins atirou de cabeça ao poste e Alan Kardec fez o empate logo depois. O Benfica acabou com o tempo de descanso e só voltaria a acordar lá para o último quarto-de-hora. Recorde o AO MINUTO Jorge Jesus não terá esta opinião. De qualquer forma, em nosso entender, o Benfica ainda terá muito a ganhar ou a perder no campeonato. Quanto mais não seja, uma rede de motivação para as outras competições. Derrotas como esta consentida na Figueira da Foz só Página 4


podem ter uma consequência: abanar fortemente com o ambiente sadio e de confiança. Então, como dar a volta a este contexto ingrato na Liga? Com imaginação. Coisa que o Benfica jamais teve na sétima derrota consentida. Mudar todas as peças e esperar um milagre não é solução. Aqueles que raramente foram opção, nunca o virão a ser nesta fase final. Raras vezes, muito raras, a história se desviou destas leis. Resta referir que a Naval teve muito mérito na edificação de mais três pontos. Mozer tem dois bons médios (Manuel Curto e Godemèche), dois homens capazes de espalhar o pânico (Edivaldo e Simplício), uma defesa muito certinha e um agitador chamado Marinho. Foi ele o autor do golo decisivo aos 83 minutos.

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Faz Ganza - Notícias 11 de Abril de 2011